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Conmebol decide enfrentar resistência à final única por Libertadores global
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Ao forçar a aprovação da final em jogo único da Libertadores a partir de 2019, a Conmebol entendeu que haveria ganhos comerciais e de visibilidade para a competição que justificavam enfrentar a resistência esperada e ocorrida por parte dos torcedores. A intenção é criar um evento global para atrair atenção para o campeonato que ainda tem repercussão tímida fora do continente.

Logo após o anúncio, o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, expôs em seu Twitter as explicações sobre a decisão pela final única. Quase todas as respostas que obteve foram de críticas pesadas à medida por parte dos torcedores. Mas a entidade já esperava esse tipo de reação.

Pelo modelo da Conmebol, a entidade vai cuidar de toda a organização do jogo, desde o controle do estádio aos ingressos (com exceção do percentual dos clubes). A intenção da confederação é promover uma semana de eventos na cidade para atrair atenção para a Libertadores.

Por isso, a entidade avaliava como essencial colocar o jogo no sábado à tarde quando poderia ter a atenção do mundo. Na visão dos dirigentes da confederação, jogos nas quartas-feiras à noite não geram tanta repercussão quanto uma  partida no final de semana.

Outra questão que pesou em favor da final única foi a da segurança. Os problemas enfrentados na final da Sul-Americana entre Flamengo e Independente fizeram a entidade temer por manchar outras decisões. Com o controle sobre toda a partida, a confederação espera conseguir evitar incidentes similares. O próprio presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, falou na questão da segurança no anúncio.

A Conmebol tinha noção que enfrentaria uma resistência grande de torcedores com a mudança pela tradição da Libertadores de confrontos ida e volta, e pelos custos para se assistir ao jogo. Outro ponto negativo reconhecido pelos dirigentes da confederação é a falta de infraestrutura de transportes na América do Sul em comparação com a Europa.

O entendimento na cúpula da Conmebol, no entanto, é de ser possível superar essa barreira com uma marcação prévia do local que prepararia a cidade para receber visitantes. Como um quarto dos ingressos irá para cada clube, o restante a entidade pode vender entre torcedores locais ou mesmo a fãs dos times por outros meios. Uma parte também será para atender patrocinadores.

Como evento global, a avaliação é que o jogo único vai valer bem mais do que rendas de bilheteria de duas partidas. Um cartola da Conmebol conta que, se a entidade já garantiu US$ 4 milhões aos clubes finalistas, é por que estima ganhar bem mais com a exibição desse jogo. Mas repita-se: a questão para a confederação não é só comercial e visa aumentar o tamanho da Libertadores no mundo.

Uma compensação financeira aos clubes pelas perdas de bilheteria também era vista como essencial na Conmebol para reduzir a resistência deles. O valor para cada finalista de US$ 2 milhões (R$ 6,5 milhões) praticamente cobre a maior renda líquida da história da final, obtida pelo Atlético-MG com R$ 7 milhões em 2013 no Mineirão. E os clubes ainda terão 25% da bilheteria que venderem a seus torcedores.

A ideia da final única vem desde que a Conmebol contratou a mesma consultoria que tratou da remodelagem da Liga dos Campeões. Ali, o relatório apontava que a essa decisão daria maior valor à Libertadores. Faltava convencer os dirigentes das federações nacionais o que foi feito em várias reuniões.

As empresas IMG e Perform, que são as agências que negociam os direitos da Libertadores, vão tratar agora de realizar o projeto da final única com esse objetivo de torna-lo global.


Martín Silva redime Vasco de sua imaturidade na Libertadores
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O Vasco entrou em campo em Sucre como se estivesse disputando uma partida da primeira fase do Estadual, meio com a cabeça no ar. Do outro lado, o Jorge Wilstermann entendeu que em Libertadores não faltam episódios improváveis. Assim que uma goleada no primeiro jogo se transformou em uma vaga ganha apenas na disputa dos pênaltis.

Com menos de 7min, o jogo já estava 2 x 0 para os bolivianos. Dois gols de pura imaturidade, de desatenção. O gordinho Zenteno abriu o placar em um clássico cruzamento na primeira trave: ninguém o vigiou. Mal saiu a bola e já estava com o Jorge Wilsterman para novo cruzamento… e novo gol.

O jogo boliviano era todo pela esquerda de seu ataque, direita da defesa vascaína, centrado no brasileiro Serginho. A marcação de Pikachú sobre ele era frouxa. Com espaço, Serginho podia cortar para seu pé direito e lançar na área vascaína, onde os zagueiros Paulão e Ricardo não achavam a bola.

Outra diferença para o primeiro jogo foi a presença de Chávez, argentino que sabe jogar bola e só entrou no final da primeira partida. Foi dele o terceiro que deixava o jogo a um gol dos pênaltis.

Findo o primeiro tempo, o Vasco mal tinha trocado passes, não tinha ganho divididas, mal conseguia espanar bolas para o alto. Limitava-se a olhar atônito enquanto os bolivianos jogavam. Havia um efeito da altitude, mas era pequeno diante do quadro geral. Só no tempo de bola.

Após o intervalo, é verdade que o Vasco ao menos voltou mais calmo e atuando como um time de futebol na Libertadores. Jogou mal a segunda etapa, mas pelo menos jogou. Mais cansado, o Jorge Wilstermann não repetia a pressão, mas seguia perigoso pelo alto. E foi mais uma vez por ali que Zenteno marcou para se candidatar a carrasco do time carioca.

Foi lucro levar para os pênaltis porque Alex Pirulito desperdiçou o que seria o quinto gol boliviano quase no final da partida. Houve um pênalti não marcado sobre Rildo no tempo regular, não marcado pelo árbitro Wilmar Roldán. Não era uma marcação tão fácil por ser na linha, mas foi um erro capital.

Só a interferência de Martín Silva salvou os vascaínos. Pegou três pênaltis, e ainda viu seus companheiros perderem dois deles. A cobrança decisiva foi de Alex Pirulito, de novo, nas mãos de Martín Silva.

Ao final, Pikachú, um dos que mais errou no jogo, disse “Glória a Deus” pela a classificação. Estava errado. Glória a Martín Silva que redimiu seus companheiros de uma quantidade de falhas inacreditável e o Vasco de um vexame.

 


Conmebol fiscaliza bandeiras que atrapalhem patrocinadores na Libertadores
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A Conmebol decidiu apertar a fiscalização sobre bandeiras e marcas de clubes que atrapalhem os patrocinadores da Libertadores. Esse item foi incluído no regulamento da Libertadores e antes era previsto apenas em um manual de direitos. Isso afeta tanto adereços de torcedores quanto parceiros de clubes nos estádios.

As regras não chegam a ser novas, mas a confederação sul-americana decidiu levá-las mais a sério nesta edição da Libertadores-2018. O objetivo é justamente aumentar o valor dos patrocínios ligados à competição. Por isso, houve instruções especiais ao departamento de competições para ser cuidadoso no pente-fino nos estádios.

Pelo artigo 193 do regulamento da Libertadores, todos os clubes têm obrigação de deixar os campos limpos e tampar todas as marcas dentro do estádio, incluindo símbolos dos próprios clubes. É exigência para os times, mas, se estes não cumprirem, a própria entidade pode executar e cobrar deles pelo serviço.

No artigo 194, fica estabelecido que bandeiras e faixas de torcedores também não podem atrapalhar a exposição dos patrocinadores. Isso é particularmente preocupante em relação a estádios argentinos onde há os trapos de torcedores que espalham-se por todo o estádio.

“A Conmebol tem o dever de preservar a exposição de seus patrocinadores e para isso devemos tomar todas as medidas que forem necessárias. Isso é absolutamente normal, afinal de contas são os patrocinadores que investem na competição e o dinheiro é revertido aos participantes (clubes)”, explicou o diretor de competições da Libertadores, Frederico Nantes, que é o responsável por aplicar as normas.

Houve, no entanto, uma flexibilização da parte da Conmebol. Marcas de patrocinadores externos ao estádio poderão ser mantidas e exibidas sem serem tampadas. É o caso, por exemplo, do nome Allianz Parque no estádio do Palmeiras que fica externamente. Foi uma concessão da confederação para atender os times.

Outra flexibilidade da Conmebol é em relação a eventos de patrocinadores de clubes no dia do jogo. Pelo regulamento, isso não está permitido na parte interna do estádio. Mas os times podem levar às demandas à Conmebol que analisará o que é possível fazer dentro das regras. O Grêmio, por exemplo, fez um pedido para atender um parceiro na final da Recopa Sul-Americana.

As mudanças nos regulamentos e novos procedimentos foram discutidos no Conselho da Conmebol que reúne as dez confederações dos países participantes. Depois, foram comunicadas aos clubes que, no sorteio, saíram da sede da entidade com todos os regulamentos e manuais para as competições. Descumprimentos podem levar a multas.

O modelo segue a fórmula da Liga dos Campeões, competição que melhor explora as fontes de marketing no mundo. Mas há adaptações porque o entendimento da Conmebol é de que o ambiente sul-americano é diferente do europeu.


Fla analisa troca de estádio para Libertadores após acidente na Ilha
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A diretoria do Flamengo já comunicou a Conmebol sobre o problema da queda de duas torres de iluminação do campo da Ilha do Urubu em tempestade no Rio de Janeiro. Agora, o clube faz uma avaliação técnica para saber se é possível recuperar a arena a tempo ou haverá uma troca do local do jogo contra o River Plate, no dia 28 de fevereiro, pela estreia da Libertadores. Há uma tendência por Volta Redonda em caso de alteração de estádio.

Neste caso, a Conmebol decidiria o lugar por ser uma questão de força maior com indicação do clube. É o que está previsto no regulamento da Libertadores. A entidade tende a indicar um local mais próximo do Rio de Janeiro para reduzir custos dos times.

O Flamengo já jogaria sem torcida por conta de punição da Conmebol por incidentes no Maracanã. Por isso, tinha indicado a Ilha do Urubu que abriga menos de 20 mil pessoas. A Conmebol aprovou de forma condicional porque não haveria público Mas a tempestade de quinta-feira de madrugada derrubou duas torres de iluminação do campo.

A expectativa do Flamengo e da Conmebol é ter uma posição técnica sobre o assunto até o final da tarde. Mas pode ser que isso se prolongue por mais um dia já que engenheiros contratados pelo clube estão no local avaliando a situação.

Caso seja necessária a mudança, pelo regulamento, a confederação sul-americana poderia decidir o local sem aprovação do River Plate por conta de motivo de força maior. Neste caso, a tendência seria por um local mais perto do Rio de Janeiro.

Sem ter o Maracanã e Engenhão disponíveis, o Flamengo teria como opção Volta Redonda, o que atenderia o regulamento de estar a menos de 150km de um aeroporto. A única outra alternativa seria se o Botafogo voltasse atrás de seu veto ao clube rubro-negro de jogar em seu estádio o que é bastante improvável no momento.


Nova regra da Libertadores pune truques de gandula sumido e grama molhada
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A Conmebol fez modificações no regulamento da Copa Libertadores de 2018 para acabar com truques tradicionais como gandulas para atrasar jogos e gramado com condições fora do padrão. As regras da competição passaram a ter sete vezes o tamanho anterior até 2017: saltou de 30 para mais de 200 artigos. Isso faz parte da série de iniciativas para reformular a competição, seguindo o que é feito na Liga dos Campeões.

Há normas específicas para o campo do jogo. Entre elas, está estabelecido que é obrigatória a presença de 12 gandulas com posicionamento definido no gramado. E foi instituída uma multa para o caso de o gandula retardar o jogo e ser expulso. É comum na Libertadores gandulas sumirem quando o time da casa está ganhando, ou serem instruídos a devolver a bola.

“Para cada gandula que for expulso pelo árbitro durante a partida por retardar a posição de bola, por não estar em sua posição ou por não seguir instruções passadas no início da partida, se aplicará multa de US$ 10 mil”, diz o regulamento. Essa multa é superior à aplicada pela confederação sul-americana até para casos de violência.

Em outro artigo, a Conmebol detalha que a grama natural tem que ser cortada entre 20mm e 25mm, sendo essa a altura máxima. Há ainda um protocolo para irrigar o gramado, uma irrigação mais longa duas horas antes da partida e outra mais rápida 20 minutos antes do início do jogo. O delegado da Conmebol vai supervisionar a irrigação.

“Todas as mudanças no regulamento visam uniformizar procedimentos e melhorar a organização das partidas. A CONMEBOL busca uma constante melhoria na organização dos seus torneios e para isso estamos normatizando os processos cada vez mais”, explicou o diretor de competição da Libertadores, Frederico Nantes, ao blog. Ele assumiu recentemente o cargo.

Ele confirmou que o objetivo é instituir normas para acabar com os truques usados na Libertadores. “A CONMEBOL prima pelo Fair Play e que todas as partidas sejam disputadas com condições semelhantes de organização, com procedimentos uniformes. Para isso estamos empenhados e por isso estamos cada vez mais detalhando o Regulamento e criamos o Manual de Operações da competição”, completou.

Em outra regra, a Conmebol padronizou a colocação de jornalistas dentro do campo de jogo, e as entrevistas. Agora, essas terão de ser feitas no formato “flash interview”, com backdrop, como ocorre em eventos da Fifa e da UEFA. Outra regra no campo é a proibição de fumar.

Há ainda outras instruções relacionadas à segurança. Um dos itens deixa mais claro que o clube mandante é o responsável por todas as medidas preventivas para evitar incidentes. Nesse caso, foram mantidas proibições na arquibancada como rolos de papéis, guarda-chuvas, fogos de artifício, etc. No entendimento da Conmebol, esses representam perigo de violência.

“Podem representar sim. Objetos que são facilmente lançados para o campo de jogo e que podem ser utilizados em eventuais brigas entre torcedores, podem representar risco”, explicou Nantes.


Conmebol rejeita pedido da Chape de excluir Nacional por ato de torcedores
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O tribunal da Conmebol rejeitou o pedido da Chapecoense de participar do processo em que o Nacional será julgado pelos atos ofensivos de seus torcedores. Assim, nem será analisada a requisição de exclusão do time uruguaio. Com isso, torna-se bastante improvável que o time catarinense reverta a sua eliminação da fase de pre-Libertadores.

No primeiro jogo desta fase, torcedores do Nacional fizeram gestos de avião caindo em alusão ao acidente que matou a maior parte da delegação da Chapecoense, em 2016. A Conmebol abriu um procedimento em seu tribunal enquadrando no artigo 14 que trata de atos contra a dignidade humana.

O time catarinense tentou entrar com uma recurso na corte para intervir como terceiro, logo depois de ser derrotada em campo na primeira partida. Mas a Conmebol respondeu que não há lugar para solicitação de intervenção de terceiros. Não houve justificativa. A decisão saiu na segunda-feira.

Agora, o Nacional será julgado após apresentar defesa. As penas previstas no Código Disciplinar da Conmebol vão de advertência até a exclusão da competição. Mas essa pena só é aplicada em casos gravíssimos.

Em campo, o time uruguaio venceu os jogos da ida e volta para se classificar à fase seguinte da pre-Libertadores.

 


Conmebol abre processo contra Nacional por gestos de avião contra Chape
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O tribunal da Conmebol vai iniciar um processo disciplinar contra o Nacional, do Uruguai, pelos gestos de seus torcedores ironizando a queda do avião da Chapecoense. Foi um pedido da diretoria da entidade que fosse aberto o procedimento após ver vídeos do fato na internet.

Durante a partida entre Nacional e Chapecoense, pela Libertadores, torcedores do time uruguaio fizeram gestos de um avião caindo em direção à torcida da equipe catarinense. Era uma alusão ao acidente que matou 71 pessoas, em 2016, a maioria da delegação da Chapecoense. Pelo menos dois torcedores foram flagrados por câmeras. O Nacional pediu desculpas ao clube brasileiro em nota.

A Conmebol entendeu que o caso se enquadrada no artigo 14 de seu código de disciplina. Pela descrição do artigo, fala-se em ato que insulte à dignidade humana, seja por idioma, credo ou origem. É o artigo em que normalmente se enquadra casos de racismo. No entender da confederação, os gestos dos torcedores do Nacional podem ser entendidos como ato hostil.

As penas previstas são pelo menos uma multa mínima de US$ 3 mil. Em casos considerados mais graves, pode-se chegar a portões fechados ou eliminação da competição. Não há data ainda de julgamento.

O caso da Chapecoense é especialmente sensível dentro da Conmebol porque a entidade prestou várias homenagens ao clube após o acidente. Em concordância com o Atlético Nacional, da Colômbia, a confederação até concedeu o título de campeão da Copa Sul-Americana ao time catarinense.


Fla vai analisar uso de estádio do Botafogo em seus jogos grandes
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Após o Botafogo abrir as portas de seu estádio, o Flamengo vai analisar a utilização do Nilton Santos (Engenhão) em jogos grandes como os de Libertadores. Já houve conversa inicial entre as partes sobre o assunto, mas um acerto dependerá de condições mais favoráveis as do Maracanã.

Durante a gestão anterior, a diretoria do Botafogo não aceitava emprestar a arena para o clube rubro-negro por conta de rivalidade exacerbada na transferência do volante Willian Arão. Houve uma aproximação no ano passado que se consolidou com a entrada do novo presidente alvinegro, Nelson Mufarrej.

Em reunião na Ferj, Mufarrej e o presidente rubro-negro Eduardo Bandeira de Mello, já conversaram preliminarmente sobre o uso do Nilton Santos. Mas ainda não foram discutidas as condições para, por exemplo, jogos de Libertadores.

A intenção do Flamengo é analisar o Engenhão como uma das opções. Até porque a estreia do time em casa diante do River Plate, no final de fevereiro, é poucos dias após um show do Foo Figthers no Maracanã. E o estádio localizado na Tijuca, casa tradicional rubro-negra, cobra taxas altíssimas para sua utilização, além dos problemas de segurança vistos na final diante do Independiente.

Na conta rubro-negro, vai ter que entrar que o Maracanã tem uma capacidade entre 15 mil e 20 mil maior do que o Nilton Santos, dependendo de limitações impostas pela PM. Por isso, proporcionaria mais público e uma renda maior. Mas, em compensação, o Flamengo ficou apenas com um quarto dos R$ 10 milhões arrecadados na primeira fase da Libertadores por conta do dinheiro destinado à Odebrecht.

Nos Estaduais, o Botafogo cobrará R$ 200 mil de aluguel do Engenhão nos clássicos. Para jogos maiores, o clube afirmou que iria estudar as condições a serem colocadas.

Outra preocupação para o Flamengo é que o tribunal da Conmebol ainda não definiu a punição para o clube pelos incidentes na final da Sul-Americana. Há portanto a possibilidade de o clube ser impedido de ter torcida na sua estreia.

 


Conmebol prevê rodízio de times na TV aberta na Libertadores-2019
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O modelo traçado pela Conmebol para a Libertadores a partir de 2019 prevê um rodízio de times na TV aberta nos países, evitando que uma emissora só passe uma ou duas equipes. Essa regra deve entrar nos temos da concorrência de televisão da competição. A informação deixou a Globo contrariada por entender que o campeonato perde valor.

Historicamente, a emissora brasileira tem priorizado jogos de Flamengo e Corinthians na TV Aberta. Escolhe uma partida de um para o Rio e outra para São Paulo para obter maiores audiências. E isso se repete na Libertadores-2018.

Só que a diretoria da Conmebol prepara uma concorrência pelos direitos de televisão da Libertadores com regras que tiram das emissoras o poder de interferir na tabela. Assim, a confederação determinaria o cronograma de jogos e as televisões teriam de se adaptar. E só há previsão de um jogo por semana na TV aberta, e não dois como hoje em dia.

Mais: o modelo proposto prevê um rodízio de jogos de times. Se esta ideia for posta em prática, não serão mais marcados todos os jogos de Flamengo e Corinthians, por exemplo, para quarta-feira para serem transmitidos na aberta. Eles iriam variar nos dias disponíveis, terça, quarta e quinta, e nas mídias, aberta e fechada.

Isso não está previsto só no Brasil: o objetivo será replicar o mesmo modelo para a Argentina. Desta forma, a Conmebol não dá às TVs locais a garantia de que haverá sempre jogos de Boca Juniors e River Plate em seu pacote.

A intenção é dividir em três pacotes: 1) TV aberta com um jogo por quarta-feira 2) TV fechada com prioridade de escolha de jogos 3) Outra TV fechada com segunda prioridade 4) um pacote de apenas um jogo por semana em dia separado. Esse último pacote é inspirado na NFL, tipo Monday Night Football: seria um jogo isolado.

A Globo foi informada da intenção da Conmebol e ficou contrariada. A avaliação da emissora é que a mudança da confederação sul-americana vai afetar o valor do pacote de TV aberta para o Brasil. Ou seja, se  não puder escolher o jogo que quiser na Aberta, terá menos audiência e poderá pagar menos para a confederação sul-americana.

Esse modelo idealizado pela Conmebol tem aval da cúpula da entidade. Mas, claro, se não houve aceitação comercial pode sofrer modificações durante a concorrência conduzida pela entidade juntamente com a IMG e a Perform, que ganharam a licitação para serem as agências oficiais da Libertadores. A intenção é que as regras definitivas sejam conhecidas até fevereiro ou março. A Globo e outras emissoras serão concorrentes.

Há forte intenção da Conmebol de alterar o modelo de televisão da Libertadores, Tanto que, além de assumir a tabela, a confederação também prevê fazer todas as filmagens e transmissões, repassando para as televisões as imagens padronizadas. É outra questão que preocupa a Globo por conta de qualidade das imagens e porque assim os patrocinadores da confederação serão privilegiados, em detrimento dos da emissora. É provável que seja negociado um meio termo nesses itens.


O que vai pesar no julgamento do Flamengo na Conmebol
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Nas próximas duas semanas, a comissão Disciplinar da Conmebol vai decidir se pune o Flamengo pelos incidentes de violência na final da Copa Sul-Americana no Maracanã. Durante a semana no sorteio da Libertadores, o clube conversou com a diretoria da confederação, e apresentou sua defesa.

O blog esteve por lá e ouviu as partes envolvidas no processo e apresenta os argumentos a favor e contra o clube que vão pesar na decisão. A Conmebol informou que sua comissão disciplinar vai dar uma sentença entre oito e 12 de janeiro. A pena pode ir desde uma advertência até a exclusão, praticamente impossível. Em sua defesa, o clube pediu a absolvição ou pena leve.

Gravidade

Dirigentes da Conmebol viram como bastante grave os incidentes no Maracanã. O próprio presidente da entidade, Alejandro Dominguez, ficou sem escolta policial. Houve uma invasão substancial de torcedores no estádio, assim como agressões a argentinos do lado de fora. Os vários episódios de violência antes do jogo, com fogos no hotel do Independente, pesam, assim como o uso de fogos no estádio. Dirigentes da Conmebol classificaram o episódio como uma vergonha.

Responsabilidade

Em sua defesa, o Flamengo usou a argumentação de que tomou todas as providências necessárias para a segurança, avisando os órgãos responsáveis, realizando um plano de emergências. Há o documento em que o clube pede o maior efetivo possível à Polícia Militar. Mas, na prática, a PM afirma ter usado 650 policiais, e um documento aponta apenas 500. Os dois números são bem inferiores a clássicos e jogos grandes que têm mais de mil policiais. Diretores da Conmebol já admitiram que o clube pouco interferia fora.

Imagem da Libertadores 

A Conmebol tem uma intenção de melhorar a imagem da Libertadores porque está em um período de venda dos direitos. Assim, há uma decisão política de punir mais duramente casos de violência para que se valorize o espetáculo.

Tribunal brando

O tribunal disciplinar da Conmebol tem um histórico de penas leves diante de casos de violência. Em 2017, a punição mais pesada foi contra o Peñarol, pelos incidentes diante do Palmeiras, na Libertadores. Teve de jogar uma partida com portões fechados. A defesa do Flamengo usou essa jurisprudência do tribunal para mostrar que o clube não deveria ser punido, ou deveria ter uma pena leve.