Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : cotas de TV

Mudança de cotas da Globo obrigará clubes a ajustar contas em 2019
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A mudança nas cotas da Globo do Brasileiro exigirá dos clubes uma ajuste nas suas contas em 2019 por alterar as datas dos pagamentos aos times. A Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol) e dirigentes de clubes têm discutido a questão em reuniões para evitar um descontrole nas finanças das equipes. A intenção é que a alteração não provoque atrasos de salários ou outros descumprimentos à Lei do Profut.

No início de 2016, em meio à disputa com o Esporte Interativo, a Globo promoveu uma mudança na divisão de cotas de transmissão do Brasileiro. Pela nova divisão, serão 40% divididos igualmente, 30% por premiação do campeonato e 30% por exibição dos times.

A questão é que, fora os 40% divididos igualmente, os outros 60% dependeriam do desempenho do ano para saber quanto cada clube ganharia. Por exemplo, os 30% de premiação só poderiam ser pagos após o Brasileiro, isto é, no final do ano. E, mesmo os 30% por exibição, dependeriam de quanto cada um entrou na grade, o que depende da emissora definir sua programação.

De fato, o blog apurou que a nova forma de distribuição influenciará na dinâmica do fluxo de pagamentos por se basear na meritocracia e em aproveitamento de jogos. Assim, o entendimento na Globo é que será necessário um melhor planejamento por parte dos clubes em suas finanças. Mas foi um pedido de clubes que houvesse a mudança nas cotas para aumentar a meritocracia.

Há o temor entre dirigentes e membros da Apfut de que as receitas fiquem muito concentradas no segundo semestre, causando uma falta de recursos durante parte do período do ano. Isso poderia causar um buraco em parte do ano, comprometendo pagamentos dos clubes. Isso está até registrado em ata da Apfut de reunião na semana passada.

“Outro ponto para 2018, continuou o Presidente (Apfut), é que será o ano anterior à mudança da forma de pagamento das cotas de televisão e, com isso, ocorrerá uma mudança no fluxo de caixa dos clubes em 2019. Se eles não se prepararem em 2018, poderão ter sérios problemas financeiros. Em todas as reuniões que a APFUT promove, já avisa que isso poderá ser um real problema de fluxo de caixa”, registra a ata de reunião de 29 de setembro. O blog confirmou que ainda não foi encontrada uma solução para a questão.

Fazem parte do grupo da Apfut os presidentes do Santos, Modesto Roma Jr, e do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. A Globo também está consciente dos efeitos da mudança de suas cotas. Em determinados casos, a emissora estuda antecipar pagamentos durante o ano, mas há a questão de como calcular quanto cada um tem a receber sem saber posições de campeonatos ou exibições.

A intenção da Apfut é estabelecer um plano para melhoria das contas dos clubes até abril de 2018, quando sairão os balanços de 2017. A partir daí, em um ou dois meses, haverá fiscalização para saber se os itens estão sendo cumpridos. Ao mesmo tempo, haverá um acompanhamento para saber se os clubes se planejaram de forma correta para as próximas temporadas.

Além da questão da Globo, outra preocupação é o aumento das parcelas do Profut que começa a ocorrer a partir de novembro deste ano. Quem se inscreveu logo no início da lei terá uma queda no desconto da multa de 25%. Aqueles que se inscreveram posteriormente terão essa redução após um ano dentro do programa. A cada ano cairá o desconto, incrementando o valor pago.


Conmebol promete inflar cota na Libertadores para acalmar times brasileiros
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Em reunião com os clubes brasileiros, a Conmebol prometeu reduzir seus custos e aumentar as cotas para os times para 2018. Esse compromisso ocorreu na segunda-feira quando o presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, foi à CBF. A sua posição deixou cartolas brasileiros satisfeitos.

No encontro, Dominguez expôs aos presidentes dos principais clubes brasileiros os números financeiros da entidade e especialmente da Libertadores. O balanço divulgado pela Conmebol mostrou um faturamento de US$ 121 milhões (R$ 385 milhões) com a Libertadores, entre direitos de TV e comerciais.

Desse total, R$ 84 milhões ficaram como lucro para a entidade, o que torna o torneio o mais rentável para a Conmebol. Outra parte do montante é gasto com despesas operacionais da competição, incluindo arbitragem, sorteios, organização de jogos.

Sobram para os clubes cotas de US$ 1,8 milhão por todos os jogos da fase de grupos, e bônus que podem atingir o máximo de US$ 8 milhões em caso de título. Esses valores são incomparáveis com competições europeias e bem abaixo do que a maioria dos campeonatos do Brasil. Por isso, há reclamação constante com a confederação sul-americana.

Alejandro Dominguez prometeu aos clubes que haverá um processo transparente da venda dos direitos de TV da Libertadores, o que está previsto para o segundo semestre deste ano. Será negociado o contrato a partir de 2019 e o compromisso é de que haverá uma concorrência entre televisões para diferentes áreas.

A tendência é a oferta de um pacote para o Brasil, outro para a América do Sul, um possivelmente para o México se os times voltarem à competição. A questão é que a Conmebol ainda estuda o modelo de concorrência, ouvindo as emissoras de televisão para determinar as regras.

Certo é que, antes desse novo contrato, a Conmebol promete distribuir uma fatia maior do que paga a Fox Sports para os clubes para conter a insatisfação. É um segundo movimento da confederação que tinha reajustado cotas no início de 2016, e aberto mão de percentual de desconto sobre rendas.


Dupla Fla-Flu joga Estadual com titulares sem saber se terá cota da Globo
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Após ameaças de usar reservas, o Flamengo recuou na briga com a Ferj (Federação do Rio) e jogará com titulares o Estadual do Rio após pressão da Globo. Pouco antes, o Fluminense também tinha decido ter seu time principal na competição regional. Apesar de respeitarem o contrato de transmissão, os dois times não têm garantia de receber cotas de televisão por sua participação.

A briga entre a dupla Fla-Flu iniciou-se no Estadual de 2015. Depois, os dois se juntaram à Primeira Liga para a disputa de campeonato com times de outros Estados, que iriam priorizar em relação ao Carioca. A diretoria rubro-negra disse que teria reservas no Estadual, e os tricolores estudavam fazer o mesmo.

Em dezembro, um arbitral da Ferj com todos os clubes estabeleceu uma multa da cota integral de TV do Estadual para quem jogasse competições que não estivessem no calendário da CBF, como a Primeira Liga. A medida está válida e não foi revogada: Fla e Flu perderiam R$ 7 milhões cada.

Questionado pelo blog sobre as cotas, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que não sabe “nada sobre a Ferj”, mantendo a rejeição à entidade. Perguntado se jogaria sem receber, completou: “Vamos nos preparar para todas as hipóteses.” Ou seja, o clube recuou a pedido da Globo, mas pode ficar sem dinheiro da tv. Mas Bandeira não vê como um enfraquecimento das críticas do clube.

A diretoria do Fluminense também desconhece se terá direito à cota de televisão no Estadual. Seu presidente Peter Siemsen está no exterior. No clube, a posição era de que nunca se afirmou que seriam usados reservas: estudava-se a questão e, no início do ano, decidiu-se pelos titulares. Haverá um revezamento entre formações com a Primeira Liga. A diretoria tricolor diz manter posição crítica em relação à federação do Rio.

A Ferj marcou um novo arbitral sobre o Estadual para sexta-feira. Na reunião, oficialmente, serão discutidos os estádios onde serão realizadas as partidas, e os preços dos ingressos das partidas. A questão da multa das cotas não está na pauta, mas pode ser debatida se algum clube reivindicar mudanças. Fla e Flu não têm ido aos arbitrais.

No momento, a tendência é que não exista recuo da federação na questão das cotas. O Fluminense é visto na Ferj como um clube que pode abrir o diálogo, tanto que a federação já sabia que utilizaria titulares desde o ano passado. Já o Flamengo está bem mais distante. De qualquer maneira, a Ferj tem um ponto fraco que é a negociação do contrato de televisão do Estadual para 2017. Sem Fla-Flu na mesa, dificilmente conseguirá uma renovação.

 


Comissão de clubes da CBF só discutirá cotas de TV para 2019
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A pressão de alguns clubes surte efeito e pode alterar a fórmula do Brasileiro em 2016, mas a discussão de cotas de televisão ficará para bem depois: 2019. Clubes insatisfeitos com a vantagem financeira de Flamengo e Corinthians já reconhecem que há contratos em vigor até 2018 e fica difícil modificá-los.

Em reunião no início de março, dirigentes de times fizeram campanha pelo volta do mata-mata e pela discussão do dinheiro da Globo. Formou-se uma comissão de oito clubes para tratar do assunto. Mas até agora não houve nenhuma nova reunião do grupo, e o tema está travado.

“Ainda não sei quando vamos nos encontrar. A CBF ficou de marcar uma nova reunião”, contou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, líder do movimento pela volta do mata-mata. “O que existe é a promessa do Marco Del Nero de fazer como os clubes quiserem.”

Pesquisa da “Folha de S. Paulo”  apontou que 11 clubes da Série A do Brasileiro são a favor da volta do mata-mata, enquanto outros cinco são contra. A discussão da mudança de fórmula seria para 2016, já que a tabela deste ano está divulgada e o regulamento publicado. Em relação às cotas de tv, Bolzan Jr. admitiu que não dá para alteração tão cedo na questão das cotas mesmo se o movimento for bem-sucedido.

“Hoje, não dá. Há contratos em vigor e eles têm que ser cumpridos”, avaliou o dirigente gremista. Os novos acordos assinados individualmente valem de 2016 a 2018. A previsão é de que Flamengo e Corinthians passem a ganhar R$ 170 milhões, aumentando a vantagem sobre os outros clubes. Os dois times, claro, são contra qualquer alteração no modelo atual. A Globo admitiu conversar, mas dificilmente vai mexer no que já assinou.


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