Blog do Rodrigo Mattos

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Presidente do Fla protesta por perda de Paquetá para convocação: ‘Absurdo’
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O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, classificou como absurda a convocação do meia do time Lucas Paquetá para amistoso da seleção, provavelmente desfalcando o time na semifinal da Copa do Brasil. Para ele, a inclusão na lista interfere no equilíbrio da competição.

Nesta sexta-feira, o técnico da seleção Tite chamou, além de Paquetá, Dedé, do Cruzeiro, e Fagner, do Corinthians, todos de times nas semifinais da Copa do Brasil. O amistoso com o El Salvador nos EUA é na véspera desses jogos decisivos. Times como Fluminense e Grêmio também perdem Pedro e Everton para rodadas do Brasileiro.

“Um absurdo. Interferir no equilíbrio da semifinal da principal competição mata-mata do Brasil para disputar dois amistosos sem expressão é lamentável”, afirmou Bandeira ao blog.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, foi mais contido, mas também considerou injusto que seu time perca um jogador. “Não acho (justo), mas historicamente é assim”, disse. Já o vice-presidente de Futebol do Cruzeiro, Itair Machado, afirmara à Rádio Itatiaia que tentaria uma logística para contar com Dedé no jogo semifinal, trazendo o de avião.

O coordenador de seleções Edu Gaspar afirmou que os jogadores ficam nas duas partidas, e que a comissão evitou chamar mais de um jogador por time. Esse conflito de datas também ocorre para a final da Copa do Brasil. Tite ainda não definiu o que fará sobre esse jogo. Na convocação, ele admitiu prejuízo aos times.


Com novos acordos, Fla e Corinthians dobram valor ganho com placas em 2019
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Os novos acordos do Flamengo e Corinthians para placas publicitárias no Brasileiro dobram o valor ganho pelos dois times a partir de 2019. Cada um dos dois clubes fechou com a Sportpromotion por R$ 12 milhões de garantia mínima pelas placas em volta do campo em seus jogos, enquanto recebiam apenas R$ 6 milhões da Globo pelas mesmas propriedades em 2018. Ainda vão ganhar mais do que o dobro do que outros times se estes assinarem de fato com a BR Foot.

Os termos dos acordos de Flamengo e Corinthians com a Sportpromotion foram revelados primeiro pela “ESPN”. Pelos contratos, os clubes recebem pelo menos R$ 12 milhões pelas placas, e depois 65% do que exceder esse valor. Os compromissos são válidos por quatro anos.

No caso do Flamengo, foi feita uma concorrência com empresas: a Sportpromotion foi vencedora também pela forma de modelo proposto. A empresa faz a procura por interessados e tem que respeitar duas premissas: primeiro tem que oferecer os espaços para os parceiros da Globo, o que está previsto por contrato com a emissora.

Na sequência, o clubes rubro-negro pretende que se priorize seus patrocinadores. Então, por exemplo, concorrentes de seus parceiros podem ser barrados, como uma empresa de energéticos diferente da da Carabao. Todos os contratos de patrocínio serão assinados com o próprio clube e não com a Sportpromotion. E o valor de R$ 12 milhões é líquido.

Pelo acordo atual com a Globo, a empresa dá a garantia mínima de R$ 6 milhões, mas só vendeu R$ 3,5 milhões em 2018. Ou seja, o clube ficou neste patamar mínimo. E a emissora tinha total controle sobre a comercialização dos espaços publicitários. Os acordos do Corinthians com a Globo eram similares ao do que clube rubro-negro por um acordo com a emissora.

O acordo feito pelos outros 18 clubes com a BR Foot dá a cada um R$ 5,5 milhões. Mas desse valor é descontada a comissão de 10% da CBF que portanto reduz em R$ 500 mil. Além disso, há um desconto de R$ 1,7 milhão para logística do campeonato. A diretoria do Flamengo entende que pode fazer parcerias e reduzir consideravelmente este custo ou até anula-lo.

 


Clubes rejeitam limite a elenco e culpam CBF por time misto no Brasileiro
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O plano da CBF para induzir os clubes a usarem titulares no Brasileiro não foi bem recebido por boa parte dos times que tem poupado suas equipes no campeonato. A diretoria da confederação pensa em criar limite de jogadores inscritos na competição para evitar reservas, como revelou o blog do Marcel Rizzo. Dirigentes de clubes, no entanto, rejeitam a ideia e culpam o calendário feito pela CBF pela escalação de times mistos no Nacional.

Com a extensão de Libertadores e Sul-Americana no ano inteiro, os clubes que disputam três competições têm poupado jogadores no Brasileiro desde 2017. Isso se deve a um calendário apertado com excesso de jogos importantes já que não há redução dos Estaduais. A diretoria da CBF tem se incomodado com a principal competição ser deixada de lado.

A restrição de uso de jogadores inscritos é utilizada em campeonatos pelo mundo, entre eles a Libertadores e a Liga dos Campeões além de algumas ligas nacionais europeias. No Brasil, precisaria passar pelo Conselho Técnico da Série A composto pelos clubes para ser aprovada.

Entre os clubes que mais têm sofrido com o calendário, a medida é rejeitada. “Sou contra. Não sou eu quem faz o calendário que obriga a poupar. Se levar para votação, vou me posicionar contra”, afirmou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr.

Seu time tem poupado sistematicamente no Brasileiro para privilegiar a Copa do Brasil e a Libertadores. A estratégia é sempre priorizar a competição em que o time pode ser eliminado no próximo jogo.

“Estendeu-se a Libertadores pelo ano inteiro e fica essa superposição. Às vezes, o time pode estar disputando simultâneo pre-Libertadores ou Copa do Brasil e Estaduais. Depois, é Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro”, analisou o presidente gremista. “Isso implica em ter elencos maiores. Tem que ter elenco para atender à qualidade que a torcida espera. É a racionalidade.”

Mesmo tom de discurso foi adotado pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, cujo time também disputa as três competições. “Sou contra isso totalmente. Eles (CBF) que melhorem o calendário”, disse ele, que entende que a CBF joga para cima dos clubes um problema criado pela própria entidade. “Lógico, isso eles têm que ver na Conmebol, a Libertadores o ano todo, mais Copa do Brasil, mais Brasileiro. Quem se destaca é prejudicado”.

Outro que aponta o problema do calendário é o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que é mais uma equipe que joga as três competições ao mesmo tempo. “Sou contra (a restrição a elenco). Se o calendário fosse mais racional, nenhum clube teria necessidade de escalar times alternativos no Brasileirão”, definiu.

O calendário da CBF para o próximo ano não vai mudar muito o cenário em relação a 2018. Em linhas gerais, serão mantidos os Estaduais com 18 datas, Brasileiro espremido antes e depois da Copa América, e uma pré-temporada reduzida. A vantagem é que a Copa América é menor do que a Copa do Mundo da Rússia, com três semanas contra cinco.


Com Maracanã caro, Fla usa público recorde para ganhar com sócio e comida
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Para manter o Maracanã cheio, o Flamengo tem deixado o ingresso barato para jogos do Brasileiro o que proporcionou uma média de público recorde nos pontos corridos. Neste cenário, o lucro com bilheteria percentual tem sido de um quinto do total porque os custos do estádio continuam altos mesmo após novo acordo com o estádio.  A compensação calculada pela diretoria do clube é o ganho técnico, e faturamento com sócios-torcedores e comida.

O Flamengo teve um faturamento de bilheteria no Brasileiro em torno de R$ 13,5 milhões, excluída a última partida contra o Cruzeiro que ainda não tinha borderô disponível. Desse total, apenas 21% ficaram para o Flamengo. E, por conta de promoções, jogos como Botafogo, Sport e São Paulo, que foram depois da Copa, também tiveram percentual baixo de renda para o clube rubro-negro mesmo com o novo acordo válido de despesas válidas.

A diretoria do Flamengo tem consciência que deixa a margem de lucro bem reduzida com o preço menor do ingresso. Em média, os bilhetes custam em torno de R$ 30 no jogo do time no campeonato por conta de promoções com pacotes de jogo. Houve uma pequena queda de custos do Maracanã com o novo acordo, mas esta ainda não é significativa.

Em comparação, outros times como o Palmeiras, Corinthians e até o São Paulo tiveram rendas líquidas bem superiores no Brasileiro mesmo com menos público. O líder do campeonato tem patamar de preço de ingresso similar ao time carioca, mas fica com a maior parte de sua renda porque o Morumbi tem custo bem menor do que o Maracanã. Com quase metade do dinheiro arrecadado pelo Flamengo, o São Paulo ficou com R$ 5 milhões líquidos.

Em contraposição, na Libertadores, diante do Cruzeiro, o Flamengo cobrou ingresso médio de quase R$ 80 e sobrou R$ 1,3 milhão de renda para o clube. A diretoria foi criticada pelo alto preço e o Maracanã ficou longe de encher, com muitos espaços vazios no setor Sul e até no Norte, mais tradicional da torcida.

A aposta dos dirigentes rubro-negro, no entanto, é que os jogos do Brasileiro alavanquem outras receitas. No novo acordo, o Flamengo fica com parte das comidas e bebidas que dão pelo menos R$ 200 mil por jogo quando o estádio está cheio.

Outra vantagem vista pelo clube foi um aumento da adesão dos sócios-torcedores. Recentemente, o clube atingiu o patamar de 100 mil sócios, marca que já foi ampliada para 103 mil. Desde o início do ano, a receita de sócio-torcedor passou a ser calculada junto com à de bilheteria para que os dois itens não sejam concorrentes.

A política de ingressos mais baixos é quase uma unanimidade atualmente dentro do clube. Até porque resultados em campo têm sido positivos e a torcida está satisfeita. Como o Maracanã não se tornou barato, resta à diretoria se equilibrar com outros ganhos.


Se Guerrero sair, Fla avalia ação para cobrar devolução de parte das luvas
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Enquanto Paolo Guerrero negocia sua saída do clube, o Flamengo estuda medidas judiciais caso de fato ele não renove com o clube, cenário mais provável no momento. Há uma avalição de que o clube pode entrar com medida judicial por o contrato não ter sido integralmente cumprido pelo caso de doping. Assim, poderia se pedir a extensão do compromisso ou a devolução de dinheiro das luvas.

A proposta de renovação do Flamengo para Guerrero foi de salário igual ao que vinha recebendo anteriormente por mais um ano e meio. Foi mencionada redução do valor total a ser recebido porque o clube só pagaria luvas proporcionais ao novo contrato, ou seja, inferior ao que tinha sido acertado no primeiro acordo.

Não houve acordo e a saída do atacante se aproxima pois o contrato se encerra no dia 10 de agosto e ele está negociando com o Internacional. Guerrero está fora do jogo desta quarta-feira contra o Cruzeiro pela Libertadores, na terceira partida seguida em que alega contusão. O Internacional tenta se acertar com o fundo DIS para obter o dinheiro necessário para a contratação.

O blog do PVC já tinha antecipado que a diretoria do Flamengo estudava pedir a extensão do contrato por período igual ao que ele ficou fora por suspensão por doping por ter tomado chá de coca com a seleção – o atacante não jogou por seis meses. Essa postura é mantida em caso de saída do clube. Mas o clube sabe que não teria muito clima para Guerrero continuar a jogar e seria mais uma forma de atrapalhar a liberação para um time rival no Brasileiro.

Ao mesmo tempo, outra medida estudada é cobrar a devolução de parte das luvas pagas a Guerrero. Em 2015, o Flamengo pagou R$ 16 milhões em luvas por três anos de contrato. A alegação da diretoria do clube é que só recebeu serviços do jogador por dois anos e meio. Ou seja, teria de ser devolvido o valor de um sexto das luvas, o que daria pouco mais de R$ 2,5 milhões. O salário dele foi suspenso durante o período de punição pela Fifa.

Dirigentes rubro-negro só vão agir se a avaliação do departamento jurídico for de que há chance de sucesso em uma ação contra Guerrero. Certo é que o relacionamento da diretoria do clube com os representantes do jogador atualmente é bem ruim. Assim, o Flamengo não fará concessões se achar que foi prejudicado com a saída do atleta.


Clubes e CBF racham sobre venda de direitos internacionais do Brasileiro
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Os clubes racharam na negociação por direitos internacionais do Brasileiro. De um lado, 11 times já assinaram um acordo com a empresa BR para venda das propriedades com o apoio da CBF. Do outro, agremiações como Flamengo, Corinthians, Atlético-PR, Bahia e Cruzeiro querem mais tempo para analisar outra proposta superior de um fundo antes de referendar um negócio. Uma reunião em Brasília tratou da questão e há contrariedade de parte dos clubes.

Antes da Copa, a CBF se propôs a intermediar a negociação de direitos internacionais e placas do Brasileiro já que a Globo não adquiriu essas propriedades. Houve uma concorrência e uma comissão de clubes juntamente com a confederação aceitou uma proposta do grupo BR Foot, que faz parte de um grupo com o Riza Capital. Eram R$ 550 milhões por quatro anos de contrato.

As negociações já estavam nos trâmites contratuais com finalização dos documentos para assinatura. Mas, durante o processo, uma proposta de um fundo inglês chegou por meio de um clube e já foi oficializada para a CBF. A proposta é de US$ 220 milhões (R$ 815 milhões), mas tem um formato diferente da primeira. Esse é o valor que pode ser atingindo, dependendo de condições, e seria como luvas descontado dos valores obtidos na revenda. Além disso, outros grupos acenaram com fazer ofertas pela propriedade.

Diante disso, os clubes se reuniram em Brasília nesta terça-feira para discutir a questão. Um grupo composto por Corinthians, Flamengo, Bahia e Cruzeiro votou para que não houvesse uma assinatura agora e se estudasse melhor a questão. Na reunião, estava o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, que informou que outros 11 times já tinham assinado o contrato.

“Confere, não assino tendo proposta melhor”, afirmou o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez sobre a informação.

O vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage, que conduz as negociações, disse que, de fato, a primeira proposta estava já aprovada, mas que os clubes têm que analisar um possível ganho ecômico maior. A questão é saber se o novo fundo vai dar garantias de pagamento como fez o anterior, pois seu valor oferecido é bem superior. Representaria R$ 10 milhões por ano para cada clube se dividido igualitariamente.

“O que ficou definido é que faremos uma avaliação dessa proposta. Procurar o interessado para que ele oficialize”, disse ele. “Não tem problema quem assinou porque no final vai assinar todo mundo. O formato de revenda internacional é com participação dos clubes, mas temos que analisar o aspecto econômico.”

Há uma outra questão que tem gerado contrariedade em alguns clubes. Dois dirigentes dizem que a CBF levaria comissão no contrato da BR Foot em um percentual de 10%, isto é, ficaria com R$ 55 milhões. Por isso, veem pressão da entidade para assinatura do novo contrato. Questionada sobre o assunto, a confederação não respondeu sobre esse tema.

Dentro da confederação, extraoficialmente, há uma posição de que foram os próprios clubes que aprovaram a proposta da BR Foot. Nesta versão, a entidade não fez pressão por um acordo porque até preferia que uma das grandes empresas de marketing esportivo mundial como a IMG comercializasse o campeonato por uma maior difusão. A CBF já recebeu a nova proposta, mas caberá aos clubes analisá-la mais ao fundo.

 


Fla é mais um que erra ao priorizar Copa do Brasil ao Brasileiro
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Durante a semana, o Flamnego decidiu escalar sua força máxima na quartas de final da Copa do Brasil e poupar três titulares na rodada do Brasileiro (Rever, Léo Duarte e Diego), em duas partidas com o Grêmio. Levou um bom empate fora no mata-mata e perdeu a liderança do Nacional para o São Paulo ao ser derrotado no final de semana em uma atuação ruim e sem intensidade.

É mais um clube que adota a estratégia de priorizar uma Copa em detrimento do campeonato mais importante de pontos corridos. Fizeram o mesmo o Grêmio no ano passado ao abdicar da disputa com o Corinthians, e o Cruzeiro tem optado pela mesma prática, entre outros times.

Trata-se de um equívoco porque as premissas desse plano não se sustentam. Primeiro, há um raciocínio de que é preciso brigar em todas as frentes. Bom, o única time que ganhou a Copa do Brasil e o Brasileiro de pontos corridos na mesma temporada foi o Cruzeiro em 2003. Nenhum venceu uma das competições nacionais e a Libertadores na mesma temporada.

Mesmo na Europa, onde a maratona de jogos é menor, a tríplice coroa é feito dificílimo ocorrido com o Bayern de Munique (2013) e o Barcelona (2015), clubes com elencos bem mais completos e com domínio amplo no seu país (caso dos alemães). Na América do Sul, é quase impossível. É preciso escolher, portanto, ou não se vai a lugar nenhum.

A opção pelo mata-mata costuma ser defendida com o seguinte racicínio: faltam apenas cinco jogos para a taça na Copa do Brasil e é possível recuperar no Brasileiro. O próprio técnico rubro-negro Maurício Barbieri afirmou que seu objetivo é manter o time entre os três primeiros, isto é, não pensava em manter a liderança a qualquer custo. Vê possibilidade de recuperar.

É um raciocínio que a realidade desmente. Os pontos perdidos no Brasileiro não se recuperam, assim como a chance de enfrentar um time reserva de um forte Grêmio fora. E, se o clube poupa nas quartas-de-final, vai também evitar titulares em outras fases e serão outras rodadas meia-boca. Então, poupar no Brasileiro, é, sim, priorizar o mata-mata e deixar de lado o Nacional.

O que não se justifica porque o Brasileiro é o campeonato mais importante do país, e o mais previsível para um time forte como se desenha o Flamengo nesta temporada. É nele que pode se ter certeza de que um futebol mais consistente leva ao título.

Equivoca-se quem pensa que a Copa do Brasil é mais fácil por ser mais curta. Essas cinco partidas têm forte elemento de aleatório, de acaso, porque são decididas em dois confrontos e possivelmente em pênaltis. Veja que o Grêmio foi eliminado por um Cruzeiro inferior em 2017.  O mata-mata, portanto, deveria ser a aposta para times que não tem condição de vencer o principal campeonato.

Mesmo para o Grêmio, que está agora em terceiro lugar no Brasileiro, a opção é bem questionável porque o time tem condições de brigar pelo título caso se interesse por ele. Apresenta melhor futebol, por exemplo, do que o São Paulo. No caso gremista, há o elemento de a torcida gostar de Copas o que pelo menos torna compreensível a escolha de Renato, ainda que não seja o que se espera do planejamento mais lógico para a temporada.

Já no caso rubro-negro a escolha pela Copa do Brasil faz pouquíssimo sentido. O time era líder do campeonato, e a torcida gosta do Brasileiro competição que o clube já venceu seis vezes.  É certo que o calendário da CBF não ajuda os clubes, mas, diante do cenário já posto, cabe a dirigentes e técnicos planejarem de forma inteligente seus recursos sob pena de acreditarem em ilusões e acabarem sem nada na mão.


Nova proposta por direitos internacionais do Brasileiro balança clubes
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Uma nova proposta de um fundo inglês pelos direitos internacionais do Brasileiro a partir de 2019 leva os clubes a repensarem o acordo com um grupo nacional que ainda não foi assinado. A nova oferta é de um valor garantido de US$ 220 milhões (R$ 815 milhões), superior aos R$ 110 milhões aceitos anteriormente do banco Riza Capital por quatro anos. Dirigentes de clubes marcaram nova reunião para discutir o caso pois a segunda proposta já foi enviada à CBF.

Com os novos contratos do Brasileiro para 2019, a Globo não comprou os direitos internacionais, nem de placas em volta do campo. Isso deixou em aberto esses direitos e a CBF se ofereceu para negociar em nome dos clubes.

Houve uma concorrência e apresentação de propostas. A melhor delas até então foi do banco de investimentos Riza Capital, que tem entre seus investidores Alexandre Grendene, Patrícia Coelho e Cesar Rocha. A oferta foi de R$ 550 milhões por ambos os direitos, sendo R$ 440 milhões pelas placas e R$ 110 milhões pelos direitos internacionais.

A comissão de clubes aceitou a oferta e o contrato estava pronto para ser assinado. Durante a Copa, no entanto, surgiu uma nova proposta de um fundo inglês cujo nome não foi revelado que a apresentou por meio de um dos clubes. Inicialmente, era uma oferta informal, mas esta foi formalizada nesta semana.

Estão na mesa US$ 220 milhões. Mas esse dinheiro seria como luvas que seriam pagas aos clubes. Enquanto isso, todas as vendas de direitos internacionais ficariam com o fundo até que se atingisse esse valor. A partir daí, os clubes e o fundo passariam a dividir o dinheiro meio a meio.

No caso do Riza Capital, o contrato seria de quatro anos com R$ 110 milhões garantidos pelos direitos internacionais. Clubes e o grupo atuariam de forma conjunta para a venda dessas propriedades.

Foi marcada uma reunião para terça-feira em Brasília com os clubes que fazem parte da comissão para discutir a nova proposta. Entre os times, estão Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, Atlético-PR e Coritiba. Também se analisará a possibilidade de criação de uma associação dos clubes para revender os direitos em vez de a CBF atuar como intermediadora.

“Já tinha sido encaminhado o acerto com esse fundo (Riza Capital) então existe uma discussão que os clubes vão ter sobre o timing dessa proposta. Temos que ver quanto teremos de tempo para analisar a nova proposta (do fundo inglês) porque a outra estava para ser assinada”, contou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage, que é parte da comissão.  “Economicamente, existe uma vantagem. Clubes têm que ver se abrem nova negociação.”

Lage ainda ressaltou que entende como importante que os clubes tenham participação na negociação dos direitos internacionais do Brasileiro que são uma propriedade pouco trabalhada no exterior. Quer a valorização desta marca. “Temos que desenvolver um projeto para tornar o produto mais conhecido.”

Para o dirigente do Cruzeiro, a negociação pode se dar por meio da CBF, sem necessidade da criação de uma associação de clubes. Questionada, a confederação não informou se já recebeu, de fato, uma nova proposta.

Há ainda uma demanda de alguns clubes de que a Globo abra mão dos direitos que tem no exterior para o seu canal internacional. É improvável, no entanto, que este pedido seja atendido visto que a emissora tem contratos que lhe garantem isso.

Em relação às placas, é possível que exista uma nova proposta também pelos direitos de placas. Flamengo e Corinthians já se retiraram do acordo relacionado às placas por entenderem que é mais vantajoso negociarem individualmente essas propriedades.


Com Vinicius Jr. e Arthur, Brasil tem mês recorde de vendas: R$ 867 mi
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Os clubes brasileiros tiveram um mês recorde de vendas para o exterior em julho: um total de US$ 231,1 milhões (R$ 867 milhões) de acordo com relatório da Fifa. Em nenhum mês o país obtivera tal montante que se aproxima do valor que se arrecadou no ano passado inteiro com transferências de atletas. Entre as negociações, estão Vinicius Jr. (Flamengo), Arthur (Grêmio) e Paulinho (Vasco), todos com rescisões feitas neste mês.

Com isso, o Brasil ficou pela primeira vez na lista dos cinco mercados que mais ganharam dinheiro em transferência em julho, mês mais agitado para transações entre clubes. Só países europeus ocupavam a lista nos dois anos anteriores em que a Fifa tinha feito esse relatório, em 2017 e 2016.

Explica-se: os clubes só registram os valores das transferências quando são feitas rescisões contratuais com os clubes vendedores. Neste momento, os dois clubes incluem os documentos da transação que permitem à Fifa ter acesso aos valores acertados.

Assim, só agora foi registrado o valor de venda de Vinicius Jr do Flamengo para o Real Madrid, em um total de 45 milhões de euros. Sua rescisão foi registrada em 20 de julho, apesar de o clube rubro-negro ter acertado a negociação no meio do ano passado. Já o dinheiro entrou dois terços em 2018, em torno de R$ 100 milhões, e um terço neste meio do ano, R$ 50 milhões. A CBF também só registrou a saída de Felipe Vizeu (US$ 6,5 milhões) para a Udinese no mesmo dia de seu antigo colega de ataque.

O caso de Arthur é similar. A transação entre Barcelona e Grêmio já estava previamente acertada no início do ano, mas só em julho ganhou valores definitivos com o acordo para ida antecipada do jogador para a Espanha. A transferência se deu por 31 milhões de euros e a rescisão foi registrada no BID da CBF em 19 de julho.

Outro que teve sua negociação acertada em abril foi Paulinho, negociado pelo Vasco ao Bayer Leverkusen. O rompimento de seu contrato com o clube carioca ocorreu em 25 de julho, quando foi registrado o valor de 20 milhões de euros no sistema TMS da Fifa.

Entre outras transações importantes, há o atacante Roger, negociado pelo Palmeiras que estava emprestado ao Atlético-MG. Ele se transferiu ao chinês Shandong Luneng por um total de 9,5 milhões de euros. Por fim, o São Paulo negociou o peruano Cueva com o Krasnodar por 8 milhões de euros.

Para efeito de comparação, o valor obtido pelos clubes brasileiros de R$ 867 milhões praticamente cobre os R$ 916 milhões ganhos em toda a temporada de 2017. Para se ter ideia, o Brasil arrecadou mais do que o mercado inglês, que é o maior comprador, mas também negocia jogadores com outros países europeus. Espanha e Alemanha ficaram na casa de US$ 300 milhões em ganhos com negociações de jogadores. A liderança ficou com a França com US$ 428 milhões.

Entre os que mais investiram, estão a Inglaterra e a Itália, esta puxada pela negociação de Cristiano Ronaldo entre Real Madrid e Juventus. No total, os ingleses gastaram US$ 730 milhões com jogadores no mês de julho, e os italianos, US$ 719 milhões. Esse número indica um claro reaquecimento do mercado da Itália que estava atrás dos outros anteriormente.

No geral, o mercado de transferências cresceu 17% nesta temporada em relação a anterior, demonstrando que continua a escalada de custo com aquisição de jogadores vista nos últimos anos. No total, foram US$ 4,8 bilhões em transferências neste ano.


VAR estreia em versão reduzida no Brasil e precisa baratear para expandir
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Após dois anos do início do projeto do árbitro de vídeo, a CBF vai estrear a tecnologia na Copa do Brasil em uma versão reduzida, um pouco diferente da que se viu na Copa do Mundo. A questão é financeira, e o projeto se inicia com o desafio de cortar custos e acertar a operação para emplacar o mecanismo em larga escala no país. De início, haverá VAR em 14 partidas na competição de mata-mata, sendo as duas primeiras Grêmio x Flamengo e Corinthians x Chapecoense.  Enquanto isso, o Brasileiro-2019 ainda tem uso da tecnologia incerto, dependendo dos valores e da disposição dos clubes de pagarem por isso.

Na Copa do Brasil, o custo do VAR será de R$ 50 mil por jogo, mesmo valor oferecido aos clubes em proposta para o Brasileiro-2018. Assim, a CBF gastará apenas R$ 700 mil com os 14 jogos, pagos para a empresa Broadcast, que fornecia serviços para a TV Globo como produtora de imagens.

Ela foi escolhida por meio de uma concorrência, mas não foi a que apresentou o menor preço entre as dez companhias que disputaram o serviço. A diretoria da confederação entendeu que era preciso contratar aquela que tivesse a maior capacidade técnica na sua avaliação, pois não poderiam ocorrer erros graves sob o risco de comprometer o projeto.

“O objetivo principal é mitigar riscos, porque previne os erros mais graves do futebol brasileiro. Não é tolerável um erro grave, por isso estamos investindo nesta ferramenta”, afirmou o diretor de VAR da CBF, Ricardo Bretas.

Para o Brasileiro-2019, Bretas vai montar projetos com preços diferentes para tentar convencer os clubes a investir no VAR, até porque, novamente, a CBF não vai aceitar bancar a implantação do mecanismo. A ideia é apresentar projetos mais baratos com concorrência com outras operadoras.

Há questões operacionais que também serão examinadas, na prática, a partir de agora na Copa do Brasil. Para o torcedor que se acostumou com o recurso durante a Copa do Mundo, a versão nacional do VAR será um pouco diferente. Instruções básicas têm de ser iguais às aplicadas pela Fifa na Copa por conta do protocolo internacional, mas alguns detalhes não se repetirão. Veja ponto a ponto como funcionará o árbitro de vídeo no Brasil:

Quando será aplicado

O VAR será para lances capitais de gol, como impedimento, marcação de pênaltis, cartões vermelhos (incluindo ofensas) e identidade equivocada de um jogador que cometeu ato para expulsão. A tecnologia só será usada após o árbitro de campo ter tomado uma decisão. Pelo protocolo, só pode ser utilizado para erros claros, não para lances interpretativos.

Como será o procedimento

A consulta ao VAR pode ser feita de forma silenciosa pelo árbitro de vídeo que manda seguir se não houver irregularidade. Caso o árbitro de vídeo veja um problema, pode indicar a revisão da decisão do juiz de campo que também pode pedir para ver o lance. Neste caso, a revisão será feita em uma tela ao lado do campo, e o árbitro sinalizará para os torcedores. A revisão só pode ser feita se o jogo não tiver sido reiniciado.

Tempo de paralisação

A CBF instruiu seus árbitros a tomar o tempo necessário para fazer a revisão do lance, sendo mais importante acertar do que a demora para ter uma palavra final. Na Copa da Rússia-2018, a Fifa indicou que houve pouco tempo perdido com paralisações. A comissão de arbitragem da CBF estima paradas em 50 segundos e 1 minuto, mas admite que a paralisação pode se estender por mais tempo.

Quais imagens serão utilizadas

Cada jogo terá entre 14 e 16 câmeras disponíveis com imagens captadas pela TV Globo e pela Fox Sports. Pelo protocolo, as imagens têm que ser as mesmas vistas pelos torcedores e as emissoras não podem ter imagens que não sejam mostradas à confederação. A comissão de arbitragem da CBF orientou os juízes de VAR a olhar o máximo de ângulos possíveis, e não se fixar apenas na primeira percepção de uma câmera.

Gravação do VAR

Todas as ações e comunicações na sala do VAR serão gravadas pela CBF. Esse material será usado no caso de ataques a integridade da competição ou para educar árbitros. Mas o material não será disponibilizado para clubes que se sintam prejudicados por decisões do árbitro a não ser em casos excepcionais.