Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Brasileirão

Na Justiça, CBF ganha posse provisória de marca do Brasileirão
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF conseguiu em ação na Justiça a posse provisória da marca “Brasileirão” com referência ao campeonato da Série A. A decisão foi por meio de uma liminar, e é mais um passo da disputa da entidade pela marca. Até agora, administrativamente, seus pedidos de registros tinham sido negados.

A entidade já explora a marca em álbuns de figurinha e alguns itens, mas sua intenção era expandir o licenciamento. Isso ainda não ocorrerá porque a entidade espera ter uma posse definitiva do nome “Brasileirão”. Por enquanto, conseguiu barrar que outras empresas utilizem o nome.

Em 2010, em meio à onda da Copa-2014, a CBF fez uma série de pedidos de registros de marca no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Entre elas, estavam cinco pedidos de registro do “Brasileirão”, embora não tivessem nenhuma relação com o Mundial.

Pois bem, o INPI negou todos os pedidos de registro da marca feitos pela CBF para diversos tipos de produtos. Havia vários pedidos porque cada um se refere a um campo de produtos, indo desde calcinhas, calçados e pijamas até serviços de rádio, televisão e transmissão esportiva. A entidade recorreu administrativamente, e perdeu.

Em agosto de 2017, a CBF entrou com uma ação na Justiça contra o INPI. Basicamente, pedia a suspensão das decisões do INPI que lhe negavam o registro do Brasileirão e que reivindicações similares de outras empresas fossem negados. Liminarmente, o juiz Celso Araújo Santos suspendeu as decisões do INPI pelo menos até a conclusão da ação, tornando as sub judice.

Houve dois motivos para essa decisão: 1) a CBF demonstrou já ter feito licenciamentos da marca “Brasileirão” 2) a possibilidade de outras empresas registrarem a marca do campeonato.

“No entanto, verifico risco concreto de dano à Autora caso não concedida a tutela requerida. Isso porque, sem uma decisão judicial, os quatro pedidos de registro acima serão definitivamente arquivados pelo INPI, o que trará duas consequências graves e de difícil reversão: a perda dos direitos garantidos ao depositante pelo art. 130 da LPI e a possibilidade de prosseguimento de pedidos de registro de terceiros colidentes com os pedidos da Autora (CBF).”, afirmou o magistrado.

Em outubro, há cerca de um mês, o INPI registrou a decisão judicial que suspende suas ações administrativas. Consultada, a CBF informou que agora usará a liminar para tentar que o INPI registre, em definitivo, a marca do Brasileirão como sua. Mas não mudou a sua estratégia de marketing porque a decisão é provisória.


Times mistos vão mal e influenciam tabela do Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_ )

O final de semana foi dominado pela polêmica em relação às declarações de Júlio Baptista no jogo entre Vasco e Cruzeiro. Se é impossível saber qual sua intenção ao pedir mais um gol ao vascaíno Cris, é certo que times mistos como o cruzeirense neste sábado têm ido mal e influenciado a tabela do Brasileiro, tanto na briga contra o rebaixamento quanto na luta pela Libertadores.

Um levantamento do blog mostra que equipes com formações inteiramente ou parcialmente reservas obtiveram 37,5% dos pontos em pelos menos oito jogos disputados – foram considerados pelo menos cinco atletas principais fora. Pior, sempre estavam atuando contra times que estavam disputando algo no Nacional. Entre os que usaram formações mistas estavam Flamengo, Atlético-PR, São Paulo, Cruzeiro e Goiás.

De olho na Copa do Brasil, o time rubro-negro carioca foi o que poupou seus atletas em mais jogos. Foram três partidas diante de Grêmio, Fluminense e Goiás. Teve uma vitória, um empate e uma derrota.

Com uma equipe inteira de reservas, perdeu dos gremistas e os favoreceu na briga pela Libertadores, assim como empatou com o Goiás, em casa, com um a mais. Ganhou o clássico do rival tricolor.

Já o Cruzeiro se utilizou de times mistos em duas ocasiões, após confirmar o título Nacional. Perdeu do Vasco e empatou com a Ponte Preta em casa. Um desempenho bem inferior a sua média, com um sexto dos pontos obtidos.

Por conta da Copa Sul-Americana, o São Paulo foi com um time de reservas ao Rio o que ajudou na vitória do Fluminense, desesperado para fugir do rebaixamento. De olho na Copa do Brasil, o Atlético-PR também poupou atletas contra o Bahia, e empatou fora de casa.

No único resultado que quase não teve efeito na tabela, o Goiás usou reservas contra o Náutico, por conta de jogo pela Copa do Brasil. Ganhou a partida, mas, neste momento, o time pernambucano já estava virtualmente rebaixado.

Claro que todas as estratégias de poupar atletas foram justificadas por competições importante que esses times disputavam em paralelo ao Brasileiro. Mas é fato que tiveram influência na tabela, e possivelmente nos nomes de rebaixados e classificados à principal competição sul-americana ao final do Nacional.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>