Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Espanha

Espanha se irritou com aviso de Lopetegui sobre Real pouco antes de anúncio
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O técnico Julen Lopetegui avisou a federação espanhola de seu acerto com o Real Madrid horas antes do anúncio oficial feito pelo clube. Esse foi o principal motivo da irritação dos dirigentes espanhóis que decidiram demitir na manhã desta quarta-feira. Durante coletiva, o presidente da federação Luis Rubiales chegou a falar em aviso cinco minutos antes do anúncio.

O anúncio do Real Madrid de que tinha contratado o técnico da Espanha ocorreu na terça-feira. Foi uma surpresa para a federação espanhola que foi avisada por Lopetegui e pelo Real Madrid no mesmo dia, poucas horas antes. Isso foi encarado como uma falta de consideração tanto do clube quanto do treinador.

Apenas três semanas antes, Lopeteguei tinha renovado seu contrato com a federação espanhola até 2020. Há uma multa de 2 milhões de euros a ser paga pela rescisão do contrato.

Pego de surpresa, o presidente da federação espanhola Luis Rubiales deixou Moscou às pressas para a cidade onde está concentrada o time nacional. Ele participou de reuniões durante a manhã de quarta-feira para decidir o destino de Lopetegui e acabou optando por demiti-lo.


Conmebol planeja incluir Espanha e Portugal na Copa América no Brasil
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A Conmebol estuda incluir Espanha e Portugal, e mais quatro países, na Copa América-2019, no Brasil. O assunto foi discutido com a Fifa em reuniões durante o Congresso da entidade no Bahrein. A informação foi publicada inicialmente pelo Globo.com e confirmada pelo blog.

Em sua nova proposta mais comercial, a Conmebol quer tornar a competição mais atrativa e por isso foi feito um formato com 16 times. Desses, dez seriam os tradicionais times da América da Sul e outros seis seriam de fora do continente.

Assim, a ideia é convidar Espanha e Portugal, da Europa, México e EUA, da América do Norte, e dois times asiáticos a definir. Desta forma, astros como Cristiano Ronaldo, Iniesta e Piqué voltariam a atuar no Brasil cinco anos após a Copa. Isso aumentará o valor econômico da competição.

Nenhum dos países foi contatada até agora. Ou seja, essas seleções teriam de aceitar o convite da Conmebol e, mais do que isso, teria de ser resolvida uma questão de calendário já que não há competição europeia de seleções no mesmo período. A presença de México e EUA pois já disputaram a Copa América quando esta foi em território norte-americano, em 2016.

A Copa América do Brasil será disputada primordialmente no Sul e no Sudeste, já tendo duas sedes confirmadas em São Paulo (Allianz Parque e Arena Corinthians). Será a última em anos ímpares já que será disputa outra edição em 2020, coincidentemente com a Euro. A partir daí, ocorrerá de quatro em quatro anos.


Europa, México e China investem forte para contratar, Brasil fica para trás
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Números da janela de transferência de jogadores – encerrada nesta segunda-feira – mostram que os principais mercados foram pouco abalados pela restrição de investidores imposta pela Fifa. Um efeito bem diferente do Brasil onde as contratações caíram drasticamente após a limitação válida em 2015. Até os clubes mexicanos ousaram mais do que os brasileiros.

Foram encerradas as janelas de transferências de inverno em países como Espanha, Alemanha, Itália, Inglaterra e França – é o período menos forte por lá. Desses, os clubes alemães, italianos e espanhóis aumentaram os gastos em relação ao inverno de 2014. Entre os ingleses, maiores investidores, houve pequena queda no valor. Só a França teve redução significativa no custo das transações.

No total, essas cinco ligas gastaram em torno US$ 332 milhões com os ingleses no topo do ranking US$ 121 milhões. A média de transações saltou de US$ 2,5 milhões para US$ 3,6 milhões já que caiu o total de negociações de 460 para 384.

O México aumentou o investimento em atletas, saltando para US$ 50 milhões, quase o triplo do último inverno e mais do que França e Itália. Não há números oficiais para a China – cuja janela não fecha agora -, mas aumentou consideravelmente o gasto dos times locais com contratações como pode ser demonstrado pelo ataque ao mercado brasileiro.

Enquanto isso, em terras nacionais, os clubes brasileiros tiveram dinheiro reduzido destinado a contratações por conta da grave crise financeira, e da proibição de investimentos por parte de terceiros.

“Quem foi afetado foi Portugal e os clubes menores da Espanha que questionam a medida da Fifa. Os clubes ricos nada sofreram porque não usavam investidores, assim como toda a Alemanha”, contou o advogado especialista em direito internacional, Marcos Motta. “Enquanto isso, o mercado no Brasil foi horroroso. Aumentou o abismo.”

No Brasil, quem investiu dinheiro próprio em contratação foi o Palmeiras, com Dudu, o Cruzeiro, com o uruguaio De Arrascaeta, e o São Paulo, que decidiu gastar com Centurión, Thiago Mendes e Jonatha Cafu. Nenhum deles, no entanto, têm sobras no caixa para investir forte, tendo obtido recursos com vendas, ou antecipações de receita. Não existe um número final porque a janela do Brasil fecha em abril, mas certamente o total ficará longe das cifras até mexicanas.


Campeões têm pior rendimento na Copa desde 1974
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As seleções campeãs mundiais têm o pior rendimento nesta Copa-2014 desde a edição de 1974. Encerradas as duas primeiras rodadas, os oito times com títulos ganharam 55,5% dos pontos, percentual mais baixo em 40 anos. O que demonstra que é um Mundial com mais zebras.

Até agora , entre os campeões, só a Argentina e a França conseguiram duas vitórias, e têm 100% dos seus pontos. Inglaterra e Espanha foram eliminadas com duas derrotas. Brasil, Alemanha, Itália e Uruguai têm boas chances de classificação, mas perderam pontos.

É a primeira vez que há oito times com taça na competição. Até agora, eles ganharam 20 pontos, e perderam 16. O blog fez a comparação nos dois primeiros jogos de cada um dos Mundiais, considerandos os campeões à época do Mundial. Não foram contabilizadas partidas entre dois vencedores da competição.

Em 1974, os campeões conseguiram apenas 54,2%, mas um dos motivos foi uma derrota da Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental, que, teoricamente, tinha como objetivo se livrar do grupo do Brasil e da Holanda na fase seguinte.

Veja os números abaixo o rendimento dos campeões em cada Copa:

Africa do Sul-2010 (sete campeões) – 61,6%

Alemanha-2006 (sete campeões) – 83,3%

Japão/Coréia do Sul-2002 (sete campeões) – 56,7%

França-1998 (seis campeões) – 76,7%

Estados Unidos-1994 (seis campeões) – 79,2%

Itália-1990 (seis campeões) – 66,7%

México-1986 (seis campeões) – 58,3%

Espanha-1982 (seis campeões) – 66,7%

Argentina-1978 (cinco campeões) – 66,7%

Alemanha-1974 (cinco campeões) – 54,16%


Comitê Disciplinar analisará punição ao Chile por invasão, diz Fifa
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A Federação Chilena de Futebol pode ser punida pela invasão dos chilenos no Maracanã antes do jogo entre Espanha e Chile. Pelo Código de Disciplina da Fifa, que se aplica à Copa-2014, associações nacionais são responsáveis por atos de seus torcedores, e sujeitas a penas, em geral multas.

“Isso ainda será avaliado pelo Comitê Disciplinar. Não tenho informação se haverá qualquer sanção”, afirmou o chefe de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, Em seguida, a federação internacional informou que um futuro procedimento dependerá do relatório do jogo.

Antes da partida, cerca de 100 torcedores chilenos invadiram o estádio pela área de imprensa para tentar assistir ao jogo: quebraram instalações provisórias e 85 deles foram detidos pela polícia. Eles vão ser obrigados a deixar o país. O incidente foi considerado grave pela organização do evento.

O regulamento geral do Mundial-2014 prevê que as questões disciplinares são tratadas pelo código da entidade. Questionada sobre uma possível punição para a federação chilena, a Fifa informou ao blog que deveria consultar o documento.

Pelo artigo 67 do Código Disciplinar da Fifa, a “associação visitante é responsável pela conduta imprópria dentro do seu grupo de espectadores, independente de questão de culpa (…) e dependendo da situação pode ser multada. Outras sanções podem ser impostas em caso de distúrbios sérios”.

Essa regra vale inclusive para jogos em campos neutros, especialmente em competições finais como a Copa. Em casos internacionais, a Fifa e a UEFA costumam dar multas. É quase impossível uma punição esportiva para a seleção chilena, que está classificada às oitavas de final da Copa.

Logo após o incidente, havia uma certa pressão do COL (Comitê Organizador Local) para que alguma medida fosse tomada contra os chilenos. Seria uma forma de resposta já que o comitê será o principal responsabilizado pela grave falha de segurança no Maracanã. Só nos próximos dias se saberá se a federação chilena, de fato, poderá ser punida.


Cartola espanhol culpa Liga dos campeões por massacre holandês
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A final da Liga dos Campeões foi uma das causas da goleada sofrida pela Espanha para a Holanda. Pelo menos foi essa a explicação do diretor técnico da Real Federação Espanhola de Futebol, Ginés Meléndez Sotos. Por isso, ele prevê melhor desempenho, nesta quarta-feira, diante do Chile.

A decisão do campeonato europeu foi disputada entre Real Madri e Atlético de Madri, ambos os times espanhóis que têm jogadores na seleção. Essa é a única partida que a Fifa trata como exceção no período de recesso para a Copa-2014. Resultado: a Espanha recebeu seus atletas depois dos rivais.

“São quatro titulares (desses times). Não houve tempo para fazer treinamentos táticos”, explicou Sotos ao blog. Sua referência é a Sergio Ramos, Casillas, Xabi Alonso e Diego Costa. “A partida foi bastante intensa e causou desgaste nos atletas.”

Diego Costa saiu contundido desse jogo. Já Xabi Alonso não atuou porque estava suspenso. A final ocorreu no dia 24 de maio, 20 dias antes da estreia da Espanha no Mundial. Outros times também perderam atletas por um período, mas os espanhóis foram os mais prejudicados.

Sotos conhece bem o elenco espanhol. Foi treinador da categoria de base de 22 dos 23 atletas. Depois, assumiu o cargo de diretor técnico e coordenador dos times nacionais na federação espanhola.

Na terça-feira, questionado sobre o tema, o meia Iniesta também admitiu um efeito da Liga dos Campeoões no time espanhol. “Mas isso ocorre sempre e sempre temos que lidar com isso”, ressaltou. Segundo ele, a preparação da equipe foi boa.

As palavras de Sotos podem soar como choro, mas, por ironia, o técnico holandês Louis Van Gaal também temia a falta de tempo para treinar se o Bayern de Munique fosse até a final da Liga dos Campeões. Isso porque o time tem jogadores holandeses importantes como Robben. Por coincidência, acabou beneficiado.


Vingança! Objetiva, Holanda humilha toque de bola da Espanha
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Há quatro anos, Casillas fechava sua meta e impedia seguidos gols na cara de Robben para ser um dos heróis do título da Espanha na Copa-2010. Nesta sexta-feira, em Salvador, o arqueiro titular espanhol teve uma falha atrás da outra. O ponteiro holandês fez dois belíssimos gols, com entortadas na zaga rival de encantar os baianos.

Na Africa do Sul, o toque de bola espanhol envolvia o time laranja que apelava com as pancadas de De Jong. No Brasil, o tique-taque era um mero correr da bola pelo campo. Objetiva mesmo era a Holanda dos lançamentos longos, das roubadas de bolas e das finalizações certeiras.

Para quem esperava uma repetição da decisão de 2010, a equipe laranja deu um banho de bola ao marcar cinco gols e deixar no chão a arrogância dos campeões do mundo. A Espanha ficou em situação preocupante em seu grupo pois estará praticamente fora do Mundial se não vencer o Chile.

Quem olhar as estatísticas do jogo pode tomar um susto com o placar. Estão lá os cerca de 60% de posse de bola da Espanha, contra 40% do rival, tradicional domínio dos ibéricos. Mas isso só serviu para obter um gol em pênalti muito duvidoso – para este blog, não existiu – em Diego Costa. De resto, foi um baile.

Começou com um gol em três toques a partir da defesa holandesa. O segundo deles foi o lançamento de Blind, longo, e o último a cabeçada de Van Persie sobre Casillas. O atacante do Manchester United marcou dois, o outro em roubada de bola em nova falha do goleiro espanhol.

Mais certeiros, os holandeses tiveram mais conclusões a gol (13 contra 9) e correram mais em campo (109km contra 102km), segundo as estatística da Fifa. A diferença no estilo de jogo também pode ser percebida porque a Holanda dá muito mais passes longos do que os espanhóis, recupera mais a bola, e faz mais faltas. Os laranjas movimentaram-se tanto que deixaram os espanhóis tontos a ponto de quase tomarem mais gols.

O jogo estava decidido, mas o toque de crueldade veio quando Fernando Torres perdeu o gol debaixo da trave: demorou a chutar. Restava aos baianos pularem juntamente com os holandeses na arquibancada, e gritarem olé. A cara dos espanhóis, cartolas, jogadores e torcedores, mostravam o quanto estavam atônitos com o resultado.


Atlético de Madri repete Brasil e elimina toque de bola do Barça
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Para eliminar o Barcelona na Liga dos Campeões, o Atlético de Madri repetiu a estratégia utilizada pela seleção brasileira na final da Copa das Confederações diante da Espanha. Ambos os times usaram a tática do abafa no início, seguida de uma marcação forte, para derrotar o maior toque de bola dos adversários.

Não por acaso os números das partidas são bem similares. O predomínio de posse de bola foi do Barcelona e da Espanha, enquanto Atlético de Madri e Brasil tiveram lances de gol mais incisivos.

No ano passado, o técnico Luiz Felipe Scolari mandou seu time marcar avançado logo no início da partida, aproveitando-se do apoio da torcida no Maracanã. Conseguiu um gol com menos de 5min com Fred.

Nesta quarta-feira, o treinador Simeone atordoou o Barcelona com uma marcação no campo do adversário com o Vicente Calderón lotado. Após uma blitz na área, Koke fez o gol aos 5min do primeiro tempo.

Depois do abafa no início do jogo, ambos os times recuaram e deram campo para o adversário. Mas se mantiveram mais perigosos nos contra-ataques.

Ressalte-se que a seleção brasileira teve mais a bola do que o time madrilenho. Em 2013, a Espanha teve domínio 53% do tempo, contra 47% do Brasil. Em 2014, o Barcelona teve 64% contra 36% do rival.

O número de conclusões foi quase igual nos dois casos. Foram 15 arremates espanhóis contra 14 brasileiros na decisão.O Barcelona se abriu tanto no final que permitiu um pouco mais de chances ao rival: foram 14  chutes contra 11.

A maior competitividade de Brasil e Atlético de Madri também fica clara pelo número de faltas cometidas. Foram 26 da seleção brasileira, contra 16 da Espanha. Na Liga dos Campeões, o time madrilenho fez 15 faltas, diante de nove dos barcelonistas.

Xavi, Iniesta e Busquets compunham o meio-campo tanto da equipe de Barcelona quanto da seleção espanhola. Eles representam um estilo de jogo vitorioso que, cada vez mais, vem sendo superado pelos rivais.

Neymar também esteve em campo, uma vez do lado vencedor e do outro do lado derrotado. Coincidentemente, foi o melhor do time barcelonista na partida da eliminação. Não foi suficiente para mudar a partida. Tanto que o Atlético de Madri só não repetiu a diferença de gols do Brasil porque errou mais na conclusão.

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Veja como a Argentina é a melhor em jogos na elite da Copa
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Encerrados os amistosos oficiais da Fifa antes da Copa-2014, nesta quarta-feira, a Argentina apresenta o melhor desempenho em jogos dentro da elite de seleções da Fifa desde o Mundial da Africa do Sul. O blog fez um levantamento nas 55 partidas disputadas entre os 10 melhores times no ranking da federação internacional desde agosto de 2010 até esta semana.

O Brasil foi o quinto mais eficiente, com 49% dos pontos obtidos. Mas há um dado animador para a torcida brasileira: a equipe tem um desempenho bem superior na elite sob o comando do treinador Luiz Felipe Scolari, com quem teve 72% dos pontos.

Nos quatro anos, a  Argentina conseguiu aproveitamento de 66,7% diante dos times mais fortes da lista da Fifa. Seu cartel inclui 10 vitórias, quatro empates e apenas três derrotas, duas para o Brasil e uma para o Uruguai. Bateu Alemanha, Espanha, Itália, Brasil, Uruguai e Suíça. Foi quem mais jogou na elite também, com 17 confrontos.

Fica à frente da Espanha e Alemanha, mais bem colocadas no ranking da Fifa onde se consideram resultados contra todas as equipes. Os espanhóis têm desempenho quase igual ao brasileiro, com 50% dos pontos ganhos. E os alemães são levemente superiores, com 54,5% dos pontos. A Suíça aparece em segundo, mas só teve quatro confrontos na elite, o que tira representatividade de seu aproveitamento.

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  • http://esporte.uol.com.br/enquetes/2014/03/05/encerrada-a-ultima-rodada-de-amistosos-antes-da-convocacao-para-a-copa-qual-selecao-e-favorita-ao-titulo-mundial.js

Esse levantamento serve para se ter uma ideia do que acontecerá quando os grandes se enfrentarem no Mundial do Brasil. Mas há ressalvas: resultados dos amistoso desta quarta-feira mostraram a Argentina mais desorganizada do que a seleção brasileira, apesar de o time de Scolari ter pego um adversário mais fraco. Veja abaixo o desempenho de cada um nas partidas entre os 10 melhores do ranking:

1 – Argentina – 66,7%

2 – Suíça – 58,3%

3 – Alemanha – 54,5%

4 – Espanha – 50%

5 – Brasil – 49%

6 – Portugal – 38%

7 –  Uruguai – 33,3%

8 – Itália – 31%

9 – Colômbia – 29,2%

10 – Holanda – 23,3%



CBF tem chance quase nula de barrar Diego Costa na Espanha
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A possibilidade de a CBF impedir Diego Costa de atuar pela Espanha é quase nula. Especialistas em direito esportivo internacional ouvidos pelo blog deixaram claro que dificilmente será aceita a tese da entidade defendida na Fifa contra a mudança de time dele. Apesar de a comissão técnica ter desconvocado o atleta, o presidente da confederação, José Maria Marin, quer uma briga até o fim para barra-lo no rival.

As regras da Fifa são claras ao determinar que há duas prerrogativas para um jogador trocar de seleção. Primeiro, tem que possuir a cidadania do novo país, o que Diego Costa já obteve por morar há seis anos na Espanha. Segundo, não pode ter atuado em jogos de competição adultos por outro time nacional.

O atacante do Atlético de Madrid atende esses dois pré-requisitos, na opinião de dois advogados especializados em direito esportivo internacional ouvidos pelo blog. Um terceiro adotou posição neutra.

Mas a CBF enviou uma carta para a Fifa alegando que o atleta atuou pela seleção brasileira nos amistosos contra a Rússia e a Itália, em março. No documento, a entidade afirma que tratam-se de jogos oficiais porque disputados em datas da federação internacional. E ainda argumenta que os confrontos somaram pontos para o ranking da Copa.

Com isso, a confederação tenta igualar amistosos a partidas em competições oficiais, o que impediria Diego Costa de mudar de seleção e atuar pela Espanha. Há ainda a argumentação de que o Brasil não disputa eliminatórias do Mundial por ser o país-sede, por isso, os amistosos valeriam como jogos oficiais.

Só que todos os três advogados ouvidos afirmam que a regra da Fifa é clara ao diferenciar as partidas em competições das outras oficiais em que dois times se enfrentam, ou seja, os amistosos.

Dois dos advogados disseram não ver nenhum modo de a CBF conseguir barrar Diego Costa. Um terceiro afirmou que a tese da confederação era defensável, mas também não mostrou muito otimismo com uma vitória.

Para barrar o jogador no rival, a confederação terá de recorrer o Comitê de Disputa da Fifa para jogadores. A segunda instância será o tribunal esportivo internacional, o CAS.

Até agora, a Fifa não quis se pronunciar sobre a disputa porque o jogador ainda não tinha manifestado sua opinião, o que ocorreu nesta terça-feira em que ele manifestou preferência pela Espanha. Caso Marin não desista de sua briga na federação internacional, é muito provável que sofra mais uma derrota para os espanhóis, desta vez, no campo jurídico.

O blog tentou falar com o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, mas seu celular estava desligado.