Blog do Rodrigo Mattos

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CBF ganha R$ 10 milhões por ano do contrato da Globo da Série B
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A CBF ganhará pelo menos R$ 10 milhões do contrato de televisão do Brasileiro da Serie B, assinado com a Globo e SporTV. Esse dinheiro será a título de taxa de administração de um acordo total de R$ 180 milhões. Os clubes devem ficar com cerca de 70%, pois a confederação ainda usará outra fatia para despesas de logística. A entidade não quis comentar os valores.

Na última semana, a diretoria da confederação não quis investir no árbitro de vídeo no Brasileiro da Série A alegando que não ganhava nada no campeonato. Mas, na Série B, quem negocia e assina o contrato pelos clubes é a CBF. Foi assinado um novo contrato válido de 2018 até 2022.

No Conselho Técnico da Segundona, nesta semana, ficou estabelecido que cada clube teria direito a uma cota de televisão no valor de R$ 6 milhões. Serão 18 clubes com esse direito, o que soma R$ 108 milhões. Coritiba e Goiás estão fora porque seus ganhos estão atrelados ao Brasileiro da Série A.

Além disso, os times tinham antecipado o recebimento de R$ 20 milhões. Ou seja, do total do contrato, restavam R$ 160 milhões a serem distribuídos.

Mas a CBF ficou com uma taxa de administração de 6,5%. Não ficou claro se esse percentual incide sobre o total ou sobre o que sobrou após as antecipações. Dessa forma, o ganho da confederação varia entre R$ 10,4 milhões e R$ 11,7 milhões.

A confederação também explicou aos clubes que outros R$ 30 milhões serão usados para despesas de viagens e logística da competição. Isso dá em torno de R$ 80 mil por jogo. Quem costuma fazer as viagens da CBF são as empresas de turismo de Wagner Abrahão, empresário envolvido em esquemas relatados em CPIs e no caso Fifa nos EUA além de já ter feito negócios com o presidente afastado da confederação Marco Polo Del Nero.

O restante do dinheiro seria usado também para itens de logística da competição, inclusive arbitragem. Assim, o dinheiro que a CBF declara em seu balanço investir na Série B é, na verdade, proveniente do contrato de televisão da competição. Restou, portanto, aos clubes essa fatia de menos de três quartos do dinheiro total do contrato feito com a Globo e SporTV.

A CBF não quis se pronunciar sobre os valores contratuais, alegando que os contratos são confidenciais. Veja na posição abaixo.

“Os contratos têm cláusulas de confidencialidade que impedem o repasse destas informações. A divisão das receitas essenciais foi estabelecida pelos clubes em negociação direta com a empresa detentora dos direitos e é integralmente cumprida. Já a divisão das cotas entre os clubes é feita de acordo com a decisão soberana do Conselho Técnico da referida Série. Este ano, os clubes optaram pela divisão igualitária dos valores”.

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Eurico se diz ‘tranquilo’ sobre briga contra Série B e Celso Roth
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Há dois meses, em reunião na CBF, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, era bem enfático ao dizer que seu clube não cairia à Série B. Agora, a sete pontos da salvação, na mesma confederação, o dirigente tem poucas palavras, e não dá garantia como antes. Mas ainda se diz tranquilo sobre a situação.

Questionado sobre a chance de escapar do rebaixamento, o vascaíno respondeu: “Tranquilo”. Sobre a ameaça de demissão do técnico Celso Roth: “Tranquilo.”

Quando perguntado sobre a possibilidade de contratar Antônio Lopes para treinador, ele disse inicialmente que não responderia. Depois, afirmou que não havia “nenhuma chance”. E se foi.

O Vasco volta a jogar, nesta quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro. Resta saber se situação continuará tranquila após esse jogo.


Time do Palmeiras custa mais do que o dobro de rivais na luta contra degola
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Na luta contra o rebaixamento, o Palmeiras enfrenta times que têm muito menos dinheiro e gastos com futebol neste ano: seu orçamento é mais do que o dobro de Bahia e Vitória. Considerado 2013, o clube paulista é o único da Série A com receita total próxima de R$ 200 milhões que está entre os 10 últimos colocados. Isso desmonta a tese do presidente Paulo Nobre de que a economia é o que leva o time à rabeira da classificação.

Pelo seu último balancete, do final de agosto, o clube alviverde ganhou R$ 109 milhões com esporte profissional e amador, exclui-se ai a parte social. O gasto atingiu R$ 122 milhões. Na média anual, as despesas com esporte chegam a R$ 183 milhões. Ainda que se considere que uma parte é para outras modalidades, o custo com futebol é um dos maiores da Série A do Brasileiro.

Em comparação, o Bahia registrou uma receita total de R$ 58 milhões até julho deste ano, com despesa para o futebol em R$ 46,9 milhões, incluída a base. Para o ano inteiro, sua renda deve ficar em R$ 100 milhões – neste caso com a receita social -, e o custo do futebol em R$ 80 milhões. Ou seja, tem um investimento de menos da metade do que o Palmeiras.

No caso do Vitória a disparidade é ainda maior. A renda até o meio de 2014 só com o futebol é de R$ 25 milhões, com despesa de R$ 22 milhões. Ora, considerado o ano inteiro, são apenas R$ 50 milhões de receita com custo do futebol em R$ 44 milhões, menos de um quarto do clube alviverde.

Se levarmos em conta a receita total de todos os times da Série A em 2013, em estudo feito pelo consultor Amir Somoggi, o Palmeiras tinha uma renda próxima de R$ 200 milhões. Dos times na metade de baixo da tabela, apenas o Botafogo com R$ 150 milhões se aproxima do time alviverde. Lembre-se que o alvinegro carioca tem uma dívida gigantesca, muito maior do que a paulista, que travou suas operações no futebol.

Enquanto isso, o Palmeiras de Nobre tem um débito crescente com os seguidos empréstimos do seu presidente para cobrir déficits mensais na casa dos R$ 10 milhões. O blog tentou falar com o Conselho de Orientação Fiscal do clube sobre o custo-benefício do futebol, mas não obteve sucesso. No Vitória e Bahia, com orçamentos mais modestos, o rombo é bem menor.


Rebaixamento do Botafogo é lição para quem gasta mais do que pode
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Decidido neste final de semana, o rebaixamento do Botafogo para a Série B do Brasileiro não é casual, ou apenas fruto da série de erros finais do seu ex-presidente Maurício Assumpção. Por seis anos, a gestão dele multiplicou por cinco os gastos com futebol, explodiu a dívida e por isso gerou a asfixia financeira e o caos que levaram o time à Segundona. É uma lição para clubes que gastam mais do que podem porque esse pode ser seu futuro.

E Assumpção não pode responder sozinho por esse descalabro. Foi reeleito e referendado dentro do clube. Não faltou festa da torcida quando contratou Seedorf com milhões de salário anual, uma despesa que não havia como os alvinegros pagarem.

Com esse elenco com jogadores caros, de 2009 para 2013, Assumpção elevou de R$ 30 milhões para R$ 163 milhões os gastos com o futebol. No mesmo período, sua receita foi triplicada, ficando em R$ 150 milhões – não esqueçamos que existem outras despesas da agremiação. Resultado: a dívida dobrou até atingir R$ 700 milhões no final do ano passado. Não se sabe como vai acabar em 2014.

Qual a consequência? O clube tinha que deixar de pagar impostos ou suas dívidas trabalhistas para ir cobrindo esses buracos já que não havia dinheiro suficiente. Uma hora a conta chega: decisões judiciais penhoraram as receitas do clube e o impediram de ter caixa para pagar salários. O Botafogo disputou o Nacional inteiro sem quitar os compromissos com seus jogadores.

Do elenco que tinha Seedorf só sobrou de medalhão o goleiro Jefferson após as dispensas no meio do campeonato feitas por Assumpção. Batido pelo Santos, o time que foi rebaixado tinha jogadores como Andreazzi, Ronny e Bruno Corrêa, pois era o que restou para Vágner Mancini escalar nesta rodada final.

Haverá quem argumente que o Palmeiras de Paulo Nobre economiza e também está ameaçado de rebaixamento. Mas a diretoria palmeirense, na realidade, gasta mais do que ganha e acumula déficit graças a uma receita baixa. A dívida com o próprio dirigente é crescente.

A verdade é que o Botafogo não é exceção. No futebol nacional, o que mais se faz é gastar além do que há disponível em caixa e financiar o buraco comprometendo o futuro. A conta do time carioca chegou na Vila Belmiro e levará anos para ser pagar. É bom que outros clubes perdulários lembrem que, se persistirem nesta política de gastança desenfrada, também vai chegar a hora deles.


Lusa já fala em nova ação em caso de punição pelo STJD
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A diretoria da Portuguesa já cogita nova ação na Justiça comum caso seja punida pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por abandono do jogo de sexta-feira, diante do Joinville, pela Série B do Brasileiro. O clube deixou a partida por conta de uma liminar da 3a Vara Cível de São Paulo que o colocava na Série A.

O procurador do tribunal, Paulo Schmmitt, indicou que a Lusa deve ser denunciada no artigo 205, do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportivo), que fala em retira-se da partida. A punição prevista é perda dos pontos e a exclusão da Série B.

“Vamos nos defender no STJD em todas as instâncias. Se formos excluídos, vamos a Justiça comum, não tem jeito. Vão excluir um clube, acabar com a vida dele?”, afirmou o vice-presidente Jurídico da Lusa, José Luiz Ferreira.

Ele admitiu que não houve nenhuma intimação por parte da Justiça para a Portuguesa para que o time deixasse o campo. Segundo ele, o motivo para a retirada do time foi a ameaça do torcedor Renato Britto Azevedo, autor da ação na 3a Vara, de entrar com uma queixa-crime contra o clube.

Mas garantiu que, ao contrário do que falou o árbitro na súmula, foi apresentada a decisão da Justiça para o delegado da partida para justificar a saída do time. Na súmula, não há nenhuma menção à ação judicial para explicar o abandono da Lusa.

“Não tinha orientação (para sair). Mas o time foi com o documento. Após a entrevista do torcedor, o documento foi apresentado ao delegado que leu. Depois, perguntou se tinha sido cassada. O delegado mostrou para o juiz”, afirmou Ferreira.

Sem a menção à ação na Justiça comum, o abandono da Lusa parece injustificável. Como o documento será usado como prova no STJD, aumentam suas chances de punição. Mas o clube pretende mostrar ao tribunal esportivo que apenas cumpria ordem judicial.

Havia uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que levava questões sobre o imbróglio para a Justiça do Rio. Mas mesmo assim a liminar de São Paulo era válida. Tanto que a CBF teve de pedir a sua cassação no final de semana.


CBF e STJD terão de distorcer leis e regras para punir Lusa
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A CBF e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) terão de ignorar a Justiça comum e distorcer a aplicação de regras esportivas para punir a Portuguesa com W.O. por sair do jogo com o Joinville, nesta sexta-feira, pela Série B do Brasileiro. Tanto a confederação quanto o procurador do tribunal, Paulo Schmitt, já indicaram a forte possibilidade de pena para o clube que será denunciado na Justiça Desportiva.

O time paulista chegou a entrar em campo na estreia da Série B do Brasileiro. Mas teve de sair do gramado quando apareceu um oficial de Justiça com a ordem de que a equipe fosse retirada por conta de liminar da 3a Vara Cível de São Paulo, que recoloca a Lusa na Série A, anulando medidas do STJD.

Pois bem, a CBF alega que a liminar não era válida. Sua argumentação é de que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) tinha determinado que apenas a 2a Vara Cível da Barra era responsável por questões relacionados ao imbróglio do Brasileiro.

De fato, o STJ decidiu que todas as ações deveriam ser julgadas na 2a vara Cível. Em 10 de abril, estendeu essa medida para todos os processos futuros. Isso se aplicaria portanto a medida obtida em 14 de abril pelo torcedor da Portuguesa na 3a Vara Cível de São Paulo.

Só que, enquanto não fosse cassada, a liminar em favor do torcedor era válida, sim. Claro que poderia ser cassada com facilidade como ocorreu no sábado. Mas até lá tinha eficácia e portanto tinha que ser respeitada pelo clube.

Para a confederação, no entanto, era nula. Por isso, a CBF alegou que a Lusa deixou o campo por conta própria e que notificará o STJD. Chegou a falar em WO e depois recuou. Paulo Schmitt já disse que o clube corre o risco de eliminação da Série B pelas normas desportivas. Vamos a essas regras:

Primeiro, pelo Regulamento Geral de Competições, a confederação poderia ter adiado a partida da Portuguesa até duas horas antes do jogo por motivo de força maior. Ignorou a liminar e preferiu manter o jogo apesar do pedido de adiamento pela Lusa.

Segundo, de fato, a CBF é obrigada a comunicar o STJD em casos de W.O. Só que, pelo artigo 203 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), está escrito que o clube pode ser punido com perda de pontos ou eliminação de campeonatos se deixar de disputar partida “sem justa causa”.

Ora, uma decisão judicial válida não é uma causa justa para deixar o campo? O que a CBF esperava: que a Portuguesa descumprisse a Justiça? Esperava que o seu presidente Ilídio Lico fosse preso para que o time continuasse no gramado?

O artigo 205 trata da possibilidade de impedir o prosseguimento da partida. Também prevê punição de perda de pontos e eliminação de campeonatos futuros. Não fala em justa causa.

A punição à Portuguesa e ao Flamengo pelo STJD no final do ano passado por irregularidade de jogador é defensável, embora questionável. Estava prevista a punição de perda de pontos nas normas e regulamentos. Seu mérito é questionável, mas havia embasamento normativo para isso, embora com possíveis conflitos com o Estatuto do Torcedor. Mas uma sanção à Lusa por conta da saída de campo nesta sexta-feira vai ignorar regras e normas.

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PS O blog cometeu um erro no sábado ao dizer que o STJ não tinha estabelecido que até ações futuras sobre o imbróglio da Lusa deveriam ser julgadas apenas pela 2a Vara Cível do Rio de Janeiro. De fato, isso ocorreu em 10 de abril. Mas isso não tira a validade da liminar do torcedor até que fosse cassada.


Icasa entrará em campo na Série B, mas recorre para voltar à Série A
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Com a queda da liminar da Justiça do Rio que o mantinha na Série A, o Icasa vai entrar em campo contra a Ponte Preta pela primeira rodada da Série B do Brasileiro, nesta sexta-feira. Mas, ao mesmo tempo, o clube vai recorrer da decisão que anulou a medida que o deixava na elite do futebol nacional.

O time cearense já está em Campinas para a disputa da partida diante da equipe paulista. A ordem era viajar para o Estado de São Paulo, mais central, e alterar o local final se a liminar fosse mantida e a CBF o incluísse na tabela da Série A.

“Estamos elaborando o recurso judicial. A decisão sobre a liminar saiu às 4 e meia da manhã. Ainda não sei dizer se vamos entrar com o recurso nesta quinta-feira ou na segunda-feira”, afirmou o advogado do Icasa, Carlos Eduardo Guerra.

A liminar foi dada para o Icasa na terça-feira. A CBF passou a tentar cassa-la na quarta-feira, primeiro na 4a Vara Cível e depois na segunda instância, Tribunal de Justiça do Rio. Foi de madrugada que o judiciário carioca decidiu em favor da CBF.

“Estamos (jogadores do Icasa) em Campinas. Viemos para aguardar o que aconteceria. Se fosse para a Série A, sempre dava para mudar o destino porque São Paulo é bem central”, afirmou o diretor de futebol do Icasa, André Turatto. “Vamos entrar em campo e cumprir o calendário. Até porque a Série B é maravilhosa. Se for essa a determinação da Justiça, vamos jogar. Mas acho que o justo seria jogarmos a Série A.”

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Vice da Lusa quer explicação de presidente por desistir de Justiça
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Principal articulador de uma ação na Justiça comum, o vice Jurídico da Portuguesa, Orlando Cordeiro de Barros, ficou surpreso com a declaração do presidente do clube, Ilídio Lico, À ESPN de que tende 0a desistir de lutar juridicamente para se manter na Série A do Brasileiro. Barros afirmou que quer ouvir explicações do dirigente para saber porque houve a mudança de ideia, já que há uma decisão do Conselho Deliberativo do clube de mover o processo.

“Nada (foi discutido). O regime é presidencialista, então, ele pode decidir”, afirmou o vice da Lusa. “Agora preciso saber as razões dele para essa decisão. Quero saber qual a explicação, se houve algum fato novo. Posso até aceitar como homem de grupo, mas preciso entender.”

O dirigente discorda da tese de que a crise financeira da Portuguesa justifica uma desistência de o clube entrar na Justiça comum contra a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que botou o time na Série B – foram tirados quatro pontos por jogador irregular.

O presidente da Lusa argumentou que, se acatar a Série B, a CBF aceitará dar um empréstimo para o clube, que passa por dificuldades. Sua posição foi expressa após conversa com o vice da confederação, Marco Polo Del Nero, nesta segunda-feira. “Não entendo como abrir mão de um direito pode servir para sustentar a Portuguesa”, argumentou Barros.

Fato é que Lico tem se aproximado da cúpula da CBF nas últimas semanas. Há dez dias, questionado sobre o imbróglio com a Lusa, Del Nero afirmou ao blog que a relação com o clube “era muito boa”.  Tanto que o dirigente recebeu o presidente da Portuguesa por diversas vezes no último mês apesar da ameaça de o clube ir à Justiça contra a confederação.


Histórico do Brasileiro indica rebaixamento do Vasco
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O histórico do campeonato de pontos corridos indica que o Vasco será rebaixado nesta Brasileiro-2013. Em dez edições, nunca um time conseguiu escapar da zona de degola em situação similar a da equipe carioca.

Em 18o na tabela, ou antepenúltimo, o clube de São Januário tem 38 pontos, quatro a menos do que o Bahia, pior colocado fora da zona de degola. Teria de superar também o Coritiba, que está em 17o, com três pontos a mais do que os vascaínos.

A maior reação a três rodadas do final aconteceu com o Atlético-MG em 2004. Mas o cenário enfrentado pelo time mineiro era menos sombrio do que o da equipe carioca.

Em um campeonato com 24 times, o Galo estava em 22o lugar ou antepenúltimo, com três pontos a menos do que o último time que escapava da degola. Ao final do campeonato, livrou-se ao conquistar sete pontos em três rodadas, duas vitórias e um empate. E eram três times que tinham apenas três pontos a mais do que o Galo: Criciúma, Paysandu e Flamengo. A formação catarinense caiu à Série B.

Em cinco Brasileiros – 2012, 2011, 2008, 2006 e 2005 -, não houve alteração nos quatro rebaixados nas três últimas rodadas. Ou seja, quem lá estava, ficou até o final sem viradas. Houve outros quatro campeonatos em que, com esse número de jogos restantes, equipes conseguiram descontar um ou dois pontos daqueles que estava fora da zona da degola.

Um exemplo é a arrancada do Fluminense, em 2009, que foi considerada heróica. Naquele ano, a três rodadas do final, o tricolor carioca estava em 17o lugar, com dois pontos a menos do que o Botafogo, melhor fora da zona de degola. Acabou livre do rebaixamento em virada sobre o Coritiba, que estava cinco pontos à frente dele. Mas o tricolor carioca ganhou sete pontos em três jogos, contra um da equipe paranaense.

No Nacional com 20 times, tem sido necessário um número de pontos entre 42 e 46 para escapar da Série B. Só que, neste ano, o patamar de pontos está mais alto, o que indica que deve ser preciso ganhar 45 pontos. O Vasco, então, para se livrar do rebaixamento, teria de conquistar os mesmos sete pontos no mínimo.

Essa situação complicada da equipe vascaína deve-se ao empate com o Corinthians com triunfos dos adversários. Bahia, Criciúma, Fluminense e Portuguesa venceram. A única exceção foi o Coritiba.


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