Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : seleção

CBF deve reduzir preço da seleção para TVs ou mudar pacote
Comentários Comente

rodrigomattos

Sem receber proposta pelos direitos de TV dos jogos da seleção, a CBF deve ter de reduzir o preço mínimo proposto de US$ 3,5 milhões, ou reformar o pacote de concorrência. Há interesse de emissoras no time brasileiro, mas o preço ficou acima do almejado por estas.

A diretoria da confederação tinha expectativa de atingir o valor mínimo por todos os jogos da seleção, o que dobraria seus ganhos atuais por partida. No total, havia previsão de um ganho de R$ 465 milhões em um contrato por 37 partidas.

No anúncio da concorrência, o diretor da TEAM, Patrick Murphy, que coordena a concorrência, afirmou que os preços foram estabelecido por critérios científicos. E se dizia confiante que o valor mínimo seria atingido.

Mas, ao final do processo, não houve entrega de propostas com a oferta inicial. Apenas a parte digital não exclusiva foi comprada pela Globo por valor menor – o mínimo era Us$ 500 mil.

A Globo e a Turner manifestaram interesse na licitação de TV Aberta, segundo apurou o blog. Mas acabaram não fazendo propostas. O interesse continua só que dependerá de valores a serem pedidos pela CBF. A confederação tem dois caminhos: reduzir o preço ou reformar o pacote mudando seu fatiamento.

O pacote de seleção é considerado especialmente estratégico pela Globo. A emissora entende que ainda não é possível explorar amplamente os direitos de eventos esportivos apenas no ambiente digital. Antes, pagava US$ 2 milhões por jogo até o final do ano passado. Mas iniciou uma queda-de-braço com a CBF neste ano que complicou a renovação e levou à concorrência.

Ainda não há uma data para o lançamento de uma nova licitação pela seleção.

 

 


CBF diz que Maracanã não tem condições para seleção, mas permite final
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria e a comissão técnica da CBF avaliaram que o Maracanã não tinha condições técnicas para receber a seleção nas eliminatórias, alegando problemas estruturais no estádio. Mas a arena foi aprovada pela mesma confederação para realização da final da Copa do Brasil e para jogos do Brasileiro.

Durante entrevista coletiva, o técnico Tite chegou a apontar problemas de manutenção no estádio como justificativa. Disse ter visto uma caixa de som solta. “Quem faz a manutenção disso?” Em seguida, afirmou: “Se dá um problema, é de quem a responsabilidade? Tem que ter um mínimo de segurança.”

Só que a própria CBF autorizou a realização do jogos do Flamengo contra Cruzeiro e Botafogo, na final e semifinal da Copa do Brasileiro. Ambas as partidas tiveram públicos em torno de 60 mil pessoas. E não é possível realizar jogos dessa competição sem aval da confederação.

Após a entrevista, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, disse que o estádio não está bem para partida. “Foi feita uma avaliação pelo nosso departamento técnico. Ele avaliou que não está bem para ter jogo lá”, disse.

Questionado por que a CBF permitiu jogos na Copa do Brasil, Del Nero foi evasivo: “Vamos jogar lá”.

A concessionária Maracanã rebateu alguns pontos levantados pela CBF em nota que diz que o estádio, sim, em condições para receber jogos:

“A Concessionária Maracanã esclarece que neste ano já foram realizados 27 jogos de futebol no estádio, alguns deles com os maiores públicos do país, o que comprova o perfeito funcionamento de suas instalações. Também é importante registrar que vistoria promovida pela CBF atribuiu recentemente nota 4,75 ao gramado do Maracanã, numa escala em que o máximo é 5, atestando seus altos padrões para a realização de qualquer competição.

Em complemento, a Concessionária Maracanã lembra também que há um ano comunicou oficialmente sua decisão de que houvesse encerramento do contrato de concessão, pois o mesmo se tornou inviável economicamente após ter sido descaracterizado por iniciativas do Governo do Estado. Na ocasião, ainda em 2016, o Governo manifestou publicamente que iria promover uma nova licitação, o que não foi realizado até agora. Em novembro passado, conforme previsão contratual, foi iniciado um processo de arbitragem, conduzido pela FGV, em decorrência de não haver um acordo entre as partes.”


Favorita, Globo terá concorrência da Turner por jogos da seleção
Comentários Comente

rodrigomattos

A concorrência da CBF para os direitos de televisão da seleção brasileira tem a Globo como favorita, mas o Esporte Interativo já decidiu que fará uma proposta na disputa. É esse o cenário após a confederação anunciar a fórmula da disputa, nesta sexta-feira à tarde. São 37 jogos do time nacional em um pacote que valerá no mínimo R$ 465 milhões.

O modelo anunciado pela CBF e pela Synergy, empresa contratada pela entidade, foi de incluir em pacote todos os direitos de TV Aberta, TV Fechada e pay-per-view juntos. Isso dá força à Globo que detém todas essas mídias. Mas optou-se por essa fórmula justamente porque houve sinalização, em consultas, de que a Turner entraria forte na concorrência.

Internamente, diretores da confederação queriam fatiar os direitos para incentivar a concorrência na TV Fechada. Até porque há a consciência de que a Globo é favorita pelo maior poder financeiro. Mas Patrick Murphy, da Synergy, argumentou que separar TVs Aberta e Fechada desvaloriza ambas pela perda de exclusividade.

Com isso, foi montado um modelo com abertura para possibilidade de consórcio entre TVs o que fortalece a formação de outros grupos concorrentes à Globo. E o Esporte Interativo já se prepara para montar um modelo de negócios em conjunto com outra TV Aberta.

A principal possibilidade é a Turner fazer proposta sozinha e depois sublicenciar para outra rede que poderia pagar uma fatia do total. Outra alternativa é fechar já uma parceria com uma emissora aberta e fazer uma proposta conjunta. De qualquer maneira, é certo que haverá proposta concorrente. Tudo será entregue até o meio de setembro.

Já a Globo estuda o modelo implantado pela CBF antes de estabelecer uma estratégia. Uma parceira da emissora em direitos tem sido a Fox Sports com quem divide Libertadores, Copa do Brasil e Copa do Mundo. Mas a emissora global considera a seleção estratégica e portanto entende como uma concorrência que tem de ser vencida.

Ao explicar o pacote único, Patrick Murphy, executivo da Synergy, disse que isso foi para valorizar mais o produto já que TV Aberta e Fechada são concorrentes, segundo ele. “Podem haver bids conjuntos. A Fox pode fazer junto com a Record e com digital”, exemplificou.

Uma questão é a divisão da mídia digital que está incluído no pacote de TV Aberta e Fechada, mas também está em um segundo pacote sozinha. Ou seja, uma empresa poderá pagar US$ 500 mil por jogo para ter direitos digitais não exclusivos. Se a Globo quiser tudo como antes, terá de pagar US$ 4 milhões por jogo no mínimo, o dobro do que pagava no contrato anterior.

 


Com Tite, Globo aumenta audiência em 4 milhões/jogo e seleção se valoriza
Comentários Comente

rodrigomattos

Desde que o técnico Tite assumiu a seleção, a Globo teve um incremento de audiência de 4 milhões de pessoas por jogo do Brasil em média. É o que mostram dados da própria emissora em seu plano de patrocínio para a Copa-2018. Isso aumenta o valor potencial que a CBF pode obter com sua concorrência pelos direitos de suas partidas.

O plano de patrocínios da Globo para a Copa tem seis cotas para empresas no valor de R$ 180 milhões cada e tem previsão de ser fechado até outubro. O pacote não inclui os amistosos da seleção em 2018 que podem entrar ou não, dependendo do resultado da concorrência.

Mas a boa fase mostra a importância do time brasileiro para a emissora. “A audiência média das últimas 7 vitórias da seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 foi de 32 milhões de telespectadores, 4 milhões a mais que a média dos 6 jogos iniciais”, diz o documento da Globo.

Ao lado, estão detalhados as audiência de cada partida. Com Tite, o pico foi de 38 pontos na última partida diante do Paraguai, e com Dunga, o índice não passou de 30 pontos. E claramente o aumento foi obtido graças aos resultados já que, no primeiro jogo do novo técnico, foram 29 pontos.

Assim, o time brasileiro com o novo treinador tem uma média de audiência 12% maior do que com Dunga. Há um crescimento de audiência geral do futebol da Globo em 2017, mas em patamares menores do que esse do time nacional.

Fica clara a importância da seleção quando a emissora exalta para os anunciantes a boa fase. Em um trecho, a Globo afirma que  “a lembrança da derrota já ficou pra trás”. E exalta a medalha de ouro olímpico e a “sucessão inédita de vitórias”. Segundo a emissora, isso fez o brasileiro voltar a “festejar, se engajar e se emocionar com a seleção brasileira”.

A Globo reconhece que a importância dos jogos da seleção vai além de preencher mais uma grade do futebol. Por isso, trata como prioritária a aquisição do pacote de 37 jogos oferecidos pela CBF. A entidade anunciará o modelo de licitação na sexta-feira.

No seu documento, a emissora diz que os jogos amistosos de 2018 farão parte do pacote Copa “caso sejam transmitidos pela Globo”. Em seguida, informa a potenciais anunciantes que eles serão acrescidos às outras 56 transmissões ao vivo.

Internamente, a emissora não vê como imprescindíveis para seu pacote os amistosos do início do ano pelo volume de material. Mas, logo depois do Mundial, os jogos da seleção são vistos como de grande importância para manter o vínculo com o time nacional.

 

 


Como novo torneio pode prejudicar sul-americanos e favorecer europeus
Comentários Comente

rodrigomattos

O calendário de jogos internacionais após a Copa-2018 não é promissor para a seleção brasileira e para sul-americanos. Pelo contrário, seus dados indicam fortalecimentos dos rivais europeus com partidas mais competitivas, e menos jogos relevantes para o Brasil e outros países sul-americanos. Um dos motivos é a recém-criada Copa das Nações na Europa que já gera desconforto em cartolas de outros continentes.

O comando da seleção brasileira, no entanto, entende que o impacto da competição não será tão grande para o país, e que ainda haverá chance de enfrentar grandes seleções. Só ressalta que será preciso mais programação para encaixar jogos contra os principais times do velho continente.

Com as inovações de UEFA e Fifa, o calendário depois da Copa tem a característica de ter vários jogos competitivos para os europeus, e um cenário incerto para os sul-americanos. Além da Euro, suas eliminatórias e o classificatório da Copa, os europeus terão a Copa das Nações.

O novo torneio terá sua primeira fase em datas de amistosos já no segundo semestre de 2018. Em seguida, no meio de 2019, haverá playoffs com semifinais e finais. As equipes serão separadas em quatro divisões, com 12 times em cada uma, e rebaixamento e ascensão. A Liga A determinará o campeão da Copa das Nações. Quando o torneio acabar, já terão se iniciado as eliminatórias da Euro e depois da Copa.

“Certamente haverá menos jogos amistosos internacional e indubitavelmente menos amistosos sem sentido. Mas ainda haverá espaço para jogos amistosos internacionais – particularmente jogos de aquecimento para as finais dos torneios. A UEFA ainda espera que os times europeus tenham a chance de jogar com oponentes de outras confederações”, afirmou a UEFA sobre a competição. A entidade entende que seus times top ainda poderão jogar contra outros continentes.

Mas cartolas do Conselho da Conmebol estão preocupados que os europeus só joguem entre si, e fiquem mais fortes. Por isso, há um movimento para levar a questão à Fifa para discutir seu impacto. O objetivo é juntar dirigentes de outros continentes para conversar com a federação internacional.

Na América do Sul, ainda não há decisão de como serão as eliminatórias para Copa depois que o continente passou a ter 6,5 vagas para 10 país. A pergunta é se ainda faz sentido um classificatório nessas condições.

O coordenador técnico da seleção Edu Gaspar reconhece que Copa das Nações é melhor para os europeus. Mas não vê a seleção prejudicada em termos de obter partidas competitivas.

“Ainda existe a possibilidade de podermos disputar amistosos. Os times da Liga A e B (os mais fortes) vão ter agenda porque a Liga das Nações ocupa uma data, e tem outra para amistoso”, analisou Edu. “Não muda praticamente nada para nós. A gente só tem que se organizar previamente, o que já estamos fazendo.”

Ele reconhece que reduz em uma data a cada dupla a possibilidade de amistoso com europeu, mas lembrou que o Brasil pode jogar com outras confederações. Sobre a possibilidade de os europeus terem mais competições, ele entende que há vantagens e desvantagens.

“De um lado, sem dúvida mais competição fortalece o time. Mas nós teremos a Copa América e as eliminatórias com adversários super fortes. Não vejo como prejuízo do ponto de vista técnico”, observou Edu, que gostou do modelo da Copa das Nações.

Uma das prioridades da comissão técnica de Tite era realizar amistosos com europeu nesta reta final para a Copa-2018. Já tem o jogo marcado com a Alemanha no próximo ano e uma possibilidade de enfrentar a Inglaterra no final do ano. Em relação às eliminatórias sul-americanas, Edu aprova o aumento de vagas porque cresce a possiblidade de classificação.

Certo é que, depois da Copa-2018, o cenário de jogos de europeus e sul-americanos será diferente e as seleções terão de se adaptar à nova realidade.


Big brother de Tite: seleção monitora 50 nomes com ficha completa
Comentários Comente

rodrigomattos

A comissão técnica da seleção montou uma teia extensa de observação dos candidatos a jogar na seleção: são vistos ao vivo, há conversas com técnicos, ficha médica. O grupo de atletas monitorados no momento é em torno de 50 nomes que podem estar na lista para o jogo com o Equador, pelas eliminatórias da Copa-2018.

“Para esse jogo, temos um grupo de 50 jgogadores. É um grupo variável. Pode entrar um ou outro a cada jogo”, contou o técnico da seleção, Tite. “Vemos a parte física, a parte tática como está jogando nos times. Conversamos com os atletas.”

Um exemplo é que, na pré-temporada dos times europeus, o auxiliar Cleber Xavier e preparador físico Fabio Mahseredjian estiveram nos EUA para acompanhar os principais jogadores. Xavier, por exemplo, foi conversar com Guardiola sobre Gabriel Jesus.

O preparador costuma discutir com seus pares sobre a condição física dos atletas. Durante o programa “Noite de Craques”, com Zico, no Esporte Interativo, o técnico Tite revelou que Diego, do Flamengo, ainda não está 100% após se recuperar de contusão no joelho direito. “Está retomando após a lesão”, afirmou o treinador, após ter conversado com a comissão técnica da seleção.

O grupo tem um total de 10 pessoas, complementado por Fernando Lazaro, Tomás Araújo, Maurício Dulac, Taffarel, Silvio, Matheus Bachi e Edu Gaspar. Cada um vai para um lugar para observar de jogos a treinos dos jogadores que interessam, seja no Brasil, seja na Europa.

Outro trunfo é contar com um sistema em que Tite pode requisitar qualquer vídeo dos jogadores em momentos específicos dos jogos. Assim, pode analisar como cada atleta pode executar determinada função. Dentro desse cardápido, é que Tite define seu grupo final para eliminatórias e futuramente para a Copa da Rússia.


Até herdeiro da Globo se reuniu com Del Nero para melhorar relação com CBF
Comentários Comente

rodrigomattos

Durante a disputa por contrato da seleção, a Globo apelou até a Roberto Marinho Neto, novo chefe do departamento de esporte, para melhorar a relação com a CBF. O herdeiro da família Marinho esteve na sede da entidade para um almoço com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Na ocasião, a confederação já tinha se decidido por transmitir o jogo com outros parceiros.

A visita de Marinho Neto à sede da entidade ocorreu há cerca de um mês. Ele foi acompanhado de todos os diretores da Globo Esporte e foi recebido pela cúpula da CBF. A ida de executivos da Globo à confederação é comum, mas o chefe não costuma participar diretamente da negociação de contratos.

A ida do principal executivo da emissora no esporte teve como objetivo aparar arestas surgidas durante a negociação fracassada dos amistosos da seleção com a Argentina e com a Austrália. Ali, as duas partes saíram contrariadas com o resultado, entendendo não terem obtido as condições desejadas na negociação. Lembre-se: a CBF pedia o mesmo valor que a Globo pagava no ano passado, e a emissora queria dar menos.

Depois disso, o ex-executivo da Globo Marcelo Campos Pinto, que ocupava justamente cargo similar a Marinho Neto, passou a atuar na confederação. Ele ajudou na comercialização dos amistosos e também tem projetos para que uma produtora faça a transmissão da Copa América-2019, além de estar interessado em itens do Brasileiro como a venda dos direitos internacionais. Isso contrariou mais a Globo.

Apesar do desentendimento, a seleção continua a ser um produto prioritário para a emissora carioca. Por isso, além de aparar arestas, Marinho foi apresentar à CBF a nova estrutura de esportes da Globo que agora é separada do jornalismo. O almoço foi seguido por uma vista ao museu da CBF.

Para a Copa de 2018, a confederação prepara uma concorrência para os amistosos da seleção. Um candidato a tocar o projeto é Patrick Murphy, que foi executivo da Uefa para negociar direitos da Liga dos Campeões durante mais de 10 anos. Ele já comercializa alguns direitos da Copa Sul-Americana e está interessado no mercado brasileiro. A Globo considera o pacote de jogos da seleção de 2018 a 2022 uma prioridade para sua grade.


Brasil deve temer a Argentina, mas times ainda têm boa diferença
Comentários Comente

rodrigomattos

O placar do amistoso entre Brasil e Argentina não refletiu o que foi o jogo, nem de longe significa que os times estão próximos. Ainda há uma diferença considerável entre os dois times. Mas a tendência é que, com mais jogos de Jorge Sampaoli, a equipe argentina cresça e se torne um adversário temível para a seleção na Copa-2018.

O jogo na Austrália não serve de parâmetro entre os times porque o Brasil estava muito desfalcado sem até sete titulares. Todo o sistema defensivo e Neymar não estavam em campo, deixando a formação muito diferente daquela que passeou sobre a Argentina nas eliminatórias.

Mesmo assim, o time brasileiro criou chances e poderia até ter feito o gol com Gabriel Jesus no segundo tempo, em boas triangulações com Philippe Coutinho e William. Pode-se dizer que o confronto foi equilibrado.

E isso, sim, revela uma evolução da Argentina. Não há mais aquela zona da época de Edgardo Bauza que deixa o time com vários espaços, sem fechar buracos na defesa, nem atacar em bloco na frente.

Com Sampaoli, a Argentina atuou com cinco jogadores de qualidade, Banega, Di Maria, Messi, Dybala e Higuaín. Ainda assim, não era uma equipe exposta. Marcava na saída de bola do Brasil em certos momentos, e sabia se fechar quando era necessário. Um esboço do que costumam fazer os times de Sampaoli como o Chile que atacava e defendia em bloco, com zagueiros bem avançados e a busca incessante pela bola em qualquer setor do campo.

Até a Copa, o técnico argentino tem um ano para acertar seu time. É mais tempo do que Tite demorou para arrumar o Brasil que já estava em boa forma no final de 2016. Sampaoli, no entanto, tem uma desvantagem, menos jogos de eliminatórias do que o treinador rival.

Analisando-se os potenciais dos dois times para a Rússia-2018, caso os argentinos garantam a classificação, a seleção ainda parece com vantagem. Tem vantagem de ter iniciado o trabalho um ano antes. Na linha de frente, os dois times se igualam em talento, talvez com vantagem de Messi sobre Neymar como figura mais importante do time.

Mas, no setor de defesa, o Brasil tem jogadores mais fortes. Os laterais brasileiros Daniel Alves e Marcelo são os melhores do mundo, e há boa variedade de opção de zagueiros. Na Argentina, já rodaram jogadores atrás sem se achar titulares firmes. A vantagem brasileira, portanto, permanece, mas seu rival deixou de ser uma carta fora do baralho.


Teixeira ganhou R$ 13 mi de ex-cartola do Barça preso após acordo suspeito
Comentários Comente

rodrigomattos

Suspeito de gerar propina a cartolas, o contrato da CBF com a ISE (empresa de origem saudita) por amistosos da seleção está válido até 2022. O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell foi preso na Espanha por suspeita de lavagem de dinheiro de comissões recebidas por esse acordo, e o ex-dirigente da confederação Ricardo Teixeira é suspeito. Pois bem, Rosell pagou R$ 13 milhões a Teixeira logo após a renovação do acordo entre CBF e ISE, segundo descobriu a CPI do Futebol.

A ISE é uma empresa com sede em paraíso fiscal nas Ilhas Cayman, mas sua dona verdadeira é a Dallah Abarraka Group, da Arábia Saudita. A empresa assinou contrato com a CBF para compra dos direitos dos amistosos da seleção em 2006 por pouco mais de US$ 1 milhão, valor que variou pouco nos contratos.

Quem levou a ISE para contato com Ricardo Teixeira foi Sandro Rosell que é amigo e tem relacionamento de negócios com o ex-dirigente da CBF. O ex-presidente do Barcelona tem entrada em países árabes.

Os dois ex-cartolas são alvos de duas outras investigações, uma no Brasil relacionada ao suposto de desvio de dinheiro público em amistoso Brasil x Portugal, em 2009, e outra relacionada ao contrato da Nike, nos EUA.

Revelado pelo “Estado de S. Paulo”, o contrato da CBF com a ISE prevê a venda de todos os direitos internacionais dos amistosos da seleção, seja a comercialização, seja os direitos de tv. O contrato assinado em 2006 foi renovado em 2010 por mais dez jogos. Em novembro de 2011, pouco antes de Teixeira deixar a CBF, o acordo foi renovado novamente até 2022, como revelou a “Folha S. Paulo”.

Investigação da CPI do Futebol que quebrou o sigilo bancário de Teixeira identificou um pagamento de R$ 13 milhões feito por Rosell em 25 de janeiro de 2012. A informação foi publicada pelo blog. Ou seja, dois meses após a renovação do contrato, o ex-dirigente do Barcelona pagou ao então presidente da CBF.

“Apenas uma operação ponderada suspeita deixou de constar do RIF/COAF no 18874, tratando-se de transferência efetivada por Alexandre Rosell Feliu , Banco Rural, Agência xxx, conta xxxx, no valor de R$ 13 milhões, no dia 25/1/2012, para a conta de Ricardo Terra Teixeira no Banco Rural”, descreve o relatório da CPI. Os filhos de Teixeira ainda receberam pagamentos de R$ 1,8 milhões no meio de 2011.

Procurado, o advogado de Ricardo Teixeira, Michel Asseff Filho, informou que ainda tenta mais informações sobre possíveis acusações contra seu cliente. Ele está no Brasil e portanto não pode sofrer ações da polícia espanhola.

“É cedo ainda para falar alguma coisa, pois só temos informações de jornais. Estamos tentando entender informação oficial para ver se ele está sendo investigado e por o que”, disse Assef Filho.

Procurada, a CBF negou qualquer participação de Rosell em contratos da entidade por nota: “A Confederação Brasileira de Futebol informa que desconhece qualquer participação do Sr. Sandro Rosell em contratos firmados pela entidade. Não há nenhum registro de sua suposta atuação em negócios realizados pela CBF a qualquer tempo. Esclarece ainda que não recebeu qualquer pedido de informação oficial a respeito do tema.”

 


Com renda recorde, CBF gasta mais com seleção e federações em 2016
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF aumentou seus gastos com a seleção e repasses às federações em 2016, o que reduziu o seu superávit apesar de receita recorde. A informação é de dirigentes das entidades estaduais que aprovaram o balanço da confederação em assembleia nesta terça-feira. A diretoria da CBF ainda diz que o câmbio teve impacto no resultado final.

A receita total da CBF foi de R$ 647 milhões no ano passado, diante de R$ 519 milhões em 2015. Apesar disso, o superávit caiu de R$ 72 milhões para R$ 44 milhões. Como promotora do futebol nacional, a confederação deve ter mesmo o propósito de investir dinheiro no esporte, e não guarda-lo no cofre. A questão é se o gasto é eficiente.

No geral, o investimento com o item que a CBF chama de futebol saltou de R$ 226 milhões para R$ 288 milhões. São 27,4% a mais, bem superior à inflação. E o que está incluído nesses itens? seleções, campeonatos brasileiros das quatro divisões e dinheiro para federações.

O balanço com números detalhados ainda não foi divulgado, então, ainda é não possível saber quanto aumentou cada item do futebol. É importante ressaltar que o investimento em futebol ainda representa menos da metade da receita total.

“Achei que houve um aumento na realidade no faturamento com queda no superávit por maiores despesas com o futebol. Teve um maior investimento no futebol”, contou o presidente da Federação Bahiana, Ednaldo Rodrigues, um dos que esteve na assembleia de aprovação de contas. Ele lembrou a troca da comissão técnica da seleção.

De fato, houve um aumento no gasto com o time brasileiro com a contratação de Tite e seu staff, saindo Dunga e seus auxiliares no meio de 2016. Ainda não havia um detalhamento de qual o tamanho do crescimento desse item. Até 2015, o gasto só com a seleção principal era de R$ 61 milhões, bem similar ao do ano anterior.

Em outro ponto, houve um aumento em torno de 50% dos repasses para as federações estaduais, justamente a base de aliados da CBF. Até 2015, as entidades ganhavam R$ 50 mil por mês e passaram a R$ 75 mil no ano passado. O gasto era de R$ 19,5 milhões, e deve saltar para um valor entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões, com cada federação recebendo pouco menos de R$ 1 milhão por ano.

“Se não fosse o repasse para as federações, não teria um desenvolvimento do futebol. Pernambuco não teria campeonatos de sub-15 e sub-17. O Sport está revelando muitos jogadores. Temos aqui o campeonato Central Única de Favelas”, defendeu o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho.

Outro item em que houve aumentou foi no investimento no Brasileiro da Série D. “Houve um crescimento de 28 times na competição”, comentou Ednaldo Rodrigues. Saltou de 40 para 68 equipes.

O dirigente baiano ainda apontou que cursos de gestão e técnicos também incharam os custos da CBF pois eram pagos translados, hospedagens, etc, além de mecanismos de controle. De fato, a entidade organizou seminários e comitês de reformas para um processo que chamou de modernização. No final, só os votos das federações foi levado em conta para o novo estatuto.

Com o resultado financeiro, Carvalho mostrou entusiasmo com a gestão do presidente Marco Polo Del Nero à frente da CBF. “Queria o Brasil ter um crescimento de receita como a CBF. A CBF é a economia que deu certo. Empresa que dá lição de gestão. É extraordinário”, analisou o dirigente pernambucano, afastando críticas ao mandatário da confederação.

Em meio aos investimentos da CBF no futebol, não tem sobrado dinheiro para os R$ 15 milhões necessários para a implantação do árbitro de vídeo para o Brasileiro da Série A. O valor representa 2,31% da receita total da entidade em 2016. A entidade diz que só vai implantar o item em 2018.

O secretário-geral da confederação Walter Feldman atribuiu a queda no superávit a questões cambiais e disse não estar preocupado.