Blog do Rodrigo Mattos

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Corinthians é o único do topo da tabela que não poupa jogador no Brasileiro
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A rodada do final de semana do Brasileiro foi marcada por clubes que pouparam jogadores por desgaste ou por priorizar outras competições. Não foi uma exceção. Todos os clubes no topo da tabela pouparam atletas no Nacional em algum momento com exceção do líder Corinthians.

Nesta rodada, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Botafogo usaram times mistos ou com alguns titulares poupados. Pensam nos confrontos de volta da Copa do Brasil no meio de semana.

Com campanha impecável no Nacional, o Corinthians foi eliminado desta competição e disputa apenas a Copa Sul-Americana na qual utiliza time misto quando necessário. Não usou time reserva ou alternativo em nenhuma rodada do Brasileiro. Quando não teve titulares, foi por contusão ou suspensão.

Não é o caso dos outros quatro times que compõem a lista de cinco times ponteiros do Nacional. Vice-líder, o Grêmio já usou time reserva em duas situações, Sport e Palmeiras, fora de casa. Perdeu ambos os jogos. A previsão é de contar com todos os titulares diante do São Paulo.

Terceiro colocado, o Santos já usou um time praticamente reserva (só tinha três titulares) contra o Atlético-GO. Empatou. Quarto, o Flamengo vinha escalando força máxima no Brasileiro, mas optou por poupar meio time contra Coritiba. Entre os que ficaram fora, alguns dos principais jogadores como Diego, Everton e Rever, desgastados. O time venceu sem eles no sábado.

O Palmeiras tem optado por poupar atletas parcialmente, sem escalar times reservas. Apenas contra a Chapecoense, quando tinha confronto da Libertadores em seguida, utilizou só três titulares. Mas poupou atletas contra Flamengo (Guerra, Felipe Mello e Dracena) e Sport (Mina, Roger Guedes, no banco).

Fora do topo, times como Botafogo já escalaram formações quase integralmente reservas como contra o Atlético-GO e contra o Corinthians, de olho na Copa do Brasil e no Brasileiro. Também já ocorreu com o Cruzeiro e com o Atlético-MG.

Enquanto isso, o técnico Fábio Carille tem escalado sua força máxima disponível em todas as rodadas. Nos últimos jogos, passou a enfrentar problemas de contusão com Jadson e Pablo, o que o obriga a buscar novas soluções.

O foco do Corinthians só no Brasileiro ajuda bastante a ótima campanha do time que tem agora nove pontos à frente do Grêmio. Não é, obviamente, a única explicação em um time com padrão constante de jogo que tem sido muito mais regular do que os rivais. Mas o desenrolar de um campeonato longo vai desafiar o elenco alvinegro quando houver necessidade de girar mais a equipe como agora.


São Paulo já faz sua pior campanha no Brasileiro de pontos corridos
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Com a derrota para a Chapecoense, o São Paulo passou a ter sua pior campanha na história do Brasileiro de pontos corridos até este estágio do campeonato. O desempenho do time atual tornou-se inferior ao da equipe de 2013 que também esteve ameaçada de rebaixamento.

Até a 14a rodada, o time são-paulino somou apenas 12 pontos, acumulando nove jogos sem vitória, segunda maior seca como apontou PVC. Nesta rodada do Brasileiro, em 2013, a equipe já tinha 13 pontos. Em ambas as situações, o São Paulo ocupava a 18a posição no Brasileiro.

Os números da equipe em termos de gols feitos e tomados são parecidos. Aquele time de Autuori tinha 14 gols marcados como o atual, mas tinha sofrido um a menos. Juntamente com o time de 2007, que foi campeão, são os piores ataques são-paulinos dos pontos corridos. A formação deste ano é também uma das três defesas menos eficientes do clube no Nacional.

O que serve de consolo para os torcedores tricolores é que, em 2013, o time se recuperou ao trocar de técnico e acabou o campeonato com relativa tranquilidade: ficou em nono lugar. O responsável por remontar a equipe, naquela época, foi Muricy Ramalho. A esperança é que Dorival Junior possa fazer o mesmo com a formação atual.

Essas foram as duas únicas situações em que o São Paulo esteve na zona de rebaixamento frequentemente. Na maior parte das campanhas, o time estava entre os 10 primeiros neste momento do Brasileiro, isto é, na parte nobre da tabela.


Corinthians vai ‘despencar’ no Brasileiro? Já ocorreu com outros líderes
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Com seu time de volta à vice-liderança do Brasileiro, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, afirmou que o “Corinthians vai despencar” e que o campeonato será diferente no segundo turno. É difícil de saber se sua previsão vai se concretizar: o treinador gosta de declarações polêmicas e o time corintiano tem se mostrado consistente. Mas um levantamento do blog mostra que é bem comum uma queda acentuada de um líder que disparou.

É preciso ressaltar que o Corinthians, que enfrenta o Atlético-PR nesta sábado, tem uma liderança e vantagem inédita no Nacional após 13 rodadas. Nunca um time chegou aos 35 pontos e 10 pontos de frente neste estágio. E o time tem se mostrado regular em suas atuações, principalmente na defesa.

Dito isso, dos 11 Brasileiros com 20 times, houve queda acentuada do líder do campeonato em seis deles após um terço do Nacional. Em uma delas, a despencada não foi suficiente para tirar o título: Corinthians-2011. Mas, nas outras cinco, as equipes perderam a taça.

E houve cinco campeonatos em que a equipe ponteira se manteve com desempenho parecido com o do início e conquistou o título. Um dos casos foi no ano passado com o Palmeiras.

O Atlético-MG é o caso mais emblemático de time que largou bem e acabou perdendo o fôlego no Nacional. Aconteceu em 2009, em 2012 e em 2015. Nesses três anos, o time era líder com um terço do Nacional.

Em 2012, o Galo tinha 32 pontos e 82,5% de aproveitamento. É o que chegou mais próximo do Corinthians atual. Nas outras 25 rodadas, o Atlético-MG marcou apenas 40 pontos, com desempenho de 53,3%. Ao final, perdeu o título para o Fluminense.

Além do Atlético-MG, Flamengo, Botafogo e Corinthians já tiveram quedas consideráveis em seu desempenho após o primeiro terço da competição. No caso corintiano, o time de Tite largou com 74,4% de aproveitamento, e no restante do Nacional ficou com 56% de rendimento.

Foi o suficiente para ser campeão o que mostra a importância de acumular gordura. É até previsível alguma queda de aproveitamento do Corinthians já que não deve manter 90%. Mas, com a regularidade que tem jogado, é bem possível que sofra apenas leve oscilação e contrarie a previsão de Renato Gaúcho. O histórico mostra que uma queda acentuada, no entanto, não está descartada. Veja abaixo a piora desempenho dos líderes até 13a rodada e ao final do Nacional:

2007 – Botafogo – até 13a rodada – 25 pontos – 64,1% / até o final – 30 pontos e 40%

2008 – Flamengo – até 13a rodada – 26 pontos – 66,7% /até o final – 38 pontos e 50,7%

2009 – Atlético-MG – até 13arodada – 28 pontos – 71,5% / até o final 28 pontos e 37,3%

2011 – Corinthians (foi campeão) – até 13a rodada – 29 pontos – 74,4% / até o final 42 pontos – 56%

2012 – Atlético-MG – até 13a rodada – 32 pontos – 82% / até o final 40 pontos – 53,3%

2015 – Atlético-MG – até 13a rodada – 29 pontos – 74,4% / até o final 40 pontos – 53,3%


Na disputa por ponta, Corinthians e Fla têm melhores aproveitamentos no ano
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Após a 12a rodada do Brasileiro, Corinthians e Flamengo ocupam as duas primeiras posições na tabela, com larga vantagem para o time paulista. Não é à toa. Os dois times têm os melhores aproveitamentos no ano entre os times da Série A considerados todos os campeonatos disputados.

O Corinthians de Fábio Carille é a equipe mais eficiente do Brasil até agora. Obteve 72,6% dos pontos possíveis dentro do Paulista, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro.

Seu desempenho no Nacional é bem superior ao do restante do ano, 89%. Isso mostra evolução do time e ao mesmo tempo que é provável uma oscilação corintiana no restante do campeonato.

Já o Flamengo de Zé Ricardo tem um aproveitamento no Brasileiro inferior ao de todo 2017, o que se explica pela mau início no campeonato. O time rubro-negro obteve 71,4% dos pontos no ano, enquanto no Nacional tem 64%.

Na rodada do final de semana, a equipe carioca ultrapassou o Grêmio que ficou na terceira colocada. A formação gaúcha tem aproveitamento de 63,3% nesta temporada, o que se explica pela má campanha no Estadual. O tricolor têm ido bem no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores.

Logo atrás, Santos e Palmeiras apresentam mais irregularidade no ano. Em quinto no Nacional, o time alviverde tem 61,4% dos pontos disputados, levemente superior ao Santos com 61,1% no ano. Ambos foram bem na fase de grupo da Libertadores, e com desempenho médio no Paulista, eliminados antes da final.

Enfim, a vantagem do Corinthians de nove pontos na liderança sobre o vice Flamengo é surpreendente. Mas as posições dos dois times na ponta da tabela refletem o que ocorreu na temporada no primeiro semestre do futebol brasileiro. A se lamentar o fato de o time rubro-negro já ter disputado 42 jogos no ano, e o Corinthians 39. Ou seja, devem ultrapassar 70 partidas na temporada.


Após início ruim, Fla já faz campanha melhor do que 2016 e tem fator casa
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Após um início vacilante, o Flamengo já tem uma performance melhor no Brasileiro-2017 do que a do ano passado considerada a 11a rodada. Sua distância para o líder, no entanto, é maior diante da excepcional campanha corintiana. A vantagem é que nesta edição o time rubro-negro tem uma casa fixa o que não ocorria na última edição.

No ano passado, o Flamengo tinha 17 pontos após a 11a rodada, então na sexta posição. Agora, tem 20 pontos no mesmo estágio do campeonato, na terceiro lugar na competição. Marcou mais gols (18 contra 12) e sofreu menos (8 contra 11).

Durante a crise após a eliminação da Libertadores, o clube rubro-negra passou a jogar mal e conseguiu apenas uma vitória nos seis primeiros jogos no Nacional. O técnico Zé Ricardo esteve ameaçado de demissão e admitiu ao “O Globo” que quase pediu para sair. A diretoria rubro-negra optou por mantê-lo. “Deve ter sido uma reação de momento, mas todos nós temos muita confiança nele”, diz o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

A avaliação entre dirigentes rubro-negros é que o time está em recuperação no momento. Em comparação com o ano passado, o Flamengo só chegou ao G4 no final do turno, na 19a rodada, quando ficou a dois pontos do líder Palmeiras. Era um time com elenco menos encorpado.

Outro fator positivo para o Flamengo em relação a 2016 é que viabilizou um estádio próprio com a Ilha do Urubu. Com o Maracanã fechado a maior parte de 2016, por conta da Olimpíada, o clube tinha que atuar em casa em outros Estados, como São Paulo, Espírito Santos ou Brasília. Agora, isso está proibido pelo regulamento do Brasileiro.

Apesar de proporções pequenas – recebeu um máximo de 17 mil -, a arena da Ilha tem gramado com qualidade bastante superior a de todos os campos usados pelo rubro-negro em 2016, inclusive o Maracanã. E a torcida fica mais próxima. Até agora, o Flamengo ganhou os quatro jogos que disputou no local. A diretoria rubro-negra entende que ainda são necessários ajustes na operação, mas está satisfeita com os resultados.

Em relação à disputa pelo Brasileiro, no entanto, o Flamengo tem uma dificuldade maior do que no ano passado a se considerar o estágio atual do cameonato. Isso porque o Corinthians faz uma campanha inédita com quase 90% de aproveitamento e por isso abriu sete pontos para o segundo colocado, e nove para o time carioca.

Em 2016, o rubro-negro estava a cinco pontos do líder Palmeiras. Há também mais times neste ano em condições de disputar o título, além do Corinthians, Palmeiras e Grêmio se apresentam como fortes candidatos.


Longe da Globo, grupo de clubes conversa sobre Brasileiro com Youtube
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O grupo de clubes que assinou com o Esporte Interativo – Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia – tem conversado com representantes do Youtube e do Facebook sobre o Brasileiro-2019. São ainda diálogos embrionários para a produção de um modelo para pay-per-view e TV Aberta. Mas esse movimento é um resultado do distanciamento desses times da TV Globo.

Assim como outra dezena de times, os quatro clubes assinaram com a Turner para seus jogos no Nacional em TV Fechada a partir de 2019. É o mesmo caso do Palmeiras que ainda não deixou claro se vai se unir aos outros times. Esses clubes formaram um bloco para negociar com a Globo a TV Aberta e o Pay-per-view.

O problema é que, nas negociações iniciais, revelou-se um distanciamento entre a emissora e os times. A Globo ofereceu exatamente os mesmos termos que fechou com os outros times, isto é, divisão de 40% (igual), 30% (por posição) e 30% (por exibição de jogos). Já o ppv seria calculado por adesão de torcida.

Em conversa em separado, o Santos não gostou do modelo da Globo para TV Aberta: reclamou que não queria que um quarto de sua receita estivesse condicionado às escolhas de grade da emissora. A Globo exibiu pouco o time da Baixada Santista em sua TV Aberta.

Já o Atlético-PR está incomodado com o PPV, embora aceite o modelo de TV Aberta. Para ele, não é aceitável que times como Flamengo e Corinthians tenham percentuais garantidos, e ganhem mais do que os outros.

A Globo argumentou aos dois clubes que essas foram as condições assinadas com os outros clubes e que não tem como alterá-las em novos contratos. O modelo de negociação é individual, mas ocorre por adesão. Além disso, a emissora lembra que já mudou bastante os termos da divisão de cotas, que agora têm parâmetros iguais para todos os times na TV Aberta e Fechada.

Com a dificuldade de acordo, o grupo de clubes começou a buscar alternativas. Uma das possibilidades é criar um próprio produtor de ppv, o que poderia ser feito em parceria com o Youtube. Com quatro times, seria um projeto de apenas 12 jogos do Nacional. A ideia é conversar com o maior número de potenciais parceiros pois ainda falta um ano e meio até 2019. Um problema seria esse produto concorrrer com o Esporte Interativo com quem têm contrato assinado. A princípio, o canal não botou travas.

Outro objetivo é atrair mais clubes como o Palmeiras e até Inter e São Paulo, que ainda não assinaram o contrato de TV Aberta e ppv com a Globo para 2019 e 2020. A questão é que, internamente, Atlético-PR e Coritiba que sempre foram parceiros vivem uma fase de rusgas por conta da disputa em relação ao uso do Couto Pereira no jogo da Libertadores.

O time rubro-negro alegou que tinha contrato que lhe garantia o estádio, mas o rival negou argumentando que havia reparos no gramado. A disputa se desenrola na Justiça. A aposta do Atlético-PR é que isso não afete as negociações de TV.

De qualquer maneira, quatro clubes fora da Globo e do ppv representariam um prejuízo considerável para a emissora. Juntos, os quatro clubes participam de 140 partidas do Nacional, o que representa mais de um terço do total. Ou seja, os pacotes de ppv podem até ser inviabilizados, afetando os outros times.

A emissora vê o caso como um problema que poderia afetar não só a ela, como a todos os clubes. No seu entendimento, poderia se perder o produto que mais cresce para gerar receita para os clubes nacionais. O mínimo dado aos clubes com ppv é R$ 700 milhões. Outros R$ 600 milhões são pagos pela TV Aberta.


Qual o tamanho da vantagem da liderança isolada do Corinthians?
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Ao ganhar do Grêmio fora no jogo de ponteiros, o Corinthians abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro e outros nove sobre o terceiro colocado Flamengo (o Botafogo pode assumir a posição nesta segunda-feira). É a melhor campanha nos pontos corridos nos 10 primeiros jogos juntamente com a do time corintiano de 2011. E esse título serve como lição para a equipe de Fabio Carille entender o tipo de sofrimento que vai passar para eventualmente ganhar o campeonato.

Em 2011, com aquele time de Tite, o Corinthians tinha cinco pontos acima do segundo colocado, o São Paulo, após a 10a rodada. E o terceiro colocado, por coincidência, era o Flamengo com 20 pontos. Um cenário levemente diferente do atual.

Ao final do turno, a diferença do time corintiano era de apenas um ponto para o Flamengo que então tinha se tornado vice-líder. No final, o Corinthians acabou brigando pelo título contra o Vasco. O time vascaíno tinha nove pontos a menos que os corintianos na 10a rodada de 2011, e os times chegaram a ficar empatados na 34a rodada. Na tabela definitiva, o Corinthians ganhou a taça com 62,3% dos pontos, e 71 pontos, bem longe dos 86,7% das 10 primeiras rodadas.

Naquela ocasião, o Corinthians também tinha um time com a melhor defesa do Brasileiro, mas estava longe de sobrar tecnicamente (cenário bem similar ao atual). Ganhava muitos jogos com placar mínimo. Era o time mais consistente como atual, mas sem ser brilhante. Mas tinha menos rivais com elencos talentosos.

No caso atual, o Grêmio é um time bem montado que não foi capaz de superar o Corinthians, embora tenha feito um jogo igual. A equipe gaúcha prioriza Copa do Brasil e Libertadores. Já o Flamengo e Palmeiras, que vêm se recuperando do mal início, têm elencos fartos e com qualidade, embora ainda demonstrem irregularidades nas atuações. O Corinthians vai pegar os dois times no primeiro e no segundo turno.

Com a referência de outros Brasileiros, o Atlético-MG fez campanha parecida com a corintiana em 2012, com 25 pontos na liderança do Brasileiro após 10 rodadas – tinha então três pontos acima do Fluminense. E perdeu o título.

Isso significa que a liderança corintiana não quer dizer nada? Claro que não. O Corinthians repetiu a melhor campanha da história até a 10a rodada e isso não é pouco. Foi empurrado pelas ótimas atuações de sua defesa, como no jogo contra o Grémio, com as defesas brilhantes de Cássio e atuações seguras de zagueiros, volantes e laterais. E seu ataque também é efetivo, embora não abunde em chances de gol criadas.

O que a campanha de 2011 do Corinthians ensina é que o caminho para um possível título ainda será bastante árduo. Talvez, mais do que naquela ano já que há adversários que parecem mais qualificados do que naquela ocasião. A única certeza é de que o time corintiano entra nesta briga com uma boa vantagem de pontos, e um time capaz de jogar de forma consistente antes dos outros.


Corinthians e Grêmio disputam ponta com baixo gasto em contratações
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Protagonistas do jogo que decide a ponta do Brasileiro, Corinthians e Grêmio apostaram em soluções baratas para montar seus times, um cenário bem diferente de outros grandes do país. No total, o gasto com contratações e luvas não chegou nem a R$ 17 milhões, e as perspectivas não são de que isso aumente muito durante o Nacional.

Em seu orçamento, o Corinthians reservou R$ 40 milhões para amortizações e direitos federativos. Ou seja, não é todo dinheiro para contratações, já que os clubes têm que contabilizar as perdas de valor dos contratos de atletas como amortizações. Levantamento do UOL mostrou que o time gastou até agora R$ 12 milhões entre luvas e direitos federativos com 10 atletas.

E a diretoria alvinegra não tem previsão de alto investimento. Em conversa com o blog na semana retrasada, o supervisor Alessandro afirmara que qualquer dinheiro extra iria para pagar pelo zagueiro Pablo. O Corinthians entendia que não valia ir ao mercado se não havia chance de investir ao menos 2 ou 3 milhões de euros em um jogador.

Os gastos do Grêmio para montar o time são ainda mais discretos. O orçamento previa um gasto de R$ 17,2 milhões com contratações para o ano inteiro. Mas o balancete de março indicava que apenas R$ 3,1 milhões foram gastos pelo clube, um quarto do previsto até aquele período. Somadas às luvas, o valor total foi de R$ 4,9 milhões. Não houve gasto com reforços depois de março.

As principais contratações, Lucas Barrios, Bruno Rodrigo, Léo Moura e Cortez, chegaram sem pagamento de direitos ou por empréstimo. É possível que o clube invista mais durante o Brasileiro, mas a maior ameaça é a possibilidade de vender Luan, seu principal jogador. E o presidente Romildo Bolzan Jr tem o objetivo de manter o clube dentro do orçamento previsto.

Em comparação, um clube como o Flamengo gastou R$ 22 milhões só em Everton Ribeiro, mesmo valor pago pelo São Paulo por Lucas Pratto. Isso sem esquecer o Palmeiras e seus mais de R$ 30 milhões pagos por Borja, além de uma série de outras contratações caras. Os dois times que disputam a ponta, neste domingo na Arena Grêmio, estão certamente entre os grandes que menos investiram em reforços neste ano.


Avaí diz que pedirá para narrador da Globo depor e depois desiste
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O Avaí toma medidas para verificar se houve interferência no recuo da marcação do pênalti contra o Flamengo, no jogo na Ressacada. Para isso, seu advogado Oswaldo Sesteiro afirmou que o primeiro passo será interpelar na Justiça Desportiva o narrador da Globo Luis Roberto sobre sobre sua fala após a penalidade em que diz que o árbitro iria consultar a emissora. Depois, o clube soltou nota dizendo que nunca cogitou a medida. O blog tem cópia do diálogo com Sestario em que ele afirma que chamaria o locutor.

O árbitro Paulo Scheleich Vollkopf (MS) inicialmente marcou pênalti de Everton em Diego Tavares quando há um contato entre os braços. Depois, consultou seus assistentes do fundo e do lado do campo e voltou atrás. Houve insinuações de pessoas do Avaí de que poderia ter havido uma dica externa ao árbitro de alguém que viu o lance na TV.

Logo após o lance, o narrador Luis Roberto diz: “Ih rapaz. Vai consultar a gente de novo. Vai consultar a gente de novo.”

Questionado pelo blog, o advogado Oswaldo Sestario, que representa o Avaí no STJD, afirmou: “Vamos fazer uma interpelação. Para explicar o que diz a narração.” O diálogo está gravado no what’s up.

Em seguida, o Avaí afirmou por nota: “O Avaí também esclarece que não vai convocar jornalista para depor no STJD como foi mencionado em várias reportagens ao longo desta segunda-feira. O jurídico do clube sequer cogitou esta possibilidade.” Além do blog, Sestario também afirmou ao Lance que interpelaria o narrador.

Sestario era advogado da Portuguesa na confusão que permitiu que Heverton fosse escalado irregularmente no Brasileiro-2013. Chegou a ser acusado de prejudicar a Lusa, mas foi inocentado pelo Ministério Público de São Paulo.

Procurada sobre o assunto, a Globo ficou de responder sobre as declarações de Luis Roberto.

Dentro da CBF, há a certeza de que não houve interferência externa na decisão do árbitro. A posição da comissão de arbitragem se baseia no fato de delegados, assistentes e os árbitros serem proibidos de portarem celulares ou se comunicarem com quem está fora de campo.

Membros da cúpula da arbitragem da confederação ainda avaliam que o árbitro Vollkopf demorou pouco para voltar atrás e, portanto, não teria tido tempo de consultar quem viu a televisão. Ou seja, seria ao contrário do que ocorreu no Fla-Flu quando o árbitro Sandro Meira Ricci demorou 13 minutos para tomar uma decisão, o que levou o Fluminense a entrar com uma ação.


Chape vê liderança inesperada e mira se manter em elite sul-americana
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Logo após a queda do avião da Chapecoense, dirigentes de clubes articularam-se para criar regra para evitar o rebaixamento da Chapecoense. Seis meses depois, o time está na liderança do Brasileiro – é verdade que após apenas quatro rodadas. A diretoria do time catarinense não se ilude com o desempenho e vê a posição como fora do padrão do que esperava o clube neste mome.

“Não é normal. Dentro do que foi planejado, não podemos dizer que esperávamos isso. O que tinha era um projeto para não cair. O que aconteceu interrompeu um trabalho de crescimento”, afirmou o diretor de futebol da Chape, Rui Costa, em entrevista dada após a terceira rodada quando o time assumiu a ponta do Nacional.

Apesar do discurso oficial, o clube tem ambição bem maior do que apenas se livrar do rebaixamento neste ano. O objetivo estipulado dentro da Chape é conseguir uma vaga na Libertadores para se manter na elite do cotinente. O plano da Chapecoense foi traçado ainda na montagem do elenco quando foram estabelecidas metas de premiação para os jogadores recém-chegadas. Há etapas a serem atingidas como em outros clubes.

A diretoria do time catarinense colocou a volta à Libertadores como meta porque nem é tão fácil que mantenha o time desmotivado, nem tão difícil que não possa ser alcançada. A crença de que a vaga sul-americana é possível baseia-se mais no desempenho no ano inteiro, do que apenas na liderança do Brasileiro.

“Sabemos que o campeonato catarinense não é parâmetro para o Brasileiro. Mas chegamos a ter desempenho de 96% dos pontos para poder classificar à final”, contou Rui Costa. “Pegamos o grupo mais difícil da Libertadores e passamos pela pontuação, apesar dessa questão jurídica.”

A montagem do elenco levou em conta a necessidade de muitos jogadores para várias competições e jogadores que tivessem as características do clube. Por isso, são entre 30 e 35 jogadores no grupo catarinense, inclusive três laterais-direitos.

“Quando fizemos uma reunião com o Mancini lá atrás, vimos que tinha que ter jogadores de defesa fortes por cima, e atletas com velocidade na transição. Essas eram as característica que queríamos. Primeiro era perfil de força e velocidade. Depois, o Mancini foi aprimorando o modelo de jogo e botando outros elementos”, analisou o diretor da Chape.

A tese de Rui Costa é de que o time catarinense se formou sem ser protagonista, atuando contra times que tinham mais posse de bola. Agora, aos poucos, a Chape pode se atuar como protagonista, com mais posse de bola e desenvolvendo jogo para tentar vencer. As oscilações no Brasileiro são esperadas pela diretoria catarinense: a questão é que elas ocorram em um padrão superior ao anterior.