Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Copa Sul-Americana

Após licitação, Libertadores dobra valor por direitos e supera R$ 1 bi
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Após concorrência entre agências, a Conmebol garantiu US$ 350 milhões (R$ 1,1 bilhão) por ano a partir de 2019 pelos direitos de televisão e marketing de suas competições de clubes: Libertadores, Copa Sul-Americana e Recopa. O valor é o dobro do atual obtido com esses campeonatos.

A concorrência foi vencida pela agência IMG & Perform, gigante que atua na área esportiva. Pelo acordo, a empresa garante um mínimo de US$ 1,4 bilhão para a Conmebol pelo período de 2019-2022, conforme anúncio da Conmebol.

A partir daí, a IMG terá que realizar concorrências pelos direitos de televisão da Libertadores e Sul-Americana para 2019, além dos direitos de marketing. Seu objetivo será aumentar o mínimo garantido. Segundo apurou o blog, tudo que exceder esse valor vai para a confederação sul-americana, com um percentual para agência.

Por isso, foi estratégia da Conmebol incluir um mínimo garantido, o que obrigará a agência a trabalhar por maiores valores em concorrências. Outro critério foi a capacidade técnica da empresa, tanto que quatro delas apenas chegaram ao final do processo. A tendência é que sejam feitos pacotes de direitos de televisão divididos por regiões ou países, como Brasil, México e outro para América Latina.

Pelos atuais termos de contratos, a Conmebol recebia em torno de US$ 170 milhões por ano por todas as suas competições de clubes, compradas pela Fox e por empresas de marketing. No último ano, pelos balanços financeiros da confederação, foram US$ 121 milhões obtidos com a Libertadores.

Só que esse contrato tinha sido feito sem concorrência. Até porque os acordos por direitos da Libertadores até 2015 estavam incluídos na investigação do FBI por pagamentos de subornos a dirigentes pelas agências de marketing. Após estourar o escândalo, a Fox e a Conmebol renegociaram o contrato com um aumento até 2018.

A partir de 2019, todos os direitos serão negociados pela IMG. A tendência é que a concorrência para televisões do Brasil só seja concluída no próximo ano.

Ao site da Conmebol, o presidente da entidade, Alejandro Dominguez, afirmou: “Este contrato representa um enorme avanço no nosso objetivo estratégico de gerar mais valor para o desenvolvimento e crescimento do futebol sul-americano.”


Conmebol terá de ignorar regulamento para dar título à Chape
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A Conmebol deve dar o título da Sul-Americana à Chapecoense após o acidente de avião que matou a maior parte de seu time. Mas, para isso, terá de ignorar o regulamento do campeonato que não tinha nenhuma precedente sobre o caso. O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, vai precisar de um aval formal de seus pares do Conselho Executivo da entidade.

Como mostrado pelo blog, a Conmebol já tinha se convencido a dar o título ao time catarinense após um pedido do Atlético Nacional desde terça-feira. Havia, no entanto, a intenção de se evitar falar do assunto logo após a tragédia, assim como uma pendência em relação à vaga da Colômbia na Libertadores. A CBF espera que a taça seja oficializada em Chapecó neste final de semana quando haverá o velório das vítimas. Dominguez estará lá.

Com esse objetivo, a Conmebol terá de tomar uma decisão não prevista no regulamento da Sul-Americana ou no código de disciplina.”Não tem nenhuma previsão no regulamento. É uma situação tão excepcional que não tinha como prever algo assim”, contou o presidente do tribunal de disciplina da Conmebol, Caio Rocha.

Segundo ele, se fosse seguir as regras estritamente, teria de se remarcar o jogo e dar os pontos ao Atlético Nacional se a Chapecoense não tivesse jogadores, o que não seria algo de bom senso na sua opinião. Obviamente, a Conmebol não cogita fazer algo parecido. Neste caso, o time catarinense ainda tomaria um 3 x 0 e poderia ser punido.

Mas o regulamento da Sul-Americana abre uma brecha. Em suas disposições finais, o texto afirma que as regras podem ser mudadas a qualquer tempo totalmente ou parcialmente pelo Comitê Executivo da Conmebol. Bastará portanto ter esse aval da cúpula da entidade.

No clima de comoção atual, o Conselho não vai se opor a uma decisão do presidente Alejandro Dominguez neste sentido, como apurou o blog. Assim, deve apenas referendar sua decisão. Ainda será necessário tomar uma decisão sobre premiação pelo título.


Times brasileiros fracassam nos mata-matas internacionais em 2013
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O fracasso do Atlético-MG diante do Raja Casablanca no Mundial não foi uma exceção em 2013: os times brasileiros tiveram um desempenho pífio em mata-matas em 2013. É o que mostra um levantamento do blog sobre a Libertadores, a Copa Sul-Americana, o Mundial, a Recopa e a Copa Suruga, que são as competições oficiais disputadas pelas equipes nacionais fora do país.

Considerados esses cinco torneios, os times brasileiros conquistaram apenas 45 de um total de 114 pontos disputados em jogos eliminatórios nesta temporada. Ou seja, seu aproveitamento foi de 39,5%. Foram ignorados os mata-matas que envolveram duas equipes nacionais.

Como comparação, em 2012, nas mesmas competições, as equipes brasileiras somaram 77 de 108 pontos, isto é, 71,3% do total. Basta lembra que o Brasil levou os três principais campeonatos no ano passado, Sul-Americana, Libertadores e Mundial. Em 2013, só ficou com o torneio continental.

A Libertadores é uma demonstração da queda de aproveitamento nacional. Neste ano, as equipes brasileiras obtiveram 26 dos 60 pontos possíveis nos mata-matas. Campeão, o Atlético-MG teve de recorrer aos pênaltis nas semifinais e finais, além de só superar o Tijuana pelo gol diferenciado.

No ano passado, o Brasil somara 28 dos 48 pontos disputados. E o Corinthians ganhou seu título com uma vitória sobre o Boca Juniors. Ressalte-se que, na fase de grupos, o times nacionais mantiveram o domínio pelo menos com o Atlético-MG, com a melhor campanha.

Nos jogos eliminatórios, no entanto, os maus resultados se refletiram em classificações e títulos. Dos 20 mata-matas disputados, os times brasileiros levaram o título ou se classificaram em apenas metade deles.


Conmebol desrespeita regra da Sul-Americana, e Ponte quer final em casa
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Enquanto o São Paulo obteve o veto do Moiséis Lucarelli na semifinal, a Conmebol liberou a realização de diversos jogos em estádios fora da capacidade mínima prevista no regulamento da Copa Sul-Americana. Dirigentes brasileiros foram informados que a regra só vale quando há uma reclamação do oponente.

A outra semifinal entre Libertad e Lanús, na quinta-feira, será realizada no Estádio Nicolas Léoz, do time paraguaio, que tem capacidade próxima de 10 mil. Ou seja, não atende o regulamento de receber um mínimo de 20 mil lugares, e é menor do que a arena da equipe de Campinas.

“A Conmebol nos informou que só exige a mudança de estádio se houver reclamação. Se não houver, pode acontecer normalmente o jogo”, afirmou o presidente da Ponte Preta, Marcio Della Volpe. Ou seja, como o Lanús não pediu o cumprimento do regulamento, não houve problema de marcar o jogo para o acanhado estádio paraguaio.

A diretoria do São Paulo, por sua vez, entende estar no seu direito ao exigir que as regras sejam seguidas à risca. E conferiu os laudos do Moisés Lucarelli e do Romildão, em Mogi-Mirim, percebendo que o segundo atendia os requisitos com 20.558 torcedores possíveis. Provavelmente, haverá menos pessoas por questões de segurança.

O Estádio Nicolás Leoz chegou a ser vetado em uma partida contra o Sport porque sequer atendia a capacidade para mínima para as oitavas de finais. Mas, na ocasião, o time pernambucano reclamou do local.

O dirigente campineiro explicou já ter conversado com dirigentes do Lanús e do Libertad sobre a limitação do tamanho de estádios. Como os cartolas de ambas as equipes afirmaram que não reclamariam, Della Volpe disse que, em caso de classificação, planeja a final da Sul-Americana no Moisés Lucarelli.

Na prática, isso significaria que as duas partidas decisivas da competições seriam disputadas em estádios com menos do que os 40 mil lugares exigidos no regulamento. O estádio do Lanús, Nestor Diás Perez, registra na internet capacidade de 47 mil pessoas. Mas Della Volpe contou que o presidente do clube argentino lhe disse que, na verdade, apenas 19 mil são utilizados. Por isso, não faria reclamações.

A questão é que o regulamento da Sul-Americana não menciona, em nenhum momento, a necessidade de uma reclamação para vetar estádios sem capacidade mínima. Pelo contrário, basta a arena não atender os requisitos que deveria ser vetada. Só que a Conmebol ignora a regra se não houver queixa.

“Acho um absurdo o regulamento. Um clube pode ter uma arena muito moderna de 15 mil lugares porque tem média de 10 mil durante o ano. E, por isso, não poderá receber uma partida decisiva de competição sul-americana?”, atacou Della Volpe, que afirmou que nunca reclamaria de outro clube.

Detalhe, o estádio do Libertad leva o nome do ex-presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, um das figuras mais influentes no futebol sul-americano. Ele é o patrono do clube, chegando a distribuir chaveiros com seu símbolo na sede da sul-americana. O blog tentou ouvir a Conmebol, sem sucesso.


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