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CBF desfalcará times em nove rodadas do Brasileiro até a Copa-2018
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Por conta do calendário da CBF, os times nacionais terão desfalques resultantes de convocações de seleções em até nove rodadas do Brasileiro até a Copa da Rússia, considerando as edições de 2017 e 2018. São três jogos agora neste campeonato e outros seis no próximo ano, representando 42% das partidas da Série A até o Mundial.

Nesta sexta-feira, o técnico Tite convocou três jogadores de times nacionais, Cássio, do Corinthians, Diego, do Flamengo, e Diego Souza, do Sport. Somados a eles, o Peru chamou Guerrero e Trauco, do Flamengo, e Cueva, do São Paulo.

Todos ficarão fora por três rodadas, da 33a a 35a do atual Brasileiro, pelo menos. Se os peruanos se apresentarem mais cedo para partidas eliminatórias, como pede o técnico Ricardo Gareca, deve haver mais uma rodada perdida por seus times.

Em 2018, o calendário da CBF não parou o Brasileiro para o período de descanso e preparação determinado pela Fifa. Isso porque a entidade nacional fez um cronograma apertado com excesso de jogos com Estaduais inflados.

Pela determinação da Fifa, em circular deste ano, o último jogo de clubes deveria ocorrer no dia 20 de maio, iniciando-se aí o período de descanso dos jogadores convocados. Ou seja, a partir daí, estão proibidos de atuar por clubes os que estiverem nas listas. Só é aberta exceção para a final da Liga dos Campeões.

Pois bem, depois do dia 20, a CBF marcou seis rodadas do Brasileiro até quase a véspera da Copa do Mundo. Há ainda um jogo de Libertadores e oitavas-de-final da Copa do Brasil incluídos no período. Assim, todos os jogadores convocados por Tite ou por outras seleções estão fora de seus clubes em um total de nove das próximas 21 rodadas do Brasileiro.

O treinador da seleção disse que não quer prejudicar os times, mas que a prioridade tem que ser a seleção. É o mesmo pensamento da diretoria da CBF que só paralisa o Nacional em alguns jogos de eliminatórias.

 


Árbitro de vídeo não atuará em lances interpretativos como gol do São Paulo
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A comissão de arbitragem da CBF tem orientado os árbitros de vídeo (AV) que não poderão opinar ou interferir em lances passíveis de interpretação nos jogos do Brasileiro. Um exemplo é a marcação de falta de Pratto em Cássio que levou à anulação do gol do São Paulo diante do Corinthians. A intervenção do vídeo será só para jogadas claras, de acordo com as instruções da confederação.

O instrutor de árbitro de vídeo, Manoel Serapião Filho, afirmou que será seguido o protocolo da Fifa que não abre possibilidade para o juiz na frente do monitor atuar em jogadas subjetivas, com mais de um julgamento. Isso só poderá ser feito pelo que estiver em campo.

“Se tiver que interpretar, o árbitro de vídeo está fora. Só vai julgar o que for preto no branco, não entrará em zonas cinzentas”, explicou Serapião. “Ele não é um clínico geral. É como se fosse um médico cirurgião. Só salva vida na UTI.”

Como exemplo, o instrutor do AV explica que o homem à frente do monitor não poderia interferir nem no gol anulado de Eder Militão, nem no pênalti marcado de Edílson sobre Allione no Grêmio e Bahia. Houve reclamação dura de são-paulinos e gremistas em relação às duas decisões do juiz.

“Nenhum dos dois (árbitro de vídeo pode atuar). Não tem imagem clara da televisão. Um não dá para ver se há o toque (pênalti para o Bahia) e no outro está um bolo de jogadores no meio (falta de Pratto)”, explicou Serapião Filho. “Vai servir para lance como a mão do Jô que é claro. Impedimento que interferiu, pênalti e gols (claros).”

Apesar de Serapião citar o protocolo da Fifa, a entidade liberou que o árbitro de vídeo pudesse chamar o juiz de campo para citar lances que possam ser subjetivos. A CBF, no entanto, é contra esse tipo de atuação porque entende que pode aumentar erros. “Com esse limite, vai melhorar 80%. Ser ou não ser. A faixa de equívoco será mínima”, completou ele.

O instrutor da CBF, no entanto, admite que há uma interpretação na própria decisão do árbitro de vídeo de qual lance é ou não subjetivo. Neste caso, ele será treinado para que procure a melhor definição de acordo com os parâmetros estabelecidos pela confederação. E haverá uma vigilância sobre os juízes para que não extrapolem sua função no vídeo.

O treinamento da CBF envolve 64 árbitros que atuam na primeira divisão e vai durar até 11 de outubro. Aliado a isso, chegarão os equipamentos da Bélgica para serem utilizados no sistema. A imagens usadas serão da Globo, com a possibilidade de botar câmeras extras na linha do gol. Por isso, a previsão é de implantação do sistema até o meio de outubro no Brasileiro.

“A CBF sempre teve treinamento para árbitro de vídeo. Não está queimando etapas, está antecipando etapas. Já estava previsto e todos terão o curso”, finalizou Serapião, que estava ministrando um dos cursos.

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Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso


Com rivais mal, Corinthians pode ser campeão com baixa pontuação no returno
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Mais uma rodada em que o Corinthians perdeu pontos, mas manteve a vantagem de 10 pontos na liderança do Brasileiro. Com campanha ruim no returno, o time paulista aumentou sua diferença. Explica-se: os números indicam que as equipes do G4 (exceção ao alvinegro) têm um dos piores desempenhos nos pontos corridos.

No final de semana, o Corinthians empatou o clássico diante do São Paulo, mas o Grêmio perdeu do Bahia. Santos e Palmeiras venceram, e o time da Baixada assumiu a segunda colocação. Ambos têm pontuado melhor do que os corintianos, mas não para se aproximarem de forma consistente.

Diante desse cenário, o time de Parque São Jorge pode ser campeão mesmo que não recupere seu rendimento original. Mas ficará ameaçado se um dos outros times do G4 reagir e melhorar sua campanha. Vamos aos números.

No primeiro turno, o Corinthians teve o espetacular aproveitamento de 82,5% dos pontos. Mas, no segundo turno, acumula apenas sete pontos, com aproveitamento de 38,8%. Caso mantenha esse rendimento, acabaria com 69 pontos. É um patamar que não costuma levar a título: só aconteceu com o Flamengo em 2009 em um campeonato de baixa pontuação. Em outros casos, vices-campeões tiveram mais pontos.

Mas isso é justamente o que ocorre com os rivais corintianos: baixa pontuação para quem está na elite. O Santos tem o pior desempenho de um vice-líder com 25 rodadas. O único que o iguala era o São Paulo, justamente em 2009, com os mesmos 44 pontos.

Ora, se o time da Baixada mantiver o atual desempenho, acabará com 67 pontos. Ou seja, ficaria abaixo do Corinthians mesmo que o time de Fábio Carille continue a jogar mal, e mantenha o desempenho ruim do returno.

Em resumo, a não ser que os outros três times do G4 consigam melhorar consideravelmente seus rendimentos, o título não sairá do Parque São Jorge ainda que o Corinthians não volte a jogar como no primeiro turno.


Árbitro de vídeo gera saia justa entre CBF e Globo
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Com Pedro Ivo de Almeida

A implantação do árbitro de vídeo causa uma saia justa entre a CBF e a Globo por conta do uso das imagens da emissora para tomar decisões sobre os erros. A confederação tenta acelerar o processo, enquanto a emissora quer garantir que sua participação não vai interferir no sistema esportivo.

As discussões entre as partes ocorrem enquanto a CBF tentar contratar uma empresa para ter todos os monitores para árbitros, e montar um sistema até o final de semana. E isso tem de casar com o sistema da Globo de transmissões que é usado no Brasileiro. É provável que não se conclua até o final da semana.

Uma primeira questão é que a emissora tem mais câmeras em alguns jogos do que em outros pela própria lógica de transmissão. Assim, haveria mais câmeras em um jogo de domingo à tarde transmitido para toda a rede em TV aberta do quem em outro do pay-per-view de times de menor expressão. Isso poderia causar desequilíbrio.

Diante dessa situação, a comissão de arbitragem da CBF vai utilizar um número de câmeras padrão disponíveis em todos os jogos. Mas aí terá de ver como não usar as outras extras de jogos grandes.

“Existe um mínimo de câmeras, algo como sete. Mas ainda estamos conversando. Se precisarmos colocar mais câmeras para viabilizar, vamos conversar. Tudo será ajustado aos poucos. Em um jogo com 20 câmeras, ok”, afirmou o presidente da comissão de arbitragem da CBF, coronel Marcos Marinho.

A confederação queria que a Globo emprestasse os operadores de replay com know-how para serem usados nas cabines de árbitros de vídeo. Só que a emissora não gostou da ideia. Entende que não tem que colocar seus funcionários para atuar na parte esportiva, da arbitragem.

Há um temor da Globo de ela seja vista como interferindo na arbitragem. Por isso, a intenção é ajudar, sim, a CBF, mas apenas fornecendo as imagens solicitadas. Não haverá participação no sistema de monitoramento do árbitro.

E aí surge uma terceira questão: as câmeras da Globo são posicionadas para melhor transmissão ao telespectador, e não para atender critérios técnicos de arbitragem. Ou seja, não haverá como garantir que haverá uma câmera para pegar um impedimento na linha da defesa.

Todos esses itens emperram as discussões entre as partes e tornam o cenário complicado para utilizar árbitro de vídeo já na próxima rodada do Brasileiro. A ordem do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, era acelerar o processo, mas ele mesmo que protelou a ideia em pelo menos um ano por economia.


Saiba como funcionará o árbitro de vídeo no Brasileiro
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Com Pedro Ivo de Almeida

Após gol de mão de Jô contra o Vasco, a diretoria da CBF decidiu acelerar a implantação do árbitro de vídeo no Brasileiro: a ideia é ter na próxima rodada. O sistema terá de respeitar o protocolo determinado pela Fifa, único permitido pela International Football Board Association. É o mesmo que será utilizado pela Conmebol nas semifinais da Libertadores

A CBF vinha protelando a instalação do árbitro de vídeo por economia já que o custo estimado é de R$ 15 milhões por ano. Por isso, foram feitos testes apenas em dois jogos da final do Campeonato Pernambucano, além de experiências offline. Mais: a confederação tinha discordâncias com a Fifa sobre a abrangência da atuação do juiz no monitor, mas só poderá usar o sistema da federação internacional.

E a Fifa já estabeleceu umas série de regras básicas para atuação do árbitro de vídeo. A intenção geral é que sejam poucas revisões em lances capitais, sem parar o jogo inteiro. Veja nesta série de perguntas como irá funcionar o sistema:

Como funciona?

Um árbitro ou ex-árbitro ficará em frente a um monitor com imagens dos jogos. O árbitro de campo pode consulta-lo no caso de dúvida ou o juiz à frente da televisão pode interferir se identificar um erro não visto pelo colega no campo. Eles se falam por intercomunicação. A decisão final é de quem está em campo. A CBF ainda vai decidir exatamente em que locais ficarão os juízes à frente do monitor, dependendo da infraestrutura do estádio.

Quando o árbitro poderá atuar?

1) Lances de gol para ver se houve irregularidade em impedimento ou se a bola entrou. Não será possível voltar atrás se for marcado impedimento inexistente porque o lance para.

2) Pênaltis para saber se houve, de fato, a falta na área.

3) Cartões vermelhos para verificar se ocorreram agressões fora do lance não vistas pelo árbitro.

4) Identificação de jogadores em confrontos em massa em campo.

Quais imagens serão usadas?

No caso brasileiro, serão usadas as imagens da Globo, detentora dos direitos do Brasileiro. A CBF entende que tem de ser utilizadas as mesmas imagens vistas pelo torcedor para não gerar dúvida. Em Pernambuco, houve testes com produção própria e com imagem da emissora oficial. Ainda não está descartado o uso de transmissão própria que seria mais cara também. Fato é que a imagem não terá som.

O sistema brasileiro de árbitro de vídeo já está maduro para ser usado?

Fifa e Conmebol contrataram empresas para implantar o árbitro de vídeo, sendo no caso da federação internacional o Hawk-eye que já era usado em outras competições esportivas. Ambas fizeram treinamentos com os árbitros que utilizarão o sistema. No Brasil, foram treinados pela Conmebol três árbitros: Anderson Daronco, Wilton Pereira Sampaio, e Sandro Meira Ricci, além de Péricles Bassols, internamente. Não foi contratada nenhuma empresa pela CBF para controlar o sistema, pois não havia previsão de implantação. A entidade vai se basear no que pegou com a Conmebol, e vai treinar de forma intensiva outros 11 árbitros, em um total de 14.

Há um problema de usar no meio do campeonato?

A CBF já tinha previsto em seu regulamento de competições de 2017 que poderia implantar o sistema de árbitro de vídeo durante qualquer das suas competições, independente da fase. Está no artigo 77. Ou seja, tem respaldo jurídico. O regulamento, inclusive, prevê que não é necessário fazer em todas as partidas, podendo a confederação utilizar só em algumas. A própria comissão de arbitragem admite que pode ter o árbitro de vídeo em alguns jogos e outros, não, dependendo da infraestrutura. A Conmebol também decidiu pelo uso do árbitro de vídeo no meio da Libertadores, a partir das semifinais.

O sistema de árbitro de vídeo já tem regras definitivas?

A International Board ainda não decidiu as regras definitivas do árbitro de vídeo que está em aprimoramento. Há um protocolo provisório feito pela Fifa que tem de ser usado em todos os países. A expectativa é de que o padrão ganhe contornos definitivos no final do ano, ou início de 2018, para chegar à Copa da Rússia consolidado.


Com Levir, defesa do Santos supera média do líder Corinthians no Brasileiro
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Sob o comando do técnico Levir Culpi, o Santos tem a melhor defesa do Brasileiro, superando o desempenho do Corinthians. O time de Parque São Jorge ainda lidera no quesito considerando todo o campeonato, incluindo a passagem de Dorival Jr. pela Vila Belmiro. A equipe santista enfrentará o Botafogo, no Estádio Nilton Santos.

Após a troca de técnico, o Santos sofreu oito gols em 17 jogos, uma média de 0,47 por partida. Anteriormente, com Dorival Jr, o time da Vila Belmiro tinha tomado seis gols em seis jogos, um por rodada. O goleiro Vanderlei, destaque do time, já estava em boa fase naquela época.

Enquanto isso, em todo o campeonato, o Corinthians sofreu 13 gols em 24 partidas, uma média de 0,57 por jogo. O time de Fábio Carille ensaiou ter a melhor defesa da história do Brasileiro pelo seu rendimento inicial, com uma média de 0,47 gol sofrido por partida no primeiro turno (mesmo aproveitamento atual do Santos de Levir) . Mas sofreu quatro gols em quatro jogos no segundo turno e terá de melhorar se quiser superar o São Paulo de 2007, com média de 0,5 por jogo.

No caso do Santos, a melhora com Levir Culpi foi principalmente no setor defensivo, já que, no ataque, os números são levemente melhores do que do antecessor. Foram 19 gols em 17 rodadas, com média de 1,12 por partida. Antes, era de um por jogo.

O Santos saltou de 10o no Brasileiro para 3o, a nove pontos do líder Corinthians. A diretoria santista optou pela troca de Dorival Jr por Levir Culpi porque entendia que o treinador anterior vinha insistindo em opções que não davam certo e pelo desgaste de dois anos de trabalho.

Entre outros motivos, Levir foi escolhido por ter um currículo em que sempre voltava aos lugares onde trabalhou por ter sido bem avaliado. “O técnico é um gestor de pessoas. E ele é ótimo gestor de pessoas”, definiu o presidente santista Modesto Roma Jr.

Além da boa campanha no Brasileiro, levou o Santos até as quartas-de-final da Libertadores (pegou o time classificado aos mata-matas), onde precisa de uma vitória em casa para passar às semis. Foi eliminado na Copa do Brasil pelo Flamengo em dois resultados iguais.


São Paulo contrata 39% do elenco durante a temporada de 2017
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A rotatividade do elenco do São Paulo tem sido apontada como uma das maiores causas da crise técnica que o deixa na penúltima posição no Brasileiro. De fato, um levantamento do blog no elenco são-paulino mostra que quase metade do grupo chegou com a temporada em andamento. Se comparado com o time do ano passado, a alteração é ainda mais radical.

Dentro do Conselho de Administração do São Paulo, há a opinião de que as trocas constantes têm, sim, afetado o rendimento do time no Brasileiro. O entendimento é que o clube formou um novo time para este ano em relação a 2016, e depois uma terceira equipe durante a temporada.

O site do São Paulo registra 36 jogadores em seu elenco. Levantamento do blog mostra que 22 só chegaram para o time em 2017, seja no início ou no meio da temporada, incluídos os atletas da base promovidos. Ou seja, a diretoria fez uma renovação de 61% no time de 2016.

O então técnico Rogério Ceni já tinha, portanto, de montar uma base inteira para o ano. Mas, em seguida, a diretoria promoveu um ciclo de vendas de jogadores para cobrir buracos nas finanças que chegou a casa de R$ 181 milhões. E, depois, começou a contratar para fechar os espaços.

De novo, levantamento no site do clube mostra que 14 dos jogadores do time chegaram durante a temporada, isto é, 39%. Com exceção do gol e das laterais, todos os setores foram afetados. O ataque, por exemplo, só tem um atleta que já estava no grupo profissional na temporada de 2016: Gilberto. No meio, são três em 12.

Em entrevista ao UOL, o ex-auxiliar de Rogerio Micheal Beale ressaltou que trocas nesse nível afetavam o trabalho para formação de um time. E deu a entender que a comissão técnica sequer era avisada.

Em reuniões recentes, o diretor de futebol Vinicius Pinotti já argumentou a conselheiros que assumiu o futebol em abril e portanto é a partir dali que começou a implantar seu trabalho. Mas a troca constantes de diretores, vices e executivos de futebol no São Paulo é uma tônica desde o meio do ano passado. De fixo no clube só o presidente Carlos Augusto Barros e Silva.

Assim, membros do Conselho de Administração do São Paulo entendem que o time está eternamente em formação, seja nas mãos de Rogerio, seja agora com Dorival Jr. E, por isso, não rende.


CBF crê que clubes recuperarão interesse no Brasileiro após adaptação
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Preocupada com o Brasileiro ser deixado de lado por times em favor de outras competições, a CBF entende que o problema aos poucos começa a ser superado com uma recuperação do interesse no campeonato. Uma demonstração disso, na visão da confederação, é que houve consultas de cartolas de clubes sobre a premiação do Nacional por posição.

Dirigentes da CBF veem as equipes em adaptação ao novo calendário anual da Libertadores e mudanças na Copa do Brasil, que terminará mais cedo neste ano. Por isso, os cartolas da entidade entendem que os clubes ainda procuram a melhor estratégia para lidar com a distribuição de jogos.

Na visão da diretoria da CBF, ficou claro o equívoco da estratégia do Grêmio ao preterir o Brasileiro em favor da Copa do Brasil. A eliminação do time da competição mata-mata tirou a chance do título ao mesmo tempo que o descaso momentâneo com o Nacional o deixou longe do Corinthians – embora tenha reduzido a vantagem no final de semana.

O aperto no calendário nos jogos do Brasileiro é a principal justificativa para o Grêmio ter poupado atletas, já que o desgaste costuma levar a contusões. Porém, a CBF não vai mexer no tempo limitado em que o campeonato é realizado, isto é, a competição não será alongada.

Haverá ajustes por conta da Copa-2018. Os Estaduais vão começar mais cedo, o que levará o Brasileiro a provavelmente ser iniciado antes de maio como foi em 2017. Mas o campeonato ficará apertado entre o período antes da Copa, e depois do Mundial. De novo, a CBF entende que as adaptações dos times ao calendário atualizado amenizarão um possível descaso com o Brasileiro.

Em relação à premiação, o dinheiro do campeonato é originado do contrato da TV Globo por direitos de televisão. É proporcional à posição do time. Em 2017, serão R$ 18 milhões para o campeão, com decréscimo até a última posição. Subirá pouco em 2018. Já no caso da Copa do Brasil o prêmio é de R$ 6 milhões esse ano, e subirá para R$ 50 milhões no próximo ano. Mas só o campeão e o vice de fato lucram muito mais do que os demais.


Queda aproxima campanha do Corinthians da realidade e cria chance de virada
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Apesar das duas derrotas em casa, o Corinthians continua a ter a melhor campanha na história até este estágio do Brasileiro. Mas os resultados ruins tornaram o desempenho próximo de líderes de anos anteriores, e não mais excepcional como antes. Com isso, pelo histórico do Nacional, há um indicativo de chance de virada, embora improvável pelo cenário.

No final de semana, o Corinthians perdeu do Atlético-GO. Entre os cinco times da frente, o Palmeiras e o Flamengo ganharam, o Santos empatou e o Grêmio só jogará no sábado.

No primeiro turno, o time corintiano teve um aproveitamento fora da curva com 82,5% dos pontos. Se mantivesse esse desempenho, o alvinegro se tornaria simplesmente inalcançável. Mas houve a queda no início do segundo turno, e o time passou a ter 76% dos pontos.

Com os 50 pontos atuais, o Corinthians tem um ponto a mais do que líderes de anos anteriores: o próprio time alvinegro de Tite (2015); o Cruzeiro (2014 e 2013). O Fluminense tinha 47 pontos nesta mesma rodada. Ou seja, o time de Fábio Carille é superior, mas está próximo da realidade.

Todos esses times se mantiveram na ponta até o final do Brasileiro. O raciocínio portanto é que equipes que atingem esse desempenho não tomam a virada no campeonato.

Mas a diferença de pontos corintiana na ponta não é inalcançável pelo histórico. Os Brasileiros de 2008 e 2009 tiveram viradas com vantagens de sete pontos ou mais. Caso o Grêmio vença nesta rodada, em jogo no próximo final de semana, ficará a sete pontos da equipe paulista.

Em 2008, o Grêmio tinha 45 pontos na liderança na 22a rodada, com oito pontos a mais do que o São Paulo. Pois foi o time tricolor paulista que acabou com o título. No ano seguinte, o Flamengo estava a 11 pontos do ponteiro Palmeiras, no mesmo estágio do campeonato. E acabou como campeão.

Agora, se olharmos os nove Nacionais com 20 times, a maioria dos líderes na situação do Corinthians não perde o campeonato. Se o time paulista conseguir um aproveitamento de pelo menos 50% até o final, chegará a pelo menos 74 pontos. Neste cenário, seu título é provável, embora não certo.

 

Caso tenha um aproveitamento abaixo desse patamar, corre sério risco de ser ultrapassado e a virada se torna uma possibilidade real.


Prioridade? Copa do Brasil terá prêmio 150% maior do que Série A em 2018
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O prêmio para o campeão da Copa do Brasil valerá mais do que o dobro do Brasileiro da Série A em 2018. Esse dado pode agravar a decisão de clubes de priorizar a competição de mata-mata em relação a de pontos corridos. A CBF e a Globo já se preocupam com o fato de os times deixarem de lado o Nacional.

A disparidade entre os prêmios da Copa do Brasil e do Brasileiro deve-se a uma política da CBF de valorizar o ganhador do título do mata-mata, e pela diferença de anos de renovação de contratos. O Nacional terá um novo acordo com Globo e Esporte Interativo a partir de 2019, e o da Copa do Brasil valerá em 2018.

A CBF anunciou que o campeão da Copa do Brasil ganhará R$ 50 milhões em 2018, sendo que o vice fica com R$ 20 milhões. Com o atual contrato em vigor, a Globo reajustará dentro da inflação a premiação do Brasileiro: o valor deve saltar para pouco mais de R$ 20 milhões em 2018.

No total, o campeão da Copa do Brasil levará R$ 68,7 milhões, o que daria uma disparidade ainda maior. Mas é preciso ressaltar que os times têm cotas fixas, e por pay-per-view no Nacional que o tornam mais lucrativo. Só que, em 2018, isso não depende de resultados.

Para efeito de comparação, a premiação para o campeão da Copa do Brasil para 2017 é de R$ 6 milhões. Enquanto isso, o campeão do Nacional vai receber em torno de R$ 18 milhões, após a correção da inflação do total pago ao Palmeiras em 2016.

Por aí, dá para perceber a disparidade que se estabelecerá em 2018. Clubes como o Grêmio que priorizaram a Copa do Brasil terão ainda um argumento financeiro para focar na competição de mata-mata.

A partir de 2019, a diferença entre os dois prêmios irá ser reduzida. Com os seus contratos assinados, a Globo prevê pagar R$ 33 milhões ao campeão do Brasileiro se for um dos times com quem tem contrato. A partir daí, há um valor por posição para cada um dos times. Ainda assim, o valor seria bem inferior ao pago pela CBF pela Copa do Brasil.