Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Paolo Guerrero

Se Guerrero sair, Fla avalia ação para cobrar devolução de parte das luvas
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Enquanto Paolo Guerrero negocia sua saída do clube, o Flamengo estuda medidas judiciais caso de fato ele não renove com o clube, cenário mais provável no momento. Há uma avalição de que o clube pode entrar com medida judicial por o contrato não ter sido integralmente cumprido pelo caso de doping. Assim, poderia se pedir a extensão do compromisso ou a devolução de dinheiro das luvas.

A proposta de renovação do Flamengo para Guerrero foi de salário igual ao que vinha recebendo anteriormente por mais um ano e meio. Foi mencionada redução do valor total a ser recebido porque o clube só pagaria luvas proporcionais ao novo contrato, ou seja, inferior ao que tinha sido acertado no primeiro acordo.

Não houve acordo e a saída do atacante se aproxima pois o contrato se encerra no dia 10 de agosto e ele está negociando com o Internacional. Guerrero está fora do jogo desta quarta-feira contra o Cruzeiro pela Libertadores, na terceira partida seguida em que alega contusão. O Internacional tenta se acertar com o fundo DIS para obter o dinheiro necessário para a contratação.

O blog do PVC já tinha antecipado que a diretoria do Flamengo estudava pedir a extensão do contrato por período igual ao que ele ficou fora por suspensão por doping por ter tomado chá de coca com a seleção – o atacante não jogou por seis meses. Essa postura é mantida em caso de saída do clube. Mas o clube sabe que não teria muito clima para Guerrero continuar a jogar e seria mais uma forma de atrapalhar a liberação para um time rival no Brasileiro.

Ao mesmo tempo, outra medida estudada é cobrar a devolução de parte das luvas pagas a Guerrero. Em 2015, o Flamengo pagou R$ 16 milhões em luvas por três anos de contrato. A alegação da diretoria do clube é que só recebeu serviços do jogador por dois anos e meio. Ou seja, teria de ser devolvido o valor de um sexto das luvas, o que daria pouco mais de R$ 2,5 milhões. O salário dele foi suspenso durante o período de punição pela Fifa.

Dirigentes rubro-negro só vão agir se a avaliação do departamento jurídico for de que há chance de sucesso em uma ação contra Guerrero. Certo é que o relacionamento da diretoria do clube com os representantes do jogador atualmente é bem ruim. Assim, o Flamengo não fará concessões se achar que foi prejudicado com a saída do atleta.


Fla deve reativar contrato de Guerrero e pode escala-lo após a Copa
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Após uma análise da decisão do tribunal suíço, a diretoria do Flamengo deve reativar o contrato com o atacante Paolo Guerrero para poder utiliza-lo depois da Copa-2018. Dirigentes rubro-negros chegaram a conclusão que a liminar dada pela corte da Suíça permite que ele jogue não apenas a Copa, como esteja liberado para atuar pelo time. A decisão do tribunal, no entanto, é provisória.

Na quinta-feira, uma corte suíça deu uma liminar em favor do atacante peruano suspendendo os efeitos da pena de 14 meses por doping imposta a ele pelo CAS (tribunal esportivo) que o tiraria da Copa. A decisão ocorreu porque havia risco de um dano insanável para o jogador ao ficar fora do Mundial.

Advogados do atacante e do Flamengo analisaram o teor da decisão para saber se isso se estenderia também aos jogos do clube após o Mundial. Afinal, Guerrero tem contrato até agosto com o time rubro-negro. Concluíram que ele poderá atuar pela equipe rubro-negra enquanto não houver uma reversão da decisão do tribunal suíço.

Com isso, a diretoria rubro-negra decidiu que deve reativar seu contrato a partir da data da decisão do tribunal suíço. Desta forma, Guerrero voltará a receber salários pelo Flamengo, e poderia jogar no final do mês de junho e em agosto pelo clube.

Ainda não há nenhuma decisão sobre renovação de contrato do jogador já que isso depende também dos desdobramentos do caso de doping. É certo que o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, já declarou que gostaria de continuar com Guerrero. Ao mesmo tempo, em sua carta de agradecimento quando soube que disputaria a Copa, o atacante não mencionou o clube o que pode indicar que a relação não está tão boa. Isso, no entanto, será um tema após o Mundial.


Em reunião, Fifa diz a Guerrero que pena é do CAS e lava as mãos
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Em encontro com o atacante Paolo Guerrero, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou que a punição imposta a ele foi dada pelo CAS (tribunal do esporte), indicando que nada fará para mudar a decisão. Assim, praticamente acabam as esperanças do jogador de disputar o Mundial. A reunião foi marcada a pedido da federação peruana.

“Infantino expressou seu profundo entendimento do desapontamento de Guerrero por não poder jogar com o time do Peru na Copa-2018. Entretanto, o presidente da Fifa ressaltou o fato de a sanção ter sido imposta pelo CAS, depois de um apelação contra a decisão de um tribunal independente da Fifa”, informou um porta-voz da Fifa.

A questão é que, no CAS (tribunal esportivo), a mesma Fifa tomou medidas que dificultaram a presença do atacante peruano na competição, segundo apurou o blog. Durante o julgamento no CAS, seriam avaliados dois pedidos: um era o da defesa do atacante que pedia sua absolvição, o outro era da Wada (Agência antidoping) que reivindicava o aumento da pena para dois anos.

Nos tribunais da Fifa, a punição ficou em seis meses, o que o liberava para atuar a partir de maio. A pena foi estabelecida por conta de um metabolito da cocaína encontrado na urina do jogador em partida da eliminatória da Copa que disputou pelo Peru.

A defesa de Guerrero se surpreendeu durante o julgamento porque representantes da Fifa colocaram que a pena deveria subir para um ano, em vez dos seis meses iniciais. Isso chegou a ser informado por um auxiliar jurídico peruano do atacante em entrevista no país, embora não confirmado oficialmente.

Em um segundo momento, houve uma questão sobre se a decisão do julgamento seria publicada junto com os argumentos do tribunal ou seria divulgada e tornada efetiva de imediato. Advogados de Guerrero pediram que tudo ocorresse junto, o que poderia ocorrer apenas depois da Copa. Assim, ele poderia jogar o Mundial e cumprir o restante da pena depois. A Wada até ensaiou concordar com a defesa do jogador.

Mas a Fifa não deu aval: entendeu que havia um problema se a decisão não se tornasse efetiva de imediato. Assim, a defesa do atacante ainda não tem todos os argumentos da decisão do CAS e, sem isso, não consegue recorrer ao tribunal federal suíço. Só poderia pedir um habeas corpus, o que é considerado improvável que seja concedido.

Depois disso, a federação peruana enviou um pedido para Infantino para que Guerrero fosse recebido em audiência, o que o presidente da Fifa aceitou e marcou para esta terça-feira, segundo jornais peruanos. Há ainda uma reivindicação da Fifpro (sindicato mundial de jogadores) para que a pena seja anulada e ele possa jogar a Copa. Essa movimentação conta com apoio dos capitães das seleções que enfrentarão o Peru na primeira fase da Copa.

O problema é que qualquer tipo de indulto da Fifa iria ferir a ordem jurídica esportiva, pois seria medida inédita e deixaria sob questionamento todas as decisões do CAS relacionadas à Copa. A ida de Guerrero à Suíça é considerada uma medida desesperada por advogados. Se tiver efeito, certamente causará um conflito da Fifa com a Wada e o CAS.

O blog questionou a Fifa que enviou a seguinte posição reproduzida na íntegra:

“Por requisição da Federação peruana, o presidente Gianni Infantino encontrou com Edwin Oviedo e o jogador internacional Paolo Guerrero na sede da Fifa. Durante o encontro, Oviedo e Guerrero expressaram suas visões sobre a sanção imposta ao jogador por violar as regras anti-doping. Infantino expressou seu profundo entendimento do desapontamento de Guerrero por não poder jogar com o time do Peru na Copa-2018. Entretanto, o presidente da Fifa ressaltou o fato de a sanção ter sido imposta pelo CAS, depois de um apelação contra a decisão de um tribunal independente da Fifa.”

Com contrato suspenso, Fla renegociará com Guerrero após definição de pena
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O Flamengo está há um mês e alguns dias sem pagar salários a Guerrero já que seu contrato foi suspenso após anúncio de punição da Fifa por doping. A intenção do clube é esperar uma definição de sua punição ou o fim dela, seja em maio ou em data anterior, para negociar sua situação até o final da temporada, possivelmente estendendo o contrato.

A suspensão do acordo de trabalho de Guerrero foi feita em 8 de dezembro após o anúncio da Fifa de uma punição de um ano para o jogador. Anteriormente, a sanção era provisória e não permitia a suspensão. A medida vale até o fim da pena e foi aceita pelo jogador. Com isso, o clube pode economizar até R$ 3,6 milhões se a sanção se mantiver em seis meses.

Pela Lei Pelé, em seu artigo 28o, parágrafo 7o, o contrato do jogador pode ser suspenso se ele estiver impedido de jogar por motivos de sua responsabilidade, em um período de mais de 90 dias. Foi o caso de Guerrero punido por ter sido encontrado em sua urina um metabólico da cocaína, que é considerado doping, em jogo da seleção peruana.

Teoricamente, o Flamengo poderia estender seu contrato pelo período de sua suspensão se houver uma cláusula neste sentido. Mas a intenção do clube é aguardar a definição da punição e sentar na mesa para conversar com Guerrero e seus representantes sobre seu contrato. Provavelmente, será proposto que ele fique pelo menos até o final da temporada, com possibilidade de prazo mais longo.

Guerrero está suspenso até início de maio, mas seus advogados recorreram ao CAS (tribunal esportivo) para tentar diminuir a punição de seis meses. A intenção é marcar o julgamento para fevereiro. Aí, com uma sentença definitiva, o Flamengo poderá definir a situação do jogador. Oficialmente, o clube rubro-negro não comentar o caso.


Defesa de Guerrero faz novo recurso à Fifa para libera-lo para repescagem
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Os advogados de Paolo Guerrero entraram com uma apelação no tribunal de apelações da Fifa para tentar interromper a suspensão provisória do atacante por doping e permitir que ele jogue pela repescagem do Peru. Mas a expectativa de sucesso não é grande. A maior aposta é mesmo no julgamento de fato do jogador que ocorrerá no final de novembro.

Foi encontrada a presença de do metabolito da cocaína, benzoilecgonina, na urina de Guerrero no exame após o jogo entre Peru e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O comitê disciplina da Fifa o suspendeu de forma provisória por 30 dias.

A defesa do jogador tentou um recurso para interromper a suspensão, sem sucesso. Agora, recorreu ao tribunal de apelação da Fifa como informou “O Globo”, e confirmou o blog. “É só relacionado à suspensão provisória. A defesa dele temos até o dia 26 de novembro para apresentar porque a audiência será no dia 30. A Fifa deve dar o resultado alguns dias depois”, afirmou um dos advogados de Guerrero Bichara Neto, que admite ser difícil interromper suspensões provisórias.

Na discussão do mérito, a defesa de Guerrero aposta como principal tese de que houve contaminação cruzada que supostamente levou à presença do benzoilecgonina. “A presença da substância no organismo é pequena”, explicou o advogado. Normalmente, as penas por uso de cocaína são de até 4 anos, mas já houve absolvições em casos em que ficou provado que não houve intenção de ingestão ou benefício.

Caso Guerrero seja condenado pelo comitê disciplinar da Fifa, em 30 de novembro, caberá recurso ao comitê de apelação da Fifa e depois ao CAS (tribunal esportivo). Seria necessária uma improvável interrupção da suspensão provisória ou uma absolvição para que ele volte a jogar pelo Flamengo ainda nesta temporada, assim mesmo se o clube chegar à final da Copa Sul-Americana.

 


Será que Guerrero vale os milhões que pede?
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Não há dúvidas de que Paolo Guerrero é um jogador de nível técnico acima da média do atual futebol brasileiro, e um ídolo da torcida do Corinthians. Mas será que, independentemente da crise financeira do clube, ele vale os US$ 7 milhões (ou US$ 5 milhões) de luvas que pediu para atuar no time paulista, ou em outras equipes?

Seria fácil dizer que não se a análise fosse apenas em cima do jogo corintiano diante do Fluminense. O peruano perdeu um gol livre, sem que Diego Cavalieri estivesse debaixado das traves: chutou para fora. Na saída de campo, justificou que o gramado estava ruim e por isso a bola pegou em sua caneleira. Ainda que seja verdade, um craque teria corrigido o problema tal sua liberdade.

É injusto, porém, tirar uma conclusão por apenas uma tarde infeliz até porque foi a única bola que recebeu no jogo. Ao se estender a análise a toda a carreira dele no clube, fica claro que Guerrero não é um atacante de muito gols: a média é de 0,41 por jogo. Está muito abaixo de atacantes de primeiro nível como Romário e Ronaldo, que eram os mais bem pagos no país em outras épocas.

Os gols não são sua única contribuição. Sabe fazer um bom trabalho de pivô, e sair da área para jogar, o que ajuda muito o andamento das jogadas para seu time.

Não parece ser o suficiente, no entanto, para justificar os milhões pedidos e a disputa acirrada por sua contratações que se desenrola depois que o Corintihans ficou sem dinheiro para bancá-lo. A supervalorização de Guerrero tem uma relação direta com a penúria técnica que vive o futebol nacional: basta ver a qualidade técnica do jogo do Maracanã, quase sem chances de gol.

Estava em campo o vice líder do Brasileiro, que fez dois gols no campeonato até agora. Na tribuna do estádio, Rivellino bocejava após ser homenageado. Quanto valeria Rivellino no atual futebol brasileiro?


Corinthians tem situação financeira pior do que na gestão Dualib
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Junior Lago/UOL
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Após sete anos e meio de gestão de Andrés Sanchez e seus aliados, o Corinthians tem uma situação financeira pior do que na época em que o ex-presidente Alberto Dualib renunciou à presidência. Quem afirma é o diretor de finanças do clube, Emerson Piovezan, que também atuava naquela administração. Os números comprovam o que ele diz: a dívida dobrou no período.

O problema financeiro corintiano ficou mais claro agora que o presidente Roberto de Andrade reconheceu que não poderá renovar com o principal jogador do time Paolo Guerrero. Outros atletas como Emerson Sheik também sairão do clube. Não é à toa.

“Acho que a situação é pior (comparado com Dualib) porque naquela época você tinha dinheiro em caixa e tinha todos os recebíveis de venda de jogador e de receitas de televisão. Você tinha encargos, mas tinha caixa. Agora a situação está um pouco mais difícil”, contou Piovezan.

A dívida corintiana dobrou na administração de Andrés e seu aliado Mario Gobbi: saltou de R$ 153 milhões (valor corrigido pela inflação), em outubro de 2007, para R$ 313,5 milhões ao final de 2014. Esse crescimento deu-se, principalmente, em débitos tributários porque Andrés não pagou impostos: representam mais da metade do passivo. Antes eram R$ 60 milhões.

Houve um crescimento considerável de receita. Incluídas vendas de jogador, esse aumento foi de apenas 25% – lembre-se: o clube ganhou bastante com Willian em 2007. Excluídas as negociações, o salto foi de 150% ao atingir os R$ 258 milhões de 2014.

A questão é que, além da falta de pagamento de impostos, houve um aumento considerável de despesas. Em 2014, o futebol consumiu 92% das rendas. Em 2007, eram 85%. Entre 2008 e 2012, o percentual era mais baixo em torno de 70%.

Como diretor de futebol, o atual presidente Roberto Andrade ajudou a inflar esses gastos. Por isso, o futebol teve que cortar despesas de forma drástica já que boa parte das receitas de 2015 e 2016 estão comprometidas por antecipações feitas no ano passado.

“O que temos que fazer é equilibrar a situação de recebíveis do clube com as despesas. Quero fazer isso até o final do ano. Acho que só teremos um alívio em 2017. Pelo menos até o primeiro trimestre de 2016 será muito difícil”, contou Piovezan.

Quando assumiu o clube em 2007, Andrés prometeu um plano de recuperação do clube. Passados sete anos e meio, melhorou a infraestrutura com o CT, e com a Arena Corinthians (essa ainda precisa ser paga), e houve títulos importantes. Mas ele e seus aliados deterioraram as finanças corintianas em relação àquele período.

 Após a publicação do post, Andrés Sanchez enviou uma nota por meio de sua assessoria. Aí está abaixo:

“Deixei de ser presidente do Sport Club Corinthians Paulista no ano de 2012, não sou responsável pelas finanças do clube desde minha saída, somente faço parte do grupo que preside o Corinthians. Convido vocês a consultarem o balanço das contas do clube, no período em que fui presidente, que está disponível no site do clube.”

 


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