Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : São Paulo

Santos gastou menos da metade do que São Paulo por ponto no Brasileiro-17
Comentários Comente

rodrigomattos

Orçamentos gordos para investimento no futebol são bastante importantes para obter resultados, mas o gasto sem precisão pode dar em nada. O cruzamento dos investimento no futebol em 2017 com posições na tabela e títulos mostra qual o grau de eficiência de cada clube.

Santos, Chapecoense e Grêmio têm desempenho positivo, e Flamengo, São Paulo e Atlético-MG, negativo. Como exemplo, os santistas gastaram (R$ 3,3 milhões) menos da metade dos são-paulino (R$ 7,1 milhões) por ponto no Nacional. O número foi obtido com a divisão do custo anual do futebol pelo número de pontos. O time do litoral acabou em terceiro na competição, e o da capital em 13º.

O levantamento feito pela consultoria da Sports Value nos balanços financeiros dos clubes revela qual o custo do departamento de futebol de cada um em 2017, baseado nos balanços financeiros. Palmeiras, São Paulo e Flamengo estão na ponta da tabela, com os alviverdes na frente. Os três com gastos acima de R$ 350 milhões.

Logo atrás, estão Corinthians (R$ 278 milhões) e Grêmio (R$ 250 milhões). Times mais vitoriosos da temporada passada, com um Brasileiro e uma Libertadores, respectivamente, demonstraram que seu dinheiro deu resultado esportivo. No caso gremista, isso ocorreu com contas equilibradas, no corintiano, com déficit.

Com orçamentos bem mais modestos, o Santos e Chapecoense conseguiram tirar bastante valor do seu dinheiro investido. O time santista teve apenas o nono maior custo com o futebol no ano e ficou em terceiro no Brasileiro, além de ter atingido as quartas-de-final da Libertadores.

Já a Chape garantiu uma vaga na fase prévia da competição sul-americana com R$ 69,7 milhões de custo no futebol, o 16o maior investimento. Assim, em termos de pontos, o time catarinense pagou R$ 1,5 milhão por cada ponto no Brasileiro.

Na outra ponta, o São Paulo aparece como decepção. Teve o segundo maior orçamento do ano para o futebol e ficou apenas com um 13º lugar no Brasileiro, longe da Libertadores. Não ganhou nenhum título, sendo eliminado antes da final em todas as competições.

Outro que aparece como resultado bem abaixo do investido é o Atlético-MG. Seu gasto foi o sexto do país no departamento de futebol para uma nona colocação no Nacional, sem nenhuma final disputada.

No caso do Flamengo e Palmeiras, os resultados não foram os esperados, embora tenham estado mais próximos de uma taça do que os são-paulinos. O time alviverde acabou na segunda posição no Brasileiro, e foi eliminado ainda nas oitavas-de-final na Libertadores.

O Flamengo ficou apenas em sexto no Nacional, e chegou a duas finais: Copa do Brasil e Sul-Americana – na Libertadores, caiu na primeira fase. Na comparação por pontos, o time rubro-negro gastou R$ 6,3 milhões por cada ponto no Nacional.

O estudo da Sports Value mostra que houve um crescimento geral no investimento em futebol por parte dos clubes de 21%, considerados os 20 clubes mais ricos do Brasil. Isso significa que o custo aumentou mais do que a receita dos times que variou em 4%.

Proporcionalmente a sua renda, o Fluminense e o Vitória foram os clubes que comprometeram maior fatia de sua receita com futebol, em uma proporção acima de 90%. O tricolor carioca herdou contratos altos de jogadores da gestão anterior.


Há uma ressalva: a comparação entre o custo com o futebol e os pontos obtidos no Nacional nem sempre retrata a eficiência porque há distorções em orçamentos muito baixo. A Ponte Preta, por exemplo, gastou R$ 1,2 milhão por ponto no Nacional, que seria o número mais baixo. Mas o time foi rebaixado, então, não dá para chamar seu gasto de eficiente.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
Comentários Comente

rodrigomattos

A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

&


São Paulo aumenta em R$ 85 mi despesa com futebol e gasta como Fla
Comentários Comente

rodrigomattos

Em seu balanço, o São Paulo registra um aumento em seu gasto com futebol de 31% durante o ano de 2017,  atingindo um total R$ 354 milhões. É um patamar similar ao do Flamengo um dos departamentos de futebol mais caros do país. O crescimento de investimento são-paulino fracassou em campo na temporada passada.

O aumento do gasto são-paulino foi possível graças à venda de um grande grupo de jogadores. Ressalte-se que foi sustentável já que o clube reduziu a dívida bancária e terminou com superávit no ano, R$ 15 milhões.

A questão foi a eficiência do gasto com o futebol. Pela contabilidade são-paulina, o aumento no gasto são-paulino com futebol foi de R$ 85 milhões, saltando de R$ 270 milhões (2016) para R$ 355 milhões (2017). Em comparação, o Flamengo registrou R$ 352 milhões de custo com o futebol no ano passado.

Do total de investimento, o São Paulo destinou R$ 118,5 milhões para pessoal e encargos, um aumento de 31%. Outros R$ 35 milhões foram para direitos de imagem. Essas são as despesas com salários e luvas do departamento de futebol. O próprio diretor financeiro são-paulino Elias Albarello disse que o clube tem folha similar às maiores do país com gasto mensal entre R$ 10 e 11 milhões por mês.

Além dessas despesas, cresceu a amortização que ficou em R$ 99 milhões, praticamente o dobro de 2016. Especialistas indicam que esse item deve ser contabilizado na despesas do futebol porque trata-se do custo que um clube teve para contratar ou manter um atleta quando é assinado um acordo. Quando ele vai embora, o valor é baixado.

E foram 11 vendas de jogadores pelo São Paulo no ano passado com um ganho líquido de R$ 165 milhões. Em compensação, o clube acumulou investimentos em contratações. Para se ter ideia, ainda tem que pagar R$ 12 milhões por Petros, R$ 5,5 milhões por Jucilei e outros R$ 5,9 milhões por Pratto. A vantagem é que o time são-paulino tem mais a receber do que a pagar em relação a negociações.

A situação financeira do São Paulo, portanto, melhorou com a redução das dívidas. Mas o modelo de venda de atletas para turbinar gastos com o futebol claramente não funcionou em campo. Basta lembrar que o clube não conquistou nenhum título, não obteve vaga na Libertadores pelo Brasileiro e nem chegou a alguma final das competições que disputou. Ou seja, o São Paulo tem atualmente um gasto no padrão da elite do futebol nacional e um rendimento bem abaixo disso.


Oposição, Atlético-PR vê em Fernando Diniz chance de ser diferente em campo
Comentários Comente

rodrigomattos

Oposição à CBF e crítica da Globo, a diretoria do Atlético-PR vê no técnico Fernando Diniz a chance de ser diferente também em campo, com um estilo de jogo inovador. É o que conta o homem-forte do clube, Mário Celso Petraglia. Ele decidiu contratar o treinador e ao mesmo tempo lhe dar poderes para implantar suas ideias em todas as divisões dos clubes.

“Fernando Diniz trouxe o que nós buscávamos dentro de campo: inovação, excelência. Não podíamos fazer mais do mesmo no futebol. Estamos eternizados como clube que enfrenta esse cartel da Globo, do sistema. Faltava trazer algo de diferente no futebol, que é o coração do clube”, contou Petraglia.

Logo em seus primeiros jogos, o Atlético-PR tem se caracterizado por um sistema moderno de jogo com prioridade para a posse de bola e jogo de triangulações ofensivo. O esquema com três zagueiros que saem com a bola, em geral, no chão, e abre bastante as jogadas com dois alas, além de contar com três atacantes móveis.

Menos importante do que o esquema, é a ideia de ter a bola e dominar o adversário. Isso baseado em um jogo coletivo, não necessariamente em valores individuais extraodinários. “Temos que ser independentes de craques porque não podemos pagar salários de R$ 500 mil”, analisou Petraglia, que vê no tipo de jogo a chance de compensar a desvantagem financeira para times mais ricos.

A questão é que Petraglia não é exatamente um dirigente muito paciente com treinadores. É notório que o Atlético-PR costuma dispensar rápido treinadores por falta de resultados. Desta vez, ele pretende agir diferente.

“Seguimos a cultura (do futebol brasileiro de trocar técnicos). Vai ser diferente nesse caso. Mudamos muito porque outros treinadores não traziam algo. Era sempre mais do mesmo, com exceção da passagem do Paulo (Autuori). A intenção agora é manter. Felizmente, começamos bem”, afirmou.

Animado com o trabalho inicial de Diniz, o dirigente deu a ele poderes para implantar o modelo em todas as divisões de base do clube desde a sub-14. A ideia é ter uma relação entre Fernando Diniz e os outros técnicos, respeitando-se os treinadores da base. Pela segunda vez, tenta-se uma estrutura verticalidade, como foi feito com Autuori.

A diretoria do Atlético-PR vê paralelos entre sua busca por inovação em campo e às reivindicações por mudanças no futebol. Coincidentemente, o clube terá um jogo importante da Copa do Brasil diante do São Paulo após Petraglia se negar a aparecer em eleição do futuro presidente da CBF, Rogério Caboclo. Outros dois opositores foram Flamengo e Corinthians.

Petraglia falou com o dirigente da confederação por telefone para explicar porque não iria, após receber um pedido para comparecer. “Expliquei que a gente não concordou com o que havia sido feito”, disse ele, sobre a manobra de Caboclo e Marco Polo Del Nero por uma chapa única na confederação. O discurso de Caboclo afirmando que estava comprometido “com os que o apoiaram” desagradou o dirigente atleticano.

“Foi um recado que entendi claro. Quem diz que não está comigo está contra mim. Pode não ter sido a intenção, mas dá uma dupla interpretação”, analisou. O dirigente, no entanto, não teme retaliações como em relação à arbitragem, pois entende que isso é uma prática antiga no futebol.


Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
Comentários Comente

rodrigomattos

Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


São Paulo prevê ganhar até R$ 130 mi por ano com Globo por Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria do São Paulo projeta uma renda de até R$ 130 milhões por ano com os contratos do Brasileiro-2019 com a Globo para a TV Aberta e Pay-Per-View. Os acordos válidos até 2024 foram aprovados pelo Conselho Deliberativo, restando agora serem redigidos.

Informado aos conselheiros, esse valor representa um ganho sobre o atual já que o clube arrecadou R$ 128 milhões em todos os seus direitos de TV em 2016, o que inclui outras competições. Ao mesmo tempo, a agremiação continuará a ganhar menos do que Flamengo e Corinthians por conta das condições contratuais do ppv.

No modelo mostrado aos conselheiros, a diretoria do São Paulo explicou que vai dividir um bolo total de R$ 600 milhões de TV Aberta com os outros times da Série A. Desse total, será distribuído em 40% de forma igual, 30% por exibição e 30% por premiação na temporada.

No caso do ppv, a distribuição será feita de acordo com o tamanho declarado da torcida entre os assinantes. Pela estimativa são-paulina, o clube ficaria com 7,5% do percentual total do projeto.

Por isso, a diretoria previu para conselheiros que vai ganhar entre R$ 103 milhões e R$ 130 milhões pelos contratos. Fora isso, lembrou que os acordos não incluem a publicidade estática e direitos internacionais do Brasileiro. O São Paulo prevê que pode ganhar mais um valor entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões por esses direitos.

A diferença para o Flamengo e Corinthians está justamente nas condições do ppv. A Globo deu para os dois uma garantia mínima percentual do ppv independente da pesquisa. Nesse caso, o Flamengo tem o percentual de 16% mínimo, e os corintianos um patamar levemente inferior. Isso significa que ambos devem ganhar praticamente o dobro do São Paulo do dinheiro de ppv. No total, o projeto gera um mínimo de R$ 700 milhões. a serem divididos pelos clubes.

Dirigentes são-paulinos sabem dessa garantia, mas não conseguiram obter o mesmo tipo de mecanismo. Em compensação, a agremiação obteve luvas de R$ 20 milhões a serem pagos pela Globo pela assinatura do contrato, somados aos R$ 60 milhões que já tinha ganho por fechar com o SporTV.

Em seu comunicado aos conselheiros, a diretoria do São Paulo ainda exaltou que não houve nenhuma complicação na negociação como ocorreu com times que fecharam com Esporte Interativo. Foi o caso do Santos que aceitou um fator redutor no montante que vai ganhar. E completou que acertar com a Globo até 2024 vai gerar previsibilidade das receitas por um período mais longo.


Caboclo poderá assumir a CBF e continuar como conselheiro do São Paulo
Comentários Comente

rodrigomattos

Candidato único nas próximas eleições da CBF, Rogério Caboclo não precisará se licenciar do Conselho do São Paulo para se tornar presidente da entidade. Nem regras do estatuto da CBF, nem do São Paulo impedem o acúmulo das duas funções. Assim, se repetirá a situação do atual presidente afastado Marco Polo Del Nero que é conselheiro palmeirense.

Caboclo é atualmente diretor-executivo da confederação e se manteve como conselheiro vitalício do São Paulo. Não há informação ainda se manterá a posição no clube caso confirme sua eleição, mas isso é possível.

A CBF informou que não há vedação em seu estatuto para que o presidente se mantenha como conselheiro. No São Paulo, a informação é de que nem o estatuto, nem o regimento interno impedem o acúmulo de cargos.

Atualmente, Caboclo não chega a ser um conselheiro assíduo. Mas vai em reuniões importantes do órgão como eleições, votações de orçamento e contas. Seu pai Carlos Caboclo tem uma história longa no clube, tendo ocupado vários cargos.

Na Fifa, o código de ética trata de potenciais conflitos de interesse se um dirigente tem interesses pessoais e individuais que afetem seu exercício do cargo. Mas não há nenhum veto a uma pessoa com função em clube ter um cargo em federação nacional.

Tanto que o Conselho Executivo da AFA (Associação de Futebol da Argentina) é composto por presidentes de clubes, incluindo o presidente e vice-presidente. Na vice-presidência, está Daniel Angelici, comandante do Boca Juniores, que tinha sido vetado por um comitê de checagem da Conmebol por ter ficha suja. Mas, no final, tomou posse sem ser importunado.

No Brasil, é comum que dirigentes da CBF tenham alguma associação com clubes. O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, é conselheiro nato do Fluminense. Já ocuparam o cargo de diretor de futebol da seleção, Eurico Miranda e Andrés Sanchez, conselheiros de Vasco e Corinthians, respectivamente.


São Paulo discute pay-per-view e luvas com Globo por Brasileiro-2019
Comentários Comente

rodrigomattos

O São Paulo acertou a maior parte das condições dos contratos com a Globo de TV Aberta e pay-per-view para o Brasileiro, de 2019 a 2024, mas ainda faltam alguns itens. Há uma discussão sobre ppv e luvas, entre outras questões menores. O Conselho de Administração já referendou os pontos principais e deu autorização para a negociação. Falta fechar esse itens e a aprovação no Conselho Deliberativo.

Em 2016, o São Paulo tinha aceitado a proposta de TV fechada da Globo. Por isso, levou luvas de R$ 60 milhões. Ficaram em aberto os contratos de TV Aberta e ppv que foram reprovados no Conselho Deliberativo no final de 2016.

Desta vez, dirigentes são-paulinos entendem que há mais chance de o negócio ser fechado. No geral, as condições do contrato são iguais aos de outros clubes que já assinaram com a Globo com exceção daqueles que têm acordos com o Esporte Interativo. O São Paulo passa a entrar na distribuição de 40% de divisão igual, 30% por exibição em aberta, e 30% por premiação por posição na tabela.

A diretoria do clube ficou satisfeita porque qualquer partida em TV Aberta, mesmo que seja só para o interior do Estado, contará para calcular a cota. E dirigentes são-paulinos avaliam que o São Paulo só perde para o Corinthians no Estado de SP em aparições na Globo.

Em relação ao pay-per-view, a distribuição é de acordo com os assinantes que se declarem torcedores do clube. Mas o Flamengo e o Corinthians conseguiram uma garantia extra de um percentual mínimo que ganham mesmo se não atingirem esse patamar. A diretoria do São Paulo tem consciência do mecanismo e gostaria de contar com ele, mas sabe ser mais difícil conseguir porque demorou a fechar com a emissora.

As luvas oferecidas pela Globo em 2016 eram de R$ 20 milhões, proposta que depois saiu da mesa. Há uma discussão entre as partes. Mas a tendência é o clube ficar pelo menos com esse patamar, e talvez poder ter flexibilidade para receber uma parte do dinheiro antes. Neste caso, teria luvas totais parecidas com a do Grêmio, que levou R$ 80 milhões. Ficaria abaixo de Flamengo e Corinthians.

Ao contrário de 2016, a diretoria do São Paulo não está com pressa porque seu caixa está mais folgado e não precisa das luvas de imediato. Na visão da cúpula do clube, essa negociação não deve dar para trás, restando ser aprovada no Conselho.

Em relação à Adidas, a avaliação no Conselho de Administração são-paulino é de que a empresa apresentou o maior valor global, considerando material, royalties e possibilidade de vendas de camisa. A análise é de que a Adidas investe bem mais em propaganda e tem uma distribuição melhor do que a Under Amour. Por isso, devem aumentar as vendas de camisas.

A proposta da Under Amour teve uma redução em relação ao que pagava anteriormente ao São Paulo em torno de 15%. Por isso, ficou claro para conselheiros que a proposta da Adidas era mais vantajosa. A troca de material esportivo ocorrerá em julho deste ano.


Sem pré-temporada, times grandes têm pior desempenho nos Estaduais em 2018
Comentários Comente

rodrigomattos

Em um ano quase sem pré-temporada, os times grandes tiveram uma piora no seu desempenho no início dos Estaduais em relação a 2017. O levantamento do blog foi feito nas quatro principais competições com 12 clubes grandes. No total, eles somaram 13% a menos de pontos do que no ano passado no mesmo número de jogos, embora, óbvio, existam exceções como o Palmeiras e seus 100% dos pontos.

Por conta da Copa da Rússia, a CBF marcou o início dos Estaduais para o meio de janeiro quando costumavam ocorrer no início de fevereiro. A pré-temporada, portanto, durou menos de 15 dias. Boa parte dos times iniciou os campeonatos com juniores ou reservas para dar tempo de treinamento a titulares.

Diante desse cenário, era previsível a queda de rendimento. Dos 12 times analisados, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG e Grêmio começaram os Estaduais com campanhas inferiores a 2017.

Desses, o time rubro-negro e o gremista foram os que jogaram até mais tarde na temporada, com o Mundial e a Sul-Americana. Usam reservas e juniores. O Flamengo só teve dois pontos a menos do que no ano passado, mas o Grêmio só fez um ponto no Gaúchão.

Outras duas equipes tiveram desempenho similar ao ano passado, sendo elas, Corinthians e Cruzeiro. São justamente equipes que têm utilizado mais titulares nesses jogos iniciais, embora mantenham a rotatividade do elenco no início de temporada.

Quem melhorou em relação ao ano passado foram Botafogo, Internacional, Santos e Palmeiras. O time alviverde, por sinal, é o único que tem 100% de aproveitamento entre os da Série A, como mostrou o blog do PVC. Já o Botafogo tinha poupado jogadores em 2017 por priorizar as fases da pre-Libertadores, o que não faz nesta temporada. A equipe santista foi quase igual ao ano passado, com um ponto a mais.

No total, os 12 times grandes somaram 84 pontos nas quatro primeiras rodadas contra 97 no ano passado. Há clássicos em que se enfrentaram, mas esses se anulam dentro da estatística. Fato é que, na média, diante dos pequenos ou médios, ganharam menos pontos. Com exceção da Ponte Preta, que jogou o Brasileiro até o final, as outras equipes tiveram muito mais tempo de treino já que não disputavam competições até o final do ano.

A queda foi maior no Rio de Janeiro onde apenas o Botafogo melhorou entre os quatro grandes. Em São Paulo, apenas o tricolor do Morumbi teve uma piora no seu desempenho.

A tendência é que, com o transcorrer dos Estaduais, os times grandes tenham crescimento de desempenho e voltem a mostrar superioridade maior sobre os pequenos. Até porque utilizarão mais titulares e terão mais ritmo de jogo.


Palmeiras e Fla têm maiores quedas de desempenho no Brasileiro-2017
Comentários Comente

rodrigomattos

Em comparação com o ano passado, Palmeiras e Flamengo foram os times que tiveram a maior queda de pontuação no Brasileiro-2017. São justamente os clubes com maior investimento na temporada. Quem mais evoluiu, logicamente, foi o campeão Corinthians.

Ressalte-se que essa comparação não trata do desempenho da temporada inteira. Irregular nos pontos corridos, o time rubro-negro, por exemplo, chegou a duas finais em mata-matas, Copa do Brasil e Sul-Americana, embora tenha sido eliminado na primeira fase da Libertadores.

Com campanha excepcional no ano passado, o Palmeiras atingiu 80 pontos, 17 a mais do que os 63 obtidos em 2017. Houve uma queda geral da pontuação de elite, o que permitiu que o time acabasse como vice, uma posição abaixo do ano passado. Mas a equipe palmeirense foi a com maior queda em seu desempenho.

Em seguida, está o Flamengo. Em 2016, o time conquistou 71 pontos, contra apenas 56 na atual temporada. Ou seja, foram 15 pontos a menos, caindo de terceiro para sexto no geral. Não houve impacto prático: o time acabou com a classificação à mesma fase de grupos do ano passado. Mas isso graças a títulos de Cruzeiro e Grêmio que alongaram o grupo de classificados.

Mais um com queda significativa foi a Ponte Preta que ganhou 14 pontos a menos em 2017 em relação ao ano passado. Sua piora teve impacto significativo: o time acabou rebaixado à Série B. Santos e Atlético-MG foram outros que tiveram piora de desempenho relevante.

Do outro lado, o Corinthians teve uma melhora do tamanho da queda palmeirenses. Conquistou 17 pontos a mais neste ano do que no Brasileiro-2016. Saltou assim da 7a posição para o título.

Em seguida, outro que teve melhora foi o Grêmio. Apesar de não ter priorizado o Nacional, o time somou nove pontos a mais do que em 2016. Mais um que incrementou seu desempenho foi o Cruzeiro com seis pontos extras em relação ao ano passado.

Há uma faixa de clubes que se manteve quase estável como Chapecoense, São Paulo, Sport, Vitória, Coritiba, Fluminense. Mas a leve queda de desempenho do Coritiba acabou sendo fatal com o seu rebaixamento. Já Botafogo e Atlético-PR tiveram pioras (de seis pontos) e por isso estão fora da Libertadores. Veja na tabela abaixo a comparação entre a temporada 2016 e a 2017.

Corinthians – + 17 pontos

Grêmio – + 9 pontos

Cruzeiro – + 6 pontos

Chapecoense – + 2 pontos

São Paulo – -2 pontos

Sport – -2 pontos

Vitória – – 2 pontos

Coritiba – -3 pontos

Fluminense – -3 pontos

Botafogo – -6 pontos

Atlético-PR – -6 pontos

Santos – -8 pontos

Atlético-MG – -8 pontos

Ponte Preta – -14 pontos

Flamengo  – -15 pontos

Palmeiras – -17 pontos

PS Não foram incluídos no levantamento os times que disputaram a Série B em 2016 porque seria impossível a comparação entre divisões.