Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Paolo Guerrero

Defesa de Guerrero faz novo recurso à Fifa para libera-lo para repescagem
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Os advogados de Paolo Guerrero entraram com uma apelação no tribunal de apelações da Fifa para tentar interromper a suspensão provisória do atacante por doping e permitir que ele jogue pela repescagem do Peru. Mas a expectativa de sucesso não é grande. A maior aposta é mesmo no julgamento de fato do jogador que ocorrerá no final de novembro.

Foi encontrada a presença de do metabolito da cocaína, benzoilecgonina, na urina de Guerrero no exame após o jogo entre Peru e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O comitê disciplina da Fifa o suspendeu de forma provisória por 30 dias.

A defesa do jogador tentou um recurso para interromper a suspensão, sem sucesso. Agora, recorreu ao tribunal de apelação da Fifa como informou “O Globo”, e confirmou o blog. “É só relacionado à suspensão provisória. A defesa dele temos até o dia 26 de novembro para apresentar porque a audiência será no dia 30. A Fifa deve dar o resultado alguns dias depois”, afirmou um dos advogados de Guerrero Bichara Neto, que admite ser difícil interromper suspensões provisórias.

Na discussão do mérito, a defesa de Guerrero aposta como principal tese de que houve contaminação cruzada que supostamente levou à presença do benzoilecgonina. “A presença da substância no organismo é pequena”, explicou o advogado. Normalmente, as penas por uso de cocaína são de até 4 anos, mas já houve absolvições em casos em que ficou provado que não houve intenção de ingestão ou benefício.

Caso Guerrero seja condenado pelo comitê disciplinar da Fifa, em 30 de novembro, caberá recurso ao comitê de apelação da Fifa e depois ao CAS (tribunal esportivo). Seria necessária uma improvável interrupção da suspensão provisória ou uma absolvição para que ele volte a jogar pelo Flamengo ainda nesta temporada, assim mesmo se o clube chegar à final da Copa Sul-Americana.

 


Será que Guerrero vale os milhões que pede?
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Não há dúvidas de que Paolo Guerrero é um jogador de nível técnico acima da média do atual futebol brasileiro, e um ídolo da torcida do Corinthians. Mas será que, independentemente da crise financeira do clube, ele vale os US$ 7 milhões (ou US$ 5 milhões) de luvas que pediu para atuar no time paulista, ou em outras equipes?

Seria fácil dizer que não se a análise fosse apenas em cima do jogo corintiano diante do Fluminense. O peruano perdeu um gol livre, sem que Diego Cavalieri estivesse debaixado das traves: chutou para fora. Na saída de campo, justificou que o gramado estava ruim e por isso a bola pegou em sua caneleira. Ainda que seja verdade, um craque teria corrigido o problema tal sua liberdade.

É injusto, porém, tirar uma conclusão por apenas uma tarde infeliz até porque foi a única bola que recebeu no jogo. Ao se estender a análise a toda a carreira dele no clube, fica claro que Guerrero não é um atacante de muito gols: a média é de 0,41 por jogo. Está muito abaixo de atacantes de primeiro nível como Romário e Ronaldo, que eram os mais bem pagos no país em outras épocas.

Os gols não são sua única contribuição. Sabe fazer um bom trabalho de pivô, e sair da área para jogar, o que ajuda muito o andamento das jogadas para seu time.

Não parece ser o suficiente, no entanto, para justificar os milhões pedidos e a disputa acirrada por sua contratações que se desenrola depois que o Corintihans ficou sem dinheiro para bancá-lo. A supervalorização de Guerrero tem uma relação direta com a penúria técnica que vive o futebol nacional: basta ver a qualidade técnica do jogo do Maracanã, quase sem chances de gol.

Estava em campo o vice líder do Brasileiro, que fez dois gols no campeonato até agora. Na tribuna do estádio, Rivellino bocejava após ser homenageado. Quanto valeria Rivellino no atual futebol brasileiro?


Corinthians tem situação financeira pior do que na gestão Dualib
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Junior Lago/UOL
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Após sete anos e meio de gestão de Andrés Sanchez e seus aliados, o Corinthians tem uma situação financeira pior do que na época em que o ex-presidente Alberto Dualib renunciou à presidência. Quem afirma é o diretor de finanças do clube, Emerson Piovezan, que também atuava naquela administração. Os números comprovam o que ele diz: a dívida dobrou no período.

O problema financeiro corintiano ficou mais claro agora que o presidente Roberto de Andrade reconheceu que não poderá renovar com o principal jogador do time Paolo Guerrero. Outros atletas como Emerson Sheik também sairão do clube. Não é à toa.

“Acho que a situação é pior (comparado com Dualib) porque naquela época você tinha dinheiro em caixa e tinha todos os recebíveis de venda de jogador e de receitas de televisão. Você tinha encargos, mas tinha caixa. Agora a situação está um pouco mais difícil”, contou Piovezan.

A dívida corintiana dobrou na administração de Andrés e seu aliado Mario Gobbi: saltou de R$ 153 milhões (valor corrigido pela inflação), em outubro de 2007, para R$ 313,5 milhões ao final de 2014. Esse crescimento deu-se, principalmente, em débitos tributários porque Andrés não pagou impostos: representam mais da metade do passivo. Antes eram R$ 60 milhões.

Houve um crescimento considerável de receita. Incluídas vendas de jogador, esse aumento foi de apenas 25% – lembre-se: o clube ganhou bastante com Willian em 2007. Excluídas as negociações, o salto foi de 150% ao atingir os R$ 258 milhões de 2014.

A questão é que, além da falta de pagamento de impostos, houve um aumento considerável de despesas. Em 2014, o futebol consumiu 92% das rendas. Em 2007, eram 85%. Entre 2008 e 2012, o percentual era mais baixo em torno de 70%.

Como diretor de futebol, o atual presidente Roberto Andrade ajudou a inflar esses gastos. Por isso, o futebol teve que cortar despesas de forma drástica já que boa parte das receitas de 2015 e 2016 estão comprometidas por antecipações feitas no ano passado.

“O que temos que fazer é equilibrar a situação de recebíveis do clube com as despesas. Quero fazer isso até o final do ano. Acho que só teremos um alívio em 2017. Pelo menos até o primeiro trimestre de 2016 será muito difícil”, contou Piovezan.

Quando assumiu o clube em 2007, Andrés prometeu um plano de recuperação do clube. Passados sete anos e meio, melhorou a infraestrutura com o CT, e com a Arena Corinthians (essa ainda precisa ser paga), e houve títulos importantes. Mas ele e seus aliados deterioraram as finanças corintianas em relação àquele período.

 Após a publicação do post, Andrés Sanchez enviou uma nota por meio de sua assessoria. Aí está abaixo:

“Deixei de ser presidente do Sport Club Corinthians Paulista no ano de 2012, não sou responsável pelas finanças do clube desde minha saída, somente faço parte do grupo que preside o Corinthians. Convido vocês a consultarem o balanço das contas do clube, no período em que fui presidente, que está disponível no site do clube.”

 


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