Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Flamengo

Copa América adiará projeto do Fla de retirar assentos do Maracanã
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Próximos de selar parceria em definitivo, Flamengo e administradores do Maracanã (Odebrecht) discutem também a retirada dos assentos do setor Norte, reinvidicação antiga do clube para aumentar a capacidade. Só que as conversas já indicaram que a medida terá de ser adiada para depois da Copa América, o que seria no segundo semestre de 2019.

Com plano de usar o estádio nos próximos anos, a diretoria do Flamengo colocou na mesa a ideia de retirar os assentos do setor Norte, onde a torcida ainda fica em pé. A concessão permite a Odebrecht realizar esse projeto sem aprovação do governo do Estado.

Mas há outros entraves para viabilizar de imediato um setor sem assentos. Primeiro, a Copa América deve prever que os estádios tenham assentos. Isso exigiria uma adaptação inclusive da Arena Corinthians, que tem um setor sem assentos.

Além disso, as partes ainda estudam questões de legislação que podem dificultar a adaptação. Outro ponto é que o corpo de bombeiros terá de aprovar um projeto que determinaria qual a capacidade para o setor.

Atualmente, há uma estimativa das partes envolvidas no projeto de quantas pessoas caberiam sem assentos: pode ser 1,5 ou 2 torcedores para um torcedor atual. A capacidade do setor Norte é de 23 mil a 24 mil lugares. Mas esses números ainda são sem o parecer dos bombeiros, que será decisiva.

Além de aumentar a capacidade, a retirada dos assentos representaria uma economia para o Flamengo, porque a maior parte das cadeiras quebradas estão no setor. Isso justamente porque as pessoas ficam em pé. Há uma média de 40 assentos perdidos por jogo, com um custo de R$ 500,00 cada para o clube.

Outras reformas pensadas para o estádio são a construção de um bar de esportes no setor de camarotes oeste. Isso é uma ideia apenas da concessionária. Há ainda a possibilidade de uma loja do clube no Maracanã, o que dependerá do Flamengo querer investir neste projeto.


Com Fla, Maracanã se recupera e terá 50 jogos no ano operando no azul
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Quatro anos após a final da Copa-2014, o Maracanã se recupera do caos e tem um calendário cheio de cerca de 50 jogos previstos para o ano. A operação tem ocorrido com superávit operacional em 2017 e em 2018, segundo a concessionária pertencente à Odebrecht. Isso é possível principalmente pela volta do Flamengo ao Maracanã, no ano passado em jogos grandes e agora com mais frequência.

No início de 2017, o Maracanã viveu o seu pior momento ao chegar ao estado de abandono. Uma disputa entre o Comitê Rio-2016 e a Odebrecht levou o estádio a ficar fechado enquanto se decidia judicialmente quem seria responsável pela sua recuperação. Os organizadores da Olimpíada foram responsáveis por causar danos na cobertura, deixar equipamentos jogados pelos cantos e até permitir roubos. A partir daí, a Odebrecht foi obrigada judicialmente a retomar o estádio, enquanto seu futuro era decidido.

“Temos tido superávit operacional. Houve investimento em manutenção no estádio, para fechar os buracos da cobertura, melhoria no Maracãzinho, troca de bancos de reservas. E guardamos dinheiro provisionado para trocas de telão e som no futuro”, contou o presidente da concessionária Maracanã, Mauro Darzé. “Há um déficit contábil se consideramos o valor da outorga ao governo. Mas, com isso, a conta não fecha.”

A outorga está sendo discutida em arbitagem e a Odebrecht não a está pagando ao governo do Estado – seriam R$ 7 milhões por ano. A alegação é de que o Estado descumpriu o contrato ao modificá-lo e retirar a possibilidade de exploração econômica dos espaços do Célio de Barros e do Parque Julio Delamare, ambos tombados. A previsão é de que uma decisão só saia a partir do final do ano, enquanto o governo estuda a nova licitação.

Neste meio tempo, a Odebrecht só espera a oficialização de um acordo com o Flamengo já negociado de quatro anos para ter atividade garantida no estádio até o momento que venha a ter de entregá-lo. O Conselho Deliberativo votará no dia 11 de junho.

Com o clube rubro-negro, o Maracanã tem exatos 48 jogos confirmados no calendário. “Esse número deve ultrapassar 50 se Flamengo e Fluminense se classificarem na Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana”, lembrou Darzé. Houve ainda quatro grandes shows, além de eventos menores.

Com isso, a expectativa é de um aumento no público total que vai ao estádio neste ano. Em 2017, foram 1,4 milhão de pessoas, contando os tours. Permanece a questão, no entanto, do estádio ser bastante caro para a utilização dos clubes. Neste ponto, a concessionária defende que cobra para bancar a manutenção e que, com mais jogos como no acordo do Flamengo, é possível reduzir custos.

No total, o Maracanã tem um gasto em torno de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões com manutenção, contabilizado aí dinheiro que fica em caixa para novos itens como troca futura de telão. Além disso, há o custo operacional que só de luz varia entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Outros custos são de empresas de segurança, grades, orientadores, bares, etc. Nos jogos do Flamengo, chegam a R$ 450 mil, nos do Flu, são mais baixos.

Garantido o contrato com o Flamengo, a concessionária reiniciará a venda de camarotes cuja renda reverte em parte para o clube. Isso porque, com a indefinição do futuro do estádio, todos os contratos antigos foram cancelados. Outros contratos de publicidade para exploração em partes da arquibancada e de bebidas também estão ou serão negociados. Clubes levam uma parte da comercialização de bebidas e comidas. Em relação aos investimentos, a intenção é trocar alguns equipamentos de som e o gramado no fundo do campo, que também foi destruído pela abertura da Olimpíada.

A questão é quanto tempo vai durar a administração da Conscessionária Maracanã. O processo de concessão foi marcado pela acusação de corrupção a membros do tribunal de contas do Estado em pagamentos feitos pela Odebrecht. Esse fato e a intenção da construtora de sair do negócio levaram o governo a anunciar nova licitação. Só que a imobilidade do governo de Luiz Fernando Pezão parou o processo. Certo é que, em termos de manutenção, o cenário melhorou, embora a indefinição ainda pese sobre o estádio.


Fla deve reativar contrato de Guerrero e pode escala-lo após a Copa
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Após uma análise da decisão do tribunal suíço, a diretoria do Flamengo deve reativar o contrato com o atacante Paolo Guerrero para poder utiliza-lo depois da Copa-2018. Dirigentes rubro-negros chegaram a conclusão que a liminar dada pela corte da Suíça permite que ele jogue não apenas a Copa, como esteja liberado para atuar pelo time. A decisão do tribunal, no entanto, é provisória.

Na quinta-feira, uma corte suíça deu uma liminar em favor do atacante peruano suspendendo os efeitos da pena de 14 meses por doping imposta a ele pelo CAS (tribunal esportivo) que o tiraria da Copa. A decisão ocorreu porque havia risco de um dano insanável para o jogador ao ficar fora do Mundial.

Advogados do atacante e do Flamengo analisaram o teor da decisão para saber se isso se estenderia também aos jogos do clube após o Mundial. Afinal, Guerrero tem contrato até agosto com o time rubro-negro. Concluíram que ele poderá atuar pela equipe rubro-negra enquanto não houver uma reversão da decisão do tribunal suíço.

Com isso, a diretoria rubro-negra decidiu que deve reativar seu contrato a partir da data da decisão do tribunal suíço. Desta forma, Guerrero voltará a receber salários pelo Flamengo, e poderia jogar no final do mês de junho e em agosto pelo clube.

Ainda não há nenhuma decisão sobre renovação de contrato do jogador já que isso depende também dos desdobramentos do caso de doping. É certo que o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, já declarou que gostaria de continuar com Guerrero. Ao mesmo tempo, em sua carta de agradecimento quando soube que disputaria a Copa, o atacante não mencionou o clube o que pode indicar que a relação não está tão boa. Isso, no entanto, será um tema após o Mundial.


Cinco mudanças feitas por Barbieri que explicam a evolução do Flamengo
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Ao final da nona rodada, o Flamengo abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro. É cedo para saber se o time vai se consolidar na ponta como indica o histórico do Brasileiro. Mas há jogos suficientes para constatar a evolução de um modo de jogar construído pelo técnico interino Maurício Barbieri. O jogo diante do Corinthians talvez tenha sido a melhor atuação coletiva rubro-negra neste ano.

Primeiro, lembremos que os primeiros jogos sob Barbieri não foram promissores. O time se classificou na Libertadores e Copa do Brasil, mas capengava. Faltava jogo coletivo, jogadores isolados uns dos outros, e mesmo uma composição defensiva mais ordenada.

Não por acaso a diretoria do Flamengo chegou a tentar Renato Gaúcho e Abel Braga. Passados alguns jogos, no entanto, o trabalho de Barbieri já mostrou sua cara, principalmente no Brasileiro. O sistema é o mesmo do antecessor Carpegiani com um volante, 4-1-4-1, mas a execução torna a equipe bem diferente. Vamos às principais mudanças.

Posicionamento dos meias

A partir do jogo com o Ceará, Barbieri ajustou a posição de seus meias, com um recuo de Paquetá para atuar de segundo volante e avanço de Diego. A bola passou a sair com mais velocidade nos pés do jovem meio-campista que também tem ido bem no combate. Diego, por sua vez, cresceu atuando mais próximo à área, onde é mais decisivo. Everton se consolida como armador pela direita. Nada disso é fixo, os jogadores rodam bastante, especialmente Paquetá que, como vem de trás, muitas vezes aparece mais livre.

Marcação à frente com pressão na perda de bola

Em casa, o Flamengo tem jogado com uma marcação adiantada. Isso até era praticado com Carpegiani, mas a diferença é que agora a pressão é exercida em bloco, dificultando as opções de passe adversárias. Quando perde a bola, o time também prioriza a retomada rápida no campo de ataque, como faz muito bem o Grêmio. O time de Renato ainda é bem superior neste quesito, e sofre menos com contra-ataques do que o rubro-negro. O time carioca tem melhorado aos poucos neste item.

Coordenação nas duas laterais 

As parcerias nas laterais do Flamengo têm funcionado bem com Everton e Rodinei de um lado, e Vinicius Jr e Renê, do outro. A armação do time tenta encaixar um jogador de mais velocidade (Rodinei e Vinicius Jr) com outro que o apoie na triangulação. Esse novo posicionamento melhorou os rendimentos dos laterais que vinham mal no ano. Sem ir ao fundo, Renê cresceu como defensor e avançando pelo meio, pois não tem muita velocidade na ponta. Uma saída de Vinicius Jr. prejudicará bem este sistema, pois é o jogador que se destaca no um contra um.

Zaga mais rápida

O modelo de jogo do Flamengo necessita de zagueiros rápidos para cobrir espaços deixados pelo meio-campo e laterais. Neste cenário, as contusões de Juan e Rever acabaram proporcionando uma nova zaga com Léo Duarte e Rodholfo que é mais veloz. O zagueiro vindo da base vive uma fase especialmente boa, tendo acumulado algumas boas atuações.

Redução dos cruzamentos na área

Um problema recorrente no Flamengo, nas gestões de Zé Ricardo, Rueda e Carpegiani, era o excesso de cruzamentos na área pelo alto, meio sem objetivo. Era também fruto de pegar o time adversário armado, e de o rubro-negro ser mais previsível por se movimentar pouco. Como a bola agora em geral sai pelo chão, e não há Guerrero para fazer pivô, o time carioca agora tenta jogadas de triangulação. Ou sai em velocidade no contra-ataque para pegar o rival desarmado, ou gira a bola bastante até achar espaço.

 


Após Carille, Liga da Arábia Saudita paga dívida com Fla e mira atletas
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O mercado brasileiro viu três negociação que aparentemente são aleatórias, mas que, na verdade, fazem parte de um mesmo movimento. O Corinthians perdeu seu técnico Fábio Carille, o Flamengo recebeu o valor de uma dívida após quatro anos de calote e o atleticano Otero foi contratado. Tudo isso faz parte de uma reestruturação do futebol da Arábia Saudita com o objetivo de virar uma potência no esporte, financeiramente e politicamente.

O futebol saudita tinha vários clubes com problemas financeiros, endividados, e por isso punidos pela Fifa. Por exemplo, o Al Nassr, que devia ao Flamengo, já estava fora da Champions da Ásia e com decisão de perda de pontos pendente que levaria ao rebaixamento. O Al Wehda também estava punido.

O príncipe Mohammed Bin Salman decidiu por uma reestruturação do futebol local com o objetivo de virar uma força política dentro do esporte e da Fifa, como mostrou o “New York Times”. Já houve um encontro com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e uma articulação para formação de um grupo de países na Ásia dentro da Fifa.

Ao mesmo tempo, há uma possibilidade de entrar na Copa do Qatar-2022 caso o Mundial aumente de tamanho para 48 times. Em paralelo, há dinheiro da Arábia Saudita, junto ao japonês, na proposta de US$ 25 bilhões por um novo Mundial de Clubes e da Liga das Nações.

Localmente, o príncipe estabeleceu uma intervenção na liga nacional para resgatar clubes. Foi criado um fundo para cobrir todas as dívidas dos times. A informação é de que há dinheiro para cobrir 70% de todos os débitos.

Por isso, o Al Nassr procurou o Flamengo para pagar a dívida após quatro protelando. O dinheiro veio do fundo e foi negociado um acordo com pequeno desconto, com o clube carioca recebendo 5 milhões de euros líquido. Faltam apenas trâmites do Banco Central para o dinheiro entrar. Com o pagamento, o Al Nassr, um dos times sauditas mais populares, vai poder voltar à Champions League local.

No caso do Al Wedha, também houve injeção de dinheiro para dívida e para contratações. Por isso, o time levou Fábio Carille e agora fechou a contratação de Otero. Lembre-se que Carille, ao ser contratado, falou que havia um projeto grande da liga local. E, antes, outro time saudita quase o contratou.

Agentes brasileiros já foram procurados para identificarem outros atletas que possam ir para o país. A princípio, a procura é por jogadores de renome, tarimbados, que deem prestígio à liga saudita, não jovens jogadores como fazem os europeus.

A primeira parte do projeto saudita é pagar os débitos para limpar os nomes dos clubes e os devolverem as competições internacionais. Ainda é difícil saber qual o tamanho do investimento, e se vai se assemelhar ao chinês. Certo é que o príncipe decidiu botar a Arábia Saudita no mapa do futebol do novo para alavancar seus projetos relacionados à Fifa.


Líder, Fla prioriza contratar coordenador e planeja reforços para pós-Copa
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Líder do Brasileiro, o Flamengo planeja algumas mudanças durante o período de parada da Copa, mas nada radical. A prioridade é contratar um coordenador técnico, alguns reforços e manter Vinicius Jr em negociação com o Real Madrid. O CEO do clube já foi trocado. Não há intenção de alteração do treinador Maurício Barbieri.

A mudança do CEO foi provocada pela saída de Fred Luz para projeto pessoal ligado à eleição presidencial, substituído por Bruno Spindel. O blog apurou em que estágio da discussão estão os principais pontos sobre o futebol do clube após essa troca e da diretoria de futebol anteriormente. Abaixo, será detalhado ponto por ponto:

Coordenador técnico

O Flamengo procura um coordenador técnico, que é considerado essencial para tocar toda a integração do projeto de base do Flamengo e dar apoio para o técnico profissional. O nome de Paulo Autuori, atualmente no Fluminense, é um dos estudados. Mas não é o único: o clube avalia currículos até de profissionais estrangeiros para ocupar esse cargo. Como há pressa, é possível que seja contratado ainda antes da Copa. A ideia é que tenha de ser alguém que se encaixe em projetos já traçados no departamento de futebol, mas que tenha capacidade de levar à evolução.

Treinador

Atualmente, é considerado bastante improvável qualquer troca de técnico e Maurício Barbieri será mantido a não ser que ocorra uma mudança de curso. A diretoria do Flamengo procurou um treinador experiente para substituir Carpegiani, mas viu o mercado como difícil e sem boas opções. Por isso, se voltou para a solução interna e dirigentes estão satisfeitos.

Reforços

O Flamengo tem como levantar recursos para a contratações de reforços. A avaliação é, sim, de que há posições carentes no time. Entre essas, estão a lateral, um zagueiro jovem, um volante e um atacante para o lugar de Guerrero. Assim que estiver aberta a janela de transferências, portanto, o clube deve procurar jogadores até porque perdeu atletas em relação ao início da temporada. Há sobra na folha salarial da suspensão de Guerrero, além disso, o Flamengo pode eventualmente obter novas quantias para pagar multas ou luvas.

Vinicius Jr

A diretoria rubro-negra esperava o final da Liga dos Campeões para que o Real Madrid a procure para decidir se Vinicius Jr fica no Brasil ou vai para a Espanha agora que fará 18 anos. Dirigentes do Flamengo apostam na boa relação com o Real para mante-lo. Isso porque, se o clube espanhol quiser o jogador, Vinicius Jr é quem decide se vai ou não. Mas os rubro-negros sabem que a palavra do Real tem peso já que será o futuro clube dele.

Estádio

A solução mais imediata para estádio do Flamengo é o acordo de quatro anos a ser fechado com o Maracanã. A longo prazo, ainda não um caminho, mas o mais provável é que se mantenha a busca por um estádio próprio. Neste caso, o clube deu passos atrás após não fechar a compra de terreno na Av Brasil, que tornou-se inviável por outros projetos e por questões com o dono do terreno. Atualmente, o clube voltou-se novamente para a prospecção de terrenos em toda a cidade, em áreas diversas, desde o centro até a Barra da Tijuca, além de locais mais distantes.


Globo faz rotação e reduz Corinthians e Flamengo na TV aberta no Brasileiro
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A Globo decidiu reduzir as presenças de Corinthians e Flamengo na TV aberta no Brasileiro-2018, e estabeleceu uma maior rotação entre os times em sua tela. Há dois objetivos: turbinar a presença dos dois clubes no pay-per-view e incrementar receitas; além de estabelecer um maior equilíbrio entre as equipes na exibição pública. Essa política será mantida em todo o Nacional.

Pela tabela do Brasileiro, serão oito jogos de Flamengo e Corinthians na TV aberta em um total de 24 partidas dessas 12 rodadas iniciais. Ou seja, apenas um terço das partidas dos dois clubes (33%), quatro de cada um, passará na Globo nesta primeira parte do Nacional.

Em comparação, o Brasileiro-2017 teve nove partidas de Flamengo e Corinthians na TV aberta nas 10 primeiras rodadas. No total, foram 45% dos jogos na Globo, sendo seis do Corinthians e três do Flamengo. O número de jogos rubro-negros é similar (33% contra 30%), mas isso será compensado durante o restante do Nacional.

A mudança na estratégia global tem como meta uma maior diversidade entre plataformas neste ano. Isso porque rubro-negros e corintianos já têm seus times bastante exibidos em TV aberta na Libertadores.

No Nacional, a ideia é apostar no pay-per-view, inclusive botando os dois times em horários alternativos. Dados apontam que não é apenas o tamanho da torcida que influencia o público a comprar pacotes de pay-per-view: tem de haver muitos jogos exclusivos do seu time neste projeto. Com mais partidas exclusivas, corintianos e rubro-negros tendem a comprar mais esse produto.

Sob o ponto de vista dos clubes, Flamengo e Corinthians passarão a ter a maior parte de sua receita de TV do Brasileiro-2019 atrelado ao pay-per-view. Essa renda vai variar de acordo com o número de adesões de torcedores que se declarem de seus times, o que aumenta seus ganhos. Ao mesmo tempo, deve haver alguma perda no percentual relacionado à exibição em TV Aberta, embora seja um valor menor.

Além disso, há a intenção de atender demandas de outros times como Palmeiras e Santos, cujas torcidas sempre reclamaram de aparecer pouco na TV. No caso palmeirense, há outro fator: o alto investimento tornou o time alviverde mais relevante no cenário nacional e portanto atrativo para torcidas além da sua.

Outra ideia é que o Brasileiro seja um campeonato de interesse pleno para os torcedores, isto é, além dos jogos só do time específico do telespectador. Assim, o objetivo é estimular o torcedor a acompanhar equipes que disputam posição com a sua, ou rivais que interessem.

Ainda não é possível fazer uma avaliação da nova estratégia da Globo sob o ponto de vista de impacto de audiência na TV aberta e receita do pay-per-view. O sistema pago está sob questionamento para 2019 porque clubes como Palmeiras, Atlético-PR, Coritiba e Bahia ainda não assinaram o seu contrato. É um produto prioritário dentro da emissora.

 


Em reunião, Fifa diz a Guerrero que pena é do CAS e lava as mãos
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Em encontro com o atacante Paolo Guerrero, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou que a punição imposta a ele foi dada pelo CAS (tribunal do esporte), indicando que nada fará para mudar a decisão. Assim, praticamente acabam as esperanças do jogador de disputar o Mundial. A reunião foi marcada a pedido da federação peruana.

“Infantino expressou seu profundo entendimento do desapontamento de Guerrero por não poder jogar com o time do Peru na Copa-2018. Entretanto, o presidente da Fifa ressaltou o fato de a sanção ter sido imposta pelo CAS, depois de um apelação contra a decisão de um tribunal independente da Fifa”, informou um porta-voz da Fifa.

A questão é que, no CAS (tribunal esportivo), a mesma Fifa tomou medidas que dificultaram a presença do atacante peruano na competição, segundo apurou o blog. Durante o julgamento no CAS, seriam avaliados dois pedidos: um era o da defesa do atacante que pedia sua absolvição, o outro era da Wada (Agência antidoping) que reivindicava o aumento da pena para dois anos.

Nos tribunais da Fifa, a punição ficou em seis meses, o que o liberava para atuar a partir de maio. A pena foi estabelecida por conta de um metabolito da cocaína encontrado na urina do jogador em partida da eliminatória da Copa que disputou pelo Peru.

A defesa de Guerrero se surpreendeu durante o julgamento porque representantes da Fifa colocaram que a pena deveria subir para um ano, em vez dos seis meses iniciais. Isso chegou a ser informado por um auxiliar jurídico peruano do atacante em entrevista no país, embora não confirmado oficialmente.

Em um segundo momento, houve uma questão sobre se a decisão do julgamento seria publicada junto com os argumentos do tribunal ou seria divulgada e tornada efetiva de imediato. Advogados de Guerrero pediram que tudo ocorresse junto, o que poderia ocorrer apenas depois da Copa. Assim, ele poderia jogar o Mundial e cumprir o restante da pena depois. A Wada até ensaiou concordar com a defesa do jogador.

Mas a Fifa não deu aval: entendeu que havia um problema se a decisão não se tornasse efetiva de imediato. Assim, a defesa do atacante ainda não tem todos os argumentos da decisão do CAS e, sem isso, não consegue recorrer ao tribunal federal suíço. Só poderia pedir um habeas corpus, o que é considerado improvável que seja concedido.

Depois disso, a federação peruana enviou um pedido para Infantino para que Guerrero fosse recebido em audiência, o que o presidente da Fifa aceitou e marcou para esta terça-feira, segundo jornais peruanos. Há ainda uma reivindicação da Fifpro (sindicato mundial de jogadores) para que a pena seja anulada e ele possa jogar a Copa. Essa movimentação conta com apoio dos capitães das seleções que enfrentarão o Peru na primeira fase da Copa.

O problema é que qualquer tipo de indulto da Fifa iria ferir a ordem jurídica esportiva, pois seria medida inédita e deixaria sob questionamento todas as decisões do CAS relacionadas à Copa. A ida de Guerrero à Suíça é considerada uma medida desesperada por advogados. Se tiver efeito, certamente causará um conflito da Fifa com a Wada e o CAS.

O blog questionou a Fifa que enviou a seguinte posição reproduzida na íntegra:

“Por requisição da Federação peruana, o presidente Gianni Infantino encontrou com Edwin Oviedo e o jogador internacional Paolo Guerrero na sede da Fifa. Durante o encontro, Oviedo e Guerrero expressaram suas visões sobre a sanção imposta ao jogador por violar as regras anti-doping. Infantino expressou seu profundo entendimento do desapontamento de Guerrero por não poder jogar com o time do Peru na Copa-2018. Entretanto, o presidente da Fifa ressaltou o fato de a sanção ter sido imposta pelo CAS, depois de um apelação contra a decisão de um tribunal independente da Fifa.”

Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


Preço do ingresso do Fla varia 350% para atingir público amplo e ter renda
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De volta ao Maracanã de vez, a diretoria do Flamengo estabeleceu praticamente dois tipos diferentes de preços de ingressos para seus jogos em 2018 com variação de até 350% entre eles. No Brasileiro (e no 1o jogo da Copa do Brasil), preços mais populares, intenção de encher o estádio e lucro baixo. Na Libertadores, valores altos, maior aparato de segurança e mais dinheiro em caixa.

Pela apuração do blog, esses preços superiores da competição sul-americana vão ser mantidos para as próximas fases. No Nacional, devem ser adotados mais baixos, com alguns em caso de maior atratividade como é caso do clássico com o Vasco.

Para efeito de comparação, a partida diante do Internacional, o Flamengo cobrou R$ 40,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócios. O público foi de 60.182 pessoas. Mas a renda ficou em R$ 1,4 milhão, sobrando menos de um sétimo para o clube: R$ 187 mil.

Diante do Emelec, pela Libertadores, o ingresso foi bem mais caro, chegando R$ 180,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócio. O público foi de 36.754 pagantes. A renda, no entanto, atingiu R$ 2,7 milhões, com sobras de R$ 878 mil para o clube.

Há uma diferença na estratégia da diretoria que, em 2017, tinha bilhetes caros quase em todas as partidas, inclusive no Nacional com o time fora da disputa. O novo modelo aumentou a presença de público no Maracanã, atingindo um torcedor que não vinha tendo dinheiro para ir às partidas.

Ao mesmo tempo, na Libertadores, o preço subiu para o público geral em relação a 2017 e desceu para o sócio-torcedor. Neste jogo, aumentou o esquema de segurança com perímetros de isolamento e maiores gastos com ingresso e operações de trânsito.

O objetivo era garantir a proteção ao torcedor após os eventos violentos na final da Sul-Americana, quando houve invasão do Maracanã, agressões e a polícia não conseguiu conter os marginais. Com o novo modelo de operação, o Flamengo tenta garantir que esse tipo de evento não volte a ocorrer e não afaste torcedores que estiveram naquele jogo e ficaram assustados.

A nova política de preços foi possível com a junção de metas financeiras do sócio-torcedor com a bilheteria. Explica-se: antes, os valores subiam muito para incentivar a adesão ao programa onde o ingresso é bem mais barato.

Na avaliação da diretoria rubro-negra, a fase do time, vitórias e derrotas, é o fator que mais influencia a presença do público. Mas sabe que preços de ingressos e segurança também têm peso decisivo no número de rubro-negros que vai ao estádio. Feitas as contas, o clube aposta em uma fórmula com grande variação de preços para atingir públicos diferentes, obter as receitas previstas e ter o Maracanã cheio.