Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : futebol

Brasileiro nas Série A e B já tem 9 brigas em estádios. São Januário lidera
Comentários Comente

rodrigomattos

Em apenas 12 rodadas, os Brasileiros das Séries A e B já têm nove casos de conflitos em estádio, sendo o mais grave o ocorrido em São Januário. Normalmente, os episódios começam a se acumular do meio para final do Nacional. Há um aumento da violência dentro e nas redondezas das arenas nos últimos anos, na avaliação do especialista em violência no futebol Maurício Murad.

Em relação às mortes ligadas ao futebol, já foram 9 no ano confirmadas em 2017, perto ou longe do estádio. As duas últimas neste final de semana, no Rio de Janeiro e em Recife. Mantém-se a média de anos anteriores com leve alta. Em 2016,  foram 13 confirmadas, e quatro em investigação. O levantamento é de Murad, professor da Universidade Salgado de Oliveira, com base em dados policiais.

Mas o que mais chama a atenção são os episódios violentos nos estádios e suas redondezas. “Na última década, a violência estava fora do estádio. Parece que há uma tendência de retorno nos estádios e adjacências. Autoridades da força de segurança, dos clubes e da CBF têm que estar atentas”, contou Murad. Por lei, clubes mandantes e a confederação são responsáveis pela segurança dos torcedores dentro das arenas.

Interditado pelo STJD preventivamente, São Januário foi de fato o sítio mais problemático com três ocorrências. Foram brigas e tumultos nas partidas do Vasco diante do Avaí, do Corinthians e do Flamengo. O último caso foi mais grave com arremessos de bombas e conflito generalizado que afetou até jogadores e jornalistas.

Outro local problemático foi o Beira-Rio com dois conflitos. Após o empate com o Criciúma, no final de semana, torcedores entraram em confronto com policiais, saquearam e depredaram o estádio. Antes disso, os colorados tinham protagonizado outra briga após a derrota para o Boa Esporte.

A procuradoria do STJD informou que já está pronta a denúncia contra o Inter no artigo 213, por tumulto, embora ainda não protocolada na secretaria. A pena máxima é de perda de 10 mandos de campo.

Outros dois confrontos graves foram no Serra Dourada na partida entre Goiás x Vila Nova em que torcedores das duas torcidas se digladiaram nas arquibancadas. Longe do estádio, um morreu em conflito. Próximo do Couto Pereira, organizadas do Coritiba e do Corinthians também brigaram, com o saldo de um corintiano ferido apanhando no chão.

Ainda no último final de semana, houve mais um embate entre membros de uniformizadas do Atlético-MG e do Botafogo, nas redondezas do Engenhão. Na Série B, houve ainda um conflito dentro da torcida do Paysandu, entre organizadas, por conta de homofobia de uma delas, na partida diante do Luverdense.

Maurício Murad lembra que, no início do Nacional, o número de casos costuma ser menor pois o campeonato costuma esquentar a partir de setembro. De fato, um levantamento do blog em brigas mostra que a maioria ocorreu no segundo semestre em 2013. O aumento dos conflitos dentro dos estádios tem efeito na média de público com mais impacto até do que os homicídios longe deles.

“Considerado o grau de homicídios no país, os números do futebol são terríveis, mas até baixos pelo que se verifica”, contou ele, que vê o número de mortes abaixo do que período de 2010 a 2013. “Mas a violência dentro do estádio é bem mais impactante do que o que ocorre a 10 quilômetros e afeta o espetáculo.”

Uma pesquisa feita por ele aponta que 70% das pessoas indica a violência como principal motivo para não ir aos estádios. O total de pesquisados foi de 2.200 pessoas.

Até agora, não há nenhuma medida concreta ou plano da CBF para lidar com a violência dentro dos estádio, que aumenta na gestão do presidente Marco Polo Del Nero. Ele está na confederação há cinco anos e se limita a dar entrevistas com sugestões genéricas. A maioria dos relatórios de delegados da entidade sobre jogos minimiza ou ignora conflitos. Dirigentes de clubes são resistentes a implantar um controle eficiente de acesso nos estádio, o que dificultaria a entrada de vândalos.


Cruyff: o fundador do futebol moderno ao quebrar as regras do jogo
Comentários Comente

rodrigomattos

Pense no Barcelona ou no Bayern de Munique saindo com a bola de pé em pé de sua defesa, em um time sem posições fixas e com uma dinâmica própria, nas disputas de bola palmo a palmo em cada espaço do campo como se fosse um society. É o futebol total. Quem você acha que inventou tudo isso? Guardiola?

Errado. Cruyff, o gênio holandês que morreu nesta terça-feira aos 68 anos, é o fundador de tudo que admiramos no atual jogo moderno. Na década de 70 – ou seja, 20, 30 anos antes dos outros – enxergou para onde ia o futebol.

Com ele, a seleção holandesa e o Ajax se transformaram em times onde as regras podiam ser quebradas. Valia um centroavante que não ficava preso na área, uma antes desconhecida linha de impedimento, uma equipe que teria de jogar tão junta que corria o campo inteiro. Todos. Tal era a quebra de regras que podia até bater pênalti em dois toques (sim, não foi Messi que inventou isso).

Essa revolução foi comandada de dentro de campo por Cruyff, embora tivesse em Rinus Michels seu mentor fora do campo. Não ganharam a Copa-1974 ao perder da pragmática Alemanha. Mas quem foi o vencedor: quem levou a taça ou quem conquistou o futuro?

A transgressão de Cruyff não se limitou ao campo. Fora dele, os holandeses levaram suas mulheres a concentrações, ele fumava e bebia sem esconder, não admitia o controle de federações sobre seus patrocínios o que até lhe rendeu acusações de ser mercenário.

Veja também:

PVC: A última homenagem a Johan Cruyff: o pênalti em dois toques

Juca: Cruyff colocou o futebol holandês no mapa

Adepto do futebol bem jogado, Cruyff se inspirou e virou crítico do Brasil

Cruyff poderia ter jogado no Flamengo. Não quis, e perdeu chance única

Encerrada sua carreira, transformou-se em técnico e foi o responsável por iniciar no Barcelona o tipo de jogo que até hoje se vê no time. Influenciou a formação de atletas no time espanhol, e na tática sem amarras. Queria o máximo de cada um daqueles que estavam a sua volta a ponto de ter barrado Romário para que rendesse mais.

Para além de toda revolução que representou, Cruyff foi provavelmente um dos cinco maiores jogadores da história do futebol. Reunia em si habilidade, jogadas de execução técnica difícil, e a visão de campo incomum. Sim, eu não o vi jogar ao vivo. Mas assista aos vários vídeos dele que qualquer um compreenderá sua grandeza.

A morte de Cruyff deixa o futebol mais triste, mas sua passagem pelos campos fez o jogo muito maior do que era antes.

E mais:

Adeus, Cruyff! Duas frases do gênio holandês que resumem o futebol atual

Mauro Beting: Cry (1)4 Cruyff

Para Leão, Cruyff foi um dos “quatro melhores” jogadores que enfrentou

Caçado, Cruyff durou só 25min em Buenos Aires. Saiu machucado, mas com gol

Luís Pereira sofreu com Cruyff em 74 e o exalta: “merecia ganhar a Copa”

Por Cruyff, amistoso entre Holanda e França será interrompido no minuto 14


Novo presidente só limpará Fifa se interferir em filiadas como a CBF
Comentários Comente

rodrigomattos

Após 42 anos, nesta sexta-feira, a Fifa tem a chance de eleger um presidente e encerrar de vez a era Havelange-Blatter. Um novo comandante, no entanto, não é suficiente para limpar a corrupção na entidade. É preciso uma faxina em boa parte das 209 associações eleitoras na votação da federação internacional.

Não é difícil chegar a constatação de que os problemas do futebol mundial estão na base de seu poder. Os casos de corrupção descobertos pelo FBI envolvem uma série de presidentes de federações nacionais. Veja o caso da América do Sul, onde dirigentes de nove dos dez países da Conmebol foram acusados de receber propinas.

Essa realidade se estende para a América Central e do Norte nos casos investigados pelo FBI. Mas escândalos anteriores também pegaram cartolas africanos, asiáticos, europeus e da Oceania. Não há continente imune à praga.

Ora, de que adianta implementar uma série de reformas na Fifa para criar uma governança correta se o poder político continuar nas mãos de entidades sem controle ou fiscalização?

Peguemos o nosso exemplo por aqui. Após tudo que aconteceu no país, com três ex-presidentes acusados de receber propina em processo na Justiça Norte-Americana, lá está o Coronel Nunes a nos representar na eleição da Fifa. Esse Coronel Nunes alçado ao poder por uma manobra feita pelo afastado Marco Polo Del Nero que continua a dar as cartas na entidade de longe.

Se dentro do âmbito do futebol nacional não existir mudança, não haverá mudança nenhuma. Seria como a CBF propor uma reforma no futebol brasileiro e não querer mexer na estrutura viciada da a maioria das federações. (Aliás isso está em curso por aqui)

Entre os cinco candidatos à presidência da Fifa, nenhum deles propôs de fato uma reforma que comece por baixo e exija um novo tipo de governança das associações nacionais. Que jogadores possam votar para presidente, maior poder aos clubes, fim de cláusulas de barreiras eleitorais, transparência de contas, etc. Claro, não é popular falar em obrigações para eleitores.

Mas essas medidas devem ser impostas pela Fifa sobre suas filiadas por meio de obrigações estatutárias, e com o risco de desfiliação no caso de descumprimento. Qualquer coisa diferente disso terá pouco efeito no triste quadro geral do futebol. Se não for para mudar tudo, era melhor deixar o Blatter por lá. Pelo menos ele nos divertia com sua tragédia.


Fla terá mudança radical no futebol com qualquer resultado na eleição
Comentários Comente

rodrigomattos

O Flamengo terá uma eleição no final do ano em que se enfrentarão três chapas: Eduardo Bandeira de Mello (Azul), Wallim Vasconcelos (Verde) e Cacau Cotta (Branca). Entre as diferentes ideias, há uma certeza: uma mudança radical no futebol rubro-negro para 2016.

É o que se conclui em conversas com cada um dos candidatos e seus aliados. Os opositores criticam o desempenho do presidente Bandeira de Mello à frente do futebol – ele teve três campanhas ruins no Brasileiro. O próprio dirigente admitiu erros e fala em correção de rumos neste setor. Veja abaixo em tópicos as propostas feitas por cada um:

Gestão do futebol

Bandeira

Sua ideia é criar uma metodologia para desenvolver a divisão de base, uma maior inteligência de mercado para contratações e maximização de performances de atletas. Foi contratada a consultoria Exos para fazer uma diagnóstico em que foram dadas notas baixas em vários quesitos ao clube. Agora, a empresa fará um plano de reestruturar o departamento. Rodrigo Caetano fica como diretor abaixo do novo vice-presidente Flavio Godinho, que trabalhava na OGX de Eike Baptista. “Tratamos de forma muito empírica na primeira gestão. Precisamos ser mais científicos”, diz Bandeira.

Wallim

Quer dobrar o investimento na divisão de base (R$ 8 milhões para R$ 20 milhões), e intregra-la ao profissional. No profissional, defende metodologia para contratar e gosta da atuação de Caetano, embora considere incompleta. Por isso, colocará um gerente ex-jogador para lidar com questões extracampo de jogadores e adapta-los ao clube: nome provável é Fabio Luciano. Defende ainda um dirigente forte presente ao futebol: o escolhido é Rodolfo Landim, ex-executivo da BR. “Nas horas da crise, ninguém dá as caras no CT”, afirma Landim.

Cacau

Sua intenção é romper o modelo de Conselho de Gestor e centralizar as decisões em um vice-presidente, ainda não definido, em um diretor executivo e no próprio presidente. Rodrigo Caetano não fica no clube porque “não deu resultado”, segundo o candidato. “Contrataram 40 atletas e oito técnicos durante essa gestão sem resultado”, atacou.

Técnico

Bandeira

Considera Oswaldo de Oliveira um bom técnico, mas não deu garantias plenas de sua permanência. A maior parte de sua corrente defende a contratação de um estrangeiro, e um grupo minoritário, Muricy Ramalho. “É um bom técnico (Oswaldo). Não é correto especular sobre esse tipo de coisa”, analisou Bandeira.

Wallim

Não fica com Oswaldo de Oliveira. Pretende ir atrás de um técnico estrangeiro por entender que têm nível superior de conhecimento, trabalhando todos os detalhes da preparação do time. Para ele, há bons treinadores jovens no Brasil, mas ainda sem estofo para o Flamengo.

Cacau

Não fica com Oswaldo de Oliveira. Sua comissão técnico terá Jayme de Almeida e Andrade com a tese de que o Flamengo sempre foi vitorioso quando foi comandado por um treinador de casa. “O técnico será um dos dois e o outro, o auxiliar. A tendência pelo currículo recente é de que o técnico seja o Jayme”, definiu.

Centro de Treinamento

Bandeira

Promete acabar o módulo profissional em seis meses. Entende que, neste momento, a estrutura do clube é deficitária e atrapalha o time.

Wallim

Diz já ter R$ 5 milhões disponíveis para acabar a parte profissional do CT em seis meses. Completará o CT em sua gestão com total de R$ 30 milhões.

Cacau

O CT profissional também será concluído em seis meses. Enquanto houver obras, o time treinará na Gávea.

Elenco

Bandeira

Sua análise é que haverá mais dinheiro para investimento no futebol em jogadores com “perfil de liderança”. Diz que não é necessário uma mudança radical no elenco, mas contratações estratégicas com possíveis trocas de atletas para qualificar. “Não estamos mal de elenco, mas o elenco tem que render mais.”

Wallim

Entende que há espaço para maior investimento no elenco, mas quer saber exatamente quais os valores disponíveis para gastar no futebol. Para isso, quer tomar pé da situação dos contratos do clube e espera que grandes gastos não sejam firmados antes da eleição. No futuro, quer metade do elenco da base.

Cacau

Diz que há dinheiro, mas que não se deve contratar jogadores para se recuperar no Flamengo. Citou Marcelo Cirino e Paolo Guerrero como exemplo de jogadores caros que não estão rendendo o esperado.  Prega a prioridade à base. “Entre trazer Cirino, fica com Negueba. Entre trazer Gabriel, melhor era dar mais chance para o Tomás.”

 

Análise: As chapas verdes e azul têm discursos parecidos em relação à gestão do futebol, procurando uma metodologia mais científica de gestão e com executivos da área de petróleo e gás, coincidentemente, à frente do projeto. Tentam corrigir erros que cometeram juntas na última gestão, a despeito dos acertos na parte financeira. Além disso, estudam técnicos estrangeiros, embora Bandeira elogie Oswaldo. A chapa branca prega uma volta do Flamengo às origens em um modelo que já foi vencedor, com técnico da casa e centralização de poder, e que parece ultrapassado para o futebol moderno. Os três candidatos coincidem na ideia de recuperação da base e em terminar o CT, pautas óbvias e que o clube já deveria ter resolvido há muito tempo.


Lanterna do Palmeiras é rara e costuma levar ao rebaixamento
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao contrário de outros times grandes, o Palmeiras tem muitas dificuldades de se recuperar e evitar a queda à Série B quando fica na zona de rebaixamento, ou pior na lanterna, próximo ao meio do Brasileiro como agora em 2014. Sempre que a equipe esteve em posição tão ruim na tabela neste estágio do campeonato acabou na Segundona.

O blog pesquisou todas as edições desde 2001 quando se organizou o rebaixamento no Brasileiro. Pelo histórico, é raro ver o time alviverde no final da tabela do Nacional. Aconteceu nas primeiras cinco rodadas de 2006, e em vários jogos da edição de 2002, justamente quando o time caiu. Foi desconsiderada a posição na 1a rodada.

Na verdade, o Palmeiras não costuma nem ficar muitas rodadas em zona de rebaixamento. Mas o problema é que, quando está na zona de perigo em rodadas avançadas, não escapa da Série B.

Foi assim em 2002 quando o time despencou cedo e passou boa parte do campeonato na laterna ou na zona de rebaixamento – é difícil determinar quantos jogos porque o campeonato era desorganizado. Em 2012, outro ano de queda palmeirense, o time não chegou até a última posição, mas passou a ter um entra e sai da degola desde a 10a rodada.

Apenas em 2006, o Palmeiras flertou com o rebaixamento o ano inteiro e se livrou – só que bem antes do atual estágio do Nacional. Depois das cinco primeiras rodadas na lanterna, o time ainda ficou zanzando pela zona de degola até a 13a rodada. Depois, fugiu e não voltou mais.

Se levarmos em conta o histórico de todo o campeonato, no entanto, uma arrancada palmeirense é bem possível. Para chegar aos 45 ou 46 pontos, que lhe dariam chance razoável de escapar, o time teria de obter um rendimento pouco abaixo de 50% dos pontos do restante do Brasileiro. Ou seja, um campanha média, mas bem acima do aproveitamento atual.
Veja Álbum de fotos


Flu vê falta de dinheiro, e não Abel, como causa da crise em campo
Comentários Comente

UOL Esporte

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_ )

Não é à toa que a diretoria do Fluminense tem demonstrado pressa para resolver o seu problema financeiro. Para cartolas do clube, a falta de dinheiro é a principal explicação para a má fase da equipe. De campeão no ano passado, o time está na 14a posição no Nacional, com apenas nove pontos.

Isso não significa que o técnico Abel Braga não esteja ameaçado de demissão. Já houve reunião na segunda-feira pra avaliar o seu trabalho. Então, novos resultados ruins podem levar a sua queda.

Mas a avaliação dos dirigentes é de que os atrasos de dois meses de salários, a venda de jogadores e a redução de custos em geral tiveram o maior impacto nas atuações da equipe. No total, a estimativa dentro do clube é de que a folha salarial do futebol já caiu entre 20% e 30% desde o ano passado, e nem assim é possível paga-la em dia.

Esses problemas são resultantes das penhoras sobre as rendas do clube por débitos federais, como ocorreu com as receitas das negociações de Wellington Nem e de Thiago Neves. Outro fator é que a Unimed, patrocinadora do clube, reduziu seu investimento no Fluminense nesta temporada. Com isso, a diretoria, acostumada a gastar em reforços milionários, teve que fazer planos mais modestos e ainda perdeu jogadores.

É por contra dos problemas financeiros que a diretoria tricolor ainda não jogou a culpa da má fase sobre os ombros do treinador Abel Braga. Há um entendimento de que, se for possível sanar algumas das questões financeiras como salários atrasados, o time atual pode se recuperar e fazer uma campanha melhor no Brasileiro.

Mas, como todos os problemas de dinheiro não vão sumir de uma hora para a outra, demitir o técnico pode ser a solução mais fácil em caso de novas derrotas. Até porque, desta forma, a diretoria encontra outro culpado para a crise, já que a falta de recursos financeiros é de sua responsabilidade.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>