Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Caixa Econômica Federal

Criticado por Paulo Guedes, investimento da Caixa em clubes somou R$ 664 mi
Comentários Comente

rodrigomattos

Criticado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o investimento da Caixa Econômica em camisas de clubes de futebol acumulou R$ 663,6 milhões nos últimos sete anos. O futuro do projeto ainda não está definido para 2019, mas a tendência é não continuar pelas declarações do governo. Clubes se preparam para a saída do principal patrocinador do esporte e boa parte deles retirou a marca do banco dos sites.

Durante a cerimônia de posse do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, Guedes afirmou que “às vezes é possível fazer coisas cem vezes melhor com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol”.

O projeto da Caixa iniciou seu projeto em camisas de futebol em 2012, ano em que gastou apenas R$ 5,8 milhões. Com o tempo, o banco foi se tornando o maior patrocinador do esporte, chegando ao seu ápice em 2017 com R$ 145,8 milhões. O levantamento fornecido pela Caixa mostra que o total chegou a R$ 663,6 milhões, o que dá uma média de R$ 95 milhões por ano.

Foram 25 clubes patrocinados em 2018, sendo que 23 deles já tiveram seus acordos encerrados no final de dezembro. Apenas dois contratos continuam em vigor: o do Sport (vai até o final de maio) e o do Botafogo (vai até final de fevereiro). A assessoria da Caixa informou que “os patrocínios para 2019 estão sob análise”.

Mas os clubes já estão cientes que é pequena a chance de renovação, segundo o blog apurou. Pelo menos dirigentes de três times manifestaram reservadamente que não acreditam na continuidade do contrato, embora um deles tenha mandado proposta de prorrogação.

Outro sinal é que a maioria dos clubes já tirou a marca da Caixa de seus sites em janeiro. São os casos de Flamengo, Cruzeiro, Atlético-MG, Athletico-PR e Santos. Alguns deles já começam a excluir o nome do banco também da camisa.

Nos anos anteriores, era normal que os clubes mantivessem os símbolos da Caixa em camisas e sites até a renovação. Isso porque já tinham a expectativa de que o compromisso fosse ser renovado para as temporadas. Agora, a maioria está buscando novo parceiro para o espaço nobre da camisa.

E, com algumas exceções, as perspectivas não são muito otimistas. Sites de apostas, que poderiam se tornar uma alternativa por exemplo, ainda não estão liberados para patrocinar camisas pois ainda falta regulamentar as apostas online. O blog apurou que o Flamengo, que detém o maior patrocínio no total de R$ 25 milhões, tinha propostas de empresas, mas, até agora, não há nada encaminhado.

A não ser em caso de reviravolta no rumo do governo de Jair Bolsonaro, o primeiro semestre será marcado pela busca dos grandes clubes por patrocínios master, com exceções daqueles que já têm parceiros como é o caso do Palmeiras e do São Paulo, por exemplo.


Corinthians paga parcela de R$ 6 mi da arena enquanto negocia redução
Comentários Comente

rodrigomattos

Após quitar um valor reduzido nos últimos meses, Corinthians voltou a pagar a parcela integral do empréstimo do BNDES no meio de abril no valor de cerca de R$ 6 milhões. A informação é do presidente corintiano André Sanchez. Isso pressiona o clube a fechar um acordo de renegociação com a Caixa pois não terá condições de continuar de arcar com esses valores até o final do ano.

“Pode botar aí que nós pagamos a parcela de R$ 5,960 milhões agora em abril”, afirmou Andrés Sanchez. “Vamos tentar fechar o acordo em um ou dois meses com a Caixa. Não vai mudar o prazo do financiamento.”

O blog apurou que a negociação avança, mas não há prazo para conclusão porque há muitas variantes nas conversas que envolvem Caixa e Odebrecht.

Sufocado financeiramente, o Corinthians parou de pagar as parcelas do empréstimo do BNDES em 2016. No ano passado, fez um acordo com a Caixa para voltar a quitar mensalidades reduzidas só com os juros, o que dava em torno de R$ 2,5 milhões. Pagou ainda valores retroativos.

Essas condições valiam até abril (o blog incialmente publicou que valiam até março). A partir daí, voltariam as parcelas integrais de R$ 5 milhões, mais o que deixou de ser pago no período anterior. Por isso, o total de R$ 6 milhões. Assim, o clube terá de quitar R$ 72 milhões por ano nos valores atuais.

Agora, o Corinthians tenta acertar novo acordo com a Caixa para reduzir o valor da parcela atual enquanto aumenta as futuras mensalidades. Ao mesmo tempo, precisa aumentar receitas de qualquer maneira. “Vamos aumentar. Precisamos vender camarotes”, contou Andrés sobre um dos focos da diretoria para incrementar a renda. Outra prioridade é realizar eventos, mas fora do gramado.

No total, o clube tem que quitar algo em torno de R$ 470 milhões no total do empréstimo. Ainda há outras dívidas com a Odebrecht em valores bem maiores que terá de ser negociadas com a empreiteira.


Caixa fecha patrocínio com 14 clubes sem reajuste e investirá até R$ 153 mi
Comentários Comente

rodrigomattos

A Caixa Econômica Federal já fechou a renovação de contrato com 14 clubes para 2018 com redução ou sem reajustes. Clubes como Flamengo, Cruzeiro a Atlético-MG acertaram acordos com diminuição de espaço na camisa. O orçamento previsto é de um investimento de até R$ 153 milhões, mas ainda não está fechado. A tendência é ser menos do que em 2017.

São os seguintes os clubes que fecharam com a Caixa em lista enviada ao blog: Atlético Mineiro, Avaí, Criciúma, Atlético Paranaense, Paraná, Londrina, Sampaio Correa, Flamengo, Bahia, Ceará, Fortaleza, Goiás e Paysandu. O Cruzeiro confirmou também já ter acertado a renovação.

“Está previsto no ano de 2018 um investimento máximo em clubes de futebol de R$ 152.900,00”, informou a Caixa. Não ficou claro se isso inclui possíveis bônus por premiações que tiveram reajuste em relação ao ano passado.

Houve modificações nas condições já que o orçamento foi reduzido e as negociações durantes entre as partes. Por exemplo, o Flamengo ficou com o mesmo valor fixo de R$ 25 milhões. Só que foi retirada a marca do X da omoplata. Assim, o clube entendeu que aumentará o valor de sua camisa, embora não tenha reajuste da Caixa.

Negociação similar ocorreu com o Atlético-MG e o Cruzeiro. O valor fixo dos dois clubes mineiros caiu de R$ 11 milhões para R$ 10 milhões. Mas ambos deixam de exibir as marcas do banco nas costas, permanecendo como patrocinador máster na frente.

“Os acordos de Atlético-MG e Cruzeiro são iguais por política da Caixa. A diferença é que a premiação possível do Cruzeiro é maior por estar na Libertadores”, contou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage. O mesmo aconteceu em favor do Galo no ano passado. O contrato atleticano publicado no Diário Oficial foi de R$ 13,1 milhões, o que inclui as possíveis bonificações.

No caso do Bahia, não houve modificações nas propriedades da camisa do time de Salvador. O valor fixo foi mantido em R$ 6 milhões, com a possibilidade de premiação atingindo R$ 9,3 milhões.

No caso de clubes de menor porte, o Londrina tem como valor máximo R$ 3,1 milhões, o Criciúma, R$ 2,3 milhões, e o Sampaio Corrêa, de R$ 1,3 milhão, em valores já publicados do Diário Oficial. Todos incluem as possíveis premiações.

A Caixa ainda decidiu investir em campeonatos estaduais, como foi revelado pelo blog do Marcel Rizzo.  Entre os campeonatos incluídos, estão o Piauiense, o Paraibano, o Mato Grosso e o Rondoniense. Os valores variam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.


Com parcela maior, Corinthians não tem recurso para pagar arena em 2018
Comentários Comente

rodrigomattos

A parcela da dívida pela arena a ser paga pelo Corinthians vai subir ao valor integral a partir de março, segundo acordo assinado com a Caixa Econômica Federal. Com isso, o clube não tem recurso suficiente gerado pelo estádio para quitar a mensalidade durante todo o ano de 2018. Por isso, a diretoria corintiana tenta agilizar a negociação de um novo acordo com o banco federal que seria a quarta modificação ao financiamento.

Corinthians, Odebrecht e Caixa Econômica Federal sustentam que atualmente a operação do empréstimo está adimplente, isto é, em dia com suas obrigações. Por isso, tentam derrubar decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul de mandar que clube e empreiteira paguem todo o valor da dívida: em torno de R$ 475 milhões.

Pois bem, Corinthians e Caixa assinaram o terceiro aditivo dos contratos entre as partes em outubro de 2017, como mostram documentos da Arena Itaquera e do fundo do estádio. Além de ter quitado quatro meses atrasados anteriores, o clube sempre informou que havia um alívio provisório com parcelas reduzidas apenas dos juros, em um total de R$ 2,5 milhões, durante um período que iria até março ou abril. A partir daí, haveria nova renegociação.

A questão é que o acordo, na realidade, tem termos definitivos e válidos. A partir de março, a parcela deixa de ser reduzida e volta a ser no valor integral de pouco menos de R$ 5 milhões, segundo apurou o blog. Mais: acrescenta-se a esse valor tudo que deixou de ser pago durante esse período em que a parcela foi reduzida, dividido pelas mensalidades restantes. A Caixa ainda não informou o novo valor que passaria a vencer em 15 de março.

O problema é que as rendas da arena são insuficientes para pagar R$ 60 milhões por ano do financiamento. Divulgado neste mês, o relatório financeiro do fundo da arena do segundo semestre de 2017 foi de sobra de R$ 24 milhões, receitas descontadas despesas e impostos. Mas, no primeiro semestre, houve prejuízo em torno de R$ 300 mil. Não é possível ter uma noção de todo 2017 pois o relatório anual não está consolidado e há variantes.

Estima-se que a receita de bilheteria, que é a principal, ficará acima de R$ 60 milhões brutos, sem descontos das despesas. Há ainda receitas de estacionamento, camarotes e aluguéis para outros eventos.

Duas fontes envolvidas na operação confirmam que não há dinheiro suficiente para pagar as parcelas estabelecidas no acordo atual. A informação é de que o valor de sobra da renda da arena não daria nem para quitar o valor reduzido da parcela da dívida. Em março, a situação está resolvida porque há dinheiro no caixa do fundo para pagar, o que foi acumulado durante o período sem mensalidades. Nos meses para frente, a situação ficará difícil.

Sem conseguir pagar, o Corinthians negocia por nova redução da parcela da dívida, ao mesmo tempo que não aumentaria o prazo do financiamento. Para isso, teria de aumentar consideravelmente as parcelas futuras a serem pagas. Ou seja, no futuro, o clube teria de pagar valores ainda maiores do que os R$ 5 milhões mensais.

A aposta seria de que, com essa fórmula, o clube conseguisse no futuro alavancar as receitas do estádio. Assim, ganharia dinheiro suficiente para pagar essas parcelas ainda maiores, isto é, teria de gerar uma receita líquida acima de R$ 60 milhões. Camarotes, por exemplo, passarão de 11 para 25 já negociados em 2018. Nenhuma das metas de arrecadação prevista para a Arena Corinthians até agora foi atingida. Pelo planejamento inicial, o clube geraria mais de R$ 200 milhões por ano em 2018.

A renegociação do Corinthians com a Caixa, no entanto, ocorre com o banco sob forte pressão por conta da ação judicial do Rio Grande do Sul. As partes vão recorrer e entendem que só terão de cumprir o pagamento integral se tiverem uma decisão desfavorável transitada em julgado. Enquanto isso, tentam acertar uma equação que está longe de fechar no momento. Partes envolvidas na operação garantem que o objetivo é pagar o financiamento sem inadimplência.

Questionado, Luis Paulo Rosenberg, responsável do Corinthians pelo assunto, não quis comentar os dados. A Odebrecht também não se pronuncia.

 

 


Caixa analisa se reduz pacote futebol enquanto estende exibição em camisas
Comentários Comente

rodrigomattos

A Caixa Econômica Federal analisa seu pacote de investimento no futebol para 2018 enquanto prolonga a exibição em camisas de times. Os contratos entre os times e o banco acabaram em 2017, e a previsão é que as renovações (ou não) sejam acertadas agora em fevereiro com montante total reduzido disponível. Neste meio tempo, mecanismos contratuais estendem a marca da Caixa nos uniformes, ou confiança dos times em acerto.

Todo ano a Caixa analisa qual será seu investimento no futebol no início do ano. A informação no banco é de que o orçamento para marketing e propaganda foi aprovado com redução para 2018. Falta agora definir quanto desse valor total – não divulgado – será destinado para o futebol.

Há a tendência, portanto, de se reduzir o valor total nas camisas dos times que no ano passado girou em torno de R$ 140 milhões. A questão é que os clubes têm expectativa de manutenção ou aumento dos contratos atuais.

Por enquanto, como ocorreu em anos anteriores, a Caixa continua nos uniformes de clubes mesmo com o final dos acordos. Há a previsão no contrato encerrado do Flamengo para que a exibição da marca continue no uniforme até o final das negociações. No Botafogo, foi assinado um aditivo para prolongar o uso do logo alvinegro na camisa. Em outros clubes, há a confiança em que será acertado o contrato.

Maior patrocinado do banco em valor, o Flamengo entende que pode pleitear um aumento para além dos R$ 25 milhões de 2017, segundo apurou o blog. A argumentação é de que, em 2018, o clube tem maior poder de penetração em redes sociais e exibição na mídia do que no ano passado. Além disso, o time carioca ouve outras empresas enquanto negocia com a Caixa.

Há um demanda do Botafogo pela manutenção do patrocínio e a negociação do naming rights do estádio, Nilson Santos. É o que conta o presidente alvinegro, Nelson Mufarrej. “É um pleito do clube. Não sabemos se vai ser aceito, mas temos um estádio maravilhoso. Então, oferecemos para analisar.” Ele afirmou estar confiante em manter o patrocínio.

Também há na diretoria cruzeirense a confiança de que será fechada uma renovação com o uniforme da camisa. O contrato do time mineiro prevê pagamento anual de R$ 12 milhões, mesmo valor do Atlético-MG.

A Caixa é o principal patrocinador do futebol brasileiro, com o maior número de times e valor investido. O único que rivaliza com o banco é a Crefisa que patrocina apenas o Palmeiras, mas com um valor bem superior ao investido por outros patrocinadores.

Colaborou Thiago Fernandes


Acordo de Corinthians definitivo por arena depende de negociação com Caixa
Comentários Comente

rodrigomattos

O acordo entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal para a dívida da arena ainda é provisório e depende de um ace21rto definitivo entre as partes a ser negociados nos próximos meses. Por enquanto, o clube está pagando com base nos termos deste acordo temporário.

O clube alvinegro tinha deixado de pagar parcelas do empréstimo do BNDES intermediado pela Caixa em março de 2016. Isso ocorreu porque os valores, em torno de R$ 5 milhões, ficaram pesados já que a arena não tem os rendimentos projetados no seu contrato. Assim, houve uma renegociação e o Corinthians voltou a pagar em outubro de 2017.

“Estamos pagando um valor que nem é só dos juros, nem é o valor inteiro. Está no meio”, contou o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade. Segundo ele, isso vale até um período entre março e abril de 2018. Assim, há três ou quatro meses para negociar os temos definitivos de um acordo com a Caixa.

Quem atuará para fechar as novas condições será o futuro presidente do Corinthians que substituirá Andrade (a eleição será em 3 de fevereiro). Os termos propostos eram de uma parcela mais baixa nos anos iniciais, e um aumento nos anos finais, sem aumento do tempo de contrato.

Um dos empecilhos é a questão da garantia de pagamento. Em reunião no CORI (Conselho de Orientação), o clube já tinha decidido rechaçar dar rendas do sócio-torcedor como garantia. “A garantia é o próprio negócio da arena”, afirmou Andrade.

A renda do estádio, por enquanto, não tem sido suficiente para cobrir as despesas nos termos iniciais do contrato. Nas condições provisórias, o clube quitou os últimos meses. E uma parte das garantias do contrato também são da Odebrecht, no valor de R$ 50 milhões. Outra parte é o Parque São Jorge, dado pelo clube. Se a empreiteira saísse, teria de ser substituída a sua parte.

Encontrar uma solução para a readequação da dívida da arena, portanto, é um dos maiores desafios do próximo presidente corintianos. O débito com o BNDES foi por um empréstimo de R$ 400 milhões acrescido de juros. Fora isso, há dívidas com a empreiteira que elevam o valor entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão.

Fora as contas da arena, o Corinthians entende ter uma situação em que fechará 2017 em superávit depois de um cenário apertado até o meio do ano. O clube terá de superávit mais do que os R$ 500 mil projetados por conta da venda de Arana, aliada à renovação com a Nike. As luvas foram de R$ 25 milhões.

“Não renovamos com a Nike por causa das contas. Podia ter tido prejuízo se fosse o caso. Renovamos porque era bom para o clube e para a Nike”, afirmou Andrade. Sua intenção é manter a folha salarial para 2018 no patamar de 2017, como previsto no orçamento.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
Comentários Comente

rodrigomattos

A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Caixa socorre Odebrecht ao antecipar R$ 240 mi da Vila Olímpica
Comentários Comente

rodrigomattos

A Caixa Econômica Federal deu um socorro financeiro para as empreiteiras Odebrecht e Carvalho Hosken durante a construção da Vila Olímpica dos Atletas. Obtido pelo UOL Esporte, o contrato do financiamento entre as partes foi alterado para permitir uma liberação antecipada de R$ 240 milhões para as construtoras em troca de imóveis como garantia. Isso ocorreu sem que o consórcio tivesse cumprido sua meta de venda prevista para receber esse dinheiro.

O Ilha Pura (consórcio formado pela Odebrecht e a Carvalho Hosken) alega que o desembolso antecipado foi necessário para a conclusão do empreendimento para a Olimpíada. E defende que foi uma operação normal no mercado imobiliário.

Para entender o negócio, é preciso voltar à negociação que tornou o condomínio de 31 prédios a moradia dos atletas durante a Olimpíada. Houve um acordo entre a prefeitura do Rio, as empreiteiras e o Comitê Rio-2016 para que o projeto ficasse pronto antes dos Jogos. O município faria obras de infraestrutura nos arredores, e a Caixa faria o financiamento.

A negociação entre o Ilha Pura e o banco estatal não foi fácil e demorou a se concluir. As empreiteiras alegam que a Caixa foi bem dura nas exigências e as condições de financiamento foram padrão, sem facilitação. Assim, só foi assinado um contrato em abril de 2014 quando cerca de 40% das obras já estavam executadas com recursos das empreiteiras.

Pelo documento, seriam liberados R$ 2,330 bilhões pela Caixa para o Ilha Pura. Como garantia, eram dados em hipoteca imóveis do próprio condomínio em um total de R$ 2,9 bilhões, o que representava 123% do dinheiro. Além disso, o Ilha Pura cedeu todas as suas ações para a Caixa em alienação fiduciária. O montante seria liberado conforme a execução das obras.

Mas havia uma outra garantia para dar segurança à Caixa. Pela cláusula 5ª do contrato, foi estabelecida a retenção de R$ 240 milhões das duas parcelas iniciais do financiamento da obra. Esse dinheiro só poderia ser liberado quando a Ilha Pura atingisse a venda de R$ 921 milhões dos apartamentos. Desta forma, o banco estatal estaria protegido contra um possível fracasso do empreendimento. Afinal, tinha imóveis e ações do consórcio como garantia.

Pois bem, em julho de 2015, foi assinado um aditivo do contrato. Nele, ficou estabelecido que os R$ 240 milhões seriam liberados antes de a meta ser atingida. Em troca, a Carvalho Hosken fornecia imóveis que “possuem o valor de custo equivalente” ao montante, diz o contrato. O consórcio defende que os imóveis valem mais. Os apartamentos em garantia não podem ser vendidos até se atingir o patamar de R$ 921 milhões em vendas.

O consórcio Ilha Pura disse que pediu a modificação porque não tinha conseguido vender a meta de apartamentos e necessitava do dinheiro para finalizar os condomínios a tempo da Olimpíada.

“Sim, a Ilha Pura propôs à CEF uma substituição desta garantia, a fim de dar liquidez ao projeto e viabilizar a conclusão das obras, atendendo assim aos prazos assumidos no compromisso olímpico. A razão desta modificação foi a ruptura no cenário econômico, o que consequentemente, refletiu no mercado imobiliário”, contou a assessoria do Ilha Pura.

O consórcio não sabe informar qual foi o valor de vendas até agora, mas foram negociados 40% dos 600 apartamentos postos à venda. A alegação das empreiteiras é que a crise econômica impactou o mercado imobiliário.

Sob o ponto de vista da Caixa, o dinheiro representava uma garantia real mais consistente. Pela regulação de bancos, as instituições bancárias podem ter imóveis no caso de hipotecas de empréstimos, mas têm que comercializá-los em até um ano. É comum que bancos tenham que vender apartamentos abaixo do preço por essa exigência. Isso se agrava em um cenário de recessão do mercado imobiliário, ou seja, o banco assume parte do risco que era da empreiteira.

O Ilha Pura nega que seu objetivo tenha sido transferir risco: “Não, o objetivo foi dar liquidez necessária ao projeto, de modo a viabilizar sua conclusão dentro dos prazos firmados no compromisso olímpico.” O consórcio entende que, a longo prazo, o mercado imobiliário vai se recuperar e todos os apartamentos serão vendidos.

A Caixa se recusou a comentar o caso:  “Com relação à Vila dos Atletas, a Caixa Econômica Federal informa que se tratam de operações de mercado protegidas por sigilo bancário, conforme prevê a Lei Complementar no 105/2001.”

Com a liberação antecipada, o Ilha Pura já recebeu o total dos R$ 2,3 bilhões da Caixa. Com o direito a carência, pagou apenas juros de abril de 2014 a março de 2016. Dessa data em diante até março 2017, o Comitê Rio-2016 pagou os juros como aluguel pelo período. Só a partir daí é que o consórcio começará a pagar a dívida principal com a Caixa. O consórcio não revela quanto pretende lucrar com o condomínio: alega que não divulga suas receitas.

Lembrança: o Ilha Pura entregou a Vila Olímpica no prazo, mas com vários problemas de acabamentos. Como o Comitê Rio-2016 demorou a perceber essas falhas, isso afetou as delegações de atletas em sua chegada para a Olimpíada.


Em meio à crise, Caixa investe mais do que o previsto no futebol em 2016
Comentários Comente

rodrigomattos

Apesar da crise econômica, a Caixa Econômica Federal investiu no futebol mais do que o previsto inicialmente para 2016. O patrocínio para clubes subiu 12% durante o ano, crescendo o número de camisas alcançadas. E há possibilidade de uma expansão maior com negociações com Fluminense e Botafogo.

Em janeiro, o superintendente nacional de Promoções e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon, informou ao blog que havia autorização para R$ 115 milhões de investimento em patrocínio. Na época, dizia que só faltava fechar com o Corinthians, e descartou Vasco, Botafogo e Flu. Isso deixava o banco com 11 clubes.

Nesta semana, ao negociar a marca com o Botafogo, a Caixa informou que já atingiu um total de R$ 128,5 milhões de patrocínios em clubes no ano.  São 17 times. Entraram posteriormente Vasco, Atlético-GO, Bahia, Goiás, Paysandu e Avaí. Essas duas equipes foram incluídas agora em setembro.

A assessoria da Caixa informou que os investimentos estão dentro do valor orçado para o ano, apesar de acima da estimativa inicial. E disse que ainda há espaço para novos patrocínios, embora não informe qual o valor máximo. É um crescimento acima da inflação visto que em 2014 e 2015 o patamar de dinheiro para o futebol girava em torno de R$ 100 milhões.

A expansão basicamente ocorreu com clubes da Série B. Agora, há sete da segunda divisão incorporados ao patrocínio do banco estatal, enquanto são dez da primeira divisão. Isso significa que 43% das equipes das duas principais divisões têm apoio da Caixa.

Isso sem contar o Botafogo que já encaminhou o seu patrocínio, e a negociação do Flu. Entre os patrocínios já fechados, o maior é o do Corinthians, com R$ 30 milhões, e o menor é o do Avaí, com R$ 400 mil. Ainda não há um número e um plano fechado da Caixa para 2017.


Corinthians diz que impeachment atrasou negociação de dívida da arena
Comentários Comente

rodrigomattos

O Corinthians parou de pagar as parcelas de sua dívida do empréstimo do BNDES por estar em uma negociação para adiar o débito e por falta de recursos. O problema é que as conversas com a Caixa Econômica Federal e o BNDES já duram seis meses sem uma solução. Segundo o clube, a troca de governo com o impeachment de Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer atrasou a questão.

A diretoria do Corinthians parou de pagar a parte principal de sua dívida em abril: eram R$ 5,7 milhões por mês. Sua alegação era de que tem direito a um prazo maior para começar a quitar o débito – mais 19 meses – porque essas foram as condições de outros estádios com o BNDES. Enquanto isso, como banco garantidor, a Caixa paga as parcelas pra o clube alvinegro.

“Continuamos a negociação. A questão é que com a mudança de governo troca diretor da Caixa, do BNDES. Aí vai para reunião e tem que começar do zero. Vamos ter que esperar mais um pouco”, contou o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan. “Estamos nos esforçando para resolver. Acho que até o próximo mês.”

Com o impeachment, a presidência da Caixa foi trocada assumindo Gilberto Orchi no lugar de Miriam Belchior. No BNDES, saiu Luciano Coutinho e entrou Maria Silvia Bastos Marques. O homem-forte da arena corintiana, Andrés Sanchez, é deputado pelo PT, partido da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Foi em comum acordo (parar de pagar). Estamos pagando os juros, e não o principal, enquanto corre esse pleito”, explicou Piovezan. A Caixa Econômica se recusou a comentar a negociação alegando que as informações são protegidas por sigilo bancário.

O problema do Corinthians é que o estádio, hoje, não gera renda suficiente para pagar os mais de R$ 60 milhões anuais do empréstimo do BNDES. Pelo balancete, foram ganhos R$ 45,5 milhões no primeiro semestre de 2016, um aumento de 10% em relação a 2015. Mas há gastos com operações de jogo, manutenção do estádio e do fundo e o que sobra não dá para pagar as parcelas.