Blog do Rodrigo Mattos

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Conmebol rejeita pedido da Chape de excluir Nacional por ato de torcedores
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O tribunal da Conmebol rejeitou o pedido da Chapecoense de participar do processo em que o Nacional será julgado pelos atos ofensivos de seus torcedores. Assim, nem será analisada a requisição de exclusão do time uruguaio. Com isso, torna-se bastante improvável que o time catarinense reverta a sua eliminação da fase de pre-Libertadores.

No primeiro jogo desta fase, torcedores do Nacional fizeram gestos de avião caindo em alusão ao acidente que matou a maior parte da delegação da Chapecoense, em 2016. A Conmebol abriu um procedimento em seu tribunal enquadrando no artigo 14 que trata de atos contra a dignidade humana.

O time catarinense tentou entrar com uma recurso na corte para intervir como terceiro, logo depois de ser derrotada em campo na primeira partida. Mas a Conmebol respondeu que não há lugar para solicitação de intervenção de terceiros. Não houve justificativa. A decisão saiu na segunda-feira.

Agora, o Nacional será julgado após apresentar defesa. As penas previstas no Código Disciplinar da Conmebol vão de advertência até a exclusão da competição. Mas essa pena só é aplicada em casos gravíssimos.

Em campo, o time uruguaio venceu os jogos da ida e volta para se classificar à fase seguinte da pre-Libertadores.

 


Antes de gesto do avião, Nacional já tinha sido punido por atos de torcida
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O Nacional virou alvo de ação disciplinar da Conmebol porque seus torcedores fizeram um gesto em alusão ao acidente da Chapecoense durante jogo da Libertadores. Pois o clube já tinha sido punido por atos da sua torcida durante a competição, na edição de 2017. Isso pode eventualmente agravar a situação do time uruguaio.

Na quinta-feira, a Conmebol entrou com abertura de processo em seu tribunal disciplinar contra o Nacional por suposta infração ao artigo 14 do seu código, que trata de ofensas à dignidade humana. Baseou-se em vídeos dentro do “Globo Esporte” que mostravam um torcedor do time uruguaio simulando com as mãos a queda de um avião, durante jogo com a Chapecoense. Era uma menção ao acidente que matou 71 pessoas em 2016, a maioria do time catarinense.

Em nota, o clube uruguaio pediu desculpas e depois expulsou o torcedor de seus quadros. E a Chapecoense entrou com uma ação no tribunal da confederação sul-americana pedindo a exclusão do Nacional pelos atos. Quer atuar como parte interessada no processo.

Não é a primeira vez que torcedores do time uruguaio causam confusão no Brasil. Em 2017, em outubro, torcedores do Nacional protagonizaram uma selvageria no Estádio Nilson Santos, em jogo da Libertadores contra o Botafogo. Eliminados, os uruguaios promoveram um quebra-quebra e jogaram cadeiras no gramado em direção a policiais.

O tribunal da Conmebol puniu o Nacional com uma multa de US$ 10 mil pelo incidente. Na decisão, a confederação sul-americana explicou que o clube estaria sujeito a ser tratado como reincidente caso cometesse uma infração “igual ou similar”. Ou seja, teria uma pena agravada.

A questão é que a confederação mudou seu código disciplinar para 2018, estendendo o e trocando artigos. Normalmente, os incidentes de confusão de torcedores como ofensas racistas são diferentes de atos de violência. Mas ambos levam a punição por meio do artigo do código que prevê que um clube é responsável pelos atos de sua torcida.

Entre as punições possíveis para o Nacional, está desde uma multa de US$ 3 mil, obrigação de portões fechados e até a exclusão da competição. Penas duras, no entanto, não são o padrão da Conmebol para esse tipo de caso. Em um paralelo, até agora o tribunal da confederação não deu nenhuma decisão sobre os atos de racismo de torcedores do Independiente na primeira final da Sul-Americana, enquanto o Flamengo já foi punido pela violência no segundo jogo.


Conmebol abre processo contra Nacional por gestos de avião contra Chape
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O tribunal da Conmebol vai iniciar um processo disciplinar contra o Nacional, do Uruguai, pelos gestos de seus torcedores ironizando a queda do avião da Chapecoense. Foi um pedido da diretoria da entidade que fosse aberto o procedimento após ver vídeos do fato na internet.

Durante a partida entre Nacional e Chapecoense, pela Libertadores, torcedores do time uruguaio fizeram gestos de um avião caindo em direção à torcida da equipe catarinense. Era uma alusão ao acidente que matou 71 pessoas, em 2016, a maioria da delegação da Chapecoense. Pelo menos dois torcedores foram flagrados por câmeras. O Nacional pediu desculpas ao clube brasileiro em nota.

A Conmebol entendeu que o caso se enquadrada no artigo 14 de seu código de disciplina. Pela descrição do artigo, fala-se em ato que insulte à dignidade humana, seja por idioma, credo ou origem. É o artigo em que normalmente se enquadra casos de racismo. No entender da confederação, os gestos dos torcedores do Nacional podem ser entendidos como ato hostil.

As penas previstas são pelo menos uma multa mínima de US$ 3 mil. Em casos considerados mais graves, pode-se chegar a portões fechados ou eliminação da competição. Não há data ainda de julgamento.

O caso da Chapecoense é especialmente sensível dentro da Conmebol porque a entidade prestou várias homenagens ao clube após o acidente. Em concordância com o Atlético Nacional, da Colômbia, a confederação até concedeu o título de campeão da Copa Sul-Americana ao time catarinense.


Conmebol terá de ignorar regulamento para dar título à Chape
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A Conmebol deve dar o título da Sul-Americana à Chapecoense após o acidente de avião que matou a maior parte de seu time. Mas, para isso, terá de ignorar o regulamento do campeonato que não tinha nenhuma precedente sobre o caso. O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, vai precisar de um aval formal de seus pares do Conselho Executivo da entidade.

Como mostrado pelo blog, a Conmebol já tinha se convencido a dar o título ao time catarinense após um pedido do Atlético Nacional desde terça-feira. Havia, no entanto, a intenção de se evitar falar do assunto logo após a tragédia, assim como uma pendência em relação à vaga da Colômbia na Libertadores. A CBF espera que a taça seja oficializada em Chapecó neste final de semana quando haverá o velório das vítimas. Dominguez estará lá.

Com esse objetivo, a Conmebol terá de tomar uma decisão não prevista no regulamento da Sul-Americana ou no código de disciplina.”Não tem nenhuma previsão no regulamento. É uma situação tão excepcional que não tinha como prever algo assim”, contou o presidente do tribunal de disciplina da Conmebol, Caio Rocha.

Segundo ele, se fosse seguir as regras estritamente, teria de se remarcar o jogo e dar os pontos ao Atlético Nacional se a Chapecoense não tivesse jogadores, o que não seria algo de bom senso na sua opinião. Obviamente, a Conmebol não cogita fazer algo parecido. Neste caso, o time catarinense ainda tomaria um 3 x 0 e poderia ser punido.

Mas o regulamento da Sul-Americana abre uma brecha. Em suas disposições finais, o texto afirma que as regras podem ser mudadas a qualquer tempo totalmente ou parcialmente pelo Comitê Executivo da Conmebol. Bastará portanto ter esse aval da cúpula da entidade.

No clima de comoção atual, o Conselho não vai se opor a uma decisão do presidente Alejandro Dominguez neste sentido, como apurou o blog. Assim, deve apenas referendar sua decisão. Ainda será necessário tomar uma decisão sobre premiação pelo título.


STJD tira o dobro de pontos de times pequenos do que de grandes
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Desde o caso Sandro Hiroshi, em 1999, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) passou a influir ativamente na tabela do Brasileiro com punições por perda de pontos ou anulações de partidas. Levantamento do blog desde aquele ano mostra que os times pequenos sofrem muito mais do que os grandes com retirada de pontos, e também são menos favorecidos com pontos.

Agora, novamente uma retirada de pontos da Portuguesa pode alterar o rebaixamento e salvar o Fluminense da Série B. O julgamento da irregularidade do caso Heverton será realizado nesta segunda-feira, na 1a comissão disciplinar do STJD. O Flamengo também está ameaçado de perder pontos.

Houve duas razões principais para a Justiça Desportiva modificar a tabela no Nacional após resultados em campo: jogador irregular e anulação de partidas por suspeita de armação. Essas modificações influenciaram em título (2005), em rebaixamento (1999) e em briga por Libertadores (2004).

No total, em 15 anos, o tribunal retirou 65 pontos das equipes, o suficiente para levar um time à Libertadores no Brasileiro sem jogar. Em compensação, os times obtiveram 35 pontos, alguns deles ganhos no campo como os replays de partidas.

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Para efeito de comparação, foram considerados grandes os quatro de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, os quatro do Rio, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, os dois de Minas Gerais, Cruzeiro e Atlético-MG, e dois gaúchos, Grêmio e Internacional.

Seis equipes que não estão entre as maiores do país perderam 44 pontos. São elas: Paysandu (8), Ponte Preta (4), Figueirense (2), Juventude (3), Grêmio Prudente (3) e São Caetano (24), caso da morte do zagueiro Serginho.

Entre os grandes, também foram seis punidos, mas quase todos no caso de anulação de partida de 2005. Ou seja, muitas vezes perderam pontos para outros grandes. Apenas o São Paulo já foi punido por jogador irregular, justamente Sandro Hiroshi. O time do Morumbi soma seis pontos perdidos, o maior número entre os grandes.

Já no quesito pontos ganhos no tapetão – em 2005 replays em campo – os grandes superam os pequenos. Somaram 20 pontos obtidos com a repetição de jogo ou com pontos obtidos por irregularidade do rival. Neste caso, destacam-se o Corinthians, com seis pontos ganhos, e o Fluminense, com cinco. Ressalte-se que o tricolor carioca também já perdeu dois pontos.

Foram seis equipes pequenas que ganharam pontos, mas só levaram 15 pontos, a maioria foi obtido no caso da repetição de partidas. Por sua vez, houve quatro desses times que perderam pontos com jogadores irregulares.

Além disso, nenhum time pequeno deixou de ser rebaixado ou brigou por uma vaga na Libertadores e um título por causa de decisões do STJD, o que já ocorreu com equipes grandes.

Tapetão

  • Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

    PORTUGUESA PODE PERDER 4 PONTOS: O meia Héverton foi punido pelo STJD com dois jogos de suspensão, cumpriu apenas um e entrou em campo contra o Grêmio pela última rodada do Brasileirão. A Lusa alega que só tinha conhecimento da suspensão de um jogo para o armador.

    FLAMENGO PODE PERDER 4 PONTOS: O lateral André Santos deveria cumprir um jogo de gancho por conta da expulsão na final da Copa do Brasil. Ele ficou fora do jogo contra o Vitória, antes do clube ser notificado oficialmente da suspensão. Mesmo após o clube ser avisado pelo STJD, ele entrou em campo normalmente contra o Cruzeiro.

    VASCO PODE TOMAR 3 PONTOS DO ATLÉTICO-PR: O Atlético-PR ganhou do Vasco por 5 a 1, mas a partida precisou ser interrompida por 73 minutos por conta de uma briga de torcedores. Como o regulamento da CBF prevê paralisação de apenas 60 minutos em um jogo, a equipe carioca quer ser declarada vencedora nos tribunais.

    CRUZEIRO PODE PERDER 3 PONTOS: O campeão brasileiro levou para o banco de reservas contra o Vasco o goleiro Elisson, que não teria um contrato vigente com a equipe mineira.


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