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Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta
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A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Com queda de renda, Corinthians não recebe recurso para manter arena
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O Corinthians não recebeu nenhum dos pagamentos mensais previstos para operar a sua arena em 2016 porque houve queda de arrecadação brusca do estádio. A informação consta em documentos do fundo do equipamento. Com a falta de repasses, o clube teve de bancar com os próprios recursos um total que pode chegar a R$ 15 milhões.

Pelo contrato entre Corinthians e fundo, o clube deveria receber um contraprestação de R$ 30 milhões para a operação da arena por ano de 2014 a 2016. Para se chegar a esse valor, é preciso calcular 20% da receita estimada para esses anos que era R$ 150 milhões em 2016. Desse total, seriam deduzidos os valores para pagar despesas como água, luz, gás, esgoto.

Fontes envolvidas com o negócio dizem que sobraria em torno de metade, isto é, R$ 15 milhões por ano. Isso inclui despesas como a equipe de funcionários da arena, manutenção do gramado e elevadores, entre outros itens. É isso que o Corinthians tem que bancar com recurso próprio.

Essa situação ocorreu porque as receitas do estádio em 2016 caíram em relação a 2015. No ano do título brasileiro, a bilheteria foi de R$ 73,8 milhões. No ano passado – embora não exista uma conta fechada-, a estimativa é de que o montante fique entre R$ 55 milhões e R$ 57 milhões. Com isso, não houve recursos para pagar o clube.

No contrato, há uma previsão de que pelo menos fosse paga um contraprestação mínima ao clube de R$ 500 mil mensais para quitar suas despesas. Dados de dentro do clube dizem que nem isso foi repassado ao Corinthians. O dinheiro foi apenas suficiente para pagar o financiamento do BNDES (ou melhor os juros dele) e as outras despesas que seriam descontadas.

Pior, para 2017, a regra contratual tem condições mais desfavoráveis. Até 2016 o cálculo era feito por meio da receita estimada. Agora, o clube terá direito a 20% da receita média dos anos de 2015 e 2016. Ou seja, isso vai girar em torno de R$ 13 milhões por ano, menos da metade da contraprestação atual.

Esses termos devem ser renegociados durante a reforma do acordo de financiamento com a Caixa Econômica Federal, que intermedeia o empréstimo do BNDES. Mas, por enquanto, ainda estão válidos esses pontos. Isso significa que o Corinthians está há 14 meses sem receber o dinheiro para operar o estádio.

Em resumo, essa penúria deve-se ao acordo comercial assinado pelo clube que previa receitas líquida com o estádio de até R$ 112 milhões até 2017. A renda bruta da arena não deve chegar à metade disso. O blog tentou contato com o vice-presidente de finanças do Corinthians, Emerson Piovezan, e o reponsável pela operação da arena, Lucio Blanco, mas ambos não responderam aos contatos.


Corinthians já deve R$ 1,4 bilhão pela arena, mas pode questionar valor
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A dívida do Corinthians pela construção da arena está em R$ 1,4 bilhão em valor presente (o atual sem considerar os juros futuros). O montante foi confirmado pelo blog com duas fontes envolvidas no negócio do estádio. Há, no entanto, uma corrente dentro da agremiação corintiana que defende um questionamento a esse total e ao seu pagamento integral.

O Corinthians ainda pode apelar para os CIDs (Certificados de Incentivo de Desenvolvimento), avaliados em R$ 450 milhões após os juros, para abatimento. Considerado esse valor como um ativo a ser realizado, a dívida líquida do clube ficaria em R$ 935 milhões. A Odebrecht e o clube ainda têm tido alguma dificuldade para negociar os títulos, mas, após uma primeira vitória na Justiça, acreditam que poderão vender todos.

A conta corintiana é dividida em quatro: empréstimo com o BNDES (R$ 450 milhões), debêntures emitidas pela Caixa Econômica em favor da Odebrecht (R$ 500 milhões), debêntures da própria empreiteira dadas como garantia (R$ 70 milhões) e o débito direto com a construtora (R$ 365 milhões). No total, o valor é de R$ 1,385 bilhão. Um outra fonte envolvida no negócio calculou em R$ 1,360 bilhão.

Até o momento o clube já pagou R$ 100 milhões do débito com dinheiro de bilheteria e do caixa próprio. Por isso, está sem receita de seus jogos.

Esse total da dívida é menor do que o calculado pela “Folha de S. Paulo” em julho de 2016 (R$ 1,64 bilhão) porque considera o valor presente, e não o que pode aumentar por conta dos juros futuros.  Isso porque, no momento, é difícil saber exatamente o impacto dos juros já que há uma renegociação em curso do débito do BNDES, e há taxas diversas para outras partes da dívida.

Outro motivo de controvérsia é o questionamento se a construtora realizou todo o previsto em contrato. Por isso, há uma auditoria contratada pelo Corinthians em curso, assim como uma comissão no Conselho Deliberativo para estudar o caso.

A expectativa de corintianos dos corintianos é de chegar a um valor justo pela obra, que no total custou R$ 985 milhões – depois, juros inflaram o total. A previsão é de que em breve o Corinthians tenha um relatório da auditoria especificando se houve irregularidades e cobranças excessivas nos contratos com a construtora. A Odebrecht nega essa prática.

Por isso, alguns dirigentes corintiano defendem que o BNDES deve ser pago, mas que a construtora não merece receber todos valores devidos. Isso reduziria drasticamente o total que poderia cair para algo em torno de R$ 900 milhões, ainda com o desconto dos CIDs.

O problema é que todos esses montantes descritos são amarrados por contratos dentro do fundo e da empresa Arena Itaquera. Caso não sejam quitados, é bem possível que a disputa acabe na Justiça, a não ser que as partes cheguem a um acordo.

 


Barça monitorou Vinicius Jr e mais três da Copinha, mas espera profissional
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O Barcelona de fato monitora o atacante Vinicius Jr, do Flamengo, há pelo menos um ano. Mas ele é apenas um de um grupo de atletas brasileiros acompanhados pelo time catalão. E o clube tem a política de investir só depois que o jogador vingar no profissional. Um alvo mais maduro é o lateral Jorge.

O clube espanhol tem uma equipe de 40 olheiros espalhados pelo país, entre contratados e agregados. Sistemas similares são desenvolvidos por outros grandes europeus. A questão é que nenhum deles pode contratar o jogador antes dos 18 anos pelas regras da Fifa.

No caso do Barça, há uma lista extensa de jogadores. Vinicius Jr entrou nela há um ano. Da Copinha, entraram na mira também Jean Lucas, meio-campista do Flamengo, Carlinhos, centroavante do Corinthians, e Shaylon, meia do São Paulo. Todos considerados bons jogadores e sendo observados pelo clube catalão.

A questão é que o Barça nem pensa em fazer proposta agora por nenhum desses jogadores mesmo os que já têm 18 anos. A intenção do clube é esperar o atleta subir para profissional e verificar se ele confirma as boas qualidades vistas no júnior. Depois, o Barça pode fazer uma proposta e tentar usar seu prestígio com jogadores brasileiros para atrai-los.

Um jogador que está nesta fase mais avançada, por exemplo, é outro rubro-negro: o lateral-esquerdo Jorge. O Barça observa sua carreira desde mais novo, assim como outros grandes europeus. A própria diretoria admite que pode vende-lo no meio do ano, caso algum time oferece pelo menos € 10 milhões (sua multa é € 30 milhões). Convocado para a seleção, ele se valorizou.

Um exemplo foi Gabriel Jesus. No ano passado, o Barcelona estava de olho nele, mas perdeu a corrida para o Manchester City. Chegou a olhar para Roger Guedes, porém ele caiu de rendimento. Portanto, o monitoramento nem sempre leva a uma proposta.


Auditoria investiga quanto saiu dos cofres do Corinthians para bancar arena
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Contratada pela diretoria alvinegra, a auditoria nas contas da Arena Corinthians investiga quanto de dinheiro do clube serviu para bancar o estádio em 2016. Nesta segunda-feira, o ex-presidente Andrés Sanchez afirmou que houve recursos da agremiação para pagar pelo equipamento. Desde dezembro, o grupo contratado para apurar problemas na arena tenta descobrir o valor investido pelo clube.

Há basicamente duas despesas com a arena alvinegra. Uma é o pagamento de juros da dívida com o BNDES já que foi suspensa a quitação do valor principal em acordo com a Caixa. Esse montante é de R$ 2 milhões mensais. A outra é o custo operacional que é de cerca de R$ 2,5 milhões também por mês. Isso inclui pagamentos de funcionários, em um total de R$ 30 milhões por ano, mas não contabiliza a manutenção.

A renda do estádio com bilheteria foi insuficiente para quitar todos os compromissos em 2016. No primeiro semestre, foram R$ 45 milhões em receita bruta, sendo o que sobrou líquido foram R$ 20 milhões. Mas, depois disso, ainda tem que ser pagas as parcelas da dívida com BNDES.

A auditoria já obteve a informação de que houve dinheiro do clube desembolsado para o estádio, assim como disse Andrés. No balancete de setembro de 2016, o Corinthians registrou um efeito negativo de R$ 18 milhões nas contas do clube. Mas não é certo qual o valor total de gasto do clube no estádio. Se tiver pago três prestações de juros, como disse Andres, seriam pelo menos R$ 6 milhões.

Por isso mesmo a auditoria faz a apuração para descobrir exatamente qual o volume de recursos alvinegros foram para estádio e se isso ocorreu de forma regular. Pelo acordo inicial, não deveria haver dinheiro do Corinthians no estádio, sendo usado apenas os recursos gerados pela própria arena. Se houvesse recurso do clube, no máximo, seria para pagar dívida, mas o custo operacional deveria ser só do fundo.

O Corinthians atravessa uma crise financeira e no seu futebol. O blog tentou esclarecimentos com o diretor financeiro, Emerson Piovezan, mas ele não retornou as ligações.

 


Estádio dá ao Palmeiras vantagem de R$ 150 mi sobre Corinthians em 2 anos
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Quando decidiram fazer seus estádios, Palmeiras e Corinthians adotaram modelos de negócios completamente diferente. Houve uma longa discussão sobre quem teria a melhor fórmula. Passados dois anos das arenas em funcionamento, o clube alviverde teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em renda sobre o rival, de acordo com levantamento do blog.

No modelo escolhido, o Corinthians decidiu criar uma estrutura de empresas para financiar a construção de seu estádio com empréstimo do BNDES e incentivo fiscal. Depois, ainda usou dinheiro da Odebrecht. As rendas da arena seriam todas destinadas ao pagamento desta conta, o que tirava a renda do clube com bilheteria. Hoje, a perspectiva é de que se alongue o pagamento da dívida por pelo menos 20 anos.

Já o Palmeiras fechou uma parceria com a W/Torre pela qual cedida o estádio e o terreno por 30 anos. A construtora realizava toda arena e cedia as rendas de bilheteria para o clube, ficando com o direito de exploração para shows e outros eventos.

Levantamento nas contas do fundo Arena Imobiliário e nas bilheterias do clube mostra que o estádio corintiano teve uma arrecadação em torno de pelo menos R$ 147,5 milhões em dois anos e meio de funcionamento. Pelas contas do fundo, foram R$ 119,3 milhões até o meio de 2016. As bilheterias corintianas somadas no segundo semestre foram de R$ 28,2 milhões.

No mesmo período, o Palmeiras deve registrar receita um pouco superior com o Allianz Parque. Em 2015, descreveu R$ 87,2 milhões em arrecadação com jogos em seu balanço.

Não há um número total fechado para 2016 já que o balanço não se encerrou. Mas as receitas de bilheteria do ano foram de R$ 59,6 milhões. Ou seja, o total chega a pelo menos R$ 146,8 milhões. Esse número certamente será maior já que o Palmeiras tem direito a um percentual pequeno da renda de eventos e de naming rights.

Feitas as contas, em dois anos com os estádios novos, o Palmeiras teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em seus cofres sobre o rival o que se reflete na situação financeira dos dois clubes. E pelo cenário atual isso deve perdurar.

Como deve prolongar a dívida com o BNDES por 20 anos, e tem outros débitos com a Odebrecht, o Corinthians pode ficar duas décadas sem bilheteria. A situação se agrava porque há a dívida privada, pela falta de venda de naming rights e de negociação da maior parte dos CIDs. Assim, é difícil dizer quando de fato o clube conseguirá cobrir o R$ 1,1 bilhão do custo do estádio.

No cenário mais otimista, de pagamento do débito corintiano em 20 anos,  a escolha do modelo de negócios de estádios representará uma diferença de R$ 1,5 bilhão em favor do Palmeiras sobre o rival em neste período. E, em 10 anos mais, o próprio Palmeiras terá seu estádio integralmente. Ou seja, não há dúvida hoje de quem fez o melhor negócio.


Corinthians desistiu de Rueda sem que ele tivesse renovado com Nacional
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A desistência do Corinthians de contratar o técnico do Atlético Nacional, Reinaldo Rueda, ocorreu sem que ele tivesse acertado sua renovação com o clube colombiano para 2017. Ou seja, na prática ele ainda estava livre. Foi o que deixou claro o diretor de gestões humanas do Nacional, Daniel Jiménez, no sorteio da Libertadores.

O cartola colombiano informou que ainda está procurando um acerto com o treinador campeão da Libertadores. “Estamos trabalhando. Esperamos que fique”, contou. Ele afirmou desconhecer qualquer proposta do Corinthians pelo treinador.

Nas palavras de Jiménez, não houve também nenhuma oferta feita pelo Palmeiras ou Santos pelo meio-campista Guerra, eleito o melhor jogador da Libertadores. “Não sabemos nada. Para nós, não chegou nada. Ninguém me procurou aqui.”


Maioria de clubes deve ser suficiente para suspender descenso da Chape
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No dia da tragédia da Chapecoense, um grupo de clubes articulou um movimento para suspender por três anos o rebaixamento do time catarinense. O pedido será oficializado à CBF nos próximos dias. Mas uma maioria dos clubes do Brasileiro da Série A deve ser suficiente para aprovar a medida para 2017.

Isso porque o primeiro passo para suspender o rebaixamento é fazer uma mudança no regulamento do Brasileiro para o próximo ano. É o Conselho Técnico da Série A , compostos pelas próprias equipes, quem decide o formato e as regras do Nacional. Essa decisão se dá por maioria qualificada, ou seja, cada time tem voto de acordo com sua posição no campeonato de 2016.

Até terça-feira, entre aqueles da Primeira Divisão, já haviam se manifestado a favor da suspensão: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo e Atlético-PR. Se a própria Chapecoense for incluída, haveria uma maioria. Resta saber se seriam vencedores no voto qualificado, o que depende da tabela, e se todos irão confirmar a proposta no conselho.

Pelo Estatuto da CBF, a entidade tinha o direito de aprovar ou não o que for votado pelos clubes. Mas, em 2015, o presidente da confederação Marco Polo Del Nero prometeu que daria autonomia para os times tomarem as decisões sobre o Nacional. Assim, essa prerrogativa foi retirada.

Nesta terça, fontes da CBF confirmaram que uma decisão dos clubes não seria contrariada pela sua cúpula. Mas a confederação não recebeu o pedido ainda e não quer falar sobre isso logo após a tragédia. Até porque os times ainda preparam o ofício com a proposta para ser entregue até sexta-feira.

Pela proposta, seriam mantidos quatro rebaixados em 2017, mas a Chapecoense estaria imune mesmo se ficasse entre os quatro últimos. A proposta foi articulada entre o grupo jurídico dos times de Série A e B que rapidamente conversou após o acidente, e levou aos seus presidentes para aprovação. A inspiração foi no que ocorreu na Itália com o Torino após acidente na década de 40.

Há outra potencial barreira: o estatuto do torcedor. Pela legislação, um regulamento tem que ser mantido por dois anos seguidos, o que já ocorreu. E tem de ser respeitado o critério técnico para descenso e acesso. Na opinião de dois advogados dos clubes ouvidos pelo blog, esse critério continuaria a ser atendido, e a concordância da maioria dos times mostraria que a exceção deve ser aceita.

Entre os advogados, admite-se a possibilidade de que a alteração do regulamento tenha que ser aprovada no CNE (Conselho Nacional do Esporte). Esse órgão é presidido pelo ministro do Esporte. Mas, dificilmente se houver consenso entre clubes e CBF, o governo vai se opor.

Outros clubes participam do grupo que discutiu o apoio à Chapecoense, mas ainda estudam as medidas de apoio para o clube ou entendem que não é o momento de falar nisso logo após a tragédia.


Auditoria corintiana vê lucro indevido da Odebrecht em conta da arena
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A auditoria contratada pelo Corinthians analisa supostas cobranças indevidas feitas pela Odebrecht na conta de R$ 1,2 bilhão da sua arena. Entre os pontos, há um questionamento de inclusão de R$ 27 milhões de lucro da construtora na conta final que, por compromisso, não deveria existir. Extraoficialmente, a construtora alega que não teve lucro nenhum porque o dinheiro foi usado para cobrir aumento de despesas com custos extras.

As supostas cobranças indevidas foram verificadas pela auditoria Claudio Cunha e por advogados contratados pelo clube que analisam as despesas do estádio. Contratos com fornecedores da arena também estão sendo alvo de escrutínio desse grupo. Ao final, o Corinthians decidirá se requisita o desconto da dívida do clube.

Como mostrado pelo blog, mudanças contratuais fizeram saltar o valor inicial de R$ 820 milhões para R$ 985 milhões. Contratações de overlays para a Copa-2014 e juros elevaram a conta para R$ 1,2 bilhão. O Corinthians só pagou uma pequena parte desse valor, tendo dívida de R$ 350 milhões só com a construtora.

Bem, neste valor de R$ 985 milhões, foram incluídos 4% de lucro bruto para a Odebrecht, além de outros 4% de taxa de administração da obra. Ou seja, de lucro, estavam previstos R$ 39 milhões para a construtora. Posteriormente, um aditivo estabeleceu que esse valor ficaria em R$ 27 milhões.

A empreiteira prometeu em diversas ocasiões que não teria lucro. Foi feita uma ata assinada pelas partes confirmando que não haveria esse ganho extra da Odebrecht. No entanto, ao final da obra, a construtora cobrou o preço integral e deu a obra como concluída sem que ela estivesse integralmente pronta.

É nisso que a auditoria se baseia para exigir que o lucro seja excluído, além de outros itens. A auditoria está reunindo documentos de dois levantamentos sobre as obras do estádio, feito agora pela Claudio Cunha Engenharia e pela Tessler. Será feito um documento final em que se apontarão os supostos prejuízos do clube.

Em contrapartida, na versão extraoficial, a Odebrecht argumenta que o seu lucro foi usado como contingência para cobrir itens da obra que extrapolaram os valores previstos inicialmente.  Entre os itens citados, estão uma instalação para liberar fumaça, novos locais para imprensa e vidros da cobertura. Alguns itens já estavam na estimativa inicial e custaram mais do que o previsto, outros tiveram de ser incluídos. Essa é a versão da  construtora.

Segundo a Odebrecht, todos esses valores estão detalhados na conta final da obra que está disponível no fundo que controla o estádio desde o final de 2015. A construtora alega que basta a auditoria consultar os documentos para ver que não sobrou lucro.

A tese é rebatida na auditoria onde se afirma que já foram feitas diversas reivindicações de documentos à construtora e nenhum deles foi recebido. A argumentação é de que empreiteira tem constantemente sonegado essa documentação para evitar a realização da auditoria.

Por fim, a versão da Odebrecht é de que só levou prejuízo na obra pois teve que financia-la com empréstimos e capital próprio. Foram feitos empréstimos com bancos privados e com o BNDES. Só diretamente à construtora o clube deve R$ 350 milhões. Em contrapartida, representantes corintianos dizem que a empreiteira já recebeu por meio dinheiro por meio desses mútuos.

Quando encerrada a auditoria, ficará a questão se a diretoria corintiana cobrará que a empreiteira desconte os supostos itens indevidos. Ao mesmo tempo, em meio à disputa, a Odebrecht poderá endurecer na cobrança da dívida do clube pelo estádio.