Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Atlético-MG

Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
Comentários Comente

rodrigomattos

A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Como o Galo vai tentar liberar o dinheiro de Pratto travado pelo Grêmio
Comentários Comente

rodrigomattos

O Atlético-MG já traçou uma estratégia jurídica para tentar liberar o dinheiro da venda de Lucas Pratto ao São Paulo bloqueado judicialmente. A trava ocorreu por conta da dívida pela negociação do goleiro Victor em 2012. Agora, o Galo pretende usar o clube Labareda, de sua propriedade, para substituir a penhora e tentar abater o débito com alegação contratuais.

Após anos de cobranças infrutíferas, o Grêmio foi bem-sucedido em ação liminar para bloqueio de R$ 10,5 milhões do dinheiro de Pratto, como mostrou o UOL. Isso ocorreu depois de o Galo oferecer seu clube Labareda com piscinas e área de lazer como penhora, o que foi recusado.

“O terreno foi avaliado em R$ 45 milhões o que é mais do que suficiente. O juiz impugnou alegando que era alienado por outra penhora. Mas essa penhora que era da Receita já foi levantada. E, de qualquer forma, o terreno vale mais”, afirmou o diretor jurídico do Atlético-MG, Lasaro Cunha.

Na visão do dirigente, não há porque manter um dinheiro pago em juízo em vez se há um bem para penhora. “Isso não existe entre empresas. Qual a justificativa para manter o dinheiro parado?”, afirmou Cunha.

Esse será o argumento do Atlético-MG ao tentar um agravo na segunda instância para cassar a liminar que deu o bloqueio do dinheiro de Pratto. Caso o Galo não derrube no tribunal gaúcho, irá ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Outra estratégia da agremiação mineira é questionar o valor cobrado pelo Grêmio. Logo que o time do Sul entrou com uma ação, o Atlético-MG já ingressou com um pedido de questionamento do valor por conta de Werley, zagueiro que serviu como parte do pagamento. Pelo acordo, o time gremista ficou com 50% do jogador, e o Galo com outros 50%.

A argumentação do clube mineiro é de que, pelo contrato, o Grêmio era obrigado a ter a aprovação atleticana para qualquer empréstimo a outro time. “Ele foi emprestado várias vezes sem anuência”, alegou Cunha.

Na avaliação do Galo, com isso, tem que ser arbitrado um valor pelas supostas perdas financeiras atleticanas já que o jogador valia Us$ 2,5 milhões. Neste caso, o time mineiro poderia pedir até Us$ 1,250 milhão, sua parte no atleta, como desconto.

Fato é que a briga entre Grêmio e Atlético-MG pela falta de pagamento pode acabar em um tribunal da CBF para resolução de litígios em transferências. O time gaúcho quer impedir o Galo de negociar atletas. No entendimento atleticano, no entanto, a corte não pode mais atuar porque o caso já está na Justiça comum. O tribunal ainda não se pronunciou sobre o caso.

 

 


São Paulo usa dinheiro de Neres e infla verba de contratações por Pratto
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria do São Paulo teve de aumentar a verba disponível para contratação para fechar a transferência de Lucas Pratto. Isso foi possível por conta da venda de David Neres ao Ajax e pela previsão de outras negociações como Lyanco. Assim, o clube usa uma parte do dinheiro para reforço e outro para abater dívidas.

Apesar de ter fechado o ano em superávit, o São Paulo ainda não tinha situação confortável financeira por uma dívida bancária de R$ 130 milhões. Por isso, previu só R$ 17 milhões no orçamento em contratações para o ano de 2017. A aquisição de 50% dos direitos de Pratto, no entanto, representa € 6,2 milhões (R$ 20,6 milhões).

Ao mesmo tempo, o clube tinha fechado a venda de David Neres ao Ajax por € 12 milhões (R$ 40 milhões), com a possibilidade de chegar a € 15 milhões por metas. Ainda receberá um percentual como clube formador por Oscar. E há perspectiva de venda de Lyanco. Assim, o clube deve atingir a meta de R$ 60 milhões de vendas prevista no orçamento.

“Imagina se vendêssemos o jogadores e não trouxéssemos ninguém? Ano passado a experiência foi péssima de lutar para não cair. O que cobramos do futebol é equilíbrio. Não podia contratar Pratto se não tivesse dinheiro”, contou o diretor financeiro do São Paulo, Adilson Alves Martins. “Fortalecer o time também melhora renda, público, premiações.”

O diretor explicou justamente que os pagamentos por Pratto serão feitos parceladamente em conjunto com os valores recebidos por Neres. Então, metade do valor será pago nos próximos dias quando entrar o dinheiro do Ajax. E outra metade será quitado no meio do ano quando o time europeu pagar o restante.

“Estamos ficando com metade do dinheiro do Neres que vão ajudar a pagar dívidas”, contou Adilson. “Tem que ser uma contratação planejada como essa, não aleatória.”

O Banco Intermedium foi usado para que seu patrocínio ficasse de garantia para o pagamento de Pratto. Foi isso que tornou possível o parcelamento junto ao Atlético-MG. Há a possibilidade de novas contratações se houver a saída de atletas, segundo o diretor financeiro.


CBF erra ao mudar regra de mando de campo no meio do Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF decidiu nesta terça-feira proibir jogos de clubes fora dos seus Estados nas cinco rodadas finais do Brasileiro. Com isso, quer coibir a venda de mando de campo de times sem aspirações que pode beneficiar aqueles que disputam o título. A decisão é um erro porque estabelece regras diferentes em um mesmo campeonato, o que não existe em nenhum lugar sério do mundo.

Primeiro, ressalte-se que a proibição de venda de mando de campo é correta e deveria ser instituída em todo o Brasileiro. Não dá para o poder econômico ter influência em tabelas, isto é, times mais pobres se submeterem a jogar como visitantes por dinheiro.

A CBF já tinha como coibir isso. Pelo regulamento de competições, jogos em Estados diferentes da federação de origem do time precisam da permissão da entidade como expresso no artigo 13o do RGC. Só que ela nunca botou em prática o veto mesmo quando representava uma clara inversão de campo.

Ressalte-se que não se está defendendo aqui que um clube não possa jogar fora de seu Estado. Times cariocas como o Flamengo e Fluminense não tiveram o Maracanã e jogaram em outros lugares. Mas há como permitir isso sem liberar a venda de mando de campo.

Por exemplo, o clube indicaria os dois ou no máximo três estádios fixos em que vai jogar durante o Nacional. Não poderia escolher outro. Na Inglaterra, os times têm que determinar os locais de seus jogos como mandantes previamente. Assim, uma equipe não poderia simplesmente vender seu mando para atuar com predomínio de torcida adversária.

A própria CBF entende que a venda de mando de campo é prejudicial. Seu diretor de competições, Manoel Flores, afirmou que a proibição foi tomada para evitar “distorções técnicas na definição das posições cruciais, no topo e na parte de baixo da tabela”. E alegou o princípio da integridade da competição.

Ora, no Brasileiro de pontos corridos, toda rodada vale a mesma coisa. Os pontos disputados no início são tão importantes quanto os do final. Por que a integridade do campeonato não é preservada em todo o Brasileiro? Há um motivo: a CBF não quer acabar com o mercado de venda de campo para não esvaziar os estádios da Copa em locais sem futebol. E quem inventou esses elefantes brancos? O governo e a CBF.

A questão da venda de mando de campo já causou reclamações de times como o Atlético-MG, que pedia a proibição, e o Flamengo, que protestou pela mudança agora. Isso porque o Palmeiras jogou com o América-MG em Londrina, com torcida majoritária palmeirense, e o time rubro-negro não poderá fazer o mesmo.

Para mim, a mudança é equivocada, mas não dá para os clubes só chiarem quando o rival é beneficiado. O Flamengo não poderá jogar com o América-MG fora de Minas Gerais, mas enfrentou o Santos em Cuiabá, com torcida em seu favor apesar dos santistas serem mandantes. Já o Palmeiras jogará na Vila Belmiro, obviamente, bem mais difícil. Ou seja, no cômputo geral, não dá para dizer que um teve mais benefício do que o outro.

Esse tipo de discussão, no entanto, só acontece porque a CBF não cria uma regra fixa e de bom senso. Ou seja, proíbe as vendas de mando para todo o campeonato sem exceção. Como mostrado aqui, não é difícil fazê-lo e vai acabar com acusações de favorecimento. Mudar no meio do Brasileiro é o pior dos mundos.

PS: Haveria uma discussão legal se a CBF pode mudar a regra no meio do campeonato visto que isso é vetado pelo Estatuto do Torcedor. Mas o regulamento de competições e o da Série A já previa que a confederação teria direito de veto em mudanças de jurisdição de partidas. Portanto, a entidade só exerce esse direito.


Palmeiras e Fla revivem disputa acirrada no Brasileiro após cinco anos
Comentários Comente

rodrigomattos

A disputa rodada a rodada pelo título entre Flamengo e Palmeiras é a primeira em cinco anos no Brasileiro.  Desde 2011 que dois times não ficam emparelhados assim no Nacional neste estágio do campeonato – o time alviverde tem 54 pontos, e rubro-negro, 53. De 2012 em diante, na 27a rodada, o líder já tinha aberto vantagem e o segundo colocado não voltou a se aproximar.

Para se ter uma ideia, nos últimos quatro Nacionais, o campeão acabou com diferença de mais de 10 pontos sobre o vice em três deles: Corinthians (2015), Cruzeiro (2014 e 2013). Em 2012, o Fluminense terminou com cinco pontos a mais do que o Galo, mas o time carioca já tinha essa distância sólida desde a 27a rodada.

Em 2013, o Cruzeiro disparou e abriu 11 pontos de vantagem sobre o Grêmio neste estágio do campeonato e não foi mais ameaçado. No bicampeonato, o time mineiro tinha sete pontos de frente sobre o São Paulo e também ganhou com facilidade. No ano passado, o Corinthians abrira cinco sobre o Galo nesta rodada e o time mineiro não voltou a chegar perto.

Fla e Palmeiras se tornaram protagonistas na disputa pelos seus bons desempenhos recentes. Nas últimas dez rodadas, os dois times somaram 75% dos 60 pontos seguidos, isto é, rendimento superior ao do restante do campeonato. Acumularam 13 vitórias em 20 jogos, com apenas uma derrota.

Pelo histórico do campeonato, não se descarta uma virada que leve o Atlético-MG ao título nacional – o time mineiro também acumula vitórias recentes. Nos pontos corridos, times conseguiram tirar diferenças de cinco pontos faltando 11 rodadas, embora seja difícil. Uma taça para o Santos e Fluminense, com desvantagem de 10 e 11 para o líder, é bem mais improvável.

Impossível é prever agora o que vai ocorrer nas 11 rodadas finais. O cenário indica uma disputa equilibrada entre Flamengo e Palmeiras. Por isso, qualquer um que abrir um diferença de cinco pontos sobre o segundo colocado dificilmente perderá o campeonato.

 


Em meio à crise, Caixa investe mais do que o previsto no futebol em 2016
Comentários Comente

rodrigomattos

Apesar da crise econômica, a Caixa Econômica Federal investiu no futebol mais do que o previsto inicialmente para 2016. O patrocínio para clubes subiu 12% durante o ano, crescendo o número de camisas alcançadas. E há possibilidade de uma expansão maior com negociações com Fluminense e Botafogo.

Em janeiro, o superintendente nacional de Promoções e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon, informou ao blog que havia autorização para R$ 115 milhões de investimento em patrocínio. Na época, dizia que só faltava fechar com o Corinthians, e descartou Vasco, Botafogo e Flu. Isso deixava o banco com 11 clubes.

Nesta semana, ao negociar a marca com o Botafogo, a Caixa informou que já atingiu um total de R$ 128,5 milhões de patrocínios em clubes no ano.  São 17 times. Entraram posteriormente Vasco, Atlético-GO, Bahia, Goiás, Paysandu e Avaí. Essas duas equipes foram incluídas agora em setembro.

A assessoria da Caixa informou que os investimentos estão dentro do valor orçado para o ano, apesar de acima da estimativa inicial. E disse que ainda há espaço para novos patrocínios, embora não informe qual o valor máximo. É um crescimento acima da inflação visto que em 2014 e 2015 o patamar de dinheiro para o futebol girava em torno de R$ 100 milhões.

A expansão basicamente ocorreu com clubes da Série B. Agora, há sete da segunda divisão incorporados ao patrocínio do banco estatal, enquanto são dez da primeira divisão. Isso significa que 43% das equipes das duas principais divisões têm apoio da Caixa.

Isso sem contar o Botafogo que já encaminhou o seu patrocínio, e a negociação do Flu. Entre os patrocínios já fechados, o maior é o do Corinthians, com R$ 30 milhões, e o menor é o do Avaí, com R$ 400 mil. Ainda não há um número e um plano fechado da Caixa para 2017.


Contratos de TV de Estaduais emperram por Primeira Liga e briga política
Comentários Comente

rodrigomattos

A cinco meses de seus inícios, os Estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não têm contratos de televisão assinados com todos os clubes grandes. A situação é inédita visto que esses compromissos costumam ser renovados com antecedência. Os motivos são a Primeira Liga e a briga política envolvendo o Flamengo e a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro).

Seis dos grandes desses Estados (Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio e Internacional) estão confirmados na Primeira Liga. Esse é um dos motivos da dificuldade de renovação já que a Globo não sabia exatamente como a competição afetaria os Estaduais.

“A Globo deixou tudo para depois porque não sabia como seria a Sul-Minas e como se encaixaria no calendário da CBF. Já tivemos conversas, um namoro, mas só agora vai andar”, contou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto.  Segundo ele, a emissora chegou a fazer uma proposta no início do ano, mas não fechou.

Em Minas Gerais, a federação e os clubes ainda não assinaram contrato para o Estadual 2016. O blog não conseguiu apurar o empecilho, mas é fato que o Atlético-MG pode estar na Libertadores e na Primeira Liga ao mesmo tempo.

A questão mais complicada é no Rio de Janeiro. Pressionada por uma proposta do Esporte Interativo, a Globo subiu sua oferta para mais de R$ 100 milhões. Fluminense, Botafogo e Vasco aceitaram e já assinaram um contrato juntamente com a Ferj.

A questão é que o Flamengo recusou várias das condições do acordo. Primeiro, não quer que o dinheiro passe pela federação que já ameaçou reter suas cotas em desavenças anteriores. Depois, exigiu um corte no percentual da Ferj sobre o contrato. Há ainda uma exigência de mais dinheiro para o clube do que para os outros grandes.

Segundo apuração do blog, a Ferj estuda atender algumas das demandas rubro-negras. Já indicou que aceita que sua cota caia de 10% para 5%. Mas ainda não há um acordo. Oficialmente, a federação informou que não se pronunciaria sobre o assunto.

Entre os Estaduais mais representativos, o Paulista é o único que já teve renovação de contrato assinada ainda em 2015. Isso porque os grandes clubes nunca quiseram se associar às ligas e tiveram um aumento significativo de suas cotas, com a competição atingindo um total de R$ 150 milhões por ano.


Liga ‘abre porta’ ao Corinthians após briga com CBF, mas vê adesão difícil
Comentários Comente

rodrigomattos

Após o Corinthians anunciar rompimento com a CBF, a Primeira Liga indicou estar de portas abertas para receber a agremiação alvinegra. Anteriormente, o clube paulista tinha recusado um convite de integrar a nova entidade. A liga gostaria de ter a adesão corintiana mesmo que não pudesse jogar o torneio, mas não vê muita chance de isso acontecer hoje.

Quando descobriu que perderia Tite para a confederação, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, ficou irritado com o presidente da associação, Marco Polo Del Nero, e afirmou que haveria uma ruptura. Falou em fazer o melhor para o futebol mesmo que fosse uma liga. Antes, rejeitou a Primeira Liga em depoimento na Câmara e sempre apoiou a diretoria da CBF em eleições.

Enquanto isso, 15 clubes da liga brigaram com a CBF no início do ano para realizar a Primeira Liga. Depois, a liga adotou posição mais conciliadora com a confederação. Mas já declarou que seu objetivo final é organizar o Brasileiro.

“As portas da liga estão amplamente abertas ao Corinthians e seria um privilégio para a Primeira Liga e para o futuro do futebol brasileiro contar com a adesão do clube ao movimento”, afirmou o diretor jurídico da Primeira Liga, Eduardo Carlezzo.

Quem tinha feito o convite para o Corinthians integrar a liga anteriormente foi o presidente da entidade, Gilvan Pinho Tavares. Sua intenção era atrair os times paulistas para fortalecer o objetivo de organizar o Nacional. Nenhum topou. E agora dirigentes da liga também não veem grandes chances de isso mudar.

“Os times paulista têm o campeonato Estadual forte. Acharia muito difícil terem datas para jogar”, analisou  o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. Ele se mostrou cauteloso sobre a união política com o clube alvinegro, embora diga ter boa relação com este. “Essas coisas é bom esperar. Foi uma coisa pontual (briga por Tite). Vamos ver como ficar depois. E não quero me meter na briga dos outros.”

Mesma posição do presidente gremista, Romildo Bolzan Jr, outro articulador da liga, que afirmou não querer se envolver na situação corintiana.

No momento, a Liga conta com 15 clubes, sendo 11 da Série A do Brasileiro, entre eles, Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo e Fluminense. Houve um confronto com a CBF no início do ano para realizar o campeonato, mas depois disso ocorreu uma aproximação entre Bandeira de Mello, e a CBF. Ele foi com delegação brasileira para a Copa América dos EUA.