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Santos e Atlético-PR veem contrato com Turner válido após fim de canal
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Após o fim do canal Esporte Interativo, houve uma insegurança de clubes em relação à manutenção do contrato com a Turner para transmissão do Brasileiro. Depois de análises jurídicas e conversas, Santos e Atlético-PR concluíram que os termos do acordo seguem válidos e não veem motivo para rompimento. O Palmeiras ainda estuda o caso.

Logo após o anúncio do fim do canal, executivos da Turner passaram a procurar os clubes para expressar a intenção de manter o compromissos de direitos do Brasileiro. Era uma forma de garantir que os pagamentos seriam feitos e explicar como seria feita a transmissão dos jogos do Nacional.

De início, a reação pública mais dura em relação a um possível rompimento foi do presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Internamente, o presidente do Santos, José Carlos Peres, também manifestou contrariedade e a possibilidade de romper o acordo.

Só que o departamento jurídico do Santos analisou o contrato e não entendeu que a Turner tenha descumprido nenhum dos termos do acordo. Explica-se: o contrato é com a Turner, e não com o Esporte Interativo. Há permissão para passar os jogos em outros canais do grupo.

Advogados do Atlético-PR fizeram um estudo similar a respeito do acordo com a empresa norte-americana e chegaram a mesma conclusão. Embora exista um contexto de transmissão em canal esportivo, isso não é obrigatório em nenhum parte do acordo. Ou seja, a Turner tem direito de passar seus jogos no TNT e no Space como pretende pelo seu novo projeto.

No Palmeiras, o acordo ainda está em estudo e o clube não tem nenhuma posição sobre o assunto. O clube foi quem recebeu o maior pagamento da Turner, em um total de R$ 100 milhões em contratos de luvas e outros direitos de amistosos e exploração de sócio-torcedor. As outras agremiações receberam R$ 40 milhões de luvas.


Contrato da Turner do Brasileiro gera dúvida se clubes podem rescindir
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Os contratos da Turner com os clubes para a compra dos direitos do Brasileiro a partir de 2019 preveem que a empresa pode transmitir em outros canais diferentes do Esporte Interativo. Ao mesmo tempo, o acordo não trata da possibilidade do final do canal e tem um contexto de transmissões em um canal esportivo. Será a análise dessas cláusulas que vai determinar o futuro da transmissão dos jogos do Nacional após o encerramento do canal Esporte Interativo.

A Turner tem contratos com 15 clubes para direitos do Brasileiro da Série A na TV fechada, sendo que pouco menos da metade desses está, de fato, na elite. Entre eles, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Ceará.

O anúncio do final do canal do Esporte Interativo na TV a cabo pegou os clubes de surpresa na quinta-feira: nenhum deles tinha sido avisado anteriormente. Depois disso, executivos da Turner ligaram para os clubes para dizer que tinham a intenção de manter o compromisso, e transmitir os jogos no canal Space e TNT como anunciado.

Mas já estava instalado um cenário de desconfiança entre os clubes. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, fala claramente em partir para a briga e levar o caso para o rompimento. “Não há outro caminho. Já havia problemas na relação por conta da questão da luvas superiores para o Palmeiras”, afirmou o dirigente.

Clubes como Santos e Atlético-PR são mais cautelosos, preferindo esperar uma avaliação do contrato para saber quais os próximos passos. “O jurídico ainda está analisando”, afirmou Marcelo Frazão, diretor de marketing do Santos.

A questão é a leitura do contrato que tem dados que podem levar a conclusões diferentes sobre as consequências com o final do canal. Primeiro, o compromisso é assinado com a Turner que continua a existir, e não com o Esporte Interativo. Segundo, o documento tem um cláusula em que permite que a empresa transmita os jogos em outros canais diferentes do Esporte Interativo.

Mas o problema é que não há nenhuma previsão do final do canal. E, segundo o blog apurou, todo o contrato é feito em um contexto de exibição das partidas em um canal exclusivo de esportes. E também não se especifica nem se é permitido que não se transmita jogos no Esporte Interativo nem o que ocorreria no caso de final do canal.

Neste contexto, os clubes veem um prejuízo porque a exibição de marcas de seus patrocinadores pode ser inferior à prevista. E há a argumentação de que, se não houvesse o Esporte Interativo, a negociação teria sido feita de forma completamente diferente.

Do outro lado, a Turner tem a cláusula a seu favor e pode exigir a execução do contrato. Além disso, houve uma antecipação de R$ 40 milhões para cada um dos clubes, dinheiro que é como um misto de antecipação/luvas. Ou seja, se tentarem romper, os clubes poderiam ter de devolver os recursos e possivelmente ter de pagar indenizações.

Caso os clubes de fato partam para a briga, a questão será decidida por uma corte de arbitragem da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Um grande empecilho é o tempo visto que o caso teria de ser decidido antes do início do Brasileiro-2019.


Clubes e Turner negociam aumento de renda em meio à divergência contratual
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Em meio a discordâncias contratuais, alguns clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Santos) e o Esporte Interativo negociam aumentos de valores além do acordo de TV Fechada para o Brasileiro-2019. Mas não falam a mesma língua. Dirigentes de times esperam um incremento no acordo original para compensar o fato de o Palmeiras ter recebido, na sua versão, luvas superiores aos demais. A Turner, que não aceita alterar o contrato, conversa sobre estender parcerias para melhorar rendas das agremiações.

Como pano de fundo, há uma ameaça desses clubes de levar o caso a um tribunal arbitral. Isso não significaria um rompimento, mas, sim, uma forma de dirimir dúvidas sobre o acordo. Um prazo até 10 de junho foi dado para tentar resolver a questão entre a emissora e os times.

O Esporte Interativo assinou com 16 clubes pelos direitos de transmissão de TV Fechada do Brasileiro, de 2019 a 2020. Entre os times, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba. Foi pago um valor de R$ 40 milhões para cada um deles como um sinal, em valor que era igual para todos.

A questão é que, recentemente, dirigentes de alguns desses clubes descobriram um contrato extra com o Palmeiras. Esse acordo é relacionado à exploração da base de dados de sócios-torcedores do clube e de amistoso internacionais, em um total de R$ 60 milhões. Na visão dos clubes, eram luvas disfarçadas.

A reivindicação dos clubes como Coritiba, Bahia, Santos e Atlético-PR é que o valor inicial, que funcionava como uma antecipação, não seja descontado do contrato. Assim, haveria um aumento do montante como compensação que seria de R$ 6,5 milhões por ano para cada clube.

O Esporte Interativo não vai revisar nenhum contrato, já que, na sua versão, estes são claros e estão sendo cumpridos pelas partes. Há, no entanto, um negociação com os clubes para novas parcerias para explorar outras propriedades. Entre elas, estão programas de sócios-torcedores, plataformas digitais, amistosos, o que poderia criar acordos extras como os do Palmeiras.

Assim, a emissora poderia fechar novos acordos com os clubes insatisfeitos desde que entenda que essas propriedades possam gerar mais dinheiro. O esforço é para alavancar as receitas dos clubes até porque é interesse da Turner que esses times com os quais têm contrato fiquem na Série A do Brasileiro, ou seus acordos não terão validade. Bahia e Atlético-PR estão lutando na parte de baixo da tabela. Mesma lógica vale para o Fortaleza, atualmente líder da Série B.

Essas divergências contratuais entre o Esporte Interativo e os clubes parceiros são mais um capítulo da novela do Brasileiro-2019. Há também uma discussão entre Atlético-PR, Bahia e Palmeiras com a Globo relacionada aos contratos de TV Aberta e pay-per-view. Nenhum deles fechou acordo com a emissora.


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Santos gastou menos da metade do que São Paulo por ponto no Brasileiro-17
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Orçamentos gordos para investimento no futebol são bastante importantes para obter resultados, mas o gasto sem precisão pode dar em nada. O cruzamento dos investimento no futebol em 2017 com posições na tabela e títulos mostra qual o grau de eficiência de cada clube.

Santos, Chapecoense e Grêmio têm desempenho positivo, e Flamengo, São Paulo e Atlético-MG, negativo. Como exemplo, os santistas gastaram (R$ 3,3 milhões) menos da metade dos são-paulino (R$ 7,1 milhões) por ponto no Nacional. O número foi obtido com a divisão do custo anual do futebol pelo número de pontos. O time do litoral acabou em terceiro na competição, e o da capital em 13º.

O levantamento feito pela consultoria da Sports Value nos balanços financeiros dos clubes revela qual o custo do departamento de futebol de cada um em 2017, baseado nos balanços financeiros. Palmeiras, São Paulo e Flamengo estão na ponta da tabela, com os alviverdes na frente. Os três com gastos acima de R$ 350 milhões.

Logo atrás, estão Corinthians (R$ 278 milhões) e Grêmio (R$ 250 milhões). Times mais vitoriosos da temporada passada, com um Brasileiro e uma Libertadores, respectivamente, demonstraram que seu dinheiro deu resultado esportivo. No caso gremista, isso ocorreu com contas equilibradas, no corintiano, com déficit.

Com orçamentos bem mais modestos, o Santos e Chapecoense conseguiram tirar bastante valor do seu dinheiro investido. O time santista teve apenas o nono maior custo com o futebol no ano e ficou em terceiro no Brasileiro, além de ter atingido as quartas-de-final da Libertadores.

Já a Chape garantiu uma vaga na fase prévia da competição sul-americana com R$ 69,7 milhões de custo no futebol, o 16o maior investimento. Assim, em termos de pontos, o time catarinense pagou R$ 1,5 milhão por cada ponto no Brasileiro.

Na outra ponta, o São Paulo aparece como decepção. Teve o segundo maior orçamento do ano para o futebol e ficou apenas com um 13º lugar no Brasileiro, longe da Libertadores. Não ganhou nenhum título, sendo eliminado antes da final em todas as competições.

Outro que aparece como resultado bem abaixo do investido é o Atlético-MG. Seu gasto foi o sexto do país no departamento de futebol para uma nona colocação no Nacional, sem nenhuma final disputada.

No caso do Flamengo e Palmeiras, os resultados não foram os esperados, embora tenham estado mais próximos de uma taça do que os são-paulinos. O time alviverde acabou na segunda posição no Brasileiro, e foi eliminado ainda nas oitavas-de-final na Libertadores.

O Flamengo ficou apenas em sexto no Nacional, e chegou a duas finais: Copa do Brasil e Sul-Americana – na Libertadores, caiu na primeira fase. Na comparação por pontos, o time rubro-negro gastou R$ 6,3 milhões por cada ponto no Nacional.

O estudo da Sports Value mostra que houve um crescimento geral no investimento em futebol por parte dos clubes de 21%, considerados os 20 clubes mais ricos do Brasil. Isso significa que o custo aumentou mais do que a receita dos times que variou em 4%.

Proporcionalmente a sua renda, o Fluminense e o Vitória foram os clubes que comprometeram maior fatia de sua receita com futebol, em uma proporção acima de 90%. O tricolor carioca herdou contratos altos de jogadores da gestão anterior.


Há uma ressalva: a comparação entre o custo com o futebol e os pontos obtidos no Nacional nem sempre retrata a eficiência porque há distorções em orçamentos muito baixo. A Ponte Preta, por exemplo, gastou R$ 1,2 milhão por ponto no Nacional, que seria o número mais baixo. Mas o time foi rebaixado, então, não dá para chamar seu gasto de eficiente.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Santos contabiliza R$ 18 mi a receber do Barça por “amistoso de Neymar”
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O Santos registrou no seu balanço uma dívida do Barcelona pelo amistoso não realizado e previsto em contrato na negociação de Neymar. Como o jogador se transferiu do time espanhol para o PSG, a diretoria santista entende que lhe são devidos R$ 17,9 milhões. O Barcelona ainda não sinalizou que vai pagar esse valor já que há disputas entre os times.

Os amistosos entre Santos e Barcelona são motivo de controvérsia desde a realização da transferência do jogador. Foi organizado um jogo em agosto de 2013, na Espanha, em que o time santista foi goleado por 8 a 0. Deveria haver outro no Brasil pelo contrato.

Mas, após o resultado, o Santos tentou pedir que o Barcelona pagasse o abono previsto de R$ € 4,5 milhões em vez de jogar. O clube catalão rejeitou e ficou de marcar uma data. Nunca foi possível.

Até que, no meio do ano passado, Neymar saiu do time espanhol para o Paris Saint-Germain. Pelos termos do acordo, o Barcelona agora teria de pagar pelo jogo. O Santos já cobrou os espanhóis, mas até agora nada feito.

A questão é que há demandas judiciais entre os dois clubes com o time santista cobrando valores de Neymar e dos barcelonistas. Essa é uma das justificativas do time espanhol para reter o dinheiro. Mas o Santos considera o recebimento como certo.

Em seu balanço, registrou a dívida espanhola de R$ 18 milhões como “abono pela não realização do jogo entre Santos e Barcelona, por finalização do contrato de Neymar Jr”. Está contabilizada como uma dívida de longo prazo (não circulante), sem que tenha que ser quitada em um ano. Mas não foi incluída nos créditos duvidosos, isto é, aqueles que não tem pagamento certo.

As contas santistas foram reprovadas em reunião no Conselho Deliberativo por outros motivos, como pagamento de comissões a empresários e a intermediários de outros valores.

 


Clubes pedem aumento a Esporte Interativo por contrato extra do Palmeiras
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Os clubes que têm contrato com Esporte Interativo para o Brasileiro-2019 pedem uma revisão do acordo com um aumento do valor. Há uma insatisfação por conta de um contrato à parte do Palmeiras que dá mais dinheiro garantido ao clube alviverde. Ao mesmo tempo, alguns times questionam que as luvas não deveriam ser descontadas do total. A insatisfação de alguns clubes foi revelada pelo jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

Em 2016, 16 clubes assinaram com o Esporte Interativo para o Nacional-2019. O acordo envolveria um total de R$ 550 milhões se fossem 20 times na Série A, e seria em torno de R$ 192 milhões com as sete equipes atuais. Entre os times na Série A, estão Atlético-PR, Bahia, Palmeiras, Santos, Internacional, Ceará e Paraná.

O Esporte Interativo pagou luvas de R$ 40 milhões para cada um dos principais clubes como Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Internacional e Palmeiras. Pelo acordo, esse valor será descontado do total, como uma espécie de antecipação.

Agora, clubes reivindicam que não ocorra mais o desconto das luvas. Isso faria uma diferença de cerca de R$ 6,5 milhões por ano por clube em média, dependendo de medições de audiência e colocação no campeonato. Neste caso, os times receberiam em média R$ 27,5 milhões cada um, em vez de R$ 21 milhões cada.

Uma das alegações dos clubes para pedir a revisão é um contrato desconhecido com pagamento extra para o Palmeiras. Explica-se: todos os clubes assinaram que receberiam luvas iguais de R$ 40 milhões. E o time palmeirense tem um contrato, de luvas, de fato de R$ 40 milhões.

Só que, recentemente, os times descobriram um outro contrato do Palmeiras negociando outros direitos. O blog apurou que tratam de amistosos internacionais e base de dados de sócios. Esse acordo previa outros R$ 60 milhões extras para o Palmeiras.

A diretoria palmeirense, de fato, informou ao COF (Conselho de Orientação Fiscal) que o valor a ser recebido do Esporte Interativo seria de R$ 100 milhões. Não disse como estava divido por contratos e direitos. A todos os clubes, sempre foi informado que o Palmeiras ganharia R$ 40 milhões.

Assim, os outros times alegam que esse acordo extra é uma forma de remunerar por fora o Palmeiras, e assim descumpriria a norma que prevê que todos têm que ter luvas iguais. Argumentam com o Esporte Interativo que, como compensação, deveria se abrir mão da devolução das luvas.

Há ainda dirigentes de clubes que assumiram neste ano seus clubes e não estavam na assinatura do contrato. Esses também argumentam que o combinado de boca seria que as luvas eram um extra e não antecipações. Só que essa versão é contestada por pelo menos dois dirigentes que estavam quando o acordo foi firmado e dizem que o que está no papel foi o negociado.

O Esporte Interativo não fala sobre o assuntos contratuais por conta da confidencialidade.


Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Globo reduz valor de contrato com Santos por causa do Esporte Interativo
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O contrato da Globo com o Santos prevê cláusulas de redução de valor por conta de o clube ter assinado com o Esporte Interativo. Essa mesma proposta foi apresentada a Atlético-PR e Bahia que as recusaram até o momento. Não está claro o percentual da redução do acordo santista, mas é fato que o clube receberá menos do que os que venderam tudo para a Globo.

Em 2016, Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Santos, Internacional e Palmeiras, entre outros, venderam seus direitos de TV Fechada para a Turner, enquanto a maioria os negociou com a Globo. Esses clubes ficaram com os direitos de TV Aberta e Pay-Per-view em aberto. Pela nova divisão de cotas, todos os contratos eram similares com distribuição por igualdade, exibição (audiência) e posição na tabela.

A Globo ofereceu aos clubes que assinaram com a Turner a mesma distribuição de dinheiro para TV Aberta e pay-per-view. Só que incluiu cláusulas que aplicam um efeito redutor no valor de acordo com critérios complexos. A alegação da emissora é de que os direitos de alguns jogos específicos podem ser afetados, tanto na TV Aberta quanto no ppv, pelo fato de serem transmitidos em outra plataforma. Se a Globo entender que não há efeito, pode não haver a redução do contrato, mas esse cenário é improvável.

Pela explicação da emissora aos clubes, um jogo de Santos x Palmeiras no Esporte Interativo inteferiria no valor dele no ppv. Em outro exemplo, a Turner poderia ter pacotes mais vantajosos do que a Globo em determinada praça já que passará os jogos para a própria cidade. Na visão da emissora, seria como um carro danificado. O fator redutor só se aplicaria quando houver interferência no direito da Globo. A questão é que isso deve ocorrer em várias rodadas.

O efeito redutor poderia chegar a 20% do valor total, segundo o cálculo de um dos clubes. Assim, há dirigentes que avaliam que é melhor ficar com a garantia do Esporte Interativo para TV Aberta do que fechar com a emissora global. Mais: um cartola pelo menos qualificou a cláusula da Globo como anticoncorrencial. As negociações, no entanto, ainda devem continuar com o grupo de Atlético-PR, Coritiba e Bahia, que desejam negociar em conjunto.

O Santos obteve, sim, uma vantagem imediata com o pagamento de luvas no valor de R$ 20 milhões. Ou seja, recebeu mais dinheiro agora, mas ganhará menos depois. Procurada, a assessoria do Santos informou que não poderia comentar sobre o assunto porque o contrato tem cláusulas confidenciais.