Blog do Rodrigo Mattos

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Sul-Americana é turbinada por premiações, TV aberta e promoção
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Em sua campanha para ter suas competições fortes, a Conmebol tem turbinado a Copa Sul-Americana, seja em premiações, promoção e por uma natural exposição de televisão. É o que se percebe pelos dados da campeonato que será encerrado nesta quarta-feira com a final entre Independiente e Flamengo, no Maracanã.

A importância para a Conmebol de se promover a Sul-Americana é porque esta tem os seus direitos vendidos juntamente com a Libertadores para as televisões. Haverá uma concorrência feita pela IMG no início do próximo ano. A empresa fechou a acordo pelos direitos da confederação por US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 4,6 bilhões) por quatro anos e agora vai comercializa-los.

O campeão entre Flamengo e Independente levará US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,6 milhões) , dois terços do prêmio dado ao Grêmio pelo título da Libertadores, Grêmio. Em comparação, a Uefa paga € 6,5 milhões (cerca de R$ 25,2 milhões) ao campeão da Liga Europa, e o vencedor da Liga dos Campeões fica com € 15,5 milhões (cerca de R$ 60,2 milhões) , mais do que dobro.

Haverá aumentos de premiação da Libertadores e da Sul-Americana para 2018, sem valor definido para esta segunda. A Conmebol ainda depende de aprovações para definir os montantes. Mas, no caso da Sul-Americana, há ainda cotas por participações na Recopa, que podem elevar os ganhos totais a mais de R$ 20 milhões.

Para além do dinheiro, a Sul-Americana teve uma exposição inédita em TV aberta no Brasil neste ano, o que aumenta seu potencial da comercialização. A Globo exibirá hoje com a final um total oito jogos do Flamengo em TV aberta, e já transmitiu outros quatro do Corinthians, no maior mercado que é o brasileiro. Isso não foi feito em 2016 porque a Chapecoense, que avançou no torneio, não tinha alcance nacional na época.

Para completar, a Conmebol tem promovido a competição de forma parecida com a Libertadores. Usará o árbitro de vídeo, cerimoniais de preparação antes do jogo, houve uma solicitação grande de ingressos de cortesia pela Conmebol, entre outros itens. Obviamente, esse tipo de evento não ocorreu em 2016 com a tragédia do voo da Chapecoense, que foi designada campeã pela confederação sul-americana.

A final terá um Maracanã cheio com a previsão de uma renda um pouco menor do que a primeira decisão da Copa do Brasil, entre Flamengo e Cruzeiro, que gerou R$ 7 milhões. Foram vendidos menos ingressos de visitantes para o Indenpendiente em relação ao time mineiro.

Há potencial para a Conmebol ganhar mais dinheiro com a Sul-Americana já que neste ano só foi vendida, por exemplo, uma placa de publicidade. Além disso, há a já mencionada venda dos direitos de televisão, que se tornam mais atrativas com audiências altas.


Justiça rejeita pedido do Fla de reduzir custo do Maracanã e igualar Flu
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O Flamengo entrou na Justiça para tentar jogar no Maracanã em 2018 com o mesmo custo do Fluminense, mas só conseguiu que não houvesse nova majoração de taxa. A briga é com a Odebrecht que faz a gestão do estádio. O clube rubro-negro quer pelo menos garantir um estádio de grande porte para jogos do próximo ano.

Atualmente, o Flamengo joga com aluguel mínimo de R$ 400 mil no Maracanã, ou 20% quando a renda for mais alta. Isso torna parte dos jogos do clube deficitários como ocorreu no clássico diante do Vasco. Nesta partida, a CBF e o governo do Estado obrigaram o Rubro-negro a atuar no estádio por questões de segurança.

Foi justamente em meio a esse imbróglio, em 18 de outubro, que o Flamengo entrou com um pedido de liminar contra a Concessionária Maracanã. Reivindicava que o clube tivesse as mesmas condições financeiras do Fluminense, com custos totais por jogo de no máximo R$ 250 mil – R$ 100 mil fixos e outros R$ 150 mil adicionais. Ao mesmo tempo, pedia garantia de poder realizar jogos no estádio em 2018, sem ser impedido pela Odebrecht.

No dia 19 de outubro, a juíza Milena Angelica Diz concedeu apenas em parte o pedido do Flamengo. Ou seja, deu a garantia de que o time possa jogar no Maracanã em 2018 com as mesmas condições de hoje, mas rejeitou redução das taxas.

“Doravante, o Flamengo assinou, esponte própria, o acordo financeiro que vige até o final de dezembro e, muito embora alegue que os valores ali estabelecidos são exorbitantes, aceitou pagá-los, de modo que não se verifica, em sede de cognição sumária, parâmetros para a redução do valor, ainda que o argumento utilizado seja a fixação de valor inferior para o Fluminense por meio de ou decisão judicial de segundo grau”, diz a decisão da juíza.

Lembre-se que o Fluminense tinha um contrato com a Odebrecht em que, inicialmente, nem pagava despesas do estádio, enquanto o Flamengo dividia custos com a empresa.

Em seguida, a magistrada Milena Diz afirmou que entendia “razoável” o pleito do clube de ter direito a jogar no estádio sem novos reajustes em 2018.

O blog apurou que o principal objetivo da diretoria do Flamengo era ter uma garantia de poder usar o estádio e, se possível, abaixar as cotas. Assim, seria uma alternativa cara, mas viável para partidas importantes como as da Libertadores. Mas o clube não descarta procurar outras opções por conta das altas taxas.

A primeira decisão foi apenas em liminar e o mérito final ainda não foi julgado. Haverá uma audiência de conciliação entre as partes em dezembro. A Odebrecht negocia sua saída do Maracanã com o governo do Estado, mas isso só deve ocorrer a partir do meio de 2018. Ou seja, até lá o clube tem que negociar com a construtora.

Nem Flamengo, nem Odebrecht responderam se vão recorrer da primeira decisão liminar.


Acordo entre Rio e Odebrecht prevê zerar dívidas por Maracanã
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O acordo entre o Governo do Rio e a Odebrecht para distrato do contrato do Maracanã prevê que sejam zeradas as pendências financeiras entre as partes. Existem ações do dois lados com cobranças das quais haveria desistência. Assim, um novo concessionário pegaria o estádio sem pendências. A previsão é de que seja assinado um distrato em breve.

A negociação está avançada e já tem seus principais termos acertados. Há um entrave: a Odebrecht quer um prazo final para sua saída do estádio depois da qual o governo do Rio teria de assumir se não houver novo concessionário. Isso ainda não foi acertado.

Pelo que já foi acordado, a Odebrecht vai desistir da cobrança em arbitragem de seus prejuízos pela modificação nos termos da concessão do Maracanã. Foi anulada a possibilidade de derrubar o Parque Julio Delamare e o Estádio Célio de Barros para utilização comercial, o que prejudicou planos comerciais. Por isso, a construtora cobrava do estado R$ 200 milhões pelos rombos nas contas do Maracanã.

No caso do Estado, se abrirá mão de processo judicial em que era cobrada a outorga não paga pela construtora, como previsto em edital de licitação. Havia previsão de pagamento de R$ 5,5 milhões anuais ao Estado. Além isso, havia cobrança de multa por descumprimentos de termos do contrato.

Com as contas zeradas, falta determinar a data de saída. A Odebrecht prevê que saia até o meio de 2018 do Maracanã. Esse seria o prazo para o governo do Estado botar uma licitação na praça e concluí-la, entregando o estádio a um novo concessionário. A questão é que a construtora teme que o governo demore já que pedira por uma concorrência em junho de 2017, sem sucesso.

Do lado do Estado, há expectativa de concluir o processo em novembro, inclusive com o lançamento da licitação. Ao “Globo”, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, prometeu a concorrência no próximo mês.

Um dos maiores interessados no estádio, o Flamengo acompanha o processo com desconfiança por conta dos seguidos adiamentos pelo governo. Por isso, o clube continua com seu projeto de estádio próprio na Av. Brasil, onde acertou um pré-contrato para compra de terreno. Até o final do ano, tomará uma decisão. Outro interessado é o Fluminense que entende que os custos são altos e por isso não quer a gestão solo.


Rio já dá calote de R$ 90 mi no BNDES por Maracanã e é coberto por União
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O Estado do Rio já deixou de pagar 17 parcelas do empréstimos ao BNDES para a construção do Maracanã. O valor soma em torno de R$ 90 milhões e tem sido coberto pela União. Desde de setembro, o Estado entrou no programa de recuperação fiscal e ganhou uma isenção para pagar por mais 36 meses.

Palco da final da Copa-2014, o Maracanã teve um custo de obras de R$ 1,2 bilhão para atender requisitos impostos pela Fifa. O Tribunal de Contas do Estado apontou superfaturamento em torno de R$ 200 milhões por parte do consórcio composto por Odebrecht e Andrade Gutierrez, cujos executivos admitiram ter pago propina ao ex-governador Sergio Cabral. Do total do valor, R$ 400 milhões foram obtidos em financiamento ao BNDES. A então presidente Dilma Rousseff dizia que não havia dinheiro federal nas arenas.

Pois bem, outros 10 estádios receberam empréstimos do banco público. Mas, com a crise econômica no Estado, o Rio de Janeiro deixou de pagar as parcelas a partir de maio de 2016. Questionado por meio da Lei de Acesso à informação, o BNDES informou que o governo do Rio não voltou a quitar parcelas desde então.

“As prestações estão sendo pagas pela União, na qualidade de fiador da operação, desde maio de 2016, mês em que o Estado do Rio de Janeiro parou de pagar. O saldo devedor do financiamento, em setembro de 2017, é de R$ 309.547,30 mil (R$ 309,5 milhões)”, explicou o banco.

Já a secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro informou que o Estado foi incluído no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em 5 de setembro. E, assim, ganhou um tempo para permanecer inadimplente. “Em consonância à regulamentação federal ao Regime, no plano apresentado pelo Estado, foi informada a previsão de não pagamento, durante 36 meses, dos contratos com instituições financieras que possuem garantida da União, caso do contrato do BNDES, com retorno de pagamento após este prazo”, contou a secretaria.

Com isso, o Estado do Rio passará um total de 53 meses sem quitar parcelas do empréstimo do BNDES. Cada parcela mensal girava em torno de R$ 5,5 milhões em maio de 2016. A secretaria da Fazenda do Estado informou que há uma vencida em 15 de setembro e ainda não paga: seu valor R$ 4,8 milhões.

Nenhum dos dois órgãos informou o valor exato da dívida do Rio de Janeiro que não foi paga com o BNDES. Mas, com a média mensal entre R$ 4,8 milhões e R$ 5,5 milhões, o valor gira entre R$ 85 milhões e R$ 93 milhões. Se consideramos os 53 meses, esse valor subirá além dos R$ 250 milhões em calotes ao final do período de carência.

A secretaria de Fazenda do Rio informou que até setembro a dívida vinha sendo reajustada pela taxa Selic, e agora tem uma taxa própria do contrato assinado entre o Rio de Janeiro e a União. Aliado do atual governador Luiz Fernando Pezão, o ex-governador Sergio Cabral, condenado por corrupção, foi o principal protagonista na reforma do Maracanã ao aceitar todas as condições impostas pela Fifa.


Maracanã ‘menor’ e só para sócio reduz renda de final do Fla
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Para a final da Copa do Brasil de 2017, diante do Cruzeiro, a diretoria do Flamengo vendeu menos ingressos e a preços menores só para sócio em relação à decisão do título de 2013. Com isso, deve ter uma renda menor do que naquela decisão. Há explicações para as mudanças: restrições de lugares no estádio, crise econômica do Rio de Janeiro, ser o primeiro jogo da decisão e o incentivo a associação.

Em 2013, diante do Atlético-PR, o Flamengo conseguiu uma renda total de R$ 9,7 milhões. Havia naquele jogo sócios-torcedores e sem associação. Nesta partida diante do Cruzeiro, só haverá membros do programa sócio-torcedor do clube já que os ingressos estão praticamente egotados.

A carga total será de 67.931 com um número de pagantes de 54.102 previstos. Na última final da Copa do Brasil no Maracanã, a carga total chegou a 71.101 com a utilização efetiva de 68.857. Excluídas as gratuidades, os pagantes foram 57.991. Ou seja, uma diferença de quase 4 mil ingressos vendidos.

Além disso, houve uma redução dos preços dos ingressos para sócios que compraram todos os bilhetes. Em relação aos não associados, os valores se mantiveram estáveis. Naquela final de 2013, o preço médio era R$ 141,00. Ainda será preciso fechar a conta dessa decisão para fazer uma comparação.

Naquela final diante do Atlético-PR, os sócios pagaram R$ 150,00 na Norte. Agora, o preço ficou entre R$ 80,00 e R$ 115,00 dependendo do plano. Na Sul, o valor foi de R$ 150,00 em 2013, e ficou entre R$ 100,00 e R$ 145,00 para esta decisão. E isso se repete nos setores Leste (inferior e superior), Oeste e Maracanã Mais.

Mas é preciso ressaltar que antes os sócios podiam acumular os descontos com meia-entrada de estudante, e agora isso não poderá ocorrer. Em 2013, 13 mil sócios pagaram apenas R$ 75,00 na Norte por conta do desconto acumulado. Além disso, ao reduzir os valores dos ingressos para sócios, a diretoria do Flamengo levou em conta a crise econômica do país e o fato de ser a primeira partida, e a não a decisiva.

E principalmente há uma política da diretoria do Flamengo de incentivar o programa de sócio-torcedor, e uma final como a Copa do Brasil é um momento propício para isso. Portanto, para os sócios, são estabelecidos preços mais baixos. Houve adesão em massa às vésperas da final da competição.

Obviamente, se o clube perde em bilheteria, ganha bastante com as mensalidades do programa de sócio. O orçamento prevê R$ 38,6 milhões de arrecadação com sócio-torcedor em 2017, R$ 11 milhões a mais do que 2016. Ou seja, compensa perdas de bilheteria se cumprir esse número.


Após economia na operação, Fla fica com 37% da renda da semi do Maracanã
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Em sua volta ao Maracanã, o Flamengo conseguiu ficar com de 37% da renda da semifinal da Copa do Brasil, um percentual superior a outras partidas no ano no local. Houve uma redução do custo de operação do estádio, mas o aluguel da Odebrecht continua alto. A diretoria só aceitou retornar por ser um jogo de grande público.

Diante do Botafogo, a renda total foi de R$ 2,955 milhões para um público de 53 mil pessoas. Desse total, sobraram R$ 1,101 milhões de receita líquida. Isso antes da penhora judicial a que está submetida a bilheteria do clube que abocanhou mais R$ 165 mil.

No caso da semifinal com o Botafogo, a Odebrecht cobrou R$ 611 mil de aluguel. São 20% da renda bruta tirando as cortesias, mais R$ 150 mil com contas de consumo, como água e luz. Isso representa as mesmas condições anteriores. O clube rubro-negro conseguiu reduzir o custo da operação: gastou R$ 366 mil.

Há ainda descontos da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), entre outros.

Em comparação, na Libertadores, o Flamengo ficou com cerca de R$ 2,9 milhões líquidos de uma renda de R$ 10,3 milhões por três partidas. Ou seja, menos de 30% do total (antes das penhoras). No jogo de estreia, ficou com só 17% do total por bancar a recuperação do estádio.

O jogo diante do Atlético-MG não serve de referência porque não teve cobrança de aluguel em uma ação social com a prefeitura do Rio. Também houve diferenças na operação. Ainda assim, o clube ficou com menos de 25% da renda.

O normal em uma operação deu estádio sem excessos é sobrar de renda líquida em torno de dois terços para o Maracanã. Mas o Maracanã é uma arena extremamente cara, e a Odebrecht tenta bancar o prejuízo da sua manutenção com essas partidas. Por isso, o Flamengo foge do estádio para a Ilha do Urubu, com exceção de grandes jogos como essa semi. A final também deve ser realizada no Maracanã.

 


Parque Olímpico, Maracanã e opções: o xadrez de Fla e Flu por um estádio
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A informação de que o Flamengo e o Fluminense disputarão o terreno do Parque Olímpico para construção de um estádio reascendeu o xadrez da dupla por uma casa. A informação foi publicada pelo UOL. A possibilidade de parceria entre os clubes é remota e por isso vão brigar por espaço no Rio de Janeiro.

Os dois times já tinham disputado o Maracanã quando um queria nova licitação (Fla) e o outro parceria com a Largadère (Flu). Os franceses se mandaram do estádio e a concorrência não saiu como queriam os rubro-negros. Agora, as articulações têm novos elementos.

Diante disso, a diretoria do Flamengo começou a procurar por terrenos para tocar seu estádio próprio. Tinha analisado a possibilidade do Parque Olímpico, mas a verdade é que estava focada em outros locais nas últimas semanas. Um terreno na Avenida Brasil era visto como boa perspectiva, além de outras opções menos votadas. E há o projeto da Gávea para 25 mil pessoas já em curso na prefeitura do Rio.

Enquanto isso, a diretoria tricolor trabalhou pela cessão do Parque Olímpico, como revelou o site Netflu. A ideia seria a construção de um estádio barato e sem gigantismo por meio de parcerias. Não sobra dinheiro no clube nem possibilidades de financiamento com a receita atual. Dirigentes tricolores têm boa entrada com a prefeitura em relacionamento com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa.

Com o interesse do Flamengo, a tendência é por concorrência. Mas isso vai depender do desenvolvimento das outras frentes da diretoria rubro-negra. O clube não definiu sua prioridade e deixou todas as possibilidades em aberto, inclusive outros terrenos.

No meio do caminho, o governo do Estado do Rio pode sair da sua apatia e abrir a licitação para a concessão do Maracanã. Neste caso, o clube é o candidato natural. E, justamente, se o Fluminense abrir mão do estádio tijucano, não haveria outro clube para jogar no Maracanã. Botafogo e Vasco tentam atrapalhar os planos do Flamengo, mas não apresentaram até agora nenhum plano real para o futuro do estádio.

Só que, para a diretoria rubro-negra, é preciso fazer conta. Uma opção é o Maracanã que não precisa ser construído, mas tem um custo de R$ 30 milhões/ano e necessidade de obras de adaptação para explora-lo comercialmente. Uma avaliação interna é que se precisaria de R$ 60 milhões de receita fora bilheteria para bancar todos os custos, incluídos os operacionais.

A outra opção é um estádio novo que terá o custo de construção, mas será mais rentável segundo todos os modelos estudados por cartolas rubro-negros. E o Flamengo entende que, hoje, tem até como obter financiamento por conta própria para bancar o estádio.

No caso do Fluminense, a conta é mais simples: o Maracanã se apresenta hoje inviável para o clube sozinho diante da demanda da sua torcida. Tanto que pretende evita-lo daqui para frente com a volta a Edson Passos. Se conseguir viabilizar construir outro estádio, pode encontrar uma fórmula bem mais eficiente de renda desde de que tenha parceiros e controle os custos de construção.

A parceria entre os dois clubes não é prioridade de nenhum dos dois clubes, embora nenhum dos lados tenha dito um não peremptório. Nenhum cenário atual indica essa parceria.

Há ainda um terceiro elemento neste xadrez que é a Odebrecht. A empresa controla o Maracanã e tinha obrigação de obras no Parque Olímpico após a Olimpíada pela PPP (Parceria Público-Privada). Seu objetivo claro é sair de ambos os projetos com o menor gasto possível. O problema é que, se a solução demorar, isso pode implicar em deterioração do estádio e em paralisia no Parque Olímpico. A prefeitura do Rio e o governo do Estado que vão dar as cartas do jogo.

 


Final da Libertadores em jogo único ganha força na Conmebol
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O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, aumentou a pressão por uma final única para a Libertadores a partir de 2018 e agora conta com o apoio de boa parte dos clubes. O Rio de Janeiro com o Maracanã já apresentou candidatura para sediar a partida, outro postulante seria Lima, no Peru.

Desde o ano passado, Dominguez tem defendido a final em um jogo, repetindo o que faz a Liga dos Campeões. Mas há resistências dentro da Conmebol e, no primeiro ano, isso não ocorreu. Mas ele não desistiu da ideia.

“É o meu desejo e a maioria dos clubes aprovou”, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, logo após deixar a reunião da subcomissão de clubes. Ele admitiu, no entanto, que houve uma parte dos times que não apoiaram a ideia. O projeto seria para 2018 ou poderia ser adiado para 2019, mas a Conmebol faz estudos para ter certeza da viabilidade econômica deste jogo único.

Entre os candidatos, está o Rio de Janeiro e Lima para 2018. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, apresentou uma candidatura à final por meio do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que esteve na Conmebol neste primeiro semestre. Na ocasião, Dominguez demonstrou simpatia à ideia de realizar a primeira final em jogo único no icônico Maracanã.

Há uma necessidade, no entanto, de o restante do Conselho da Conmebol e a subcomissão de clubes aprovarem em maioria a ideia da cúpula da entidade. Essa decisão só vai ocorrer em definitivo no final deste ano para se definir a fórmula da Libertadores-2018. E a ideia seria que a sede da final já fosse decidida no início da competição.


Licitação de Maracanã se aproxima, mas estádio próprio do Fla deve demorar
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Enquanto toca em separado as possibilidades de estádio, o Flamengo vê mais próxima a licitação do Maracanã, mas o projeto do seu estádio próprio na Gávea deve demorar. A prefeitura do Rio reafirmou apoio ao projeto mesmo após as críticas do AMA Leblon. O governo do Estado aponta uma concorrência pelo Maracanã em estágio avançado.

Houve uma audiência pública nesta segunda-feira para discussão de legado da Olimpíada. Na reunião, o presidente da Suderj (Superintedência de Desportos do Rio de Janeiro), Leonardo Morais, confirmou que deve ser realizada a nova licitação pelo estádio, após desistência da Largadère em compra-lo da Odebrecht. E indicou que isso pode acontecer em breve dependendo da Casa Civil terminar o edital.

“Ao que tudo indica, o governo do Estado deve fazer o edital. A gente tem ciência de que está bem avançado. Deve-se separar o Maracanã de outros equipamentos como o Julio de Lamare”, contou Morais.

O blog apurou que o governo do Estado do Rio entende ter condições de romper com a Odebrecht sem interferir na disputa em tribunal de arbitragem entre as partes. A partir daí, caberia decidir os termos da licitação. Há a indicação de que não se mexerá nos dois equipamentos tombados, Julio De Lamare e Célio de Barros, cuja pista nem sequer existe mais. Nem o Maracanãzinho deve entrar no pacote. Restaria portanto o aproveitamento do Maracanã e a área de seu anel.

Em relação ao estádio do Flamengo na Gávea, que tem uma manifestação de boa vontade da prefeitura, o processo deve ser mais demorado. Foi o que sinalizou a subsecretaria de Esportes, Patricia Amorim, que defendeu o projeto após as críticas de associação de moradores do Leblon.

“Do que eu conheço do Iphan, deve demorar mais de um ano. Só pode ser aprovado pela prefeitura depois que passar pelo Iphan”, contou Amorim, que é ex-presidente do Flamengo. Portanto, ela acredita ser muito difícil que se inicie uma construção em 2017, prevendo que isso só deveria ocorrer em 2018.

A subscretária contou que o Flamengo vai apresentar o projeto dentro dos termos acordados, com isolamento acústico, sem estacionamento e que seja de até 25 mil lugares. Portanto, ela minimizou as críticas do AMA Leblon sobre impacto de trânsito. “Os jogos ocorrem em horários e dias fora dos períodos de mais trânsito. E ali é servido com opção de transporte público”, completou, acrescentando que o projeto seguirá todos os trâmites na prefeitura.

Dirigentes do Flamengo, Rafael Strauch e Alexandre Wrobel, estiveram na audiência pública para discutir a Olimpíada, mas se retiraram antes do final por outros compromissos.


Após Copa e Jogos, reparo na cobertura do Maracanã pode custar R$ 60 mi
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A solução para a futura gestão do Maracanã ganhou um novo obstáculo com a revelação de danos extensos na cobertura do estádio. A pedido da Odebrecht, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) fez um laudo sobre o teto do estádio constatando problemas em um quinto dos painéis a maioria causado pela Copa-2014 e a Olimpíada-2016. Não está no relatório, mas os custos para consertos podem chegar a R$ 60 milhões.

Para se atingir esse cálculo, é preciso primeiro lembrar dos danos causados pelos fogos da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo. Os custos para consertos foram de R$ 16 milhões. Esse dinheiro foi pago pela Fifa para a Odebrecht para cobrir o seguro da cobertura, após um laudo da consultoria SBP.

Os consertos, no entanto, nunca foram feitos pela Odebrecht. A empreiteira alega que o governo do Estado pediu que não fosse feito antes em 2016 por conta do período olímpico. Teoricamente, o dinheiro está no caixa da Odebrecht para pagar pelos reparos.

O laudo do IPT estabeleceu que houve o triplo de danos aos painéis da cobertura com os fogos das cerimônias de abertura e encerramento, nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Até porque foram quatro eventos.

A Odebrecht afirma que avisou o Comitê Rio-2016 que não poderia haver excesso de fogos na cobertura por orientação do fabricante da cobertura. O Comitê alega ter um laudo do SBP dizendo que não houve danos com a queima de fogos.

Fato é, com o triplo de danos causados na Olimpíada em relação à Copa, a cobertura necessitaria do triplo de investimento. Assim, o valor de R$ 16 milhões seria multiplicado por quatro, segundo cálculos de fontes envolvidas com a questão do estádio. Ou seja, atingiria um total em torno de R$ 60 milhões.

A Odebrecht pagará um quarto disso, mas responsabiliza o Comitê Rio-2016 pelo restante. O comitê, além de negar culpa, está sem dinheiro até para pagar suas próprias dívidas. E, no final da linha, uma despesa além do seu limite recairá sobre os cofres públicos que têm que bancar déficit de seus orçamentos. Responsável pelo estádio, o governo do Rio ainda não se pronunciou sobre o laudo.

Para piorar, o conserto da cobertura implica em tempo do estádio fechado. Não seriam períodos longos, mas certamente afetarão os clubes cariocas que têm atuado com frequência no estádio. Em resumo, a equação para encontrar uma solução para o Maracanã se torna mais cara.