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São Paulo discute pay-per-view e luvas com Globo por Brasileiro-2019
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O São Paulo acertou a maior parte das condições dos contratos com a Globo de TV Aberta e pay-per-view para o Brasileiro, de 2019 a 2024, mas ainda faltam alguns itens. Há uma discussão sobre ppv e luvas, entre outras questões menores. O Conselho de Administração já referendou os pontos principais e deu autorização para a negociação. Falta fechar esse itens e a aprovação no Conselho Deliberativo.

Em 2016, o São Paulo tinha aceitado a proposta de TV fechada da Globo. Por isso, levou luvas de R$ 60 milhões. Ficaram em aberto os contratos de TV Aberta e ppv que foram reprovados no Conselho Deliberativo no final de 2016.

Desta vez, dirigentes são-paulinos entendem que há mais chance de o negócio ser fechado. No geral, as condições do contrato são iguais aos de outros clubes que já assinaram com a Globo com exceção daqueles que têm acordos com o Esporte Interativo. O São Paulo passa a entrar na distribuição de 40% de divisão igual, 30% por exibição em aberta, e 30% por premiação por posição na tabela.

A diretoria do clube ficou satisfeita porque qualquer partida em TV Aberta, mesmo que seja só para o interior do Estado, contará para calcular a cota. E dirigentes são-paulinos avaliam que o São Paulo só perde para o Corinthians no Estado de SP em aparições na Globo.

Em relação ao pay-per-view, a distribuição é de acordo com os assinantes que se declarem torcedores do clube. Mas o Flamengo e o Corinthians conseguiram uma garantia extra de um percentual mínimo que ganham mesmo se não atingirem esse patamar. A diretoria do São Paulo tem consciência do mecanismo e gostaria de contar com ele, mas sabe ser mais difícil conseguir porque demorou a fechar com a emissora.

As luvas oferecidas pela Globo em 2016 eram de R$ 20 milhões, proposta que depois saiu da mesa. Há uma discussão entre as partes. Mas a tendência é o clube ficar pelo menos com esse patamar, e talvez poder ter flexibilidade para receber uma parte do dinheiro antes. Neste caso, teria luvas totais parecidas com a do Grêmio, que levou R$ 80 milhões. Ficaria abaixo de Flamengo e Corinthians.

Ao contrário de 2016, a diretoria do São Paulo não está com pressa porque seu caixa está mais folgado e não precisa das luvas de imediato. Na visão da cúpula do clube, essa negociação não deve dar para trás, restando ser aprovada no Conselho.

Em relação à Adidas, a avaliação no Conselho de Administração são-paulino é de que a empresa apresentou o maior valor global, considerando material, royalties e possibilidade de vendas de camisa. A análise é de que a Adidas investe bem mais em propaganda e tem uma distribuição melhor do que a Under Amour. Por isso, devem aumentar as vendas de camisas.

A proposta da Under Amour teve uma redução em relação ao que pagava anteriormente ao São Paulo em torno de 15%. Por isso, ficou claro para conselheiros que a proposta da Adidas era mais vantajosa. A troca de material esportivo ocorrerá em julho deste ano.


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