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Plano de Witzel de ceder Maracanã inteiro agrada ao Fla, mas tem entraves
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O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou a intenção de fazer uma nova concessão do Maracanã incluindo todo o complexo e não só o estádio. A proposta agrada ao Flamengo, maior interessado na arena. A questão é que há diversos entraves para se fazer uma nova cessão da arena.

Em seu twitter, Witzel afirmou que iria levantar a situação do processo entre a concessionária do estádio, Odebrecht, e o estado. “Lançaremos um edital para concessão do Maracanã, reforma do Célio de Barros, do Julio Delamare e do prédio do antigo Museu. Preservar a arte e mostrar um novo Rio de Janeiro é nossa meta.”

O blog pediu detalhes do plano de concessão à equipe do governador eleito que informou que isso será visto durante o processo de transição. Por enquanto, há apenas a intenção de fazer a concessão inteira, manifestada pelo governador.

Esse modelo implicará em aumento de custos de obras para revitalizar os três equipamentos. Os dois aparelhos esportivos são tombados e portanto não podem ser destruídos. Só que o Célio de Barros não existe mais como arena esportiva: não tem pista de atletismo, nem instalações, tudo virou estacionamento. teria de ser reconstruído. O Julio Delamare precisaria de reparos e é usado para escolinhas. Witzel não falou do Maracanãzinho.

A diretoria do Flamengo, que terá eleições no final do ano, já teve encontro com Witzel. E entende que é viável disputar a concessão do complexo desde que seja possível estabelecer receitas extras com os outros equipamentos.

“Claro que sim. Teremos que avaliar as receitas adicionais decorrentes do investimento incremental. Tudo vai depender do que estiver definido no edital. E, com certeza, o Flamengo estará apto a ser o protagonista do empreendimento”, afirmou o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello.

O clube tinha feito uma estimativa de obras para viabilizar comercialmente o estádio em si, o que incluía derrubada de cadeiras e uso do anel para aumentar receitas. O atual governo do Estado do Rio de Janeiro encomendou estudo para nova concessão que foi feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e que incluía apenas o Maracanã, sem o complexo.

Na avaliação de pessoas envolvidas no processo, o novo governo do Rio de Janeiro terá de realizar outro estudo para concessão se mudou os planos para incluir todo o complexo. Ou seja, será necessário mais tempo para lançar um edital de concessão.

Além disso, há duas disputas relacionados à Odebrecht e ao estádio. A Justiça do Rio já anulou a concessão do estádio à empreiteira por casos de corrupção, mas houve recursos do governo do estado. Além disso, estado e Odebrecht têm uma disputa em tribunal de arbitragem relacionada a supostas perdas por alterações no contrato: a empreiteira pede indenização pela mudança das condições iniciais (justamente a vedação à derrubada do Célio de Barros e Parque Julio Delamare por tombamento).

A Odebrecht se prepara para ficar pelo menos durante o ano de 2019 na gestão do estádio por não ver condições de o imbróglio ser resolvido rapidamente. O fracasso do projeto da empreiteira para o estádio, viciado desde o início por relação promíscua com o estado, serve de exemplo para a nova licitação. Sem a possibilidade de exploração comercial do entorno do estádio, é difícil arrecadar o suficiente para manter o Maracanã que pode custar até R$ 30 milhões por ano.

A posição do governador Witzel, no momento, levanta mais perguntas do que dá respostas quando não detalha um projeto para o estádio.

 


Enquanto conversa sobre futuro, Fla tem queda de renda com Maracanã
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Ao mesmo tempo que conversa sobre o futuro do Maracanã, o Flamengo teve queda de receita líquida em sua volta ao estádio em 2018 em novo acordo com a Odebrecht e problemas no estádio. É o que mostra o balancete mais recente do clube. Na semana retrasada, a diretoria rubro-negra conversou com o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), sobre uma concessão do estádio.

O balancete trimestral do Flamengo até setembro de 2018 mostra arrecadação de R$ 39,9 milhões em 37 jogos neste ano. Mas, desse total, apenas 14% foram para os cofres rubro-negros, isto é, R$ 5,9 milhões.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, a receita foi maior com R$ 47,3 milhões em 43 jogos o que também se explica por grandes públicos nas finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana. Neste caso, o clube ficou com 28% do total, sendo um total de R$ 13,3 milhões.

Essa diferença se explica pela mudança de estratégia do Flamengo neste ano. Abandonou a Arena do Urubu, onde tinha público menor e ingressos mais caros. Assinou novo acordo com a Odebrecht para uso do Maracanã até 2020 e abaixou o preço dos ingressos. Como resultado, teve sua melhor média de público no Brasileiro desde a década de 80, com 47 mil pessoas.

A questão é que a queda de custos do Maracanã combinada com a Odebrecht ocorreu em proporção pequena. Para se ter ideia, o clube ficou com apenas 18% das suas rendas no Brasileiro, quase todo disputado no Maracanã, percentual bem inferior aos 40% do ano passado.

A diretoria do clube entende como positiva a política por outros ganhos. Há rendas de comidas e bebidas (estima-se em R$ 200 mil por jogo), maior adesão do sócio-torcedor (que atingiu 100 mil) e um ganho da marca com o aumento de público no estádio. O Flamengo terá eleição presidencial neste final de ano. Segundo a situação atual, o contrato com a Odebrecht será mantido até 2020.

Além disso, houve problemas operacionais no período. O gramado esteve em mau estado a maior parte do tempo, o que gerou críticas de jogadores rubro-negros e obrigou ao fechamento do estádio. Na partida decisiva diante do Palmeiras, houve um apagão das luzes no meio do segundo tempo.

Ao mesmo tempo, o clube começou a conversar sobre o futuro. Em reunião, o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, recebeu sinalização positiva de Witzel sobre a possibilidade de participação de agremiações na concorrência do Maracanã. Essa é uma reivindicação antiga do Flamengo.

O problema é que tanto o futuro governador quanto o time da Gávea não têm ideia de quando a Odebrecht sairá do estádio. A concessão à empreiteira já foi até anulada na primeira instância da Justiça pelas suspeitas de corrupção, mas o caso foi para recurso. Enquanto isso, arrasta-se um caso entre governo do estado e Odebrecht em tribunal de arbitragem.

A ideia do clube, se as condições forem favoráveis, seria oferecer-se para fazer obras de adaptação e assumir integralmente a gestão do estádio. O compromisso é incluir a obrigação de ceder o Maracanã para os outros três clubes quando quiserem jogar por lá – no caso do Fluminense, terá de ser negociado um acordo.

Questionado sobre o assunto, a assessoria de Witzel respondeu: “O governo do estado passou para a equipe de transição a situação atual da gestão do Maracanã e não há como definir o andamento na Justiça. As futuras ações para a gestão do estádio serão definidas durante o período de transição.”

A diretoria do Flamengo desenvolveu projeto de estádio próprio durante a gestão Bandeira de Mello, mas este não foi à frente depois que um terreno se tornou inviável. A próxima gestão terá de decidir se retoma essa ideia ou insiste no Maracanã.


Com Maracanã caro, Fla usa público recorde para ganhar com sócio e comida
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Para manter o Maracanã cheio, o Flamengo tem deixado o ingresso barato para jogos do Brasileiro o que proporcionou uma média de público recorde nos pontos corridos. Neste cenário, o lucro com bilheteria percentual tem sido de um quinto do total porque os custos do estádio continuam altos mesmo após novo acordo com o estádio.  A compensação calculada pela diretoria do clube é o ganho técnico, e faturamento com sócios-torcedores e comida.

O Flamengo teve um faturamento de bilheteria no Brasileiro em torno de R$ 13,5 milhões, excluída a última partida contra o Cruzeiro que ainda não tinha borderô disponível. Desse total, apenas 21% ficaram para o Flamengo. E, por conta de promoções, jogos como Botafogo, Sport e São Paulo, que foram depois da Copa, também tiveram percentual baixo de renda para o clube rubro-negro mesmo com o novo acordo válido de despesas válidas.

A diretoria do Flamengo tem consciência que deixa a margem de lucro bem reduzida com o preço menor do ingresso. Em média, os bilhetes custam em torno de R$ 30 no jogo do time no campeonato por conta de promoções com pacotes de jogo. Houve uma pequena queda de custos do Maracanã com o novo acordo, mas esta ainda não é significativa.

Em comparação, outros times como o Palmeiras, Corinthians e até o São Paulo tiveram rendas líquidas bem superiores no Brasileiro mesmo com menos público. O líder do campeonato tem patamar de preço de ingresso similar ao time carioca, mas fica com a maior parte de sua renda porque o Morumbi tem custo bem menor do que o Maracanã. Com quase metade do dinheiro arrecadado pelo Flamengo, o São Paulo ficou com R$ 5 milhões líquidos.

Em contraposição, na Libertadores, diante do Cruzeiro, o Flamengo cobrou ingresso médio de quase R$ 80 e sobrou R$ 1,3 milhão de renda para o clube. A diretoria foi criticada pelo alto preço e o Maracanã ficou longe de encher, com muitos espaços vazios no setor Sul e até no Norte, mais tradicional da torcida.

A aposta dos dirigentes rubro-negro, no entanto, é que os jogos do Brasileiro alavanquem outras receitas. No novo acordo, o Flamengo fica com parte das comidas e bebidas que dão pelo menos R$ 200 mil por jogo quando o estádio está cheio.

Outra vantagem vista pelo clube foi um aumento da adesão dos sócios-torcedores. Recentemente, o clube atingiu o patamar de 100 mil sócios, marca que já foi ampliada para 103 mil. Desde o início do ano, a receita de sócio-torcedor passou a ser calculada junto com à de bilheteria para que os dois itens não sejam concorrentes.

A política de ingressos mais baixos é quase uma unanimidade atualmente dentro do clube. Até porque resultados em campo têm sido positivos e a torcida está satisfeita. Como o Maracanã não se tornou barato, resta à diretoria se equilibrar com outros ganhos.


Copa América adiará projeto do Fla de retirar assentos do Maracanã
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Próximos de selar parceria em definitivo, Flamengo e administradores do Maracanã (Odebrecht) discutem também a retirada dos assentos do setor Norte, reinvidicação antiga do clube para aumentar a capacidade. Só que as conversas já indicaram que a medida terá de ser adiada para depois da Copa América, o que seria no segundo semestre de 2019.

Com plano de usar o estádio nos próximos anos, a diretoria do Flamengo colocou na mesa a ideia de retirar os assentos do setor Norte, onde a torcida ainda fica em pé. A concessão permite a Odebrecht realizar esse projeto sem aprovação do governo do Estado.

Mas há outros entraves para viabilizar de imediato um setor sem assentos. Primeiro, a Copa América deve prever que os estádios tenham assentos. Isso exigiria uma adaptação inclusive da Arena Corinthians, que tem um setor sem assentos.

Além disso, as partes ainda estudam questões de legislação que podem dificultar a adaptação. Outro ponto é que o corpo de bombeiros terá de aprovar um projeto que determinaria qual a capacidade para o setor.

Atualmente, há uma estimativa das partes envolvidas no projeto de quantas pessoas caberiam sem assentos: pode ser 1,5 ou 2 torcedores para um torcedor atual. A capacidade do setor Norte é de 23 mil a 24 mil lugares. Mas esses números ainda são sem o parecer dos bombeiros, que será decisiva.

Além de aumentar a capacidade, a retirada dos assentos representaria uma economia para o Flamengo, porque a maior parte das cadeiras quebradas estão no setor. Isso justamente porque as pessoas ficam em pé. Há uma média de 40 assentos perdidos por jogo, com um custo de R$ 500,00 cada para o clube.

Outras reformas pensadas para o estádio são a construção de um bar de esportes no setor de camarotes oeste. Isso é uma ideia apenas da concessionária. Há ainda a possibilidade de uma loja do clube no Maracanã, o que dependerá do Flamengo querer investir neste projeto.


Com Fla, Maracanã se recupera e terá 50 jogos no ano operando no azul
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Quatro anos após a final da Copa-2014, o Maracanã se recupera do caos e tem um calendário cheio de cerca de 50 jogos previstos para o ano. A operação tem ocorrido com superávit operacional em 2017 e em 2018, segundo a concessionária pertencente à Odebrecht. Isso é possível principalmente pela volta do Flamengo ao Maracanã, no ano passado em jogos grandes e agora com mais frequência.

No início de 2017, o Maracanã viveu o seu pior momento ao chegar ao estado de abandono. Uma disputa entre o Comitê Rio-2016 e a Odebrecht levou o estádio a ficar fechado enquanto se decidia judicialmente quem seria responsável pela sua recuperação. Os organizadores da Olimpíada foram responsáveis por causar danos na cobertura, deixar equipamentos jogados pelos cantos e até permitir roubos. A partir daí, a Odebrecht foi obrigada judicialmente a retomar o estádio, enquanto seu futuro era decidido.

“Temos tido superávit operacional. Houve investimento em manutenção no estádio, para fechar os buracos da cobertura, melhoria no Maracãzinho, troca de bancos de reservas. E guardamos dinheiro provisionado para trocas de telão e som no futuro”, contou o presidente da concessionária Maracanã, Mauro Darzé. “Há um déficit contábil se consideramos o valor da outorga ao governo. Mas, com isso, a conta não fecha.”

A outorga está sendo discutida em arbitagem e a Odebrecht não a está pagando ao governo do Estado – seriam R$ 7 milhões por ano. A alegação é de que o Estado descumpriu o contrato ao modificá-lo e retirar a possibilidade de exploração econômica dos espaços do Célio de Barros e do Parque Julio Delamare, ambos tombados. A previsão é de que uma decisão só saia a partir do final do ano, enquanto o governo estuda a nova licitação.

Neste meio tempo, a Odebrecht só espera a oficialização de um acordo com o Flamengo já negociado de quatro anos para ter atividade garantida no estádio até o momento que venha a ter de entregá-lo. O Conselho Deliberativo votará no dia 11 de junho.

Com o clube rubro-negro, o Maracanã tem exatos 48 jogos confirmados no calendário. “Esse número deve ultrapassar 50 se Flamengo e Fluminense se classificarem na Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana”, lembrou Darzé. Houve ainda quatro grandes shows, além de eventos menores.

Com isso, a expectativa é de um aumento no público total que vai ao estádio neste ano. Em 2017, foram 1,4 milhão de pessoas, contando os tours. Permanece a questão, no entanto, do estádio ser bastante caro para a utilização dos clubes. Neste ponto, a concessionária defende que cobra para bancar a manutenção e que, com mais jogos como no acordo do Flamengo, é possível reduzir custos.

No total, o Maracanã tem um gasto em torno de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões com manutenção, contabilizado aí dinheiro que fica em caixa para novos itens como troca futura de telão. Além disso, há o custo operacional que só de luz varia entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Outros custos são de empresas de segurança, grades, orientadores, bares, etc. Nos jogos do Flamengo, chegam a R$ 450 mil, nos do Flu, são mais baixos.

Garantido o contrato com o Flamengo, a concessionária reiniciará a venda de camarotes cuja renda reverte em parte para o clube. Isso porque, com a indefinição do futuro do estádio, todos os contratos antigos foram cancelados. Outros contratos de publicidade para exploração em partes da arquibancada e de bebidas também estão ou serão negociados. Clubes levam uma parte da comercialização de bebidas e comidas. Em relação aos investimentos, a intenção é trocar alguns equipamentos de som e o gramado no fundo do campo, que também foi destruído pela abertura da Olimpíada.

A questão é quanto tempo vai durar a administração da Conscessionária Maracanã. O processo de concessão foi marcado pela acusação de corrupção a membros do tribunal de contas do Estado em pagamentos feitos pela Odebrecht. Esse fato e a intenção da construtora de sair do negócio levaram o governo a anunciar nova licitação. Só que a imobilidade do governo de Luiz Fernando Pezão parou o processo. Certo é que, em termos de manutenção, o cenário melhorou, embora a indefinição ainda pese sobre o estádio.


Acordo prevê que Fla atue maioria dos seus jogos no Maracanã até 2022
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O novo acordo entre Flamengo e Odebrecht em negociação prevê que o time atue entre 20 e 25 partidas por ano no mínimo no Maracanã. Esse contrato beneficia o clube com descontos que reduzem os custos da arena, embora longe de deixarem o local barato. Os termos do acordo foram acertados nesta quarta-feira e agora dependem de aprovação do Conselho Deliberativo do clube para serem válidos.

O modelo central do acordo é que o Flamengo volte a ter como casa frequente o Maracanã até 2022. Para isso, em uma ponta, o clube garante sua presença em um número mínimo de partidas, e na outra obtém reduções nos custos operacional e de aluguel. Isso poderia implicar em uma economia de até 20%.

Para se ter ideia, na partida diante do Internacional, o Flamengo ficou apenas com R$ 187 mil da receita do jogo que totalizou R$ 1,415 milhão, com um público de 55 mil pessoas. Ou seja, o custo do estádio ficou em R$ 1,2 milhão, como no caso da partida contra o América.

Pelos termos do acordo, o Flamengo passa a negociar diretamente com fornecedores como empresa de segurança, tendo um pacote de jogos para apresentar. A expectativa é de que isso gere 30% de redução no item custo operacional, o mais caro, que consome R$ 450 mil do borderô

Além disso, o aluguel pago à Odebrecht ficaria entre R$ 120 mil e R$ 700 mil dependendo da renda. Assim, seria menor do que o patamar atual que começa em R$ 150 mil e cresce de acordo com a renda. Para isso, está previsto um acordo com a empresa Esporte.com. Essa empresa cobre parte do aluguel em troca de poder explorar propriedades de marketing como placas acima do campo e placares.

Em troca, o Flamengo se compromete a jogar entre 20 e 25 partidas por ano no Maracanã no mínimo. Não foi possível obter o número exato. Em uma temporada que costuma ter cerca de 70 jogos, o clube atuará portanto a maior parte de suas partidas em casa no estádio.

O novo contrato tem aval do governo do Estado do Rio de Janeiro. Assim, se houver uma licitação do estádio, o acordo continuaria a ser válido para o concessionário seguinte que vencesse a concorrência. Isso se o Flamengo não fizer parte do grupo que participar da licitação, ainda sem data.

Fato é: feitos todos os descontos, o Flamengo vai ter um Maracanã mais barato, mas longe de ser um estádio rentável. Em arenas mais viáveis, a renda líquida fica em torno de dois terços (66%) da arrecadação bruta, o que envolve também ingressos mais caros e renda maior. No último domingo, ficou com apenas 13% do total da renda, percentual que pode crescer.

Um outro ponto é saber como fica o aproveitamento da Ilha do Urubu, estádio na Ilha do Governador no qual o Flamengo gastou quase R$ 20 milhões em instalações provisórias. Ao “SporTV”, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, não descartou seguir usando o estádio se forem resolvidos problemas que o travam atualmente ou levar as instalações para a Gávea, em teste para uma futura arena.

 


Governo do RJ pode ter de pagar até R$ 80 mi em ações por Copa e Olimpíada
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Uma enxurrada de ações judiciais relacionadas à Copa-2014 e à Olimpíada-2016 vai obrigar o governo do Rio de Janeiro a pagar indenizações a donos de cadeiras cativas do Maracanã. O Estado não negociou a conta com organizadores do Mundial e dos Jogos. Resultado: já perdeu processos, teve contas sequestradas e o valor total a pagar pode chegar a cerca de R$ 80 milhões.

Os donos de cativas pagaram pelos lugares na construção do Maracanã, tendo direito a ocupá-los em todos os eventos no estádio. O governo do RJ reconheceu esse direito por decreto em 2014 em relação à Copa, e não fez nenhuma regulação para a Olimpíada. Não pagou nenhuma das indenizações.

Por isso, vários donos de cativas entraram com ações pedindo indenizações com base no valor dos ingressos dos jogos realizados no estádio na Copa, Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. O blog viu três dessas ações no juizado especial fazendário no Rio de Janeiro que tiveram sentenças em 2017. O valor estipulado tem sido padrão: em torno de R$ 17 mil por cadeira.

“É certo, ainda que, dentro do possível, deve se assegurar a integral reparabilidade dos danos sofridos pelos titulares de cadeira cativa do Maracanã, que foram privados do direito de utilização dos próprios bens, justamente, nos mais importantes eventos esportivos do mundo”, relatou uma sentença da juíza Adriana Marques dos Santos, em agosto de 2017. Os responsáveis pelas ações pediram para não terem seus nomes divulgados.

“Na Copa, houve um decreto onde foi fixado um valor de R$ 4.485. Eles reconheceram, mas não pagaram com essa situação do Rio de Janeiro. Na Olimpíada e na Paralimpíada, eles deixaram correr frouxo”, contou o advogado Bruno Barki, que defende alguns dos donos de cativas.

“Tendo uma totalidade de decisões de indenizar o dono da cativa em aproximadamente de R$ 17 mil pela não utilização da mesma, o Estado não vem pagando voluntariamente a indenização. Então, não surgiu outra alternativa a não ser fazer o sequestro das contas do Estado que foi deferido na última semana”, completou o advogado.

De fato, em ​23 de fevereiro de 2018, a juíza Maria Cristina Cardoso determinou o sequestro das contas do Estado no valor de R$ 42.765. Isso é referente a ações de dois donos de cativas, mais juros.

A questão é que são cinco mil cadeiras cativas. E, como todas ficam em lugares privilegiados do estádio, as indenizações são calculadas pela categoria A de ingressos. Por isso, o valor chega a cerca de R$ 17 mil como padrão. Se todos os donos de cativas exigirem indenizações, o valor ultrapassa R$ 80 milhões em cobranças contra o Estado. E é um montante líquido e certo pela jurisprudência, além de o governo do Rio de Janeiro reconhecer o débito.

Questionada, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro informou que as indenizações estão previstas em decreto em relação à Copa do Mundo e à Copa das Confederações, neste caso, alguns valores já foram pagos. E a procuradoria reconheceu que não cabem recursos às condenações.

Veja a posição abaixo na íntegra:

“A indenização pelo uso das cadeiras durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo foi uma decisão do Governo do Estado. No caso da Copa das Confederações, o Decreto 44.236/2013 estabeleceu valores de R$ 874,00, para as cadeiras localizadas no anel superior, e de R$ 552,00 para aquelas localizadas no anel inferior do Maracanã. No caso da Copa do Mundo, o Decreto 44.746/2014 estabeleceu as seguintes indenizações: para a fase de grupos, com quatro jogos, R$ 350,00 para cada jogo; nas oitavas de final, com um jogo, R$ 440,00; nas quartas de final, com um jogo, R$ 660,00; e na final, R$ 1.980,00, totalizando R$ 4.480,00. Não houve decreto para as Olimpíadas, mas as indenizações estão sendo atribuídas pela Justiça com base no preço dos ingressos onde estavam localizadas as cadeiras. Sobre as condenações, não cabe recurso.​”

Nenhum órgão do governo do Rio consultado pelo blog explicou porque não foi cobrado dos organizadores do Mundial e da Olimpíada que pagassem os donos das cativas. Fifa e o COI lucraram com a venda de ingressos e não pagaram aluguel pelo uso do Maracanã nem ao Estado, nem à concessionária do estádio. Ganharam dinheiro e deixaram a conta para o governo.


Sul-Americana é turbinada por premiações, TV aberta e promoção
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Em sua campanha para ter suas competições fortes, a Conmebol tem turbinado a Copa Sul-Americana, seja em premiações, promoção e por uma natural exposição de televisão. É o que se percebe pelos dados da campeonato que será encerrado nesta quarta-feira com a final entre Independiente e Flamengo, no Maracanã.

A importância para a Conmebol de se promover a Sul-Americana é porque esta tem os seus direitos vendidos juntamente com a Libertadores para as televisões. Haverá uma concorrência feita pela IMG no início do próximo ano. A empresa fechou a acordo pelos direitos da confederação por US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 4,6 bilhões) por quatro anos e agora vai comercializa-los.

O campeão entre Flamengo e Independente levará US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,6 milhões) , dois terços do prêmio dado ao Grêmio pelo título da Libertadores, Grêmio. Em comparação, a Uefa paga € 6,5 milhões (cerca de R$ 25,2 milhões) ao campeão da Liga Europa, e o vencedor da Liga dos Campeões fica com € 15,5 milhões (cerca de R$ 60,2 milhões) , mais do que dobro.

Haverá aumentos de premiação da Libertadores e da Sul-Americana para 2018, sem valor definido para esta segunda. A Conmebol ainda depende de aprovações para definir os montantes. Mas, no caso da Sul-Americana, há ainda cotas por participações na Recopa, que podem elevar os ganhos totais a mais de R$ 20 milhões.

Para além do dinheiro, a Sul-Americana teve uma exposição inédita em TV aberta no Brasil neste ano, o que aumenta seu potencial da comercialização. A Globo exibirá hoje com a final um total oito jogos do Flamengo em TV aberta, e já transmitiu outros quatro do Corinthians, no maior mercado que é o brasileiro. Isso não foi feito em 2016 porque a Chapecoense, que avançou no torneio, não tinha alcance nacional na época.

Para completar, a Conmebol tem promovido a competição de forma parecida com a Libertadores. Usará o árbitro de vídeo, cerimoniais de preparação antes do jogo, houve uma solicitação grande de ingressos de cortesia pela Conmebol, entre outros itens. Obviamente, esse tipo de evento não ocorreu em 2016 com a tragédia do voo da Chapecoense, que foi designada campeã pela confederação sul-americana.

A final terá um Maracanã cheio com a previsão de uma renda um pouco menor do que a primeira decisão da Copa do Brasil, entre Flamengo e Cruzeiro, que gerou R$ 7 milhões. Foram vendidos menos ingressos de visitantes para o Indenpendiente em relação ao time mineiro.

Há potencial para a Conmebol ganhar mais dinheiro com a Sul-Americana já que neste ano só foi vendida, por exemplo, uma placa de publicidade. Além disso, há a já mencionada venda dos direitos de televisão, que se tornam mais atrativas com audiências altas.


Justiça rejeita pedido do Fla de reduzir custo do Maracanã e igualar Flu
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O Flamengo entrou na Justiça para tentar jogar no Maracanã em 2018 com o mesmo custo do Fluminense, mas só conseguiu que não houvesse nova majoração de taxa. A briga é com a Odebrecht que faz a gestão do estádio. O clube rubro-negro quer pelo menos garantir um estádio de grande porte para jogos do próximo ano.

Atualmente, o Flamengo joga com aluguel mínimo de R$ 400 mil no Maracanã, ou 20% quando a renda for mais alta. Isso torna parte dos jogos do clube deficitários como ocorreu no clássico diante do Vasco. Nesta partida, a CBF e o governo do Estado obrigaram o Rubro-negro a atuar no estádio por questões de segurança.

Foi justamente em meio a esse imbróglio, em 18 de outubro, que o Flamengo entrou com um pedido de liminar contra a Concessionária Maracanã. Reivindicava que o clube tivesse as mesmas condições financeiras do Fluminense, com custos totais por jogo de no máximo R$ 250 mil – R$ 100 mil fixos e outros R$ 150 mil adicionais. Ao mesmo tempo, pedia garantia de poder realizar jogos no estádio em 2018, sem ser impedido pela Odebrecht.

No dia 19 de outubro, a juíza Milena Angelica Diz concedeu apenas em parte o pedido do Flamengo. Ou seja, deu a garantia de que o time possa jogar no Maracanã em 2018 com as mesmas condições de hoje, mas rejeitou redução das taxas.

“Doravante, o Flamengo assinou, esponte própria, o acordo financeiro que vige até o final de dezembro e, muito embora alegue que os valores ali estabelecidos são exorbitantes, aceitou pagá-los, de modo que não se verifica, em sede de cognição sumária, parâmetros para a redução do valor, ainda que o argumento utilizado seja a fixação de valor inferior para o Fluminense por meio de ou decisão judicial de segundo grau”, diz a decisão da juíza.

Lembre-se que o Fluminense tinha um contrato com a Odebrecht em que, inicialmente, nem pagava despesas do estádio, enquanto o Flamengo dividia custos com a empresa.

Em seguida, a magistrada Milena Diz afirmou que entendia “razoável” o pleito do clube de ter direito a jogar no estádio sem novos reajustes em 2018.

O blog apurou que o principal objetivo da diretoria do Flamengo era ter uma garantia de poder usar o estádio e, se possível, abaixar as cotas. Assim, seria uma alternativa cara, mas viável para partidas importantes como as da Libertadores. Mas o clube não descarta procurar outras opções por conta das altas taxas.

A primeira decisão foi apenas em liminar e o mérito final ainda não foi julgado. Haverá uma audiência de conciliação entre as partes em dezembro. A Odebrecht negocia sua saída do Maracanã com o governo do Estado, mas isso só deve ocorrer a partir do meio de 2018. Ou seja, até lá o clube tem que negociar com a construtora.

Nem Flamengo, nem Odebrecht responderam se vão recorrer da primeira decisão liminar.


Acordo entre Rio e Odebrecht prevê zerar dívidas por Maracanã
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O acordo entre o Governo do Rio e a Odebrecht para distrato do contrato do Maracanã prevê que sejam zeradas as pendências financeiras entre as partes. Existem ações do dois lados com cobranças das quais haveria desistência. Assim, um novo concessionário pegaria o estádio sem pendências. A previsão é de que seja assinado um distrato em breve.

A negociação está avançada e já tem seus principais termos acertados. Há um entrave: a Odebrecht quer um prazo final para sua saída do estádio depois da qual o governo do Rio teria de assumir se não houver novo concessionário. Isso ainda não foi acertado.

Pelo que já foi acordado, a Odebrecht vai desistir da cobrança em arbitragem de seus prejuízos pela modificação nos termos da concessão do Maracanã. Foi anulada a possibilidade de derrubar o Parque Julio Delamare e o Estádio Célio de Barros para utilização comercial, o que prejudicou planos comerciais. Por isso, a construtora cobrava do estado R$ 200 milhões pelos rombos nas contas do Maracanã.

No caso do Estado, se abrirá mão de processo judicial em que era cobrada a outorga não paga pela construtora, como previsto em edital de licitação. Havia previsão de pagamento de R$ 5,5 milhões anuais ao Estado. Além isso, havia cobrança de multa por descumprimentos de termos do contrato.

Com as contas zeradas, falta determinar a data de saída. A Odebrecht prevê que saia até o meio de 2018 do Maracanã. Esse seria o prazo para o governo do Estado botar uma licitação na praça e concluí-la, entregando o estádio a um novo concessionário. A questão é que a construtora teme que o governo demore já que pedira por uma concorrência em junho de 2017, sem sucesso.

Do lado do Estado, há expectativa de concluir o processo em novembro, inclusive com o lançamento da licitação. Ao “Globo”, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, prometeu a concorrência no próximo mês.

Um dos maiores interessados no estádio, o Flamengo acompanha o processo com desconfiança por conta dos seguidos adiamentos pelo governo. Por isso, o clube continua com seu projeto de estádio próprio na Av. Brasil, onde acertou um pré-contrato para compra de terreno. Até o final do ano, tomará uma decisão. Outro interessado é o Fluminense que entende que os custos são altos e por isso não quer a gestão solo.