Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Manchester City

Juventus, City, aspirante. Gigantes da internet vão ao futebol por beiradas
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A previsível entrada dos gigantes da internet (Facebook, Netflix, Amazon, etc) na briga de direitos de transmissão de futebol já começa a ocorrer pelas beiradas. Times de futebol já fecham acordos por direitos paralelos como a produção de séries de bastidores, e campeonatos de jovens já são explorados. Dirigentes já os esperam nas próximas disputas pelas competições.

Nesta semana, o Manchester City anunciou um acordo de 10 milhões de libras para a produção de uma série na Amazon. A ideia é explorar os bastidores da campanha. Houve complicada negociação para não interferir nos direitos sobre Premier Legue a Champions League.

Antes, a Juventus fizera acordo similar com o Netflix, também para a exploração dos bastidores de suas campanha. A ideia é repetir o que foi feito com time de futebol urnivesitário, que já está no cardápio da empresa.

Há dois meses, o executivo do Manchester United Ed Woodward previu que a Amazon e o Facebook já devem fazer parte da próxima disputa de direitos pela Premier League. Claro, é uma previsão, sem certeza, mas a cada vez ganha mais chances de se concretizar.

Inicialmente, o Facebook tinha se posicionado de que não investiria em direitos, mas isso tem caído por terra. Tentou, sem sucesso, levar a Liga de Cricket da India. No Brasil, ainda tímido, investiu dinheiro em uma parceria com o Esporte Interativo para passar o Campeonato Brasileiro de aspirantes.

O caminho está traçado independentemente do discurso cauteloso. Os gigantes de internet têm dinheiro, necessidade de conteúdo para inflar seus tráfego e assinaturas (em alguns casos). É juntar a fome com o prato.

Resta saber com que velocidade o processo vai ocorrer, e como serão as relações com as redes de televisão já constituídas que costumam ser parceiras em alguns projetos. Mas é certo que o conteúdo do futebol pode se tornar estratégico para esses gigantes da internet.


Gabriel Jesus se afasta do ‘modelo Neymar’ e decide sua carreira e negócios
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Candidato a nova estrela brasileira na Europa, o atacante Gabriel Jesus adota um estilo bem diferente do maior expoente da nacional no continente, Neymar, na hora de lidar com sua carreira fora de campo. Primeiro, ele toca seus negócios por conta própria sem entregar tudo na mão de um parente ou empresário. Segundo, tem evitado excesso de iniciativas de marketing no início da temporada europeia.

O jogador do Manchester City tem duas empresas que tocam seus negócios no Brasil, a CR  Sports e a recém-criada GJ Sports e marketing. A primeira é uma sociedade com o seu empresário Cristiano Simões e é responsável por cuidar da imagem do jogador.

Por enquanto, seu único contrato de patrocínio é com a Adidas, renovado até 2023. Bem diferente de Neymar que já exibia um leque de patrocinadores ainda novo.

“Há sondagens. Mas, por enquanto, estamos procurando focar no que está acontecendo dentro de campo”, contou Cristiano Simões, empresário do jogador. “Sabemos que quando o jogador rende em campo, os patrocinadores vêm.”

Desde o início de 2016, Gabriel Jesus é sócio minoritário da empresa com Simões, com R$ 900,00 do capital total de R$ 10.000. Foi a CR Sports que ficou com boa parte do dinheiro da negociação do Palmeiras com o Manchester City. A divisão de cotas por sócios não significa que o jogador ficou com menos dinheiro porque a distribuição de lucros pode se dar sem respeitar percentuais.

Quando há potenciais negócios para sua carreira, Gabriel Jesus é quem dá a palavra final. “Levo as propostas. Por ser mais velho, dou conselhos sobre o que representa cada proposta. Mas quem decide é ele”, disse Simões. A mãe, Vera Lucia Diniz Jesus, é sua maior conselheira. “Ela dá palpites, mas ele toma as decisões.”

Uma história bem diferente do astro Neymar que entregou direitos de comercialização da sua ida ao Barcelona para uma empresa em nome do pai, Neymar dos Santos Silva, e de sua mãe, Nadine. Na investigação do caso, na Justiça Espanhola, o jogador afirmou que o pai era quem cuidava de tudo e ele apenas assinava os contratos. Ressalte-se que a decisão de ir ao Barcelona foi sua, mas os termos do polêmico negócio foram estruturados pelo pai.

Já Gabriel criou uma empresa com a mãe Vera Lucia no final de 2016 para gerir outra parte de seus negócios. A GJ Sports e Marketing Ltda. atua na área de agenciamento de jogadores, aluguel e venda e compra de imóveis. O jogador é o sócio majoritário, enquanto sua mãe tem uma participação menor no negócio.

Seu agente Cristiano Simões nem sabia da existência da empresa, o que mostra como o jogador pensa seus negócios de forma independente. Isso já tinha ficado claro quando rompeu com o empresário anterior Fábio Caran, ou quando ameaçou melar a negociação com o City por não gostar de alguns termos. Certo é que Jesus se distancia da imagem da estrela blindada e tem as rédeas da sua carreira.


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