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Facebook e Esporte Interativo ganham direitos da Champions no Brasil
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O Facebook e o Esporte Interativo ganharam a concorrência dos direitos de televisão da Liga dos Campeões no Brasil a partir de 2018/2019 por mais três anos. O gigante de mídias sociais vai ficar com a TV aberta, substituindo a Globo que não entrou na licitação. Já a Turner mantém os direitos de TV fechada.

O processo ainda não está plenamente concluído com negociações para acertar detalhes. Mas os vencedores já estão definidos e não vão mudar, pelo que apurou o blog. A questão é como será a divisão de jogos das duas plataformas. Há a possibilidade de um acordo entre as partes para dividir os jogos.

A maior surpresa é o fato de a Globo perder os direitos da TV aberta. A competição vinha dando altos índices de audiência, mas a emissora acabou não fazendo proposta para os direitos. A Globo tem investido pesado em outros direitos com o aumento da concorrência: teve que aumentar valores pagos por competição que já tinha como o Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

O Facebook assim dá mais uma passo de crescimento no mercado esportivo. Já tinha obtido o quarto pacote de mídia da Libertadores, que representa todos os jogos na quinta-feira e agora avança. A empresa de mídias sociais também disputou a TV aberta da Libertadores com a Globo, chegando a fazer proposta pelo pacote do Brasil, segundo apurou o blog.

A entrada do Facebook no mercado de futebol brasileiro e da América do Sul é uma mudança na política da empresa no país. Inicialmente, informara que não investiria em direitos esportivos. O gigante de mídias sociais é reconhecido pela grande capacidade de alavancar receitas com publicidade, concorrendo com o Google com plataforma midiática que mais atrai anunciantes mundialmente.

Na concorrência da TV fechada, havia a possibilidade de o SporTV fazer uma proposta juntamente com a ESPN, o que não se concretizou. O blog chegou a publicar que isso estava previsto, mas, de fato, não ocorreu. O canal pago do grupo Globo também não entrou na concorrência.

A Turner fez uma oferta e manteve por mais três anos os direitos da competição. Não está claro se houve concorrência nesta parte para a TV fechada.

Pela divisão, só o pacote principal de TV aberta teria direitos sobre a final da Liga dos Campeões. Mas a negociação entre as partes pode transformar essa realidade. Por isso, é difícil saber neste momento como será a divisão de jogos, e se haverá partidas exclusivas. Nem há data prevista para a divulgação do resultado.

 

 

 

 


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Juventus, City, aspirante. Gigantes da internet vão ao futebol por beiradas
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A previsível entrada dos gigantes da internet (Facebook, Netflix, Amazon, etc) na briga de direitos de transmissão de futebol já começa a ocorrer pelas beiradas. Times de futebol já fecham acordos por direitos paralelos como a produção de séries de bastidores, e campeonatos de jovens já são explorados. Dirigentes já os esperam nas próximas disputas pelas competições.

Nesta semana, o Manchester City anunciou um acordo de 10 milhões de libras para a produção de uma série na Amazon. A ideia é explorar os bastidores da campanha. Houve complicada negociação para não interferir nos direitos sobre Premier Legue a Champions League.

Antes, a Juventus fizera acordo similar com o Netflix, também para a exploração dos bastidores de suas campanha. A ideia é repetir o que foi feito com time de futebol urnivesitário, que já está no cardápio da empresa.

Há dois meses, o executivo do Manchester United Ed Woodward previu que a Amazon e o Facebook já devem fazer parte da próxima disputa de direitos pela Premier League. Claro, é uma previsão, sem certeza, mas a cada vez ganha mais chances de se concretizar.

Inicialmente, o Facebook tinha se posicionado de que não investiria em direitos, mas isso tem caído por terra. Tentou, sem sucesso, levar a Liga de Cricket da India. No Brasil, ainda tímido, investiu dinheiro em uma parceria com o Esporte Interativo para passar o Campeonato Brasileiro de aspirantes.

O caminho está traçado independentemente do discurso cauteloso. Os gigantes de internet têm dinheiro, necessidade de conteúdo para inflar seus tráfego e assinaturas (em alguns casos). É juntar a fome com o prato.

Resta saber com que velocidade o processo vai ocorrer, e como serão as relações com as redes de televisão já constituídas que costumam ser parceiras em alguns projetos. Mas é certo que o conteúdo do futebol pode se tornar estratégico para esses gigantes da internet.


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