Blog do Rodrigo Mattos

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Santos e Atlético-PR veem contrato com Turner válido após fim de canal
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Após o fim do canal Esporte Interativo, houve uma insegurança de clubes em relação à manutenção do contrato com a Turner para transmissão do Brasileiro. Depois de análises jurídicas e conversas, Santos e Atlético-PR concluíram que os termos do acordo seguem válidos e não veem motivo para rompimento. O Palmeiras ainda estuda o caso.

Logo após o anúncio do fim do canal, executivos da Turner passaram a procurar os clubes para expressar a intenção de manter o compromissos de direitos do Brasileiro. Era uma forma de garantir que os pagamentos seriam feitos e explicar como seria feita a transmissão dos jogos do Nacional.

De início, a reação pública mais dura em relação a um possível rompimento foi do presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Internamente, o presidente do Santos, José Carlos Peres, também manifestou contrariedade e a possibilidade de romper o acordo.

Só que o departamento jurídico do Santos analisou o contrato e não entendeu que a Turner tenha descumprido nenhum dos termos do acordo. Explica-se: o contrato é com a Turner, e não com o Esporte Interativo. Há permissão para passar os jogos em outros canais do grupo.

Advogados do Atlético-PR fizeram um estudo similar a respeito do acordo com a empresa norte-americana e chegaram a mesma conclusão. Embora exista um contexto de transmissão em canal esportivo, isso não é obrigatório em nenhum parte do acordo. Ou seja, a Turner tem direito de passar seus jogos no TNT e no Space como pretende pelo seu novo projeto.

No Palmeiras, o acordo ainda está em estudo e o clube não tem nenhuma posição sobre o assunto. O clube foi quem recebeu o maior pagamento da Turner, em um total de R$ 100 milhões em contratos de luvas e outros direitos de amistosos e exploração de sócio-torcedor. As outras agremiações receberam R$ 40 milhões de luvas.


Contrato da Turner do Brasileiro gera dúvida se clubes podem rescindir
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Os contratos da Turner com os clubes para a compra dos direitos do Brasileiro a partir de 2019 preveem que a empresa pode transmitir em outros canais diferentes do Esporte Interativo. Ao mesmo tempo, o acordo não trata da possibilidade do final do canal e tem um contexto de transmissões em um canal esportivo. Será a análise dessas cláusulas que vai determinar o futuro da transmissão dos jogos do Nacional após o encerramento do canal Esporte Interativo.

A Turner tem contratos com 15 clubes para direitos do Brasileiro da Série A na TV fechada, sendo que pouco menos da metade desses está, de fato, na elite. Entre eles, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Ceará.

O anúncio do final do canal do Esporte Interativo na TV a cabo pegou os clubes de surpresa na quinta-feira: nenhum deles tinha sido avisado anteriormente. Depois disso, executivos da Turner ligaram para os clubes para dizer que tinham a intenção de manter o compromisso, e transmitir os jogos no canal Space e TNT como anunciado.

Mas já estava instalado um cenário de desconfiança entre os clubes. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, fala claramente em partir para a briga e levar o caso para o rompimento. “Não há outro caminho. Já havia problemas na relação por conta da questão da luvas superiores para o Palmeiras”, afirmou o dirigente.

Clubes como Santos e Atlético-PR são mais cautelosos, preferindo esperar uma avaliação do contrato para saber quais os próximos passos. “O jurídico ainda está analisando”, afirmou Marcelo Frazão, diretor de marketing do Santos.

A questão é a leitura do contrato que tem dados que podem levar a conclusões diferentes sobre as consequências com o final do canal. Primeiro, o compromisso é assinado com a Turner que continua a existir, e não com o Esporte Interativo. Segundo, o documento tem um cláusula em que permite que a empresa transmita os jogos em outros canais diferentes do Esporte Interativo.

Mas o problema é que não há nenhuma previsão do final do canal. E, segundo o blog apurou, todo o contrato é feito em um contexto de exibição das partidas em um canal exclusivo de esportes. E também não se especifica nem se é permitido que não se transmita jogos no Esporte Interativo nem o que ocorreria no caso de final do canal.

Neste contexto, os clubes veem um prejuízo porque a exibição de marcas de seus patrocinadores pode ser inferior à prevista. E há a argumentação de que, se não houvesse o Esporte Interativo, a negociação teria sido feita de forma completamente diferente.

Do outro lado, a Turner tem a cláusula a seu favor e pode exigir a execução do contrato. Além disso, houve uma antecipação de R$ 40 milhões para cada um dos clubes, dinheiro que é como um misto de antecipação/luvas. Ou seja, se tentarem romper, os clubes poderiam ter de devolver os recursos e possivelmente ter de pagar indenizações.

Caso os clubes de fato partam para a briga, a questão será decidida por uma corte de arbitragem da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Um grande empecilho é o tempo visto que o caso teria de ser decidido antes do início do Brasileiro-2019.


Caso Scarpa: juíza apreende bens do Palmeiras baseada em decisão sem efeito
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Com Leo Burlá

A decisão da Justiça trabalhista de apreender bens de Gustavo Scarpa e Palmeiras em favor do Fluminense baseou-se em jurisprudência do caso de Leandro Damião com o Santos. A questão é a que a medida judicial na ação de Damião citada teve uma reviravolta no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e, na prática, não teve efeito nenhum no final. O clube da Baixada santista não ganhou nada pela saída do atacante porque houve um acordo entre as partes.

A juíza do TRT do Rio Dalva de Macedo estabeleceu o arresto de R$ 200 milhões em contas ou bens de Scarpa e Palmeiras, valor este referente à multa rescisória do contrato do jogador com o Fluminense. Em sua decisão, ela afirmou que “a jurisprudência desta especializada vem entendendo, nos casos em que se encontra sub judice a manutenção do contrato de trabalho do jogador com o seu antigo clube, a possibilidade de se proceder o arresto de valor suficiente para garantir o pagamento da multa rescisória formalizada com a antiga agremiação”.

Como base, citou uma decisão sobre a disputa entre Damião e Santos. Na determinação do ministro do TST Ives Gandra Martins, de janeiro de 2016, estabeleceu-se o arresto de R$ 65 milhões do jogador em favor do Santos, valor que o clube alegava ter de prejuízo.

A questão é que esta decisão foi alterada em posterior acordo entre o clube o jogador, em negociação com o ministro do TST. “Gandra deu essa decisão, mas fui falar com ele para explicar que ninguém pagaria para ter o Damião naquela época”, contou o advogado de Damião, Roberto Siegmann, que foi vice-presidente do Internacional. “Essa decisão não teve efeito porque foi feito um acordo com o Santos e tudo foi pacificado.”

Pelo acordo firmado com o Santos, Damião não teve de pagar nada para o clube. O que ficou combinado é que, se houvesse verbas de uma futura transferência, o clube santista ficaria com uma parte. Mas o arresto dos bens do jogador foi suspenso e ele pôde se transferir por empréstimo para o Bétis e depois Flamengo. Agora, está no Internacional.

“A decisão da juíza leva em conta o princípio de que tem que respeitar o direito do jogador atuar e estabelece a garantia do arresto”, comentou Siegmann.

As ações de Scarpa e Damião tinham ambas como objetivo se desvincular dos clubes com alegação de falta de pagamento de verbas trabalhistas. A diferença é de que o meia imediatamente se vinculou ao Palmeiras o que levou o time alviverde para o polo passivo do processo, enquanto não havia um outro time com contrato com o ex-centroavante santista.

Como reação à decisão da juíza, o Palmeiras alegou que não é parte e que a medida era abusiva. Já o Fluminense não se pronunciou. Não foi possível ter contato com a juíza Dalva Macedo.


Clubes e Turner negociam aumento de renda em meio à divergência contratual
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Em meio a discordâncias contratuais, alguns clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Santos) e o Esporte Interativo negociam aumentos de valores além do acordo de TV Fechada para o Brasileiro-2019. Mas não falam a mesma língua. Dirigentes de times esperam um incremento no acordo original para compensar o fato de o Palmeiras ter recebido, na sua versão, luvas superiores aos demais. A Turner, que não aceita alterar o contrato, conversa sobre estender parcerias para melhorar rendas das agremiações.

Como pano de fundo, há uma ameaça desses clubes de levar o caso a um tribunal arbitral. Isso não significaria um rompimento, mas, sim, uma forma de dirimir dúvidas sobre o acordo. Um prazo até 10 de junho foi dado para tentar resolver a questão entre a emissora e os times.

O Esporte Interativo assinou com 16 clubes pelos direitos de transmissão de TV Fechada do Brasileiro, de 2019 a 2020. Entre os times, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba. Foi pago um valor de R$ 40 milhões para cada um deles como um sinal, em valor que era igual para todos.

A questão é que, recentemente, dirigentes de alguns desses clubes descobriram um contrato extra com o Palmeiras. Esse acordo é relacionado à exploração da base de dados de sócios-torcedores do clube e de amistoso internacionais, em um total de R$ 60 milhões. Na visão dos clubes, eram luvas disfarçadas.

A reivindicação dos clubes como Coritiba, Bahia, Santos e Atlético-PR é que o valor inicial, que funcionava como uma antecipação, não seja descontado do contrato. Assim, haveria um aumento do montante como compensação que seria de R$ 6,5 milhões por ano para cada clube.

O Esporte Interativo não vai revisar nenhum contrato, já que, na sua versão, estes são claros e estão sendo cumpridos pelas partes. Há, no entanto, um negociação com os clubes para novas parcerias para explorar outras propriedades. Entre elas, estão programas de sócios-torcedores, plataformas digitais, amistosos, o que poderia criar acordos extras como os do Palmeiras.

Assim, a emissora poderia fechar novos acordos com os clubes insatisfeitos desde que entenda que essas propriedades possam gerar mais dinheiro. O esforço é para alavancar as receitas dos clubes até porque é interesse da Turner que esses times com os quais têm contrato fiquem na Série A do Brasileiro, ou seus acordos não terão validade. Bahia e Atlético-PR estão lutando na parte de baixo da tabela. Mesma lógica vale para o Fortaleza, atualmente líder da Série B.

Essas divergências contratuais entre o Esporte Interativo e os clubes parceiros são mais um capítulo da novela do Brasileiro-2019. Há também uma discussão entre Atlético-PR, Bahia e Palmeiras com a Globo relacionada aos contratos de TV Aberta e pay-per-view. Nenhum deles fechou acordo com a emissora.


Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começou cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perderam pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para a Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada. Segurou o time principal justamente pelo jogo decisivo diante do Emelec, embora tivesse atletas como Diego e Guerrero em campo.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana, quando foi eliminado pelo San Lorenzo.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas do Mundial na Rússia. Em paralelo, ocorrem a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil que tornam o cronograma ainda mais embolado.


Com rotação, Facebook terá pacote da Libertadores incluindo brasileiros
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Na concorrência feita pela Conmebol, o Facebook adquiriu um pacote de direitos de transmissão da Libertadores-2019 que inclui todas as partidas da quinta-feira. Isso significa algo entre 20 e 30 jogos, entre compromissos de fase de grupo e alguns eliminatórios. Como haverá rotação de times na tabela, é certo que haverá jogos de times brasileiros que só passarão na plataforma digital, um fato inédito para campeonatos nacionais e internacionais no país.

A concorrência da Conmebol para o Brasil foi dividida em quatro pacotes, TV Aberta, TV Fechada A, TV Fechada B e todas as partidas de quinta-feira. A Globo levou a primeira propriedade, a Fox Sports, a segunda, e o Sportv, a terceira, como revelou o blog do Flávio Ricco. O Facebook ficou com essa quarta fatia.

No total, são 155 jogos da Libertadores-2019 a serem divididos pelos pacotes. A Globo tem direito a dois por rodada, incluindo a final da competição. Fora isso, todos os jogos são divididos entre os outros três pacotes.

O pacote número 1 de TV fechada tem em torno de 60 partidas, com a decisão da Libertadores. O pacote número 2 de TV Fechada tem em torno de 60 jogos, sem a final e com transmissão até a semifinal. No caso do Facebook, serão entre 20 e 30 partidas a que a plataforma terá direito com compromissos até as quartas-de-final.

A questão é que, pelas regras da concorrência, a Conmebol não dá mais às emissoras poder sobre a tabela. Agora, será a confederação sul-americana quem decidirá quais jogos serão em cada dia. E foi colocado nas regras que haveria uma rotação entre os grandes times.

Diante dessas regras, a Conmebol já dá como certo que clubes relevantes do continente com os brasileiros e argentinos terão jogos também nas quinta-feiras, ainda que em menor número do que nos outros pacotes. Ou seja, neste cenário, será a primeira vez que clubes nacionais terão jogos de seus times principais transmitidos exclusivamente no Facebook em competições nacionais ou internacionais.

Após longas conversas com a Conmebol, a plataforma de mídias sociais entrou forte na concorrência da Libertadores. Está disputando direitos de TV Aberta no pacote de outros países, fora o Brasil, e também apresentou interesse nos direitos internacionais para fora da América do Sul. Ainda não estão claros os resultados dessas concorrências, separadas da brasileira, mas é certo que o Facebook fez propostas relevantes.

Até recentemente, o Facebook negava que fosse investir na compra de direitos de competições. No Brasil, tinha apenas adquirido um campeonato brasileiro de aspirantes juntamente com o Esporte Interativo. Ainda não está claro como a plataforma digital vai explorar comercialmente as transmissões. Certo é que tem uma base de anunciantes considerável em seus negócios.


Sem times da Turner, todos os clubes podem ter queda de renda de TV
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Se os três clubes parceiros do Esporte Interativo (Atlético-PR, Bahia e Palmeiras) não assinarem com a Globo, todos os outros times podem ter perda de receita de televisão pelo Brasileiro em 2019. Explica-se: haverá impacto na venda do pacote do pay-per-view do Nacional e deixa de valer a garantia mínima da emissora de pagamento para os clubes.  Assim, a receita de TV destinada às outras 17 equipes pode cair no próximo ano.

Até agora, a Globo assinou com 17 times para TV Aberta e pay-per-view, mesmo alguns times que já tem contrato com o Esporte Interativo como Santos, Internacional e Coritiba. A questão é que esses aceitaram um acordo com fatores de redução por terem fechado parceria com a Turner. Atlético-PR, Bahia e Palmeiras não aceitam essa queda de valores.

O Esporte Interativo deu uma garantia a esses times de cobrir parte dos valores ganhos com a Globo na TV Aberta. Essa garantia foi prorrogada e os clubes podem estender a negociação até março de 2019.

A questão é esses três times bloqueiam praticamente 30% dos jogos da Série A para o pay-per-view e Aberta caso não assinem. Isso significa que o pacote a ser vendido pela Globo seria de 70% do atual. O assinante do ppv não necessariamente vai aceitar pagar o mesmo valor por um produto que não tem todos os jogos. Isso pode representar uma queda na arrecadação dos valores com o programa.

A Globo deu uma garantia mínima de R$ 750 milhões para os clubes caso as vendas não atinjam o valor esperado. Caso superem as expectativas, os times ficam com 38% do total do pay–per-view, sendo que o restante fica com a Globo. A questão é que, pelo contrato, se não houver adesão plena dos clubes, a garantia mínima não vale mais. A distribuição de receita será feita por fatia da torcida.

Para se ter ideia, clubes como Corinthians e Flamengo devem arrecadar mais de R$ 100 milhões em pay-per-view em 2019, o que representaria quase metade de suas receitas de televisão do Brasileiro. Proporcionalmente, outros clubes que têm forte presença no ppv como Atlético-MG e Cruzeiro também seriam afetados. A participação dos clubes nos ganhos do ppv é um outro questionamento feito pelo Atlético-PR em relação ao contrato: não concorda com a distribuição de receita que é feita por declaração de torcida.

Enquanto negocia com os clubes do Esporte Interativo, a Globo pensa em estratégias para evitar uma queda na receita do ppv no caso de um pacote incompleto. Entre outros pontos, há a possibilidade de se lançar novos produtos por internet para tentar maximizar receitas.

Outro ponto em que a Globo pode ser afetado é na venda de publicidade do seu pacote futebol para 2019. Isso costuma ser feito até o final do terceiro trimestre do ano anterior, mas a emissora agora não sabe o tamanho do que tem a oferecer. Mais um prejuízo lateral é no game Cartola FC, como revelou a “Folha de S. Paulo”. Bahia e Atlético-PR já avisaram que não aceitarão nomes de seus times incluídos no programa se não tiverem assinado contrato.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Com renda alta, Palmeiras tem aumento de dívida de R$ 67 mi em 2017
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Apesar da alta receita, o Palmeiras teve um crescimento de R$ 67 milhões na sua dívida líquida em 2017, atingindo um total de R$ 462 milhões em 2017. Esse valor subirá mais no início de 2018 com a inclusão de novos débitos com a Crefisa por mudanças contratuais. A situação financeira ainda está equilibrada por causa da forte receita e superávit.

A gestão de Maurício Galiotte tem se caracterizado por um crescimento das rendas, ligadas a patrocínio e bilheteria. E tem reduzido o débito total com o ex-presidente Paulo Nobre. A questão é que outras dívidas relacionadas à Crefisa tiveram incrementos.

A receita palmeirense em 2017 foi de R$ 504 milhões, maior do Estado de São Paulo e abaixo apenas do Flamengo após a venda de Vinicius Jr. Com isso, a dívida palmeirense que tem uma relação de 0,9 em relação a um ano de receita, o que é um indicador de que há capacidade de pagar as pendências. Houve superávit de R$ 57 milhões no ano.

Um levantamento da consultoria BDO mostra que o débito palmeirense foi o que mais cresceu entre os times paulistas nos últimos cinco anos, embora a receita tenha crescido também em ritmo forte. E há de se ressaltar que esse realidade desconsidera o débito do estádio do Corinthians. Considerada a arena, a dívida corintiana cresceu mais e é maior.

O débito alviverde cresceu principalmente por conta dos itens antecipação de contratos de publicidade e valores a pagar por negociações de jogadores. Neste primeiro item, houve um aumento de R$ 18,1 milhões para R$ 103 milhões em adiamentos de patrocínios.

O departamento de comunicação do Palmeiras esclareceu que esse aumento nas antecipações deve-se ao registro de investimentos feitos pela Crefisa em jogadores, e o clube considera que era apenas um débito contábil. Funciona assim: a empresa comprava propriedades de marketing do clube para que fossem contratados jogadores.

As operações são registradas como antecipação de receita de forma diluída pelo tempo de contrato, explicou o clube.  Como aumentou o gasto com contratações, cresceram as antecipações e portanto o débito no balanço. Até o final de 2017, o Palmeiras não precisava devolver esses valores e por isso entedia que esse débito não pesava sobre o clube. A relação entre as partes se alterou neste ano.

Segundo o balanço, o efeito das mudanças contratuais entre Palmeiras e Crefisa só ocorreu no início de 2018. No final do documento, o clube conta que em janeiro houve a autuação da empresa pela Receita Federal por conta dos contratos com o clube relacionados a investimento em jogador.

“Por meio de aditivos contratuais celebrados, as partes passaram a reconhecer que os valores, tanto já recebidos quanto a receber, possuem características de empréstimos e, portanto, os saldos dessas obrigações deverão ser atualizados, bem como ser integralmente restituídos à Crefisa nas condições e prazos contidos nos correspondentes aditivos”, explicou o balanço alviverde ao tratar de “eventos subsequentes” a 2017.

Um balancete de janeiro de 2018 a que o blog teve acesso mostra que a dívida salta até R$ 540 milhões com os novos valores da pendências com a Crefisa. Só no item de empréstimo a longo prazo houve um crescimento de cerca de 100 milhões neste mês – é o item onde se contabiliza a nova relação com a Crefisa.

Essas alterações de contratos têm sido questionadas no COF (Conselho de Orientação Fiscal) que não quer aceita-las. Portanto, há ainda discussão sobre o tema, embora a diretoria já tenha assinado aditivos dos contratos.

A Crefisa torna-se ainda mais forte no clube com o aumento da receita de publicidade e patrocínio. O clube arrecadou R$ 131 milhões com publicidade e patrocínio em 2017, quase o mesmo valor obtido com televisão.

Se a empresa ganha força, reduziu-se o endividamento com o ex-presidente Paulo Nobre. Em 2016, o total devido ao ex-dirigente era de R$ 124,7 milhões, o que caiu para apenas R$ 44,4 milhões ao final de 2017. Isso porque Galiotte transformou a quitação dos débitos em uma prioridade e pretende encerra-los neste ano. Atualmente, os dois estão em campos opostos na política do clube.

Como conclusão, o Palmeiras tem a renda operacional mais forte do futebol brasileiro, excluídas vendas de jogadores. Mas seu endividamento que, antes era baixo, subiu bastante com o investimento no futebol, incluindo o valor gasto com dinheiro da Crefisa.


Clubes pedem aumento a Esporte Interativo por contrato extra do Palmeiras
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Os clubes que têm contrato com Esporte Interativo para o Brasileiro-2019 pedem uma revisão do acordo com um aumento do valor. Há uma insatisfação por conta de um contrato à parte do Palmeiras que dá mais dinheiro garantido ao clube alviverde. Ao mesmo tempo, alguns times questionam que as luvas não deveriam ser descontadas do total. A insatisfação de alguns clubes foi revelada pelo jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

Em 2016, 16 clubes assinaram com o Esporte Interativo para o Nacional-2019. O acordo envolveria um total de R$ 550 milhões se fossem 20 times na Série A, e seria em torno de R$ 192 milhões com as sete equipes atuais. Entre os times na Série A, estão Atlético-PR, Bahia, Palmeiras, Santos, Internacional, Ceará e Paraná.

O Esporte Interativo pagou luvas de R$ 40 milhões para cada um dos principais clubes como Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Internacional e Palmeiras. Pelo acordo, esse valor será descontado do total, como uma espécie de antecipação.

Agora, clubes reivindicam que não ocorra mais o desconto das luvas. Isso faria uma diferença de cerca de R$ 6,5 milhões por ano por clube em média, dependendo de medições de audiência e colocação no campeonato. Neste caso, os times receberiam em média R$ 27,5 milhões cada um, em vez de R$ 21 milhões cada.

Uma das alegações dos clubes para pedir a revisão é um contrato desconhecido com pagamento extra para o Palmeiras. Explica-se: todos os clubes assinaram que receberiam luvas iguais de R$ 40 milhões. E o time palmeirense tem um contrato, de luvas, de fato de R$ 40 milhões.

Só que, recentemente, os times descobriram um outro contrato do Palmeiras negociando outros direitos. O blog apurou que tratam de amistosos internacionais e base de dados de sócios. Esse acordo previa outros R$ 60 milhões extras para o Palmeiras.

A diretoria palmeirense, de fato, informou ao COF (Conselho de Orientação Fiscal) que o valor a ser recebido do Esporte Interativo seria de R$ 100 milhões. Não disse como estava divido por contratos e direitos. A todos os clubes, sempre foi informado que o Palmeiras ganharia R$ 40 milhões.

Assim, os outros times alegam que esse acordo extra é uma forma de remunerar por fora o Palmeiras, e assim descumpriria a norma que prevê que todos têm que ter luvas iguais. Argumentam com o Esporte Interativo que, como compensação, deveria se abrir mão da devolução das luvas.

Há ainda dirigentes de clubes que assumiram neste ano seus clubes e não estavam na assinatura do contrato. Esses também argumentam que o combinado de boca seria que as luvas eram um extra e não antecipações. Só que essa versão é contestada por pelo menos dois dirigentes que estavam quando o acordo foi firmado e dizem que o que está no papel foi o negociado.

O Esporte Interativo não fala sobre o assuntos contratuais por conta da confidencialidade.