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Contrato da Turner do Brasileiro gera dúvida se clubes podem rescindir
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Os contratos da Turner com os clubes para a compra dos direitos do Brasileiro a partir de 2019 preveem que a empresa pode transmitir em outros canais diferentes do Esporte Interativo. Ao mesmo tempo, o acordo não trata da possibilidade do final do canal e tem um contexto de transmissões em um canal esportivo. Será a análise dessas cláusulas que vai determinar o futuro da transmissão dos jogos do Nacional após o encerramento do canal Esporte Interativo.

A Turner tem contratos com 15 clubes para direitos do Brasileiro da Série A na TV fechada, sendo que pouco menos da metade desses está, de fato, na elite. Entre eles, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Ceará.

O anúncio do final do canal do Esporte Interativo na TV a cabo pegou os clubes de surpresa na quinta-feira: nenhum deles tinha sido avisado anteriormente. Depois disso, executivos da Turner ligaram para os clubes para dizer que tinham a intenção de manter o compromisso, e transmitir os jogos no canal Space e TNT como anunciado.

Mas já estava instalado um cenário de desconfiança entre os clubes. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, fala claramente em partir para a briga e levar o caso para o rompimento. “Não há outro caminho. Já havia problemas na relação por conta da questão da luvas superiores para o Palmeiras”, afirmou o dirigente.

Clubes como Santos e Atlético-PR são mais cautelosos, preferindo esperar uma avaliação do contrato para saber quais os próximos passos. “O jurídico ainda está analisando”, afirmou Marcelo Frazão, diretor de marketing do Santos.

A questão é a leitura do contrato que tem dados que podem levar a conclusões diferentes sobre as consequências com o final do canal. Primeiro, o compromisso é assinado com a Turner que continua a existir, e não com o Esporte Interativo. Segundo, o documento tem um cláusula em que permite que a empresa transmita os jogos em outros canais diferentes do Esporte Interativo.

Mas o problema é que não há nenhuma previsão do final do canal. E, segundo o blog apurou, todo o contrato é feito em um contexto de exibição das partidas em um canal exclusivo de esportes. E também não se especifica nem se é permitido que não se transmita jogos no Esporte Interativo nem o que ocorreria no caso de final do canal.

Neste contexto, os clubes veem um prejuízo porque a exibição de marcas de seus patrocinadores pode ser inferior à prevista. E há a argumentação de que, se não houvesse o Esporte Interativo, a negociação teria sido feita de forma completamente diferente.

Do outro lado, a Turner tem a cláusula a seu favor e pode exigir a execução do contrato. Além disso, houve uma antecipação de R$ 40 milhões para cada um dos clubes, dinheiro que é como um misto de antecipação/luvas. Ou seja, se tentarem romper, os clubes poderiam ter de devolver os recursos e possivelmente ter de pagar indenizações.

Caso os clubes de fato partam para a briga, a questão será decidida por uma corte de arbitragem da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Um grande empecilho é o tempo visto que o caso teria de ser decidido antes do início do Brasileiro-2019.


Clubes e Turner negociam aumento de renda em meio à divergência contratual
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Em meio a discordâncias contratuais, alguns clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Santos) e o Esporte Interativo negociam aumentos de valores além do acordo de TV Fechada para o Brasileiro-2019. Mas não falam a mesma língua. Dirigentes de times esperam um incremento no acordo original para compensar o fato de o Palmeiras ter recebido, na sua versão, luvas superiores aos demais. A Turner, que não aceita alterar o contrato, conversa sobre estender parcerias para melhorar rendas das agremiações.

Como pano de fundo, há uma ameaça desses clubes de levar o caso a um tribunal arbitral. Isso não significaria um rompimento, mas, sim, uma forma de dirimir dúvidas sobre o acordo. Um prazo até 10 de junho foi dado para tentar resolver a questão entre a emissora e os times.

O Esporte Interativo assinou com 16 clubes pelos direitos de transmissão de TV Fechada do Brasileiro, de 2019 a 2020. Entre os times, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba. Foi pago um valor de R$ 40 milhões para cada um deles como um sinal, em valor que era igual para todos.

A questão é que, recentemente, dirigentes de alguns desses clubes descobriram um contrato extra com o Palmeiras. Esse acordo é relacionado à exploração da base de dados de sócios-torcedores do clube e de amistoso internacionais, em um total de R$ 60 milhões. Na visão dos clubes, eram luvas disfarçadas.

A reivindicação dos clubes como Coritiba, Bahia, Santos e Atlético-PR é que o valor inicial, que funcionava como uma antecipação, não seja descontado do contrato. Assim, haveria um aumento do montante como compensação que seria de R$ 6,5 milhões por ano para cada clube.

O Esporte Interativo não vai revisar nenhum contrato, já que, na sua versão, estes são claros e estão sendo cumpridos pelas partes. Há, no entanto, um negociação com os clubes para novas parcerias para explorar outras propriedades. Entre elas, estão programas de sócios-torcedores, plataformas digitais, amistosos, o que poderia criar acordos extras como os do Palmeiras.

Assim, a emissora poderia fechar novos acordos com os clubes insatisfeitos desde que entenda que essas propriedades possam gerar mais dinheiro. O esforço é para alavancar as receitas dos clubes até porque é interesse da Turner que esses times com os quais têm contrato fiquem na Série A do Brasileiro, ou seus acordos não terão validade. Bahia e Atlético-PR estão lutando na parte de baixo da tabela. Mesma lógica vale para o Fortaleza, atualmente líder da Série B.

Essas divergências contratuais entre o Esporte Interativo e os clubes parceiros são mais um capítulo da novela do Brasileiro-2019. Há também uma discussão entre Atlético-PR, Bahia e Palmeiras com a Globo relacionada aos contratos de TV Aberta e pay-per-view. Nenhum deles fechou acordo com a emissora.


Clubes pedem aumento a Esporte Interativo por contrato extra do Palmeiras
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Os clubes que têm contrato com Esporte Interativo para o Brasileiro-2019 pedem uma revisão do acordo com um aumento do valor. Há uma insatisfação por conta de um contrato à parte do Palmeiras que dá mais dinheiro garantido ao clube alviverde. Ao mesmo tempo, alguns times questionam que as luvas não deveriam ser descontadas do total. A insatisfação de alguns clubes foi revelada pelo jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

Em 2016, 16 clubes assinaram com o Esporte Interativo para o Nacional-2019. O acordo envolveria um total de R$ 550 milhões se fossem 20 times na Série A, e seria em torno de R$ 192 milhões com as sete equipes atuais. Entre os times na Série A, estão Atlético-PR, Bahia, Palmeiras, Santos, Internacional, Ceará e Paraná.

O Esporte Interativo pagou luvas de R$ 40 milhões para cada um dos principais clubes como Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Internacional e Palmeiras. Pelo acordo, esse valor será descontado do total, como uma espécie de antecipação.

Agora, clubes reivindicam que não ocorra mais o desconto das luvas. Isso faria uma diferença de cerca de R$ 6,5 milhões por ano por clube em média, dependendo de medições de audiência e colocação no campeonato. Neste caso, os times receberiam em média R$ 27,5 milhões cada um, em vez de R$ 21 milhões cada.

Uma das alegações dos clubes para pedir a revisão é um contrato desconhecido com pagamento extra para o Palmeiras. Explica-se: todos os clubes assinaram que receberiam luvas iguais de R$ 40 milhões. E o time palmeirense tem um contrato, de luvas, de fato de R$ 40 milhões.

Só que, recentemente, os times descobriram um outro contrato do Palmeiras negociando outros direitos. O blog apurou que tratam de amistosos internacionais e base de dados de sócios. Esse acordo previa outros R$ 60 milhões extras para o Palmeiras.

A diretoria palmeirense, de fato, informou ao COF (Conselho de Orientação Fiscal) que o valor a ser recebido do Esporte Interativo seria de R$ 100 milhões. Não disse como estava divido por contratos e direitos. A todos os clubes, sempre foi informado que o Palmeiras ganharia R$ 40 milhões.

Assim, os outros times alegam que esse acordo extra é uma forma de remunerar por fora o Palmeiras, e assim descumpriria a norma que prevê que todos têm que ter luvas iguais. Argumentam com o Esporte Interativo que, como compensação, deveria se abrir mão da devolução das luvas.

Há ainda dirigentes de clubes que assumiram neste ano seus clubes e não estavam na assinatura do contrato. Esses também argumentam que o combinado de boca seria que as luvas eram um extra e não antecipações. Só que essa versão é contestada por pelo menos dois dirigentes que estavam quando o acordo foi firmado e dizem que o que está no papel foi o negociado.

O Esporte Interativo não fala sobre o assuntos contratuais por conta da confidencialidade.


Se rejeitar Globo, Palmeiras receberá compensação da Turner por Tv Aberta
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Caso a negociação com a Globo não dê certo, o Palmeiras tem a garantia do Esporte Interativo de receber uma cota de TV aberta igual a que teve direito em 2017. Isso está previsto no contrato entre o time palmeirense e a Turner, segundo apurou o blog. Assim, o prejuízo palmeirense se restringiria à perda com o pay-per-view.

As negociações entre Palmeiras e Globo estão em um impasse porque a emissora quer aplicar um efeito redutor no acordo para TV aberta e PPV. A emissora oferece um contrato em que seja dado um desconto na cota sempre que um jogo do Esporte Interativo afetar a partida comprada. Isso pode diminuir em até 20% o contrato.

O Palmeiras não aceitou inicialmente essa proposta, ao contrário do Santos que topou a redução no valor. As conversas entre a diretoria palmeirense e a emissora têm se desenrolado desde o final do ano passado. E a Globo continua otimista.

Uma vantagem para o Palmeiras é a garantia oferecida pelo Esporte Interativo aos clubes que assinaram com o canal. Pelos termos acordados, a agremiação alviverde garante o mesmo valor da cota de TV Aberta de 2017 caso não ocorra um acerto com a Globo.

No último balanço disponível, de 2016, o Palmeiras levou um total de R$ 128 milhões do contrato com a Globo, incluindo todas as mídias. Pelo formato do acordo até 2017, a parte de TV fechada era pequena. A maior parte vinha de TV aberta e PPV. Ou seja, pelo menos metade desse valor o clube pode ganhar aproximadamente com a garantia.

Haverá, sim, um prejuízo para o Palmeiras com a perda do restante do pay-per-view, além da exibição em TV aberta que ajuda patrocinadores. Mas, do lado da Globo, a emissora ficará sem os jogos do clube e 10% de todas as partidas do Brasileiro, seja em TV aberta e fechada.

As conversas entre as partes devem continuar nos próximos meses, mas o Palmeiras tem sido bem duro ao dizer que não aceita a redução do valor. Quer as mesmas condições dos outros clubes que assinaram só com a Globo: divisão das cotas de aberta em 40% igualitária, 30% por exibição e 30% por posição no campeonato.

Dentro do clube, a garantia é vista como um trunfo na negociação. Na visão de palmeirenses, a Globo tem mais a perder do que a agremiação no caso de não acertarem um contrato. Do lado da emissora, há um otimismo de acerto no futuro porque seria bom para as duas partes.

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Globo reduz valor de contrato com Santos por causa do Esporte Interativo
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O contrato da Globo com o Santos prevê cláusulas de redução de valor por conta de o clube ter assinado com o Esporte Interativo. Essa mesma proposta foi apresentada a Atlético-PR e Bahia que as recusaram até o momento. Não está claro o percentual da redução do acordo santista, mas é fato que o clube receberá menos do que os que venderam tudo para a Globo.

Em 2016, Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Santos, Internacional e Palmeiras, entre outros, venderam seus direitos de TV Fechada para a Turner, enquanto a maioria os negociou com a Globo. Esses clubes ficaram com os direitos de TV Aberta e Pay-Per-view em aberto. Pela nova divisão de cotas, todos os contratos eram similares com distribuição por igualdade, exibição (audiência) e posição na tabela.

A Globo ofereceu aos clubes que assinaram com a Turner a mesma distribuição de dinheiro para TV Aberta e pay-per-view. Só que incluiu cláusulas que aplicam um efeito redutor no valor de acordo com critérios complexos. A alegação da emissora é de que os direitos de alguns jogos específicos podem ser afetados, tanto na TV Aberta quanto no ppv, pelo fato de serem transmitidos em outra plataforma. Se a Globo entender que não há efeito, pode não haver a redução do contrato, mas esse cenário é improvável.

Pela explicação da emissora aos clubes, um jogo de Santos x Palmeiras no Esporte Interativo inteferiria no valor dele no ppv. Em outro exemplo, a Turner poderia ter pacotes mais vantajosos do que a Globo em determinada praça já que passará os jogos para a própria cidade. Na visão da emissora, seria como um carro danificado. O fator redutor só se aplicaria quando houver interferência no direito da Globo. A questão é que isso deve ocorrer em várias rodadas.

O efeito redutor poderia chegar a 20% do valor total, segundo o cálculo de um dos clubes. Assim, há dirigentes que avaliam que é melhor ficar com a garantia do Esporte Interativo para TV Aberta do que fechar com a emissora global. Mais: um cartola pelo menos qualificou a cláusula da Globo como anticoncorrencial. As negociações, no entanto, ainda devem continuar com o grupo de Atlético-PR, Coritiba e Bahia, que desejam negociar em conjunto.

O Santos obteve, sim, uma vantagem imediata com o pagamento de luvas no valor de R$ 20 milhões. Ou seja, recebeu mais dinheiro agora, mas ganhará menos depois. Procurada, a assessoria do Santos informou que não poderia comentar sobre o assunto porque o contrato tem cláusulas confidenciais.

 

 

 


Com negociação difícil com Globo, clubes podem usar garantia da Turner
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Após dois anos da disputa por direitos de TV do Brasileiro, boa parte dos clubes que assinou com o Esporte Interativo continua com a negociação travada com a Globo em relação à TV Aberta em 2019. Assim, há times que já estudam exercer uma cláusula de garantia do Esporte Interativo de que pagaria por esses direitos caso não houvesse acordo com outra emissora. Essa decisão será tomada até o segundo semestre deste ano.

Em 2016, Globo e Esporte Interativo disputaram os direitos de TV Fechada do Nacional, com luvas e propostas de modelos novos de distribuição de dinheiro. Na tabela do Brasileiro-2018, a Globo tem 13 clubes para a TV Fechada e o Esporte Interativo, sete.

A questão é que ficaram sem definição de direitos de TV Aberta desses times acertados com a Turner, além do São Paulo que se acertou só com o Sportv. A Globo tem conversado com essas equipes. No final do ano, por exemplo, houve encontros com dirigentes do Bahia e Palmeiras durante o sorteio da Libertadores.

A questão é que há clubes como o baiano, o Santos, o Atlético-PR e o Coritiba que não ficaram satisfeitos com a proposta da Globo. O modelo apresentado pela emissora é igual ao para outros clubes, com 40% fixo em partes iguais, 30% por exibição e 30% por premiação por posição.

Dirigentes de times avaliam que esse valor pode ser menor do que o do atual contrato de TV Aberta do Brasileiro. Explica-se: para atingir a proposta do Esporte Interativo, a Globo redistribuiu o total oferecido aos clubes, deslocando parte do dinheiro da Aberta para a Fechada. Resultado: quem fechar só na Aberta terá um bolo menor do que o atual. Outro ponto levantado é que o total que receberiam ficaria nas mãos da emissora que decide quantas vezes exibe cada equipe.

Em contraponto, a Globo argumenta que adotou exatamente o modelo proposto por vários clubes. Mais: alega que o critério de exibição é justo por ser baseado nas aparições na TV. Esse tipo de cláusula por mérito é utilizado em contratos de várias ligas, na versão da emissora.

Com isso, os clubes estudam se é mais vantagem exercerem a cláusula de garantia da Turner. Segundo apurou o blog, há a garantia de que o Esporte Interativo compra os direitos de TV Aberta de cada clube por R$ 18 milhões. Terão de fazer contas para saber qual o negócio mais vantajoso.

Neste caso, a Turner poderia revender os direitos de TV Aberta para uma emissora, ou simplesmente manter a exclusividade sobre esse jogos na TV Fechada. O Esporte Interativo entende que o valor estava previsto no contrato, então, já faz parte da conta estimada para compras de direitos.

Até o segundo semestre, haverá essa queda de braço entre os clubes com a Globo. Do lado da emissora, se não fechar com esses times, terá reduzida a sua disponibilidade para escolher jogos na TV Aberta. Do lado das equipes, terão de estudar qual o melhor negócio financeiro.


Com Globo e EI, Brasileiro terá premiações totais de até R$ 330 mi em 2019
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Campeão brasileiro em 2017, o Corinthians ganhou uma premiação de R$ 18 milhões pelo título, dinheiro que faz parte do contrato de televisão. Pouco se comparado ao que se ganhará o campeão da Copa do Brasil e até a Libertadores, em 2018. O Nacional só se tornará uma competição forte de distribuição de dinheiro por colocação em 2019 com os novos acordos de televisão.

Com seu novo modelo de cotas, a Globo prevê dar 30% do total do contrato de R$ 1,1 bilhão (TV Aberta e Fechada) por posições no Brasileiro. Ou seja, considerando que tivesse 20 times no campeonato, daria R$ 330 milhões. Atualmente, em 2017, o total de premiação atingiu apenas R$ 63,8 milhões. Haverá um reajuste para 2018 pela inflação.

Em relação aos times com contrato com o Esporte Interativo, também haverá 25% do dinheiro distribuído por posição no campeonato. O canal deve desembolsar R$ 220 milhões se tiver as oito equipes no campeonato (tinha oferecido R$ 550 milhões por 20 clubes). Ou seja, haveria R$ 55 milhões em valores divididos por colocações.

Cada emissora só vai pagar para as equipes com quem tenha contrato, proporcionalmente aos direitos adquiridos. A Globo, por exemplo, vai pagar premiação maior a quem tiver contrato com ela para TV Aberta e Fechada, assim como o Esporte Interativo só pagará aos que tenham vendido seus direitos a eles. Assim, os valores das duas emissoras não se acumulam e é impossível agora saber qual o bolo por premiação.

De qualquer maneira, a previsão é que, a grosso modo, o bolo do dinheiro distribuído por colocação no campeonato seja multiplicado por quatro ou cinco vezes em 2019. Será portanto muito mais importante ficar em posições avançadas na tabela sob o ponto de vista financeiro.

Para se ter ideia, a Globo já fixou o prêmio para o campeão a partir de 2019 e este será de R$ 33 milhões. É mais de 80% superior ao valor destinado ao campeão Corinthians neste ano.

O modelo que incrementa a cota destinada à colocação no campeonato aproxima o Brasileiro do modelo inglês, onde há uma cota fixa, um total por desempenho esportivo e outro com critério de mercado. No caso deste último, a Globo usa o número de exibições na TV e o Esporte Interativo, a audiência.

 


Favorita, Globo terá concorrência da Turner por jogos da seleção
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A concorrência da CBF para os direitos de televisão da seleção brasileira tem a Globo como favorita, mas o Esporte Interativo já decidiu que fará uma proposta na disputa. É esse o cenário após a confederação anunciar a fórmula da disputa, nesta sexta-feira à tarde. São 37 jogos do time nacional em um pacote que valerá no mínimo R$ 465 milhões.

O modelo anunciado pela CBF e pela Synergy, empresa contratada pela entidade, foi de incluir em pacote todos os direitos de TV Aberta, TV Fechada e pay-per-view juntos. Isso dá força à Globo que detém todas essas mídias. Mas optou-se por essa fórmula justamente porque houve sinalização, em consultas, de que a Turner entraria forte na concorrência.

Internamente, diretores da confederação queriam fatiar os direitos para incentivar a concorrência na TV Fechada. Até porque há a consciência de que a Globo é favorita pelo maior poder financeiro. Mas Patrick Murphy, da Synergy, argumentou que separar TVs Aberta e Fechada desvaloriza ambas pela perda de exclusividade.

Com isso, foi montado um modelo com abertura para possibilidade de consórcio entre TVs o que fortalece a formação de outros grupos concorrentes à Globo. E o Esporte Interativo já se prepara para montar um modelo de negócios em conjunto com outra TV Aberta.

A principal possibilidade é a Turner fazer proposta sozinha e depois sublicenciar para outra rede que poderia pagar uma fatia do total. Outra alternativa é fechar já uma parceria com uma emissora aberta e fazer uma proposta conjunta. De qualquer maneira, é certo que haverá proposta concorrente. Tudo será entregue até o meio de setembro.

Já a Globo estuda o modelo implantado pela CBF antes de estabelecer uma estratégia. Uma parceira da emissora em direitos tem sido a Fox Sports com quem divide Libertadores, Copa do Brasil e Copa do Mundo. Mas a emissora global considera a seleção estratégica e portanto entende como uma concorrência que tem de ser vencida.

Ao explicar o pacote único, Patrick Murphy, executivo da Synergy, disse que isso foi para valorizar mais o produto já que TV Aberta e Fechada são concorrentes, segundo ele. “Podem haver bids conjuntos. A Fox pode fazer junto com a Record e com digital”, exemplificou.

Uma questão é a divisão da mídia digital que está incluído no pacote de TV Aberta e Fechada, mas também está em um segundo pacote sozinha. Ou seja, uma empresa poderá pagar US$ 500 mil por jogo para ter direitos digitais não exclusivos. Se a Globo quiser tudo como antes, terá de pagar US$ 4 milhões por jogo no mínimo, o dobro do que pagava no contrato anterior.

 


Clubes da Turner e Globo terão regras diferentes para usar jogo na internet
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A partir de 2019, os clubes que assinaram com o Esporte Interativo terão direito ao replay de seus jogos no Brasileiro para uso na internet e outras plataformas. Já aqueles que fecharam com a Globo cederam seus direitos online, e terão de negociar parcerias para utilizar o conteúdo.

A discussão ocorre porque a mídia online se mostra como próxima fronteira para exploração de receitas pelos times. Atlético-PR e Coritiba obtiveram audiência de 3,2 milhões no primeiro clássico transmitido exclusivamente na internet, e mostram o potencial das plataformas digitais.

Os dois times parananeses, o Santos, Bahia e Palmeiras são alguns dos 15 clubes que assinaram com o Esporte Interativo para o Brasileiro de 2019 a 2024 na TV Fechada. Pelo contrato, a Turner cederá imagens dos seus jogos para esses times com delay após a exibição ao vivo.

Isso significa que terão os direitos sobre o jogo depois de um tempo de seu encerramento. Poderão exibir o replay na íntegra em seus canais, ou até revender para outras televisões de fora e do Brasil para obter receita. Canais privados de clubes poderão ter esses jogos disponíveis para sócios-torcedores assistirem quando quiserem. Isso vale a partir do Brasileiro de 2019 para os jogos entre os times da Turner.

No caso da Globo, o blog apurou que foram mantidos os termos dos contratos anteriores, isto é, os clubes cedem os direitos de internet que são exclusivamente da emissora. Isso porque, na visão da Globo, os direitos de internet afetariam os de televisão, seja em pay-per-view ou em TV Aberta.

Mas a emissora carioca acena com parcerias com os clubes para potencializar os ganhos com esse material. A visão da Globo é de que os clubes poderiam ter plataformas para exibição de material, inclusive replays, e entrevistas pré e pós-jogos. Mas, para isso, teria de haver um acordo comercial para ganho dos dois lados, isto é, se buscar novos negócios em parceria.

No exterior, boa parte dos clubes já têm os direitos sobre seus jogos com delay depois da exibição ao vivo. É comum redes de televisão brasileira, por exemplo, comprarem dos próprios times os direitos para retransmissão. É uma nova receita. Além disso, fortalece o próprio canal da equipe, dando valor ao sócio-torcedor ou assinante da tv da equipe.


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.