Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Palmeiras

Como cartolas explicam diferentes gestões em Corinthians, Fla e Palmeiras
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Durante seminário da consultoria BDO, estiveram presentes os presidentes (ou candidatos a) dos três clubes de maior receita do futebol brasileiro: Corinthians, Flamengo e Palmeiras. Eram eles: Andrés Sanchez e Felipe Ezabella (adversários na eleição corintiana), Eduardo Bandeira de Mello (rubro-negro) e Maurício Galiotte (palmeirense). Os discursos dos dirigentes explicam as diferentes gestões dos principais times nacionais, e os resultados no patrimônio, nas contas e no campo.

De início, Bandeira contou ter assumido o Flamengo em 2012 na seguinte situação: “O clube não tinha respeito de seus interlocutores, não tinha credibilidade, sonegava impostos, penhora total das rendas, quatro meses de salário atrasados”. Na sua opinião, naquele momento, antes de ganhar título, o clube precisava dar exemplo para sua torcida de que seria capaz de cumprir compromissos.

Passados cinco anos, o clube reduziu sua dívida de R$ 750 milhões para um valor em torno de R$ 388 milhões (valores líquidos na conta rubro-negra no orçamento), excluindo as antecipação de receitas. Sua receita tornou-se a maior do país com mais R$ 600 milhões ao final de 2018 com a venda de Vinicius Jr.

Em campo, apenas um título nacional, da Copa do Brasil-2013. “Agora, precisamos transformar esse resultado dentro de campo”, reconheceu Bandeira, cuja administração vem aumentando consideravelmente o investimento em contratações e salários nos últimos dois anos e meio. “Não queremos um crescimento com voo de galinha, que ganha um campeonato e é rebaixado”.

Em relação a patrimônio, o Flamengo construiu um CT e já prepara um segundo, atendendo assim base e profissional. O total do gasto neste quesito soma R$ 70 milhões nos últimos dois anos. Mas o projeto de estádio ainda não está em curso de fato.

Do outro lado, o Corinthians iniciou sua rota atual no final de 2007 quando Andrés Sanchez assumiu o clube. A partir daí, só membros do seu grupo estiveram no poder. Ele diz que a corrente apresentou um projeto de oito a dez anos de poder, com erros e acertos, e que agora precisa mostrar um novo plano para dez anos.

“O que falta ao Corinthians é mais credibilidade e receita. A dívida é o de menos”, contou o dirigente. Ele lembrou que, quando saiu, a receita era em torno de R$ 350 milhões (a maior então) e depois não evoluiu tanto. Ezabella concordou que a dívida não é o grande problema se o clube tiver receita, mas, em caso contrário, o “débito janta”.

Com Andrés e aliados, a dívida corintiana teve uma trajetória de aumento com um salto até R$ 425 milhões no meio de 2017 – ainda não estão prontos os números até o final da temporada. Mais do que isso, há um débito em torno de R$ 1,4 bilhão com a Arena Corinthians, ainda com um acordo pendente com a Caixa Econômica Federal. Andrés espera pagar em um prazo entre oito e 15 anos o estádio, mas a realidade é que o acordo provisório com a Caixa deve se estender por período maior.

Por conta do estádio, o clube teve um enorme ganho esportivo, com bom desempenho em seu campo (e fora dele). Desde a chegada do grupo de Andrés, ganhou três títulos brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Libertadores e um Mundial. .

Do lado palmeirense, há um meio do caminho. Desde que Paulo Nobre assumiu o clube, alicerçou-se a recuperação em aportes financeiros de pessoas do clube (Paulo Nobre), com o crescimento de receita da construção da arena e de um patrocinador forte (Crefisa).

“Clube trabalhou dois anos com receita igual a 1 porque estava tudo antecipado. Por isso, o presidente (Paulo Nobre) fez uma aporte importante que estamos vindo a pagar agora”, analisou o presidente Maurício Galiotte. Ele contou que faltam quitar R$ 22 milhões da dívida com o ex-presidente que já chegou a até R$ 200 milhões.

Sobre o Allianz Parque, o presidente lembrou que o estádio estruturou o aumento de receitas: “A arena é um diferencial competitivo, um fortalecimento inerente da marca. Traz um patrocínio e um ciclo virtuoso”, analisou sobre o estádio. Assim, reduziu-se a dependência das receitas de televisão para abaixo de 30% ao contrário de outros clubes.

Em compensação, o novo modelo sofreu um baque com a reforma da parceira da Crefisa que obrigará o clube a pagar R$ 120 milhões por contratações dos últimos dois anos. O impacto, no entanto, é bem possível de ser absorvido por uma agremiação que atingiu R$ 530 milhões em renda anual, e tem um elenco como ativo pelo menos para reduzir essas perdas.

Em campo, o Palmeiras de Nobre e Galiotte ganhou uma Copa do Brasil e um Brasileiro. “No futebol, o que conta é a volta olímpica. O título é que define a gestão na palava dos comentaristas”, disse, não necessariamente concordando com isso.

Esses três modelos de gestão estarão em julgamento neste ano. No Corinthians, a eleição está ali com Andrés se contrapondo aos opositores como Ezabella e Antônio Roque Citadini. O Flamengo terá pleito no final do ano quando Bandeira terá um outro candidato a sucessor dentro de sua corrente. E há a expectativa de uma corrente de oposição, que saiu das costelas do seu grupo. Por fim, no Palmeiras, também é possível um confronto do atual presidente com seu antecessor Nobre.


Sem pré-temporada, times grandes têm pior desempenho nos Estaduais em 2018
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Em um ano quase sem pré-temporada, os times grandes tiveram uma piora no seu desempenho no início dos Estaduais em relação a 2017. O levantamento do blog foi feito nas quatro principais competições com 12 clubes grandes. No total, eles somaram 13% a menos de pontos do que no ano passado no mesmo número de jogos, embora, óbvio, existam exceções como o Palmeiras e seus 100% dos pontos.

Por conta da Copa da Rússia, a CBF marcou o início dos Estaduais para o meio de janeiro quando costumavam ocorrer no início de fevereiro. A pré-temporada, portanto, durou menos de 15 dias. Boa parte dos times iniciou os campeonatos com juniores ou reservas para dar tempo de treinamento a titulares.

Diante desse cenário, era previsível a queda de rendimento. Dos 12 times analisados, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG e Grêmio começaram os Estaduais com campanhas inferiores a 2017.

Desses, o time rubro-negro e o gremista foram os que jogaram até mais tarde na temporada, com o Mundial e a Sul-Americana. Usam reservas e juniores. O Flamengo só teve dois pontos a menos do que no ano passado, mas o Grêmio só fez um ponto no Gaúchão.

Outras duas equipes tiveram desempenho similar ao ano passado, sendo elas, Corinthians e Cruzeiro. São justamente equipes que têm utilizado mais titulares nesses jogos iniciais, embora mantenham a rotatividade do elenco no início de temporada.

Quem melhorou em relação ao ano passado foram Botafogo, Internacional, Santos e Palmeiras. O time alviverde, por sinal, é o único que tem 100% de aproveitamento entre os da Série A, como mostrou o blog do PVC. Já o Botafogo tinha poupado jogadores em 2017 por priorizar as fases da pre-Libertadores, o que não faz nesta temporada. A equipe santista foi quase igual ao ano passado, com um ponto a mais.

No total, os 12 times grandes somaram 84 pontos nas quatro primeiras rodadas contra 97 no ano passado. Há clássicos em que se enfrentaram, mas esses se anulam dentro da estatística. Fato é que, na média, diante dos pequenos ou médios, ganharam menos pontos. Com exceção da Ponte Preta, que jogou o Brasileiro até o final, as outras equipes tiveram muito mais tempo de treino já que não disputavam competições até o final do ano.

A queda foi maior no Rio de Janeiro onde apenas o Botafogo melhorou entre os quatro grandes. Em São Paulo, apenas o tricolor do Morumbi teve uma piora no seu desempenho.

A tendência é que, com o transcorrer dos Estaduais, os times grandes tenham crescimento de desempenho e voltem a mostrar superioridade maior sobre os pequenos. Até porque utilizarão mais titulares e terão mais ritmo de jogo.


Flu pode cobrar multa de R$ 200 mi por Scarpa, mas Palmeiras tem proteção
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Na ação judicial na Justiça trabalhista, o Fluminense revelou o valor da multa rescisória prevista no contrato de Gustavo Scarpa: R$ 200 milhões. Pela Lei Pelé, o clube carioca pode cobrar o montante do jogador e do Palmeiras que anunciou sua contatação. Por isso, a agremiação alviverde colocou uma cláusula que dá a Scarpa a obrigação de pagar eventual valor devido, o que não impede o tricolor de cobrar do alviverde.

O meia tricolor entrou com uma ação trabalhista para se desvincular do Fluminense no final do ano passado por atrasos em direitos de imagem, em FTGS, férias e 13o. Conseguiu uma decisão liminar que o libera do seu contrato, mas o mérito ainda será decidido em abril pela Justiça trabalhista.

O Palmeiras analisou a situação do processo de Scarpa com cuidado e entendeu que não há chance de derrota do atleta. Isso porque há a compreensão no alviverde de que são vários os atrasos dos pagamentos de direito, dando base suficiente para rescisão pela lei.

O Fluminense já decidiu que vai manter a ação contra o jogador para restabelecer o vínculo do atleta. Sua alegação no processo é justamente que Scarpa entrou com o pedido de rescisão com a intenção de se transferir sem pagar a rescisão. Em decisão de 10 de janeiro, a juíza Dalva Macedo analisou as argumentações do clube e negou a liberação para o jogador (que foi dada posteriormente por um desembargador). Ali, a magistrada revela a tese do clube carioca:

“Alegou a Ré (Fluminense), ainda, que o autor, em flagrante má-fé, pretende a rescisão do contrato de trabalho por suposta mora contumaz, quando, na realidade, busca a sua transferência sem qualquer compensação financeira à Reclamada, uma vez que existe previsão de multa rescisória no montante de 200.000.000,00”, informou a magistrada em seu relatório.

Advogados consultados pelo blog afirmaram que o Fluminense pode cobrar esse valor de Scarpa e do Palmeiras desde que ganhe o caso na Justiça trabalhista. Para isso, se baseiam no artigo 28 da Lei Pelé, artigo 2o: prevê que o clube que se acertar com o jogador é devedor solidário em caso de rescisão. Nesta hipótese, o time carioca poderia processar o Palmeiras após ganhar o mérito da disputa com o jogador. Se perder, nada pode fazer.

Por isso, embora não veja chance de derrota de Scarpa, o Palmeiras incluiu uma cláusula de proteção pela qual pode entrar com uma cobrança contra o jogador caso seja acionado na Justiça. Em compensação, pagou luvas de 6 milhões de euros ao jogador, como revelou a ESPN e confirmou o blog. Isso seria uma forma de garantir que este é o valor da operação, sem incrementos na Justiça.

Um advogado consultado pelo blog afirmou que esse tipo de cláusula é um mecanismo jurídico de proteção usado recentemente em algumas contratações com jogadores em litígio. Advogados mais atualizados têm recomendado esse tipo de cláusula. Mas afirmou que ainda não existe uma jurisprudência consolidada na Justiça sobre a medida.

Em resumo, se Scarpa ganhar a ação do Flu, o clube carioca passou a ter um prejuízo de R$ 200 milhões de uma multa que não será paga. Caso o Flu vença, poderá cobrar do jogador e do clube paulista. Neste caso, o Palmeiras terá uma forma de evitar a cobrança, embora isso ainda possa ser discutido na Justiça. A audiência entre a agremiação tricolor e o jogador está prevista para abril.

Colaboraram Leo Burlá e Danilo Lavieri


Além da CBF, Del Nero corre risco no Palmeiras se banido pela Fifa
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Suspenso pela Fifa por suspeita de corrupção, Marco Polo Del Nero corre o risco de ser banido de todas as atividades no futebol em julgamento no Comitê de Ética da entidade. Além da perda da presidência da CBF, uma punição pode afetar seu cargo de conselheiro vitalício do Palmeiras. O Conselho Deliberativo alviverde prevê abrir um procedimento para analisar a situação se houver condenação. Dois de três advogados consultados entenderam que ele não poderia seguir no clube se afastado em definitivo.

Del Nero foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos EUA por conta da acusação de que recebeu propinas por contratos da CBF e da Conmebol. As provas contra ele foram reveladas durante julgamento do ex-presidente da confederação José Maria Marin. Com isso, o Comitê de Ética da Fifa o suspendeu por 90 dias.

Até agora não foi enviada a defesa de Del Nero, nem o processo tem data para julgamento. Ele nega qualquer ato irregular e promete ir até as últimas instâncias para tentar provar inocência. Mas o cenário não é positivo para o presidente da CBF já que, em geral, cartolas suspensos acabam afastados definitivamente.

O banimento é para qualquer atividade relacionada ao futebol. “Perante o Conselho, se houver uma condenação da Fifa, que é do meio do esporte, dependendo dos termos, o Conselho vai abrir procedimento para analisar a situação”, contou o presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, Seraphim Del Grande.

A questão levantada é o quando um conselheiro vitalício, cargo ocupado por Del Nero no Palmeiras, atua no futebol. Se houver influência, ele não pode exercer o cargo já que o Palmeiras está submetido às regras da Fifa. “Essa é uma questão jurídica”, disse Del Grande, sem emitir opinião.

Pelo estatuto palmeirense, o conselheiro vota o orçamento e os balanços financeiros do clube, o que afeta o andamento do futebol. Também elege o COF (Conselho de Orientação Fiscal) que avalia medidas da gestão da diretoria.

Dos três advogados ouvidos pelo blog, dois entenderam que o cargo tem influencia no futebol e portanto não seria permitido continuar nele. Um terceiro analisou que seria uma interferência indevida da Fifa no Palmeiras determinar o afastamento do dirigente.

Especialista em casos na Fifa, um advogado que pediu anonimato afirmou que não dá nem para cogitar que Del Nero fosse banido da CBF e ainda pudesse continuar a exercer uma função em um clube. Para ele, a atuação de conselheiros no futebol é clara pois o futebol é o carro-chefe palmeirense, e decisões sobre a gestão do clube afetam seu andamento. Um colega que também pediu para não ter o nome publicado concordou com a tese.

Já o advogado Leonardo Andreotti, também especialista na legislação de Fifa, tem entendimento diferente. “O cargo de conselheiro de uma associação civil não tem nada a ver com essa situação. Se atingir essa esfera (Palmeiras), estaria extrapolando a decisão da Fifa. O clube não é só futebol e ele não estaria em um cargo de diretor”, analisou ele, que ainda lembrou da autonomia às entidades garantidas pela lei.

O julgamento de Del Nero na Fifa deve ocorrer em um prazo de até noventa dias depois da suspensão, o que significa dizer que até meados de março. Questionado durante o sorteio da Libertadores, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, não quis opinar sobre a situação do dirigente.

 


Com renda de R$ 500 mi, Palmeiras prevê fim de dívida com Nobre em 2018
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O Palmeiras tinha obtido uma receita recorde em 2016 graças à venda de Gabriel Jesus. Sem uma negociação com esta, o clube alviverde aumentará significativamente seus ganhos em 2017, fechando com uma receita acima de R$ 500 milhões. Com isso, a diretoria já prevê o fim das dívidas com ex-presidente Paulo Nobre em 2018. A informação é do presidente palmeirense, Maurício Gallliote.

O numero ainda não é preciso porque falta fechar os números financeiros da temporada. Mas a previsão do dirigente é de que a receita gire entre R$ 500 milhões e R$ 540 milhões. O “Lance!” informou que foram R$ 492 milhões até final de novembro. Em 2016, foram R$ 468,6 milhões em arrecadação operacional, valor que atingiu R$ 497 milhões somando as receitas financeiras.

“Terminamos o ano com equilíbrio de caixa e um faturamento acima de R$ 500 milhões. Patrimônio líquido positivo. Ou seja, são números muito positivos em relação ao histórico do Palmeiras e aos anos anteriores”, analisou Galiotte.

O crescimento se deve ao aumento de patrocínio da Crefisa, a receitas de bilheteria e de sócio-torcedor. O clube claramente não se mostra dependente de vendas de jogadores. Em 2016, tinha arrecadado R$ 46,7 milhões com a negociação de Gabriel Jesus para o Manchester City. Em 2017, a única transação alta foi de Vitor Hugo para a Fiorentina, por € 8 milhões (R$ 27 milhões).

O clube investiu pesado em contratações: foi o que mais gastou no Brasil com a ajuda da parceira Crefisa. Galiotte já deixou claro que esse montante não vai se repetir neste ano.

Mas, além de contratações, o clube reduz seu endividamento. E pretende encerrar o débito com o ex-presidente Paulo Nobre até o meio de 2018. O valor chegou a ser de cerca de R$ 200 milhões, dividido em fundos em empréstimos privados. É reduzido mês a mês com o pagamento em parcelas.

“Situação de endividamento que será liquidada no meio do ano que vem, com bancos e fundos. O que restará são contas ordinárias. Mas são valores do dia a dia”, contou Galiotte.

Sobrará em relação ao ex-presidente direitos sobre eventuais vendas de jogadores aos quais ele estava vinculado. “Tem outra situação que é de atletas, mas está condicionada à venda de atleta. É um compromisso se houver venda”, explicou o presidente, lembrando que isso não é dívida.


Palmeiras e Fla têm maiores quedas de desempenho no Brasileiro-2017
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Em comparação com o ano passado, Palmeiras e Flamengo foram os times que tiveram a maior queda de pontuação no Brasileiro-2017. São justamente os clubes com maior investimento na temporada. Quem mais evoluiu, logicamente, foi o campeão Corinthians.

Ressalte-se que essa comparação não trata do desempenho da temporada inteira. Irregular nos pontos corridos, o time rubro-negro, por exemplo, chegou a duas finais em mata-matas, Copa do Brasil e Sul-Americana, embora tenha sido eliminado na primeira fase da Libertadores.

Com campanha excepcional no ano passado, o Palmeiras atingiu 80 pontos, 17 a mais do que os 63 obtidos em 2017. Houve uma queda geral da pontuação de elite, o que permitiu que o time acabasse como vice, uma posição abaixo do ano passado. Mas a equipe palmeirense foi a com maior queda em seu desempenho.

Em seguida, está o Flamengo. Em 2016, o time conquistou 71 pontos, contra apenas 56 na atual temporada. Ou seja, foram 15 pontos a menos, caindo de terceiro para sexto no geral. Não houve impacto prático: o time acabou com a classificação à mesma fase de grupos do ano passado. Mas isso graças a títulos de Cruzeiro e Grêmio que alongaram o grupo de classificados.

Mais um com queda significativa foi a Ponte Preta que ganhou 14 pontos a menos em 2017 em relação ao ano passado. Sua piora teve impacto significativo: o time acabou rebaixado à Série B. Santos e Atlético-MG foram outros que tiveram piora de desempenho relevante.

Do outro lado, o Corinthians teve uma melhora do tamanho da queda palmeirenses. Conquistou 17 pontos a mais neste ano do que no Brasileiro-2016. Saltou assim da 7a posição para o título.

Em seguida, outro que teve melhora foi o Grêmio. Apesar de não ter priorizado o Nacional, o time somou nove pontos a mais do que em 2016. Mais um que incrementou seu desempenho foi o Cruzeiro com seis pontos extras em relação ao ano passado.

Há uma faixa de clubes que se manteve quase estável como Chapecoense, São Paulo, Sport, Vitória, Coritiba, Fluminense. Mas a leve queda de desempenho do Coritiba acabou sendo fatal com o seu rebaixamento. Já Botafogo e Atlético-PR tiveram pioras (de seis pontos) e por isso estão fora da Libertadores. Veja na tabela abaixo a comparação entre a temporada 2016 e a 2017.

Corinthians – + 17 pontos

Grêmio – + 9 pontos

Cruzeiro – + 6 pontos

Chapecoense – + 2 pontos

São Paulo – -2 pontos

Sport – -2 pontos

Vitória – – 2 pontos

Coritiba – -3 pontos

Fluminense – -3 pontos

Botafogo – -6 pontos

Atlético-PR – -6 pontos

Santos – -8 pontos

Atlético-MG – -8 pontos

Ponte Preta – -14 pontos

Flamengo  – -15 pontos

Palmeiras – -17 pontos

PS Não foram incluídos no levantamento os times que disputaram a Série B em 2016 porque seria impossível a comparação entre divisões.


Nunca foi tão fácil se classificar para a Libertadores no Brasil
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O Brasileiro deve ter a vaga na Libertadores mais fácil na história pela tabela atual da competição. Isso se deve ao alto número de vagas dado pela Conmebol ao Brasil e à pontuação baixa das equipes que brigam por um lugar na competição. E essa facilidade pode se tornar ainda maior dependendo dos resultados de Grêmio e Flamengo nos campeonatos sul-americanos.

Ao final do ano passado, a Conmebol decidiu dar duas vagas extras para times brasileiros na Libertadores, somando-se assim seis vagas fixas pelo Nacional e uma pela Copa do Brasil. Isso já valeu na edição 2016. Pela atual tabela de 2017, com o Cruzeiro campeão da Copa do Brasil no grupo da frente, há um G7 que classifica até o sétimo do Brasileiro à Libertadores.

Pois bem, quem ocupa a sétima posição é o Botafogo com 52 pontos. No ano passado, na mesma 36a rodada, o último classificado para a Libertadores, na fase pré, era o mesmo Botafogo com 55 pontos, que então ocupava a sexta colocação. Lembre-se que o Grêmio, então campeão da Copa do Brasil, não estava no grupo da frente.

Ao final, o Atlético-PR ocupou a última vaga na pré-Libertadores em 2016 ao ficar com 57 pontos na sexta posição. É bem improvável que o derradeiro classificado à principal competição sul-americana atinja esse patamar no atual Brasileiro.

Até porque ainda há a possiblidade de títulos de Grêmio (Libertadores) e Flamengo (Sul-Americana). No caso de triunfo duplo, haveria vaga até para o Vasco na pré-Libertadores, já que o time ocupa a nona posição. Com 50 pontos, o time alvinegro carioca sequer tem 50% dos pontos conquistados. Aliás, abaixo do quinto colocado Cruzeiro, as outras equipes não atingiram esse patamar.

Para se ter ideia da diferença, até 2015, nenhum clube tinha conseguido chegar à principal competição sul-americana com menos de 60 pontos. Até então só havia G4. Considerada a 36 rodada, a equipe teria de ter pelo menos 56 pontos para almejar uma vaga, muito acima dos times que brigam atualmente na Libertadores.


Histórico do Brasileiro indica G4 definido com Palmeiras e Santos
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Além do título praticamente garantido do Corinthians, o Brasileiro tem um G4 dos times classificados para fase de grupo da Libertadores consolidado após a 34a rodada. Pelo menos é o que indica o histórico do Nacional. Assim, Palmeiras, Santos e Grêmio só perderiam as vagas por uma virada inédita.

A vitória palmeirense sobre o Flamengo foi decisiva para esse quadro, assim como a derrota botafoguense para o Atlético-PR no sábado. Com isso, o Santos, quarto colocado, tem cinco pontos à frente do alvinegro carioca, e o time alviverde, seis. Quinto, o Cruzeiro já está na Libertadores pelo título da Copa do Brasil.

Nos pontos corridos, a maioria das edições tem no máximo uma troca de posição no G4 nas quatro rodadas finais. Há uma exceção em 2009 quando houve duas mudanças de colocações: Cruzeiro e Internacional roubaram os lugares de Palmeiras e Atlético-MG.

Na 34a rodada daquele ano, o Inter tinha três pontos menos do que o Atlético-MG, que era o quarto colocado, e o Cruzeiro estava dois pontos atrás. É verdade que o time colorado tinha então cinco pontos a menos do que o Palmeiras, que teve queda vertiginosa no final do Brasileiro-2009. Mas a equipe alviverde era a segunda, não a quarta como o Santos.

Além disso, o time de Elano jogará nesta segunda-feira contra a Chapecoense e pode aumentar a diferença para o sexto Botafogo. Ou seja, os dados indicam que, para aqueles que estão fora e querem uma vaga direta na Libertadores, resta torcer para o título do Grêmio para abrir uma novo posto Assim, equipes como Botafogo, Flamengo e Vasco teriam uma chance. Com quatro lugares, será complicado.

No caso de conquista rubro-negra na Sul-Americana, com gremista na Libertadores, se abriria uma nova vaga e seriam nove brasileiros na principal competição continental. Neste caso, haveria um inédito número de sete equipes nacionais na fase de grupo, e duas na pre-Libertadores, classificando até o nono do campeonato.


Jogos do Corinthians têm nove erros de árbitros que vídeo corrigiria
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O erro da arbitragem no gol impedido de Romero foi o nono em jogos do Corinthians no Brasileiro que poderia ser corrigido por árbitros de vídeo. São equívocos contra e a favor do time alvinegro, todos apontados pela CBF em seu site (o contra o Palmeiras ainda não entrou na avaliação). O blog fez um levantamento e constatou que são lances que estariam no escopo do juiz por monitor.

Primeiro, ressalte-se que o objetivo deste post não é mostrar que um time é favorecido sobre o outro. O que  indica é que há um excesso de erros crassos na arbitragem em jogos decisivos. No total, foram 44 partidas afetadas por equívocos reconhecidos pela CBF em seu site, de um total de 320. Não significa que estejam todos ali porque a entidade ignora alguns deles.

Desses apontados, a confederação reconheceu oito jogos do Corinthians com erros de juízes até a 30a rodada, o mesmo número de Cruzeiro e Palmeiras – são os times com maior número de falhas. No caso palmeirense, uma partida teve dois equívocos, então, foram nove no total. Some-se a esse o equívoco do clássico.

Pois bem, todos os erros em jogos corintianos poderiam ser corrigidos pelo árbitro de vídeo se a CBF tivesse investido no sistema para esta temporada. A entidade se recusou a botar o dinheiro necessário no final de 2016. Em setembro, após vários erros, decidiu se mexer, mas ainda não conseguiu botar o sistema de monitoramento em prática. Só deve acontecer em 2018. Outros campeonatos como o Italiano e Alemão já usam o vídeo.

No histórico, houve dois pênaltis contra o Corinthians (Cruzeiro – 7a rodada e Chapecoense -1a rodada) que não foram marcados. Foi um puxão de camisa e mão claros, não interpretativos, que seriam assinalados no vídeo. Em seguida, na 8a rodada, o Corinthians teve um gol mal anulado de Jô por impedimento inexistente diante do Coritiba. Seria corrigido e o time venceria.

Na 11a rodada, houve um pênalti a favor do Corinthians diante do Botafogo, marcado em falta fora da área sobre Arana. Seguindo, na 17a rodada, o time alvinegro teve um gol a seu favor mal anulado de Jô contra o Flamengo, em impedimento de 3 metros. De novo, com vídeo, seria validado.

Mais à frente, na 24a rodada, houve o gol de Jô de mão contra o Vasco, também outro lance claro para o árbitro de vídeo que o anularia. E, dois jogos depois, Balbuena teve gol mal anulado diante do Cruzeiro, por impedimento inexistente. Por fim, o Coritiba teve um gol mal anulado por impedimento, contra os corintianos, na 27a rodada.

Até que se chegue no gol de Romero impedido contra o Palmeiras. Assim, são nove equívocos, todos corrigíveis, sendo seis a favor e três contra.

Em relação a outros clubes, há erros interpretativos e outros claros que o vídeo consertaria a decisão do árbitro. O importante aqui é mostra que o vídeo reduziria significativamente o número de falhas dos juízes, independentemente do time. Afinal, o líder do Brasileiro sofreu ou foi favorecido por erros claros de árbitros em quase 30% dos seus jogos. Não dá para ver como normal um campeonato com tanta interferência de juiz.

PS O erro do trio de arbitragem não invalida o fato de que o Corinthians jogou melhor do que o Palmeiras, e mereceu ganhar. Seu primeiro tempo lhe permitia até fazer mais gols, embora tenha sido dominado no segundo tempo.


Sobra ao Palmeiras a ousadia que falta ao Corinthians
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Impossível dizer se a arrancada palmeirense será suficiente para uma virada sobre o Corinthians no Brasileiro. O histórico do campeonato indica ser difícil tirar cinco pontos a nove rodadas do time e o time alviverde ainda não parece regular o suficiente para atropelar. Mas é certo que lhe sobra a ousadia que falta aos corintianos na competição.

Foi o que se viu no empate diante do Cruzeiro. O projeto de time idealizado por Alberto Valetim é de atuar avançado, pressionando o adversário em seu campo, com aproximação dos atacantes em troca de passes, e bola rodando no chão. Bem diferente do jogo de espera que predomina no Brasileiro, ou da transição direta que Cuca gostava e com a qual foi campeão em 2016.

Não é, no entanto, um projeto fácil de ser implantando, ainda que o Palmeiras tenha jogadores talentosos. É só ver os buracos na defesa que permitiram ao Cruzeiro fazer dois gols (um deles contra). A equipe de Mano Menezes é muito mais pronta, com seu estilo de jogo consolidado de defesa bem postada em duas linhas e saída rápida de contra-ataque.

Ainda assim, foi o Palmeiras que se impôs nos 60 minutos iniciais do jogo. Com a aproximação constante dos jogadores, criou quase sempre com a bola pelo chão e a proximidade dos companheiros favorece o jogo de Borja. Não é à toa que ele reviveu com três gols neste jogo, um deles mal anulado na cabeçada (lance discutível com Manuel, mas em que talvez a melhor solução fosse mesmo ignorar o empurra empurra de disputa de espaço).

Em desvantagem, o Palmeiras se desorganizou e trocou a bola de pé em pé por mais lances pelo alto, principalmente quando Deyverson entrou em campo. Foi na vontade e na pressão que empatou. Feitas as contas de quanto lances reais de conclusão teve, a vitória teria sido merecida.

Enfim, a ideia de jogo de Valentim é promissora. Mas talvez não esteja pronta neste ano, nesta reta final. Um time exposto é tudo que o Corinthians gosta e pode aproveitar no clássico decisivo. Não resta outra alternativa ao Palmeiras além de ser ousado, como diferencial ao seu rival em vantagem e que faz da cautela sua virtude.

No mínimo, o alviverde torna o campeonato interessante até domingo e se projeta para 2018. Se der certo, consegue uma virada histórica.