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CBF investiga clube da 3ª divisão de SP que atua em transferências da elite
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A CBF deu início a primeira investigação de clube por supostamente fazer ponte sem fins esportivos em uma intermediação: trata-se do Monte Azul, da terceira divisão do Paulista. É analisada a sua operação em relação ao volante Patrick, que estava no Sport e agora vai para Internacional. O time já atuou em outras negociações de times de elite.

A Fifa proibiu em 2015 que terceiros tenham direitos sobre a venda de jogadores. A partir daí, agentes e empresas passaram a usar clubes menores para registrar atletas. A entidade internacional passou a punir esses clubes-pontes, e a CBF criou um regulamento em 2016 para coibir a prática.

Pelas regras, o regulamento da CBF prevê punição às transferências-ponte, que são todas aquelas que não têm finalidade esportiva e, sim, obtenção de vantagens por terceiros. Um exemplo é uma negociação definitiva, seguida por outra temporária.

Pois bem, houve uma denúncia à confederação de que a saída de Patrick do Sport para o Inter feria o regulamento. Seu registro definitivo é com o Monte Azul, e ele saiu de empréstimo do time pernambucano para a equipe gaúcha. A questão é que a operação para o Internacional não foi concluída do ponto de vista burocrático, embora já anunciada. Antes, Patrick fora emprestado ao Goiás e ao Sport.

Questionada pelo blog, a CBF confirmou a investigação do time da 3ª Divisão do Paulista e informou que, quando esta for concluída, será enviada à Câmara de Resolução de Disputas e Litígios, formada pela entidade. Não quis se aprofundar nos detalhes da apuração. Na câmara, pode haver sanções que vão da proibição de registros até exclusão de filiação. O clube já foi notificado.

O empresário do jogador é Marcelo Robalinho. Foi ele o agente da operação e, por isso, faz parte da investigação. Outros jogadores da elite ligados ao agente e a seus antigos sócios que são donos da OTB já tiveram vínculos com o Monte Azul.

Robalinho atua por meio da empresa Think Ball, que teve uma associação com a OTB, dos empresários Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb. A sociedade foi desfeita em 2015, e hoje as partes não têm relação.

O volante Gabriel, que era agenciado pela OTB, era vinculado ao Monte Azul antes de jogar no Corinthians. O lateral Edílson, ex-atleta do Grêmio e agora Cruzeiro, também já teve vínculo com o time da 3ª divisão e era empresariado pela OTB. O lateral Fabrício, ex-Internacional, é apresentado na página da OTB como tendo um título pelo Monte Azul.

Detalhe: o Monte Azul tem receitas entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão nos últimos quatro anos. Renda Insuficiente, portanto, para bancar salários de atletas desse padrão.

Questionado pelo blog, Robalinho afirmou que não vê nenhuma irregularidade no empréstimo de Patrick. “Se existe uma norma de 2015 que jornalista não pode fumar maconha, e você fumar maconha antes disso, você não vai mais poder ser jornalista?”, questionou. “A norma não é retroativa”.

Seu argumento é de que o vínculo de Patrick com o Monte Azul é de 2014, portanto, anterior à norma da CBF. Desde 2014, o volante jogou apenas três meses no time de 3ª Divisão, segundo o empresário. “Foi uma cessão temporária igual a todas as outras que são permitidas no Brasil. Qual a ilegalidade nisso? Não pode emprestar jogador?”.

Ele ainda afirmou que as decisões de punições da Fifa sobre clube-ponte têm caído no CAS (tribunal esportivo) porque não há norma sobre esse tipo de operação. E disse desconhecer a investigação da CBF porque não faz parte do clube, nem foi notificado.

Pela apuração do blog, Patrick, jogador que atuou na Série A em 2017, tinha salário de R$ 1 mil no Monte Azul. O salário e o período do jogador no clube que é acusado de ser ponte contam para a análise do caso da CBF para identificar se há uma “transferência ponte”.

O blog tentou contato com o presidente do Monte Azul, Marcelo Favero, por meio de seu escritório e de seu celular, sem retorno até o final do dia. Ninguém atendia no telefone do clube.

 


Sport põe preço inicial para saída de Diego Souza em R$ 30 milhões
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Com Danilo Lavieri

O interesse do Palmeiras no meia-atacante Diego Souza esbarra em uma pretensão inicial do Sport de obter R$ 30 milhões para liberá-lo. Como quer manter o jogador, o time pernambucano só topa perdê-lo se houver grande recompensa financeira. Obviamente, o clube alviverde pode convencer o Sport a baixar essa pedida durante a negociação, especialmente se houver vontade do atleta de se transferir.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, não quer dizer o valor da multa de Diego Souza e afirmou que é “impagável” ao UOL Esporte. A um interlocutor, ele afirmou que o montante que aceitaria para deixar o jogador sair seria R$ 30 milhões – a multa é maior. Esse total foi confirmado por fonte ligada ao time pernambucano como patamar que sempre se trabalhou para eventual saída do jogador. Questionado, Barros repetiu que não falaria de valores.

Diego Souza assinou a renovação de contrato com Sport até o fim de 2018 com salário em torno de R$ 400 mil. Em janeiro, recebeu sondagem de time da China que foi rejeitada pelo time e pelo jogador. O Vasco também tentou contratá-lo em dezembro de 2016, sem sucesso. Ele está bem em Pernambuco, onde suas atuações o levaram de volta à seleção brasileira apesar de eventuais críticas da torcida.

Questionado pelo UOL Esporte se o Sport já estava em negociação com o Palmeiras, Arnaldo Barros ressaltou que só ele responde pelo time pernambucano e não comentou notícias sobre o assunto.

No Palmeiras, há a intenção de investir alto para conseguir um jogador para atuar como centroavante ou falso nove. Foi por isso a investida em Richarlison, do Fluminense, que chegou a R$ 40 milhões, mas não se concretizou. A Crefisa ainda investiu R$ 35 milhões em Borja. Ao contrário desses dois atletas, no entanto, Diego Souza tem 32 anos e dificilmente permitira a recuperação do investimento financeiro em uma venda futura. Até agora a parceira alviverde não foi envolvida na operação.

Há, portanto, vários empecilhos para a conclusão da negociação. Para a transferência evoluir, o Sport terá de baixar sua pedida e o Palmeiras decidir investir um bom dinheiro no jogador sem muita perspectiva de retorno financeiro futuro. O que conta a favor da transferência é o desejo do técnico Cuca de ter Diego Souza como o jogador que falta ao elenco palmeirense.


Dívida de clubes com governo sobe no 2º ano do Profut. Veja os devedores
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Depois da implantação do Profut, em 2015, houve uma redução na dívida dos clubes com o governo federal por conta de descontos de multas após a adesão. Mas, no ano passado, esse débito voltou a subir porque os times estão pagando parcelas reduzidas no início, aponta um estudo da BDO Sports Management. A expectativa é que o passivo só passe a cair em dois anos quando houver pagamento de parcelas maiores.

Explica-se: pelas regras do Profut, os clubes pagam 50% da parcela devida nos dois primeiros anos. Em seguida, a parcela passa para 75% por mais dois anos. Depois, atinge um patamar de 90% por mais dois anos. E só atinge 100% após esse período. Quem aderiu no final de 2015 vai ter o primeiro reajuste no final de 2017. A exceção é a dívida de FGTS que tem parcelas fixas.

Enquanto isso, o débito é reajustado pela taxa Selic, que atualmente está em 12,15%. Ou seja, os pagamentos feitos pelos clubes são inferiores ao crescimento do débito tributário consolidado na Receita.

Em 2016, a dívida dos 23 maiores clubes brasileiros com o governo aumentou 9% ou R$ 230 milhões, atingindo o valor de R$ 2,6 bilhões, apontou o relatório da BDO. O estudo da consultoria fala em estagnação do débito fiscal, levando-se em conta os dois anos de Profut e a inflação. Em 2015, o débito fiscal teve queda de R$ 100 milhões.

O reajuste ocorreu no débito fiscal de quase todos os 23 clubes. O maior devedor é o Botafogo, seguido de Atlético-MG, Flamengo e Corinthians (veja valores abaixo). O blog apurou que, quando a parcela representar 75% do total, a tendência é a dívida estagnar e se manter estável. Só passaria a haver queda real do débito fiscal dos clubes a partir de 2020 quando os clubes então pagarem 90% da parcela.

Maior devedor, o Botafogo mostra em seu site a previsão de seus pagamentos dentro do Profut. Em 2016, o clube estimou pagar R$ 5,150 milhões. Esse valor saltaria para R$ 8,6 milhões em 2021 como pagamento integral. Só que esse valor será maior porque a dívida será reajustada pela Selic nos próximos quatro anos.

Será portanto a partir de 2020 que os clubes passarão a ter um real peso de dívidas fiscais sobre seus orçamentos, e assim poderão começar a reduzir o montante que acumularam de débitos durante anos com o governo. Veja quanto cada um deve:

1º Botafogo – R$ 292,7 milhões

2º Atlético-MG – R$ 284,3 milhões

3º Flamengo – R$ 282,3 milhões

4º Corinthians – R$ 232,2 milhões

5º Vasco – R$ 194 milhões

6º Fluminense – R$ 193,4 milhões

7º Cruzeiro – R$ 188,7 milhões

8º Santos – R$ 155,2 milhões

9º Bahia – R$ 111,5 milhões

10º Internacional – R$ 109,4 milhões

11º São Paulo – R$ 104,5 milhões

12º Coritiba – R$ 100,2 milhões

13º Grêmio – R$ 96,1 milhões

14º Palmeiras – R$ 79,1 milhões

15º Sport – R$ 64,6 milhões

 


Caixa exige de clubes cumprir normas de fair play para fechar patrocínio
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A Caixa Econômica Federal incluiu em seus novos contratos de patrocínio de futebol a obrigação de os clubes cumprirem regras da Lei Profut. Isso significa que os times parceiros do banco público perderão o benefício se não cumprirem normas de gestão previstas na nova legislação. A informação é do superintendente de promoções e eventos da Caixa, Gerson Bordignon.

Entre exigências da Lei Profut, estão redução de déficit a zero, limitação de antecipação de receitas e de gastos com o futebol. Essas medidas são obrigatórias para todos os times. Mas, nos casos dos patrocinados pela Caixa, terão de demonstrar zelo extra ou perderão o apoio.

“Clubes que aderirem ao Profut terão de seguir essas regras de governança. Está no contrato. O patrocínio da Caixa já tinha exigências que induziam à melhoria da gestão. Qualquer clube patrocinado tinha que ter a regularidade fiscal”, contou Bordignon.

São dez os clubes anunciados pela Caixa como patrocinados para 2016: Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Vitória, Sport, Figueirense, Chapecoense e CRB. O total investido até agora é de R$ 83 milhões, mas deve chegar a R$ 115 milhões se for renovado compromisso com Corinthians.

Em negociação para renovar, o clube de Parque São Jorge, cujo contrato acaba em fevereiro, tem passado por dificuldades para atender às condições de regularidade fiscal no momento. O banco público deixou de pagar R$ 10 milhões em parcelas atrasadas porque o clube não tinha a CND. A explicação é que o alvinegro está transferindo suas dívidas para o Profut.

“O jurídico do clube tem que se adiantar a essa situação e se preparar. Alguns ficam acomodados. Quem se antecipa, consegue a certidão imediatamente”, comentou Bordignon. Sua expectativa é de que o problema no Corinthians seja resolvido em uma semana ou dez dias e os pagamentos ao Corinthians voltem a ser regularizados. Por isso, a Caixa tem intenção de renovar o contrato com o time de Parque São Jorge.

 


Líder, Sport mira briga com ‘times do Sul’ com um terço da folha salarial
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Líder do Brasileiro até a oitava rodada, o Sport traça uma estratégia para disputar o campeonato no topo com uma folha salarial de cerca de um terço das equipes dos times grandes do Sul e Sudeste. A aposta é em jogadores da divisão de base, uma gestão de dirigentes contratados para cada setor e uma tentativa de equilibrar as contas.

A faixa de arrecadação do time pernambucano é de R$ 60 milhões ao ano, menos de um quinto do Flamengo, e cerca de um quarto do Corinthians. Sua folha salarial fica em torno de R$ 3 milhões, cerca de 30% da estimativa dos gastos dos grandes times de outras regiões.

“Trabalhamos para vencer o campeonato de intermediários. O bloco que seria dos intermediários composto por times de Santa Catarina, do Paraná, de Goiás”, contou o presidente do Sport, João Humberto Martorelli. Com os resultados iniciais, ele ficou mais otimista, embora seja realista. “Nosso trabalho é para colocar o Sport em dois ou três anos para disputar frequentemente entre os primeiros. Foi uma felicidade grande ver que está rendendo este ano.”

Uma das explicações do dirigente para a boa campanha é a manutenção do técnico Eduardo Baptista em todo o período de um ano e meio que ele está no poder. Houve momentos de pressão contra o técnico, inclusive no início do ano com a má campanha no Estadual e na Copa do Nordeste.

“A pressão foi muito grande, Não foi uma decisão fácil de manter. Torcedor, imprensa cobram a saída”, contou o cartola, que também segurou em 2014 em oito jogos sem vitórias. “É muito mais fácil demitir. É um tormento (ficar ouvindo pedidos para demitir). Mas apostamos que vai dar resultado porque ele montou um time forte e coeso, com variações táticas.”

Outro motivo para a manutenção foi que o Sport já tinha traçado um orçamento para priorizar o Brasileiro, já que só teria dinheiro para ter um time mais forte a partir de maio. Aí, contratou Hernane (Brocador), André, Maikon Leite e Marlone. Antes, apostara em jogadores mais baratos como Marcus Ferraz , Elber e Samuel.

Martorelli diz que o Sport gasta menos do que arrecada, e está com os salários em dia. Mas seu clube ainda não tem equilíbrio financeiro. A dívida líquida fechou o ano em R$ 55 milhões em 2014. Está abaixo de um ano de arrecadação, o que é bom sinal, mas subiu R$ 10 milhões em relação a 2013.

A boa notícia é que o clube conseguiu reduzir seu passivo fiscal ao regularizar o pagamento e obter as CNDs (Certidão Negativa de Débito). Também acertou débitos trabalhistas. A má notícia é que aumentou o débito com empréstimos de R$ 1,2 milhão para R$ 19 milhões a juros altos. E o clube antecipou receitas com a CBF (R$ 4,6 milhões), Globo (R$ 7,7 milhões) e Caixa (R$ 3 milhões).

O maior aperto é neste ano em que há considerável montante de antecipações. Um alívio virá da venda de Joelinton, da base, que representará entrada de R$ 5 milhões. É essa base que o Sport aposta, no futuro, para ter um time para bater de frente com as equipes do Sudeste e Sul. A boa fase atual é vista pelo clube como oportunidade para tentar antecipar seus objetivos.


Início do Brasileiro tem inédita ausência de times grandes do G4
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Após quatro rodadas, o Brasileiro não tem nenhum time grande no grupo de quatro classificados para a Libertadores, uma situação inédita no campeonato de pontos corridos neste estágio. Atlético-PR, Sport, Ponte Preta e Goiás ocupam as primeiras posições, enquanto há três equipes tradicionais, Vasco, Cruzeiro e Flamengo na zona de rebaixamento.

O leitor lembrará que foram apenas quatro jogos, o que, em geral, esta tabela não demonstra o que será a competição inteira. Sim, há tempo para diversas reviravoltas e a diferença de pontos entre o líder Furacão e o Atlético-MG é de dois pontos. Mas o cenário mostra como está nivelado este Brasileiro.

Entre os primeiros colocados, nenhum venceu o Nacional de pontos corridos, e apenas o Atlético-PR conquistou a competição em 2001. São times de tradição, mas não no mesmo patamar dos grandes. Ainda mais se pensarmos que a zona de rebaixamento tem somados 13 títulos brasileiros.

Para efeito desta análise, o blog considera como clubes grandes os quatro de São Paulo (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos), os quatro do Rio (Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo – na Segundona), dois do Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional) e dois de Minas Gerais (Atlético-MG e Cruzeiro) por conta de seu maior número de taças e tradição.

Considerados todos os Nacionais, sempre havia pelo menos dois desses times no G4 já neste estágio do Brasileiro. Não houve edição pelo menos alguma dessas equipes se classificaram à Libertadores, afinal, ganharam todos os títulos até agora.

Outro sinal de um campeonato singular é o fato de o atual campeão, Cruzeiro, estar na 19a posição. Um início ruim já aconteceu antes para um detentor de título. Em 2012, o Corinthians também só tinha um ponto, e era o lanterna. Mas é um fato raro.

Dito tudo isso, o Brasileiro é uma surpresa neste início: resta saber se voltará ao seu padrão habitual depois ou continuará neste ritmo até o final, o que parece improvável.

 


Com futebol em recessão, Copa do Nordeste tem aumento de 22% na renda
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Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdotorcida-do-ceara-faz-a-festa-no-castelao-em-fortaleza-na-final-da-copa-do-nordeste-1430362375824_615x300

Encerrada na semana passada, a Copa Nordeste conseguiu um aumento de 22% na sua receita de patrocínio em um ano de recessão no futebol. No total, foi atingido o patamar de R$ 15 milhões em rendas em 2014. É um valor ainda consideravelmente menor do que Estaduais de Rio e SP, mas bem superior às outras competições da região.

O modelo de negócios da chamada Lampions League funciona assim: os direitos pertencem ao canal Esporte Interativo em contrato que se estende até 2018. Com parceiros comerciais, o canal obtém rendas por meio patrocínios, fora o lucro com assinaturas. Quando aumentam as receitas com as cotas, a Liga do Nordeste recebe uma parte e, por consequência, os clubes participantes.

“Tivemos um aumento de 22%. Do total recebido, pagamos as despesas com passagens, hospedagens, arbitragem. Do que sobra, sai a cota para os times. A CBF não paga nada para nós”, contou o presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela.

No total, em 2014, foram cinco patrocinadores, e oito apoiadores, entre outras empresas parceiras. Além do Esporte Interativo, há empresas que em consórcio realizam a negociação dos direitos da competição.

Segundo dados do EI, o campeão Ceará recebeu R$ 5,5 milhões. Comparado o valor por jogo, a cota é bem superior a do Brasileiro da Série B, gerida pela CBF: são R$ 463 mil contra R$ 199 mil no caso do time cearense.

A média de público foi levemente superior a do Paulista (Estadual mais popular do país): foram 7.840 contra 7.598 pagantes. Claro, é preciso lembrar que são menos jogos em um formato mais enxuto, o que, aliás, poderia ser pensado para os regionais.

Para se chegar a esses números, os organizadores da Copa do Nordeste trabalham com uma promoção ainda não vista em outros campeonatos como o Brasileiro da Série A. Há mascote, bola do torneio, tour da taça, entre outras ações. São medidas comuns na Europa e para as quais só agora a CBF começa a acordar. Foi assim que o torneio nordestino furou a recessão do futebol.

PS No campo esportivo, o presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, pretende pedir à CBF mais uma vaga na Copa Sul-Americana para a Copa do Nordeste. Atualmente, o campeão tem classificação garantia para o torneio.


Renovações da Caixa com clubes se complicam e contratos podem diminuir
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As renovações de patrocínios da Caixa Econômica Federal com os clubes enfrentam uma série de complicações. As indicações são de que não haverá reajuste pela inflação, e é possível que os contratos que forem assinados tenham tempo reduzido. Há ainda uma turbulência no setor de marketing do banco federal.

Maior patrocinador do futebol brasileiro, a Caixa investe mais de R$ 100 milhões em camisas de times. Até agora só renovou o acordo com o Corinthians. Há uma compromissos por vencer no meio do ano: Flamengo, Vitória, Sport, Coritiba, Atlético-PR, entre outros. Os acordos de Vasco e Figueirense já acabaram. O banco informou que fecha o pacote inteiro no máximo em junho.

“Nosso pessoal já viu a parte burocrática, agora falta uma decisão política da presidência da Caixa de renovar. Sabemos que não haverá reajuste assim como não houve com o Corinthians. E ouvi de outros clubes que pode fechar só até o final de 2015 e não por um ano”, contou o presidente do Sport, João Humberto Martorelli.

Lembre-se que o país enfrenta uma crise e corte de investimentos do governo. A diretoria da Caixa tinha decidido, em fevereiro, que manteria seu investimento em uniformes de clubes. A questão é que, depois disso, não houve uma definição sobre qual o valor a ser gasto nem quais os times seriam renovados. O banco confirmou que essa informação ainda não foi fechada.

Em meio às negociações, o nome do diretor de marketing da Caixa, Clauir Luiz dos Santos, surgiu na operação Lava-Jato da Polícia Federal. Ele que aparece em fotos de assinatura de vários contratos de clubes. A procuradoria diz que o ex-deputado André Vargas, preso, o indicou para o cargo, e depois obtinha contratos vantajosos para familiares no setor.

Em nota, Caixa nega que qualquer de seus funcionários esteja sob investigação. Quem tem tocado as conversas por enquanto é Gerson Bordignon, superintendente de marketing e que cuida das questões do futebol. Clauir se mantém no cargo, e pode participar. Já os clubes tentam entender o cenário de suas renovações.

“Nosso contrato acaba em maio. Estamos em negociação. Vamos ver se o que eles (Caixa) apresentam é interessante para o clube”, explicou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Os contratos do Figueirense e do Vasco já foram encerrados, e continuam sem renovação. No caso vascaíno, que acabou em 2014, havia falta de CND (Certidão Negativa de Débito), mas o clube diz já ter resolvido. Os times têm mantido a marca da Caixa nos uniformes para obter um acordo retroativo e receber pelos meses em aberto. O banco entende que pode ser feito o mesmo com outros clubes que não fecharem imediatamente.


Fla denuncia Sport à Fifa na briga por título de 1987, e rival ironiza
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A diretoria do Flamengo entrou com uma denúncia na Fifa contra o Sport por ter recorrido à Justiça comum na disputa pelo título Brasileiro de 1987. A notícia saiu na coluna de Lauro Jardim, na Veja, e foi confirmada ao blog pelo presidente do time rubro-negro carioca, Eduardo Bandeira de Mello. O clube pernambucano reagiu com ironia à medida.

O Flamengo ganhou o módulo verde da Copa União, que reunia os principais times do país. O Sport ganhou o módulo amarelo, uma espécie de segunda divisão. A CBF mudou o regulamento durante o campeonato, e impôs um confronto entre os dois pelo título brasileiro, o que não foi aceito pelos cariocas. A Justiça deu o título à equipe pernambucana, mas a CBF decidiu por dividi-lo após várias reviravoltas.

Um relatório do departamento jurídico do Flamengo afirmou que o clube entrou com um pedido de inquérito para “apurar conduta ilegal do referido clube pernambucano, que não esgotou as instâncias desportivas e buscou suporte na justiça comum, o que é terminantemente proibido pelas normas da entidade máxima do futebol profissional (FIFA)”. Isso está previsto no Estatuto da Fifa, mas vários clubes já foram à Justiça.

O presidente do Sport, João Humberto Martorelli, disse não ter conhecimento sobre o processo, e que esperaria o seu time ser notificado antes de tomar alguma medida. Mas provocou os cariocas:

“Isso é uma história que vai e vem do Flamengo e já fomos à Fifa não tinha nada. Essa é uma questão decidida na Justiça e ganhamos. O que o Flamengo faz é usar o “juris sperdiandis”, ou seja, fica esperneando por ai”, disse o cartola pernambucano.

Há ainda intenção da diretoria do time rubro-negro carioca de novas medidas no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar mudar a decisão em favor do Sport. Mas isso é difícil visto que a sentença em favor do time pernambucano transitou em julgado.


Pernambucano faz gambiarra e fura pré-temporada da CBF
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O Campeonato Pernambucano terá jogos durante os meses de janeiro, período que a CBF marca a pré-temporada, e dezembro, em que serão as férias coletivas dos jogadores. Para isso, a federação local excluiu da primeira fase Náutico, Sport, Salgueiro e Santa Cruz, que disputam torneios nacionais. E alega ter o aval da confederação, o que não foi confirmado pelo blog.

O Estadual de Pernambuco começará no dia 7 de dezembro apenas com oito times que não participam de competições nacionais nem do Nordestão. Esses disputam a fase de classificação e dois chegam a um hexagonal final com os outros quatro já classificados.

Na aprovação da fórmula, houve protestos de alguns clubes pela inclusão do Santa Cruz no hexagonal final, mesmo que ele não tenha estado no campeonato da região. As seis equipes começam a jogar entre si em fevereiro, quando começam os outros Estaduais.

“Estava previsto isso. Além do clube que não joga o Nordestão, tem que botar no hexagonal os que estão em campeonatos nacionais por pedido da CBF. O Santa Cruz entrou pelo critério técnico já que foi quarto no ano passado”, alegou o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho. “O Santa Cruz até foi prejudicado porque ficará parado esses meses e queria jogar.

Segundo o dirigente, a CBF liberou a realização de seu campeonato nos meses de dezembro e janeiro. Ele alega que, sem isso, os times menores não teriam atividade e já fizeram pré-temporada antes porque não disputaram competições no segundo semestre.

“Falam em deixar sem atividade em dezembro e janeiro, mas esses são os melhores meses para nós porque todo mundo está de férias e quer ver um jogo. Não sei por que não pode ter jogo? É a melhor época”, alegou Carvalho.

A pré-temporada foi uma medida adotada pela CBF para atender a demanda do Bom Senso de ter um período de preparação para os clubes. Ao mesmo tempo, o movimento de jogadores prega que times menores devem ter maior número de jogos durante o ano.