Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Levir Culpi

Por que o Santos preferiu Levir a Seedorf para seu comando técnico
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Quando anunciou a demissão de Dorival Junior, a diretoria do Santos passou a receber ofertas de treinador de diversos cantos, fossem estrangeiros ou brasileiros. Mas, no domingo em que decidiu pela troca, o presidente santista Modesto Roma Junior concentrou-se em dois currículos que faziam sentido para ele: Levir Culpi e Seedorf apesar de ver outras boas opções.

O nome de Culpi surgiu naturalmente na diretoria santista após a saída de Dorival Jr. Já Seedorf foi oferecido por empresário e chamou a atenção do presidente santista, mais do que qualquer outro dos estrangeiros que lhe apresentaram.

De frente para os dois currículos na noite de domingo, Modesto analisou que o holandês estava há algum tempo longe do futebol brasileiro, desde sua saída do Botafogo. Sua readaptação no país poderia levar um tempo, tempo que o Santos não tinha em meio à disputa de três competições, Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Por outro lado, o presidente santista ficou impressionado com um fato no currículo de Levir. Em boa parte das vezes que ele deixava um clube, acabava voltando alguns anos depois. Isso ocorreu em três clubes, Atlético-MG, Cruzeiro e Coritiba. Para o dirigente, ninguém volta a um clube se não tiver deixado uma marca. Então, a preferência recaiu sobre Levir.

Ressalte-se que o próprio Dorival Jr. tem a mesma característica no Santos. Retornou após um bom trabalho e ficou dois anos. Por isso, tem o respeito da atual diretoria santista que o vê como bom treinador.

A demissão de Dorival Jr. foi decidida menos por causa de resultados, e mais pela insistência por opções que não funcionavam. Por exemplo, a utilização de Yuri na zaga ou deixar Vecchio sem ser aproveitado. O desgaste de dois anos de trabalho pesou. Por isso, chegou a vez de Levir.


Heróico, enorme, Galo dá virada improvável sobre o frio Corinthians
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Com menos de 5min, Paolo Guerrero ganhou a disputa com Jemerson e mandou uma bala certeira no canto de Victor para abrir o placar. Pronto, a vaga na semifinal estava decidida em favor do Corinthians com dois gols de vantagem. Será? Talvez para um time normal, talvez para uma torcida normal. Não para o Galo.

E o que poderia ser um jogo inteiro modorrento, tornou-se a partida mais emocionante da temporada 2014. Porque há jogadores no Atlético-MG que simplesmente não aceitam que algo é impossível, que existem limites físicos e técnicos para um time. Do outro lado, estava um Corinthians que se fia no pragmatismo e frieza de seu técnico Mano Menezes. Não é o suficiente em jogos diferentes como o desta quarta-feira.

E o heroísmo do Galo começou com a presença de Diego Tardelli em campo. Apareceu para jogar depois de ficar 25 horas em um voo vindo da China e de ter atuado ontem pela seleção. Aguentou um tempo e meio, com intensidade.

Do lado corintiano, o contido Mano preferiu deixar Gil e Elias de fora. Talvez, o pensamento correto sob o ponto de vista técnico, e físico. Mas, às vezes, ão adianta ficar só preso ao manual.

Logo depois de tomar o primeiro gol, o Galo reagiu com um gigante Guilherme, o melhor em campo. Atuando como meia, às vezes quase um volante, ele lançou uma bola para Luan empatar de cabeça. Luan, aquele que tinha fraturado costelas. Guilherme, aquele que é centroavante. Não era lendo manual que o time mineiro viraria.

O mesmo Guilherme chutou da entrada da área, e a bola desviou e enganou Cássio. O improvável parecia conspirar a favor do Galo.

Acaba o intervalo e Tardelli continuava a correr. Não dava para entender. Ele meteu bola preciosa para Maicosuel perder o gol. Saiu, enfim, exausto. Mas ainda havia Guilherme que aproveitou um rebote e mandou na trave e no gol.

Faltavam 15min. Era muito jogo pela frente para o Galo. E sobrou para Edcarlos fazer o quarto, formado mais um herói improvável. Quando parecia que faltaria pernas, quando lhe faltava o craque, o time mineiro sobrou em coração e em torcida. Era o suficiente.

Ao final, o técnico Levir Culpi admitiu que sofria de arritmia cardíaca. Foi engraçado. De Mano Menezes, não se ouviu uma palavra em campo. Só o grito da torcida do Galo ecoava.

 


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