Blog do Rodrigo Mattos

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Times de SP ganham R$ 1,6 bi em 2016. Corinthians lidera com luvas da Globo
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Os quatro grandes clubes de São Paulo ganharam R$ 1,643 bilhão em 2016, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O número consta de estudo da consultoria BDO Sports Management. O Corinthians lidera a arrecadação do Estado, superando o Palmeiras graças às luvas pagas pela TV Globo.

Ressalte-se que o fato de o time corintiano ter ganho mais dinheiro não significa que suas contas estão em melhor estado do que as palmeirenses. Seu superávit foi de um terço dos rivais por excesso de despesa, e a renda recorde só ocorreu por causa de dinheiro extraordinário (luvas e vendas de jogadores).

De qualquer maneira, a boa notícia é que os quatro clubes apresentaram o seu maior superávit conjunto com R$ 175 milhões, sendo mais da metade vindo do Palmeiras. Isso depois de dois anos seguidos de rombos, principalmente nos casos de São Paulo e Corinthians. Assim, a consultoria BDO calculou uma queda de dívida de 4% para os times.

“Depois de oito anos seguidos de alta, o endividamento líquido dos quatro maiores clubes de São Paulo apresentou uma pequena redução no último ano”, explicou o relatório da BDO. No total, os quatro têm dívida líquida de R$ 1,561 bilhão. Veja um resumo de cada um dos quatro clubes segundo números da BDO:

Corinthians

O Corinthians teve R$ 485,5 milhões em receitas operacionais em 2016, quase R$ 200 milhões a mais do que em 2015. Desse total, R$ 80,7 milhões são de luvas da Globo pela assinatura do novo contrato do Brasileiro para 2019. Com isso, o Corinthians somou R$ 230 milhões em receitas de televisão, ou 47% do total. A venda de jogadores (R$ 144 milhões) foi outro fator, mas metade não ficou com o clube por pertencer a parceiros. Seu superávit foi de R$ 31 milhões, evitando o rombo dos dois anos anteriores.

A contabilização das luvas como receitas no ano da assinatura não era recomendado por norma no Conselho de Contabilidade até 2015. Deveria só entrar no ano do contrato. Mas a Apfut (órgão de controle do Profut) tem indicado aos times que façam esse registro na receita a partir deste balanço de 2016. Flamengo e Santos fizeram o mesmo. A norma ainda não está consolidada.

Palmeiras

Bem menos dependente da televisão, o Palmeiras teve uma receita operacional de R$ 468,6 milhões. O levantamento da BDO aponta que 27% das suas rendas vêm de direitos de TV. O clube teve 19% de publicidade e 15% de bilheteria.

Há de se fazer uma ressalva que, se fossem consideradas as receitas financeiras, o Palmeiras teria um total de renda bruta maior do que o do Corinthians. Com essas receitas, o clube atinge R$ 498 milhões. Não por acaso o Palmeiras teve o maior superávit com R$ 89 milhões.

São Paulo

Sua receita ficou longe dos dois rivais da capital com R$ 393,4 milhões, mas apresentou um crescimento de R$ 60 milhões em relação ao ano anterior. Desse total, um terço vem da televisão, 28% de transferências de jogadores e apenas 9% de publicidade.

Seu superávit foi de apenas 800 mil, o menor entre os quatro grandes clubes do Estado. Ressalte-se que pelo menos o clube conseguiu evitar os rombos nos balanços verificados nos dois últimos anos.

Santos

O Santos também contabilizou as luvas do contrato de televisão do Brasileiro-2019 em seu balanço. Por isso teve um salto para R$ 295,8 milhões em relação a 2015 quando sua renda foi de R$ 169,9 milhões. Apesar de ser a menor renda entre os grandes paulistas, obteve um superávit de R$ 54 milhões, inferior apenas ao Palmeiras.

Assim como o Corinthians, o Santos se mostra bastante dependente da receita de televisão com 50% do total vindo dos contratos de direitos de transmissão. Outros 25% vieram de transferências de jogadores.


Conmebol inclui Arena Corinthians e Allianz Parque na Copa América-2019
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Em reunião em Santiago, dirigentes da CBF e da Conmebol traçaram um plano prévio da Copa América-2019 com sedes e quantidades de times. Entre os sete locais escolhidos, ficou acertado que São Paulo terá duas sedes com o Allianz Parque e a Arena Corinthians. A informação foi publicada primeiro no Globo.com e confirmada pelo blog.

Uma das prioridades dos vigentes é realizar uma Copa América com contenção de custos no Brasil. Assim, a intenção é que a competição fique restrita a poucas sedes com deslocamento reduzido. Já certas estão São Paulo (2), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. Há a possibilidade da inclusão de Fortaleza e de Recife com a Arena Pernambuco.

Esse é plano inicial, mas os organizadores ainda terão de discutir com os donos dos estádios para fechar o cronograma de jogos para as 16 seleções previstas. O Comitê Organizador Local será formado em acordo entre a Conmebol e a CBF. Serão eles que negociarão com os donos dos estádios a cessão desses.

Depois, a confederação estabelecerá um orçamento para a competição. A Conmebol deve ter bastante peso nas decisões sobre a Copa América já que bancará a maior parte dos custos da competição. Balanço da entidade apontou que a competição, quando realizada nos EUA, foi bastante rentável atingindo receita de quase US$ 90 milhões.

Ainda não há informação de quanto tempo os estádios terão de ser usado exclusivamente para a Copa América. Normalmente, o Brasileiro não para para a Copa América. Mas a intenção da CBF é reduzir bastante o período de cessão para não repetir os prejuízos cometidos pela Copa-2014 e porque não haverá necessidade de grandes estruturas.

Pelo plano inicial, o Allianz Parque será o único estádio da Copa América que não foi utilizado na Copa-2014. Isso porque, em Porto Alegre, há uma preferência pelo Beira-Rio em relação à Arena Grêmio.


Planilhas apontam R$ 4,1 mi ilegais da Odebrecht por Arena Corinthians
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Planilhas da Odebrecht que constam em inquéritos da Lava-Jato

Incluídas em inquéritos da Lava-Jato, planilhas da Odebrecht apontam R$ 4,1 milhões em pagamentos ilegais por conta da Arena Corinthians. Esses documentos são do departamento de operações estruturadas e não têm indicação de destinatário. As planilhas foram mapeadas pelo blog em inquéritos da operação tornados públicos na semana passada.

Há um inquérito relacionado à Arena Corinthians no STF (Supremo Tribunal Federal) mantido em sigilo pelo ministro Edson Fachin. Um dos pontos investigados é o suposto pagamento de Caixa 2 para o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez.

Como já mostrado pela “Folha de S. Paulo”, há uma planilha que indica o pagamento de R$ 3 milhões para o ex-deputado em contribuições ilegais de campanha. Ele negou que tenha recebido. Ao explicar o propósito do pagamento, a planilha tem escrito na linha do nome de Andres: “importante interlocutor para a gestão do contrato para as obras/operação da Arena Corinthians”.

Mas há outras planilhas do departamento de operações estruturadas em que não constam nomes, mas apenas codinomes. Dentro desse setor da Odebrecht, só constavam pagamentos por fora, não contabilizados oficialmente. Em delações, ex-executivos da construtora indicaram que a maior parte era propina ou Caixa 2, embora não todos.

Pois bem, o blog identificou dez pagamentos feitos por esse departamento da Odebrecht em que constam como explicação “Arena Corinthians”. São em datas diferentes, o que indica que não são registros repetidos. Nesses, o codinome em geral é Timão. E há outros com codinomes como Azeitona, Papai Noel, Trenó, Rena.

Os pagamentos começam em fevereiro de 2014. Naquele mês, há dois em menores valores, em total de R$ 15 mil, e há um de R$ 500 mil no dia 25. No mesmo período, é datada de 17 de fevereiro a ata assinada por executivos da Odebrecht e do Corinthians que estabeleceu o aumento do preço da obra do estádio de R$ 820 milhões para R$ 985 milhões. O documento foi assinado de fato alguns dias depois e teve data retroativa, segundo apurou o blog.

Pela Odebrecht, assinaram Antonio Gavioli, cujo nome consta nas planilhas como responsável pelos pagamentos por fora pela arena, e Luis Bueno, que fez delação sobre o estádio mantida em sigilo. Pelo Corinthians, assinou Andrés Sanchez.

Os outros pagamentos que constam das planilhas são no período entre agosto e outubro de 2014. Esse é o período da eleição em que a outra planilha da Odebrecht indica pagamento a Andres. Segundo apurou o blog, pode haver coincidências de registros entre esses dois documentos. Por isso, não foram somados os pagamentos teoricamente destinados ao deputado no total.

Em 13 de agosto, a planilha registra um total de R$ 1,3 milhão em dois pagamentos da Odebrecht referente ao estádio, com os codinomes Azeitona e Timão. Em 2 de setembro, a Odebrecht enviou o Boletim de avanço de obra para o Corinthians, informando que o total de R$ 985 milhões da obra tinha sido todo gasto.

Até outubro há um total de R$ 3,6 milhões referentes à arena neste período eleitoral. Com os pagamentos de fevereiro, todos os valores referentes ao estádio chega a R$ 4,1 milhões.

O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez nega ter havido pagamentos referentes à arena pela empreiteira: “Não houve pagamento na Arena Corinthians. Não tem nada. Não sei, a planilha não é minha. Se houve algum rolo na Arena, o Corinthians é vítima. É vítima. Não fiquei sabendo de nada. Se houve alguma coisa, o Corinthians é vítima”, disse ele.

Procurada, a Odebrecht não respondeu as perguntas e emitiu uma nota: “A Odebrecht S.A entende que é de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos específicos feitos pelos seus executivos e ex-executivos. A empresa está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas.”

O Corinthans já emitiu nota oficial em que afirma que vai apurar possíveis irregularidades relacionadas às delações no estádio. Em delação, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht afirmou que não pagou propina na Arena Corinthians: disse que o que poderia ter havido foi Caixa 2 para Andres.

Lista de pagamentos feito pela Odebrecht referente à Arena Corinthians:

25/2/2014 – Papai Noel – R$ 500 mil

25/2/2014 – Rena – R$ 5 mil

27/2/2014 – Trenó – R$ 10 mil

13/8/2014 – Azeitona – R$ 300 mil

13/8/2014 – Timão – R$ 1 milhão

19/8/2014 – Timão – R$ 300 mil

11/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

18/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

25/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

16/10/2014 – Timão – R$ 500 mil

Colaborou Diego Salgado


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Estaduais têm erros bizarros de árbitros, mas federações só pensam no poder
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Na semana em que as federações estaduais aumentaram seu poder, os Estaduais organizados por elas exibiram erros bizarros de arbitragem. As competições ainda tiveram desfalques importantes por jogadores estarem com as seleções e horário esdrúxulo para um clássico. Ou seja, a CBF e a federações fortaleceram um sistema que se mostra decadente.

No clássico carioca, disputado em Brasília, o árbitro Luis Antônio Silva Santos, o Índio, marcou um pênalti para o Vasco após suposta mão do lateral René. O problema é que a bola bateu claramente em parte de sua barriga. De frente para o lance, o meia Nenê disse ter visto pênalti e bateu para empatar.

Antes, o mesmo juiz protagonizou cena de cinema ao se desequilibrar após tomar uma barrigada de Luis Fabiano. É absurdo achar que um jogador pode encostar e tentar intimidar um árbitro e continuar em campo, ou seja, o vermelho foi correto. Mas a sua reação ao lance ao cair para trás pareceu exagerada. A anulação de um gol do Fla por impedimento, segundo o analista Salvio Espínola, da ESPN, foi correta já que Damião tentou disputar a bola.

No Morumbi, o árbitro Vinicius Furlan ignorou um entrada dura de Wellington Nem em Arana que deveria ter resultado em cartão vermelho. Quase no final do jogo, ele expulsou o mesmo jogador por supostamente atingir um rival sendo que seu braço não tem nenhuma ação violenta contra o corintiano. Houve ainda questionamento são-paulino sobre uma expulsão de Pablo que fez falta para amarelo e foi perdoado.

Foram atuações horrorosas dos dois árbitros nos clássicos, mas estão longe de ser exceção. Para lembrar os casos mais graves, o corintiano Gabriel foi expulso no clássico com o Palmeiras porque o juiz Thiago Peixoto o confundiu ele com Maycon. No Sul, um árbitro deu um pênalti contra o Inter após a bola bater no corpo do colorado Junio.

Esses são só os exemplos mais clamorosos de erros de arbitragem em competições que literalmente se arrastam neste primeiro semestre em uma maioria de jogos desinteressantes. No Rio, por exemplo, Flamengo e Fluminense, já classificados às semifinais, estão jogando só para cumprir tabela.

Quando há clássicos, além dos erros, ainda há desfalques já que os Estaduais continuam em datas Fifa. O Flamengo jogou sem Guerrero, Diego e Trauco, o Vasco sem Martín Silva. O São Paulo não tinha Cueva e Pratto, o Corinthians, Romero.

Pior, a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) ainda marcou um clássico entre Fluminense e Botafogo na quinta-feira que começou enquanto ainda havia bola rolando na partida das eliminatórias entre Brasil e Uruguai. Sim, um Engenhão esvaziado tinha um jogo simultâneo, por alguns minutos, ao da seleção.

É neste cenário que a CBF e as federações articularam a manobra que lhes deu mais poder na eleição na entidade e tirou peso do votos dos clubes. Os dois fatos estão associados. Ao manter as federações poderosas, a confederação descarta qualquer mudança no calendário que dá 18 datas para os Estaduais e essas bizarrices vistas em 2017.

Ao mesmo tempo, a confederação posterga a implantação do árbitro eletrônico que poderia minimizar esses erros, alegando falta de dinheiro. Nada de profissionalização também, medida já largamente adotada na Europa. Limitam-se a afastar um árbitro atrás do outro, como já ocorreu com Índio, como quem enxuga gelo.

Ora, se a CBF e as federações não querem investir em arbitragem, por que não deixar que os clubes o façam organizando os próprios campeonatos? Porque desta forma iriam abrir mão de poder. Não, o objetivo é perpetuar um sistema que impõe jogos desinteressantes, falhas gritantes na organização dos campeonatos, tudo sob a mão firme de quem pouco se importa com isso.

 


Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta
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A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Com queda de renda, Corinthians não recebe recurso para manter arena
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O Corinthians não recebeu nenhum dos pagamentos mensais previstos para operar a sua arena em 2016 porque houve queda de arrecadação brusca do estádio. A informação consta em documentos do fundo do equipamento. Com a falta de repasses, o clube teve de bancar com os próprios recursos um total que pode chegar a R$ 15 milhões.

Pelo contrato entre Corinthians e fundo, o clube deveria receber um contraprestação de R$ 30 milhões para a operação da arena por ano de 2014 a 2016. Para se chegar a esse valor, é preciso calcular 20% da receita estimada para esses anos que era R$ 150 milhões em 2016. Desse total, seriam deduzidos os valores para pagar despesas como água, luz, gás, esgoto.

Fontes envolvidas com o negócio dizem que sobraria em torno de metade, isto é, R$ 15 milhões por ano. Isso inclui despesas como a equipe de funcionários da arena, manutenção do gramado e elevadores, entre outros itens. É isso que o Corinthians tem que bancar com recurso próprio.

Essa situação ocorreu porque as receitas do estádio em 2016 caíram em relação a 2015. No ano do título brasileiro, a bilheteria foi de R$ 73,8 milhões. No ano passado – embora não exista uma conta fechada-, a estimativa é de que o montante fique entre R$ 55 milhões e R$ 57 milhões. Com isso, não houve recursos para pagar o clube.

No contrato, há uma previsão de que pelo menos fosse paga um contraprestação mínima ao clube de R$ 500 mil mensais para quitar suas despesas. Dados de dentro do clube dizem que nem isso foi repassado ao Corinthians. O dinheiro foi apenas suficiente para pagar o financiamento do BNDES (ou melhor os juros dele) e as outras despesas que seriam descontadas.

Pior, para 2017, a regra contratual tem condições mais desfavoráveis. Até 2016 o cálculo era feito por meio da receita estimada. Agora, o clube terá direito a 20% da receita média dos anos de 2015 e 2016. Ou seja, isso vai girar em torno de R$ 13 milhões por ano, menos da metade da contraprestação atual.

Esses termos devem ser renegociados durante a reforma do acordo de financiamento com a Caixa Econômica Federal, que intermedeia o empréstimo do BNDES. Mas, por enquanto, ainda estão válidos esses pontos. Isso significa que o Corinthians está há 14 meses sem receber o dinheiro para operar o estádio.

Em resumo, essa penúria deve-se ao acordo comercial assinado pelo clube que previa receitas líquida com o estádio de até R$ 112 milhões até 2017. A renda bruta da arena não deve chegar à metade disso. O blog tentou contato com o vice-presidente de finanças do Corinthians, Emerson Piovezan, e o reponsável pela operação da arena, Lucio Blanco, mas ambos não responderam aos contatos.


Corinthians já deve R$ 1,4 bilhão pela arena, mas pode questionar valor
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A dívida do Corinthians pela construção da arena está em R$ 1,4 bilhão em valor presente (o atual sem considerar os juros futuros). O montante foi confirmado pelo blog com duas fontes envolvidas no negócio do estádio. Há, no entanto, uma corrente dentro da agremiação corintiana que defende um questionamento a esse total e ao seu pagamento integral.

O Corinthians ainda pode apelar para os CIDs (Certificados de Incentivo de Desenvolvimento), avaliados em R$ 450 milhões após os juros, para abatimento. Considerado esse valor como um ativo a ser realizado, a dívida líquida do clube ficaria em R$ 935 milhões. A Odebrecht e o clube ainda têm tido alguma dificuldade para negociar os títulos, mas, após uma primeira vitória na Justiça, acreditam que poderão vender todos.

A conta corintiana é dividida em quatro: empréstimo com o BNDES (R$ 450 milhões), debêntures emitidas pela Caixa Econômica em favor da Odebrecht (R$ 500 milhões), debêntures da própria empreiteira dadas como garantia (R$ 70 milhões) e o débito direto com a construtora (R$ 365 milhões). No total, o valor é de R$ 1,385 bilhão. Um outra fonte envolvida no negócio calculou em R$ 1,360 bilhão.

Até o momento o clube já pagou R$ 100 milhões do débito com dinheiro de bilheteria e do caixa próprio. Por isso, está sem receita de seus jogos.

Esse total da dívida é menor do que o calculado pela “Folha de S. Paulo” em julho de 2016 (R$ 1,64 bilhão) porque considera o valor presente, e não o que pode aumentar por conta dos juros futuros.  Isso porque, no momento, é difícil saber exatamente o impacto dos juros já que há uma renegociação em curso do débito do BNDES, e há taxas diversas para outras partes da dívida.

Outro motivo de controvérsia é o questionamento se a construtora realizou todo o previsto em contrato. Por isso, há uma auditoria contratada pelo Corinthians em curso, assim como uma comissão no Conselho Deliberativo para estudar o caso.

A expectativa de corintianos dos corintianos é de chegar a um valor justo pela obra, que no total custou R$ 985 milhões – depois, juros inflaram o total. A previsão é de que em breve o Corinthians tenha um relatório da auditoria especificando se houve irregularidades e cobranças excessivas nos contratos com a construtora. A Odebrecht nega essa prática.

Por isso, alguns dirigentes corintiano defendem que o BNDES deve ser pago, mas que a construtora não merece receber todos valores devidos. Isso reduziria drasticamente o total que poderia cair para algo em torno de R$ 900 milhões, ainda com o desconto dos CIDs.

O problema é que todos esses montantes descritos são amarrados por contratos dentro do fundo e da empresa Arena Itaquera. Caso não sejam quitados, é bem possível que a disputa acabe na Justiça, a não ser que as partes cheguem a um acordo.

 


Barça monitorou Vinicius Jr e mais três da Copinha, mas espera profissional
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O Barcelona de fato monitora o atacante Vinicius Jr, do Flamengo, há pelo menos um ano. Mas ele é apenas um de um grupo de atletas brasileiros acompanhados pelo time catalão. E o clube tem a política de investir só depois que o jogador vingar no profissional. Um alvo mais maduro é o lateral Jorge.

O clube espanhol tem uma equipe de 40 olheiros espalhados pelo país, entre contratados e agregados. Sistemas similares são desenvolvidos por outros grandes europeus. A questão é que nenhum deles pode contratar o jogador antes dos 18 anos pelas regras da Fifa.

No caso do Barça, há uma lista extensa de jogadores. Vinicius Jr entrou nela há um ano. Da Copinha, entraram na mira também Jean Lucas, meio-campista do Flamengo, Carlinhos, centroavante do Corinthians, e Shaylon, meia do São Paulo. Todos considerados bons jogadores e sendo observados pelo clube catalão.

A questão é que o Barça nem pensa em fazer proposta agora por nenhum desses jogadores mesmo os que já têm 18 anos. A intenção do clube é esperar o atleta subir para profissional e verificar se ele confirma as boas qualidades vistas no júnior. Depois, o Barça pode fazer uma proposta e tentar usar seu prestígio com jogadores brasileiros para atrai-los.

Um jogador que está nesta fase mais avançada, por exemplo, é outro rubro-negro: o lateral-esquerdo Jorge. O Barça observa sua carreira desde mais novo, assim como outros grandes europeus. A própria diretoria admite que pode vende-lo no meio do ano, caso algum time oferece pelo menos € 10 milhões (sua multa é € 30 milhões). Convocado para a seleção, ele se valorizou.

Um exemplo foi Gabriel Jesus. No ano passado, o Barcelona estava de olho nele, mas perdeu a corrida para o Manchester City. Chegou a olhar para Roger Guedes, porém ele caiu de rendimento. Portanto, o monitoramento nem sempre leva a uma proposta.