Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Cruzeiro

Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


Clubes negociam placas e direitos no exterior do Brasileiro por R$ 137 mi
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Com Pedro Ivo Almeida

Os clubes aceitaram a proposta de um grupo de investidores pelos direitos de placas no país e internacionais do Brasileiro por R$ 137 milhões por ano. Houve uma concorrência conduzida pela CBF e esta foi a maior oferta avaliada pelos times e pela entidade, faltando acertar detalhes contratuais. Flamengo e Corinthians estão fora do acordo das placas. Tudo terá divisão igualitária dos recursos.

A notícia foi veiculada primeiro pela “Veja” e confirmada pelo UOL. Houve uma concorrência que reuniu várias agências. Pela avaliação, foi vencedora a proposta do grupo de investidores coordenado pelo banco de investimentos Riza Capital. Entre os investidores, estão Patricia Coelho, Cesar Rocha (ex-presidente do STJD) e Alexandre Grendene. Sua proposta foi de R$ 550 milhões por quatro anos de contrato, o que dá R$ 137,5 milhões por temporada.

O pacote envolve todos os direitos do Brasileiro no exterior e as placas de 18 times no território nacional. Só ficaram de fora das negociações de placas o Flamengo e o Corinthians, que, no entanto, estão incluídos no acordo internacional. Os dois clubes negociarão em separado as placas de seus jogos em casa.

“O mais importante é que, além de ser a melhor proposta, a empresa está disposta a atuar junto com os clubes na promoção do futebol brasileiro no exterior com a venda dos direitos. Os clubes querem participar”, afirmou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antonio Lage, um dos que participou da comissão de clubes que negociou o contrato.

“Não vai haver reversão porque essa foi a melhor proposta. Só falta acertar detalhes”, explicou Lage. Outros clubes confirmaram o acordo, ainda sem assinatura de contrato. Houve outras propostas de empresas como a IMG que participaram da concorrência.

O dinheiro será dividido igualmente entre todos os 20 clubes da Série A. Isso significa que cada um ficará com um valor pouco menor do que R$ 7 milhões por ano. Historicamente, os clubes arrecadam pouco com direitos internacionais do Brasileiro.

As placas, no entanto, são um ativo valioso que antes era comercializado pela Globo que o adquiria em contratos separados dos clubes. Para o ano de 2019, a emissora abriu mão de atuar neste mercado


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Vasco cai com pior campanha brasileira em grupos da Libertadores em 16 anos
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O Vasco foi eliminado antecipadamente da Libertadores com a pior campanha de um time brasileiro na fase de grupos em 16 anos. Com a derrota para o Cruzeiro em casa, o time somou apenas dois pontos em cinco jogos, nenhuma vitória.

Nesta quarta-feira, o time carioca foi goleado pelo Cruzeiro por 4 x 0 em São Januário. Foi a segunda goleada na fase de grupos, e terceira na Libertadores.

Faltando uma rodada, o time vascaíno só pode atingir 5 pontos se vencer a Universidad do Chile. A última vez em que uma equipe brasileira esteve em situação similar foi quando o Flamengo somou apenas quatro pontos nesta fase, e o Atlético-PR, cinco. Ambos foram eliminados. Em todas as outras edições desde então, os times brasileiros tiveram desempenho superior nos grupos.

Além disso, houve duas eliminações em fase prévia da Libertadores. O Corinthians para o Tolima, em 2011, e a Chapecoense, agora em 2018.

A partida diante do Cruzeiro foi um retrato do que se viu deste Vasco na Libertadores. Um time desorganizado em sua defesa que só funcionou em uma partida diante dos cruzeirenses em Minas Gerais. Fora isso, foi uma peneira.

Os laterais Pikachu e Henrique davam espaços nas costas, os zagueiros olhavam para os rivais dentro da área, e os volantes estava mal posicionados para protege-los. É preciso que se diga que o primeiro gol cruzeirense foi marcado em impedimento de Léo. Mas o atropelamento foi tal que fez pouca diferença no resultado final.

E a defesa era o ponto forte vascaíno no ano passado, com nomes diferentes. De qualquer forma, o técnico Zé Ricardo, que tinha esse mérito, não parece conseguir encontrar novamente uma forma de botar o time para se defender de forma eficiente. Ofensivamente, o time tinha uma falta de talento absoluta, tentando vencer só na pressão e vontade.

Os gols cruzeirenses foram saindo com naturalidade. Thiago Neves recebeu livre após jogada pela direita e aumentou. Depois disso, Sassá ampliou. E a torcida vascaína se revoltou: começou a gritar time sem vergonha, criticou a diretoria… Isso causou uma briga porque parte dos torcedores tentou abafar o protesto. Houve quem chamasse de protesto político. Como dizer que é política quando uma torcida reclama de um vexame desses?

O cenário melancólico se seguiu. Quando o Cruzeiro acelerou: fez mais um gol. A torcida brigou de novo. E assim o Vasco se despediu com a pior campanha brasileira na Libertadores em mais de uma década.

 


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Agentes escondem ganhos com comissões da CBF e desrespeitam regra da Fifa
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Com Vinícius Castro

Empresários de jogadores não estão informando seus ganhos com comissões em transferências e contratos de jogadores, descumprindo o regulamento de intermediários da CBF. É possível constatar a omissão com um cruzamento de dados do relatório da CBF para agentes, além de documentos financeiros de clubes. A confederação admite o problema e vai notificar agentes para regularizar a situação. Na lista oficial, quem paga mais é o Corinthians.

No fim de março, em cumprimento à regra da Fifa, a CBF publicou o relatório de intermediários de 2018, que inclui o prazo entre abril de 2017 e março deste ano. O documento tem a relação de cada empresário que participou das 732 transações do período.

Na lista dos clubes aparece um total de R$ 35,333 milhões pagos em comissões. Neste cenário, seriam R$ 48 mil de pagamento aos empresários por cada transação, um número bem abaixo do valor no mercado.

“Sempre falo isso [que a maioria dos empresários não informa seus ganhos]. De 300 ou 400 transações, 50 ou 100 declaram os valores. Por que não declaram?”, questiona o diretor do departamento de registros da CBF, Reinaldo Buzzoni. “Clubes não estão descumprindo nada porque só têm de dizer que há o intermediário.”

Os balanços comprovam a afirmação, já que os clubes declararam o quanto pagaram aos agentes. O Flamengo, por exemplo, relatou em seu balanço pagamento de R$ 17,7 milhões em comissões em 2017. Na lista da CBF, que deveria ser preenchida pelos empresários, não aparece nenhum valor pago pelo clube. No caso do Palmeiras, o clube fez 33 transferências registradas com participação de agentes. No entanto, os intermediários só informaram ter recebido R$ 1,2 milhão do clube alviverde.

Quem pagou o maior número de comissões declaradas foi o Corinthians, com um total de R$ 12,9 milhões pagos aos agentes – o clube alvinegro é responsável por mais de um terço do total declarado. O blog apurou que isso tem relação com a Elenko, do empresário Fernando Garcia, estar informando suas comissões depois de várias notificações. A empresa tem número considerável de operações do clube.

A CBF está cruzando dados do registro de comissões com balanços financeiros dos clubes que foram repassados pelas agremiações. Notícias de imprensa também serão utilizadas nesse processo. A partir daí, a confederação vai notificar o empresário para informar os valores e perguntar se ele recebeu. Caso o empresário esconda os dados, enfrentará processo na Câmara de Resolução de Disputas da CBF, que decide questões sobre transferências.

“Já existem vários processos relacionados a isso. Está evoluindo. Em 2015 ninguém declarava, em 2016, aumentou, em 2017, também”, contou Buzzoni. “Vamos cruzar as informações. Se o clube diz que participou, ele não recebeu nada? Trabalhou de graça?”

O regulamento dos intermediários da CBF prevê que os empresários têm até 30 dias para notificar o valor que receberam de comissões a partir do registro da transação. Ele tem de preencher um formulário nesse sentido. Posteriormente, se a confederação tiver dúvida, também pode perguntar para os clubes o valor que pagaram para cruzar os dados. Um processo na CNRD (Câmara de Disputas) pode até levar ao descredenciamento do agente.

A atividade financeira de empresários de futebol já está na mira da Receita Federal, que também prepara uma legislação específica para regulá-los. A intenção é justamente coibir sonegação. Veja abaixo quem pagou mais comissões declaradas:

Corinthians – R$ 12,9 milhões

São Paulo – R$ 4,5 milhões

Santos – R$ 4 milhões

Internacional – R$ 3,7 milhões

Palmeiras – R$ 1,2 milhão

Cruzeiro – R$ 1,2 milhão


Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Caixa fecha patrocínio com 14 clubes sem reajuste e investirá até R$ 153 mi
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A Caixa Econômica Federal já fechou a renovação de contrato com 14 clubes para 2018 com redução ou sem reajustes. Clubes como Flamengo, Cruzeiro a Atlético-MG acertaram acordos com diminuição de espaço na camisa. O orçamento previsto é de um investimento de até R$ 153 milhões, mas ainda não está fechado. A tendência é ser menos do que em 2017.

São os seguintes os clubes que fecharam com a Caixa em lista enviada ao blog: Atlético Mineiro, Avaí, Criciúma, Atlético Paranaense, Paraná, Londrina, Sampaio Correa, Flamengo, Bahia, Ceará, Fortaleza, Goiás e Paysandu. O Cruzeiro confirmou também já ter acertado a renovação.

“Está previsto no ano de 2018 um investimento máximo em clubes de futebol de R$ 152.900,00”, informou a Caixa. Não ficou claro se isso inclui possíveis bônus por premiações que tiveram reajuste em relação ao ano passado.

Houve modificações nas condições já que o orçamento foi reduzido e as negociações durantes entre as partes. Por exemplo, o Flamengo ficou com o mesmo valor fixo de R$ 25 milhões. Só que foi retirada a marca do X da omoplata. Assim, o clube entendeu que aumentará o valor de sua camisa, embora não tenha reajuste da Caixa.

Negociação similar ocorreu com o Atlético-MG e o Cruzeiro. O valor fixo dos dois clubes mineiros caiu de R$ 11 milhões para R$ 10 milhões. Mas ambos deixam de exibir as marcas do banco nas costas, permanecendo como patrocinador máster na frente.

“Os acordos de Atlético-MG e Cruzeiro são iguais por política da Caixa. A diferença é que a premiação possível do Cruzeiro é maior por estar na Libertadores”, contou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage. O mesmo aconteceu em favor do Galo no ano passado. O contrato atleticano publicado no Diário Oficial foi de R$ 13,1 milhões, o que inclui as possíveis bonificações.

No caso do Bahia, não houve modificações nas propriedades da camisa do time de Salvador. O valor fixo foi mantido em R$ 6 milhões, com a possibilidade de premiação atingindo R$ 9,3 milhões.

No caso de clubes de menor porte, o Londrina tem como valor máximo R$ 3,1 milhões, o Criciúma, R$ 2,3 milhões, e o Sampaio Corrêa, de R$ 1,3 milhão, em valores já publicados do Diário Oficial. Todos incluem as possíveis premiações.

A Caixa ainda decidiu investir em campeonatos estaduais, como foi revelado pelo blog do Marcel Rizzo.  Entre os campeonatos incluídos, estão o Piauiense, o Paraibano, o Mato Grosso e o Rondoniense. Os valores variam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.


Cruzeiro prepara contestação à multa de Fred, Galo quer rival investigado
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Com Thiago Fernandes

Após a primeira decisão da câmara da CBF sobre o caso Fred, o Cruzeiro já prepara uma estratégia para contestar a multa de rescisão de R$ 10 milhões devida ao Atlético-MG no órgão. Enquanto isso, o Atlético-MG aposta em uma investigação da confederação que possa levar à punição ao clube rival por ir à Justiça comum.

Nesta terça-feira, a CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) negou o pedido do Atlético-MG para que Fred pagasse imediatamente a multa ou fosse impedido de jogar. O Galo tinha recorrido ao órgão depois que o jogador assinou contrato dizendo que pagaria R$ 10 milhões por sua rescisão caso fosse para o Cruzeiro. A câmara também decidiu que é a responsável por julgar o caso, o que deve demorar.

Em paralelo, o Cruzeiro já pediu para ser parte como interventor no caso. A intenção cruzeirense teoricamente era evitar a suspensão de Fred. Mas o clube da Toca da Raposa já se prepara para questionar a validade da multa o que não fizera até aqui judicialmente. Em entrevista ao UOL, o vice Itair Machado chamou a multa de piada e ilegal.

Na prática, o Cruzeiro já contratou advogados para defender a ilegalidade da multa na CNRD. A tese a ser usada é de que a multa fere o artigo 61 do Regulamento Nacional de Transferências de Jogadores. O texto diz: “Nenhum clube pode ajustar ou firmar contrato que permita a qualquer das partes, ou a terceiros, influenciar em assuntos laborais ou relacionados a transferências, independência, políticas internas ou atuação desportiva, em obediência ao art. 18bis do Regulamento da FIFA sobre o Status e a Transferência de Jogadores e à legislação desportiva federal.”

A alegação cruzeirense será justamente de que a multa significa uma interferência do Atlético-MG nos assuntos laborais do Cruzeiro, e portanto, irregular. Detalhe: a diretoria do clube da Toca da Raposa assinou um contrato com Fred afirmando que não contestaria a validade da multa.

De sua parte, o Atlético-MG aposta em uma investigação disciplinar pela CBF contra o Cruzeiro por supostamente recorrer à Justiça comum no caso da multa de Fred. Houve uma ação movida por credor do Atlético-MG para que a multa fosse paga na Justiça comum e fosse bloqueada. No entendimento de dirigentes do Galo, isso configura um desrespeito às normas da CNRD.

Desta forma, dirigentes do clube alvinegro fizeram um pedido para a câmara para que fosse aberta uma investigação disciplinar sobre o Cruzeiro. Na versão atleticana, essa reivindicação foi aceita e a CBF analisará o caso para depois, se entender pertinente, encaminhá-lo à Justiça Desportiva. Cruzeirenses negam qualquer participação na ação na Justiça comum.

Outra posição do Atlético-MG é a de que não pagará os R$ 2 milhões devidos a Fred acertados na rescisão judicial até que a questão da multa seja decidida. Isso porque, no entendimento do Galo, a Câmara decidiu que esse dinheiro deveria ser compensado, o que é contestado pelo estafe do jogador. Os atleticanos não querem os cruzeirenses na disputa na Câmara na CBF, mantendo o processo contra Fred.

No final das contas, como previsto, a disputa em relação à validade da multa deve se dar principalmente entre os dois clubes.

 


Por contrato, Cruzeiro se comprometeu a defender Fred e não discutir multa
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Fred em ação durante jogo do Cruzeiro no Campeonato Mineiro (Thomás Santos/AGIF)

O Cruzeiro se comprometeu a defender o atacante Fred em qualquer ação movida pelo Atlético-MG, e a pagar a multa com o clube rival sem discutir se é válida. É o que está escrito em um contrato assinado entre o clube cruzeirense e o jogador na ocasião de sua contratação a que o blog teve acesso.

O Atlético-MG está exigindo de Fred o pagamento da multa de R$ 10 milhões em ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, órgão arbitral ligado à CBF. Quer a quitação ou pede a rescisão do contrato entre Cruzeiro e o atacante até seu pagamento. Fred se defende sozinho, enquanto o time da Toca da Raposa entrou com ação na Justiça comum para discutir a questão.

Em documento em 22 de dezembro, época da sua contratação, Fred e Cruzeiro assinaram um “Termo de Responsabilidade”. Pelo acordo, fica claro que a agremiação que deveria tomar a frente de eventuais cobranças.

Na cláusula 2,3, está dito: “Na eventualidade de o Atlético iniciar qualquer procedimento, judicial, extrajudicial ou de outra natureza, contra o Atleta ou a Seven Sports, independente da época em que esse procedimento venha a existir, o Cruzeiro tomará todas as providências para que o Atleta e a Seven Sports sejam excluídos procedimentos adotados pelo Atletico, de forma que qualquer discussão ou disputa se dê exclusivamente entre o Atlético e o Cruzeiro.”

Em seguida, é explicado que na impossibilidade de exclusão, o Cruzeiro deve pagar pela defesa feita por Fred, e manterá o jogador sem custos por eventuais resultados.

Mais adiante, na cláusula 2.5, o Cruzeiro garante que não vai questionar a validade da multa: “O Cruzeiro compromete-se a se abster de questionar, por qualquer razão, o Termo de Responsabilidade Contratual e as repercussões, pagando as quantias solicitadas pelo Atlético.”

Como já revelado pelo UOL Esporte, o Cruzeiro deu em penhora a Fred como garantia as cotas de televisão da Globo. Além disso, o clube assinou R$ 10 milhões em promissórias, garantidas pelo presidente e vice-presidente cruzeirenses.

Nesta semana, a diretoria do Cruzeiro informou que considera incerta a multa a ser paga por Fred, e que ele discutiria esta na Câmara da CBF. Questionada novamente pelo blog, a diretoria cruzeirense informou: “O Cruzeiro já se pronunciou sobre isso e não vai comentar cláusulas de contratos.”

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