Blog do Rodrigo Mattos

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Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


CBF pede a Corinthians e Grêmio liberação de atletas antes da Libertadores
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Com Pedro Ivo Almeida

A comissão técnica da seleção vai conversar com Corinthians e Grêmio para tentar liberar Cássio e Geromel antes dos jogos finais dos clubes na primeira fase da Libertadores. Mas a própria CBF reconhece que os dois times têm a prerrogativa de segurar os jogadores, de acordo com as regras da Conmebol.

Pelas regras da Fifa, o período entre 20 e 27 de maio deveria ser para o descanso de atletas. Na Europa, teoricamente, os atletas convocados não podem mais jogar a não ser a final da Liga dos Campeões. Só que, na América do Sul, pode haver jogos neste período.

A apresentação da seleção está marcada para segunda-feira. Então, Cássio e Geromel chegariam três ou quatro dias atrasados. Isso porque o Grêmio joga no dia 23 de maio, contra o Defensor, e o Corinthians, no dia 24 de maio, diante do Milionários.

“A Conmebol mandou uma carta para nós dizendo que os clubes têm essa prerrogativa de ficar com os atletas neste período”, contou o coordenador técnico da seleção, Edu Gaspar. “Na quarta-feira e na quinta, eles poderiam jogar pelo clube, mas vamos conversar com o clube. Seria responsabilidade dos clubes segurar os atletas quando já estariam convocados. Vamos explicar isso.”

A palavra final, no entanto, será dos próprios clubes que poderão negar a convocação antecipada. No início da semana, estão previstos exames e testes físicos, considerados essenciais pela comissão técnica. Contundido, Fagner irá se apresentar no prazo.


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Oferta do Fla recusada por Renato Gaúcho era de R$ 1 milhão mensal até 2020
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A oferta da diretoria do Flamengo para o técnico Renato Gaúcho era pouco menos de R$ 1 milhão por mês para ele e sua comissão técnica. Foi esse o valor que o treinador recusou para ficar no Grêmio como anunciou no domingo após a conquista do título Gaúcho.

Na semana passada, como noticiou o UOL, dirigentes rubro-negros decidiram investir no técnico gremista porque era um consenso na cúpula. Inicialmente, pensou-se em Cuca, mas ele tinha muita resistência no clube. Depois, voltaram-se para Renato. Ao mesmo tempo, também sondaram o tricolor Abel Braga.

Na semana passada, a diretoria do Flamengo, de fato, formatou uma oferta financeira para o técnico. Estava autorizado que o clube gastasse um valor pouco menor do que R$ 1 milhão por mês para o ter o treinador. Mais do que isso, também foi prometido a ele um contrato de dois anos com multa rescisória em caso de demissão. Não foi possível apurar o valor da multa.

Esse pacote era uma demonstração do esforço dos cartolas para contar com Renato Gaúcho. Afinal, o valor era superior ao que o treinador recebe no Grêmio. Além disso, no clube gaúcho, ele tem contrato até o final do ano com rescisão de dois salários em caso de saída. No caso do time carioca, o acordo iria além do mandato do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

A aposta rubro-negra era ainda na vontade declarada de Renato de um dia treinar o Flamengo, time pelo qual jogou. Por isso, os cartolas entenderam que havia chance e fizeram uma oferta apesar da terem boa relação com o Grêmio.

Sem Renato, a diretoria do Flamengo ainda não tomou uma decisão sobre o substituto de Paulo César Carpegiani. O interino Maurício Barbieri vai dirigir o time na estreia do Brasileiro diante do Vitória.


‘Não acredito que Fla fará proposta a Renato pela relação’, diz Romildo
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O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., afirmou que não acredita que a diretoria do Flamengo fará proposta ao técnico de seu time, Renato Gaúcho, pela boa relação entre dirigentes dos dois clubes. Mas admitiu que o mercado é livre e portanto isso é possível. Não há multa para eventual saída: apenas pagamento de dois salários como aviso prévio.

Desde quinta-feira, a diretoria do Flamengo tem analisado nomes para substituir Paulo César Carpegiani. A primeira opção pensada foi Cuca que parecia mais propenso a aceitar uma oferta. Nesta semana, no entanto, dirigentes rubro-negros se voltaram para Renato após a nomeação do diretor de futebol, Carlos Noval. Vice-presidentes gostam do nome do treinador.

Ainda não foi feita proposta para o técnico. Se uma negociação de fato ocorrer, será após a final do Campeonato Gaúcho no domingo.

“Ninguém do Flamengo falou com o Renato que ele tenha me dito. Acho que o Flamengo não vai fazer proposta ao Renato pela relação que a diretoria tem com nossa diretoria. Agora, se fizer, faz parte do jogo. É um mercado livre”, afirmou o presidente gremista, Romildo Bolzan Jr. ao blog.

Para sair, o treinador teria de pagar um aviso prévio de 60 dias, segundo Bolzan. Mas o dirigente nem dá importância a isso porque diz ter relação transparente com Renato que tem contrato até o final do ano.

“Não valorizo esse assunto. Não tenho como falar muito. O contrato dele vai até o final do ano”, contou Bolzan Jr.

Na Gávea, de fato, reconhece-se que há uma boa relação com o dirigente gremista, que já foi parceiro em iniciativas como a Primeira Liga e outras conversas sobre o futebol brasileiro. O clube, no entanto, tem poucas opções no mercado. Se não tentar Renato, Cuca apareceria como opção, mas há resistência em parte da diretoria por seu passado turbulento no clube. Outra alternativa seria Maurício Barbieri, auxiliar que tem pouca experiência como treinador.


Por que o Grêmio esqueceu a briga e negocia Arthur para o Barça
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Em dezembro de 2017, dirigentes do Grêmio declaravam que o volante Arthur não sairia para o Barcelona a não ser que fosse paga a multa integral de seu contrato, no total de € 50 milhões. Estavam indignados com uma foto sua com a camisa do clube espanhol. Um mês e meio depois, o clube deixou praticamente acertada a negociação do jogador com o time catalão.

Há vários fatores que levaram a essa mudança de postura. Aumento de valores, condições contratuais favoráveis e necessidade de o clube ter caixa para reduzir sua dívida com a maior transferência em sua história. “Negócio é negócio. Não ia adiantar a gente ficar emburrado se as condições eram melhores. A gente mostrou indignação na época pelo que aconteceu”, explica o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr.

Para fechar o negócio, falta apenas acertar detalhes sobre prazo de pagamento e os bônus a que o Grêmio terá direito depois que Arthur se transferir. Veja o que mudou de 2017 para 2018.

Valor subiu

O Barcelona tinha uma ideia inicial de pagar um valor em torno de € 20 milhões por Arthur. O Grêmio não divulga o montante atual, mas esse supera € 30 milhões e pode chegar a € 40 milhões. O valor básico já está acertado, faltando apenas um acordo sobre os bônus que pode aumentar a negociação.

A foto de Arthur com a camisa barcelonista influenciou nesse crescimento, já que o time espanhol percebeu que teria de se esforçar para superar uma rusga. Houve ainda um pedido de desculpas ao Grêmio.

Permanência durante 2018

O Grêmio conseguiu que Arthur fique no clube até janeiro de 2019, garantindo mais uma temporada com o o seu volante. Essa concessão do Barcelona aumentou a boa vontade dos cartolas gremistas, pois outros interessados europeus não acenavam com essa possibilidade.

Vontade do jogador

Desde o início, Arthur se voltou para o Barcelona, tendo dado prioridade à negociação com o clube. Tanto que seus salários já estavam acertados com o time espanhol antes da negociação com o Grêmio. Ele e seus representantes conversavam com dirigentes barcelonistas desde o meio do ano passado. Com isso, o time espanhol ficou à frente da concorrência de outros grandes europeus.

Redução do custo da dívida do Grêmio

Arthur se tornará a maior negociação do Grêmio, superando Pedro Rocha que se transferiu no ano passado. O valor será usado primordialmente para reduzir encargos financeiros do clube gremista. Assim, o clube terá uma facilidade na gestão de seu dinheiro, liberando mais dinheiro para investir no futebol.

Desde o início da sua gestão, Romildo Bolzan Jr tem dado bastante atenção a transformar a gestão do Grêmio para garantir a manutenção do clube de forma saudável no futuro. Haverá, sim, uma parte do dinheiro de Arthur que será destinado a contratações. Mas será minoritária dentro do total.


Sem pré-temporada, times grandes têm pior desempenho nos Estaduais em 2018
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Em um ano quase sem pré-temporada, os times grandes tiveram uma piora no seu desempenho no início dos Estaduais em relação a 2017. O levantamento do blog foi feito nas quatro principais competições com 12 clubes grandes. No total, eles somaram 13% a menos de pontos do que no ano passado no mesmo número de jogos, embora, óbvio, existam exceções como o Palmeiras e seus 100% dos pontos.

Por conta da Copa da Rússia, a CBF marcou o início dos Estaduais para o meio de janeiro quando costumavam ocorrer no início de fevereiro. A pré-temporada, portanto, durou menos de 15 dias. Boa parte dos times iniciou os campeonatos com juniores ou reservas para dar tempo de treinamento a titulares.

Diante desse cenário, era previsível a queda de rendimento. Dos 12 times analisados, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG e Grêmio começaram os Estaduais com campanhas inferiores a 2017.

Desses, o time rubro-negro e o gremista foram os que jogaram até mais tarde na temporada, com o Mundial e a Sul-Americana. Usam reservas e juniores. O Flamengo só teve dois pontos a menos do que no ano passado, mas o Grêmio só fez um ponto no Gaúchão.

Outras duas equipes tiveram desempenho similar ao ano passado, sendo elas, Corinthians e Cruzeiro. São justamente equipes que têm utilizado mais titulares nesses jogos iniciais, embora mantenham a rotatividade do elenco no início de temporada.

Quem melhorou em relação ao ano passado foram Botafogo, Internacional, Santos e Palmeiras. O time alviverde, por sinal, é o único que tem 100% de aproveitamento entre os da Série A, como mostrou o blog do PVC. Já o Botafogo tinha poupado jogadores em 2017 por priorizar as fases da pre-Libertadores, o que não faz nesta temporada. A equipe santista foi quase igual ao ano passado, com um ponto a mais.

No total, os 12 times grandes somaram 84 pontos nas quatro primeiras rodadas contra 97 no ano passado. Há clássicos em que se enfrentaram, mas esses se anulam dentro da estatística. Fato é que, na média, diante dos pequenos ou médios, ganharam menos pontos. Com exceção da Ponte Preta, que jogou o Brasileiro até o final, as outras equipes tiveram muito mais tempo de treino já que não disputavam competições até o final do ano.

A queda foi maior no Rio de Janeiro onde apenas o Botafogo melhorou entre os quatro grandes. Em São Paulo, apenas o tricolor do Morumbi teve uma piora no seu desempenho.

A tendência é que, com o transcorrer dos Estaduais, os times grandes tenham crescimento de desempenho e voltem a mostrar superioridade maior sobre os pequenos. Até porque utilizarão mais titulares e terão mais ritmo de jogo.


Como o escândalo da Fifa ajuda a explicar o abismo entre Real e Grêmio
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O Grêmio não é um time qualquer: ganhou a Libertadores com justiça, e é o melhor da América do Sul neste ano. O confronto com o campeão europeu, no entanto, não deu nem jogo: o Real Madrid teve um domínio absoluto e ganhou com facilidade. E não é exceção neste Mundial em que a distância entre os times dos dois continentes só aumenta.

Foi sempre assim? Quando ocorreu este processo? Não, não foi sempre assim. Até a década de 90 os confrontos eram equilibrados, ganhava um europeu um ano, outro sul-americano no seguinte. Veja o caso dos títulos do São Paulo na década de 90, batendo Barcelona e Milan na bola. Mesmo na derrota, era pau a pau.

Os times europeus já eram mais ricos, e já contratavam os melhores daqui. A questão é que nos últimos 15 anos essa disparidade aumentou absurdamente. É só constatar que o Real dispõe de R$ 2 bilhões a mais todo ano em relação ao Grêmio. Por isso, nos últimos dez, 15 anos, os europeus em geral dominam amplamente os jogos, até quando perdem a partida no final.

E isso aconteceu porque os gigantes europeus se tornaram marcas globais durante esse período e passaram a arrecadar dinheiro em todo planeta, enquanto times sul-americanos se limitam a mercados locais. É só ver os garotos com a camisa do Barcelona nas ruas do Brasil.

Essa expansão de marca se deu justamente no boom da Liga dos Campeões, competição que a UEFA mudou de cara na década de 90, e se tornou a mais importante de clubes durante os últimos 15 anos. Localmente, as ligas nacionais se profissionalizaram também a ponto de a Premier League se tornar o que é hoje, o campeonato mais rico do mundo de um país.

E o que fazia a Conmebol e a América do Sul neste período? Foi justamente o período em que o FBI revelou que os cartolas da confederação sul-americana venderam os direitos da Libertadores para quem lhes pagou propina. Não faziam concorrência, e assim arrecadavam menos para os clubes.

Pior, nunca deram ao campeonato a promoção para tentar torna-lo global. Os cartolas estavam mais preocupados em encher os bolsos do que em promover o futebol sul-americano, que foi ficando para trás. Poderiam ter expandido para os EUA, para o México, criar uma marca continental. Nada disso foi feito.

Dentro do Brasil, o processo era parecido. A investigação do Departamento de Estado dos EUA revelou que Ricardo Teixeira levava propina pela Copa do Brasil, e depois José Maria Marin e depois Marco Polo Del Nero. De novo, o campeonato era mal vendido, gerava menos dinheiro para os clubes.

A liga brasileira sempre foi sufocada por um sistema que não queria os times fora das asas desses cartolas da CBF. Sim, houve um salto de receita dos clubes brasileiros nos últimos dez anos, até proporcionalmente maior do que dos europeus. Mas dentro de um mercado limitado, pois o Brasileiro nunca se tornou global.

Não é só, claro, culpa de corrupção. A América do Sul tem menos dinheiro do que a Europa, e a Libertadores nunca será igual a Liga dos Campeões financeiramente. Mas a diferença poderia ser muito menor se o continente americano tivesse aproveitado a globalização como fizeram os europeus nos últimos 15 anos.

Os times da América do Sul são celeiros de jogadores talentosos. Se tivessem força financeira, poderiam segurar por mais tempo seus jogadores e tornar a Libertadores e os campeonatos locais bem mais atrativos.  E possivelmente teriam força como tinham na década de 90 de enfrentar os rivais europeus. Com desvantagem, mas com possibilidade de vencer.

Por isso, a derrota do Grêmio – digna, mas sem nenhuma chance de vencer – tem muita relação com algo que ocorreu no dia anterior: a suspensão do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, por suspeita de corrupção.

Claro, haverá quem apresente um argumento bem forte contra esse tese de que o presidente da federação espanhola, Angel Maria Villar, também está envolvido em casos de corrupção, assim como Michel Platini ex-presidente da UEFA. Não há santos entre os cartolas europeus.

Mas a questão é que os casos em que eles são suspeitos não envolviam a organização dos campeonatos em si, alicerçadas em premissas profissionais. Não havia uma estrutura de contratos das competições construídas para favorecer cartolas, e tirar dinheiro dos clubes como ocorreu na América do Sul. E isso faz toda a diferença… em campo como se viu.