Blog do Rodrigo Mattos

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Rio já dá calote de R$ 90 mi no BNDES por Maracanã e é coberto por União
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O Estado do Rio já deixou de pagar 17 parcelas do empréstimos ao BNDES para a construção do Maracanã. O valor soma em torno de R$ 90 milhões e tem sido coberto pela União. Desde de setembro, o Estado entrou no programa de recuperação fiscal e ganhou uma isenção para pagar por mais 36 meses.

Palco da final da Copa-2014, o Maracanã teve um custo de obras de R$ 1,2 bilhão para atender requisitos impostos pela Fifa. O Tribunal de Contas do Estado apontou superfaturamento em torno de R$ 200 milhões por parte do consórcio composto por Odebrecht e Andrade Gutierrez, cujos executivos admitiram ter pago propina ao ex-governador Sergio Cabral. Do total do valor, R$ 400 milhões foram obtidos em financiamento ao BNDES. A então presidente Dilma Rousseff dizia que não havia dinheiro federal nas arenas.

Pois bem, outros 10 estádios receberam empréstimos do banco público. Mas, com a crise econômica no Estado, o Rio de Janeiro deixou de pagar as parcelas a partir de maio de 2016. Questionado por meio da Lei de Acesso à informação, o BNDES informou que o governo do Rio não voltou a quitar parcelas desde então.

“As prestações estão sendo pagas pela União, na qualidade de fiador da operação, desde maio de 2016, mês em que o Estado do Rio de Janeiro parou de pagar. O saldo devedor do financiamento, em setembro de 2017, é de R$ 309.547,30 mil (R$ 309,5 milhões)”, explicou o banco.

Já a secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro informou que o Estado foi incluído no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em 5 de setembro. E, assim, ganhou um tempo para permanecer inadimplente. “Em consonância à regulamentação federal ao Regime, no plano apresentado pelo Estado, foi informada a previsão de não pagamento, durante 36 meses, dos contratos com instituições financieras que possuem garantida da União, caso do contrato do BNDES, com retorno de pagamento após este prazo”, contou a secretaria.

Com isso, o Estado do Rio passará um total de 53 meses sem quitar parcelas do empréstimo do BNDES. Cada parcela mensal girava em torno de R$ 5,5 milhões em maio de 2016. A secretaria da Fazenda do Estado informou que há uma vencida em 15 de setembro e ainda não paga: seu valor R$ 4,8 milhões.

Nenhum dos dois órgãos informou o valor exato da dívida do Rio de Janeiro que não foi paga com o BNDES. Mas, com a média mensal entre R$ 4,8 milhões e R$ 5,5 milhões, o valor gira entre R$ 85 milhões e R$ 93 milhões. Se consideramos os 53 meses, esse valor subirá além dos R$ 250 milhões em calotes ao final do período de carência.

A secretaria de Fazenda do Rio informou que até setembro a dívida vinha sendo reajustada pela taxa Selic, e agora tem uma taxa própria do contrato assinado entre o Rio de Janeiro e a União. Aliado do atual governador Luiz Fernando Pezão, o ex-governador Sergio Cabral, condenado por corrupção, foi o principal protagonista na reforma do Maracanã ao aceitar todas as condições impostas pela Fifa.


Maracanã ‘menor’ e só para sócio reduz renda de final do Fla
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Para a final da Copa do Brasil de 2017, diante do Cruzeiro, a diretoria do Flamengo vendeu menos ingressos e a preços menores só para sócio em relação à decisão do título de 2013. Com isso, deve ter uma renda menor do que naquela decisão. Há explicações para as mudanças: restrições de lugares no estádio, crise econômica do Rio de Janeiro, ser o primeiro jogo da decisão e o incentivo a associação.

Em 2013, diante do Atlético-PR, o Flamengo conseguiu uma renda total de R$ 9,7 milhões. Havia naquele jogo sócios-torcedores e sem associação. Nesta partida diante do Cruzeiro, só haverá membros do programa sócio-torcedor do clube já que os ingressos estão praticamente egotados.

A carga total será de 67.931 com um número de pagantes de 54.102 previstos. Na última final da Copa do Brasil no Maracanã, a carga total chegou a 71.101 com a utilização efetiva de 68.857. Excluídas as gratuidades, os pagantes foram 57.991. Ou seja, uma diferença de quase 4 mil ingressos vendidos.

Além disso, houve uma redução dos preços dos ingressos para sócios que compraram todos os bilhetes. Em relação aos não associados, os valores se mantiveram estáveis. Naquela final de 2013, o preço médio era R$ 141,00. Ainda será preciso fechar a conta dessa decisão para fazer uma comparação.

Naquela final diante do Atlético-PR, os sócios pagaram R$ 150,00 na Norte. Agora, o preço ficou entre R$ 80,00 e R$ 115,00 dependendo do plano. Na Sul, o valor foi de R$ 150,00 em 2013, e ficou entre R$ 100,00 e R$ 145,00 para esta decisão. E isso se repete nos setores Leste (inferior e superior), Oeste e Maracanã Mais.

Mas é preciso ressaltar que antes os sócios podiam acumular os descontos com meia-entrada de estudante, e agora isso não poderá ocorrer. Em 2013, 13 mil sócios pagaram apenas R$ 75,00 na Norte por conta do desconto acumulado. Além disso, ao reduzir os valores dos ingressos para sócios, a diretoria do Flamengo levou em conta a crise econômica do país e o fato de ser a primeira partida, e a não a decisiva.

E principalmente há uma política da diretoria do Flamengo de incentivar o programa de sócio-torcedor, e uma final como a Copa do Brasil é um momento propício para isso. Portanto, para os sócios, são estabelecidos preços mais baixos. Houve adesão em massa às vésperas da final da competição.

Obviamente, se o clube perde em bilheteria, ganha bastante com as mensalidades do programa de sócio. O orçamento prevê R$ 38,6 milhões de arrecadação com sócio-torcedor em 2017, R$ 11 milhões a mais do que 2016. Ou seja, compensa perdas de bilheteria se cumprir esse número.


Após economia na operação, Fla fica com 37% da renda da semi do Maracanã
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Em sua volta ao Maracanã, o Flamengo conseguiu ficar com de 37% da renda da semifinal da Copa do Brasil, um percentual superior a outras partidas no ano no local. Houve uma redução do custo de operação do estádio, mas o aluguel da Odebrecht continua alto. A diretoria só aceitou retornar por ser um jogo de grande público.

Diante do Botafogo, a renda total foi de R$ 2,955 milhões para um público de 53 mil pessoas. Desse total, sobraram R$ 1,101 milhões de receita líquida. Isso antes da penhora judicial a que está submetida a bilheteria do clube que abocanhou mais R$ 165 mil.

No caso da semifinal com o Botafogo, a Odebrecht cobrou R$ 611 mil de aluguel. São 20% da renda bruta tirando as cortesias, mais R$ 150 mil com contas de consumo, como água e luz. Isso representa as mesmas condições anteriores. O clube rubro-negro conseguiu reduzir o custo da operação: gastou R$ 366 mil.

Há ainda descontos da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), entre outros.

Em comparação, na Libertadores, o Flamengo ficou com cerca de R$ 2,9 milhões líquidos de uma renda de R$ 10,3 milhões por três partidas. Ou seja, menos de 30% do total (antes das penhoras). No jogo de estreia, ficou com só 17% do total por bancar a recuperação do estádio.

O jogo diante do Atlético-MG não serve de referência porque não teve cobrança de aluguel em uma ação social com a prefeitura do Rio. Também houve diferenças na operação. Ainda assim, o clube ficou com menos de 25% da renda.

O normal em uma operação deu estádio sem excessos é sobrar de renda líquida em torno de dois terços para o Maracanã. Mas o Maracanã é uma arena extremamente cara, e a Odebrecht tenta bancar o prejuízo da sua manutenção com essas partidas. Por isso, o Flamengo foge do estádio para a Ilha do Urubu, com exceção de grandes jogos como essa semi. A final também deve ser realizada no Maracanã.

 


Parque Olímpico, Maracanã e opções: o xadrez de Fla e Flu por um estádio
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A informação de que o Flamengo e o Fluminense disputarão o terreno do Parque Olímpico para construção de um estádio reascendeu o xadrez da dupla por uma casa. A informação foi publicada pelo UOL. A possibilidade de parceria entre os clubes é remota e por isso vão brigar por espaço no Rio de Janeiro.

Os dois times já tinham disputado o Maracanã quando um queria nova licitação (Fla) e o outro parceria com a Largadère (Flu). Os franceses se mandaram do estádio e a concorrência não saiu como queriam os rubro-negros. Agora, as articulações têm novos elementos.

Diante disso, a diretoria do Flamengo começou a procurar por terrenos para tocar seu estádio próprio. Tinha analisado a possibilidade do Parque Olímpico, mas a verdade é que estava focada em outros locais nas últimas semanas. Um terreno na Avenida Brasil era visto como boa perspectiva, além de outras opções menos votadas. E há o projeto da Gávea para 25 mil pessoas já em curso na prefeitura do Rio.

Enquanto isso, a diretoria tricolor trabalhou pela cessão do Parque Olímpico, como revelou o site Netflu. A ideia seria a construção de um estádio barato e sem gigantismo por meio de parcerias. Não sobra dinheiro no clube nem possibilidades de financiamento com a receita atual. Dirigentes tricolores têm boa entrada com a prefeitura em relacionamento com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa.

Com o interesse do Flamengo, a tendência é por concorrência. Mas isso vai depender do desenvolvimento das outras frentes da diretoria rubro-negra. O clube não definiu sua prioridade e deixou todas as possibilidades em aberto, inclusive outros terrenos.

No meio do caminho, o governo do Estado do Rio pode sair da sua apatia e abrir a licitação para a concessão do Maracanã. Neste caso, o clube é o candidato natural. E, justamente, se o Fluminense abrir mão do estádio tijucano, não haveria outro clube para jogar no Maracanã. Botafogo e Vasco tentam atrapalhar os planos do Flamengo, mas não apresentaram até agora nenhum plano real para o futuro do estádio.

Só que, para a diretoria rubro-negra, é preciso fazer conta. Uma opção é o Maracanã que não precisa ser construído, mas tem um custo de R$ 30 milhões/ano e necessidade de obras de adaptação para explora-lo comercialmente. Uma avaliação interna é que se precisaria de R$ 60 milhões de receita fora bilheteria para bancar todos os custos, incluídos os operacionais.

A outra opção é um estádio novo que terá o custo de construção, mas será mais rentável segundo todos os modelos estudados por cartolas rubro-negros. E o Flamengo entende que, hoje, tem até como obter financiamento por conta própria para bancar o estádio.

No caso do Fluminense, a conta é mais simples: o Maracanã se apresenta hoje inviável para o clube sozinho diante da demanda da sua torcida. Tanto que pretende evita-lo daqui para frente com a volta a Edson Passos. Se conseguir viabilizar construir outro estádio, pode encontrar uma fórmula bem mais eficiente de renda desde de que tenha parceiros e controle os custos de construção.

A parceria entre os dois clubes não é prioridade de nenhum dos dois clubes, embora nenhum dos lados tenha dito um não peremptório. Nenhum cenário atual indica essa parceria.

Há ainda um terceiro elemento neste xadrez que é a Odebrecht. A empresa controla o Maracanã e tinha obrigação de obras no Parque Olímpico após a Olimpíada pela PPP (Parceria Público-Privada). Seu objetivo claro é sair de ambos os projetos com o menor gasto possível. O problema é que, se a solução demorar, isso pode implicar em deterioração do estádio e em paralisia no Parque Olímpico. A prefeitura do Rio e o governo do Estado que vão dar as cartas do jogo.

 


Final da Libertadores em jogo único ganha força na Conmebol
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O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, aumentou a pressão por uma final única para a Libertadores a partir de 2018 e agora conta com o apoio de boa parte dos clubes. O Rio de Janeiro com o Maracanã já apresentou candidatura para sediar a partida, outro postulante seria Lima, no Peru.

Desde o ano passado, Dominguez tem defendido a final em um jogo, repetindo o que faz a Liga dos Campeões. Mas há resistências dentro da Conmebol e, no primeiro ano, isso não ocorreu. Mas ele não desistiu da ideia.

“É o meu desejo e a maioria dos clubes aprovou”, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, logo após deixar a reunião da subcomissão de clubes. Ele admitiu, no entanto, que houve uma parte dos times que não apoiaram a ideia. O projeto seria para 2018 ou poderia ser adiado para 2019, mas a Conmebol faz estudos para ter certeza da viabilidade econômica deste jogo único.

Entre os candidatos, está o Rio de Janeiro e Lima para 2018. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, apresentou uma candidatura à final por meio do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que esteve na Conmebol neste primeiro semestre. Na ocasião, Dominguez demonstrou simpatia à ideia de realizar a primeira final em jogo único no icônico Maracanã.

Há uma necessidade, no entanto, de o restante do Conselho da Conmebol e a subcomissão de clubes aprovarem em maioria a ideia da cúpula da entidade. Essa decisão só vai ocorrer em definitivo no final deste ano para se definir a fórmula da Libertadores-2018. E a ideia seria que a sede da final já fosse decidida no início da competição.


Licitação de Maracanã se aproxima, mas estádio próprio do Fla deve demorar
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Enquanto toca em separado as possibilidades de estádio, o Flamengo vê mais próxima a licitação do Maracanã, mas o projeto do seu estádio próprio na Gávea deve demorar. A prefeitura do Rio reafirmou apoio ao projeto mesmo após as críticas do AMA Leblon. O governo do Estado aponta uma concorrência pelo Maracanã em estágio avançado.

Houve uma audiência pública nesta segunda-feira para discussão de legado da Olimpíada. Na reunião, o presidente da Suderj (Superintedência de Desportos do Rio de Janeiro), Leonardo Morais, confirmou que deve ser realizada a nova licitação pelo estádio, após desistência da Largadère em compra-lo da Odebrecht. E indicou que isso pode acontecer em breve dependendo da Casa Civil terminar o edital.

“Ao que tudo indica, o governo do Estado deve fazer o edital. A gente tem ciência de que está bem avançado. Deve-se separar o Maracanã de outros equipamentos como o Julio de Lamare”, contou Morais.

O blog apurou que o governo do Estado do Rio entende ter condições de romper com a Odebrecht sem interferir na disputa em tribunal de arbitragem entre as partes. A partir daí, caberia decidir os termos da licitação. Há a indicação de que não se mexerá nos dois equipamentos tombados, Julio De Lamare e Célio de Barros, cuja pista nem sequer existe mais. Nem o Maracanãzinho deve entrar no pacote. Restaria portanto o aproveitamento do Maracanã e a área de seu anel.

Em relação ao estádio do Flamengo na Gávea, que tem uma manifestação de boa vontade da prefeitura, o processo deve ser mais demorado. Foi o que sinalizou a subsecretaria de Esportes, Patricia Amorim, que defendeu o projeto após as críticas de associação de moradores do Leblon.

“Do que eu conheço do Iphan, deve demorar mais de um ano. Só pode ser aprovado pela prefeitura depois que passar pelo Iphan”, contou Amorim, que é ex-presidente do Flamengo. Portanto, ela acredita ser muito difícil que se inicie uma construção em 2017, prevendo que isso só deveria ocorrer em 2018.

A subscretária contou que o Flamengo vai apresentar o projeto dentro dos termos acordados, com isolamento acústico, sem estacionamento e que seja de até 25 mil lugares. Portanto, ela minimizou as críticas do AMA Leblon sobre impacto de trânsito. “Os jogos ocorrem em horários e dias fora dos períodos de mais trânsito. E ali é servido com opção de transporte público”, completou, acrescentando que o projeto seguirá todos os trâmites na prefeitura.

Dirigentes do Flamengo, Rafael Strauch e Alexandre Wrobel, estiveram na audiência pública para discutir a Olimpíada, mas se retiraram antes do final por outros compromissos.


Após Copa e Jogos, reparo na cobertura do Maracanã pode custar R$ 60 mi
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A solução para a futura gestão do Maracanã ganhou um novo obstáculo com a revelação de danos extensos na cobertura do estádio. A pedido da Odebrecht, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) fez um laudo sobre o teto do estádio constatando problemas em um quinto dos painéis a maioria causado pela Copa-2014 e a Olimpíada-2016. Não está no relatório, mas os custos para consertos podem chegar a R$ 60 milhões.

Para se atingir esse cálculo, é preciso primeiro lembrar dos danos causados pelos fogos da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo. Os custos para consertos foram de R$ 16 milhões. Esse dinheiro foi pago pela Fifa para a Odebrecht para cobrir o seguro da cobertura, após um laudo da consultoria SBP.

Os consertos, no entanto, nunca foram feitos pela Odebrecht. A empreiteira alega que o governo do Estado pediu que não fosse feito antes em 2016 por conta do período olímpico. Teoricamente, o dinheiro está no caixa da Odebrecht para pagar pelos reparos.

O laudo do IPT estabeleceu que houve o triplo de danos aos painéis da cobertura com os fogos das cerimônias de abertura e encerramento, nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Até porque foram quatro eventos.

A Odebrecht afirma que avisou o Comitê Rio-2016 que não poderia haver excesso de fogos na cobertura por orientação do fabricante da cobertura. O Comitê alega ter um laudo do SBP dizendo que não houve danos com a queima de fogos.

Fato é, com o triplo de danos causados na Olimpíada em relação à Copa, a cobertura necessitaria do triplo de investimento. Assim, o valor de R$ 16 milhões seria multiplicado por quatro, segundo cálculos de fontes envolvidas com a questão do estádio. Ou seja, atingiria um total em torno de R$ 60 milhões.

A Odebrecht pagará um quarto disso, mas responsabiliza o Comitê Rio-2016 pelo restante. O comitê, além de negar culpa, está sem dinheiro até para pagar suas próprias dívidas. E, no final da linha, uma despesa além do seu limite recairá sobre os cofres públicos que têm que bancar déficit de seus orçamentos. Responsável pelo estádio, o governo do Rio ainda não se pronunciou sobre o laudo.

Para piorar, o conserto da cobertura implica em tempo do estádio fechado. Não seriam períodos longos, mas certamente afetarão os clubes cariocas que têm atuado com frequência no estádio. Em resumo, a equação para encontrar uma solução para o Maracanã se torna mais cara.


Empresa desiste de comprar Maracanã; destino é licitação ou municipalização
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A Lagardère desistiu da compra da concessão do Maracanã da Odebrecht, deixando em aberto o futuro do estádio. O futuro do estádio terá de ser definido por uma nova licitação ou por uma municipalização desejada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella. O Flamengo quer a nova concorrência, e o Fluminense fazia acordo com a empresa francesa.

Há três semanas o governo do Estado do Rio deu sinal de que recuaria da aprovação à venda do estádio, optando por uma nova licitação. Não havia uma palavra final, mas era uma tendência. Isso ocorreu após as revelações das delações da Odebrecht que apontavam propina nos processos licitatórios da concessão.

Os franceses já tinham até um memorando de entendimento assinado com a Odebrecht para a compra do estádio por R$ 60 milhões. Mas a indefinição do governo do Estado levou os a desistir da aquisição. Eles, no entanto, não desistiram completamente do Maracanã

Agora, há dois caminhos para o Maracanã: um deles é a nova licitação em que o Flamengo e seus parceiros estão interessados, já que o clube se recusava a jogar se a Lagardère mandasse no estádio.

“É uma decisão deles (Lagardère), não nos cabe comentar. O Flamengo continua defendendo uma nova licitação e participará dela dependendo das condições do edital”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Outra possibilidade surgiu na semana passada quando o prefeito Marcelo Crivella manifestou ao governo Luiz Fernando Pezão a intenção de municipalizar o estádio. O Estado do Rio exigiria um pagamento por isso, mas a prefeitura é credora de dívida com o governo por ter ajudado na crise financeira. O plano seria assumir e acertar uma parceria com os clubes. Houve troca de mensagens entre o governador e o prefeito sobre o tema.

Mas a Largadère também está em discussão com o prefeito em relação ao estádio. E ainda estuda se pode entrar com um processo judicial para tentar ganhar o Maracanã alegando ser a segunda colocada na licitação que deu vitória à Odebrecht. Só que seu parceiro à época era a OAS, que está em recuperação judicial.

A diretoria do Flamengo informou que tem conhecimento da intenção do prefeito e que estava disposta a colaborar com ele. Mas, em paralelo, os dirigentes rubro-negros negociam terrenos e liberações para um estádio próprio. Essa será a alternativa se considerarem que as condições de concessão e os custos do Maracanã são inviáveis para o clube. Também existe essa discussão com o prefeito.

O Fluminense também tinha um projeto de estádio próprio. Sua diretoria ainda não quis se pronunciar sobre a desistência da Laragadère. As duas ideias de estádios dos dois times são embrionários, sem terreno certo ou forma de financiamento.


Presidente do Fla reclama de custo do Maracanã: ‘Estamos sendo espoliados’
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Apesar dos resultados esportivos positivos, o Flamengo está bem insatisfeito com o modelo de parceria com a Odebrecht para o uso do Maracanã. Dirigentes rubro-negros reclamam que ficam com um percentual pequeno da renda enquanto uma grande fatia vai para a empresa manter o estádio.

Um exemplo foi o Fla-Flu em que apenas um terço ficou para os clubes. Assim, o total das despesas foi de R$ 2,160 milhões, sendo mais de R$ 600 mil de aluguel. Na Libertadores, o Flamengo deixou mais de R$ 7 milhões para a Odebrecht em três jogos.

“Estamos sendo espoliados no Maracanã”, contou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. “Esse modelo não dá para ser mantido. Se for assim, não dá.”

A Odebrecht entende que o modelo atual é o único para financiar a manutenção do estádio enquanto o governo do Estado do Rio de Janeiro não decide se faz uma nova licitação ou aceita a venda do equipamento. O problema é que essa fórmula pune reduziu consideravelmente os ganhos percentuais dos clubes considerados os contratos com a própria empreiteira.

Neste formato, a diretoria rubro-negra pretende repensar se vai continuar a atuar no Maracanã ou se leva as partidas para a Arena da Ilha, que deve estar liberada para jogos nas próximas semanas. Faltam adaptações pedidas pela polícia e corpo de bombeiros para isolamento da entrada de torcedores rivais.

Os dois próximos jogos estão marcados para o Maracanã. A possibilidade de levar as partidas maiores para Ilha implicará em uma mudança na política nos preços dos ingressos. Ou seja, bilhetes podem ser mais caros para obter a renda similar a do estádio mais tradicional e maior.

Outros aspectos a serem considerados são técnicos. A diretoria pretende ouvir a comissão técnica. “O gramado está perfeito, e a torcida fica bem próxima. Precisamos treinar lá para saber como vai ser”, contou o diretor de futebol, Rodrigo Caetano.


Fla vê sinal de licitação do Maracanã, e Flu tem entendimento com Lagardère
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Adversários na final do Estadual, Flamengo e Fluminense planejam rumos diferentes para o palco da final, o Maracanã. A diretoria rubro-negra vê sinais de uma nova licitação para o estádio, e a tricolor já tem um entendimento alinhado com a Largadère se esta assumir o estádio por venda. O governo do Estado não decidiu o que fará com o Maracanã.

Primeiro, é preciso lembrar que os dois rivais têm perfis diferentes de torcida e jogos. O Flamengo tem uma torcida maior, gera mais receita e por isso quer participar da administração do estádio. O Fluminense tem um contrato em vigor que reduz suas despesas ao atuar no Maracanã e pretende usa-lo só em uma parte dos jogos.

A diretoria rubro-negra está atenta às movimentações do governo do Estado do Rio de Janeiro. E trabalha com a informação de que pode ser lançada em breve uma nova licitação para estádio, anulando a concessão da Odebrecht em seguida.

Os dirigentes do Flamengo, no entanto, não sabem quais seriam as regras da nova licitação e por isso não têm certeza se haverá interesse em participar desta. O plano econômico do clube para o estádio envolvia o uso de áreas internas do Maracanã para fins comerciais, como restaurantes, para poder aumentar receita e com isso pagar custos. Mas não se sabe se isso é possível.

Já a diretoria do Fluminense teve reuniões com representantes da Largadère e ficou encaminhado um entendimento entre as partes caso esta assuma o estádio. A ideia é que seja mantido o contrato com a Odebrecht com ajustes. Por exemplo, hoje, já valem aditivos que repassam uma parte das despesas ao tricolor e a ideia seria que uma parte dos custos portanto ficasse com o clube.

Em compensação, a empresa francesa acena com a viabilização de novas receitas de marketing do estádio para o Fluminense.  Não há, no entanto, nenhum contrato assinado entre as partes. E, no final das contas, a Lagardère sabe que o clube pode exigir a manutenção do atual contrato.

Outra diferença entre os clubes seria o uso do Maracanã. A intenção do Fluminense é utilizar o Maracanã apenas em partidas grandes, cima de 30 mil, ficando com Édson Passos para públicos menores. Isso reduz prejuízos em jogos no Maracanã com baixo público.

O Flamengo também planeja a Arena da Ilha para partidas menores, mas, se tiver o Maracanã, sua ocupação do estádio será bem mais intensa. Afinal, como o clube participaria da gestão, ocuparia espaços dentro do equipamento.

Enquanto espera a situação do Maracanã, o clube rubro-negro toca seus estudos sobre estádio próprio. Mas não há uma localidade definida, nem forma de financiamento.