Blog do Rodrigo Mattos

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Com Libertadores, Grêmio terá receita R$ 59 mi maior em 2017
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Impulsionado pela boa campanha na Libertadores, o Grêmio terá uma receita pelo menos R$ 59 milhões maior do que o previsto para 2017. Os principais fatores para esse aumento são a venda de Pedro Rocha, o aumento do quadro de associados e as premiações da competição sul-americana. Esses fatores estão ligados ao bom desempenho no campeonato, direta ou indiretamente.

A previsão inicial do Grêmio para o ano era de uma receita de R$ 266 milhões. Essa estimativa vinha sendo cumprida em valor bem próximo no primeiro semestre do ano quando a renda ficou em R$ 137 milhões, segundo o balancete do clube.

Mas, no segundo semestre, o avanço do time gremista na competição continental levou ao crescimento das receitas e a uma revisão orçamentária. O valor revisto de receita é de R$ 325 milhões, isto é, R$ 59 milhões maior do que  o valor anterior.  Ressalte-se que isso não inclui renda de bilheteria que fica com a OAS por conta de acordo da arena.

“Não é só a Libertadores. Houve um aumento do quadro associativo, a venda de Pedro Rocha”, explicou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr ao blog. “O título traz ganho para nossa história, para nossa parte esportiva.”

A negociação do jogador atingiu R$ 45 milhões, a maior da história. Assim, o clube superou a previsão de R$ 61,2 milhões com venda de atletasjá que Wallace fora negociado no primeiro semestre. Mas o desempenho na Libertadores foi fundamental para despertar o interesse do Spartak tanto em Luan quanto em Pedro Rocha.

Pois bem, além disso, o Grêmio terá uma receita de pelo menos US$ 1,5 milhão na final se for vice, e US$ 3 milhões em caso de título da Libertadores. Isso representaria cerca de R$ 10 milhões extras já que só havia previsão de R$ 1 milhão em premiações e loterias neste semestre. Caso ganhe a competição, haverá ainda as cotas do Mundial da Fifa em dezembro.

Em paralelo, há o aumento do quadro associativo citado por Bolzan que tem relação direta com a Libertadores. Tanto que o Grêmio chegou a 92 mil sócios perto da final, e a diretoria estima atingir 100 mil até o final do ano. As associações ocorrem por conta da vontade de comprar ingressos e por conta do bom momento do time.

 


Grêmio articula apoio político e vai à Conmebol para reclamar de arbitragem
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Com Jeremias Werneck

A diretoria do Grêmio buscou apoio político e vai se encontrar com o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, para reclamar da arbitragem do primeiro jogo da final da Libertadores. O encontro foi articulado com o representante brasileiro na confederação sul-americana Reinaldo Carneiro Bastos, que é também presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol). É uma forma de contrabalancear um suposto peso argentino e do Lanús nos bastidores da entidade. A reunião ocorrerá nesta sexta-feira.

No jogo da Arena do Grêmio, o chileno árbitro Julian Bascuña deixou de dar um pênalti no último minuto no atacante Jael, empurrado na área. Outra reclamação gremista é em relação ao cartão amarelo dado para o zagueiro Kanemann em lance na área – o jogador ficou suspenso para a final.

No dia seguinte, ainda há indignação entre cartolas gremistas e as palavras para descrever a arbitragem são roubo. O presidente Romildo Bolzan Jr decidiu recorrer diretamente a Carneiro Bastos por entender que ele tem maior articulação dentro da Conmebol. De fato, ele é o principal elo do futebol brasileiro na confederação sul-americana.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, perdeu espaço por não poder viajar ao exterior por ser indiciado pela Justiça dos EUA. Por isso, a diretoria gremista nem recorreu ao mandatário da confederação – Carneiro Bastos tem um cargo na CBF.

A tendência é que seja marcada entre a diretoria gremista e Dominguez, além de possivelmente o chefe de arbitragem da Conmebol, Wilson Seneme. Um dos principais questionamentos será por que Bascuña não recorreu ao árbitro de vídeo para verificar o lance de pênalti em Jael se o dispositivo eletrônico estava disponível. Outro protesto é pela falta de critério no cartão dado a Kanemann.

Outra questão foi a indicação do argentino Hector Baldassi para assessor internacional de arbitragem para a segunda partida da decisão. Pelo regulamento da Libertadores, no artigo 13.3, é vedado que o escolhido para esta função seja da mesma nacionalidade de um dos times disputantes da final, e o Lanús é argentino.

Um terceiro temor é uma suposta influência do Lanús nos bastidores da Conmebol. A busca de Carneiro Bastos como ponto de apoio foi justamente para ter maior peso nas reclamações à Conmebol.


Histórico do Brasileiro indica G4 definido com Palmeiras e Santos
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Além do título praticamente garantido do Corinthians, o Brasileiro tem um G4 dos times classificados para fase de grupo da Libertadores consolidado após a 34a rodada. Pelo menos é o que indica o histórico do Nacional. Assim, Palmeiras, Santos e Grêmio só perderiam as vagas por uma virada inédita.

A vitória palmeirense sobre o Flamengo foi decisiva para esse quadro, assim como a derrota botafoguense para o Atlético-PR no sábado. Com isso, o Santos, quarto colocado, tem cinco pontos à frente do alvinegro carioca, e o time alviverde, seis. Quinto, o Cruzeiro já está na Libertadores pelo título da Copa do Brasil.

Nos pontos corridos, a maioria das edições tem no máximo uma troca de posição no G4 nas quatro rodadas finais. Há uma exceção em 2009 quando houve duas mudanças de colocações: Cruzeiro e Internacional roubaram os lugares de Palmeiras e Atlético-MG.

Na 34a rodada daquele ano, o Inter tinha três pontos menos do que o Atlético-MG, que era o quarto colocado, e o Cruzeiro estava dois pontos atrás. É verdade que o time colorado tinha então cinco pontos a menos do que o Palmeiras, que teve queda vertiginosa no final do Brasileiro-2009. Mas a equipe alviverde era a segunda, não a quarta como o Santos.

Além disso, o time de Elano jogará nesta segunda-feira contra a Chapecoense e pode aumentar a diferença para o sexto Botafogo. Ou seja, os dados indicam que, para aqueles que estão fora e querem uma vaga direta na Libertadores, resta torcer para o título do Grêmio para abrir uma novo posto Assim, equipes como Botafogo, Flamengo e Vasco teriam uma chance. Com quatro lugares, será complicado.

No caso de conquista rubro-negra na Sul-Americana, com gremista na Libertadores, se abriria uma nova vaga e seriam nove brasileiros na principal competição continental. Neste caso, haveria um inédito número de sete equipes nacionais na fase de grupo, e duas na pre-Libertadores, classificando até o nono do campeonato.


Globo vai passar duas finais da Libertadores com Grêmio para todo o Brasil
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A Globo decidiu transmitir os dois jogos da final da Libertadores com o Grêmio para todo o Brasil. É uma medida que aumenta a visibilidade dos jogos e da competição, já que são raras partidas fora do eixo Rio-SP que vão para o país inteiro.

A Conmebol fez um calendário que privilegia a final entre Grêmio e Lanús, tirando qualquer coincidência com outras partidas. As semifinais da Sul-Americana foram deslocados para terça-feira e quinta-feira, quando atuará o Flamengo diante do Junior de Barranquilla.

Na última vez em que um brasileiro esteve na final, a Globo transmitiu apenas a derradeira final entre Atlético-MG e Olimpia para todo o país. O primeiro confronto coincidiu com jogos de times cariocas e paulistas, e por isso ficou apenas em parte do Brasil na TV Aberta.

Mas a Globo tem obtido audiências significativas com futebol neste ano. E já tinha exibido Flamengo x Cruzeiro, na final da Copa do Brasil, para todo o país.


Fifa inicia discussão de reforma do Mundial e volta de Intercontinental
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A aprovação pelo Conselho da Fifa do reconhecimento da Copa Intercontinental como Mundial ocorre juntamente com o início da discussão da reforma do Mundial de Clubes. A Conmebol tem um projeto de retorno da disputa entre campeões sul-americanos e europeus que ganha força, embora seja previsto uma resistência de outros continentes. A Fifa iniciou um processo formal para debater as duas competições, e o Mundial pode substituir a Copa das Confederações.

Desde que assumiu, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem mostrado não estar satisfeito com a atual disputa de clubes. Entende que é pouca atrativa e rentável para a entidade.

Após a reunião, a Fifa informou que iniciou período de consulta sobre os formatos de torneios, inclusive o de clubes. Serão apresentados várias fórmulas em encontros da entidade. A intenção é aprovar formatos finais na próxima reunião do Conselho da Fifa em março de 2018, em Bogotá.

Infantino reconheceu, em coletiva, que é hora de discutir o modelo do Mundial e “diferentes modelos.” Mas ressaltou que tem que se pensar nos campeonatos continentais em todo o mundo, não só na Europa e na América do Sul.

“Temos competições continentais fortes. E tem outras competições que querem ficar fortes. Enquanto o tempo evoluiu, outros clubes querem participar (fora Europa e América do Sul). Se podemos começar com algo novo, e que possa ajudar todas as confederações, temos que pensar em todos os clubes do mundo”, afirmou Infantino. Uma possibilidade levantada por ele é usar o período da Copa das Confederações, que vai acabar, para realizar o Mundial de Clubes.

Há contratos com o atual formato do Mundial de Clubes até 2018, isto é, até lá a competição continua. Para depois disso, estão sendo estudadas alternativas. Uma delas é justamente a volta da Intercontinental. É possível também uma reformulação do Mundial.

A Conmebol iniciou uma negociação com a UEFA no sentido de retomar a disputa entre os campeões da Libertadores e da Liga dos Campeões. A entidade europeia é simpática a ideia. Resta procurar patrocinadores e convencer as outras confederações continentais. O assunto ainda não foi tratado na reunião desta sexta na Fifa.

A reunião do Conselho que aprovou o reconhecimento à Intercontinental foi uma demonstração de que pode haver resistência à ideia. Dirigentes africanos se mostraram contrariados porque clubes do país não participavam da disputa, mas acabaram aceitando. Quando a volta da competição entrar na pauta da Fifa, há boas possibilidades de reação parecida de continentes que ficaram de fora.


Conmebol busca apoio da Uefa por aval da Fifa a Mundiais de Santos e Fla
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A Conmebol busca um apoio da UEFA para conseguir a chancela da Fifa como Mundiais dos títulos intercontinentais disputados entre europeus e sul-americanos. Como revelou o blog do Marcel Rizzo, o Conselho da Fifa, que se reunirá na Índia, tratará da questão em reunião no dia 27 de outubro após um pleito da confederação sul-americana.

Entre os clubes brasileiros que serão beneficiados, estão o Santos (1962/1963), Flamengo (1981), Grêmio (1983) e São Paulo (1992/1993). Todos venceram seus títulos em confrontos entre sul-americanos e europeus na competição intercontinental organizada pela Conmebol e pela Uefa. Portanto, já têm a chancela dessas duas.

Exatamente por isso que a Conmebol decidiu por pedir o apoio da federação europeia em sua demanda. Até porque há uma negociação entre as duas partes para a retomada da Copa Intercontinental, que pode substituir o Mundial da Fifa no formato atual. Essa conversa, no entanto, ainda depende de uma decisão da Fifa sobre o assunto.

A cúpula da Conmebol decidiu pedir pelo reconhecimento da Fifa à Intercontinental porque esta é uma demanda das associações nacionais do continente. Essas foram ouvidas pela confederação sul-americana.

O próprio presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, é ligado ao Olimpia, time paraguaio que ganhou a Intercontinental em 1979. Mas há a consciência de que a medida atenderia vários times do continente, da Argentina, Brasil, etc.

É provável que a confederação sul-americana faça uma apresentação do tema no Conselho da Fifa para justificar sua demanda. Mas, como de hábito na Fifa, não é certo que seja tomada uma decisão já nesta reunião.

PS: Na opinião deste blog, a iniciativa da Conmebol é até válida, mas uma decisão da Fifa não muda a importância do torneio, seja ela favorável ou não à demanda. A Copa Intercontinental era o Mundial de Clubes da época e definia o melhor time do mundo tanto quanto o posterior Mundial da Fifa. Afinal, a Intercontinental reunia os times vencedores das duas principais competições de clubes e tinha a chancela das duas confederações continentais que de fato possuíam equipes competitivas.


Presidente gremista ‘estranha’ escalação de Héber no jogo com Corinthians
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O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, criticou a comissão de arbitragem da CBF pela escalação do árbitro Héber Roberto Lopes para o jogo diante do Corinthians, repetindo críticas que fizera à ESPN. Ele afirmou que não tem intenção de ofender o juiz, mas considera o tecnicamente inapropriado para a partida.

“Estranho a escalação. Estava fora da escala por algum tempo. Estranho”, afirmou Bolzan ao blog. Em seguida, ressaltou que não tem objetivo de adjetivar o juiz, nem intenção de ofender o juiz.  (A ESPN publicou que ele se referiu a Héber como “vagabundo paranaense”. Bolzan não disse isso ao blog)

Para explicar sua rejeição a Héber, Bolzan fez menção ao seu histórico como árbitro e não a problemas específicos com o Grêmio. “Pelo histórico dele, não entendo que seja um árbitro de primeira linha. Pode ser considerado, mas não é.”

O dirigente gremista disse que não aponta a escalação como uma tentativa de favorecimento ao Corinthians, mas entende que Héber costuma ajudar times da casa. “É um árbitro localista.”

Sua reclamação com a CBF é mais ampla ao indicar que o Grêmio tem tido árbitros ruins escalados em seus jogos. Citou juízes que atuaram nos jogos com Fluminense, Coritiba e Cruzeiro. Entende que não necessariamente o resultado foi influenciado, mas os juízes não eram de primeira linha.

O blog tentou ouvir o presidente da comissão de arbitragem da CBF, mas não conseguiu o contato.


Com rivais mal, Corinthians pode ser campeão com baixa pontuação no returno
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Mais uma rodada em que o Corinthians perdeu pontos, mas manteve a vantagem de 10 pontos na liderança do Brasileiro. Com campanha ruim no returno, o time paulista aumentou sua diferença. Explica-se: os números indicam que as equipes do G4 (exceção ao alvinegro) têm um dos piores desempenhos nos pontos corridos.

No final de semana, o Corinthians empatou o clássico diante do São Paulo, mas o Grêmio perdeu do Bahia. Santos e Palmeiras venceram, e o time da Baixada assumiu a segunda colocação. Ambos têm pontuado melhor do que os corintianos, mas não para se aproximarem de forma consistente.

Diante desse cenário, o time de Parque São Jorge pode ser campeão mesmo que não recupere seu rendimento original. Mas ficará ameaçado se um dos outros times do G4 reagir e melhorar sua campanha. Vamos aos números.

No primeiro turno, o Corinthians teve o espetacular aproveitamento de 82,5% dos pontos. Mas, no segundo turno, acumula apenas sete pontos, com aproveitamento de 38,8%. Caso mantenha esse rendimento, acabaria com 69 pontos. É um patamar que não costuma levar a título: só aconteceu com o Flamengo em 2009 em um campeonato de baixa pontuação. Em outros casos, vices-campeões tiveram mais pontos.

Mas isso é justamente o que ocorre com os rivais corintianos: baixa pontuação para quem está na elite. O Santos tem o pior desempenho de um vice-líder com 25 rodadas. O único que o iguala era o São Paulo, justamente em 2009, com os mesmos 44 pontos.

Ora, se o time da Baixada mantiver o atual desempenho, acabará com 67 pontos. Ou seja, ficaria abaixo do Corinthians mesmo que o time de Fábio Carille continue a jogar mal, e mantenha o desempenho ruim do returno.

Em resumo, a não ser que os outros três times do G4 consigam melhorar consideravelmente seus rendimentos, o título não sairá do Parque São Jorge ainda que o Corinthians não volte a jogar como no primeiro turno.


Dinheiro encheu Libertadores de brasileiros, bola só deixou Grêmio avançar
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Por razões econômicas, a Conmebol encheu a Libertadores-2017 de brasileiros com um total de oito times. Mas, no funil da bola, só sobrou o Grêmio na semifinal, exatamente como foi no ano passado como o São Paulo. O time gaúcho sobreviveu no limite diante do Botafogo, e o Santos caiu diante do letal Barcelona de Guayaquil.

Finda a fase pré-Libertadores, o Brasil tinha oito times na Libertadores dos 32 da fase de grupos. Eram 25%, e eram os de orçamentos mais recheados em relação ao continente como de hábito. E o maior rival Argentina vivia uma crise de pré-temporada, além de ter menos equipes e dinheiro.

Na primeira fase, ficou o milionário Flamengo e a Chapecoense envolvida em questões de jogador irregular. Dos seis que foram à frente, o Atlético-PR perdeu para um brasileiro, o Santos. Mas tanto Palmeiras quanto Atlético-MG foram eliminados com justiça para Barcelona de Guayaquil, e Jorge Wilsterman.

Agora, nas quartas, cai o Santos que é terceiro no Brasileiro, mas baseia seu jogo mais na defesa do que no ataque. E, com vários desfalques como Lucas Lima, o time santista tentou tirar o Barcelona com cautela, e pouco risco. O time equatoriano tem uma defesa bem posta, velocidade e um ataque rápido.

Já o sobrevivente Grêmio mostrou, de fato, o melhor futebol entre os brasileiros na Libertadores. Sobrou na primeira fase, não teve dificuldades nas oitavas-de-final. Mas caiu de rendimento depois disso, perdendo Pedro Rocha (transferido) e Luan (contundido) – Geromel ainda voltou fora de ritmo.

E a equipe teve enorme dificuldade diante do lutador Botafogo. Durante o primeiro tempo, o time carioca marcou mais avançado, colocou a defesa gremista sobre pressão e teve mais chances de gol, mais do que teve em todos os seus jogos decisivos. E teve três ou quatro boas chances de gol, mas não se aproveitou da defesa perdida do Grêmio nesta etapa.

No segundo tempo, o time de Renato Gaúcho reagiu, mais na pressão do que na qualidade de passe que apresentou durante o ano. E foi na pressão que Barrios ganhou pelo alto um cruzamento e fez o gol. Em desvantagem, o Botafogo perdeu o sentido do seu jogo, pois não consegue se achar quando tem que atacar o rival.

No dinheiro, a Conmebol encheu a Libertadores de brasileiros. Na bola, só deu para o Grêmio ir às semis.

 


Um empate gremista no Rio. Será que o Botafogo chegou no seu limite?
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O cenário não poderia ser mais favorável ao Botafogo antes do primeiro jogo das quartas da Libertadores: o Grêmio tinha dois desfalques importantes, era um jogo em casa e o time vinha animado por vitória em um clássico. Mas a equipe gaúcha controlou, na maior parte do tempo, o jogo e saiu com o empate que lhe favorece. E leva um favoritismo para o Sul.

De início, esperava-se um Grêmio com mais posse de bola do que o Botafogo pelas características das duas equipes. E assim foi.

Mas também seria esperado que o time carioca se aproveitasse da ausência de Geromel para achar espaços nos contra-ataques de bolas longas que são o seu forte. Ainda mais com um Bressan, longe da segurança do titular, na zaga gaúcha. E assim não foi.

Ao final do jogo, foram quatro conclusões, sendo apenas uma no gol. Levou perigo em bolas alçadas como quando Bruno Silva ganhou da defesa gremista, ou quando Roger chutou em cima da zaga. Mas foi pouco para um mandante.

Verdade seja dita que o Grêmio teve mais conclusões, mas não foram lá tão claras. O seu jogador mais efetivo era o meio-campista Arthur. Meio-campista, sim, porque domina todas as funções que se executa nesta faixa do gramado. Toma a bola, sai com ela com qualidade, ocupa os espaços como se deve para apoiar, e aparece na frente para chutar. Destaque absoluto do jogo.

Faltava a presença de Luan para haver o mesmo pensamento lúcido mais à frente. O Grêmio ainda se ressente do recém-saído Pedro Rocha que somava inteligência à velocidade, enquanto Fernadinho tem apenas a segunda qualidade.

Houve um lance duvidoso de entrada de Edílson em Gilson na área gremista. Após ver o replay três vezes, não cheguei a uma conclusão se houve ou não a falta. Ao final, de saldo, o Grêmio teve 10 conclusões, contra quatro do Botafogo, além de 54% de posse de bola e mais passes certos.

E, como o Grêmio deve ter seu craque no segundo jogo, e também seu estádio, se torna naturalmente o mais forte candidato à vaga brasileira nas semifinais. Ao trabalho muito bem feito pelo técnico Jair Ventura tem faltado recursos ofensivos nos momentos decisivos. Mas ressalte-se que o Botafogo já superou momentos difíceis nesta Libertadores: resta saber se agora chegou ao seu limite ou vai além.