Blog do Rodrigo Mattos

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Qatar tem patrocínio encaminhado para a Libertadores
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A Conmebol está próxima de fechar um patrocínio do Qatar para a Libertadores, reforçando o caixa da competição. A parceria não será restrita à principal competição sul-americana, estendendo-se também à Copa América. O valor deve girar em torno de US$ 15 milhões e US$ 20 milhões.

Dirigentes da confederação sul-americana e da organização da próxima Copa estão próximos politicamente desde encontro neste ano na América do Sul. Houve conversas políticas que levaram à confirmação do Qatar como participante da próxima Copa América-2019, no Brasil. Além disso, a Conmebol tem apoiado demandas do país do Oriente Médio na Fifa.

Neste contexto, houve negociações sobre um patrocínio para as competições sul-americanas. Por meio de suas fundações ou empresas, o Qatar investe em esporte. Uma companhia é dona do Paris Saint-Germain (Qatar Sports Investments), outra estampava a camisa do Barcelona e aparece agora na da Roma (Qatar Airways).

Todas essas empresas são ligadas ao próprio governo do país que é organizador do Mundial-2022. Neste contexto, o Qatar tem expandido sua presença e já se acertou em uma negociação de acordo com dirigentes da Conmebol. Falta, no entanto, acertar um contrato definitivo para fechar o acordo.

Entre as propriedades, estão o patrocínio da Libertadores e da Copa América. Não foi possível descobrir qual empresa do grupo qatariano, de fato, terá o nome associado às competições. No pacote, também estão direitos de transmissão da competição para o Oriente Médio para a Bein Sports, subsidiária da Al Jazeera, maior rede de televisão do Qatar e da região.


Libertadores-2019 terá jogos mais cedo e Globo terá de antecipar novela
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Após a conclusão da licitação dos direitos de televisão, a Conmebol confirma que os jogos da Libertadores terão novos horários. Em um mudança emblemática, os jogos das quartas-feiras serão antecipados de 21h45 para 21h30, entrando no horário da novela da Globo. A emissora carioca ganhou os direitos de TV aberta da competição, com Fox Sports e SporTV ficando com os direitos de tv fechada.

Durante a concorrência, a Conmebol tinha colocado como horário previsto para jogos às quartas-feiras: 21h30. Havia resistência da Globo por afetar sua grade, mas, após negociação, isso foi aceito.

São duas justificativas para as mudanças nos horários: melhorar o atendimento ao torcedor que não precisará sair tão tarde do estádio e atender vários mercados, não só o brasileiro. Por isso, foram adotados horários padrões que valerão para todos os jogos.

Para as quartas-feiras, serão jogos às 19h15 e às 21h30. Nos outros dias, haverá jogos 19 horas, 21 horas e às 23 horas. Nesse último caso, serão partidas mais tardes, mas, em geral, não se aplica ao Brasil.

Essa medida faz parte de um pacote que inclui a Conmebol tomar para si as filmages e geração de imagens da Libertadores. Também assumiu a confecção da tabela sem interferência da televisão e fará rotatividade entre os times nos jogos nas quartas-feiras, sem a possibilidade de as emissoras escolherem só um ou dois times.


Conmebol espera licitação para saber quando terá VAR na Libertadores
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A Conmebol espera a definição do custo do árbitro de vídeo para definir em que fase será implantando na Libertadores. O ideal para a entidade é começar a ter o sistema já nas oitavas-de-final. Mas, por enquanto, a garantia é apenas que haverá na semifinal da competição.

A Conmebol abriu uma licitação para empresas interessadas em implantar o sistema na Libertadores. Cada uma vai apresentar um preço por jogo e se será reduzido caso exista um pacote maior de jogos.

A questão é que a confederação sul-americana conta com um orçamento limitado para utilizar o sistema. Afinal, na atual temporada, ainda vale o contrato antigo da Libertadores para televisões, isto é, um terço do que se ganhará no futuro. Assim, em 2017, usou o árbitro de vídeo apenas a partir das semifinais.

Agora, a Conmebol espera o resultado da concorrência para saber quanto terá de pagar por jogo. A previsão é que isso ocorra na próxima semana. A intenção do presidente da entidade, Alejandro Dominguez, era ter o recurso já nas oitavas-de-final.

No ano passado, sem pacote, a Conmebol tinha que pagar US$ 20 mil por jogo de tecnologia para a Mediapro, fora viagens de juízes. A intenção é reduzir esse custo para expandir o uso do vídeo. Para o próximo ano, a Conmebol vai avaliar se é possível usar em todos os jogos, visto que há mais dinheiro do contrato de televisão.


Preço do ingresso do Fla varia 350% para atingir público amplo e ter renda
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De volta ao Maracanã de vez, a diretoria do Flamengo estabeleceu praticamente dois tipos diferentes de preços de ingressos para seus jogos em 2018 com variação de até 350% entre eles. No Brasileiro (e no 1o jogo da Copa do Brasil), preços mais populares, intenção de encher o estádio e lucro baixo. Na Libertadores, valores altos, maior aparato de segurança e mais dinheiro em caixa.

Pela apuração do blog, esses preços superiores da competição sul-americana vão ser mantidos para as próximas fases. No Nacional, devem ser adotados mais baixos, com alguns em caso de maior atratividade como é caso do clássico com o Vasco.

Para efeito de comparação, a partida diante do Internacional, o Flamengo cobrou R$ 40,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócios. O público foi de 60.182 pessoas. Mas a renda ficou em R$ 1,4 milhão, sobrando menos de um sétimo para o clube: R$ 187 mil.

Diante do Emelec, pela Libertadores, o ingresso foi bem mais caro, chegando R$ 180,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócio. O público foi de 36.754 pagantes. A renda, no entanto, atingiu R$ 2,7 milhões, com sobras de R$ 878 mil para o clube.

Há uma diferença na estratégia da diretoria que, em 2017, tinha bilhetes caros quase em todas as partidas, inclusive no Nacional com o time fora da disputa. O novo modelo aumentou a presença de público no Maracanã, atingindo um torcedor que não vinha tendo dinheiro para ir às partidas.

Ao mesmo tempo, na Libertadores, o preço subiu para o público geral em relação a 2017 e desceu para o sócio-torcedor. Neste jogo, aumentou o esquema de segurança com perímetros de isolamento e maiores gastos com ingresso e operações de trânsito.

O objetivo era garantir a proteção ao torcedor após os eventos violentos na final da Sul-Americana, quando houve invasão do Maracanã, agressões e a polícia não conseguiu conter os marginais. Com o novo modelo de operação, o Flamengo tenta garantir que esse tipo de evento não volte a ocorrer e não afaste torcedores que estiveram naquele jogo e ficaram assustados.

A nova política de preços foi possível com a junção de metas financeiras do sócio-torcedor com a bilheteria. Explica-se: antes, os valores subiam muito para incentivar a adesão ao programa onde o ingresso é bem mais barato.

Na avaliação da diretoria rubro-negra, a fase do time, vitórias e derrotas, é o fator que mais influencia a presença do público. Mas sabe que preços de ingressos e segurança também têm peso decisivo no número de rubro-negros que vai ao estádio. Feitas as contas, o clube aposta em uma fórmula com grande variação de preços para atingir públicos diferentes, obter as receitas previstas e ter o Maracanã cheio.

 


CBF pede a Corinthians e Grêmio liberação de atletas antes da Libertadores
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Com Pedro Ivo Almeida

A comissão técnica da seleção vai conversar com Corinthians e Grêmio para tentar liberar Cássio e Geromel antes dos jogos finais dos clubes na primeira fase da Libertadores. Mas a própria CBF reconhece que os dois times têm a prerrogativa de segurar os jogadores, de acordo com as regras da Conmebol.

Pelas regras da Fifa, o período entre 20 e 27 de maio deveria ser para o descanso de atletas. Na Europa, teoricamente, os atletas convocados não podem mais jogar a não ser a final da Liga dos Campeões. Só que, na América do Sul, pode haver jogos neste período.

A apresentação da seleção está marcada para segunda-feira. Então, Cássio e Geromel chegariam três ou quatro dias atrasados. Isso porque o Grêmio joga no dia 23 de maio, contra o Defensor, e o Corinthians, no dia 24 de maio, diante do Milionários.

“A Conmebol mandou uma carta para nós dizendo que os clubes têm essa prerrogativa de ficar com os atletas neste período”, contou o coordenador técnico da seleção, Edu Gaspar. “Na quarta-feira e na quinta, eles poderiam jogar pelo clube, mas vamos conversar com o clube. Seria responsabilidade dos clubes segurar os atletas quando já estariam convocados. Vamos explicar isso.”

A palavra final, no entanto, será dos próprios clubes que poderão negar a convocação antecipada. No início da semana, estão previstos exames e testes físicos, considerados essenciais pela comissão técnica. Contundido, Fagner irá se apresentar no prazo.


Vasco cai com pior campanha brasileira em grupos da Libertadores em 16 anos
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O Vasco foi eliminado antecipadamente da Libertadores com a pior campanha de um time brasileiro na fase de grupos em 16 anos. Com a derrota para o Cruzeiro em casa, o time somou apenas dois pontos em cinco jogos, nenhuma vitória.

Nesta quarta-feira, o time carioca foi goleado pelo Cruzeiro por 4 x 0 em São Januário. Foi a segunda goleada na fase de grupos, e terceira na Libertadores.

Faltando uma rodada, o time vascaíno só pode atingir 5 pontos se vencer a Universidad do Chile. A última vez em que uma equipe brasileira esteve em situação similar foi quando o Flamengo somou apenas quatro pontos nesta fase, e o Atlético-PR, cinco. Ambos foram eliminados. Em todas as outras edições desde então, os times brasileiros tiveram desempenho superior nos grupos.

Além disso, houve duas eliminações em fase prévia da Libertadores. O Corinthians para o Tolima, em 2011, e a Chapecoense, agora em 2018.

A partida diante do Cruzeiro foi um retrato do que se viu deste Vasco na Libertadores. Um time desorganizado em sua defesa que só funcionou em uma partida diante dos cruzeirenses em Minas Gerais. Fora isso, foi uma peneira.

Os laterais Pikachu e Henrique davam espaços nas costas, os zagueiros olhavam para os rivais dentro da área, e os volantes estava mal posicionados para protege-los. É preciso que se diga que o primeiro gol cruzeirense foi marcado em impedimento de Léo. Mas o atropelamento foi tal que fez pouca diferença no resultado final.

E a defesa era o ponto forte vascaíno no ano passado, com nomes diferentes. De qualquer forma, o técnico Zé Ricardo, que tinha esse mérito, não parece conseguir encontrar novamente uma forma de botar o time para se defender de forma eficiente. Ofensivamente, o time tinha uma falta de talento absoluta, tentando vencer só na pressão e vontade.

Os gols cruzeirenses foram saindo com naturalidade. Thiago Neves recebeu livre após jogada pela direita e aumentou. Depois disso, Sassá ampliou. E a torcida vascaína se revoltou: começou a gritar time sem vergonha, criticou a diretoria… Isso causou uma briga porque parte dos torcedores tentou abafar o protesto. Houve quem chamasse de protesto político. Como dizer que é política quando uma torcida reclama de um vexame desses?

O cenário melancólico se seguiu. Quando o Cruzeiro acelerou: fez mais um gol. A torcida brigou de novo. E assim o Vasco se despediu com a pior campanha brasileira na Libertadores em mais de uma década.

 


Libertadores abre ofertas de TVs e deve conhecer vencedores em 15 dias
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Encerrado o prazo para ofertas, a empresa parceira da Conmebol formada por IMG e Perfom já abriu os envelopes com as propostas para os direitos da Libertadores no Brasil a partir de 2019. Só que nem cartolas da confederação tomaram conhecimento das propostas. Ao contrário de anos anteriores, o processo será feito em sigilo e só chegará à Conmebol para negociações de adaptações das ofertas em um modelo para evitar manipulações.

O prazo para entrega de propostas de televisões brasileiras acabou no dia 26 de março. A informação da Conmebol é que o resultado foi dentro do esperado em termos de valores. Mas a confederação não sabe mais do que isso em termos de informação. A expectativa é de que pelo menos Fox Sports, Sportv e Esporte Interativo façam propostas, e possivelmente a ESPN.

Os envelopes foram abertos em Londres pela empresa joint venture formada pela IMG e Perform, que ganhou o direito de revender a Libertadores em outra concorrência. Será a empresa que fará a análise inicial e depois levará os dados para a Conmebol.

Na segunda fase, será analisado se alguma empresa ofereceu um pacote de exclusividade para a TV fechada. Lembrando, a Conmebol ofereceu quatro pacotes: A) TV aberta B) TV fechada com prioridade para jogos C) TV fechada com segunda escolha D) Todos os jogos de quinta-feira em todas as plataformas.

Uma emissora pode se oferecer para comprar os pacotes B e C, mas para isso tem que oferecer mais do que as outras propostas em conjunto. Em resumo, a IMG e Perform, juntamente com executivos da Conmebol, vão conversar com as emissoras para adaptar suas propostas e entender qual opção representa maior valor.

A expectativa é de que a concorrência se conclua em um período de 15 a 20 dias. Neste prazo, serão conhecidas as emissoras que transmitirão a Libertadores no Brasil pelos próximos quatro anos até 2022.


Gigantes criam empresa no Brasil para negociar direitos da Libertadores
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Agências responsáveis por comercializar a Libertadores, a Perform e a IMG criaram uma empresa no Brasil para negociar os direitos de TV e de marketing da competição de 2019 a 2022. Atuarão como representantes da Conmebol e os contratos serão feitos diretamente com a confederação. O tamanho das empresas revela o crescimento do dinheiro em volta da competição.

A Perform e a IMG ganharam no ano passado uma concorrência para comercializar os direitos da Libertadores. Sua proposta incluía uma mínimo de US$ 350 milhões anuais (R$ 1,1 bilhão), pela Libertadores e a Sul-Americana, mesmo que a venda de competição não gerasse essas receitas.

No modelo proposto, as empresas têm de fazer concorrências com televisões do Brasil e de outros países: a licitação já foi lançada. O objetivo é obter o maior valor possível pela Libertadores. Assim, a Perform e a IMG passam a ter direito a percentuais do contrato total se atingirem determinados patamares, tanto em relação à TV quanto a marketing da competição. Quanto mais ultrapassarem as metas, mais se aceleram seus ganhos.

Em novembro de 2017, as duas empresas decidiram criar uma joint venture (sociedade) no Brasil. Só que a Perform e a IMG pertencem a grupos tão grandes que precisaram pedir autorização ao Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico) porque ultrapassavam limites de renda previstos na legislação brasileira.

A Perform tem um valor estimado em 700 milhões de libras (R$ 3,2 bilhões), montante aproximado pago pelo Acess Group para comprá-la em 2015. Dono do Acess Group, o ucraniano Len Blavatnik é um dos 25 mais ricos do mundo segundo a lista da Forbes, com um total de US$ 20 bilhões, sendo seu grupo sócio de hotéis e empresas de mídia, entre outros negócios.

Já a IMG pertence ao grupo Silver Lake, com um total de investimentos de US$ 39 bilhões entre tecnologia, empresas de mídia e outros setores. A lei brasileira manda que seja submetido ao Cade a formação de conglomerados em que um dos sócios tenha faturamento acima de R$ 400 milhões e o outro acima de R$ 30 milhões dentro do país. Era o caso da junção desses dois gigantes.

O Cade entendeu que não havia problema no negócio específico relacionado à Libertadores e o aprovou. O tamanho dos sócios e a decisão de firmar uma sede no Brasil mostram como a competição passou a ter parceiros poderosos, com capital superior ao da Globo, maior compradora de direitos esportivos no país.

A agência recém-criada tem como objetivo “planejar, comercializar e administrar os direitos comerciais” relacionados às competições Libertadores, Copa Sul-Americana e Recopa. Sua concorrência para direitos de TV da Libertadores para o Brasil já foi feita, e está à espera das propostas da emissoras até o final de março. Outra concorrência será feita em seguida para a Sul-Americana.

Pelo acordo com a Conmebol, a nova empresa terá um grupo específico para lidar com as negociações dos direitos da Libertadores, seja marketing ou TV. Mas as agências, ressalte-se, não são donas dos direitos, atuando apenas como intermediadoras da Conmebol. Anteriormente, a confederação vendida os direitos e passava a não fazer parte do processo.

Nas gestões anteriores, contratos da Libertadores foram motivo de denúncia e investigação pela Justiça dos EUA por pagamento de propinas a dirigentes da Conmebol. Empresas como a Fox Sports compravam os direitos de televisão sem que houvesse concorrência por eles.


Bem organizada, Libertadores pode ser atrativa no mundo pelo equilíbrio
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A Conmebol implantou recentemente uma série de medidas que mostram a cara que pretende dar à Libertadores no futuro (concorrência de Tvs e final única). Sua meta: transformar a competição em global. Mas isso é possível diante do abismo que separa a competição da Liga dos Campeões que atrai o planeta inteira?

Vamos responder por partes. Não, acabar com a diferença técnica entre a competição sul-americana e europeia não será possível. Sim, será possível reduzir esse vantagem do velho continente e apostar nas qualidades da Libertadores que os europeus não têm.

Primeiro, como é possível reduzir a vantagem? Os clubes sul-americanos precisam ganhar mais dinheiro.  Para isso, são essenciais duas coisas: a organização deles próprios e a estruturação do futebol de forma a melhorar o nível econômico e o espírito das competições.

Um primeiro passo foi dado em alguns clubes brasileiros e argentinos. Uma matéria do “Globo.com”, nesta semana, mostra que a recuperação financeira de Flamengo e River Plate foi similar, e que ambos têm possibilidades de expansão de seus ganhos. A Argentina terá um crescimento dos contratos de TV com a saída da mídia estatal e o clube rubro-negro atua para incrementar patrocínios, sócios e bilheterias.

Outros clubes do continente como Boca Juniors e Palmeiras seguem por caminhos parecidos, com finanças ajeitadas e dinheiro para investir. É só olhar para os elencos desses quatro times que melhoraram em relação a anos anteriores. Há gigantes brasileiros e argentinos que passam por dificuldades, mas a capacidade de investimento no continente, no geral, cresceu. Um sistema de licenciamento de clubes na Conmebol, ainda embrionário, pode ajudar se for levado a sério.

Com novo contrato de televisão, em 2019, a Libertadores deve aumentar a distribuição de dinheiro para os clubes, representando um novo ganho. Não é suficiente para atingir a Europa, mas aumenta o nível técnico.

Aliado a isso, a Conmebol promete intensificar medidas para aumentar segurança nos estádios e dar mais neutralidade ao jogo, outro ponto que melhora a qualidade da partida. O árbitro de vídeo, atualmente restrito a fases mais avançadas, é mais um fator positivo visto que as arbitragens da Libertadores são tradicionalmente problemáticas.

Com a melhoria do jogo, e por consequência do produto, a Conmebol pode apelar ao que lhe é peculiar para se vender ao mundo. Um ponto é o equilíbrio. Nos últimos dez anos, foram dez campeões diferentes. Na Europa, foram seis times campeões.

O velho continente é marcado pelos supertimes imbatíveis como Real Madrid, Barcelona, Bayern e alguns emergentes como City e PSG. Por aqui, ainda que times maiores tenham maior poderio econômico não é incomum serem batidos por menores – veja a dificuldade do Flamengo de passar da primeira fase. Se for na bola, esse equilíbrio é boa notícia. Com jogos bons, a imprevisibilidade pode acrescentar uma graça à Libertadores que a Champions não tem quando Messi enfrenta os Celtics da vida.

Outro aspecto é a torcida. Neste ponto, vejo um equívoco da Conmebol ao optar pela final única. Compreendo, no entanto, a escolha porque um grande evento cria uma visibilidade inédita para a competição. Mas as duas decisões tinham a cara da torcida quente sul-americana, papel picado, bandeiras, etc. Tudo que não se vê mais na Europa. É autêntico, é apaixonante, logo, vai atrair o público do mundo.

Resta à Conmebol, que na área comercial tem avançado, saber empacotar o seu bem mais valioso para mostrar ao mundo uma competição que não é a Liga dos Campeões, mas tem pontos fortes e autenticidade raras no mundo. Quanto mais crescer a Libertadores, mais crescerão os clubes que a disputam, em um processo de duas vias.

 


Conmebol repete a Champions em plano para patrocinadores da Libertadores
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Ao mesmo tempo que vende direitos de TV em licitação, a Conmebol traça um plano similar ao da Liga dos Campeões para aumentar os recursos e visibilidade com os patrocinadores da Libertadores. Entre as novidades oferecidas, estão inserções das suas marcas nas transmissões das competições, a final única e o uso de campanhas das empresas para promoção dos eventos.

Depois dos direitos de televisão, a renda com patrocinadores é a segunda mais importante dos campeonatos de futebol, seja a Copa do Mundo, seja a Liga dos Campeões. Na Libertadores, essa exploração, no entanto, limitava-se a espaços em placas, em propagandas, em eventos e nomes.

A ideia da diretoria da Conmebol é expandir a associação da competições com seus patrocinadores, oferecendo novas propriedades. Assim, poderão pedir aumentos nos contratos atuais com os parceiros e atrair novos patrocínios. Entre os parceiros principais, atualmente estão a Amstel, Santander, Bridgestone e Toyota. Além de quatro parceiros pontuais, Gatorade, Nike, DHL e Tag Heuer.

Na licitação de concorrência de televisões, a Conmebol incluiu como condição para as TVs a inserção de 60 segundos das marcas de seus parceiros. Isso será válido a partir de 2019. Houve bastante resistência das emissoras porque essa exibição de marcas é usada justamente para aumentar os ganhos das redes com o futebol.

A confederação sul-americana poderá usar, então, essa nova propriedade na renovação dos contratos, mostrando aos parceiros que terão espaço nas TVs sem pagar um extra. Isso já ocorre na Liga dos Campeões.

Outro ponto foi a realização da final única. Houve pressão de pelo menos um dos patrocinadores pela aprovação da realização do jogo único. Isso porque uma partida assim permitirá uma série de eventos de ativações para os parceiros da Libertadores, o que aumenta sua visibilidade.

Além disso, a Conmebol conta com o know-how da Amstel para expansão da marca da própria Libertadores. A marca de cerveja é do mesmo grupo da Heineken que tem propagandas criativas para a Liga dos Campeões, o que lhe gerou associação automática com a competição. Ao mesmo tempo, as propagandas ajudam a promover o torneio.

A Amstel já botou o logo da Libertadores em suas latinhas. E tem trabalhado junto com o marketing da Conmebol para novas iniciativas. A empresa está empolgada com a realização da final única.