Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Conmebol

Clubes brasileiros mostram maturidade na reunião da Libertadores
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Não faltaram críticas neste espaço a atitudes de dirigentes brasileiros sobre a organização de campeonatos. Mas há de se ressaltar a postura positiva e produtiva dos clubes nacionais que estiveram na reunião da Conmebol para decidir os rumos da Libertadores. Da forma como atuaram, terão impacto na competição.

Foi a primeira vez que a confederação sul-americana abriu espaço para os clubes classificados às oitavas de final opinarem sobre a Libertadores por meio da sua subcomissão. A reunião se deu após o sorteio dos mata-matas em um clima aberto de troca de ideias

Estiveram presentes pelo Brasil representantes de Santos, Grêmio, Atlético-PR, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG. No dia anterior, dirigentes desses clubes se reuniram com os que estavam por lá pela Copa Sul-Americana, como Sport, Corinthians e Fluminense. E estabeleceram uma lista de 12 pontos que os incomodavam ou que precisavam de modificação na competição.

A relação era bem coerente: pedia para os árbitros terem critérios uniformes em relação a práticas do campo do jogo, mudanças no regulamento em relação à inscrição e ao banco, maior transparência do tribunal, entre outros. As regras da competição já devem ser mudadas para o próximo em relação às inscrições e bancos de reservas e a própria Conmebol já começa a reconhecer que seu tribunal terá de ser revisto.

Não houve bate-boca, não houve discussões de picuinhas clubistas, e os clubes brasileiros foram capazes de atuar em bloco. Isso não significa que todo mundo concorde em tudo. Mas é possível encontrar caminhos comuns e a atuação em bloco certamente teve um efeito bem maior do que reclamações isoladas.

Talvez, os times brasileiros tenham achado uma fórmula de como se relacionar no âmbito internacional na reunião no Paraguai. Se isso se confirmar, é ótima notícia para o futebol brasileiro.

Errata: O texto informou inicialmente que o Atlético-MG não estava presente na reunião, mas ele mandou um advogado para representa-lo.


Dinheiro da Libertadores foi desviado para conta de empresa de adoçante
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Denunciado pela atual diretoria da Conmebol à Justiça Paraguaia, o esquema de desvios de dinheiro da confederação sul-americana envolveu pagamentos para uma empresa produtora de adoçantes de propriedade do ex-presidente Nicolas Leóz. A maior parte dos recursos da Conmebol foi arrecadado com a Libertadores e a Copa América, competições mais rentáveis da entidade.

A denúncia feita por advogados da Conmebol ao Ministério Público do Paraguai mostrou indícios de desvio de US$ 129 milhões (equivalente hoje a R$ 425 milhões) entre o período de 2000 a 2015. Para se ter ideia do que isso representa, a entidade arrecadou US$ 252 milhões no ano passado, sendo que a Libertadores representou praticamente metade desse valor.

Os recursos foram desviados de quatro formas diferentes como mostra o documento de denúncia da Conmebol: depósitos diretos para contas de Leóz e de uma empresa dele (US$ 28 milhões); transferências para contas não identifacadas em paraísos fiscais (US$ 33,3 milhões); pagamentos a empresas sem comprovação de serviço (US$ 58 milhões) e outros pagamentos a empresas suspeitas no esquema do “Fifa Gate” (US$ 10,4 milhões).

“Funcionários antigos da Conmebol nos informaram que não havia documentos na sede da entidade porque todos ficavam nos escritórios de Leóz. Seu escritório era de onde era gerida a Conmebol. Não existe nenhum documento para comprovar os serviços e transações”, contou o advogado da Conmebol Oswaldo Granada ao blog.

Do dinheiro dado diretamente a Leóz, uma parte foi direto para sua conta e outro para a empresa NL Stevia, de propriedade dele e de Maria Celeste Leóz e Nora Cecilia Leóz, de sua família. A empresa NL Stevia é uma fazenda e produtora do adoçante Stevia, fundada por ele no Paraguai. Com o ex-dirigente preso, a empresa continua em funcionamento. Em seu site, há exaltação ao pioneirismo de Nicolás Leoz ao criar a empresa. Esses pagamentos a Stevia e ao ex-cartola ocorreram de 2000 a 2009, em 69 transações bancárias.

No caso das contas não identificadas, o dinheiro foi operado por meio do Banco do Brasil do Paraguai e de seus subsidiários no Panamá e nas Ilhas Cayman, como revelou o site “Globo.com”. Só o Brazilian American Merchant, com sede no paraíso fiscal, recebeu US$ 28 milhões. Por isso, os advogados da Conmebol acusam o banco de acorbertar as operações. O BB negou ter descumprido qualquer regra bancária.

“Leóz era muito mimado pelo Banco do Brasil. Seu escritório ficava no mesmo prédio do banco”, contou Oswaldo Granada.

Uma terceira parte do dinheiro foi para empresas sem que houvesse nenhum documento de comprovação. A denúncia descreve: “transferências bancárias internacionais e direta em favor de terceiros sem adequado respaldo documento por supostos serviços”.

Neste caso, chamam a atenção as transferências de um total de US$ 22,2 milhões para a empresa Alhec durante o período de 2002 e 2013. Há uma agência financeira argentina Alhec que é suspeita de ter participado de diversas negociações irregulares de vendas de jogadores do futebol argentino de uma série de times. Há uma investigação na Argentina que envolve operações desta empresa em vendas de atletas como Aguero, Lavezzi e Pastore. Falecido, o ex-presidente da AFA Julio Grondona, um dos dirigentes mais poderosos da Conmebol em sua época, também supostamente utilizava a agência.

Por fim, há pagamentos para empresas suspeitas de participar do esquema de desvios investigado na Justiça dos EUA. Desse total, há dinheiro pago para a Somerton Limited, do brasileiro José Margulies, um dos indiciados no caso Fifa, no total de US$ 1,1 milhão. Investigação do UOL no caso do Panama Pappers mostrou que essa empresa tinha um contrato de direitos da Libertadores pelo qual tinha direito a US$ 1 milhão por ano durante sete anos. Não fica claro por que recebia o dinheiro.

Outra empresa que aparece no Panama Pappers ligada aos direitos da Libertadores que receberam pagamentos da Conmebol é a Arco Bussiness Developments, com sede em uma paraíso fiscal no Caribe. Essa empresa recebeu US$ 1,5 milhão. Segundo a planilha da denúncia, ela tem ligação com a T & T, empresa nas Ilhas Cayman que detinha todos os direitos da Libertadores de 2008 a 2015, quando foi rompido e refeito com a Fox.

É importante dizer que o dinheiro da Libertadores, no final da linha, pertence aos clubes brasileiros e sul-americanos. A Conmebol é a administradora da competição, mas a maior parte dos recursos deveria ser dado aos times.

Não foi possível encontrar a defesa do ex-presidente da Conmebol Nicolas Leóz que está em prisão domiciliar em sua casa no Paraguai.

 


Denúncia de desvios na Conmebol implica Del Nero e Teixeira
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A denúncia da Conmebol à Justiça do Paraguai de que houve desvios das contas da entidade implica o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin. Isso porque a acusação aponta conivência dos membros do comitê executivo da entidade durante o período de 16 anos de supostas irregularidades, de 2000 a 2015. Eles também devem, portanto, responder criminalmente na Justiça do Paraguai.

A denúncia da Conmebol ao Ministério Público Paraguaio feita em 6 de junho aponta supostos desvios de US$ 129,9 milhões (R$ 425 milhões) das contas da entidade. O documento de acusação foi obtido primeiro pela “Globo.com”, e depois pelo UOL. O principal beneficiário foi o ex-presidente da Conmebol Nicolas Leóz, de acordo com o documento. O esquema se manteve com o sucessor Eugenio Figueredo. Há acusações de menor porte contra o último presidente Juan Angel Napout.

Há transferências diretas feitas da conta da Conmebol para as de Nicolas Leóz no valor de US$ 28 milhões. Outras operações para contas desconhecidas em paraísos fiscais supostamente ligadas ao ex-dirigente no total de US$ 33,2 milhões. O restante foi de recursos pagos a empresas suspeitas no caso do “Fifa Gate” nos EUA, e outras firmas para as quais não se comprovou a razão do pagamento. Todos os dados foram obtidos em auditoria feita nas contas da Conmebol pela Ernest & Young.

Parte da denúncia da Conmebol aponta transferências diretas da conta da entidade para de seu ex-presidente Leóz

Por conta desses desvios, a denúncia aponta que os dirigentes da Conmebol supostamente cometeram os crimes de lesão de confiança, apropriação, lavagem de dinheiro, produção de documentos falsos e associação criminal. Caberá ao Ministério Público do Paraguai definir os responsáveis.

Pois bem, o Comitê Executivo e o Congresso da Conmebol eram os órgãos responsáveis por controlar a gestão da entidade. Portanto, seus membros no período de 2000 a 2015 podem ser igualmente responsabilizados pelos crimes, como conta o advogado da confederação sul-americana.

“Absolutamente (podem ser acusados). Todos os que figuraram no Comitê Executivo e Congresso participavam de informes a cada dois anos com os relatórios financeiros da Conmebol. Por isso, todas essas pessoas têm participação na gestão”, contou o advogado da Conmebol, Oswaldo Granada Sallaberry, ao blog. Ele assina a denúncia. “Eles participavam do corpo colegiado. Não podiam ignorar isso (os desvios)”

O advogado ressaltou que o próprio estatuto da Conmebol estabelecia que os organismos de poder eram o Comitê Executivo e o Congresso, e que o presidente precisava de autorização para seus atos.

A denúncia feita ao Ministério Público do Paraguai deixa clara a implicação dos dirigentes brasileiros que estiveram na Conmebol:

“Sobra dizer que os órgãos de controle para Conmebol eram pessoas que nunca alertaram para as graves irregularidades identificadas. Os elementos de evidência disponíveis fazem supor seriamente que as principais autoridades da Conmebol atuaram durante anos em conluio completo para implementação e encobrimento das infracções agora reportáveis”, afirma a denúncia. Em seguida, cita os como órgãos o Congress e o Comité Executivo.

Ricardo Teixeira foi membro do Comitê Executivo da Conmebol durante 12 anos do período citado na denúncia, de 2000 a 2012 quando renunciou a todos os cargos no futebol. Era um dos maiores aliados de Leóz. Ele já responde a processos por acusações de suborno em três outros países, EUA, Suíça e Espanha.

Del Nero se tornou membro do Comitê Executivo da Fifa em sua substituição em 2012, e logo em seguida assumiu o mesmo cargo na Conmebol. Ficou no cargo até renunciar ao posto da Fifa, juntamente com o da Conmebol, no final de 2015. Ou seja, esteve no poder da entidade enquanto ocorriam os supostos desvios de milhões dos cofres. O mesmo ocorreu com José Maria Marin como presidente da CBF.

Os três são denunciados na Justiça dos EUA por desvios de dinheiro da Conmebol nos contratos da Copa América, em supostos pagamentos de propina da empresa Datisa par obter direitos da competição. São acusados juntamente com todos os outros membros do Comitê Executivo.

A intenção dos advogados da Conmebol é que todos os ex-membros do comitê respondam ao processo e sejam intimados pela Justiça Paraguai.

“O Brasil tem bastante cooperação com a Justiça Paraguai por conta da nossa fronteira em comum em que temos de discutir crimes na fronteira”, explicou o advogado Oswaldo Granada, que disse desconhecer quais brasileiros estariam envolvidos.

Vale ressaltar que o atual presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, também integrou o comitê a partir de 2014.

A expectativa dele é que em 10 dias o Ministério Público do Paraguai já decida um procurador para cuidar do caso da Conmebol, dando sequência à investigação.

Procurada, a CBF informou que não se pronunciaria sobre o envolvimento de Del Nero. O blog tentou sem sucesso contato com a defesa de Ricardo Teixeira. Advogados de Marin não quiseram se pronunciar sobre o assunto por desconhecer o processo.

Reunião do Comitê Executivo da Conmebol em 2013 com Del Nero entre Figueredo (ex-presidente da Conmebol) e Marin


Tribunal da Conmebol nega efeito suspensivo à pena da Chape na Libertadores
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O tribunal da Conmebol negou o efeito suspensivo pedido pela Chapecoense pela punição com a perda dos três pontos em seu jogo na Libertadores por escalação do jogador Luiz Otávio. O clube terá um prazo apertado para ser julgada novamente na segunda instância enquanto é válida a pena que elimina o time da competição. É possível que o novo julgamento ocorra às vésperas do sorteio para as oitavas-de-final.

O jogador estava suspenso e foi escalado irregularmente diante do Lanús na fase de grupos da Libertadores. A Chapecoense alega que não foi avisada pelos canais legais, embora sua diretoria admita um erro.

No primeiro julgamento, o tribunal da Conmebol tirou os pontos da Chapecoense e deu ao Lanús com vitória por 3 x 0. Não foram apresentadas as razões na ocasião. O resultado eliminaria o time catarinense. A Chape entrou com recurso e com um pedido de efeito suspensivo até o novo julgamento.

Nesta tarde de quarta-feira, o tribunal da confederação sul-americana notificou a Chapecoense que o pedido de suspensão foi negado em um comunicado de uma linha. No mesmo documentou, a Conmebol avisou que enviaria as razões da decisão do tribunal até o final da semana. Ou seja, fará essa comunicação dez dias após o julgamento em primeira instância.

A partir daí, a Chapecoense terá sete dias corridos para apresentar sua defesa na segunda instância em que pretende acrescentar novos elementos. Assim, teria até o dia 9 de junho. Isso deixaria apenas cinco dias para a Conmebol marcar o julgamento antes do sorteio das oitavas-de-final, marco para o dia 14 de junho.

É provável que o time catarinense mande sua defensa anteriormente, e alegue que houve várias confusões no comunicado da Conmebol.


Conmebol promete inflar cota na Libertadores para acalmar times brasileiros
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Em reunião com os clubes brasileiros, a Conmebol prometeu reduzir seus custos e aumentar as cotas para os times para 2018. Esse compromisso ocorreu na segunda-feira quando o presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, foi à CBF. A sua posição deixou cartolas brasileiros satisfeitos.

No encontro, Dominguez expôs aos presidentes dos principais clubes brasileiros os números financeiros da entidade e especialmente da Libertadores. O balanço divulgado pela Conmebol mostrou um faturamento de US$ 121 milhões (R$ 385 milhões) com a Libertadores, entre direitos de TV e comerciais.

Desse total, R$ 84 milhões ficaram como lucro para a entidade, o que torna o torneio o mais rentável para a Conmebol. Outra parte do montante é gasto com despesas operacionais da competição, incluindo arbitragem, sorteios, organização de jogos.

Sobram para os clubes cotas de US$ 1,8 milhão por todos os jogos da fase de grupos, e bônus que podem atingir o máximo de US$ 8 milhões em caso de título. Esses valores são incomparáveis com competições europeias e bem abaixo do que a maioria dos campeonatos do Brasil. Por isso, há reclamação constante com a confederação sul-americana.

Alejandro Dominguez prometeu aos clubes que haverá um processo transparente da venda dos direitos de TV da Libertadores, o que está previsto para o segundo semestre deste ano. Será negociado o contrato a partir de 2019 e o compromisso é de que haverá uma concorrência entre televisões para diferentes áreas.

A tendência é a oferta de um pacote para o Brasil, outro para a América do Sul, um possivelmente para o México se os times voltarem à competição. A questão é que a Conmebol ainda estuda o modelo de concorrência, ouvindo as emissoras de televisão para determinar as regras.

Certo é que, antes desse novo contrato, a Conmebol promete distribuir uma fatia maior do que paga a Fox Sports para os clubes para conter a insatisfação. É um segundo movimento da confederação que tinha reajustado cotas no início de 2016, e aberto mão de percentual de desconto sobre rendas.


Clubes brasileiros reclamam à Conmebol maior transparência em tribunal
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Em reunião na CBF, clubes brasileiros pediram à cúpula da Conmebol uma maior transparência do tribunal de disciplina da entidade em decisões relacionadas à Libertadores. O movimento foi puxado pelo Santos e houve reclamação privada da Chapecoense. Há casos polêmicos no tribunal envolvendo Palmeiras e Chape. A confederação, no entanto, lavou as mãos dizendo que não tem interferência no tribunal.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, pediu à CBF um encontro com os clubes brasileiros para mostrar dados financeiros sobre a Libertadores. Aproveitou-se de uma reunião já marcada da confederação brasileira para discutir processo de internacionalização do futebol nacional com um consultor inglês.

No encontro, Dominguez mostrou aos times nacionais uma prestação de contas relacionada à Libertadores, incluindo os valores ganhos com a competição que giram em torno de US$ 150 milhões. É o que está no balanço divulgado pela entidade.

Encerrada sua exposição, o presidente do Santos, Modesto Roma Jr, pediu a palavra e reclamou que as decisões do tribunal disciplinar deveriam ser mais às claras. Não houve manifestação pública do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, segundo apurou o blog. O “Lance!” noticiou que houve reclamação palmeirense.

Já o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David, pediu uma reunião em particular com Dominguez para tratar do caso do zagueiro Luis Otávio, cuja escalação irregular ameaça tirar o time catarinense da Libertadores. Há uma revolta em Chapecó pelo caso e uma descrença nas decisões do tribunal.

Questionado pelos clubes brasileiros, Dominguez lavou as mãos sobre o tribunal. Afirmou que não concordava com todas as decisões, mas que o órgão era independente. Mais, acrescentou que o comitê disciplinar já estava lá quando ele chegou.


Presidente do Fla reclamou à Conmebol que não tem acréscimo como Palmeiras
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Antes da partida contra a Universidad Catolica, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, esteve na sede da Conmebol com outros dirigentes brasileiros para conversar com o presidente da entidade, Alejandro Dominguez. Entre os temas abordados, esteve a arbitragem na Libertadores. Um dos itens citados foi a falta de acréscimos em jogos do time rubro-negro enquanto há tempo a mais em outras partidas como as do Palmeiras.

Na terça-feira, Bandeira esteve na Conmebol juntamente com o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, e o presidente do Santos, Modesto Roma Jr. Houve, no entanto, reuniões separadas já que o palmeirense tinha como objetivo tratar da questão da violência cometida contra seu time no estádio do Peñarol. O santista e o rubro-negro estiveram juntos com encontro com Dominguez.

Na reunião, o presidente do Flamengo reclamou que seu time teria sido prejudicado nos quatro jogos iniciais da Libertadores. Um dos questionamentos foi o critério de acréscimos após os jogos. O dirigente rubro-negro lembrou que houve descontos máximos de três minutos nos dois jogos em que o time foi derrotado diante do Atlético-PR e Universidad Catolica apesar de terem supostamente ocorrido fatos que deveriam gerar mais tempo de jogo.

Em compensação, a diretoria do Flamengo observa que dois jogos do Palmeiras contra Peñarol e Jorge Wilstermann tiveram acréscimos de 5min ou mais. Contra os uruguaios, o jogo foi até os 54min e, contra os bolivianos, até 50min. Em ambos saíram os gols do Palmeiras no final. Ressalte-se que nos dois casos houve bastante cera dos adversários durante a partida que justificavam acréscimos além do padrão normal.

Bandeira não disse que os acréscimos para o Palmeiras eram erros da arbitragem. Só alegou que, se esse era o critério, deveria ser adotado da mesma forma para jogos do time rubro-negro. O dirigente do Flamengo não falou sobre temas como cotas de Libertadores com Dominguez, e avalia que a Conmebol tem dado sinais de que está sob nova administração mais transparente.


Conmebol tem lucro de R$ 84 milhões com Libertadores, revelam contas
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Tornadas públicas pela primeira vez, as contas da Conmebol revelaram que a entidade tem um lucro de US$ 26,6 milhões (R$ 84 milhões) com a Libertadores enquanto os clubes reclamam da baixas premiações. O dinheiro ganho com a competição dos times é usado em outros torneios e objetivos da confederação sul-americano.

O balanço da Conmebol foi revelado pela primeira vez nesta quarta-feira no congresso da entidade. Nos números, está registrado um ganho total com a Libertadores de US$ 121,9 milhões (R$ 385 milhões) em 2016. Houve um reajuste considerável em relação a 2015 com o novo contrato já que as receitas eram de US$ 66 milhões.

Com isso, a Libertadores tornou-se a mais rentável e lucrativa para a entidade. Seus gastos são de Us$ 95,3 milhões, os maiores da confederação sul-americano. Não está especificado no balanço quanto desse dinheiro efetivamente vai para os clubes.

Mas fato é que a Conmebol fica com um lucro de US$ 26,6 milhões de sobra. Manteve praticamente o mesmo percentual de lucro na competição que tinha no ano de 2015. Naquela temporada, eram 23% e agora caiu levemente para 21%.

Um campeão da Libertadores ganha US$ 8 milhões ao final da competição em premiação. Considerando todas as receitas da Conmebol, o torneio de clubes representa praticamente metade de suas receitas que somam Us$ 247 milhões. Ainda assim, o lucro da entidade foi de apenas Us$ 1,3 milhão por conta de outras despesas com torneios.


Fifa estuda criar disputa entre campeões da Copa América e da Euro em 2020
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A cúpula da Fifa estuda criar uma disputa intercontinental entre os campeões da Copa América e da Euro em 2020. Essa ideia surgiu na federação internacional em meio à negociação que determinou que o torneio americano será disputado agora sempre no mesmo ano do europeu.

O Conselho da Conmebol já decidiu que a Copa América do Brasil, em 2019, será a última em anos ímpares. Com isso, no ano seguinte, seria disputado um novo torneio nos EUA e, a partir daí, se fixaria a competição nos anos pares em que não ocorra Copa do Mundo. Na sequência, 2020, 2024, 2028, etc.

Essa informação foi publicada primeiro pelo “Globo.com” e confirmada pelo blog. Ressalte-se que ainda falta oficializar a decisão em reunião do conselho da Conmebol, mas ela já conta com apoio dos membros.

O presidente da Fifa, Giani Infantino, apoiou a ideia e foi além: já manifestou intenção de realizar uma final entre os campeões dos dois continentes, aproveitando que as competições ocorrem no mesmo período. Seria mais um projeto do mandatário para aumentar a arrecadação já que o jogo atrairia bastante atenção no período sem Copa.

A Copa América a ser realizada de novo nos EUA tem como objetivo o crescimento de receitas. Para se ter ideia, a edição de 2016 também em terras norte-americanas gerou US$ 300 milhões em vendas de direitos de televisão e marketing. Cada seleção ficou com US$ 7 milhões, o dobro do valor obtido para cada time na competição de 2015 no Chile.

A informação da Fifa é de que a Euro e a Copa América simultâneas, juntas, atraíram tanta atenção pelo planeta quanto Copas do Mundo. Por isso, não se descarta que a Conmebol realize mais edições nos EUA. Neste cenário, a ideia de Infantino de uma final entre campeões continentais pode ganhar força, embora ainda não tenha sido discutida a fundo na Conmebol e na UEFA.

A realidade é que, após a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, a Fifa está revendo todas as competições. Quer maximizar receitas e atrair mais tempo de atenção mundial.


Para recuperar Maracanã, Fla fica só com 17% da renda da Libertadores
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Com Vinicius Castro

Para poder bancar as despesas de reparos no Maracanã, o Flamengo ficou com apenas 17% da renda da sua estreia na Libertadores, maior bilheteria da atual temporada. Foram R$ 638 mil que restaram para o clube de uma renda total de R$ 3,688 milhões. A diretoria considerou a decisão de jogar no estádio positiva porque teve algum lucro, recuperou o equipamento para novos jogos e se fortaleceu na disputa pelo estádio.

O custo dos reparos no Maracanã, incluindo pagamento de contas de luz e conserto ao gramado, foi de R$ 1,7 milhão. Além disso, as despesas para realização do jogo em si consumiram outro R$ 1,2 milhões, cerca de um terço do total. Ou seja, se não precisasse recuperar o estádio, o Flamengo ficaria com cerca de dois terços da renda em um total de R$ 2,3 milhões, o que é um percentual bem razoável.

Se houver acordo para voltar a jogar no Maracanã, o Flamengo pode embolsar boas quantias dependendo do acerto do aluguel que fizer com a Odebrecht. O que não dá para evitar é a taxa da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) que levou 10% da receita total, com R$ 362 mil.  Assim, a organizadora da Libertadores, a Conmebol, abriu mão da sua taxa de 10% sobre a bilheteria, mas a federação que não tem nada a ver com a competição ficou com um naco da renda.

A renda total de R$ 3,7 milhões foi segunda maior do clube desde a final da Copa do Brasil, em 2013, como já previam os dirigentes do clube.