Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Flamengo

Nunca foi tão fácil se classificar para a Libertadores no Brasil
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O Brasileiro deve ter a vaga na Libertadores mais fácil na história pela tabela atual da competição. Isso se deve ao alto número de vagas dado pela Conmebol ao Brasil e à pontuação baixa das equipes que brigam por um lugar na competição. E essa facilidade pode se tornar ainda maior dependendo dos resultados de Grêmio e Flamengo nos campeonatos sul-americanos.

Ao final do ano passado, a Conmebol decidiu dar duas vagas extras para times brasileiros na Libertadores, somando-se assim seis vagas fixas pelo Nacional e uma pela Copa do Brasil. Isso já valeu na edição 2016. Pela atual tabela de 2017, com o Cruzeiro campeão da Copa do Brasil no grupo da frente, há um G7 que classifica até o sétimo do Brasileiro à Libertadores.

Pois bem, quem ocupa a sétima posição é o Botafogo com 52 pontos. No ano passado, na mesma 36a rodada, o último classificado para a Libertadores, na fase pré, era o mesmo Botafogo com 55 pontos, que então ocupava a sexta colocação. Lembre-se que o Grêmio, então campeão da Copa do Brasil, não estava no grupo da frente.

Ao final, o Atlético-PR ocupou a última vaga na pré-Libertadores em 2016 ao ficar com 57 pontos na sexta posição. É bem improvável que o derradeiro classificado à principal competição sul-americana atinja esse patamar no atual Brasileiro.

Até porque ainda há a possiblidade de títulos de Grêmio (Libertadores) e Flamengo (Sul-Americana). No caso de triunfo duplo, haveria vaga até para o Vasco na pré-Libertadores, já que o time ocupa a nona posição. Com 50 pontos, o time alvinegro carioca sequer tem 50% dos pontos conquistados. Aliás, abaixo do quinto colocado Cruzeiro, as outras equipes não atingiram esse patamar.

Para se ter ideia da diferença, até 2015, nenhum clube tinha conseguido chegar à principal competição sul-americana com menos de 60 pontos. Até então só havia G4. Considerada a 36 rodada, a equipe teria de ter pelo menos 56 pontos para almejar uma vaga, muito acima dos times que brigam atualmente na Libertadores.


Fla deve reduzir gasto com contratações para 2018, e apelar a substituições
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Após um ano de alto investimento com resultados ruins, o Flamengo deve ter uma redução no gasto com contratações para 2018. Ainda não há uma certeza porque os números não estão fechados, nem o orçamento foi levado para votação no Conselho de Administração. Mas esse é o indicativo nas discussões no clubes.

Em 2017, o Flamengo teve o segundo maior investimento em contratações atrás apenas do Palmeiras. Gastou R$ 38 milhões só em atletas do exterior. Mas há ainda valores relacionados a luvas por atletas, o que aumenta a conta.

O balancete registra R$ 74,7 milhões em pagamentos a serem feitos por direitos econômicos, luvas e direitos de imagem de jogadores nos próximos anos, algumas contratações de anos anteriores e outras de 2017. No início de 2018, o clube tem que pagar ao Doyen por Marcelo Cirino, jogador que nem está mais no clube.

Neste cenário, a diretoria entende que não dá para repetir os gastos até porque vê uma base de time montada. Haverá um valor disponível para contratações, mas não no volume visto neste ano. Ainda não está definido um valor.

Dentro da diretoria, há, sim, pedidos por reformulação do elenco. Mas, neste caso, teriam de ser negociados jogadores que estão no elenco para fazer caixa para a chegada de outros. O compromisso é de que, se houver renda das negociações, esse dinheiro seria reinvestido em contratações.

A folha salarial deve ter um aumento dentro do previsto de inflação. De novo, com a saída de atletas, abre-se espaço para outros. Jogadores como Conca e Mancuello já estão descartados e vão sair. Há outros em avaliação.

A proposta orçamentária será apresentada em breve pelo departamento de finanças. A partir daí, o Conselho de Administração vai votar. É possível que o conselho exija mais recursos para o futebol e com isso reverta a tendência atual.


Defesa de Guerrero faz novo recurso à Fifa para libera-lo para repescagem
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Os advogados de Paolo Guerrero entraram com uma apelação no tribunal de apelações da Fifa para tentar interromper a suspensão provisória do atacante por doping e permitir que ele jogue pela repescagem do Peru. Mas a expectativa de sucesso não é grande. A maior aposta é mesmo no julgamento de fato do jogador que ocorrerá no final de novembro.

Foi encontrada a presença de do metabolito da cocaína, benzoilecgonina, na urina de Guerrero no exame após o jogo entre Peru e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O comitê disciplina da Fifa o suspendeu de forma provisória por 30 dias.

A defesa do jogador tentou um recurso para interromper a suspensão, sem sucesso. Agora, recorreu ao tribunal de apelação da Fifa como informou “O Globo”, e confirmou o blog. “É só relacionado à suspensão provisória. A defesa dele temos até o dia 26 de novembro para apresentar porque a audiência será no dia 30. A Fifa deve dar o resultado alguns dias depois”, afirmou um dos advogados de Guerrero Bichara Neto, que admite ser difícil interromper suspensões provisórias.

Na discussão do mérito, a defesa de Guerrero aposta como principal tese de que houve contaminação cruzada que supostamente levou à presença do benzoilecgonina. “A presença da substância no organismo é pequena”, explicou o advogado. Normalmente, as penas por uso de cocaína são de até 4 anos, mas já houve absolvições em casos em que ficou provado que não houve intenção de ingestão ou benefício.

Caso Guerrero seja condenado pelo comitê disciplinar da Fifa, em 30 de novembro, caberá recurso ao comitê de apelação da Fifa e depois ao CAS (tribunal esportivo). Seria necessária uma improvável interrupção da suspensão provisória ou uma absolvição para que ele volte a jogar pelo Flamengo ainda nesta temporada, assim mesmo se o clube chegar à final da Copa Sul-Americana.

 


Histórico do Brasileiro indica G4 definido com Palmeiras e Santos
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Além do título praticamente garantido do Corinthians, o Brasileiro tem um G4 dos times classificados para fase de grupo da Libertadores consolidado após a 34a rodada. Pelo menos é o que indica o histórico do Nacional. Assim, Palmeiras, Santos e Grêmio só perderiam as vagas por uma virada inédita.

A vitória palmeirense sobre o Flamengo foi decisiva para esse quadro, assim como a derrota botafoguense para o Atlético-PR no sábado. Com isso, o Santos, quarto colocado, tem cinco pontos à frente do alvinegro carioca, e o time alviverde, seis. Quinto, o Cruzeiro já está na Libertadores pelo título da Copa do Brasil.

Nos pontos corridos, a maioria das edições tem no máximo uma troca de posição no G4 nas quatro rodadas finais. Há uma exceção em 2009 quando houve duas mudanças de colocações: Cruzeiro e Internacional roubaram os lugares de Palmeiras e Atlético-MG.

Na 34a rodada daquele ano, o Inter tinha três pontos menos do que o Atlético-MG, que era o quarto colocado, e o Cruzeiro estava dois pontos atrás. É verdade que o time colorado tinha então cinco pontos a menos do que o Palmeiras, que teve queda vertiginosa no final do Brasileiro-2009. Mas a equipe alviverde era a segunda, não a quarta como o Santos.

Além disso, o time de Elano jogará nesta segunda-feira contra a Chapecoense e pode aumentar a diferença para o sexto Botafogo. Ou seja, os dados indicam que, para aqueles que estão fora e querem uma vaga direta na Libertadores, resta torcer para o título do Grêmio para abrir uma novo posto Assim, equipes como Botafogo, Flamengo e Vasco teriam uma chance. Com quatro lugares, será complicado.

No caso de conquista rubro-negra na Sul-Americana, com gremista na Libertadores, se abriria uma nova vaga e seriam nove brasileiros na principal competição continental. Neste caso, haveria um inédito número de sete equipes nacionais na fase de grupo, e duas na pre-Libertadores, classificando até o nono do campeonato.


Nova rodovia ameaça inviabilizar projeto de estádio do Flamengo
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O projeto de estádio do Flamengo na Av. Brasil sofre uma séria ameaça por conta de uma nova rodovia que tem previsão de passar em volta do terreno escolhido pelo clube. A diretoria rubro-negra já está consciente que isso deve inviabilizar o projeto e tenta conversar com autoridades, mas já cogita procurar novo local. A concessionária da ponte, Ecoponte, diz que o trajeto é definitivo e aprovado por prefeitura e governo do Rio.

O Flamengo assinou uma opção de compra de um terreno entre a Av. Brasil e a Av. Julio de Moraes Coutinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tem até o final do ano para decidir se o adquire para realizar seu estádio. Havia otimismo pelo preço do terreno e pelas condições de acesso para a torcida.

Só que, no final de outubro, o governo do Estado e a Ecoponte anunciaram que estava prevista nova via de acesso entre a Linha Vermelha e a Ponte Rio-Niterói que passará justamente em cima da Av. Julio de Moraes. Será uma rodovia federal que, em seguida, entra para dar acesso à Av. Brasil.

A questão é que a ideia inicial do projeto do Flamengo era fazer o acesso da torcida ao estádio justamente pela Av. Julio de Moraes, o que seria inviabilizado por uma rodovia federal em que não pode haver travessia. Do lado da Av. Brasil, a entrada de grandes volumes de pessoas também se tornaria impossível pela alça de acesso à Av. Brasil. Dos outros dois lados, há canais, então, é impossível entrar por lá. Ou seja, o terreno estaria cercado.

Ciente do problema, a diretoria do Flamengo conversou com a Ecopontes, responsável pelo projeto, e com a prefeitura do Rio de Janeiro. A ideia era descobrir se pode haver uma modificação no projeto atual da via. Até porque, esta parte da rodovia, só seria realizada a partir de 2020. Assim, até lá, o clube quer saber se a via pode ser deslocada, para um trajeto diferente.

Mas a Ecoponte informou que o projeto é definitivo e que desconhece o projeto do estádio. Enquanto isso, a prefeitura do Rio diz que a via está em análise e o governo do Estado não respondeu às perguntas.

Por isso, dirigentes do Flamengo têm a consciência de que, se não for resolvido esse problema até o final do ano, não será possível comprar o terreno. Assim, a diretoria rubro-negra já estuda procurar nova área. O Flamengo pode também não comprar o terreno e esperar uma mudança no projeto porque ele já estaria desvalorizado, mas ficaria com projeto pendente.

O trajeto da via de acesso da Linha Vermelha para a Ponte Rio-Niterói era diferente inicialmente, segundo o edital de licitação. Mas, no final de outubro, em um vídeo do jornal “O Globo”, o superintendente da Ecopontes, Alberto Lodi, anunciava o novo projeto que passa ao lado do terreno escolhido pelo Flamengo, o circundando. Alegava menor impacto a terrenos para serem adquiridos e evitar passar pelo Cemitério do Caju.

Em nova, a Ecoponte informou que as obras “de alça da Linha Vermelha e Avenida Portuária” fazem parte da concessão da Ponte.  E acrescentou: “A concessionária informa que os traçados em questão são definitivos, e aprovados pelo Governo do Estado e Prefeitura do Rio. A concessionária esclarece ainda que desconhece o projeto do estádio.”

Questionada, a Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação informou apenas “que o projeto ainda está em analise. Por esse motivo ainda é cedo para falar a respeito.” O governo do Estado do Rio de Janeiro não quis se pronunciar, alegando ser responsabilidade da prefeitura.

Fato é que a prefeitura tinha, antes, dado um ok inicial a ideia do terreno do Flamengo. Mas, agora, a concessionária da Ponte informa ter obtido aprovação do município do Rio de uma rodovia que circunda o terreno e o torna inviável.

 


Substância de doping complica Guerrero e só forma de ingestão pode atenuar
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Com Pedro Ivo de Almeida

Suspenso de forma provisória por doping pela Fifa, o atacante do Flamengo Paolo Guerrero terá seu futuro julgado por conta do teor da substância ingerida, a forma como ocorreu e a responsabilidade do jogador. A informação do Globo.com é de que trata-se de um metabólito da cocaína, benzoilecgonina, o que complica sua situação. O blog confirmou que o Flamengo aposta em que seja por ingestão de chá de coca ou remédio para amenizar a situação.

A substância encontrada no teste de Guerrero, após o jogo Argentina x Peru, foi da categoria S6, que são os estimulantes. São consideradas doping no caso de ocorrerem durante a competição. Há duas categorias da substâncias S6: não especificadas, e especificadas. A cocaína está entre as substâncias que aumentam a gravidade do caso. Assim, as penas podem ir até quatro anos.

“Faz toda a diferença. As não especificadas são mais graves e, em geral, levam a penas de até quatro anos. Já as especificadas vão de advertência a dois anos”, explicou o presidente do Tribunal Desportiva Antidopagem do Brasil, Luciano Hostins. “Pode ser mais ou menos dependendo de tudo que está em volta, das circunstâncias.”

Pelo Código Disciplinar da Fifa, umas das obrigações da defesa do jogador é produzir provas para tentar cancelar ou reduzir sua pena. Entre elas, está demonstrar como a substância foi parar em seu corpo. Se conseguir provar que não teve intenção de ingerir um conteúdo dopante, o jogador melhora suas chances no tribunal.

Dentro do Flamengo, a primeira tese é de que a substância pode ser ingerida de outras formas. Rejeita-se a possibilidade de Guerrero ter consumido cocaína com a alegação de que ele passa por vários testes surpresas durante a temporada no Brasil, o que começou a ocorrer neste ano. Por isso, o clube entende que foi algo ingerido quando estava com a seleção peruana.

Neste caso, o clube, primeiro, apostava que a substância também encontrada em remédios que foi a explicação dada pelo jogador que estava gripado. Mas, no Flamengo, admite-se como maior possibilidade a ingestão por meio de chá de coca.

“Se for não intencional, é atenuado. Há a visão de ser mais realista e não de punir por punir”, contou Thomaz Paiva, advogado especialista em doping que atua em cortes internacionais. Mas isso não o exime de pena porque o jogador é responsável pelo que põe em seu corpo.

Isso é tratado no artigo 10.5.1.1 do Código da Wada (Agência Mundial Antidoping). Pelo texto, a punição será mínima, ou não haverá pena, caso o jogador consiga provar que não cometeu uma falha significativa ou negligência no doping. Mas isso tem que ser mostrado com provas.

O goleiro Zetti, da seleção, já foi pego no exame antidoping por cocaína e foi inocentado por provar que foi por ingestão do chá. Mas houve outros jogadores punidos por ter sido encontrado o metabólito da cocaína em seu sangue.

Essas questões serão analisadas no Comitê Disciplinar da Fifa e a previsão é de que o julgamento ocorra em um mês. A suspensão provisória, no entanto, dificilmente será anulada. Para isso, teria de se conseguir uma prova muito forte de que Guerrero foi prejudicado por circunstâncias alheias a ele, ou que o teste estava errado.

Todos os advogados ouvidos pelo blog consideram isso difícil. A tendência é Guerrero não jogar mais em 2017. Findo o processo no Comitê da Fifa, as partes podem recorrer ao CAS onde, de fato, o destino do jogador será decidido. O Flamengo ainda analisa o caso e a contratação de um advogado para defender seu atacante.

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Fla é fiel à ‘sua história’ para virar sobre Flu
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Ao descrever a reação sobre o Fluminense, pela Sul-Americana, o técnico Reinaldo Rueda observou que o “Flamengo foi fiel à sua história”. Falava da luta rubro-negra em campo. A explicação da classificação do time dele, de fato, é muito menos uma questão lógica do que uma dessas viradas surgidas das profundezas dos estádios.

Do lado tricolor, o recuo excessivo levou a um empate derrotado em um jogo em que esteve mais perto do triunfo quase o tempo inteiro. Se sobrou ao Flu inteligência ao explorar falhas do rival no início, lhe faltou a estratégia de se jogar até o fim e de não se acomodar.

Vejamos a trajetória do jogo do início. Ao contrário do primeiro confronto, o técnico Abel Braga adiantou seu time desde o princípio, marcando o Fla em seu campo e explorando as falhas rivais. Deu certo e o time abriu o placar logo no início na Avenida Miguel Traucco onde Lucas desfilou.

O empate rubro-negro foi construído por seus talentos, Everton Riberto e Diego, mas era um ponto fora da curva em um confronto em que quem jogava era o Fluminense. O gol que deu vantagem ao tricolor com Renato Chaves, superando Arão, era só consequência disso. E assim foi no terceiro tento com o mesmo Chaves, o mesmo Arão, já no segundo tempo.

Houve a partir dali algo, uma transformação. Sim, a substituição de Rueda de Traucco por Vinicius Jr. ajudou ao avançar seu time e injetar ali um atacante veloz e talentoso. Mas, mais do que isso, houve um recuo tricolor, como quem ignora que Fla-Flu não se ganha de véspera, como quem espera o fim.

Não é uma boa ideia recuar diante de um Flamengo, desorganizado, mas lutador e contando com maioria na arquibancada. Um gol de Vizeu após magistral passe de Everton Ribeiro, improvável pois até ali o centroavante nem chegara nas bolas, e o clima do estádio mudou. A partir daí, seria pressão.

Rueda fez o que lhe cabia e jogou seu time com coração para frente. E aí, diga-se, a torcida do Flamengo pode reclamar de muita coisa do seu time atual, mas não pode reclamar de falta de luta. Os jogadores que estiveram ali foram muito Flamengo para empatar.

E o imponderável estava ali, sempre ao lado rubro-negro, abandonando o tricolor. Pois quando Rueda decidiu tirar um volante para botar Paquetá, os rubro-negros clamavam: “Tire Arão, ele está cansando.” Mas quem saiu foi Cuellar e restou a Arão se redimir.

Os minutos restantes foram só sofrimento para o Tricolor lamentando ainda em campo a perda da vaga que se esvaia pelas mãos. A imagem que ficou foi de seus jogadores batidos por arrancadas de Vinicius Jr. que jogava um Fla-Flu como quem está no quintal de casa do alto dos seus 17 anos. O Flamengo não encontrou seu futebol, mas achou “a sua história” em um jogo pelo menos.

 

 


Plano do Fla é renovar com Guerrero sem aumento de salário
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Com Vinicius Castro

Desfalque no Fla-Flu da Copa Sul-Americana, o centroavante Paolo Guerrero tem ficado de fora de outros compromissos importantes do time, como primeira partida da final da Copa do Brasil e jogos do Brasileiro. Mas a diretoria rubro-negra entende, hoje, que o jogador vale a pena e quer renovar com ele. Mas descarta qualquer aumento salarial em relação ao valor atual.

O contrato de Guerrero, que chegou ao clube em 2015, vai até agosto de 2018, data marcada por conta do antigo calendário da Libertadores. Ele recebe R$ 900 mil incluídas as luvas acertadas no contrato. De salário, são pouco mais de R$ 600 mil.

Como mostrado pelo UOL Esporte, o Flamengo iniciou as conversas sobre a renovação de contrato com Guererro, mas as congelou em seguida para esperar  final da temporada. A ideia é não atrapalhar os jogos derradeiros do ano.

Mas a diretoria deixou claro seu interesse na permanência. E sabe que não pode demorar muito porque, a partir de fevereiro, ele pode assinar um pré-contrato com outro clube.

O que está descartado é um incremento nos salários do Guerrero para estender o vínculo, como chegou a noticiar a imprensa peruana. A ideia é que o máximo a ser proposto ao atacante será o salário atual, não passando desse teto.

Partindo dessa premissa, ainda é cedo para determinar quais serão as bases da negociação, e se vai interessar ao peruano. Até porque o próprio departamento de futebol estará submetido à avaliação da cúpula do clube no final do ano. O presidente Eduardo Bandeira de Mello tem dado estabilidade à gestão do time. Mas um final de temporada ruim pode gerar pressão por mudanças.


Justiça rejeita pedido do Fla de reduzir custo do Maracanã e igualar Flu
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O Flamengo entrou na Justiça para tentar jogar no Maracanã em 2018 com o mesmo custo do Fluminense, mas só conseguiu que não houvesse nova majoração de taxa. A briga é com a Odebrecht que faz a gestão do estádio. O clube rubro-negro quer pelo menos garantir um estádio de grande porte para jogos do próximo ano.

Atualmente, o Flamengo joga com aluguel mínimo de R$ 400 mil no Maracanã, ou 20% quando a renda for mais alta. Isso torna parte dos jogos do clube deficitários como ocorreu no clássico diante do Vasco. Nesta partida, a CBF e o governo do Estado obrigaram o Rubro-negro a atuar no estádio por questões de segurança.

Foi justamente em meio a esse imbróglio, em 18 de outubro, que o Flamengo entrou com um pedido de liminar contra a Concessionária Maracanã. Reivindicava que o clube tivesse as mesmas condições financeiras do Fluminense, com custos totais por jogo de no máximo R$ 250 mil – R$ 100 mil fixos e outros R$ 150 mil adicionais. Ao mesmo tempo, pedia garantia de poder realizar jogos no estádio em 2018, sem ser impedido pela Odebrecht.

No dia 19 de outubro, a juíza Milena Angelica Diz concedeu apenas em parte o pedido do Flamengo. Ou seja, deu a garantia de que o time possa jogar no Maracanã em 2018 com as mesmas condições de hoje, mas rejeitou redução das taxas.

“Doravante, o Flamengo assinou, esponte própria, o acordo financeiro que vige até o final de dezembro e, muito embora alegue que os valores ali estabelecidos são exorbitantes, aceitou pagá-los, de modo que não se verifica, em sede de cognição sumária, parâmetros para a redução do valor, ainda que o argumento utilizado seja a fixação de valor inferior para o Fluminense por meio de ou decisão judicial de segundo grau”, diz a decisão da juíza.

Lembre-se que o Fluminense tinha um contrato com a Odebrecht em que, inicialmente, nem pagava despesas do estádio, enquanto o Flamengo dividia custos com a empresa.

Em seguida, a magistrada Milena Diz afirmou que entendia “razoável” o pleito do clube de ter direito a jogar no estádio sem novos reajustes em 2018.

O blog apurou que o principal objetivo da diretoria do Flamengo era ter uma garantia de poder usar o estádio e, se possível, abaixar as cotas. Assim, seria uma alternativa cara, mas viável para partidas importantes como as da Libertadores. Mas o clube não descarta procurar outras opções por conta das altas taxas.

A primeira decisão foi apenas em liminar e o mérito final ainda não foi julgado. Haverá uma audiência de conciliação entre as partes em dezembro. A Odebrecht negocia sua saída do Maracanã com o governo do Estado, mas isso só deve ocorrer a partir do meio de 2018. Ou seja, até lá o clube tem que negociar com a construtora.

Nem Flamengo, nem Odebrecht responderam se vão recorrer da primeira decisão liminar.


Fifa inicia discussão de reforma do Mundial e volta de Intercontinental
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A aprovação pelo Conselho da Fifa do reconhecimento da Copa Intercontinental como Mundial ocorre juntamente com o início da discussão da reforma do Mundial de Clubes. A Conmebol tem um projeto de retorno da disputa entre campeões sul-americanos e europeus que ganha força, embora seja previsto uma resistência de outros continentes. A Fifa iniciou um processo formal para debater as duas competições, e o Mundial pode substituir a Copa das Confederações.

Desde que assumiu, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem mostrado não estar satisfeito com a atual disputa de clubes. Entende que é pouca atrativa e rentável para a entidade.

Após a reunião, a Fifa informou que iniciou período de consulta sobre os formatos de torneios, inclusive o de clubes. Serão apresentados várias fórmulas em encontros da entidade. A intenção é aprovar formatos finais na próxima reunião do Conselho da Fifa em março de 2018, em Bogotá.

Infantino reconheceu, em coletiva, que é hora de discutir o modelo do Mundial e “diferentes modelos.” Mas ressaltou que tem que se pensar nos campeonatos continentais em todo o mundo, não só na Europa e na América do Sul.

“Temos competições continentais fortes. E tem outras competições que querem ficar fortes. Enquanto o tempo evoluiu, outros clubes querem participar (fora Europa e América do Sul). Se podemos começar com algo novo, e que possa ajudar todas as confederações, temos que pensar em todos os clubes do mundo”, afirmou Infantino. Uma possibilidade levantada por ele é usar o período da Copa das Confederações, que vai acabar, para realizar o Mundial de Clubes.

Há contratos com o atual formato do Mundial de Clubes até 2018, isto é, até lá a competição continua. Para depois disso, estão sendo estudadas alternativas. Uma delas é justamente a volta da Intercontinental. É possível também uma reformulação do Mundial.

A Conmebol iniciou uma negociação com a UEFA no sentido de retomar a disputa entre os campeões da Libertadores e da Liga dos Campeões. A entidade europeia é simpática a ideia. Resta procurar patrocinadores e convencer as outras confederações continentais. O assunto ainda não foi tratado na reunião desta sexta na Fifa.

A reunião do Conselho que aprovou o reconhecimento à Intercontinental foi uma demonstração de que pode haver resistência à ideia. Dirigentes africanos se mostraram contrariados porque clubes do país não participavam da disputa, mas acabaram aceitando. Quando a volta da competição entrar na pauta da Fifa, há boas possibilidades de reação parecida de continentes que ficaram de fora.