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Sem Maracanã, Fla retoma projeto para estádio, mas enfrenta travas e tempo

rodrigomattos

30/03/2017 04h00

Com a aproximação do acordo entre Odebrecht e Lagardère pelo Maracanã, a diretoria do Flamengo retomou na semana passada os projetos para estádio próprio que estavam adormecidos no clube. A questão é que esses projetos ainda são embrionários, enfrentam travas de regulação e de dinheiro e levariam no mínimo três e meio ou quatro anos para serem concluídos.

Por isso, em paralelo, dirigentes do clube vão continuar a pressionar pela anulação da concessão do Maracanã, o que travaria a venda para a Lagardère. Além disso, há uma aposta que a longo a empresa não sustentaria financeiramente a administração do estádio sem o Flamengo.

Para a casa própria, há várias ideias na mesa que voltaram a ser discutidas no clube. Há desde o projeto expandido de um estádio na Gávea até terrenos em Niterói e para além da Barra da Tijuca. Houve uma série de ofertas feitas aos dirigentes rubro-negros de terrenos, boa parte deles inviáveis.

O projeto que ganha força é da construção do estádio na Gávea. Inicialmente, a diretoria do clube pensava em uma arena butique (20 mil lugares) por ali e já tinha levado isso aos órgãos municipais. Mas desistiu da ideia e agora cogita um estádio maior no local.

Para isso, o clube aposta na boa vontade manifesta pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que prometeu aprovar o projeto se chegar a sua mesa. Não existe no momento um projeto pronto para 40 mil. E o apoio do prefeito não é garantia: há vários órgãos inclusive federais e estaduais envolvidos, e a associação de moradores do Leblon, maior resistência à ideia.

Há a ainda o espaço reduzido disponível na Gávea para fazer um estádio de 40 mil lugares, o que geraria transtornos de obra pela região e pela ocupação do clube, além dos impactos posteriores de trânsito. Um exemplo similar é do Palmeiras, que também foi erguido em uma zona urbana densamente populosa. E ali já havia o Parque Antarctica.

Os projetos em Guaratiba e Niterói são mais embrionários visto que ainda teria de se viabilizar o terreno, verificar acessos, transporte. E, no caso de todas as ideias, o Flamengo tem que arrumar financiamento ou uma parceria com alguma construtora, em um cenário recessivo no país.

Dirigentes do clube avaliam que poderiam concluir um projeto desses em três anos. Só que três anos é o tempo só para construção de um estádio sem apressar, nem demorar. Como o clube ainda teria de passar por todos os processos de aprovação e de financiamento, o prazo mínimo mais otimista seria três anos e meio ou quatro anos.

Sem acordo para jogar no Engenhão, e desafeto da Largadère, o Flamengo ficaria no mínimo quatro anos sem um estádio acima de 20 mil lugares no Rio de Janeiro. Neste período, usariam a Arena da Ilha com quem tem contrato de três anos. É para lidar com esse cenário que os dirigentes do clube se articulam em várias frentes.

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Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.


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