Blog do Rodrigo Mattos

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Clubes rejeitam limite a elenco e culpam CBF por time misto no Brasileiro
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O plano da CBF para induzir os clubes a usarem titulares no Brasileiro não foi bem recebido por boa parte dos times que tem poupado suas equipes no campeonato. A diretoria da confederação pensa em criar limite de jogadores inscritos na competição para evitar reservas, como revelou o blog do Marcel Rizzo. Dirigentes de clubes, no entanto, rejeitam a ideia e culpam o calendário feito pela CBF pela escalação de times mistos no Nacional.

Com a extensão de Libertadores e Sul-Americana no ano inteiro, os clubes que disputam três competições têm poupado jogadores no Brasileiro desde 2017. Isso se deve a um calendário apertado com excesso de jogos importantes já que não há redução dos Estaduais. A diretoria da CBF tem se incomodado com a principal competição ser deixada de lado.

A restrição de uso de jogadores inscritos é utilizada em campeonatos pelo mundo, entre eles a Libertadores e a Liga dos Campeões além de algumas ligas nacionais europeias. No Brasil, precisaria passar pelo Conselho Técnico da Série A composto pelos clubes para ser aprovada.

Entre os clubes que mais têm sofrido com o calendário, a medida é rejeitada. “Sou contra. Não sou eu quem faz o calendário que obriga a poupar. Se levar para votação, vou me posicionar contra”, afirmou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr.

Seu time tem poupado sistematicamente no Brasileiro para privilegiar a Copa do Brasil e a Libertadores. A estratégia é sempre priorizar a competição em que o time pode ser eliminado no próximo jogo.

“Estendeu-se a Libertadores pelo ano inteiro e fica essa superposição. Às vezes, o time pode estar disputando simultâneo pre-Libertadores ou Copa do Brasil e Estaduais. Depois, é Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro”, analisou o presidente gremista. “Isso implica em ter elencos maiores. Tem que ter elenco para atender à qualidade que a torcida espera. É a racionalidade.”

Mesmo tom de discurso foi adotado pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, cujo time também disputa as três competições. “Sou contra isso totalmente. Eles (CBF) que melhorem o calendário”, disse ele, que entende que a CBF joga para cima dos clubes um problema criado pela própria entidade. “Lógico, isso eles têm que ver na Conmebol, a Libertadores o ano todo, mais Copa do Brasil, mais Brasileiro. Quem se destaca é prejudicado”.

Outro que aponta o problema do calendário é o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que é mais uma equipe que joga as três competições ao mesmo tempo. “Sou contra (a restrição a elenco). Se o calendário fosse mais racional, nenhum clube teria necessidade de escalar times alternativos no Brasileirão”, definiu.

O calendário da CBF para o próximo ano não vai mudar muito o cenário em relação a 2018. Em linhas gerais, serão mantidos os Estaduais com 18 datas, Brasileiro espremido antes e depois da Copa América, e uma pré-temporada reduzida. A vantagem é que a Copa América é menor do que a Copa do Mundo da Rússia, com três semanas contra cinco.


Fla é mais um que erra ao priorizar Copa do Brasil ao Brasileiro
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Durante a semana, o Flamnego decidiu escalar sua força máxima na quartas de final da Copa do Brasil e poupar três titulares na rodada do Brasileiro (Rever, Léo Duarte e Diego), em duas partidas com o Grêmio. Levou um bom empate fora no mata-mata e perdeu a liderança do Nacional para o São Paulo ao ser derrotado no final de semana em uma atuação ruim e sem intensidade.

É mais um clube que adota a estratégia de priorizar uma Copa em detrimento do campeonato mais importante de pontos corridos. Fizeram o mesmo o Grêmio no ano passado ao abdicar da disputa com o Corinthians, e o Cruzeiro tem optado pela mesma prática, entre outros times.

Trata-se de um equívoco porque as premissas desse plano não se sustentam. Primeiro, há um raciocínio de que é preciso brigar em todas as frentes. Bom, o única time que ganhou a Copa do Brasil e o Brasileiro de pontos corridos na mesma temporada foi o Cruzeiro em 2003. Nenhum venceu uma das competições nacionais e a Libertadores na mesma temporada.

Mesmo na Europa, onde a maratona de jogos é menor, a tríplice coroa é feito dificílimo ocorrido com o Bayern de Munique (2013) e o Barcelona (2015), clubes com elencos bem mais completos e com domínio amplo no seu país (caso dos alemães). Na América do Sul, é quase impossível. É preciso escolher, portanto, ou não se vai a lugar nenhum.

A opção pelo mata-mata costuma ser defendida com o seguinte racicínio: faltam apenas cinco jogos para a taça na Copa do Brasil e é possível recuperar no Brasileiro. O próprio técnico rubro-negro Maurício Barbieri afirmou que seu objetivo é manter o time entre os três primeiros, isto é, não pensava em manter a liderança a qualquer custo. Vê possibilidade de recuperar.

É um raciocínio que a realidade desmente. Os pontos perdidos no Brasileiro não se recuperam, assim como a chance de enfrentar um time reserva de um forte Grêmio fora. E, se o clube poupa nas quartas-de-final, vai também evitar titulares em outras fases e serão outras rodadas meia-boca. Então, poupar no Brasileiro, é, sim, priorizar o mata-mata e deixar de lado o Nacional.

O que não se justifica porque o Brasileiro é o campeonato mais importante do país, e o mais previsível para um time forte como se desenha o Flamengo nesta temporada. É nele que pode se ter certeza de que um futebol mais consistente leva ao título.

Equivoca-se quem pensa que a Copa do Brasil é mais fácil por ser mais curta. Essas cinco partidas têm forte elemento de aleatório, de acaso, porque são decididas em dois confrontos e possivelmente em pênaltis. Veja que o Grêmio foi eliminado por um Cruzeiro inferior em 2017.  O mata-mata, portanto, deveria ser a aposta para times que não tem condição de vencer o principal campeonato.

Mesmo para o Grêmio, que está agora em terceiro lugar no Brasileiro, a opção é bem questionável porque o time tem condições de brigar pelo título caso se interesse por ele. Apresenta melhor futebol, por exemplo, do que o São Paulo. No caso gremista, há o elemento de a torcida gostar de Copas o que pelo menos torna compreensível a escolha de Renato, ainda que não seja o que se espera do planejamento mais lógico para a temporada.

Já no caso rubro-negro a escolha pela Copa do Brasil faz pouquíssimo sentido. O time era líder do campeonato, e a torcida gosta do Brasileiro competição que o clube já venceu seis vezes.  É certo que o calendário da CBF não ajuda os clubes, mas, diante do cenário já posto, cabe a dirigentes e técnicos planejarem de forma inteligente seus recursos sob pena de acreditarem em ilusões e acabarem sem nada na mão.


Com Vinicius Jr. e Arthur, Brasil tem mês recorde de vendas: R$ 867 mi
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Os clubes brasileiros tiveram um mês recorde de vendas para o exterior em julho: um total de US$ 231,1 milhões (R$ 867 milhões) de acordo com relatório da Fifa. Em nenhum mês o país obtivera tal montante que se aproxima do valor que se arrecadou no ano passado inteiro com transferências de atletas. Entre as negociações, estão Vinicius Jr. (Flamengo), Arthur (Grêmio) e Paulinho (Vasco), todos com rescisões feitas neste mês.

Com isso, o Brasil ficou pela primeira vez na lista dos cinco mercados que mais ganharam dinheiro em transferência em julho, mês mais agitado para transações entre clubes. Só países europeus ocupavam a lista nos dois anos anteriores em que a Fifa tinha feito esse relatório, em 2017 e 2016.

Explica-se: os clubes só registram os valores das transferências quando são feitas rescisões contratuais com os clubes vendedores. Neste momento, os dois clubes incluem os documentos da transação que permitem à Fifa ter acesso aos valores acertados.

Assim, só agora foi registrado o valor de venda de Vinicius Jr do Flamengo para o Real Madrid, em um total de 45 milhões de euros. Sua rescisão foi registrada em 20 de julho, apesar de o clube rubro-negro ter acertado a negociação no meio do ano passado. Já o dinheiro entrou dois terços em 2018, em torno de R$ 100 milhões, e um terço neste meio do ano, R$ 50 milhões. A CBF também só registrou a saída de Felipe Vizeu (US$ 6,5 milhões) para a Udinese no mesmo dia de seu antigo colega de ataque.

O caso de Arthur é similar. A transação entre Barcelona e Grêmio já estava previamente acertada no início do ano, mas só em julho ganhou valores definitivos com o acordo para ida antecipada do jogador para a Espanha. A transferência se deu por 31 milhões de euros e a rescisão foi registrada no BID da CBF em 19 de julho.

Outro que teve sua negociação acertada em abril foi Paulinho, negociado pelo Vasco ao Bayer Leverkusen. O rompimento de seu contrato com o clube carioca ocorreu em 25 de julho, quando foi registrado o valor de 20 milhões de euros no sistema TMS da Fifa.

Entre outras transações importantes, há o atacante Roger, negociado pelo Palmeiras que estava emprestado ao Atlético-MG. Ele se transferiu ao chinês Shandong Luneng por um total de 9,5 milhões de euros. Por fim, o São Paulo negociou o peruano Cueva com o Krasnodar por 8 milhões de euros.

Para efeito de comparação, o valor obtido pelos clubes brasileiros de R$ 867 milhões praticamente cobre os R$ 916 milhões ganhos em toda a temporada de 2017. Para se ter ideia, o Brasil arrecadou mais do que o mercado inglês, que é o maior comprador, mas também negocia jogadores com outros países europeus. Espanha e Alemanha ficaram na casa de US$ 300 milhões em ganhos com negociações de jogadores. A liderança ficou com a França com US$ 428 milhões.

Entre os que mais investiram, estão a Inglaterra e a Itália, esta puxada pela negociação de Cristiano Ronaldo entre Real Madrid e Juventus. No total, os ingleses gastaram US$ 730 milhões com jogadores no mês de julho, e os italianos, US$ 719 milhões. Esse número indica um claro reaquecimento do mercado da Itália que estava atrás dos outros anteriormente.

No geral, o mercado de transferências cresceu 17% nesta temporada em relação a anterior, demonstrando que continua a escalada de custo com aquisição de jogadores vista nos últimos anos. No total, foram US$ 4,8 bilhões em transferências neste ano.


VAR estreia em versão reduzida no Brasil e precisa baratear para expandir
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Após dois anos do início do projeto do árbitro de vídeo, a CBF vai estrear a tecnologia na Copa do Brasil em uma versão reduzida, um pouco diferente da que se viu na Copa do Mundo. A questão é financeira, e o projeto se inicia com o desafio de cortar custos e acertar a operação para emplacar o mecanismo em larga escala no país. De início, haverá VAR em 14 partidas na competição de mata-mata, sendo as duas primeiras Grêmio x Flamengo e Corinthians x Chapecoense.  Enquanto isso, o Brasileiro-2019 ainda tem uso da tecnologia incerto, dependendo dos valores e da disposição dos clubes de pagarem por isso.

Na Copa do Brasil, o custo do VAR será de R$ 50 mil por jogo, mesmo valor oferecido aos clubes em proposta para o Brasileiro-2018. Assim, a CBF gastará apenas R$ 700 mil com os 14 jogos, pagos para a empresa Broadcast, que fornecia serviços para a TV Globo como produtora de imagens.

Ela foi escolhida por meio de uma concorrência, mas não foi a que apresentou o menor preço entre as dez companhias que disputaram o serviço. A diretoria da confederação entendeu que era preciso contratar aquela que tivesse a maior capacidade técnica na sua avaliação, pois não poderiam ocorrer erros graves sob o risco de comprometer o projeto.

“O objetivo principal é mitigar riscos, porque previne os erros mais graves do futebol brasileiro. Não é tolerável um erro grave, por isso estamos investindo nesta ferramenta”, afirmou o diretor de VAR da CBF, Ricardo Bretas.

Para o Brasileiro-2019, Bretas vai montar projetos com preços diferentes para tentar convencer os clubes a investir no VAR, até porque, novamente, a CBF não vai aceitar bancar a implantação do mecanismo. A ideia é apresentar projetos mais baratos com concorrência com outras operadoras.

Há questões operacionais que também serão examinadas, na prática, a partir de agora na Copa do Brasil. Para o torcedor que se acostumou com o recurso durante a Copa do Mundo, a versão nacional do VAR será um pouco diferente. Instruções básicas têm de ser iguais às aplicadas pela Fifa na Copa por conta do protocolo internacional, mas alguns detalhes não se repetirão. Veja ponto a ponto como funcionará o árbitro de vídeo no Brasil:

Quando será aplicado

O VAR será para lances capitais de gol, como impedimento, marcação de pênaltis, cartões vermelhos (incluindo ofensas) e identidade equivocada de um jogador que cometeu ato para expulsão. A tecnologia só será usada após o árbitro de campo ter tomado uma decisão. Pelo protocolo, só pode ser utilizado para erros claros, não para lances interpretativos.

Como será o procedimento

A consulta ao VAR pode ser feita de forma silenciosa pelo árbitro de vídeo que manda seguir se não houver irregularidade. Caso o árbitro de vídeo veja um problema, pode indicar a revisão da decisão do juiz de campo que também pode pedir para ver o lance. Neste caso, a revisão será feita em uma tela ao lado do campo, e o árbitro sinalizará para os torcedores. A revisão só pode ser feita se o jogo não tiver sido reiniciado.

Tempo de paralisação

A CBF instruiu seus árbitros a tomar o tempo necessário para fazer a revisão do lance, sendo mais importante acertar do que a demora para ter uma palavra final. Na Copa da Rússia-2018, a Fifa indicou que houve pouco tempo perdido com paralisações. A comissão de arbitragem da CBF estima paradas em 50 segundos e 1 minuto, mas admite que a paralisação pode se estender por mais tempo.

Quais imagens serão utilizadas

Cada jogo terá entre 14 e 16 câmeras disponíveis com imagens captadas pela TV Globo e pela Fox Sports. Pelo protocolo, as imagens têm que ser as mesmas vistas pelos torcedores e as emissoras não podem ter imagens que não sejam mostradas à confederação. A comissão de arbitragem da CBF orientou os juízes de VAR a olhar o máximo de ângulos possíveis, e não se fixar apenas na primeira percepção de uma câmera.

Gravação do VAR

Todas as ações e comunicações na sala do VAR serão gravadas pela CBF. Esse material será usado no caso de ataques a integridade da competição ou para educar árbitros. Mas o material não será disponibilizado para clubes que se sintam prejudicados por decisões do árbitro a não ser em casos excepcionais.

 

 


Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


CBF pede a Corinthians e Grêmio liberação de atletas antes da Libertadores
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Com Pedro Ivo Almeida

A comissão técnica da seleção vai conversar com Corinthians e Grêmio para tentar liberar Cássio e Geromel antes dos jogos finais dos clubes na primeira fase da Libertadores. Mas a própria CBF reconhece que os dois times têm a prerrogativa de segurar os jogadores, de acordo com as regras da Conmebol.

Pelas regras da Fifa, o período entre 20 e 27 de maio deveria ser para o descanso de atletas. Na Europa, teoricamente, os atletas convocados não podem mais jogar a não ser a final da Liga dos Campeões. Só que, na América do Sul, pode haver jogos neste período.

A apresentação da seleção está marcada para segunda-feira. Então, Cássio e Geromel chegariam três ou quatro dias atrasados. Isso porque o Grêmio joga no dia 23 de maio, contra o Defensor, e o Corinthians, no dia 24 de maio, diante do Milionários.

“A Conmebol mandou uma carta para nós dizendo que os clubes têm essa prerrogativa de ficar com os atletas neste período”, contou o coordenador técnico da seleção, Edu Gaspar. “Na quarta-feira e na quinta, eles poderiam jogar pelo clube, mas vamos conversar com o clube. Seria responsabilidade dos clubes segurar os atletas quando já estariam convocados. Vamos explicar isso.”

A palavra final, no entanto, será dos próprios clubes que poderão negar a convocação antecipada. No início da semana, estão previstos exames e testes físicos, considerados essenciais pela comissão técnica. Contundido, Fagner irá se apresentar no prazo.


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Oferta do Fla recusada por Renato Gaúcho era de R$ 1 milhão mensal até 2020
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A oferta da diretoria do Flamengo para o técnico Renato Gaúcho era pouco menos de R$ 1 milhão por mês para ele e sua comissão técnica. Foi esse o valor que o treinador recusou para ficar no Grêmio como anunciou no domingo após a conquista do título Gaúcho.

Na semana passada, como noticiou o UOL, dirigentes rubro-negros decidiram investir no técnico gremista porque era um consenso na cúpula. Inicialmente, pensou-se em Cuca, mas ele tinha muita resistência no clube. Depois, voltaram-se para Renato. Ao mesmo tempo, também sondaram o tricolor Abel Braga.

Na semana passada, a diretoria do Flamengo, de fato, formatou uma oferta financeira para o técnico. Estava autorizado que o clube gastasse um valor pouco menor do que R$ 1 milhão por mês para o ter o treinador. Mais do que isso, também foi prometido a ele um contrato de dois anos com multa rescisória em caso de demissão. Não foi possível apurar o valor da multa.

Esse pacote era uma demonstração do esforço dos cartolas para contar com Renato Gaúcho. Afinal, o valor era superior ao que o treinador recebe no Grêmio. Além disso, no clube gaúcho, ele tem contrato até o final do ano com rescisão de dois salários em caso de saída. No caso do time carioca, o acordo iria além do mandato do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

A aposta rubro-negra era ainda na vontade declarada de Renato de um dia treinar o Flamengo, time pelo qual jogou. Por isso, os cartolas entenderam que havia chance e fizeram uma oferta apesar da terem boa relação com o Grêmio.

Sem Renato, a diretoria do Flamengo ainda não tomou uma decisão sobre o substituto de Paulo César Carpegiani. O interino Maurício Barbieri vai dirigir o time na estreia do Brasileiro diante do Vitória.