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Corinthians aumenta títulos em período de boom de receitas no futebol
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O período de domínio do Corinthians coincide com o boom de receitas do futebol brasileiro. O clube ganhou seis Brasileiros, uma Libertadores e dois Mundiais nos últimos 20 anos. Foi justamente em 1997, há 21 anos, que os times brasileiros assinam o primeiro grande contrato de televisão e que crescem os investimentos de parceiros externos.

Durante esses 20 anos, o Corinthians foi em boa parte dos anos o clube mais rico ou aquele que tinha a maior quantidade de dinheiro para contratações. Talvez, 2017, seja o único título em que o Corinthians não tinha o maior volume de dinheiro em relação aos rivais, ainda assim, estava entre os mais ricos.

Naquele longínquio 1997, o Clube dos 13 assinava um contrato de três anos com a Globo para o televisionamento do Brasileiro. Em valores atualizados, eram R$ 250 milhões. A partir daí, cinco times, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco tinham cotas superiores aos demais, e a receita de TV passava a ser a principal em relação às outras.

Ao mesmo tempo, o Corinthians passou a ter parceiros. Primeiro, o Banco Excel e depois a Hicks Muse. Ambos proporcionaram ao clube a chance de montar o melhor time destes 20 anos, com elenco estrelado de Luizão, Rincón, entre outros. O time foi bicampeão nacional, além do Mundial de 2000. Outros times tiveram parcerias como o Flamengo e Grêmio (ISL), mas não souberam aproveitar os recursos para ganhar títulos significativos.

Sem a parceria, o Corinthians não era o clube mais rico do Brasil. Era o São Paulo que ocupava esse posto em 2003. O time de Parque São Jorge tinha uma receita de R$ 119 milhões (em valores atualizados pela inflação à época). E seguiu assim nos anos seguintes, abaixo do rival que era impulsionado por vendas de atletas e pelo Morumbi.

Com a chegada da MSI, o Corinthians voltou a ser o clube com maior investimento no Brasil. Se olharmos pra o dinheiro em caixa, o São Paulo era mais rico. Mas a MSI colocou valores que superavam muito os disponíveis para o rival. E a agremiação do Parque São Jorge foi campeã do Brasileiro em 2005. Era o campeonato de pontos corridos que favorece os times mais fortes, reduzindo surpresas.

A crise financeira e política resultante dos problemas com a MSI levou ao rebaixamento em 2007. As receitas de televisão, no entanto, continuavam a subir, atingindo R$ 405 milhões por ano no contrato da Globo de 2008. Em 2011, o ex-presidente Andrés Sanchez liderou a implosão do Clube dos 13, o que resultou em deixar Flamengo e Corinthians isolados em patamar mais alto de TV. Aliado a isso, conseguiu aumentos de receitas de marketing com contratos de publicidade.

Por conta desses movimentos, o Corinthians já se tornara o clube com maior faturamento do país em 2009 e se consolidou nesta posição até 2012. Ganhou um título brasileiro, a Libertadores, e o Mundial de Clubes.  Perdeu o posto para o São Paulo apenas por conta da venda de Lucas em 2013.

Só a partir de 2014 que as finanças do clube começaram a ser abaladas pela construção da Arena Corinthians e por dívidas por conta gastos excessivos no futebol. O clube manteve o investimento em alta, o que possibilitou a montagem de um bom time para ser campeão brasileiro em 2015. Em 2016, o Corinthians continua a ter receitas altas, com R$ 485 milhões em 2016, atrás apenas do Flamengo e junto do Palmeiras. Isso representa o quádruplo do valor de 2003 em crescimento real acima da inflação.

Só que, em paralelo, ocorreu também um aumento significativo das dívidas do clube. Em 2003, o Corinthians tinha o menor débito entre os 12 grandes do Brasil, e atualmente tem o maior se consideramos a Arena Corinthians. Neste ano, de novo, operou em prejuízo o primeiro semestre para poder montar o time campeão. Pode ser que recupere-se até o final do ano com as rendas do título.

O boom de receitas no futebol brasileiro não é, obviamente, a única explicação para o crescimento de títulos corintianos. Pelo menos desde 2009, com Mano Menezes, o clube implantou método de trabalho sólido no departamento de futebol, mesmo com a troca de técnicos. Há uma linha, um tipo de jogo.

É por isso também que o clube aproveitou melhor o boom de receitas do que clubes como o Flamengo. No caso rubro-negro, a década passada foi afetada pelo endividamento resultado das loucuras dos anos 90. Só nos últimos anos foi controlado, mas não se transformou em resultado esportivo. O São Paulo, outro time com maior volume de receitas, teve um período vitorioso até se envolver em crises políticas.

Em 2019, o contrato de televisão valerá R$ 1,1 bilhão, o dobro daquele de 10 anos antes. Somados aos pontos corridos, isso tende a aumentar a importância das receitas nos resultados, embora não sejam determinantes como se viu este ano. No caso corintiano, resta ver como o clube vai lidar com seus problemas financeiros para se manter vitorioso como nos últimos 20 anos.


Corinthians ganha 30% dos Brasileiros em 20 anos em domínio inédito
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Ao conquistar seu sétimo título, o Corinthians estabeleceu um domínio inédito na história do Brasileiro nos últimos vinte anos: ganhou seis títulos. Triunfou portanto em 30% das edições do Nacional neste período o que nunca tinha ocorrido anteriormente em um período tão longo.

Ressalte-se que aqui está se considerando o Brasileiro a partir de 1971 quando de fato era um campeonato com este nome. Essa competição é caracterizada pelo equilíbrio em que mesmo grandes times têm épocas de glórias seguidas de grande jejum. Após o Nacional de 2015, o blog já mostrava que o Corinthians era a equipe mais vitoriosa na última década no Brasil.

Para se ter ideia, só dois times além do alvinegro estabeleceram um número de títulos considerável em período curto. O Flamengo ganhou o Brasileiro cinco vezes de 1980 a 1992, isto é, em 13 anos. Já o São Paulo obteve cinco conquistas em 23 anos, de 1986 a 2008, garantindo um inédito tricampeonato.

O Corinthians esteve sem Nacional por 20 anos até ganhar sua primeira edição em 1990. Mas foi, a partir de de 1998, que o time passou a ter regularidade na conquista de títulos. Primeiro, foi o esquadrão formado com investimento da Hicks & Muse, de grande qualidade técnica, que levou o clube ao bicampeonato.

Em seguida, de novo, um período de fartura levou à conquista liderada por Carlos Tévez em 2005. Na atual década, o Corinthians levou três títulos em 2011, 2015 e 2017.

No Brasileiro deste ano, o time liderou desde o início abrindo larga vantagem no primeiro turno. Caiu de rendimento e chegou a ser ameaçado no segundo turno, mas voltou a vencer para encerrar o campeonato a três rodadas do final com o triunfo diante do Fluminense. Chegou ao título, portanto, porque foi superior aos outros no campo.


Histórico do Brasileiro indica G4 definido com Palmeiras e Santos
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Além do título praticamente garantido do Corinthians, o Brasileiro tem um G4 dos times classificados para fase de grupo da Libertadores consolidado após a 34a rodada. Pelo menos é o que indica o histórico do Nacional. Assim, Palmeiras, Santos e Grêmio só perderiam as vagas por uma virada inédita.

A vitória palmeirense sobre o Flamengo foi decisiva para esse quadro, assim como a derrota botafoguense para o Atlético-PR no sábado. Com isso, o Santos, quarto colocado, tem cinco pontos à frente do alvinegro carioca, e o time alviverde, seis. Quinto, o Cruzeiro já está na Libertadores pelo título da Copa do Brasil.

Nos pontos corridos, a maioria das edições tem no máximo uma troca de posição no G4 nas quatro rodadas finais. Há uma exceção em 2009 quando houve duas mudanças de colocações: Cruzeiro e Internacional roubaram os lugares de Palmeiras e Atlético-MG.

Na 34a rodada daquele ano, o Inter tinha três pontos menos do que o Atlético-MG, que era o quarto colocado, e o Cruzeiro estava dois pontos atrás. É verdade que o time colorado tinha então cinco pontos a menos do que o Palmeiras, que teve queda vertiginosa no final do Brasileiro-2009. Mas a equipe alviverde era a segunda, não a quarta como o Santos.

Além disso, o time de Elano jogará nesta segunda-feira contra a Chapecoense e pode aumentar a diferença para o sexto Botafogo. Ou seja, os dados indicam que, para aqueles que estão fora e querem uma vaga direta na Libertadores, resta torcer para o título do Grêmio para abrir uma novo posto Assim, equipes como Botafogo, Flamengo e Vasco teriam uma chance. Com quatro lugares, será complicado.

No caso de conquista rubro-negra na Sul-Americana, com gremista na Libertadores, se abriria uma nova vaga e seriam nove brasileiros na principal competição continental. Neste caso, haveria um inédito número de sete equipes nacionais na fase de grupo, e duas na pre-Libertadores, classificando até o nono do campeonato.


Liberação de Cássio para o Corinthians seria justa, mas paliativa
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Com a contusão de Walter, o Corinthians ficou sem seus dois goleiros em jogos importantes do Brasileiro já que Cássio está com a seleção. A CBF negou a liberação do jogador apesar do discurso de que pensa-sempre-nos-clubes. A liberação do goleiro seria justíssima, mas um paliativo porque resolveria um problema pontual sem tocar na questão central.

É cansativo, mas necessário repetir: o problema principal é o calendário da CBF que permite jogos de clubes em datas Fifa exclusivas de seleções. Não dá para tirar o goleiro do líder do campeonato na reta final da competição por três jogos, tivesse ou não Walter se contundido.

Claro, a lesão do goleiro reserva agrava a situação. Mas a liberação de Cássio certamente abriria um precedente para outros clubes pedirem a CBF que devolvesse seus jogadores porque um reserva tomou cartão ou se lesionou. Seriam pedidos igualmente justos.

Mas a confederação não está lá muito preocupada com justiça. Sua prioridade é preparação da seleção de Tite e, na realidade, se importa pouco com os clubes ainda que diga o contrário.

Até quando não pode obrigar os clubes a cederem os atletas, como ocorreu com Vinicius Jr do Flamengo no sub-17, a CBF tenta pressionar os times para priorizem a seleção. Além de pedidos, a comissão técnica da seleção foi a público se lamentar a falta de colaboração rubro-negra, sendo que, além do jogador ter uma lesão, o clube precisava dele no Brasileiro.

Caso se importasse com os clubes nacionais, já teria a tempos achado uma fórmula para reduzir o número dos jogos dos times grandes, a custa dos Estaduais. Assim, sobraria espaço para a seleção. Mas isso impede apoios políticos das federações que elegem Marco Polo Del Nero. De novo, sou aqui repetitivo e chato, mas porque o problema persiste, igualmente repetitivo e chato.

Então, segue o Corinthians sem Cássio, amanhã, será o Flamengo sem Diego, no outro dia, em seguida, o Grêmio sem Arthur. E por aí vai…

 


Jogos do Corinthians têm nove erros de árbitros que vídeo corrigiria
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O erro da arbitragem no gol impedido de Romero foi o nono em jogos do Corinthians no Brasileiro que poderia ser corrigido por árbitros de vídeo. São equívocos contra e a favor do time alvinegro, todos apontados pela CBF em seu site (o contra o Palmeiras ainda não entrou na avaliação). O blog fez um levantamento e constatou que são lances que estariam no escopo do juiz por monitor.

Primeiro, ressalte-se que o objetivo deste post não é mostrar que um time é favorecido sobre o outro. O que  indica é que há um excesso de erros crassos na arbitragem em jogos decisivos. No total, foram 44 partidas afetadas por equívocos reconhecidos pela CBF em seu site, de um total de 320. Não significa que estejam todos ali porque a entidade ignora alguns deles.

Desses apontados, a confederação reconheceu oito jogos do Corinthians com erros de juízes até a 30a rodada, o mesmo número de Cruzeiro e Palmeiras – são os times com maior número de falhas. No caso palmeirense, uma partida teve dois equívocos, então, foram nove no total. Some-se a esse o equívoco do clássico.

Pois bem, todos os erros em jogos corintianos poderiam ser corrigidos pelo árbitro de vídeo se a CBF tivesse investido no sistema para esta temporada. A entidade se recusou a botar o dinheiro necessário no final de 2016. Em setembro, após vários erros, decidiu se mexer, mas ainda não conseguiu botar o sistema de monitoramento em prática. Só deve acontecer em 2018. Outros campeonatos como o Italiano e Alemão já usam o vídeo.

No histórico, houve dois pênaltis contra o Corinthians (Cruzeiro – 7a rodada e Chapecoense -1a rodada) que não foram marcados. Foi um puxão de camisa e mão claros, não interpretativos, que seriam assinalados no vídeo. Em seguida, na 8a rodada, o Corinthians teve um gol mal anulado de Jô por impedimento inexistente diante do Coritiba. Seria corrigido e o time venceria.

Na 11a rodada, houve um pênalti a favor do Corinthians diante do Botafogo, marcado em falta fora da área sobre Arana. Seguindo, na 17a rodada, o time alvinegro teve um gol a seu favor mal anulado de Jô contra o Flamengo, em impedimento de 3 metros. De novo, com vídeo, seria validado.

Mais à frente, na 24a rodada, houve o gol de Jô de mão contra o Vasco, também outro lance claro para o árbitro de vídeo que o anularia. E, dois jogos depois, Balbuena teve gol mal anulado diante do Cruzeiro, por impedimento inexistente. Por fim, o Coritiba teve um gol mal anulado por impedimento, contra os corintianos, na 27a rodada.

Até que se chegue no gol de Romero impedido contra o Palmeiras. Assim, são nove equívocos, todos corrigíveis, sendo seis a favor e três contra.

Em relação a outros clubes, há erros interpretativos e outros claros que o vídeo consertaria a decisão do árbitro. O importante aqui é mostra que o vídeo reduziria significativamente o número de falhas dos juízes, independentemente do time. Afinal, o líder do Brasileiro sofreu ou foi favorecido por erros claros de árbitros em quase 30% dos seus jogos. Não dá para ver como normal um campeonato com tanta interferência de juiz.

PS O erro do trio de arbitragem não invalida o fato de que o Corinthians jogou melhor do que o Palmeiras, e mereceu ganhar. Seu primeiro tempo lhe permitia até fazer mais gols, embora tenha sido dominado no segundo tempo.


Sobra ao Palmeiras a ousadia que falta ao Corinthians
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Impossível dizer se a arrancada palmeirense será suficiente para uma virada sobre o Corinthians no Brasileiro. O histórico do campeonato indica ser difícil tirar cinco pontos a nove rodadas do time e o time alviverde ainda não parece regular o suficiente para atropelar. Mas é certo que lhe sobra a ousadia que falta aos corintianos na competição.

Foi o que se viu no empate diante do Cruzeiro. O projeto de time idealizado por Alberto Valetim é de atuar avançado, pressionando o adversário em seu campo, com aproximação dos atacantes em troca de passes, e bola rodando no chão. Bem diferente do jogo de espera que predomina no Brasileiro, ou da transição direta que Cuca gostava e com a qual foi campeão em 2016.

Não é, no entanto, um projeto fácil de ser implantando, ainda que o Palmeiras tenha jogadores talentosos. É só ver os buracos na defesa que permitiram ao Cruzeiro fazer dois gols (um deles contra). A equipe de Mano Menezes é muito mais pronta, com seu estilo de jogo consolidado de defesa bem postada em duas linhas e saída rápida de contra-ataque.

Ainda assim, foi o Palmeiras que se impôs nos 60 minutos iniciais do jogo. Com a aproximação constante dos jogadores, criou quase sempre com a bola pelo chão e a proximidade dos companheiros favorece o jogo de Borja. Não é à toa que ele reviveu com três gols neste jogo, um deles mal anulado na cabeçada (lance discutível com Manuel, mas em que talvez a melhor solução fosse mesmo ignorar o empurra empurra de disputa de espaço).

Em desvantagem, o Palmeiras se desorganizou e trocou a bola de pé em pé por mais lances pelo alto, principalmente quando Deyverson entrou em campo. Foi na vontade e na pressão que empatou. Feitas as contas de quanto lances reais de conclusão teve, a vitória teria sido merecida.

Enfim, a ideia de jogo de Valentim é promissora. Mas talvez não esteja pronta neste ano, nesta reta final. Um time exposto é tudo que o Corinthians gosta e pode aproveitar no clássico decisivo. Não resta outra alternativa ao Palmeiras além de ser ousado, como diferencial ao seu rival em vantagem e que faz da cautela sua virtude.

No mínimo, o alviverde torna o campeonato interessante até domingo e se projeta para 2018. Se der certo, consegue uma virada histórica.


Corinthians tem maior queda de um líder nos pontos corridos
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O Corinthians protagoniza nesta temporada a maior queda de rendimento de um líder na história dos pontos corridos do Brasileiro. Após o melhor primeiro turno de todos os tempos, a equipe de Fábio Carille tem o pior returno de um ponteiro em todas as edições do Nacional. Não é à toa que o Palmeiras pode ultrapassar o rival em dois jogos.

Lembremos que o Corinthians atual conseguiu o melhor primeiro turno dos pontos corridos com 47 pontos e aproveitamento acima de 82,5%. Depois disso, no entanto, foram seguidos fiascos e o time só somou 12 pontos em 12 rodadas, um aproveitamento de time rebaixado. Em percentuais, conseguiu só 33,3% dos pontos.

Já houve quedas de rendimento de líderes do Nacional, mas não neste nível. Nenhum dos times que eram ponteiros do Brasileiro ao fim do turno somou menos de 15 pontos nas 12 rodadas seguintes.

Em 2009, o Internacional tinha 37 pontos e conseguiu 15 nos seus 12 jogos em seguida. O Palmeiras, que também tinha 37 pontos, somou 17 nas mesmas rodadas e acabou assumindo a liderança. É importante lembrar que rendimento de ambos os times acabou resultando na perda do título brasileiro, que foi ganhou pelo Flamengo.

O Grêmio também foi superado pelo São Paulo após liderar o turno em 2008. Mas, nas 12 rodadas iniciais do returno, somou 18 pontos. Em 2012, líder no primeiro turno, o Atlético-MG acabou superado pelo Fluminense após conseguir 17 pontos no returno em 12 jogos. Resultado: perdeu o título ao final.

É preciso ressaltar que o Corinthias fez um primeiro turno invejável, o que torna mais difícil que os adversários superem a vantagem. Mas o desempenho do returno é tão fraco que até com timidez dos rivais é possível ser batido nas próximas rodadas.

O Corinthians de Tite, em 2011, por exemplo, não fez um segundo turno brilhante. Mas, após somar 37 pontos no primeiro turno, tinha 18 acumulados no returno após 12 rodadas. Isso o deixava abaixo do Vasco. Recuperou-se e ganhou o Brasileiro. Mas teve que jogar um mínimo de bola para isso.


Palmeiras já é melhor do returno e ascensão indica ameaça ao Corinthians
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Com a vitória sobre o Grêmio, o Palmeiras não apenas assumiu a segunda posição no Brasileiro como se tornou o melhor time do segundo turno. Ressalte-se que o Botafogo ainda pode ultrapassar o alviverde em campanha no returno em caso de vitória sobre o Corinthians nesta segunda-feira. Obviamente que os palestrinos torcem por esse triunfo carioca.

Bem, certo é que a ascensão do Palmeiras sob o comando de Alberto Valentim tornou-se uma real ameaça para o Corinthians. É o que mostram os desempenhos dos dois times, e a projeção até o final do campeonato. Vamos aos números.

No segundo turno, o time alviverde marcou 21 pontos em 33 possíveis. Isso representa um percentual de 63,6% dos pontos, bem superior ao primeiro turno em que obteve 56,1%. Logo abaixo, está o Cruzeiro com 20 pontos, e o Botafogo, com 19. Terceiro colocado no Brasileiro, o Santos tem 18 pontos neste turno.

E o desempenho do Palmeiras pode ser suficiente, sim, para ameaçar o time alvinegro. Se mantiver aproveitamento do returno até o final do Brasileiro, o time alviverde atingirá 68 pontos no total. Normalmente, não seria suficiente para ganhar o título.

Mas o Corinthians faz um segundo turno ruim, um dos piores times desta parte do campeonato. Tem 40% dos pontos nesta etapa. A se manter essa toada, acabaria com 70 pontos. Mas a diferença entre os dois seriam bem apertada, isto é, qualquer variação de desempenho já provocaria uma inversão de posição.

Até agora o time alvinegro tem sustentado uma boa diferença justamente porque seus rivais no G4 não engrenam na tabela. Com a ascensão alviverde, com três vitórias seguidas, o cenário muda. Uma arrancada santista também representaria um risco para o time de Parque São Jorge.

Por isso, o Corinthians joga pressionado diante do Botafogo porque uma derrota reduz a distância a seis pontos. Uma vitória corintiana, no entanto, dá uma alívio por manter três rodada de diferença sobre os rivais.


Presidente gremista ‘estranha’ escalação de Héber no jogo com Corinthians
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O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, criticou a comissão de arbitragem da CBF pela escalação do árbitro Héber Roberto Lopes para o jogo diante do Corinthians, repetindo críticas que fizera à ESPN. Ele afirmou que não tem intenção de ofender o juiz, mas considera o tecnicamente inapropriado para a partida.

“Estranho a escalação. Estava fora da escala por algum tempo. Estranho”, afirmou Bolzan ao blog. Em seguida, ressaltou que não tem objetivo de adjetivar o juiz, nem intenção de ofender o juiz.  (A ESPN publicou que ele se referiu a Héber como “vagabundo paranaense”. Bolzan não disse isso ao blog)

Para explicar sua rejeição a Héber, Bolzan fez menção ao seu histórico como árbitro e não a problemas específicos com o Grêmio. “Pelo histórico dele, não entendo que seja um árbitro de primeira linha. Pode ser considerado, mas não é.”

O dirigente gremista disse que não aponta a escalação como uma tentativa de favorecimento ao Corinthians, mas entende que Héber costuma ajudar times da casa. “É um árbitro localista.”

Sua reclamação com a CBF é mais ampla ao indicar que o Grêmio tem tido árbitros ruins escalados em seus jogos. Citou juízes que atuaram nos jogos com Fluminense, Coritiba e Cruzeiro. Entende que não necessariamente o resultado foi influenciado, mas os juízes não eram de primeira linha.

O blog tentou ouvir o presidente da comissão de arbitragem da CBF, mas não conseguiu o contato.


Árbitro de vídeo não atuará em lances interpretativos como gol do São Paulo
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A comissão de arbitragem da CBF tem orientado os árbitros de vídeo (AV) que não poderão opinar ou interferir em lances passíveis de interpretação nos jogos do Brasileiro. Um exemplo é a marcação de falta de Pratto em Cássio que levou à anulação do gol do São Paulo diante do Corinthians. A intervenção do vídeo será só para jogadas claras, de acordo com as instruções da confederação.

O instrutor de árbitro de vídeo, Manoel Serapião Filho, afirmou que será seguido o protocolo da Fifa que não abre possibilidade para o juiz na frente do monitor atuar em jogadas subjetivas, com mais de um julgamento. Isso só poderá ser feito pelo que estiver em campo.

“Se tiver que interpretar, o árbitro de vídeo está fora. Só vai julgar o que for preto no branco, não entrará em zonas cinzentas”, explicou Serapião. “Ele não é um clínico geral. É como se fosse um médico cirurgião. Só salva vida na UTI.”

Como exemplo, o instrutor do AV explica que o homem à frente do monitor não poderia interferir nem no gol anulado de Eder Militão, nem no pênalti marcado de Edílson sobre Allione no Grêmio e Bahia. Houve reclamação dura de são-paulinos e gremistas em relação às duas decisões do juiz.

“Nenhum dos dois (árbitro de vídeo pode atuar). Não tem imagem clara da televisão. Um não dá para ver se há o toque (pênalti para o Bahia) e no outro está um bolo de jogadores no meio (falta de Pratto)”, explicou Serapião Filho. “Vai servir para lance como a mão do Jô que é claro. Impedimento que interferiu, pênalti e gols (claros).”

Apesar de Serapião citar o protocolo da Fifa, a entidade liberou que o árbitro de vídeo pudesse chamar o juiz de campo para citar lances que possam ser subjetivos. A CBF, no entanto, é contra esse tipo de atuação porque entende que pode aumentar erros. “Com esse limite, vai melhorar 80%. Ser ou não ser. A faixa de equívoco será mínima”, completou ele.

O instrutor da CBF, no entanto, admite que há uma interpretação na própria decisão do árbitro de vídeo de qual lance é ou não subjetivo. Neste caso, ele será treinado para que procure a melhor definição de acordo com os parâmetros estabelecidos pela confederação. E haverá uma vigilância sobre os juízes para que não extrapolem sua função no vídeo.

O treinamento da CBF envolve 64 árbitros que atuam na primeira divisão e vai durar até 11 de outubro. Aliado a isso, chegarão os equipamentos da Bélgica para serem utilizados no sistema. A imagens usadas serão da Globo, com a possibilidade de botar câmeras extras na linha do gol. Por isso, a previsão é de implantação do sistema até o meio de outubro no Brasileiro.

“A CBF sempre teve treinamento para árbitro de vídeo. Não está queimando etapas, está antecipando etapas. Já estava previsto e todos terão o curso”, finalizou Serapião, que estava ministrando um dos cursos.

Veja também:

Árbitro de vídeo gera saia justa entre CBF e Globo

Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso