Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Palmeiras

Barça não se decide sobre compra de Mina, e Palmeiras recebe sondagens
Comentários Comente

rodrigomattos

O Barcelona ainda não se decidiu sobre a preferência da compra do zagueiro Yerry Mina, do Palmeiras. Há uma prioridade garantida para o clube espanhol até o meio de 2018 ao se adquirir o jogador por € 10 milhões. E o Palmeiras tem sondagens de outros clubes que acenam com valores maiores.

A informação do jornal “Sport” na semana passada era de que o Barça já tinha acertado a compra para o final do ano, ou para o meio do ano que vem. Mas essa informação não é confirmada por dirigentes ligados ao Barcelona, nem no Palmeiras.

O time catalão não tomou uma decisão, nem comunicou nada aos palmeirenses. Sua preferência lhe dá direito de pagar pelo jogador e leva-lo na hora até pelo menos o meio do próximo ano.

Enquanto o Barcelona não se decide, o Palmeiras recebeu sondagens de outros clubes europeus. Houve acenos com mais dinheiro do que o acertado pelo clube espanhol. Para o clube alviverde, seria uma vantagem se o time catalão desistir de Mina. Caso receba uma proposta oficial, o Palmeiras tem que apresentar aos espanhóis e esperar a resposta se eles querem exercer sua cláusula.

Mina foi contratado pelo Palmeiras por um valor de 2,5 milhões de euros justamente com a pre-condição de ir para o time catalão no futebol. Já houve até negociações para postergar sua ida, enquanto o Barcelona já cogitou leva-lo no meio do ano.

Mas agora a questão é mais do momento de instabilidade do time espanhol que o faz ter foco em outros assuntos e jogadores. A janela de transferências da Espanha se encerra em 1º de setembro, e com Mina, machucado, não há sinal até agora de que ele vá sair neste momento.


Bota avança na Libertadores com segundo menor gasto entre brasileiros
Comentários Comente

rodrigomattos

Com Bernardo Gentile

Classificado às quartas-de-final da Libertadores, o Botafogo tem o segundo menor investimento em futebol entre os times brasileiros na competição sul-americana, só à frente da Chapecoense. Eliminados, Flamengo e Palmeiras devem gastar entre três e quatro vezes mais com futebol do que os alvinegros em 2017. Para compensar, o clube aposta em manutenção de técnico e futebol solidário.

O levantamento do blog foi feito em cima de orçamentos e demonstrações contábeis das oito equipes brasileiras na Libertadores. O orçamento do Botafogo prevê uma receita de R$ 190 milhões, com despesas com o futebol em torno em R$ 99 milhões. Só pode investir metade por conta do excesso de dívidas já que tem o maior débito do país entre os grandes.

“Continuamos em situação de vulnerabilidade. A situação fiscal e trabalhista estão equacionadas. Mas as cíveis continuam a ter penhoras. É muito mais fácil ter queda de orçamento pelas penhora do que aumento de receita”, contou o presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira. “A gestão do futebol do clube é com muita austeridade. Não há folga.”

Em comparação, o orçamento do Flamengo foi revisto para R$ 600 milhões em 2017, com a venda de Vinicius Jr. Pela arrecadação do primeiro trimestre, o Palmeiras poderia chegar a esse valor também. A projeção do gasto com futebol não é precisa, mas pelo ritmo atual poderia atingir até R$ 400 milhões nos dois casos. Ressalte-se que ambos gastam dentro do que podem.

Classificados às quartas, Santos e Grêmio também têm mais receitas e gastos do que os botafoguenses. O Atlético-PR tem um patamar de receita parecido com o Botafogo, mas menos dívidas e, por isso, maior capacidade de investir. Eliminado, o Galo tinha um orçamento com previsão de mais de R$ 300 milhões em receitas.

“Não adianta ficar chateado. Não somos favoritos. Temos o 12o orçamento do Brasil. Compensamos com trabalho”, afirmou o técnico Jair Ventura.

Um dos méritos para compensar é trocar pouco de técnico. Na atual gestão, em dois anos e meio, houve duas mudanças. Só René Simões foi demitido, já que Ricardo Gomes quis sair para o São Paulo, na ocasião em que Jair assumiu o time.

Em relação ao elenco, não há a mesma estabilidade até pelos problemas financeiros. Da temporada 2016, saíram Sidão, Diogo Barbosa e Neílton, que eram titulares. Neste ano, as duas estrelas do time, Camilo e Montillo, também já não estão mais no elenco, nem o centroavante Sassá. Perguntado como fazer para compensar a desvantagem financeira, Pereira é sucinto:

“Qualidade do trabalho. Alguns jogadores estão conosco desde 2015. É um futebol solidário sem estrelas e com a competência do técnico”, analisou. “Tem que ter um Norte. Não dá para ir ficando para leste e oeste, trocando tudo. É um caminho traçado.”


Palmeiras fez um quarto dos gastos com contratações do exterior em 2017
Comentários Comente

rodrigomattos

Com José Edgar de Matos e Vinicius Castro

O Palmeiras é responsável por 24,6% dos gastos com contratações de jogadores do exterior em 2017. Somado ao número do Flamengo, os dois clubes representam mais de um terço dos investimentos do país em atletas de fora. É o que possível constatar após a divulgação da relação de transferências de times brasileiros nesta temporada, feita pela CBF durante a semana.

O relatório da confederação mostrou que os clubes nacionais gastaram R$ 348,7 milhões com atletas vindos do exterior até 31 de julho de 2017. Houve um crescimento de 84,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, ou um total de R$ 160 milhões extras.

Dentro desse cenário de forte de investimento, o Palmeiras se destaca pelo volume e tamanho das contratações. Para isso, contou com sua receita próxima de R$ 500 milhões por ano e aportes da patrocinadora Crefisa.

Com isso, gastou R$ 85,6 milhões considerados apenas os atletas de fora do Brasil. A lista inclui Borja, Deyverson, Bruno Henrique, Guerra e Dudu (metade dos direitos foi adquirido no início do ano). Felipe Mello chegou da Turquia, mas não houve pagamento de multa e luvas não contam neste valor.

Em seguida, está o Flamengo com um total de R$ 38,5 milhões em contratações do exterior, o que significa em torno de 11% do total investido pelos clubes brasileiros. Sua relação tem atletas como Diego Alves, Rodholfo, Everton Ribeiro e Berrío. Outros como Geuvânio e Trauco chegaram sem pagamento de rescisão.

Juntos, os dois times, que são os de maior receita no país, investiram R$ 124,1 milhões. Isso representa 35,6% do total do investimento dos times nacionais em jogadores de fora.


CBF afrouxa regras financeiras para Brasileiro; Palmeiras terá gasto livre
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF reduziu ao mínimo as regras de seu sistema de licenciamento para disputar o Brasileiro-2018, retirando os itens para controle de gastos e de exigência de CND. Com isso, apenas os clubes dentro do Profut terão de seguir as restrições de despesas e folha salarial para não perder o benefício. Único grande fora do programa, o Palmeiras não terá de respeitar limites ou reduzir déficits, assim como Sport e Chapecoense entre os times da Série A.

A explicação da CBF é que o processo será gradativo com aumento de exigências financeiras, de infraestrutura (CT e estádio), ano a ano. Neste primeiro ano, a intenção é fazer um diagnóstico e mostrar aos clubes que o que falta, ninguém deixará de ganhar a licença.

O licenciamento de clubes é um sistema implantado no futebol da Ásia e da Europa para dar maior responsabilidade financeira às gestões. Na Uefa, por exemplo, é o maior obstáculo para o Paris Saint-Germain contratar Neymar já que não terá como pagar a multa dentro das regras.

A CBF tem sido obrigada a implantar o sistema por determinação da Conmebol e da Fifa. O processo se iniciou em 2016 e o regulamento valerá a partir de 2018. Todos os clubes serão obrigados a obter a licença para disputar o Brasileiro.

O blog teve acesso ao regulamento final da CBF para licenciamento e a sua versão inicial redigida no ano passado, e enviada para todos os clubes. A confederação retirou praticamente todos os artigos que previam controles de gastos e de déficit como previsto no Profut.

“Porque precisávamos nos adaptar ao (regulamento) da Conmebol que veio no segundo semestre (de 2016). Quando foi feito o primeiro, não tinha o regulamento da Conmebol”, explicou o diretor do departamento  registro da CBF, Reynaldo Buzzoni. Isso não impediria a CBF de fazer regra mais dura. “É uma questão gradativa. A gente vai aumentar as exigências.”

Segundo ele, os clubes não conseguiriam se adaptar no primeiro ano e ficariam muitos sem licença. E o objetivo da CBF não é impedir ninguém de jogar, mas orientar sobre o que está faltando.

No regulamento final, a CBF deixou apenas como obrigação apresentar contas e não ter dívida fiscal. O primeiro item já é previsto em lei. E, no segundo caso, só haverá problemas se houver decisão final da Justiça. Foi retirada a obrigação de CND.

“Essa questão da CND estamos lutando para ficar fora (da lei)”, comentou Buzzoni. “Imagine que multam o UOL por algum motivo e ele perde a CND. Vai ficar sem poder exercer sua atividade jornalística? Quem não tiver CND não pode exercer sua atividade?”

Sem obrigação de CND e das medidas previstas no Profut, isso significa que não haverá controle nenhum sobre os gastos para participar do Brasileiro como ocorre na Europa. A maioria dos clubes da Série A, no entanto, terá de seguir as regras se quiser ficar no Profut com suas dívidas financiadas.

Como decidiram não aderir ao programa, Palmeiras, Sport e Chapecoense não estarão submetido a essas regras. Poderão antecipar receitas, gastar com futebol acima de 80% e apresentar déficit de mais de 5% da receita. Ressalte-se que os clubes também não se beneficiaram das condições mais generosas para pagamento de dívida do Prout. E o Palmeiras teve superávit em 2016.

Buzzoni não vê como isso possa causar desequilíbrio no Brasileiro. “É uma questão de gestão. Chapecoense faz boa gestão e quase não tem dívida. Sport também (boa gestão), e preferiu não entrar. É uma questão de cada clube”, completou o diretor da CBF. “Palmeiras tem um patrocinador, mas tem boa gestão, com receita de bilheteria.”

A entidade está realizando uma fiscalização nas contas do clube, ainda não concluída. A ideia é fazer um diagnóstico esse ano. Outros itens estão sendo analisados como infraestrutura, estádios, CTs, departamento de futebol.

O texto inicial do regulamento de licenciamento da CBF tinha mais de 70 itens. Foi reduzido para 25 na nova versão. Ambos ainda têm anexos financeiros, jurídico e de infraestrutura com as condições gerais.

O blog apurou que houve forte oposição de alguns clubes contra a versão inicial do regulamento redigida pelo jurista Alvaro Mello Filho. Há ainda uma ação do sindicato dos clubes, comandado por Mustafá Contursi, para questionar a legalidade do Profut, principalmente em relação a controle de gastos.

Veja abaixo as diferenças entre as versões inicial e final da confederação para o regulamento:

Antecipação de receita

A primeira versão proibia a antecipação de receitas pelo clube, com exceção de 30% no primeiro mandato para redução de dívidas ou construção de patrimônio. Agora, não há mais nenhuma previsão neste sentido.

Controle de gastos do futebol

O primeiro texto do licenciamento previa que o clube não poderia ter despesa superior à receita bruta. Seu déficit não poderia ser superior a 5% ao ano. E as despesas com futebol não poderiam ultrapassar 80% do total das receitas. Todas essas medidas foram excluídas da versão definitiva do regulamento.

Pagamentos em dia a jogadores

A minuta inicial do regulamento previa que era essencial para obter a licença comprovar que estava com a remuneração em dia dos jogadores. Foi outro item excluído.

Dívida fiscal

Os clubes eram obrigados a apresentar a CND (Certidão Negativa de Débito) para comprovar que estavam em regularidade fiscal, no primeiro documento. Pelo texto final, o clube não pode ter dívida fiscal oriunda de processo transitado em julgado, sem possibilidade de recursos. Ou seja, enquanto os times discutirem débitos na Justiça, não serão punidos mesmo que estejam sem pagar e em débito com o fisco.

Orçamento dos clubes

Os clubes teriam de apresentar um orçamento equilibrado com relatórios de acompanhamento para verificar o previsto e o real, pelo documento inicial da CBF. No regulamento final, os times apenas têm que mostrar orçamentos para o ano da competição, fazendo ajustes quando necessários, e “eventualmente” entregar balancetes.


Declaração de Leila gera dúvida sobre respeito do Palmeiras à norma da Fifa
Comentários Comente

rodrigomattos

Em entrevista à ESPN nesta semana, a dona da Crefisa, Leila Pereira, afirmou que recebe de volta integralmente ou parte do dinheiro que a empresa investe nas contratações do Palmeiras. A afirmação sobre a parceria gera dúvida sobre se há desrespeito à norma da Fifa relacionado à transferência de jogador. A legislação veta que qualquer terceiro receba parte do dinheiro de negociação. No Palmeiras, o entendimento é que tudo foi estruturado em respeito à legislação da federação internacional.

Ao programa “Bola da Vez”, Leila foi questionada sobre como era o modelo de investimento em jogador. No total, foram 11 atletas contratados dessa forma com dinheiro extra ao do patrocínio anual da empresa, entre eles, Borja, Guerra, Dudu e Deyverson. O que ela disse:

“Como acontece? Eu não escolho, eu não me meto na parte ténica do Palmeiras. Nunca indiquei, nunca dei opinião”, disse. Em seguida, explicou: “O que a gente faz? Nós adquirimos propriedades de marketing e com aquele valor, o Palmeiras adquire o jogador. Então, os jogadores são 100% do Palmeiras. Se o jogador for vendido, eles devolvem para a gente o valor que nós colocamos.”

Deu um exemplo para mostrar que não leva lucro: “Por exemplo, se comprar por 10, e for vendido por 12, dois é do Palmeiras e dez é para mim. Se for vendido por oito, oito é meu.”

O negócio é estruturado da seguinte forma: a Crefisa investe em troca de propriedades de marketing do Avanti (programa de sócios) e do jogador contratado. O dinheiro do sócio-torcedor tem como destinação às contratações. Mas não há participação da empresa nos direitos econômicos dos atletas, nem possibilidade de interferir na venda.

Quando o jogador é negociado, o dinheiro investido pela Crefisa volta para a empresa. A explicação contratual é de que os direitos de marketing sobre aquele jogador cessaram e por isso o valor é devolvido pelo clube.

Pelo artigo 18 do estatuto de transferência de jogadores, não é permitida a interferência externa em departamento de futebol. Por julgamentos em comissão de litígios da Fifa e pela regra de TPO (Third-Party Ownership), têm sido vetados contratos indiretos como empréstimos que prevejam remuneração quando o atleta for vendido. Operações como as que eram feitas pela Doyen em clubes brasileiros não podem mais ser realizadas.

“Se você consegue determinar que vai realizar a contratação do jogador com dinheiro, e depois vai receber, é violação de TPO (Thirdy Party Ownership). Não importa a denominação que se dá. Se receber, há violação”, afirmou o advogado Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo internacional que atua em tribunais da Fifa há anos. Ele entende, portanto, que há violação da regra no modelo da parceria.

Já o advogado Pedro Trengouse, que é coordenador do curso Fifa/FGV de Marketing e Direito esportivo, entende que não há violação ao TPO. “Não porque não tem propriedade do jogador pela Crefisa. Não tem contrato, não tem poder de venda. Se não há vínculo de terceiro com o jogador, não há burla”, analisou. “Acho difícil que exista um contrato vinculando à venda do jogador. Se houver, poderia haver um desrespeito e teria de ser analisado.”

Mas Trengouse tem dúvidas sobre a operação: “Se há venda de propriedades de marketing, como que isso é tributado? Quando o Palmeiras devolve o dinheiro, qual o contrato para receber esse dinheiro de volta?”, questionou ele.

Outro advogado especialista em direito esportivo ouvido pelo blog, que preferiu não se identificar, também entende que a relação da parceira e o Palmeiras pode ser vista como burla à norma da Fifa. Argumenta que, se há um contrato de marketing com venda de propriedades, a exibição de sua marca é um lucro extra para a empresa além de receber de volta o dinheiro investido na contratação.

Dentro do Palmeiras, houve cuidado na estruturação das operações de forma justamente a evitar quebrar a norma da Fifa. Por isso, os contratos só falam em propriedades de marketing, nem permite qualquer ingerência no clube. A legislação e práticas da federação internacional foram estudadas com esse objetivo. O Palmeiras negou qualquer violação em nota ao blog:

“Procurado, o Palmeiras, através de sua assessoria de imprensa, afirmou que, por se tratar de investimento em propriedades de marketing, a parceria atende a todos requisitos regulatórios impostos pela FIFA e CBF e que, por isso, não tem preocupação alguma com a lisura da operação.”


Corinthians é o único do topo da tabela que não poupa jogador no Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

A rodada do final de semana do Brasileiro foi marcada por clubes que pouparam jogadores por desgaste ou por priorizar outras competições. Não foi uma exceção. Todos os clubes no topo da tabela pouparam atletas no Nacional em algum momento com exceção do líder Corinthians.

Nesta rodada, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Botafogo usaram times mistos ou com alguns titulares poupados. Pensam nos confrontos de volta da Copa do Brasil no meio de semana.

Com campanha impecável no Nacional, o Corinthians foi eliminado desta competição e disputa apenas a Copa Sul-Americana na qual utiliza time misto quando necessário. Não usou time reserva ou alternativo em nenhuma rodada do Brasileiro. Quando não teve titulares, foi por contusão ou suspensão.

Não é o caso dos outros quatro times que compõem a lista de cinco times ponteiros do Nacional. Vice-líder, o Grêmio já usou time reserva em duas situações, Sport e Palmeiras, fora de casa. Perdeu ambos os jogos. A previsão é de contar com todos os titulares diante do São Paulo.

Terceiro colocado, o Santos já usou um time praticamente reserva (só tinha três titulares) contra o Atlético-GO. Empatou. Quarto, o Flamengo vinha escalando força máxima no Brasileiro, mas optou por poupar meio time contra Coritiba. Entre os que ficaram fora, alguns dos principais jogadores como Diego, Everton e Rever, desgastados. O time venceu sem eles no sábado.

O Palmeiras tem optado por poupar atletas parcialmente, sem escalar times reservas. Apenas contra a Chapecoense, quando tinha confronto da Libertadores em seguida, utilizou só três titulares. Mas poupou atletas contra Flamengo (Guerra, Felipe Mello e Dracena) e Sport (Mina, Roger Guedes, no banco).

Fora do topo, times como Botafogo já escalaram formações quase integralmente reservas como contra o Atlético-GO e contra o Corinthians, de olho na Copa do Brasil e no Brasileiro. Também já ocorreu com o Cruzeiro e com o Atlético-MG.

Enquanto isso, o técnico Fábio Carille tem escalado sua força máxima disponível em todas as rodadas. Nos últimos jogos, passou a enfrentar problemas de contusão com Jadson e Pablo, o que o obriga a buscar novas soluções.

O foco do Corinthians só no Brasileiro ajuda bastante a ótima campanha do time que tem agora nove pontos à frente do Grêmio. Não é, obviamente, a única explicação em um time com padrão constante de jogo que tem sido muito mais regular do que os rivais. Mas o desenrolar de um campeonato longo vai desafiar o elenco alvinegro quando houver necessidade de girar mais a equipe como agora.


Na disputa por ponta, Corinthians e Fla têm melhores aproveitamentos no ano
Comentários Comente

rodrigomattos

Após a 12a rodada do Brasileiro, Corinthians e Flamengo ocupam as duas primeiras posições na tabela, com larga vantagem para o time paulista. Não é à toa. Os dois times têm os melhores aproveitamentos no ano entre os times da Série A considerados todos os campeonatos disputados.

O Corinthians de Fábio Carille é a equipe mais eficiente do Brasil até agora. Obteve 72,6% dos pontos possíveis dentro do Paulista, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro.

Seu desempenho no Nacional é bem superior ao do restante do ano, 89%. Isso mostra evolução do time e ao mesmo tempo que é provável uma oscilação corintiana no restante do campeonato.

Já o Flamengo de Zé Ricardo tem um aproveitamento no Brasileiro inferior ao de todo 2017, o que se explica pela mau início no campeonato. O time rubro-negro obteve 71,4% dos pontos no ano, enquanto no Nacional tem 64%.

Na rodada do final de semana, a equipe carioca ultrapassou o Grêmio que ficou na terceira colocada. A formação gaúcha tem aproveitamento de 63,3% nesta temporada, o que se explica pela má campanha no Estadual. O tricolor têm ido bem no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores.

Logo atrás, Santos e Palmeiras apresentam mais irregularidade no ano. Em quinto no Nacional, o time alviverde tem 61,4% dos pontos disputados, levemente superior ao Santos com 61,1% no ano. Ambos foram bem na fase de grupo da Libertadores, e com desempenho médio no Paulista, eliminados antes da final.

Enfim, a vantagem do Corinthians de nove pontos na liderança sobre o vice Flamengo é surpreendente. Mas as posições dos dois times na ponta da tabela refletem o que ocorreu na temporada no primeiro semestre do futebol brasileiro. A se lamentar o fato de o time rubro-negro já ter disputado 42 jogos no ano, e o Corinthians 39. Ou seja, devem ultrapassar 70 partidas na temporada.


Sport põe preço inicial para saída de Diego Souza em R$ 30 milhões
Comentários Comente

rodrigomattos

Com Danilo Lavieri

O interesse do Palmeiras no meia-atacante Diego Souza esbarra em uma pretensão inicial do Sport de obter R$ 30 milhões para liberá-lo. Como quer manter o jogador, o time pernambucano só topa perdê-lo se houver grande recompensa financeira. Obviamente, o clube alviverde pode convencer o Sport a baixar essa pedida durante a negociação, especialmente se houver vontade do atleta de se transferir.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, não quer dizer o valor da multa de Diego Souza e afirmou que é “impagável” ao UOL Esporte. A um interlocutor, ele afirmou que o montante que aceitaria para deixar o jogador sair seria R$ 30 milhões – a multa é maior. Esse total foi confirmado por fonte ligada ao time pernambucano como patamar que sempre se trabalhou para eventual saída do jogador. Questionado, Barros repetiu que não falaria de valores.

Diego Souza assinou a renovação de contrato com Sport até o fim de 2018 com salário em torno de R$ 400 mil. Em janeiro, recebeu sondagem de time da China que foi rejeitada pelo time e pelo jogador. O Vasco também tentou contratá-lo em dezembro de 2016, sem sucesso. Ele está bem em Pernambuco, onde suas atuações o levaram de volta à seleção brasileira apesar de eventuais críticas da torcida.

Questionado pelo UOL Esporte se o Sport já estava em negociação com o Palmeiras, Arnaldo Barros ressaltou que só ele responde pelo time pernambucano e não comentou notícias sobre o assunto.

No Palmeiras, há a intenção de investir alto para conseguir um jogador para atuar como centroavante ou falso nove. Foi por isso a investida em Richarlison, do Fluminense, que chegou a R$ 40 milhões, mas não se concretizou. A Crefisa ainda investiu R$ 35 milhões em Borja. Ao contrário desses dois atletas, no entanto, Diego Souza tem 32 anos e dificilmente permitira a recuperação do investimento financeiro em uma venda futura. Até agora a parceira alviverde não foi envolvida na operação.

Há, portanto, vários empecilhos para a conclusão da negociação. Para a transferência evoluir, o Sport terá de baixar sua pedida e o Palmeiras decidir investir um bom dinheiro no jogador sem muita perspectiva de retorno financeiro futuro. O que conta a favor da transferência é o desejo do técnico Cuca de ter Diego Souza como o jogador que falta ao elenco palmeirense.


Qual o tamanho da vantagem da liderança isolada do Corinthians?
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao ganhar do Grêmio fora no jogo de ponteiros, o Corinthians abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro e outros nove sobre o terceiro colocado Flamengo (o Botafogo pode assumir a posição nesta segunda-feira). É a melhor campanha nos pontos corridos nos 10 primeiros jogos juntamente com a do time corintiano de 2011. E esse título serve como lição para a equipe de Fabio Carille entender o tipo de sofrimento que vai passar para eventualmente ganhar o campeonato.

Em 2011, com aquele time de Tite, o Corinthians tinha cinco pontos acima do segundo colocado, o São Paulo, após a 10a rodada. E o terceiro colocado, por coincidência, era o Flamengo com 20 pontos. Um cenário levemente diferente do atual.

Ao final do turno, a diferença do time corintiano era de apenas um ponto para o Flamengo que então tinha se tornado vice-líder. No final, o Corinthians acabou brigando pelo título contra o Vasco. O time vascaíno tinha nove pontos a menos que os corintianos na 10a rodada de 2011, e os times chegaram a ficar empatados na 34a rodada. Na tabela definitiva, o Corinthians ganhou a taça com 62,3% dos pontos, e 71 pontos, bem longe dos 86,7% das 10 primeiras rodadas.

Naquela ocasião, o Corinthians também tinha um time com a melhor defesa do Brasileiro, mas estava longe de sobrar tecnicamente (cenário bem similar ao atual). Ganhava muitos jogos com placar mínimo. Era o time mais consistente como atual, mas sem ser brilhante. Mas tinha menos rivais com elencos talentosos.

No caso atual, o Grêmio é um time bem montado que não foi capaz de superar o Corinthians, embora tenha feito um jogo igual. A equipe gaúcha prioriza Copa do Brasil e Libertadores. Já o Flamengo e Palmeiras, que vêm se recuperando do mal início, têm elencos fartos e com qualidade, embora ainda demonstrem irregularidades nas atuações. O Corinthians vai pegar os dois times no primeiro e no segundo turno.

Com a referência de outros Brasileiros, o Atlético-MG fez campanha parecida com a corintiana em 2012, com 25 pontos na liderança do Brasileiro após 10 rodadas – tinha então três pontos acima do Fluminense. E perdeu o título.

Isso significa que a liderança corintiana não quer dizer nada? Claro que não. O Corinthians repetiu a melhor campanha da história até a 10a rodada e isso não é pouco. Foi empurrado pelas ótimas atuações de sua defesa, como no jogo contra o Grémio, com as defesas brilhantes de Cássio e atuações seguras de zagueiros, volantes e laterais. E seu ataque também é efetivo, embora não abunde em chances de gol criadas.

O que a campanha de 2011 do Corinthians ensina é que o caminho para um possível título ainda será bastante árduo. Talvez, mais do que naquela ano já que há adversários que parecem mais qualificados do que naquela ocasião. A única certeza é de que o time corintiano entra nesta briga com uma boa vantagem de pontos, e um time capaz de jogar de forma consistente antes dos outros.


De veto a meião a elenco limitado. O que irrita brasileiros na Libertadores
Comentários Comente

rodrigomattos

(Atualizado após a reunião às 14 horas)

Em reunião nesta quinta-feira, os clubes brasileiros levaram uma série de reclamações e reivindicações à Conmebol relacionadas a Libertadores. Os itens listados pelos cartolas nacionais foram desde proibições de certos tipos de meiões até um pedido formal para mudanças no regulamento na inscrição de jogadores. Além disso, há os já conhecidos questionamentos ao tribunal da confederação e à segurança.

Foi o primeiro encontro da subcomissão de clubes da confederação sul-americana em que os times puderam oficialmente expressar suas opiniões sobre a competição. Participaram os 16 times das oitavas de final da Libertadores, sendo seis deles brasileiros, Botafogo, Santos, Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Grêmio.

Por isso, os dirigentes brasileiros desses times, além de representantes daqueles na Copa Sul-Americana, se reuniram previamente para levar uma pauta de reivindicações. Da pauta, ficou definido um pedido de mudança de regulamento da Libertadores que se transformou em anual em 2017.

“Defendemos que deve aumentar a possibilidade de troca de jogadores inscritos após a primeira fase. Com a janela, o time pode perder jogadores e não tem como repor na lista”, contou o presidente santista, Modesto Roma Jr. Atualmente, são 25 inscritos, e pode-se acrescentar outros cinco a partir das oitavas de final.

Outro ponto importante levantado é a falta de critério da Conmebol ao definir o que pode e o que não pode no campo e no estádio. Com delegados ou árbitros diferentes, são alterados esses parâmetros, sem um padrão. Um exemplo é dado pelo diretor de futebol do Grêmio, André Zanotta, em jogo em Calama, agora em 2017:

“Os jogadores agora têm o hábito de trocar o pé da meia por outro especial para não escorregar. Nosso fabricante entrega para nós costurados. Quando chegamos em Calama, o quarto árbitro disse que não permitiria. Tivemos que comprar meias brancas no local”, descreveu Zanotta. “Pouco antes do jogo, insisti com o árbitro que permitiu.”

Outra observação é que a Conmebol só permite 18 jogadores no banco ao contrário de outras competições. Zanotta procurou o diretor técnico da Conmebol, Hugo Figueredo, para que aumentasse o número de jogadores para o banco pois pode se perder gente pouco antes do jogo.

Mais uma questão levantada é sobre a Conmebol tomar o estádio e cobri-lo todo para os jogos da Libertadores. Marcas e placas têm que ser só de patrocinadores da entidade. O telão de estádios, por exemplo, não pode passar marcas que têm acordos com os clubes.

“Gostaríamos que eles contratasse uma empresa para cuidar da imagem da competição, e da segurança. Deveriam terceirizar essas questões”, contou o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino.

O padrão usado pela Conmebol é igual da UEFA na Liga dos Campeões, mas os clubes reclamam que a remuneração é muito menor. Portanto, não dá para impor os mesmos padrões.

A reclamação mais recorrente talvez seja em relação ao tribunal da Conmebol e à falta de critério. No caso do Palmeiras, o clube tem um recurso que deve ser julgado semana que vem sobre as punições na confusão contra o Peñarol. No caso da Chapecoense, o time foi eliminado por jogador irregular, mas o problema é que detalhes da decisão só foram enviados no dia do sorteio da Libertadores, 15 dias após o julgamento.

“Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância”, disse o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David FilhoA Chapecoense não foi ao sorteio da Sul-Americana.