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Nunca foi tão fácil se classificar para a Libertadores no Brasil
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O Brasileiro deve ter a vaga na Libertadores mais fácil na história pela tabela atual da competição. Isso se deve ao alto número de vagas dado pela Conmebol ao Brasil e à pontuação baixa das equipes que brigam por um lugar na competição. E essa facilidade pode se tornar ainda maior dependendo dos resultados de Grêmio e Flamengo nos campeonatos sul-americanos.

Ao final do ano passado, a Conmebol decidiu dar duas vagas extras para times brasileiros na Libertadores, somando-se assim seis vagas fixas pelo Nacional e uma pela Copa do Brasil. Isso já valeu na edição 2016. Pela atual tabela de 2017, com o Cruzeiro campeão da Copa do Brasil no grupo da frente, há um G7 que classifica até o sétimo do Brasileiro à Libertadores.

Pois bem, quem ocupa a sétima posição é o Botafogo com 52 pontos. No ano passado, na mesma 36a rodada, o último classificado para a Libertadores, na fase pré, era o mesmo Botafogo com 55 pontos, que então ocupava a sexta colocação. Lembre-se que o Grêmio, então campeão da Copa do Brasil, não estava no grupo da frente.

Ao final, o Atlético-PR ocupou a última vaga na pré-Libertadores em 2016 ao ficar com 57 pontos na sexta posição. É bem improvável que o derradeiro classificado à principal competição sul-americana atinja esse patamar no atual Brasileiro.

Até porque ainda há a possiblidade de títulos de Grêmio (Libertadores) e Flamengo (Sul-Americana). No caso de triunfo duplo, haveria vaga até para o Vasco na pré-Libertadores, já que o time ocupa a nona posição. Com 50 pontos, o time alvinegro carioca sequer tem 50% dos pontos conquistados. Aliás, abaixo do quinto colocado Cruzeiro, as outras equipes não atingiram esse patamar.

Para se ter ideia da diferença, até 2015, nenhum clube tinha conseguido chegar à principal competição sul-americana com menos de 60 pontos. Até então só havia G4. Considerada a 36 rodada, a equipe teria de ter pelo menos 56 pontos para almejar uma vaga, muito acima dos times que brigam atualmente na Libertadores.


Árbitro de vídeo não atuará em lances interpretativos como gol do São Paulo
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A comissão de arbitragem da CBF tem orientado os árbitros de vídeo (AV) que não poderão opinar ou interferir em lances passíveis de interpretação nos jogos do Brasileiro. Um exemplo é a marcação de falta de Pratto em Cássio que levou à anulação do gol do São Paulo diante do Corinthians. A intervenção do vídeo será só para jogadas claras, de acordo com as instruções da confederação.

O instrutor de árbitro de vídeo, Manoel Serapião Filho, afirmou que será seguido o protocolo da Fifa que não abre possibilidade para o juiz na frente do monitor atuar em jogadas subjetivas, com mais de um julgamento. Isso só poderá ser feito pelo que estiver em campo.

“Se tiver que interpretar, o árbitro de vídeo está fora. Só vai julgar o que for preto no branco, não entrará em zonas cinzentas”, explicou Serapião. “Ele não é um clínico geral. É como se fosse um médico cirurgião. Só salva vida na UTI.”

Como exemplo, o instrutor do AV explica que o homem à frente do monitor não poderia interferir nem no gol anulado de Eder Militão, nem no pênalti marcado de Edílson sobre Allione no Grêmio e Bahia. Houve reclamação dura de são-paulinos e gremistas em relação às duas decisões do juiz.

“Nenhum dos dois (árbitro de vídeo pode atuar). Não tem imagem clara da televisão. Um não dá para ver se há o toque (pênalti para o Bahia) e no outro está um bolo de jogadores no meio (falta de Pratto)”, explicou Serapião Filho. “Vai servir para lance como a mão do Jô que é claro. Impedimento que interferiu, pênalti e gols (claros).”

Apesar de Serapião citar o protocolo da Fifa, a entidade liberou que o árbitro de vídeo pudesse chamar o juiz de campo para citar lances que possam ser subjetivos. A CBF, no entanto, é contra esse tipo de atuação porque entende que pode aumentar erros. “Com esse limite, vai melhorar 80%. Ser ou não ser. A faixa de equívoco será mínima”, completou ele.

O instrutor da CBF, no entanto, admite que há uma interpretação na própria decisão do árbitro de vídeo de qual lance é ou não subjetivo. Neste caso, ele será treinado para que procure a melhor definição de acordo com os parâmetros estabelecidos pela confederação. E haverá uma vigilância sobre os juízes para que não extrapolem sua função no vídeo.

O treinamento da CBF envolve 64 árbitros que atuam na primeira divisão e vai durar até 11 de outubro. Aliado a isso, chegarão os equipamentos da Bélgica para serem utilizados no sistema. A imagens usadas serão da Globo, com a possibilidade de botar câmeras extras na linha do gol. Por isso, a previsão é de implantação do sistema até o meio de outubro no Brasileiro.

“A CBF sempre teve treinamento para árbitro de vídeo. Não está queimando etapas, está antecipando etapas. Já estava previsto e todos terão o curso”, finalizou Serapião, que estava ministrando um dos cursos.

Veja também:

Árbitro de vídeo gera saia justa entre CBF e Globo

Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso


Com rivais mal, Corinthians pode ser campeão com baixa pontuação no returno
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Mais uma rodada em que o Corinthians perdeu pontos, mas manteve a vantagem de 10 pontos na liderança do Brasileiro. Com campanha ruim no returno, o time paulista aumentou sua diferença. Explica-se: os números indicam que as equipes do G4 (exceção ao alvinegro) têm um dos piores desempenhos nos pontos corridos.

No final de semana, o Corinthians empatou o clássico diante do São Paulo, mas o Grêmio perdeu do Bahia. Santos e Palmeiras venceram, e o time da Baixada assumiu a segunda colocação. Ambos têm pontuado melhor do que os corintianos, mas não para se aproximarem de forma consistente.

Diante desse cenário, o time de Parque São Jorge pode ser campeão mesmo que não recupere seu rendimento original. Mas ficará ameaçado se um dos outros times do G4 reagir e melhorar sua campanha. Vamos aos números.

No primeiro turno, o Corinthians teve o espetacular aproveitamento de 82,5% dos pontos. Mas, no segundo turno, acumula apenas sete pontos, com aproveitamento de 38,8%. Caso mantenha esse rendimento, acabaria com 69 pontos. É um patamar que não costuma levar a título: só aconteceu com o Flamengo em 2009 em um campeonato de baixa pontuação. Em outros casos, vices-campeões tiveram mais pontos.

Mas isso é justamente o que ocorre com os rivais corintianos: baixa pontuação para quem está na elite. O Santos tem o pior desempenho de um vice-líder com 25 rodadas. O único que o iguala era o São Paulo, justamente em 2009, com os mesmos 44 pontos.

Ora, se o time da Baixada mantiver o atual desempenho, acabará com 67 pontos. Ou seja, ficaria abaixo do Corinthians mesmo que o time de Fábio Carille continue a jogar mal, e mantenha o desempenho ruim do returno.

Em resumo, a não ser que os outros três times do G4 consigam melhorar consideravelmente seus rendimentos, o título não sairá do Parque São Jorge ainda que o Corinthians não volte a jogar como no primeiro turno.


Leco demitiu Ceni porque entendeu que elenco já não reagia às instruções
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A diretoria do São Paulo demitiu Rogério Ceni porque avaliou que o elenco já não reagia às instruções do treinador e por isso ele era incapaz de se recuperar da crise. Essa foi a justificativa dada pelo presidente são-paulino, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, ao outros dirigentes do clube. A demissão gerou surpresa dentro entre seus pares.

Com Ceni, o São Paulo fez apenas dois pontos em 18 disputados nas últimas seis rodadas do Nacional, e foi para a zona de rebaixamento. Antes disso, vinha de uma sequência de eliminações no Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana.

Ainda assim, na semana passada, o diretor de futebol, Vinicius Pinotti, expôs um plano a longo prazo a conselheiros que incluía a permanência de Ceni. Todas as declarações públicas de dirigentes eram de apoio ao treinador.

Leco esteva na Ilha do Urubu onde chegou a ir ao gramado, recebido pela diretoria do Flamengo. Assistiu à partida do camarote onde viu um São Paulo que só se defendeu no primeiro tempo. Depois, na segunda etapa, teve um domínio de bola estéril. Ao final, Rogério disse que o jogo estava equilibrado até que o juiz errou a barreira e Guerrero fez gol de falta.

A partir daí, o presidente são-paulino ouviu alguns pares, mas chamou para si a decisão de demitir Rogério Ceni. Tanto que a notícia causou surpresa entre dirigentes que esperavam que ele teria mais tempo para seu trabalho.

Na noite de segunda-feira, o tom de Leco para conselheiros era diferente sobre Ceni. No encontro do Conselho de Administração, o presidente são-paulino disse que o treinador já não conseguia convencer os jogadores sobre suas teses e táticas. Assim, a sua avaliação era de que o treinador não provocaria uma virada no time, e só uma troca de comando poderia proporcionar isso.

Na avaliação da cúpula do clube, ninguém fica sem resultado ainda que seja triste a saída do ídolo. A opinião dos dirigentes tricolores é que o ex-técnico trabalhou muito, mas não foi capaz de tornar o time competitivo. Há críticas entre dirigentes a opções táticas do treinador como a escalação de jogadores fora de posição.

E há um temor entre dirigentes são-paulinos de que a crise com Ceni fosse se agravar com o São Paulo prolongando o tempo na zona de rebaixamento. Assim, poderia ser difícil recuperar-se.

A multa de R$ 5 milhões devida pelo clube em caso de demissão não foi ainda discutida entre a diretoria do São Paulo e Ceni. Ele teria direito à compensação se tivesse aproveitamento acima de 47%. Até agora seu desempenho era de 49,5%. Mas, no Brasileiro, estava bem abaixo disso com apenas 33,3% dos pontos.

Na realidade, o aproveitamento de Ceni só está acima deste patamar por causa de jogos do Paulista. E, com mais três derrotas, já teria perdido direito à multa.

 


São Paulo vende R$ 181 mi em jogador em 2017 para reformular elenco
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No meio de 2017, o São Paulo já atingiu um total de R$ 181 milhões em negociações de jogadores. O objetivo da diretoria com as vendas é arrecadar e fazer uma reformulação no elenco tricolor. Ressalte-se que uma parte do dinheiro vai para detentores de fatias dos atletas, e os pagamentos são parcelados durante os anos. Ou seja, só uma percentual entra de fato nos cofres tricolores neste ano.

Foram sete atletas negociados até agora com a saída de Thiago Mendes (veja abaixo o valor de cada um). Desses, cinco são jogadores jovens revelados pelo São Paulo, Mendes era um titular absoluto do time, e Maicon já não vinha agradando à diretoria são-paulina.

As vendas vão servir para reformular o elenco do clube porque uma parte do dinheiro será destinado à compra de jogadores. A diretoria são-paulina avaliava que havia a necessidade de mudanças, além de ter aproveitado oportunidades de ofertas feitas por suas revelações. Mas as contratações podem não ocorrer de imediato e certamente não será usado todo o volume de recursos.

Primeiro, três dos atletas negociados eram fatiados (Luis Araújo, Thiago Mendes e Lyanco) e portanto outros clubes e empresários ficam com algum percentual da negociação. Há ainda comissões. Portanto, o valor líquido é menor do que o total recebido.

Além disso, a maioria das vendas foi parcelada com uma parte entrando neste ano e outras fatias nos próximos anos. Os clubes europeus, que compraram os jogadores, têm realizado operações dessa forma. Isso possibilitará ao São Paulo ter dinheiro certo para contratações futuras, ou tentar antecipar com desconto para trazer jogadores neste meio do ano.

Há, claro, um risco para o elenco são paulino que perdeu vários jogadores em meio ao Brasileiro em que o técnico Rogério Ceni tem dificuldade para fazer engrenar o time. Mas dirigentes lembram que Thiago Mendes e Maicon eram os únicos titulares absolutos quando saíram.

Sob o ponto de vista econômico, as vendas são ótimas para o São Paulo. O orçamento de 2017 previa um total de R$ 60 milhões em vendas. No meio do ano, esse valor já foi triplicado. Assim, já há a certeza de que o clube fechará com um superávit neste ano, provavelmente com larga margem. Em 2016, o São Paulo teve pequena sobra de R$ 1 milhão, depois de dois anos seguidos de rombo.

Thiago Mendes – € 9 milhões (R$ 34 milhões) – percentual – 80%

Luiz Araújo – € 10 milhões (R$ 37,7 milhões) – percentual – 70%

David Neres – € 12 milhões (R$ 45 milhões) – percentual 100 % – Pode receber mais € 3 milhões em bônus por sua participações em jogos do Ajax.

Maicon – € 7 milhões (Rç 26,4 milhões) – Pode receber € 1 milhão em bônus por jogos

Lyanco – € 6 milhões (R$ 22,6 milhões) – Pode receber lucro por negociação futura

Luisão – € 3 milhões (R$ 11,3 milhões) – Foi usado como parte do pagamento de Maicon ao Porto

Galván – € 1 milhão (R$ 3,8 milhões) – Pode receber mais € 2 milhões por participações no Real Madrid.


Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela
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O início do Brasileiro tem um início sem influência da tabela de mando de campos e com a posições na frente bem mais embolada do que nos anos recentes. Nessas três primeiras rodadas, o fator casa teve peso relativo já que boa parte dos times com mais pontos atuaram fora. E há oito times com mais de seis pontos, número acima do normal no campeonato.

Primeiro, é preciso ressaltar que a posição na terceira rodada em geral tem pouco significado para o resultado final do campeonato. Há times campeões que até figuravam nas quatro primeiras colocações neste estágio, mas em geral só se estabilizavam na disputa mais à frente no campeonato.

Para complicar qualquer análise, há oito times com mais de seis pontos ao final da terceira rodada, um cenário só visto em 2011. A Chapecoense ainda pode se somar ao grupo em jogo contra o Avaí, nesta segunda-feira. Em geral, esse número é bem menor prevalecendo empates que deixam equipes emboladas no meio, e não na frente.

Teoricamente, isso poderia levar a conclusão de que a tabela da CBF com dois jogos seguidos em casa para um time ajudou os times a somar mais pontos. Mas as duas equipes que estão na ponta, Corinthians e Cruzeiro, jogaram duas vezes fora. O mesmo ocorreu com Grêmio e Coritiba que têm seis pontos e vêm na sequência da classificação.

Entre os oito que somaram pelo menos seis pontos, São Paulo, Vasco e Botafogo atuaram duas vezes em casa. São cinco times, portanto, que atuaram mais fora.

O início dos favoritos ao Brasileiro é ruim, o que torna o cenário mais nebuloso. O Flamengo até somou cinco pontos em três jogos, sendo dois deles fora. Mas o Atlético-MG tem apenas dois pontos após jogar duas vezes no Independência, e o Palmeiras perdeu as duas como visitante.

O bloco de times que tem capacidade técnica de enfrenta-los – Fluminense, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro e o São Paulo – mostra estar próximo no futebol que é capaz de desenvolver. Difícil portanto tirar conclusões sobre esse início do Nacional. Como nos outros anos, um quadro mais claro só será conhecido quando houve um quarto do campeonato disputado. Ainda assim, bem sujeito a reviravoltas.

 


Dívida de clubes com governo sobe no 2º ano do Profut. Veja os devedores
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Depois da implantação do Profut, em 2015, houve uma redução na dívida dos clubes com o governo federal por conta de descontos de multas após a adesão. Mas, no ano passado, esse débito voltou a subir porque os times estão pagando parcelas reduzidas no início, aponta um estudo da BDO Sports Management. A expectativa é que o passivo só passe a cair em dois anos quando houver pagamento de parcelas maiores.

Explica-se: pelas regras do Profut, os clubes pagam 50% da parcela devida nos dois primeiros anos. Em seguida, a parcela passa para 75% por mais dois anos. Depois, atinge um patamar de 90% por mais dois anos. E só atinge 100% após esse período. Quem aderiu no final de 2015 vai ter o primeiro reajuste no final de 2017. A exceção é a dívida de FGTS que tem parcelas fixas.

Enquanto isso, o débito é reajustado pela taxa Selic, que atualmente está em 12,15%. Ou seja, os pagamentos feitos pelos clubes são inferiores ao crescimento do débito tributário consolidado na Receita.

Em 2016, a dívida dos 23 maiores clubes brasileiros com o governo aumentou 9% ou R$ 230 milhões, atingindo o valor de R$ 2,6 bilhões, apontou o relatório da BDO. O estudo da consultoria fala em estagnação do débito fiscal, levando-se em conta os dois anos de Profut e a inflação. Em 2015, o débito fiscal teve queda de R$ 100 milhões.

O reajuste ocorreu no débito fiscal de quase todos os 23 clubes. O maior devedor é o Botafogo, seguido de Atlético-MG, Flamengo e Corinthians (veja valores abaixo). O blog apurou que, quando a parcela representar 75% do total, a tendência é a dívida estagnar e se manter estável. Só passaria a haver queda real do débito fiscal dos clubes a partir de 2020 quando os clubes então pagarem 90% da parcela.

Maior devedor, o Botafogo mostra em seu site a previsão de seus pagamentos dentro do Profut. Em 2016, o clube estimou pagar R$ 5,150 milhões. Esse valor saltaria para R$ 8,6 milhões em 2021 como pagamento integral. Só que esse valor será maior porque a dívida será reajustada pela Selic nos próximos quatro anos.

Será portanto a partir de 2020 que os clubes passarão a ter um real peso de dívidas fiscais sobre seus orçamentos, e assim poderão começar a reduzir o montante que acumularam de débitos durante anos com o governo. Veja quanto cada um deve:

1º Botafogo – R$ 292,7 milhões

2º Atlético-MG – R$ 284,3 milhões

3º Flamengo – R$ 282,3 milhões

4º Corinthians – R$ 232,2 milhões

5º Vasco – R$ 194 milhões

6º Fluminense – R$ 193,4 milhões

7º Cruzeiro – R$ 188,7 milhões

8º Santos – R$ 155,2 milhões

9º Bahia – R$ 111,5 milhões

10º Internacional – R$ 109,4 milhões

11º São Paulo – R$ 104,5 milhões

12º Coritiba – R$ 100,2 milhões

13º Grêmio – R$ 96,1 milhões

14º Palmeiras – R$ 79,1 milhões

15º Sport – R$ 64,6 milhões

 


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Após ‘descontos’, São Paulo ainda tem que pagar R$ 15 mi por Maicon
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A compra dos direitos do zagueiro Maicon não foi nem barata nem simples para o São Paulo. A operação envolveu troca por direitos de atletas da base, pagamentos parcelados e renegociação após atraso. Restou agora um valor de € 4 milhões mais impostos a ser quitado com o Porto, algo em torno de R$ 15 milhões.

No balanço são-paulino de 2016, o débito pelo jogador é bem maior: atinge R$ 43,7 milhões (ou € 12 milhões). Esse é o retrato de dezembro do ano passado. Mas aí entram as explicações sobre os descontos de outros atletas e renegociações.

Para entender a operação, é necessária explica-la desde o início. O preço integral acertado por Maicon foi de de fato de € 12 milhões. Só que o Porto assinou um contrato pelo qual se obrigava a comprar metade dos direitos de dois jogadores da base são-paulino, cada um por € 3 milhões. O primeiro foi o lateral-esquerdo Inácio e o segundo será o volante Luizão.

“O valor do Maicon como dívida foi contabilizado integralmente. Mas o Porto era obrigado a comprar nossos dois jogadores. Assim, não precisamos pagar tudo porque automaticamente serão descontados os créditos dos dois jogadores (€ 6 milhões)”, explicou o diretor financeiro são-paulino, Adilson Alves Martins.

O São Paulo pagaria sua primeira parcela no final de dezembro, mas ficou sem dinheiro e adiou para janeiro de 2017 quando foi quitada. “Agora a dívida está em € 4 milhões e mais impostos”, contou Martins. Ou seja, o clube ainda terá de pagar em torno de R$ 15 milhões, valor que pode ser maior ou menor dependendo do câmbio. Duas parcelas vencem em 2017, e outras duas em 2018.

Juntamente com Pratto, adquirido depois da virada do ano, Maicon é o maior débito relacionado aos direitos de jogador em aberto no São Paulo. Com dinheiro recebido no início do ano, por Ademílson, o São Paulo já quitou Cuevas, Buffarini e Chavez, que totalizavam em torno de R$ 8 milhões. O clube, aliás, ganhou R$ 111 milhões com transferências em 2016, valor bem alto.

Tanto que o o São Paulo ainda tem dinheiro a receber do Sevilla por Ganso (R$ 17 milhões no final do ano). Uma boa parte, no entanto, tem que ser destinado à DIS, proprietária de parte dos direitos do jogador.

Líder e capitão do time, Maicon não demonstrou, no entanto, ser o zagueiro de ótimo nível esperado pelos são-paulino. Na Libertadores, foi expulso diante do Atlético Nacional em jogada que teve peso na eliminação do time, e seu desempenho no Brasileiro foi apenas razoável.


Patrocínio a clubes só cai desde Copa-2014. Palmeiras se salva
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Receitas com patrocínio e publicidade têm sido das que mais crescem no futebol mundial. Não no Brasil. Com o país em crise econômica, as parceiras comerciais em camisas de clubes perderam valor real nos últimos três anos considerada a inflação, segundo estudo da BDO Sports Management sobre as contas de 2016. Só quem se salva com valor significativo na camisa é o Palmeiras com a Crefisa.

O estudo da BDO aponta que os 23 clubes mais ricos do país ganharam R$ 524,1 milhões no ano passado com patrocínios. Houve um crescimento de apenas 4% em relação ao ano anterior sendo que a inflação foi de 6,29%.

Essa perda de valor ocorre, ironicamente, desde o ano da Copa-2014 quando havia a promessa de um boom no futebol nacional. Naquele ano, houve queda de patrocínios aos clubes depois de anos de alta. Do final de 2013 para cá, se o investimento tivesse crescido pelo menos o percentual da inflação (22%), teria chegado a R$ 586,8 milhões. Ou seja, o mercado perdeu em valor real em torno de R$ 60 milhões.

“Se consideramos a inflação, e o investimento da Caixa, o patrocínio voltou ao patamar de 2010”, analisou o consultor da BDO, Pedro Daniel. “Considerando o dólar que era mais baixo em 2010, o valor caiu. Com o câmbio favorável, seria para as multinacionais quererem investir no futebol aqui. Não aconteceu.”

Isso apesar do investimento pesado da Caixa Econômica Federal em uniformes de clubes chegando a atingir patamar de R$ 150 milhões. Na prática, o banco responde por 30% do mercado nacional de patrocínio. Sem esse dinheiro, a queda seria ainda mais acentuada.

Mercados maduros do futebol costumam ter divisão balanceada de receitas. Na Europa, a TV é a principal fonte de renda, mas não fica tão à frente de patrocínios e bilheteria. No Brasil, com a queda dos patrocínios, a televisão já responde por cerca de metade das rendas dos clubes do total.

Em 2016, os 23 clubes mais ricos do país arrecadaram R$ 4,962 bilhões. Desse total, apenas 11% foram de patrocínios aos times. Há sete anos atrás, em 2010, esse percentual chegava a 17%. O mercado de publicidade dos clubes simplesmente regrediu.

No ranking, o que se percebe é que o Palmeiras se salvou dessa queda com a Crefisa. Líder no país no quesito, o clube atingiu R$90,7 milhões em 2016, um crescimento de 30% sobre o ano anterior. Foi seguido pelo seu rival Corinthians com R$ 71,5 milhões e aumento dentro da inflação. Já o Flamengo, que era líder, caiu 22%, atingindo R$ 66,3 milhões – isso aumentou sua dependência da televisão.

Fora do topo, São Paulo (77%), Atlético-MG (94%) e Altético-PR (60%) tiveram evoluções nos seus ganhos de patrocínios significativos percentualmente. Mas, no caso do tricolor, está recuperado o que tinha perdido em 2015. E Galo e Furacão partiram de patamares mais baixos. Veja abaixo o ranking de patrocínios:

1o Palmeiras – R$ 90,7 milhões

2o Corinthians – R$ 71,5 milhões

3o Flamengo – R$ 66,3 milhões

4o Grêmio – R$ 35,5 milhões

5o São Paulo – R$ 35,3 milhões

6o Internacional – R$ 34,2 milhões

7o Atlético-MG – R$ 31,6 milhões

8o Cruzeiro – R$ 26,8 milhões

9o Santos – R$ 22,4 milhões

10o Fluminense – R$ 15,7 milhões

11o Vasco – R$ 13,6 milhões

12o Botafogo – R$ 9,4 milhões

13o Coritiba – R$ 9,4 milhões

14o Sport – R$ 9,3 milhões

15o Bahia – R$ 9 milhões

16o Vitória – R$ 8,8 milhões

17o Chapecoense – R$ 7 milhões

18o  Atlético-PR – 6,8 milhões

19o Figueirense – R$ 6,8 milhões

20o Ponte Preta – R$ 6 milhões