Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Flamengo

Qual o tamanho da vantagem da liderança isolada do Corinthians?
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Ao ganhar do Grêmio fora no jogo de ponteiros, o Corinthians abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro e outros nove sobre o terceiro colocado Flamengo (o Botafogo pode assumir a posição nesta segunda-feira). É a melhor campanha nos pontos corridos nos 10 primeiros jogos juntamente com a do time corintiano de 2011. E esse título serve como lição para a equipe de Fabio Carille entender o tipo de sofrimento que vai passar para eventualmente ganhar o campeonato.

Em 2011, com aquele time de Tite, o Corinthians tinha cinco pontos acima do segundo colocado, o São Paulo, após a 10a rodada. E o terceiro colocado, por coincidência, era o Flamengo com 20 pontos. Um cenário levemente diferente do atual.

Ao final do turno, a diferença do time corintiano era de apenas um ponto para o Flamengo que então tinha se tornado vice-líder. No final, o Corinthians acabou brigando pelo título contra o Vasco. O time vascaíno tinha nove pontos a menos que os corintianos na 10a rodada de 2011, e os times chegaram a ficar empatados na 34a rodada. Na tabela definitiva, o Corinthians ganhou a taça com 62,3% dos pontos, e 71 pontos, bem longe dos 86,7% das 10 primeiras rodadas.

Naquela ocasião, o Corinthians também tinha um time com a melhor defesa do Brasileiro, mas estava longe de sobrar tecnicamente (cenário bem similar ao atual). Ganhava muitos jogos com placar mínimo. Era o time mais consistente como atual, mas sem ser brilhante. Mas tinha menos rivais com elencos talentosos.

No caso atual, o Grêmio é um time bem montado que não foi capaz de superar o Corinthians, embora tenha feito um jogo igual. A equipe gaúcha prioriza Copa do Brasil e Libertadores. Já o Flamengo e Palmeiras, que vêm se recuperando do mal início, têm elencos fartos e com qualidade, embora ainda demonstrem irregularidades nas atuações. O Corinthians vai pegar os dois times no primeiro e no segundo turno.

Com a referência de outros Brasileiros, o Atlético-MG fez campanha parecida com a corintiana em 2012, com 25 pontos na liderança do Brasileiro após 10 rodadas – tinha então três pontos acima do Fluminense. E perdeu o título.

Isso significa que a liderança corintiana não quer dizer nada? Claro que não. O Corinthians repetiu a melhor campanha da história até a 10a rodada e isso não é pouco. Foi empurrado pelas ótimas atuações de sua defesa, como no jogo contra o Grémio, com as defesas brilhantes de Cássio e atuações seguras de zagueiros, volantes e laterais. E seu ataque também é efetivo, embora não abunde em chances de gol criadas.

O que a campanha de 2011 do Corinthians ensina é que o caminho para um possível título ainda será bastante árduo. Talvez, mais do que naquela ano já que há adversários que parecem mais qualificados do que naquela ocasião. A única certeza é de que o time corintiano entra nesta briga com uma boa vantagem de pontos, e um time capaz de jogar de forma consistente antes dos outros.


Parque Olímpico, Maracanã e opções: o xadrez de Fla e Flu por um estádio
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A informação de que o Flamengo e o Fluminense disputarão o terreno do Parque Olímpico para construção de um estádio reascendeu o xadrez da dupla por uma casa. A informação foi publicada pelo UOL. A possibilidade de parceria entre os clubes é remota e por isso vão brigar por espaço no Rio de Janeiro.

Os dois times já tinham disputado o Maracanã quando um queria nova licitação (Fla) e o outro parceria com a Largadère (Flu). Os franceses se mandaram do estádio e a concorrência não saiu como queriam os rubro-negros. Agora, as articulações têm novos elementos.

Diante disso, a diretoria do Flamengo começou a procurar por terrenos para tocar seu estádio próprio. Tinha analisado a possibilidade do Parque Olímpico, mas a verdade é que estava focada em outros locais nas últimas semanas. Um terreno na Avenida Brasil era visto como boa perspectiva, além de outras opções menos votadas. E há o projeto da Gávea para 25 mil pessoas já em curso na prefeitura do Rio.

Enquanto isso, a diretoria tricolor trabalhou pela cessão do Parque Olímpico, como revelou o site Netflu. A ideia seria a construção de um estádio barato e sem gigantismo por meio de parcerias. Não sobra dinheiro no clube nem possibilidades de financiamento com a receita atual. Dirigentes tricolores têm boa entrada com a prefeitura em relacionamento com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa.

Com o interesse do Flamengo, a tendência é por concorrência. Mas isso vai depender do desenvolvimento das outras frentes da diretoria rubro-negra. O clube não definiu sua prioridade e deixou todas as possibilidades em aberto, inclusive outros terrenos.

No meio do caminho, o governo do Estado do Rio pode sair da sua apatia e abrir a licitação para a concessão do Maracanã. Neste caso, o clube é o candidato natural. E, justamente, se o Fluminense abrir mão do estádio tijucano, não haveria outro clube para jogar no Maracanã. Botafogo e Vasco tentam atrapalhar os planos do Flamengo, mas não apresentaram até agora nenhum plano real para o futuro do estádio.

Só que, para a diretoria rubro-negra, é preciso fazer conta. Uma opção é o Maracanã que não precisa ser construído, mas tem um custo de R$ 30 milhões/ano e necessidade de obras de adaptação para explora-lo comercialmente. Uma avaliação interna é que se precisaria de R$ 60 milhões de receita fora bilheteria para bancar todos os custos, incluídos os operacionais.

A outra opção é um estádio novo que terá o custo de construção, mas será mais rentável segundo todos os modelos estudados por cartolas rubro-negros. E o Flamengo entende que, hoje, tem até como obter financiamento por conta própria para bancar o estádio.

No caso do Fluminense, a conta é mais simples: o Maracanã se apresenta hoje inviável para o clube sozinho diante da demanda da sua torcida. Tanto que pretende evita-lo daqui para frente com a volta a Edson Passos. Se conseguir viabilizar construir outro estádio, pode encontrar uma fórmula bem mais eficiente de renda desde de que tenha parceiros e controle os custos de construção.

A parceria entre os dois clubes não é prioridade de nenhum dos dois clubes, embora nenhum dos lados tenha dito um não peremptório. Nenhum cenário atual indica essa parceria.

Há ainda um terceiro elemento neste xadrez que é a Odebrecht. A empresa controla o Maracanã e tinha obrigação de obras no Parque Olímpico após a Olimpíada pela PPP (Parceria Público-Privada). Seu objetivo claro é sair de ambos os projetos com o menor gasto possível. O problema é que, se a solução demorar, isso pode implicar em deterioração do estádio e em paralisia no Parque Olímpico. A prefeitura do Rio e o governo do Estado que vão dar as cartas do jogo.

 


Fla recebe do Real por Vinicius Jr. e paga direitos de Everton Ribeiro
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O Flamengo recebeu a primeira parcela do dinheiro referente à venda dos direitos de Vinicius Jr. do Real Madrid e em seguida pagou pela negociação de Everton Ribeiro. Assim, o meia fará sua estreia, provavelmente neste semana, com sua transação já quitada de 6 milhões de euros (R$ 22 milhões).

A diretoria rubro-negra já vinha negociando a chegada de Everton Ribeiro desde o ano passado. Esse interesse portanto independia de Vincius Jr.. Mas, sem a transação com o Real, o Flamengo tinha dificuldade para ter cacife para bancar Everton. Provavelmente, teria de negociar outro atleta.

Quando fechou a negociação de Vinicius Jr, o Flamengo acertou que receberia dois terços do total de 45 milhões de euros neste ano. A negociação com o Al Ahli foi feita de forma a casar o pagamento com o dinheiro recebido do Real. Assim, o clube rubro-negro pode quitar o valor à vista em vez de parcelas.

Agora, a diretoria rubro-negra terá de decidir o que fazer com o restante do dinheiro de Vinicius Jr. Uma das propostas é usar dinheiro no caixa e evitar empréstimos de R$ 25 milhões que seriam necessários para fechar as contas. Investimento no CT da Base é a outra prioridade para o clube.

A avaliação é de que não valeria a pena guardar o dinheiro para investimento em um estádio porque seria pouco para o projeto. As ideas serão discutidas no início de julho em reunião do Conselho Diretor rubro-negro.

 

 


Fla foi avisado por Santos sobre barreira a Geuvânio, mas seguiu transação
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A diretoria do Santos avisou o Flamengo sobre o contrato de exclusividade que tinha para volta de Geuvânio, mas o clube rubro-negro preferiu continuar a tentar a contratação. O contato se deu entre os presidentes dos times paulista e carioca. Apesar da disputa pelo jogador, não há clima de animosidade entre as partes que têm boa relação mesmo com a ameaça santista de ir à Fifa.

A diretoria rubro-negra já está negociando com o Tianjin Quajian há algum tempo para ter o atacante Geuvânio. Para isso, vinha em contato constante com os dirigentes chineses e estafe do jogador.

Houve até um dia em que dirigentes santistas estiveram com o procurador do atacante em hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais tarde, houve encontro do empresário com dirigentes rubro-negros no mesmo local que anteriormente era usado como concentração pelo clube.

Sabendo da negociação do Flamengo, o presidente santista, Modesto Roma Jr. ligou para o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, há cerca de 20 dias. No diálogo, avisou ao colega que tinha um contrato com cláusula de exclusividade com o Tianjin para a volta de Geuvânio ao Brasil. O dirigente do Flamengo informou que insistiria na transação.

A diretoria do time carioca tem um parecer de advogados de que a cláusula do contrato do Santos com os chineses não terá validade na Fifa. Por isso, aposta que poderá concluir a negociação.

Já a diretoria do Santos decidiu que irá à Fifa caso a negociação com o Flamengo seja confirmada. A intenção será barrar o negócio pela cláusula de exclusividade (não é prioridade, mas exclusividade). O objetivo santista não é exigir reparação financeira dos chineses, mas contar com Geuvânio. Por isso, o Tianjin foi notificado pelo clube do litoral paulista.

Não há clima de briga entre o Flamengo e Santos. Dirigentes dos dois lados dizem que há uma boa relação. No entendimento santista, quem está descumprindo o contrato são os chineses, e o time carioca faz um negócio como ocorre normalmente no mundo do futebol. Já os dirigentes rubro-negros evitam comentar sobre a negociação neste momento.


Com exclusividade, Santos irá à Fifa se preciso para barrar Geuvânio no Fla
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A diretoria do Santos já decidiu que irá até a Fifa se necessário para barrar uma transferência de Geuvânio para o Flamengo. Os dirigentes santistas se baseiam na cláusula de exclusividade que têm com o Tianjin Quanjian em contrato assinado na saída do jogador do time paulista.

O blog teve acesso à cláusula que fala em exclusividade para o Santos em caso de volta do jogador para o Brasil, medida já mencionada pelo presidente santista, Modesto Roma Jr.. Não há uma preferência na redação: é exclusividade na negociação. Isso se referente a times do Brasil em caso de empréstimo.

Ao saber da negociação entre Flamengo e Geuvânio, o Santos notificou o clube chinês de que teria interesse em ter o jogador. Acompanhou as negociações entre o rubro-negro e o jogador sem interferir, mas espera uma resposta dos chineses. O contrato é válido até 2020.

Caso não receba nenhuma informação, ou o time carioca conclua a negociação, o Santos vai à Fifa para apresentar o contrato e pedir que a transferência seja impedida. Assim, tentaria bloquear o registro de Geuvânio pelo Flamengo.

A diretoria santista não acredita que a cláusula impeça o direito de trabalho de Geuvânio, como alegam advogados. No entendimento do Santos, o jogador pode atuar no Santos ou em qualquer clube do mundo que não seja brasileiro. A cláusula foi uma pré-condição santista para fechar a negociação.

O interesse santista em contar com Geuvânio é tão forte que não pretende negociar qualquer contrapartida com o Flamengo. Quer o jogador.

O Flamengo, por outro lado, segue confiante na contratação. O clube se baseia na análise de seu departamento jurídico, que considera o efeito da cláusula como “nulo”. Na visão dos advogados rubro-negros, o fato do Santos ter vendido 100% dos direitos econômicos de Geuvânio tira qualquer direito do clube. No máximo, na visão deles, o clube da Vila Belmiro poderia entrar com uma ação cível contra Geuvânio e os chineses, pedindo algum tipo de multa.

*Colaborou Vinicius Castro, do Rio de Janeiro


Avaí diz que pedirá para narrador da Globo depor e depois desiste
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O Avaí toma medidas para verificar se houve interferência no recuo da marcação do pênalti contra o Flamengo, no jogo na Ressacada. Para isso, seu advogado Oswaldo Sesteiro afirmou que o primeiro passo será interpelar na Justiça Desportiva o narrador da Globo Luis Roberto sobre sobre sua fala após a penalidade em que diz que o árbitro iria consultar a emissora. Depois, o clube soltou nota dizendo que nunca cogitou a medida. O blog tem cópia do diálogo com Sestario em que ele afirma que chamaria o locutor.

O árbitro Paulo Scheleich Vollkopf (MS) inicialmente marcou pênalti de Everton em Diego Tavares quando há um contato entre os braços. Depois, consultou seus assistentes do fundo e do lado do campo e voltou atrás. Houve insinuações de pessoas do Avaí de que poderia ter havido uma dica externa ao árbitro de alguém que viu o lance na TV.

Logo após o lance, o narrador Luis Roberto diz: “Ih rapaz. Vai consultar a gente de novo. Vai consultar a gente de novo.”

Questionado pelo blog, o advogado Oswaldo Sestario, que representa o Avaí no STJD, afirmou: “Vamos fazer uma interpelação. Para explicar o que diz a narração.” O diálogo está gravado no what’s up.

Em seguida, o Avaí afirmou por nota: “O Avaí também esclarece que não vai convocar jornalista para depor no STJD como foi mencionado em várias reportagens ao longo desta segunda-feira. O jurídico do clube sequer cogitou esta possibilidade.” Além do blog, Sestario também afirmou ao Lance que interpelaria o narrador.

Sestario era advogado da Portuguesa na confusão que permitiu que Heverton fosse escalado irregularmente no Brasileiro-2013. Chegou a ser acusado de prejudicar a Lusa, mas foi inocentado pelo Ministério Público de São Paulo.

Procurada sobre o assunto, a Globo ficou de responder sobre as declarações de Luis Roberto.

Dentro da CBF, há a certeza de que não houve interferência externa na decisão do árbitro. A posição da comissão de arbitragem se baseia no fato de delegados, assistentes e os árbitros serem proibidos de portarem celulares ou se comunicarem com quem está fora de campo.

Membros da cúpula da arbitragem da confederação ainda avaliam que o árbitro Vollkopf demorou pouco para voltar atrás e, portanto, não teria tido tempo de consultar quem viu a televisão. Ou seja, seria ao contrário do que ocorreu no Fla-Flu quando o árbitro Sandro Meira Ricci demorou 13 minutos para tomar uma decisão, o que levou o Fluminense a entrar com uma ação.


Fla acerta pagamento de R$ 22 mi por 100% dos direitos de Everton Ribeiro
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Com Vinicius Castro

O Flamengo já acertou o preço para comprar 100% dos direitos de Everton Ribeiro por em torno de 6 milhões de euros (R$ 22 milhões). O valor já foi acordado com o Al Ahli, dos Emirados Árabes. A rescisão do jogador com o time árabe foi concluída, segundo o advogado Marcelo Amoretty. Faltavam apenas pequenas pendências de dívida do clube que foram acertados.

Anteriormente, a intenção da diretoria rubro-negra era pagar 5 milhões de euros, o que ficaria em 50% dos direitos do atleta. Mas o Al Ahli pedia mais dinheiro e queria 7 milhões de euros. A negociação foi difícil. E, como meio termo, o Flamengo teve que botar mais recursos na transferência, mas ficou com o atleta inteiro.

Everton Ribeiro tem 28 anos e portanto seu potencial de revenda não é grande. Mas o contrato por quatro anos garante um aproveitamento esportivo do jogador durante este período.

O acordo salarial entre a diretoria rubro-negra e o meia campeão brasileiro pelo Cruzeiro está feito há algum tempo. A ida dos dirigentes rubro-negros até o Oriente Médio serviu para acertar os valores do negócio. O dinheiro que o Flamengo vai receber do Real Madrid pesou em favor da negociação.

A questão agora é que o Al Ahli tinha dívidas que estão sendo negociadas com advogados brasileiros, o que foi acertado nesta segunda-feira. “A rescisão com o Al-Ahli foi finalizada. Ele está indo jogar no futebol brasileiro”, afirmou Amoretty, no twitter. O jogador até já viajou para o Brasil.

Uma reviravolta no negócio com o Flamengo é vista como improvável por empresários e dirigentes envolvidos no negócio. A ponto de o clube já preparar o anúncio da contratação.

 


Por que favoritos Galo, Palmeiras e Fla capengam no início do Brasileiro
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Antes do início do Brasileiro, a maioria dos analistas apontava Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras como os elencos e times mais capazes de brigar pelo título. Passadas quatro rodadas, os favoritos não conseguiram engrenar no campeonato, seja em resultados, seja no futebol apresentado. Por que isso acontece?

Primeiro, é importante que se diga que há boas chances de os três times se recuperarem e passarem ao alto da tabela no transcorrer do Brasileiro. O campeonato só terá um cenário mais claro a partir da 10a rodada, e só na virada do turno costuma se definir quem disputará o título. Mas desempenho ruim no início impactará suas campanhas.

Feitas as contas, os três times somaram 13 pontos juntos, com uma performance de 36% dos pontos possíveis. Houve dois confrontos entre eles, isto é, seria impossível terem os 36 pontos máximos. De qualquer maneira, é um desempenho decepcionante.

Tanto que o Flamengo é 11o colocado, o Palmeiras, 12o e o Atlético-MG, 17o. Juntos, têm duas vitórias apenas. E o confronto entre o time alviverde e o alvinegro mineiro, neste domingo, mostrou como essas posições refletem o pobre futebol jogado pelas equipes no momento.

Foi um jogo fraco em que o Galo priorizou a defesa à espera de um contra-ataque, e em que o Palmeiras mostrou falta de alternativas para achar espaços contra um adversário fechado. Vamos tentar entender ponto a ponto o motivo da má fase (até agora) dos três favoritos:

Atlético-MG

Não falta talento à linha de frente do Atlético-MG. Só que Roger ainda não encontrou uma forma de juntar todos eles e se manter com um time compacto e confiável. Até brilhou em alguns jogos da Libertadores, mas não no Brasileiro onde não jogou nenhuma partida inteira bem.

Um dos problemas é o fato de a equipe estar muito espaçada quando ataca. Cazares, Otero, Robinho e Fred, quando jogam os quatro juntos, têm dificuldade para se aproximar e recebem bolas às vezes isolados já que o meio-campo está muito recuado. Esse problema é minimizado com Elias em campo, que conecta os setores.

Defensivamente, o time melhorou nos jogos fora (sofreu apenas um gol diante de Fla e Palmeiras) com um volante a mais ao lado de Rafael Carioca. Mas, quando tem que sair como diante do Fluminense em casa, não tem um sistema eficiente para conter os contra-ataques.

Flamengo

O time carioca não tem exibido o futebol consistente que o caracterizou na maior parte do primeiro semestre. Uma das explicações são desfalques importantes como Diego e Everton, entre outros, que agora voltaram ao time. E a queda na Libertadores afetou a confiança do time que passou a errar muito fundamento, principalmente passe. Embora tenha dominado boa parte de seus jogos, o rubro-negro não exibiu um futebol que intimide o rival.

Além da queda na Libertadores e dos desfalques,  o Flamengo tem um dilema em seu jogo. Em 2016 e parte de 2017, exibiu seus melhores momentos com dois ponteiros abertos que voltavam. Só que não tem jogadores no elenco que estejam funcionando nestas funções com Berrío (contundido) e sem eficiência, e Gabriel sem ser incisivo.

Para isso, há duas soluções que se vislumbram no clássico diante do Botafogo. Um é o garoto Vinicius Jr que tem entrado bem e ensaia queimar etapas em sua adaptação. Outra é -com a possibilidade de ter Diego, Conca e talvez Everton Ribeiro – o técnico Zé Ricardo fazer a transição para um jogo mais centrado nos meias, e menos na velocidade.

A defesa também tem falhado excessivamente, Vaz foi barrado e Rever tem cometido mais erros do que de hábito. Muralha melhorou nos últimos jogos, mas ainda está longe de exibir a segurança do ano passado.

Palmeiras

Campeão em 2016, o Palmeiras ainda não sabe a fórmula para repetir o feito. Desde a volta de Cuca o time vem procurando uma nova identidade que pode ter elementos do ano passado, mas terá de buscar novidade. Como bem lembrou o treinador, o time perdeu Moisés (este ainda pode voltar), Gabriel Jesus e Vitor Hugo, sendo os dois primeiros bem difíceis de substituir.

Diante do Atlético-MG, o time alviverde apostou em três atacantes rápidos, Roger Guedes, Keno e Willian, em formato já testado por Eduardo Baptista. Faltava profundidade ao time, o que não se resolveu com a entrada de Borja que continua mal.

Além disso, falta jogo de meio de campo ao Palmeiras, com Guerra armando o time só em velocidade, com um Tchê Tchê apagado. Quando o time precisa rodar a bola para achar espaço, não tem um jogador que coordene essa movimentação.

Aposta-se portanto sempre na jogada veloz pela ponta ou nas bolas paradas, e isso torna o time mais previsível para um adversário fechado. A defesa passa por instabilidade com Edu Dracena em má fase, e até Prass em momento hesitante (quase entregou um gol ao Galo desperdiçado por Rafael Moura).


Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela
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O início do Brasileiro tem um início sem influência da tabela de mando de campos e com a posições na frente bem mais embolada do que nos anos recentes. Nessas três primeiras rodadas, o fator casa teve peso relativo já que boa parte dos times com mais pontos atuaram fora. E há oito times com mais de seis pontos, número acima do normal no campeonato.

Primeiro, é preciso ressaltar que a posição na terceira rodada em geral tem pouco significado para o resultado final do campeonato. Há times campeões que até figuravam nas quatro primeiras colocações neste estágio, mas em geral só se estabilizavam na disputa mais à frente no campeonato.

Para complicar qualquer análise, há oito times com mais de seis pontos ao final da terceira rodada, um cenário só visto em 2011. A Chapecoense ainda pode se somar ao grupo em jogo contra o Avaí, nesta segunda-feira. Em geral, esse número é bem menor prevalecendo empates que deixam equipes emboladas no meio, e não na frente.

Teoricamente, isso poderia levar a conclusão de que a tabela da CBF com dois jogos seguidos em casa para um time ajudou os times a somar mais pontos. Mas as duas equipes que estão na ponta, Corinthians e Cruzeiro, jogaram duas vezes fora. O mesmo ocorreu com Grêmio e Coritiba que têm seis pontos e vêm na sequência da classificação.

Entre os oito que somaram pelo menos seis pontos, São Paulo, Vasco e Botafogo atuaram duas vezes em casa. São cinco times, portanto, que atuaram mais fora.

O início dos favoritos ao Brasileiro é ruim, o que torna o cenário mais nebuloso. O Flamengo até somou cinco pontos em três jogos, sendo dois deles fora. Mas o Atlético-MG tem apenas dois pontos após jogar duas vezes no Independência, e o Palmeiras perdeu as duas como visitante.

O bloco de times que tem capacidade técnica de enfrenta-los – Fluminense, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro e o São Paulo – mostra estar próximo no futebol que é capaz de desenvolver. Difícil portanto tirar conclusões sobre esse início do Nacional. Como nos outros anos, um quadro mais claro só será conhecido quando houve um quarto do campeonato disputado. Ainda assim, bem sujeito a reviravoltas.

 


Vinicius Jr opta por Real por chance como titular, salário e acordo com Fla
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Após meses de assédio, o Flamengo anunciou que fechou negócio com o Real Madrid para venda de Vinicius Jr. que só vai se transferir a partir de 2018. Uma reviravolta em cenário de dois meses atrás quando o Barcelona estava mais próximo do atleta. Vinicius Jr. optou pelo time madrilenho por mais chances de ser titular, maior salário e um acordo consensual com o Flamengo.

Monitorando o jogador há pelo menos um ano, o Barcelona chegou a dar como bem próxima a contratação e se sentiu traído. O staff do jogador chegou a visitar a cidade catalã. Mas as negociações com o Flamengo nunca evoluíram no valor desejado pelo clube carioca.

Em contrapartida, o Real Madrid passou a sondar o jogador enquanto negociava diretamente com o time rubro-negro. Pesou no ímpeto madrilenho a perda da corrida por Neymar para o Barcelona na saída do Santos. A intenção era que não se repetisse. Ao final de abril, Vinicius Jr avisou que preferia o time madrilenho.

Na escolha do jogador, foi levado em consideração de que no futuro entende ter mais chances de ser titular no Real do que no Barcelona. Explica-se: o trio Neymar, Suárez e Messi compõe o ponto alto do time catalão. Não que o ataque madrilenho seja menos forte com Cristiano Ronaldo, Bale e Benzema. Mas o staff do jogador e ele entendem que há mais espaço para crescer ali no setor esquerdo do Real.

Além disso, o Barcelona evitava entrar em leilão e tentava convencer o jogador com a imagem do clube, de aproveitar mais jogadores jovens. O salário proposto pelo Real Madrid foi superior ao do time rival.

Para completar, o time madrilenho fez a negociação com Vinicius Jr. casada com o Flamengo. Tanto que a renovação de contrato do jogador até 2019 foi anunciada pouco antes de concretizada a transferência do atleta. E o atacante não mostrou em nenhum momento intenção de brigar com seu clube de origem. Ou seja, o atleta também deu preferência para o clube que atendeu melhor os interesses rubro-negros.