Blog do Rodrigo Mattos

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Fla deve reduzir gasto com contratações para 2018, e apelar a substituições
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Após um ano de alto investimento com resultados ruins, o Flamengo deve ter uma redução no gasto com contratações para 2018. Ainda não há uma certeza porque os números não estão fechados, nem o orçamento foi levado para votação no Conselho de Administração. Mas esse é o indicativo nas discussões no clubes.

Em 2017, o Flamengo teve o segundo maior investimento em contratações atrás apenas do Palmeiras. Gastou R$ 38 milhões só em atletas do exterior. Mas há ainda valores relacionados a luvas por atletas, o que aumenta a conta.

O balancete registra R$ 74,7 milhões em pagamentos a serem feitos por direitos econômicos, luvas e direitos de imagem de jogadores nos próximos anos, algumas contratações de anos anteriores e outras de 2017. No início de 2018, o clube tem que pagar ao Doyen por Marcelo Cirino, jogador que nem está mais no clube.

Neste cenário, a diretoria entende que não dá para repetir os gastos até porque vê uma base de time montada. Haverá um valor disponível para contratações, mas não no volume visto neste ano. Ainda não está definido um valor.

Dentro da diretoria, há, sim, pedidos por reformulação do elenco. Mas, neste caso, teriam de ser negociados jogadores que estão no elenco para fazer caixa para a chegada de outros. O compromisso é de que, se houver renda das negociações, esse dinheiro seria reinvestido em contratações.

A folha salarial deve ter um aumento dentro do previsto de inflação. De novo, com a saída de atletas, abre-se espaço para outros. Jogadores como Conca e Mancuello já estão descartados e vão sair. Há outros em avaliação.

A proposta orçamentária será apresentada em breve pelo departamento de finanças. A partir daí, o Conselho de Administração vai votar. É possível que o conselho exija mais recursos para o futebol e com isso reverta a tendência atual.


Ricos, Palmeiras e Fla gastaram juntos R$ 145 mi em contratações em 2016
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Com as maiores receitas do ano passado, Palmeiras e Flamengo turbinaram suas contratações durante a temporada: gastaram um total de R$ 145 milhões. É o que apontam os balanços dos dois clubes já publicados. E esses valores não incluem direitos de imagem, nem atletas que a Crefisa ajudou o time alviverde a contratar.

Para se ter uma ideia do volume de investimento de ambos, o valor é superior ao total gasto por clubes brasileiros em contratações do exterior na janela de transferência desse início de 2017.

Flamengo e Palmeiras são os dois primeiros clubes brasileiros a atingirem o patamar de meio bilhão de reais no ano passado. O clube rubro-negro teve receita de R$ 510 milhões, e o alviverde de R$ 498 milhões. Ambos tiveram superávit e não houve aumento de dívida.

Neste cenário, o Palmeiras investiu R$ 77,7 milhões em contratações de jogadores no mercado. Um aumento de mais de 50% em relação a 2015 quando o total foi de R$ 49,7 milhões. Não estão incluídos no pacote jogadores trazidos pela Crefisa. A parte dos direitos de alguns atletas ainda será paga como o zagueiro Mirna.

O investimento deu resultado já que o time palmeirense acabou campeão brasileiro ao final de 2016. No início deste ano, o clube acelerou ainda mais graças aos aportes da Crefisa que contratou jogadores sem que isso represente gasto para o alviverde.

No caso do Flamengo, o crescimento do investimento foi maior, embora o gasto menor. Foram R$ 67,7 milhões destinados à compra de direitos econômicos de atletas. O salto foi de R$ 82% em relação a 2015 quando o gasto foi de R$ 37,3 milhões.

O time não conquistou título, disputando o Brasileiro com o Palmeiras e ficando na terceira posição. Mas montou uma base sólida para a atual temporada.

A diretoria rubro-negra ainda tem que quitar contratações como Mancuello, Cuellar e Rodinei que foram feitas em parcelas. Por conta desse movimento, os dirigentes rubro-negros já decidiram que vão manter os investimentos no patamar de 2016 sem aumentos para atual temporada.


Lutando contra degola, Inter gastou R$ 48 mi em contratações em 2016
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Com Jeremias Wernerk

Na luta contra o rebaixamento neste Brasileiro, o Internacional gastou R$ 48 milhões em contratações de jogadores durante o ano de 2016. O número é revelado pelo vice de Finanças do clube, Pedro Affatato. Esse valor é superior ao investido pelos times na ponta do Nacional: Flamengo e Palmeiras.

“Nosso investimento foi de R$ 48 milhões e usamos boa parte dos recursos do sócio-torcedor”, contou Affatato. Segundo ele, apesar da má fase do time, a queda no programa de associados foi pequena, de apenas 8%.

A lista de reforços inclui pelo menos dez nomes: Fernando Bob, Marcelo Lomba, Seijas, Ariel, Anselmo, Eduardo Henrique, Ceará, Danilo Fernandes, Brenner e Nico López. O centroavante uruguaio foi a contratação mais cara da temporada representando US$ 4,5 milhões, em torno de R$ 15 milhões.

O valor gasto com contratações representa mais de três vezes o que o Inter arrecadou com a negociação de atletas em 2016, R$ 14 milhões. Isso porque, até agora, o time gaúcho tem uma receita bem abaixo do ano passado com vendas. Até julho, o clube apresentava déficit de R$ 7,9 milhões.

O total do investimento colorado em reforços é também superior às despesas de Palmeiras e Flamengo na temporada. O time paulista investiu em torno de R$ 40 milhões, enquanto o carioca ficou em pouco mais de R$ 30 milhões. Esse valor só inclui o pagamento por diretos econômicos, e não luvas e salários.

O Inter tem 27 pontos e está um pouco acima da zona de rebaixamento. Já o Palmeiras é o líder com 46 pontos, enquanto a equipe rubro-negra é a segunda colocada com a mesma pontuação.


Europa, México e China investem forte para contratar, Brasil fica para trás
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Números da janela de transferência de jogadores – encerrada nesta segunda-feira – mostram que os principais mercados foram pouco abalados pela restrição de investidores imposta pela Fifa. Um efeito bem diferente do Brasil onde as contratações caíram drasticamente após a limitação válida em 2015. Até os clubes mexicanos ousaram mais do que os brasileiros.

Foram encerradas as janelas de transferências de inverno em países como Espanha, Alemanha, Itália, Inglaterra e França – é o período menos forte por lá. Desses, os clubes alemães, italianos e espanhóis aumentaram os gastos em relação ao inverno de 2014. Entre os ingleses, maiores investidores, houve pequena queda no valor. Só a França teve redução significativa no custo das transações.

No total, essas cinco ligas gastaram em torno US$ 332 milhões com os ingleses no topo do ranking US$ 121 milhões. A média de transações saltou de US$ 2,5 milhões para US$ 3,6 milhões já que caiu o total de negociações de 460 para 384.

O México aumentou o investimento em atletas, saltando para US$ 50 milhões, quase o triplo do último inverno e mais do que França e Itália. Não há números oficiais para a China – cuja janela não fecha agora -, mas aumentou consideravelmente o gasto dos times locais com contratações como pode ser demonstrado pelo ataque ao mercado brasileiro.

Enquanto isso, em terras nacionais, os clubes brasileiros tiveram dinheiro reduzido destinado a contratações por conta da grave crise financeira, e da proibição de investimentos por parte de terceiros.

“Quem foi afetado foi Portugal e os clubes menores da Espanha que questionam a medida da Fifa. Os clubes ricos nada sofreram porque não usavam investidores, assim como toda a Alemanha”, contou o advogado especialista em direito internacional, Marcos Motta. “Enquanto isso, o mercado no Brasil foi horroroso. Aumentou o abismo.”

No Brasil, quem investiu dinheiro próprio em contratação foi o Palmeiras, com Dudu, o Cruzeiro, com o uruguaio De Arrascaeta, e o São Paulo, que decidiu gastar com Centurión, Thiago Mendes e Jonatha Cafu. Nenhum deles, no entanto, têm sobras no caixa para investir forte, tendo obtido recursos com vendas, ou antecipações de receita. Não existe um número final porque a janela do Brasil fecha em abril, mas certamente o total ficará longe das cifras até mexicanas.


Ousadia de Palmeiras com contratações exige aumento de receitas
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A mudança de rumo de gestão do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, com a troca da cautela pela ousadia em contratações, exigirá um aumento de receitas nos próximos anos. Assim, é uma aposta que pode se tornar bem-sucedida ou um risco, analisou o consultor para marketing esportivo Amir Somoggi.

Vamos aos números. O Palmeiras fechou os dois últimos anos da administração de Nobre em déficit: R$ 22,6 milhões em 2013 e R$ 22,7 milhões até novembro de 2014. Suas receitas eram baixas como já mostrado aqui, na casa de R$ 186 milhões após 11 meses, e teriam uma recuperação para 2015 com previsão de R$ 230 milhões.

Com 14 contratações até agora, o clube gastou entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões com aquisições, já que os números oficiais não são revelados. Ainda há salários mais altos a pagar, enquanto o clube era contido em despesas em comparação a rivais como São Paulo e Corinthians. Era o 10o em custo com o futebol, segundo levantamento de Somoggi nas contas de 2013, e ficou R$ 50 milhões abaixo dos corintianos em 2014.

“O marketing está em crise e a economia está com o freio de mão puxado. Essa atitude do clube de contratar pode gerar um aumento de receita”, contou Somoggi. “Pode virar um exemplo de sucesso ou um desastre. O Santos era considerado um exemplo e depois virou um desastre.”

De fato, logo após a contratação de Dudu, o Palmeiras se tornou líder em crescimento no sócio-torcedor no ano, e atingiu a terceira posição entre os grandes times brasileiros com cerca de 70 mil adeptos. A projeção de Somoggi é de que o sócio-torcedor gere cerca de R$ 30 milhões em 2014, e que isso seja alavancado em 2015.

Um outro trunfo importante são as rendas da Arena Palmeiras. Em dois jogos no final do ano passado, o estádio mostrou ter um bom potencial de arrecadação para o clube. Outra vantagem é não ter as receitas de tv antecipadas, como ocorreu nos primeiros anos da gestão do atual presidente.

Esses itens representam um grande salto, mas não é suficiente ainda se levarmos em conta que o clube se endividou em cerca de R$ 150 milhões com seu presidente Nobre, conta que passará a ser paga neste ano. A dívida total acumulada é de R$ 363 milhões até o final de 2014, segundo o levantamento de Somoggi. Ou seja, é bem superior ao total de receitas. Resta ao Palmeiras aumentar em outros itens.

“O Palmeiras tem que conseguir um efeito no marketing. Tem que estar mais estruturado para isso. Hoje, tem receita baixa nisso”, observou Somoggi (o clube está sem patrocinador master na camisa). “Outro possibilidade é o clube se tornar vendedor desses jogadores que adquiriu agora porque esse é um item com baixa arrecadação do clube.”

O clube alviverde se mexeu no departamento de futebol, agora, é hora de agir nos outros campos da administração.


Gastos com contratações geram irritação e reação no Corinthians
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A diretoria do Corinthians não respeita o orçamento planejado para 2015 com lances altos para contratações no mercado. É o que afirmou o presidente do Cori (Conselho de Orientação) do clube, Alexandre Husni. Há ainda irritação em setores da diretoria corintiana que não entendem de onde sairá o dinheiro para bancar os reforços pretendidos, segundo apurou o blog.

Até outubro de 2014, o Corinthians acumulava um déficit de 60 milhões no anoHá dívidas de direitos de imagem de até quatro meses com jogadores, com o ex-técnico Mano Menezes, e outros. Por isso, o orçamento para 2015 previa um cenário apertado, com apenas R$ 10 milhões para contratações e previsão de venda de R$ 38 milhões de jogadores.

Mesmo assim, o candidato da situação Roberto Andrade e o ex-presidente Andrés Sanchez iniciaram uma corrida por reforços. Ofereceram 3,0 milhões de euros por 50% dos direitos de Dudu, negócio que pode ser travado pelo presidente Mário Gobbi. Houve sondagens pelo caro Conca. Sem serem grandes nomes, o colombiano Steven Mendoza (R$ 1 milhão) e o volante Christian (salário de R$ 400 mil) não foram baratos.

“Não estão respeitando o orçamento. O orçamento é uma peça de ficção desse jeito. Sabemos que já seria um ano muito difícil porque as receitas estão em queda e as despesas em alta”, contou Husni, do Cori. “Não era nem para contratar. Era para ser contratação zero.”

Husni disse que vai convocar uma reunião do Cori até o final do mês para ouvir explicações da diretoria sobre o que está ocorrendo. É um movimento para tentar controlar os gastos. Afinal, o orçamento apertado foi um compromisso do presidente Mário Gobbi com o conselho de orientação em reunião em outubro.

“O Cori não tem poder coercitivo, mas isso deveria ser revisto em uma reforma estatutária. Só podemos aconselhar. Deveria ser obrigatório cumprir o orçamento. A verdade é que a diretoria executiva tem o poder”, comentou Husni. Ainda sem os balancetes de novembro e dezembro de 2014, Husni avalia que a dívida líquida do clube deve ficar em R$ 280 milhões no final de 2014, somado o débito do estádio, ultrapassa R$ 1 bilhão.

Há membros da diretoria corintiana que concordam com a avaliação de Husni, e estão irritados com a atitude de Roberto Andrade e Andrés. A apuração do blog mostra que, de fato, não há dinheiro em caixa para fazer as contratações. Pelo contrário, existem compromissos futuros para os quais não há recursos suficientes. A única justificativa seria se Andrés tivesse arrumado uma nova fonte de receita desconhecida de todos, um trunfo, o que parece improvável.

Até porque o clube já antecipou algumas rendas até 2017 em um total de R$ 70 milhões para fechar contas de 2014. Mesmo assim, precisou recorrer ao empresário Carlos Leite para conseguir R$ 2 milhões para cobrir os últimos salários.

Neste cenário, Roberto Andrade e Andrés apostam em contratações sem sequer verificar se há caixa. O presidente Mário Gobbi tem resistido a alguns negócios como ocorreu com o goleiro Danilo, o volante Jonas e agora Dudu. Toda a realidade do caixa corintiano será conhecido no final do mês quando serão apresentadas as contas completas de 2014, pouco antes da eleição.


Fifa antecipa fim de investidores em atletas para 2015 e afeta Brasil
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Em reunião do seu comitê executivo, a Fifa marcou para 2015 o fim dos investidores em direitos de jogadores. A notícia é uma verdadeira bomba no mercado brasileiro que tem contado principalmente com empresários e fundos para contratar atletas, e esses já tinham reduzido o valor gasto por receio.

Pelo comunicado da federação internacional, a partir de maio do próximo ano estão proibidos novos contratos em que terceiros têm direitos sobre atletas. Mas já em janeiro os novos compromissos estão limitados ao período de um ano, regra que valerá até abril. Acordos assinados até 2014 ainda serão válidos até acabarem.

A medida é muito mais dura do que vinha sendo discutida no grupo de estudo da Fifa sobre o assunto, segundo apurou o blog. A intenção inicial era fazer uma transição que poderia durar até quatro anos. Essa era a reivindicação dos clubes sul-americanos, enquanto federações europeias tentavam acelerar o processo.

Mais, os investidores em jogadores no Brasil já estavam receosos de colocar dinheiro à espera da regulamentação da entidade. Agora, devem tirar o pé de vez de botar recursos em negociações, ou fazer contratações com rapidez no máximo até o final do ano.

Para se ter ideia, boa parte das contratações até agora como Lucas Pratto, pelo Atlético-MG, e Thiago Mendes, pelo São Paulo, contaram com investidores. Logo depois do anúncio da Fifa se tornar público no Brasil, pelo menos uma transação importante de clube nacional que contava com investidor ficou ameaçada.

Para especialistas ouvidos pelo blog, na prática, a participação de terceiros em direitos de jogadores acaba no final do ano. Nenhum fundo investidor vai querer botar dinheiro em um contrato de um ano sendo que não há garantia da venda do atleta. A única possibilidade é que os empresários corram para fechar negócios até o final do ano, última chance de ter um acordo longo.


Crise no futebol brasileiro já reduz salários de jogadores em negociações
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Um jogador de renome já planejava a saída do Fluminense quando se desenhava o rompimento com a Unimed. Foi ao mercado se oferecendo por salário similar ao que recebia no tricolor. Ninguém topou. Abaixou o valor, mas ainda assim não fechou. Nenhum clube aceitava pagar mais de R$ 300 mil, nem quando a diferença era pequena. O atleta ainda está sem time.

A história ocorrida nestes últimos meses de 2014, cujo protagonista não é revelado a pedido da fonte, é simbólica do novo momento do futebol brasileiro. Em meio à crise econômica, os salários de jogadores têm caído de forma significativa em renovações e novas contratações. Foi o que o blog ouviu de diversos participantes do mercado, entre empresários e clubes.

Essa é a segunda matéria sobre os problemas financeiros do setor, em continuidade à anterior que mostrou o estouro da bolha do futebol com a asfixia de receitas dos clubes pela falta de patrocínios e parceiros.

Até 2013 era fácil ter dois ou três atletas com vencimentos de R$ 500 mil em um time, mas agora só exceções receberão acima de R$ 300 mil. Pagar em dia, ou pelo menos atrasar pouco, virou trunfo após séries de calotes durante o ano de 2014. E uma debandada de jogadores pode deixar o Brasil para mercados mais atrativos.

“Estou sentido que cada renovação está sendo difícil. Essa proibição de investidor da Fifa deu uma segurada no mercado. O salário vai cair e não vai ter quem investir. Não vejo com bons olhos o que está acontecendo”, contou Roberto Monteiro, representante do grupo DIS, que é procurador de jogadores e tem direitos sobre alguns deles.

“Varia bastante de contrato para contrato. Quem estiver livre até pode negociar mais. Mas o Brasil vai começar a perder jogador para o exterior. Muitos vão voltar para a Europa. O fluxo para o exterior vai aumentar. Eu mesmo estou saindo para Europa para ver a negociação de dois atletas (do Brasil)”, contou o empresário Marcelo Robalinho, da empresa Think Ball.

“Toda negociação tem um orçamento, o pagamento dos direitos, os salários e as comissões. Se o clube não tem ajuda nos direitos, isso vai impactar o salário”, analisou o empresário e advogado Marcos Motta, que vê os clubes bem cautelosos nos acertos. “Pagar em dia será um grande diferencial diante dos atrasos que ocorreram no ano.”

Dos cartolas, o blog ouviu que, nas negociações iniciais, os jogadores continuavam a pedir os mesmos valores do final do ano passado. Mas sofreram seguidas recusas e, aos poucos, têm abaixado as requisições. Até os dirigentes admitem que os últimos anos formaram um período de valores salariais fora da realidade do país.

Representantes do Bom Senso FC, grupo que reúne jogadores, também já verificaram a mudança no mercado com quedas de vencimentos. Não há nenhum levantamento oficial, mas a percepção do grupo é que se acentuaram os casos de atrasos durante 2014. Na dureza que se espera para o próximo ano, é hora de apertar os cintos para todos.


Com rombo, Corinthians corta contratações e aperta cinto para 2015
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Com o buraco nas contas de R$ 40 milhões neste ano, a diretoria do Corinthians já planeja a temporada de 2015 sem contratações de grande porte e cinto apertado no futebol mesmo se o time chegar à Libertadores.  Foi esse o compromisso da cúpula do clube com conselheiros do Cori (Conselho de Orientação) em reunião nesta semana.

O déficit de 2014 até julho ocorreu por dois motivos. Primeiro, o Corinthians obteve uma renda bem inferior à prevista com bilheteria e patrocínio no primeiro semestre. Segundo, gastou bem mais dinheiro do que estava estimado no orçamento com o futebol, como já mostrou o blog do Perrone. Isso ocorreu em um ano que deveria ser de contenção de custos.

Para o segundo semestre, o plano da diretoria é tentar pelo menos equilibrar receitas com despesas. Há uma expectativa de uma melhora nas rendas porque a segunda parte do ano costuma ser melhor do que a primeira. Só que, em 2014, há a peculiaridade de que o time não tem mais arrecadação de ingressos, pois o dinheiro vai direto para pagar a dívida do Itaquerão.

O  Corinthians já teve que pegar um empréstimo de R$  70 milhões, dos quais um valor próximo de R$ 60 milhões chegaram aos cofres do clube por conta de desconto de juros. Esse dinheiro foi usado, primordialmente, para quitar pendências como a compra de Rodriguinho, fatia de Paulinho e débitos fiscais para inclusão no Refis (programa de refinanciamento fiscal).

O problema é que ainda há um custo corrente alto do futebol até o final do ano. Só em atletas que não entram em campo pelo Corinthians porque estão emprestados há um gasto entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. O volume mais alto dessas despesas vai até o meio do ano de 2015, quando acabam contratos de alguns como Emerson Sheik. Ainda haverá a pendência de Pato.

Diante desse cenário, membros do Cori pediram uma contenção total de despesas com o futebol. A diretoria aceitou a ideia. Não será possível cortar jogadores com contrato, mas, mesmo que o time se classifique para a Libertadores, não será possível adquirir um grande nome para reforçar a equipe. Qualquer boa proposta por atletas, que não sejam imprescindíveis, será aceita.

Até porque as contratações pedidas e obtidas pelo técnico Mano Menezes não eram consenso dentro da diretoria pelo seu custo. Afinal, o orçamento previa um investimento bem menor no futebol. Em 2015, será a hora de cumprir, já que não há mais espaço para aumentar gastos.


Ao contratar Elias, Corinthians estoura orçamento em R$ 7 mi
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A transferência do volante Elias provocou estouro de R$ 7 milhões no orçamento previsto pelo Corinthians para contratações nesta temporada. E não vai parar por ai já que o clube também quer pagar por Rafael Sóbis, do Fluminense. Em resumo, a política de contenção de investimento está abandonada e, assim, o clube terá de cortar outros custos para compensar.

Em 2013, o alvinegro do Parque São Jorge ultrapassou em R$ 45 milhões o previsto para ser gasto com a aquisição de direitos sobre os atletas. Diante desse forte investimento, e de um cenário de baixas receitas em 2014, o Corinthians previu que gastaria apenas R$ 10 milhões neste ano com este item. Havia um cenário de aperto e o discurso de que o elenco era suficiente.

Só que, durante a péssima campanha no Paulista, o técnico Mano Menezes iniciou uma reformulação e passou cobrar reforços. Chegou a fazer ironias com o investimento do ano passado.

A partir daí, o clube abriu o cofre. Entre as contratações menores, pagou ou vai quitar no futuro: Bruno Henrique (R$ 750 mil), Uendel (R$ 3 milhões), Ferrugem (R$ 600 mil) e Petros (R$ 500 mil). E, finalmente, se comprometeu a dar € 4 milhões (R$ 12,2 milhões) por Elias. No total, são R$ 17,050 milhões.

A maioria dessas transferências será parcelada. No caso do volante, por exemplo, só a primeira fatia de € 1 milhão (R$ 3 milhões) será quitada em outubro deste ano. Mas, sob o ponto de vista contábil, tudo é registrado no balanço de 2014. Por exemplo, o clube pagou uma parte de Pato em janeiro deste ano, mas a despesa foi registrada em 2013.

“Para contratações, ultrapassou a verba. Mas existe uma necessidade do elenco. Se precisa fazer, então vai precisar fazer um ajuste lá na frente, reduzir alguma despesa”, afirmou o diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa e Silva.

O departamento de futebol tenta executar essa redução de gastos com a saída de jogadores com salários altos, como é o caso de Emerson Sheik. Só assim poderia investir ainda mais R$ 3 milhões previstos em Sóbis.

Caso contrate o atacante tricolor por este valor, o Corinthians dobraria já em abril o gasto com contratações em relação ao previsto. Isso ocorre em um cenário de receitas reduzidas, com a eliminação do Paulista e a demora na utilização do Itaquerão.

Colaborou Gustavo Franceschini

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)


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