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Arquivo : Geuvânio

Fla foi avisado por Santos sobre barreira a Geuvânio, mas seguiu transação
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A diretoria do Santos avisou o Flamengo sobre o contrato de exclusividade que tinha para volta de Geuvânio, mas o clube rubro-negro preferiu continuar a tentar a contratação. O contato se deu entre os presidentes dos times paulista e carioca. Apesar da disputa pelo jogador, não há clima de animosidade entre as partes que têm boa relação mesmo com a ameaça santista de ir à Fifa.

A diretoria rubro-negra já está negociando com o Tianjin Quajian há algum tempo para ter o atacante Geuvânio. Para isso, vinha em contato constante com os dirigentes chineses e estafe do jogador.

Houve até um dia em que dirigentes santistas estiveram com o procurador do atacante em hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais tarde, houve encontro do empresário com dirigentes rubro-negros no mesmo local que anteriormente era usado como concentração pelo clube.

Sabendo da negociação do Flamengo, o presidente santista, Modesto Roma Jr. ligou para o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, há cerca de 20 dias. No diálogo, avisou ao colega que tinha um contrato com cláusula de exclusividade com o Tianjin para a volta de Geuvânio ao Brasil. O dirigente do Flamengo informou que insistiria na transação.

A diretoria do time carioca tem um parecer de advogados de que a cláusula do contrato do Santos com os chineses não terá validade na Fifa. Por isso, aposta que poderá concluir a negociação.

Já a diretoria do Santos decidiu que irá à Fifa caso a negociação com o Flamengo seja confirmada. A intenção será barrar o negócio pela cláusula de exclusividade (não é prioridade, mas exclusividade). O objetivo santista não é exigir reparação financeira dos chineses, mas contar com Geuvânio. Por isso, o Tianjin foi notificado pelo clube do litoral paulista.

Não há clima de briga entre o Flamengo e Santos. Dirigentes dos dois lados dizem que há uma boa relação. No entendimento santista, quem está descumprindo o contrato são os chineses, e o time carioca faz um negócio como ocorre normalmente no mundo do futebol. Já os dirigentes rubro-negros evitam comentar sobre a negociação neste momento.


Com exclusividade, Santos irá à Fifa se preciso para barrar Geuvânio no Fla
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A diretoria do Santos já decidiu que irá até a Fifa se necessário para barrar uma transferência de Geuvânio para o Flamengo. Os dirigentes santistas se baseiam na cláusula de exclusividade que têm com o Tianjin Quanjian em contrato assinado na saída do jogador do time paulista.

O blog teve acesso à cláusula que fala em exclusividade para o Santos em caso de volta do jogador para o Brasil, medida já mencionada pelo presidente santista, Modesto Roma Jr.. Não há uma preferência na redação: é exclusividade na negociação. Isso se referente a times do Brasil em caso de empréstimo.

Ao saber da negociação entre Flamengo e Geuvânio, o Santos notificou o clube chinês de que teria interesse em ter o jogador. Acompanhou as negociações entre o rubro-negro e o jogador sem interferir, mas espera uma resposta dos chineses. O contrato é válido até 2020.

Caso não receba nenhuma informação, ou o time carioca conclua a negociação, o Santos vai à Fifa para apresentar o contrato e pedir que a transferência seja impedida. Assim, tentaria bloquear o registro de Geuvânio pelo Flamengo.

A diretoria santista não acredita que a cláusula impeça o direito de trabalho de Geuvânio, como alegam advogados. No entendimento do Santos, o jogador pode atuar no Santos ou em qualquer clube do mundo que não seja brasileiro. A cláusula foi uma pré-condição santista para fechar a negociação.

O interesse santista em contar com Geuvânio é tão forte que não pretende negociar qualquer contrapartida com o Flamengo. Quer o jogador.

O Flamengo, por outro lado, segue confiante na contratação. O clube se baseia na análise de seu departamento jurídico, que considera o efeito da cláusula como “nulo”. Na visão dos advogados rubro-negros, o fato do Santos ter vendido 100% dos direitos econômicos de Geuvânio tira qualquer direito do clube. No máximo, na visão deles, o clube da Vila Belmiro poderia entrar com uma ação cível contra Geuvânio e os chineses, pedindo algum tipo de multa.

*Colaborou Vinicius Castro, do Rio de Janeiro


Vazamento mostra controle de fundo secreto sobre Santos e Geuvânio
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O contrato entre Santos e o Doyen Sports dá controle quase total ao fundo em qualquer operação de transferência de Geuvânio. O teor do documento ficou conhecido porque o site “football.leaks” vazou seu conteúdo nesta sexta-feira. A divulgação do acordo ocorreu justamente quando o Santos decidiu não pagar a quantia de € 3,85 milhões a que o Doyen teria direito na venda do atleta para o Tinjian Quanjin, da China.

Pelo contrato com o Santos, o fundo tem direito a receber um valor mínimo pela transferência, ser indenizado em caso de fim de vínculo com Geuvânio, receber juros, ser comunicado sobre propostas, exigir que o clube recompre os direitos e aprovar trocas com atletas. Mais do que isso, o Doyen pode cobrar diretamente do chinês Tianjin Quanjian o percentual de Geuvânio, ou tomar posse de uma conta do Santos. O acordo foi assinado pelo ex-presidente santista Odílio Rodrigues.

O documento está em uma zona cinzenta da regularidade das normas da Fifa. Em sua legislação, a entidade proíbe ingerência de terceiros na gestão do futebol de um clube. A operações do fundo maltês estão sob investigações da Fifa desde o vazamento de seus documentos. A origem do seu dinheiro é incerta já que opera com diversas empresas em paraísos fiscais, e diferentes sócios ocultos.

Para tentar evitar punições, o contrato entre Santos e o grupo estabelece “a independência do clube na gestão da utilização do jogador”. Mas são tantas as restrições para o time que essa liberdade é questionável.

O Doyen pagou € 750 mil pelos 35% dos direitos econômicos de Geuvânio, em novembro de 2014, fim da gestão de Odílio. De cara, o contrato estabelece que o Santos não deve pagar nenhum imposto, e por isso não deve emitir fatura tributária. Se for obrigado por lei, o clube que deveria quitar pendências.

No caso de uma proposta por Geuvânio, o Santos tem de informar detalhes ao Doyen. O valor mínimo para ser aceito era € 4 milhões. Menos do que isso, o clube teria de compensar o fundo para vender o atleta. Ou seja, teria de garantir o € 1,4 milhão referente aos 35% sobre o valor mínimo.

Se fosse feita uma venda conjunta ou troca com atletas, o Santos teria de fazer relatórios para o fundo explicando os valores de cada jogador e a possibilidade de o Doyen trocar os direitos de Geuvânio por outros. Sempre a palavra final é do fundo. Caso o jogador fosse até o final do contrato, e ficasse livre, o Doyen receberia seu investimento inicial, mais juros de 10%, o que daria € 912 mil.

Além de obter as melhores condições para o seu dinheiro, o fundo tem a prerrogativa de sair pelo mundo para oferecer o jogador. E tem o direito de determinar a venda do jogador se chegar ao valor mínimo (€ 4 milhões). Se o Santos não concordasse, poderia segurar o atleta só se indenizasse o Doyen.

A situação atual, em que o Santos não quer pagar o Doyen, também provoca um cenário favorável ao grupo maltês. É dado como garantia o contrato do Santos com a Meltex de licenciamento do clube. É o dinheiro de franquias de lojas e vendas de produtos com a marca santista.

Pior, a diretoria santista deu uma procuração para o fundo operar a sua conta vinculada que recebe os recursos do uso da marca do time. Ou seja, o Doyen pode simplesmente bloquear € 912 mil da conta do Santos. Há ainda uma nota promissória assinada pelo clube neste valor com execução imediata.

O presidente do Santos, Modesto Roma Jr., considerou o atual acordo ilegal e por isso não quer pagar o Doyen. Procurado pelo blog, ele disse que não poderia falar: “Está com o departamento jurídico”, afirmou. Não foi possível contato com o Doyen.

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