Blog do Rodrigo Mattos

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Líder, Fla prioriza contratar coordenador e planeja reforços para pós-Copa
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Líder do Brasileiro, o Flamengo planeja algumas mudanças durante o período de parada da Copa, mas nada radical. A prioridade é contratar um coordenador técnico, alguns reforços e manter Vinicius Jr em negociação com o Real Madrid. O CEO do clube já foi trocado. Não há intenção de alteração do treinador Maurício Barbieri.

A mudança do CEO foi provocada pela saída de Fred Luz para projeto pessoal ligado à eleição presidencial, substituído por Bruno Spindel. O blog apurou em que estágio da discussão estão os principais pontos sobre o futebol do clube após essa troca e da diretoria de futebol anteriormente. Abaixo, será detalhado ponto por ponto:

Coordenador técnico

O Flamengo procura um coordenador técnico, que é considerado essencial para tocar toda a integração do projeto de base do Flamengo e dar apoio para o técnico profissional. O nome de Paulo Autuori, atualmente no Fluminense, é um dos estudados. Mas não é o único: o clube avalia currículos até de profissionais estrangeiros para ocupar esse cargo. Como há pressa, é possível que seja contratado ainda antes da Copa. A ideia é que tenha de ser alguém que se encaixe em projetos já traçados no departamento de futebol, mas que tenha capacidade de levar à evolução.

Treinador

Atualmente, é considerado bastante improvável qualquer troca de técnico e Maurício Barbieri será mantido a não ser que ocorra uma mudança de curso. A diretoria do Flamengo procurou um treinador experiente para substituir Carpegiani, mas viu o mercado como difícil e sem boas opções. Por isso, se voltou para a solução interna e dirigentes estão satisfeitos.

Reforços

O Flamengo tem como levantar recursos para a contratações de reforços. A avaliação é, sim, de que há posições carentes no time. Entre essas, estão a lateral, um zagueiro jovem, um volante e um atacante para o lugar de Guerrero. Assim que estiver aberta a janela de transferências, portanto, o clube deve procurar jogadores até porque perdeu atletas em relação ao início da temporada. Há sobra na folha salarial da suspensão de Guerrero, além disso, o Flamengo pode eventualmente obter novas quantias para pagar multas ou luvas.

Vinicius Jr

A diretoria rubro-negra esperava o final da Liga dos Campeões para que o Real Madrid a procure para decidir se Vinicius Jr fica no Brasil ou vai para a Espanha agora que fará 18 anos. Dirigentes do Flamengo apostam na boa relação com o Real para mante-lo. Isso porque, se o clube espanhol quiser o jogador, Vinicius Jr é quem decide se vai ou não. Mas os rubro-negros sabem que a palavra do Real tem peso já que será o futuro clube dele.

Estádio

A solução mais imediata para estádio do Flamengo é o acordo de quatro anos a ser fechado com o Maracanã. A longo prazo, ainda não um caminho, mas o mais provável é que se mantenha a busca por um estádio próprio. Neste caso, o clube deu passos atrás após não fechar a compra de terreno na Av Brasil, que tornou-se inviável por outros projetos e por questões com o dono do terreno. Atualmente, o clube voltou-se novamente para a prospecção de terrenos em toda a cidade, em áreas diversas, desde o centro até a Barra da Tijuca, além de locais mais distantes.


Na Copa, CBF é a federação que mais desfalca times no ‘período Fifa’
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A CBF ameaça desfalcar clubes na próxima rodada do Brasileiro porque os jogadores incluídos na lista de 35 da seleção podem não jogar. Essa confusão ocorrida por erro da confederação chama a atenção para um dado: a seleção é a que mais desfalca times em sua liga nacionais entre todas as 32 da Copa. Isso porque o calendário brasileiro espremeu uma série de jogos do campeonato às vésperas da competição.

Pela norma da Fifa, todos os 35 jogadores convocados pelas seleções entram em período de descanso de 21 a 27 de maio. A partir daí, ficam impedidos de atuar em campeonatos de clubes pelos menos até serem excluídos da lista final. As exceções são a Libertadores e a Liga dos Campeões, para os quais a Conmebol e a Uefa pediram exceções à regra e a Fifa concedeu.

A CBF perdeu o prazo para pedir exceção para o Brasileiro e agora tenta uma medida desesperada com a Fifa para liberar os jogadores. Se a resposta for negativa, terá de retirar jogadores que nem estão com Tite da rodada. Se a reposta for positiva, terá deixado de qualquer maneira jogadores brasileiros e estrangeiros que estão na lista de 23 de fora das rodadas do Brasileiro, exemplos dos corintianos Fagner e Cássio, do gremista Geromel, do rubro-negro Cuellar e do palmeirense Borja, entre outros.

E não são poucas. Serão seis jogos pelo Nacional desde que começou o período de descanso dos jogadores para a Copa. Para efeito de comparação, apenas cinco outros países têm partidas de sua liga depois do dia 20, Suécia, Peru, Islândia, Uruguai e Nigéria, em levantamento feito pelo blog. Todos os outros já terminaram seus campeonatos, talvez, um jogo de Copa ou mata-mata de rebaixamento ainda foi disputado posteriormente.

Desses seis países, incluindo o Brasil, Suécia, Islândia e Nigéria vão terminar seus campeonatos em maio. O Uruguai vai estender a sua liga até o dia 6 de junho, e o Peru vai mais longe: 10 de junho. O Brasil é o único país participante da Copa que terá seu campeonato nacional com jogos até a véspera da abertura, 13 de junho. Ou seja, só no país ocorrerão seis jogos da liga nacionais, mais Copa do Brasil, no período de descanso.

Para completar esse quadro, a CBF sabia desde o dia da convocação feita por Tite, em 14 de maio, que a Conmebol tinha pedido uma exceção à Fifa para que pudessem disputar a Libertadores. Ou seja, a entidade já sabia da necessidade de pedir à federação nacional para que os jogadores atuassem. No entanto, só avisou na quarta-feira para o Palmeiras que Dudu não poderia jogar pela Copa do Brasil, e só agora tenta com a Fifa a liberação deles.

 

 


CBF monitora greve e vê rodada do Brasileiro mantida até agora
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A CBF monitora a situação da greve dos caminhoneiros junto à companhia aérea Gol para saber se haverá impacto para a rodada do Brasileiro do final de semana. A princípio, com as informações até o final da tarde de quinta-feira, a entidade informa que os jogos estão mantidos.

A greve de caminhoneiros levou a problemas de abastecimento de combustível para aviões em aeroportos. Brasília e Congonhas estavam entre os possíveis afetados pela falta de combustível. Há uma tentativa do governo federal de negociar para acabar com a greve.

A confederação decidiu acompanhar com a Gol, que é sua patrocinadora e faz o transporte dos times no campeonato, como está o movimento em relação aos aeroportos. Haverá uma avaliação nova a cada período para saber se o quadro mudou.

A sétima rodada do Brasileirão tem todos os seus jogos acontecendo no fim de semana. Apenas um será entre times da mesma cidade: no domingo (27), o Paraná recebe o Atlético-PR em partida agendada para as 11h (de Brasília).

Existem clubes com grande deslocamento previsto para a rodada: o Grêmio vai a Fortaleza para visitar o Ceará, e o Sport viaja até São Paulo para enfrentar o Palmeiras.

A CBF vai ler ainda nesta quinta-feira um relatório elaborado pela Gol para avaliar as condições de realização da rodada. As Série B, C e D do Campeonato Brasileiro vivem o mesmo dilema.

Veja a rodada deste fim de semana do Brasileirão:

26/5, às 16h: Fluminense x Chapecoense
26/5, às 19h: Palmeiras x Sport
26/5, às 21h: Atlético-MG x Flamengo
27/5, às 11h: Paraná x Atlético-PR
27/5, às 16h: Bahia x Vasco
27/5, às 16h: Botafogo x Vitória
27/5, às 16h: Santos x Cruzeiro
27/5, às 16h: Internacional x Corinthians
27/5, às 19h: América-MG x São Paulo
27/5, às 19h: Ceará x Grêmio

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Globo faz rotação e reduz Corinthians e Flamengo na TV aberta no Brasileiro
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A Globo decidiu reduzir as presenças de Corinthians e Flamengo na TV aberta no Brasileiro-2018, e estabeleceu uma maior rotação entre os times em sua tela. Há dois objetivos: turbinar a presença dos dois clubes no pay-per-view e incrementar receitas; além de estabelecer um maior equilíbrio entre as equipes na exibição pública. Essa política será mantida em todo o Nacional.

Pela tabela do Brasileiro, serão oito jogos de Flamengo e Corinthians na TV aberta em um total de 24 partidas dessas 12 rodadas iniciais. Ou seja, apenas um terço das partidas dos dois clubes (33%), quatro de cada um, passará na Globo nesta primeira parte do Nacional.

Em comparação, o Brasileiro-2017 teve nove partidas de Flamengo e Corinthians na TV aberta nas 10 primeiras rodadas. No total, foram 45% dos jogos na Globo, sendo seis do Corinthians e três do Flamengo. O número de jogos rubro-negros é similar (33% contra 30%), mas isso será compensado durante o restante do Nacional.

A mudança na estratégia global tem como meta uma maior diversidade entre plataformas neste ano. Isso porque rubro-negros e corintianos já têm seus times bastante exibidos em TV aberta na Libertadores.

No Nacional, a ideia é apostar no pay-per-view, inclusive botando os dois times em horários alternativos. Dados apontam que não é apenas o tamanho da torcida que influencia o público a comprar pacotes de pay-per-view: tem de haver muitos jogos exclusivos do seu time neste projeto. Com mais partidas exclusivas, corintianos e rubro-negros tendem a comprar mais esse produto.

Sob o ponto de vista dos clubes, Flamengo e Corinthians passarão a ter a maior parte de sua receita de TV do Brasileiro-2019 atrelado ao pay-per-view. Essa renda vai variar de acordo com o número de adesões de torcedores que se declarem de seus times, o que aumenta seus ganhos. Ao mesmo tempo, deve haver alguma perda no percentual relacionado à exibição em TV Aberta, embora seja um valor menor.

Além disso, há a intenção de atender demandas de outros times como Palmeiras e Santos, cujas torcidas sempre reclamaram de aparecer pouco na TV. No caso palmeirense, há outro fator: o alto investimento tornou o time alviverde mais relevante no cenário nacional e portanto atrativo para torcidas além da sua.

Outra ideia é que o Brasileiro seja um campeonato de interesse pleno para os torcedores, isto é, além dos jogos só do time específico do telespectador. Assim, o objetivo é estimular o torcedor a acompanhar equipes que disputam posição com a sua, ou rivais que interessem.

Ainda não é possível fazer uma avaliação da nova estratégia da Globo sob o ponto de vista de impacto de audiência na TV aberta e receita do pay-per-view. O sistema pago está sob questionamento para 2019 porque clubes como Palmeiras, Atlético-PR, Coritiba e Bahia ainda não assinaram o seu contrato. É um produto prioritário dentro da emissora.

 


Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


Preço do ingresso do Fla varia 350% para atingir público amplo e ter renda
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De volta ao Maracanã de vez, a diretoria do Flamengo estabeleceu praticamente dois tipos diferentes de preços de ingressos para seus jogos em 2018 com variação de até 350% entre eles. No Brasileiro (e no 1o jogo da Copa do Brasil), preços mais populares, intenção de encher o estádio e lucro baixo. Na Libertadores, valores altos, maior aparato de segurança e mais dinheiro em caixa.

Pela apuração do blog, esses preços superiores da competição sul-americana vão ser mantidos para as próximas fases. No Nacional, devem ser adotados mais baixos, com alguns em caso de maior atratividade como é caso do clássico com o Vasco.

Para efeito de comparação, a partida diante do Internacional, o Flamengo cobrou R$ 40,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócios. O público foi de 60.182 pessoas. Mas a renda ficou em R$ 1,4 milhão, sobrando menos de um sétimo para o clube: R$ 187 mil.

Diante do Emelec, pela Libertadores, o ingresso foi bem mais caro, chegando R$ 180,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócio. O público foi de 36.754 pagantes. A renda, no entanto, atingiu R$ 2,7 milhões, com sobras de R$ 878 mil para o clube.

Há uma diferença na estratégia da diretoria que, em 2017, tinha bilhetes caros quase em todas as partidas, inclusive no Nacional com o time fora da disputa. O novo modelo aumentou a presença de público no Maracanã, atingindo um torcedor que não vinha tendo dinheiro para ir às partidas.

Ao mesmo tempo, na Libertadores, o preço subiu para o público geral em relação a 2017 e desceu para o sócio-torcedor. Neste jogo, aumentou o esquema de segurança com perímetros de isolamento e maiores gastos com ingresso e operações de trânsito.

O objetivo era garantir a proteção ao torcedor após os eventos violentos na final da Sul-Americana, quando houve invasão do Maracanã, agressões e a polícia não conseguiu conter os marginais. Com o novo modelo de operação, o Flamengo tenta garantir que esse tipo de evento não volte a ocorrer e não afaste torcedores que estiveram naquele jogo e ficaram assustados.

A nova política de preços foi possível com a junção de metas financeiras do sócio-torcedor com a bilheteria. Explica-se: antes, os valores subiam muito para incentivar a adesão ao programa onde o ingresso é bem mais barato.

Na avaliação da diretoria rubro-negra, a fase do time, vitórias e derrotas, é o fator que mais influencia a presença do público. Mas sabe que preços de ingressos e segurança também têm peso decisivo no número de rubro-negros que vai ao estádio. Feitas as contas, o clube aposta em uma fórmula com grande variação de preços para atingir públicos diferentes, obter as receitas previstas e ter o Maracanã cheio.

 


Clubes negociam placas e direitos no exterior do Brasileiro por R$ 137 mi
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Com Pedro Ivo Almeida

Os clubes aceitaram a proposta de um grupo de investidores pelos direitos de placas no país e internacionais do Brasileiro por R$ 137 milhões por ano. Houve uma concorrência conduzida pela CBF e esta foi a maior oferta avaliada pelos times e pela entidade, faltando acertar detalhes contratuais. Flamengo e Corinthians estão fora do acordo das placas. Tudo terá divisão igualitária dos recursos.

A notícia foi veiculada primeiro pela “Veja” e confirmada pelo UOL. Houve uma concorrência que reuniu várias agências. Pela avaliação, foi vencedora a proposta do grupo de investidores coordenado pelo banco de investimentos Riza Capital. Entre os investidores, estão Patricia Coelho, Cesar Rocha (ex-presidente do STJD) e Alexandre Grendene. Sua proposta foi de R$ 550 milhões por quatro anos de contrato, o que dá R$ 137,5 milhões por temporada.

O pacote envolve todos os direitos do Brasileiro no exterior e as placas de 18 times no território nacional. Só ficaram de fora das negociações de placas o Flamengo e o Corinthians, que, no entanto, estão incluídos no acordo internacional. Os dois clubes negociarão em separado as placas de seus jogos em casa.

“O mais importante é que, além de ser a melhor proposta, a empresa está disposta a atuar junto com os clubes na promoção do futebol brasileiro no exterior com a venda dos direitos. Os clubes querem participar”, afirmou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antonio Lage, um dos que participou da comissão de clubes que negociou o contrato.

“Não vai haver reversão porque essa foi a melhor proposta. Só falta acertar detalhes”, explicou Lage. Outros clubes confirmaram o acordo, ainda sem assinatura de contrato. Houve outras propostas de empresas como a IMG que participaram da concorrência.

O dinheiro será dividido igualmente entre todos os 20 clubes da Série A. Isso significa que cada um ficará com um valor pouco menor do que R$ 7 milhões por ano. Historicamente, os clubes arrecadam pouco com direitos internacionais do Brasileiro.

As placas, no entanto, são um ativo valioso que antes era comercializado pela Globo que o adquiria em contratos separados dos clubes. Para o ano de 2019, a emissora abriu mão de atuar neste mercado


Santos gastou menos da metade do que São Paulo por ponto no Brasileiro-17
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Orçamentos gordos para investimento no futebol são bastante importantes para obter resultados, mas o gasto sem precisão pode dar em nada. O cruzamento dos investimento no futebol em 2017 com posições na tabela e títulos mostra qual o grau de eficiência de cada clube.

Santos, Chapecoense e Grêmio têm desempenho positivo, e Flamengo, São Paulo e Atlético-MG, negativo. Como exemplo, os santistas gastaram (R$ 3,3 milhões) menos da metade dos são-paulino (R$ 7,1 milhões) por ponto no Nacional. O número foi obtido com a divisão do custo anual do futebol pelo número de pontos. O time do litoral acabou em terceiro na competição, e o da capital em 13º.

O levantamento feito pela consultoria da Sports Value nos balanços financeiros dos clubes revela qual o custo do departamento de futebol de cada um em 2017, baseado nos balanços financeiros. Palmeiras, São Paulo e Flamengo estão na ponta da tabela, com os alviverdes na frente. Os três com gastos acima de R$ 350 milhões.

Logo atrás, estão Corinthians (R$ 278 milhões) e Grêmio (R$ 250 milhões). Times mais vitoriosos da temporada passada, com um Brasileiro e uma Libertadores, respectivamente, demonstraram que seu dinheiro deu resultado esportivo. No caso gremista, isso ocorreu com contas equilibradas, no corintiano, com déficit.

Com orçamentos bem mais modestos, o Santos e Chapecoense conseguiram tirar bastante valor do seu dinheiro investido. O time santista teve apenas o nono maior custo com o futebol no ano e ficou em terceiro no Brasileiro, além de ter atingido as quartas-de-final da Libertadores.

Já a Chape garantiu uma vaga na fase prévia da competição sul-americana com R$ 69,7 milhões de custo no futebol, o 16o maior investimento. Assim, em termos de pontos, o time catarinense pagou R$ 1,5 milhão por cada ponto no Brasileiro.

Na outra ponta, o São Paulo aparece como decepção. Teve o segundo maior orçamento do ano para o futebol e ficou apenas com um 13º lugar no Brasileiro, longe da Libertadores. Não ganhou nenhum título, sendo eliminado antes da final em todas as competições.

Outro que aparece como resultado bem abaixo do investido é o Atlético-MG. Seu gasto foi o sexto do país no departamento de futebol para uma nona colocação no Nacional, sem nenhuma final disputada.

No caso do Flamengo e Palmeiras, os resultados não foram os esperados, embora tenham estado mais próximos de uma taça do que os são-paulinos. O time alviverde acabou na segunda posição no Brasileiro, e foi eliminado ainda nas oitavas-de-final na Libertadores.

O Flamengo ficou apenas em sexto no Nacional, e chegou a duas finais: Copa do Brasil e Sul-Americana – na Libertadores, caiu na primeira fase. Na comparação por pontos, o time rubro-negro gastou R$ 6,3 milhões por cada ponto no Nacional.

O estudo da Sports Value mostra que houve um crescimento geral no investimento em futebol por parte dos clubes de 21%, considerados os 20 clubes mais ricos do Brasil. Isso significa que o custo aumentou mais do que a receita dos times que variou em 4%.

Proporcionalmente a sua renda, o Fluminense e o Vitória foram os clubes que comprometeram maior fatia de sua receita com futebol, em uma proporção acima de 90%. O tricolor carioca herdou contratos altos de jogadores da gestão anterior.


Há uma ressalva: a comparação entre o custo com o futebol e os pontos obtidos no Nacional nem sempre retrata a eficiência porque há distorções em orçamentos muito baixo. A Ponte Preta, por exemplo, gastou R$ 1,2 milhão por ponto no Nacional, que seria o número mais baixo. Mas o time foi rebaixado, então, não dá para chamar seu gasto de eficiente.


Liderança do Fla não tem nada a ver com ataque de vândalos ao time
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Na sexta-feira, torcedores vândalos do Flamengo atacaram seus jogadores no aeroporto do Rio de Janeiro. No domingo, o time ganhou do Ceará e se tornou líder do Brasileiro. Havia, sim, motivo para rubro-negros estarem insatisfeitos com o rendimento de sua equipe antes a partida. A questão: havia uma reação justa e proporcional?

Primeiro, é importante que se diga que qualquer agressão é tão reprovável quanto inútil. Tolo é quem acha que os jogadores do Flamengo reagiram e ganharam porque foram pressionados: houve mudanças no time que não tiveram nada a ver com vontade. Dito isso, tentemos analisar a situação com dados mais presos à realidade.

O Flamengo faz uma temporada ruim, e mal planejada. Seu técnico escolhido foi embora (Rueda) e o improviso era meio acomodação, meio falta de imaginação (Carpegiani). Sobrou o time na mão do novato Maurício Barbieri que é uma incógnita.

De início, o time piorou. Foi ainda mais sem ideias do que com Carpegiani. Causava justa contrariedade na torcida rubro-negra: um elenco premiado (superestimado, diga-se) que não andava. A ponto de mal concluir a gol diante do Santa Fé na Libertadores.

O que se exibia em campo não animava, mas o time tinha um início médio no Brasileiro e estava na zona de classificação da Libertadores. Copo meio cheio, meio vazio. Lá foram os energúmenos tentar bater em jogador, atacar Diego (em má fase) e arremessar pipocas ao ar.

Não é fenômeno incomum no “novo futebol brasileiro”. Ídolo recente alviverde, Dudu foi cobrado na porta de hotel e na internet por palmeirenses por que… O Palmeiras era líder no seu grupo na Libertadores, havia perdido um título paulista apertado para o rival. Fazia sentido? Saiu mais líder da Bombonera após vencer o Boca.

Poderia se procurar mais exemplo recentes: como a torcida santista que tentou invadir o CT e tacar pedras no início do Brasileiro de 2017 com o time então classificado na Libertadores e na Copa do Brasil. A violência não é nova no futebol nacional: quando um grande é ameaçado de rebaixamento ou sofre uma derrota vexaminosa, isso ocorre há anos. A novidade é que ocorra em situações que estão longe de ser extremas.

Um exemplo foi o tratamento ao meio Diego. Seu ano de 2018 não é brilhante. Teve raras boas atuações como contra o Emelec. No geral, tem tido dificuldade juntamente com o time. Mesmo assim, foi atacado como principal responsável pela crise rubro-negra, sendo que é um jogador que não se omite mesmo quando está mal.

Exige-se dele, e do restante do time do Flamengo, que corram. Como se já não estivesse correndo, como se só correr fosse a solução. Pois justamente o problema desse time rubro-negro em 2018 é correr errado, desorganizado, sem rumo. E quando acertam o rumo a coisa anda um pouco melhor.

Não foi a quase barbárie que melhorou o time carioca. Barbieri recuou Paquetá para atuar mais atrás, adiantando Diego, além de tirar Arão que erra muito passe. A saída de bola do Flamengo acelerou, e passou a pegar o adversário mais desarmado, ainda que seja um mais frágil como o Ceará. Os jogadores se aproximaram e houve uma melhor coordenação de movimentos para passes. O time correu com rumo.

Ao final, terceiro gol feito, Diego poderia ter mandado um cala boca, não festejar. Preferiu abraçar a torcida. Era um tapa de luva de pelica em quem quase o agrediu. Não se discute que o Flamengo tem vários problemas, em seu departamento de futebol, em seu time, etc. Merece cobranças. Mas a histeria de alguns é desproporcional como o que tem ocorrido como em boa parte dos times brasileiros.

 


Corinthians obtém duas vitórias no início em um terço dos Brasileiros
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A liderança do Corinthians no Brasileiro após duas rodadas repete um hábito de largar forte no campeonato. É a quinta vez que o time consegue duas vitórias logo no início em um total de 15 edições disputadas, isto é, um terço das vezes. Isso não significa necessariamente uma campanha vitoriosa, mas é um trunfo mais à frente.

No ano passado, o time de Carille disparou no início, mas não houve duas vitórias seguidas no início. Os pontos foram se acumulando nas rodadas seguintes que deram larga vantagem ao final do primeiro turno, o que foi o suficiente para garantir o título. Nos dois primeiros jogos, a equipe obteve quatro pontos.

O Corinthians largou com duas vitórias logo de cara em dois outros anos de título: 2015 e 2011. Em ambos, o time então treinado por Tite se destacou, acabou o primeiro turno na frente e conseguiu administrar a pontuação até o final.

Em 2010, o time corintiano também obteve duas vitórias de início, fez uma boa campanha e acabou na terceira colocação. O ponto fora da curva é o Brasileiro-2007. Aquela equipe que foi rebaixada ao final da temporada iniciou também com duas vitórias. O único caso em que o time largou mal e foi campeão ocorreu em 2005, em que só somou um ponto na primeira rodada.

A consistência do jogo corintiano durante o ano é outro fator que indica pelo menos uma boa campanha. Sem ser brilhante, o time pode até jogar mal em certas oportunidades, mas mantém seu estilo eficiente. Segundo o Footstats, a equipe de Carille é a mais certeira em suas conclusões, com seis gols em seis arremates no gol — houve outros seis para fora.

Essa é uma questão para o Corinthians: a produção ofensiva do time continua a não ser grande, apesar de ser o ataque com mais gol nestas duas rodadas. O Grêmio, por exemplo, exibiu um jogo coletivo ofensivo melhor do que o corintiano nas duas primeiras rodada, ainda que não tenha acertado o pé nas conclusões, pois só fez um gol. São os dois times mais organizados do país neste início do Brasileiro e candidatos a disputar o título.

Há obviamente outras equipes que podem evoluir no Nacional, há a influência de outras competições como Copa do Brasil e Libertadores. O que a largada forte do Corinthians indica é uma boa campanha. A ver se resultará em título.