Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : mercado de transferências

Palmeiras fez um quarto dos gastos com contratações do exterior em 2017
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Com José Edgar de Matos e Vinicius Castro

O Palmeiras é responsável por 24,6% dos gastos com contratações de jogadores do exterior em 2017. Somado ao número do Flamengo, os dois clubes representam mais de um terço dos investimentos do país em atletas de fora. É o que possível constatar após a divulgação da relação de transferências de times brasileiros nesta temporada, feita pela CBF durante a semana.

O relatório da confederação mostrou que os clubes nacionais gastaram R$ 348,7 milhões com atletas vindos do exterior até 31 de julho de 2017. Houve um crescimento de 84,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, ou um total de R$ 160 milhões extras.

Dentro desse cenário de forte de investimento, o Palmeiras se destaca pelo volume e tamanho das contratações. Para isso, contou com sua receita próxima de R$ 500 milhões por ano e aportes da patrocinadora Crefisa.

Com isso, gastou R$ 85,6 milhões considerados apenas os atletas de fora do Brasil. A lista inclui Borja, Deyverson, Bruno Henrique, Guerra e Dudu (metade dos direitos foi adquirido no início do ano). Felipe Mello chegou da Turquia, mas não houve pagamento de multa e luvas não contam neste valor.

Em seguida, está o Flamengo com um total de R$ 38,5 milhões em contratações do exterior, o que significa em torno de 11% do total investido pelos clubes brasileiros. Sua relação tem atletas como Diego Alves, Rodholfo, Everton Ribeiro e Berrío. Outros como Geuvânio e Trauco chegaram sem pagamento de rescisão.

Juntos, os dois times, que são os de maior receita no país, investiram R$ 124,1 milhões. Isso representa 35,6% do total do investimento dos times nacionais em jogadores de fora.


Jogador brasileiro recupera valor após tragédia da Copa, e clubes faturam
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Números do mercado de transferência de 2016 mostram que o jogador brasileiro recuperou o valor de mercado após o desastre da Copa-2014 que o tinha desvalorizado. Com isso, aumentaram os ganhos com vendas dos clubes nacionais. O país é tradicionalmente o maior exportador e importador de atletas do mundo em números, a questão é o valor pago.

Pelo relatório do TMS da Fifa relativo a 2016, divulgado na semana passada, o Brasil arrecadou US$ 263,6 milhões (R$ 824,28 milhões) com transferências de jogadores no ano passado. Tornou-se assim o sétimo país com maior receita com saída de atletas, atrás das cinco principais ligas europeias e Portugal.

Para efeito de comparação, o Brasil ganhou US$ 203,9 milhões em 2015. Isso já representava uma queda em 2014 com US$ 221 milhões. Naquele ano, o Brasil perdeu de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial e os efeitos foram sentido no meio do ano. Logo após o Mundial, cartolas de clubes indicaram que havia tido um queda no interesse em atletas brasileiros e que vinham recebendo menos ligações de europeus.

De novo, como comparação, em 2013, antes do desastre da Copa, o Brasil ganhou Us$ 312 milhões com transferências, valor superior ao do atual ano. Naquela temporada, o país chegou a ser o quarto maior vendedor na frente da Inglaterra. Em 2012, o número foi de US$ 230 milhões, em um período em que o mercado tinha bem menos dinheiro que atualmente.

Os atletas nacionais representam o maior volume de transações considerado todo o mundo, não apenas os que saíram do país. Foram US$ 593,9 milhões no total. O país, no entanto, já liderava essa lista em 2015 com US$ 567 milhões. A diferença é que, em 2015 e 2014, os times europeus priorizavam investir em brasileiros que já estavam na Europa, e agora voltaram a olhar para o país.

Em relação à compra de atletas, o Brasil também aumentou seu poder, como já mostrado pelo blog. Foram US$ 85 milhões no ano passado, um aumento de 140% segundo a Fifa. O número é diferente do divulgado pela CBF que também indica crescimento significativo. Certo é que o Brasil voltou a entrar no top 10 dos compradores do mercado de transferência de jogadores. Neste caso, os novos contratos de televisão e luvas deram poder financeiro aos times nacionais.

O maior crescimento, no entanto, é da China. No ano passado, o país asiático tornou-se o quinto maior comprador do mundo com um total US$ 451 milhões, quase o triplo do ano anterior. Chega a ameaçar países como Espanha, Itália e Alemanha em gastos.


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