Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Palmeiras

Corinthians é o único do topo da tabela que não poupa jogador no Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

A rodada do final de semana do Brasileiro foi marcada por clubes que pouparam jogadores por desgaste ou por priorizar outras competições. Não foi uma exceção. Todos os clubes no topo da tabela pouparam atletas no Nacional em algum momento com exceção do líder Corinthians.

Nesta rodada, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Botafogo usaram times mistos ou com alguns titulares poupados. Pensam nos confrontos de volta da Copa do Brasil no meio de semana.

Com campanha impecável no Nacional, o Corinthians foi eliminado desta competição e disputa apenas a Copa Sul-Americana na qual utiliza time misto quando necessário. Não usou time reserva ou alternativo em nenhuma rodada do Brasileiro. Quando não teve titulares, foi por contusão ou suspensão.

Não é o caso dos outros quatro times que compõem a lista de cinco times ponteiros do Nacional. Vice-líder, o Grêmio já usou time reserva em duas situações, Sport e Palmeiras, fora de casa. Perdeu ambos os jogos. A previsão é de contar com todos os titulares diante do São Paulo.

Terceiro colocado, o Santos já usou um time praticamente reserva (só tinha três titulares) contra o Atlético-GO. Empatou. Quarto, o Flamengo vinha escalando força máxima no Brasileiro, mas optou por poupar meio time contra Coritiba. Entre os que ficaram fora, alguns dos principais jogadores como Diego, Everton e Rever, desgastados. O time venceu sem eles no sábado.

O Palmeiras tem optado por poupar atletas parcialmente, sem escalar times reservas. Apenas contra a Chapecoense, quando tinha confronto da Libertadores em seguida, utilizou só três titulares. Mas poupou atletas contra Flamengo (Guerra, Felipe Mello e Dracena) e Sport (Mina, Roger Guedes, no banco).

Fora do topo, times como Botafogo já escalaram formações quase integralmente reservas como contra o Atlético-GO e contra o Corinthians, de olho na Copa do Brasil e no Brasileiro. Também já ocorreu com o Cruzeiro e com o Atlético-MG.

Enquanto isso, o técnico Fábio Carille tem escalado sua força máxima disponível em todas as rodadas. Nos últimos jogos, passou a enfrentar problemas de contusão com Jadson e Pablo, o que o obriga a buscar novas soluções.

O foco do Corinthians só no Brasileiro ajuda bastante a ótima campanha do time que tem agora nove pontos à frente do Grêmio. Não é, obviamente, a única explicação em um time com padrão constante de jogo que tem sido muito mais regular do que os rivais. Mas o desenrolar de um campeonato longo vai desafiar o elenco alvinegro quando houver necessidade de girar mais a equipe como agora.


Na disputa por ponta, Corinthians e Fla têm melhores aproveitamentos no ano
Comentários Comente

rodrigomattos

Após a 12a rodada do Brasileiro, Corinthians e Flamengo ocupam as duas primeiras posições na tabela, com larga vantagem para o time paulista. Não é à toa. Os dois times têm os melhores aproveitamentos no ano entre os times da Série A considerados todos os campeonatos disputados.

O Corinthians de Fábio Carille é a equipe mais eficiente do Brasil até agora. Obteve 72,6% dos pontos possíveis dentro do Paulista, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro.

Seu desempenho no Nacional é bem superior ao do restante do ano, 89%. Isso mostra evolução do time e ao mesmo tempo que é provável uma oscilação corintiana no restante do campeonato.

Já o Flamengo de Zé Ricardo tem um aproveitamento no Brasileiro inferior ao de todo 2017, o que se explica pela mau início no campeonato. O time rubro-negro obteve 71,4% dos pontos no ano, enquanto no Nacional tem 64%.

Na rodada do final de semana, a equipe carioca ultrapassou o Grêmio que ficou na terceira colocada. A formação gaúcha tem aproveitamento de 63,3% nesta temporada, o que se explica pela má campanha no Estadual. O tricolor têm ido bem no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores.

Logo atrás, Santos e Palmeiras apresentam mais irregularidade no ano. Em quinto no Nacional, o time alviverde tem 61,4% dos pontos disputados, levemente superior ao Santos com 61,1% no ano. Ambos foram bem na fase de grupo da Libertadores, e com desempenho médio no Paulista, eliminados antes da final.

Enfim, a vantagem do Corinthians de nove pontos na liderança sobre o vice Flamengo é surpreendente. Mas as posições dos dois times na ponta da tabela refletem o que ocorreu na temporada no primeiro semestre do futebol brasileiro. A se lamentar o fato de o time rubro-negro já ter disputado 42 jogos no ano, e o Corinthians 39. Ou seja, devem ultrapassar 70 partidas na temporada.


Sport põe preço inicial para saída de Diego Souza em R$ 30 milhões
Comentários Comente

rodrigomattos

Com Danilo Lavieri

O interesse do Palmeiras no meia-atacante Diego Souza esbarra em uma pretensão inicial do Sport de obter R$ 30 milhões para liberá-lo. Como quer manter o jogador, o time pernambucano só topa perdê-lo se houver grande recompensa financeira. Obviamente, o clube alviverde pode convencer o Sport a baixar essa pedida durante a negociação, especialmente se houver vontade do atleta de se transferir.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, não quer dizer o valor da multa de Diego Souza e afirmou que é “impagável” ao UOL Esporte. A um interlocutor, ele afirmou que o montante que aceitaria para deixar o jogador sair seria R$ 30 milhões – a multa é maior. Esse total foi confirmado por fonte ligada ao time pernambucano como patamar que sempre se trabalhou para eventual saída do jogador. Questionado, Barros repetiu que não falaria de valores.

Diego Souza assinou a renovação de contrato com Sport até o fim de 2018 com salário em torno de R$ 400 mil. Em janeiro, recebeu sondagem de time da China que foi rejeitada pelo time e pelo jogador. O Vasco também tentou contratá-lo em dezembro de 2016, sem sucesso. Ele está bem em Pernambuco, onde suas atuações o levaram de volta à seleção brasileira apesar de eventuais críticas da torcida.

Questionado pelo UOL Esporte se o Sport já estava em negociação com o Palmeiras, Arnaldo Barros ressaltou que só ele responde pelo time pernambucano e não comentou notícias sobre o assunto.

No Palmeiras, há a intenção de investir alto para conseguir um jogador para atuar como centroavante ou falso nove. Foi por isso a investida em Richarlison, do Fluminense, que chegou a R$ 40 milhões, mas não se concretizou. A Crefisa ainda investiu R$ 35 milhões em Borja. Ao contrário desses dois atletas, no entanto, Diego Souza tem 32 anos e dificilmente permitira a recuperação do investimento financeiro em uma venda futura. Até agora a parceira alviverde não foi envolvida na operação.

Há, portanto, vários empecilhos para a conclusão da negociação. Para a transferência evoluir, o Sport terá de baixar sua pedida e o Palmeiras decidir investir um bom dinheiro no jogador sem muita perspectiva de retorno financeiro futuro. O que conta a favor da transferência é o desejo do técnico Cuca de ter Diego Souza como o jogador que falta ao elenco palmeirense.


Qual o tamanho da vantagem da liderança isolada do Corinthians?
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao ganhar do Grêmio fora no jogo de ponteiros, o Corinthians abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro e outros nove sobre o terceiro colocado Flamengo (o Botafogo pode assumir a posição nesta segunda-feira). É a melhor campanha nos pontos corridos nos 10 primeiros jogos juntamente com a do time corintiano de 2011. E esse título serve como lição para a equipe de Fabio Carille entender o tipo de sofrimento que vai passar para eventualmente ganhar o campeonato.

Em 2011, com aquele time de Tite, o Corinthians tinha cinco pontos acima do segundo colocado, o São Paulo, após a 10a rodada. E o terceiro colocado, por coincidência, era o Flamengo com 20 pontos. Um cenário levemente diferente do atual.

Ao final do turno, a diferença do time corintiano era de apenas um ponto para o Flamengo que então tinha se tornado vice-líder. No final, o Corinthians acabou brigando pelo título contra o Vasco. O time vascaíno tinha nove pontos a menos que os corintianos na 10a rodada de 2011, e os times chegaram a ficar empatados na 34a rodada. Na tabela definitiva, o Corinthians ganhou a taça com 62,3% dos pontos, e 71 pontos, bem longe dos 86,7% das 10 primeiras rodadas.

Naquela ocasião, o Corinthians também tinha um time com a melhor defesa do Brasileiro, mas estava longe de sobrar tecnicamente (cenário bem similar ao atual). Ganhava muitos jogos com placar mínimo. Era o time mais consistente como atual, mas sem ser brilhante. Mas tinha menos rivais com elencos talentosos.

No caso atual, o Grêmio é um time bem montado que não foi capaz de superar o Corinthians, embora tenha feito um jogo igual. A equipe gaúcha prioriza Copa do Brasil e Libertadores. Já o Flamengo e Palmeiras, que vêm se recuperando do mal início, têm elencos fartos e com qualidade, embora ainda demonstrem irregularidades nas atuações. O Corinthians vai pegar os dois times no primeiro e no segundo turno.

Com a referência de outros Brasileiros, o Atlético-MG fez campanha parecida com a corintiana em 2012, com 25 pontos na liderança do Brasileiro após 10 rodadas – tinha então três pontos acima do Fluminense. E perdeu o título.

Isso significa que a liderança corintiana não quer dizer nada? Claro que não. O Corinthians repetiu a melhor campanha da história até a 10a rodada e isso não é pouco. Foi empurrado pelas ótimas atuações de sua defesa, como no jogo contra o Grémio, com as defesas brilhantes de Cássio e atuações seguras de zagueiros, volantes e laterais. E seu ataque também é efetivo, embora não abunde em chances de gol criadas.

O que a campanha de 2011 do Corinthians ensina é que o caminho para um possível título ainda será bastante árduo. Talvez, mais do que naquela ano já que há adversários que parecem mais qualificados do que naquela ocasião. A única certeza é de que o time corintiano entra nesta briga com uma boa vantagem de pontos, e um time capaz de jogar de forma consistente antes dos outros.


De veto a meião a elenco limitado. O que irrita brasileiros na Libertadores
Comentários Comente

rodrigomattos

(Atualizado após a reunião às 14 horas)

Em reunião nesta quinta-feira, os clubes brasileiros levaram uma série de reclamações e reivindicações à Conmebol relacionadas a Libertadores. Os itens listados pelos cartolas nacionais foram desde proibições de certos tipos de meiões até um pedido formal para mudanças no regulamento na inscrição de jogadores. Além disso, há os já conhecidos questionamentos ao tribunal da confederação e à segurança.

Foi o primeiro encontro da subcomissão de clubes da confederação sul-americana em que os times puderam oficialmente expressar suas opiniões sobre a competição. Participaram os 16 times das oitavas de final da Libertadores, sendo seis deles brasileiros, Botafogo, Santos, Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Grêmio.

Por isso, os dirigentes brasileiros desses times, além de representantes daqueles na Copa Sul-Americana, se reuniram previamente para levar uma pauta de reivindicações. Da pauta, ficou definido um pedido de mudança de regulamento da Libertadores que se transformou em anual em 2017.

“Defendemos que deve aumentar a possibilidade de troca de jogadores inscritos após a primeira fase. Com a janela, o time pode perder jogadores e não tem como repor na lista”, contou o presidente santista, Modesto Roma Jr. Atualmente, são 25 inscritos, e pode-se acrescentar outros cinco a partir das oitavas de final.

Outro ponto importante levantado é a falta de critério da Conmebol ao definir o que pode e o que não pode no campo e no estádio. Com delegados ou árbitros diferentes, são alterados esses parâmetros, sem um padrão. Um exemplo é dado pelo diretor de futebol do Grêmio, André Zanotta, em jogo em Calama, agora em 2017:

“Os jogadores agora têm o hábito de trocar o pé da meia por outro especial para não escorregar. Nosso fabricante entrega para nós costurados. Quando chegamos em Calama, o quarto árbitro disse que não permitiria. Tivemos que comprar meias brancas no local”, descreveu Zanotta. “Pouco antes do jogo, insisti com o árbitro que permitiu.”

Outra observação é que a Conmebol só permite 18 jogadores no banco ao contrário de outras competições. Zanotta procurou o diretor técnico da Conmebol, Hugo Figueredo, para que aumentasse o número de jogadores para o banco pois pode se perder gente pouco antes do jogo.

Mais uma questão levantada é sobre a Conmebol tomar o estádio e cobri-lo todo para os jogos da Libertadores. Marcas e placas têm que ser só de patrocinadores da entidade. O telão de estádios, por exemplo, não pode passar marcas que têm acordos com os clubes.

“Gostaríamos que eles contratasse uma empresa para cuidar da imagem da competição, e da segurança. Deveriam terceirizar essas questões”, contou o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino.

O padrão usado pela Conmebol é igual da UEFA na Liga dos Campeões, mas os clubes reclamam que a remuneração é muito menor. Portanto, não dá para impor os mesmos padrões.

A reclamação mais recorrente talvez seja em relação ao tribunal da Conmebol e à falta de critério. No caso do Palmeiras, o clube tem um recurso que deve ser julgado semana que vem sobre as punições na confusão contra o Peñarol. No caso da Chapecoense, o time foi eliminado por jogador irregular, mas o problema é que detalhes da decisão só foram enviados no dia do sorteio da Libertadores, 15 dias após o julgamento.

“Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância”, disse o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David FilhoA Chapecoense não foi ao sorteio da Sul-Americana.


Palmeiras fala com Flu e insiste por Richarlison, mas tricolor rechaça
Comentários Comente

rodrigomattos

Durante o sorteio da Libertadores, houve contato diplomático entre dirigentes do Palmeiras e Fluminense após a tentativa de contratação Richarlison. Mas os dois lados continuam com discurso diferentes: palmeirenses veem possibilidade de negócio e os tricolores descartam completamente.

No voo para Assunção, o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino, conversou com o vice-presidente do Fluminense, Cacá Cardoso. Houve da parte palmeirense a iniciativa de deixar claro que não havia uma intenção de passar por cima da diretoria do time carioca.

No encontro, o palmeirense reiterou que poderia haver jogadores envolvidos na negociação. Antes disso, o técnico alviverde Cuca já tinha ligado para o treinador do Fluminense, Abel Braga, para dizer que não o “deixaria nu”, isto é, ofereceria uma atleta em troca.

A diretoria palmeirense ainda demonstra que a intenção é chegar a uma acordo sem forçar a saída de Richarlison. Por isso, a proposta é de € 11 milhões pelas compras dos direitos do jogador. O clube diretoria alviverde entende que o negócio ainda está aberto e em evolução para o futuro, vendo disposição dos cartolas tricolores de negociar.

Mas o vice tricolor, Cacá Cardoso foi enfático em rechaçar qualquer negócio com o Palmeiras: “A negociação está encerrada, o jogador está escalado.” E afirmou que não haveria conversa sobre o assunto. os dirigentes estiveram juntos à tarde para falar de outros assuntos.


Clubes brasileiros articulam lista de reclamações sobre Libertadores
Comentários Comente

rodrigomattos

Em Assunção para o sorteio da Libertadores, o dirigentes de clubes brasileiros articulam para fazer uma lista de demandas para a Conmebol em relação. Essas reclamações serão apresentadas no dia 15 em reunião da subcomissão dos clubes com a cúpula da confederação sul-americana.

A Conmebol criou o grupo de clubes para dar opiniões sobre o formato da Libertadores. Quem vai estar incluído neste grupo por um ano são os 16 times classificados às oitavas de final da competição, sendo seis brasileiros Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Santos.

“Vamos nos reunir entre nós para alinhar a posição”, explicou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Ele não quis adiantar quais as demandas do seu time.

O presidente do Santos, Modesto Roma Jr, também afirmou que haverá pedidos à Conmebol durante a reunião do dia 15. Em encontro no Rio, ele mesmo já tinha se manifestado ao presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, contrariedade em relação às decisões do tribunal da entidade.

Além dos clubes dentro da Libertadores, dirigentes dos brasileiros na Sul-Americana devem ser chamados para a reunião prévia à comissão da Conmebol, como é o caso do Corinthians e Sport que já têm representantes no local. O Fluminense também virá ao Paraguai.

Entre as prováveis itens de discussão dos clubes, estão a falta de transparência e critérios do tribunal da Conmebol, discussão sobre cotas e condições de segurança nos estádios em outros países.

Já houve várias iniciativas de clubes brasileiros para buscar mudanças nas Libertadores. Até agora, os resultados têm sido tímidos.


Richarlison forçou ida para o Flu e agora tenta repetir com o Palmeiras
Comentários Comente

rodrigomattos

Richarlison em treino do Fluminense (Crédito: Lucas Merçon/Fluminense F.C.)

Com Danilo Lavieri

A diretoria do Fluminense classificou como incorreta a atuação do Palmeiras e de empresários de Richarlison na tentativa de negociação para ele deixar o clube. Mas a saída do jogador do América-MG para o clube carioca (que tinha outro presidente na época) teve uma situação bem parecida. O time mineiro não queria vender o atacante naquele momento, mas Richarlison forçou a negociação seduzido pelo tricolor carioca.

A diretoria do Palmeiras procurou dirigentes do Fluminense e o staff do jogador na semana em que os times se enfrentavam. O jogador ficou seduzido pela proposta salarial e pela perspectiva da Libertadores: pediu para não jogar e tenta ser negociado. Publicou até um texto dizendo que estava “balançado” pela proposta. A cúpula tricolor descarta a negociação dele ao alviverde contrariada.

No final de 2015, o Fluminense tinha interesse na contratação de Richarlison. A diretoria do América-MG tinha a intenção de manter o jogador por mais um ano para varoliza-lo. Na diretoria da equipe mineira, há a certeza de que a sedução tricolor foi determinante para sua saída.

No meio da negociação, o empresário de Richarlison Renato Velasco levou o jogador para o Rio de Janeiro para conhecer as praias. Ao mesmo tempo, foi apresentada a proposta de R$ 10 milhões por 50% dos direitos do jogador.

O atacante foi conversar com dirigentes do América-MG e pediu para ser negociado. Houve uma conversa, o clube ainda tentou segurar, mas diante da insistência do jogador teve que ceder. A tese dentro da diretoria americana é que não tinha como segurar pela posição do atleta. Essa versão é confirmada por duas pessoas que participaram da negociação. Uma diferença é que o América-MG nunca reclamou publicamente do caso, tendo, no final, se declarado satisfeito com o que recebeu do time carioca.

Questionado sobre a transação, a assessoria do Fluminense afirmou: “A atual diretoria desconhece o episódio. A nova gestão trabalha dentro dos princípios éticos e morais em qualquer negociação que esteja envolvida.”

O presidente do Fluminense, Pedro Abad, foi eleito com o apoio do ex-presidente Peter Simensen. Mas, em seus primeiros meses de gestão, fez críticas ao estado das contas do clube.


Por que favoritos Galo, Palmeiras e Fla capengam no início do Brasileiro
Comentários Comente

rodrigomattos

Antes do início do Brasileiro, a maioria dos analistas apontava Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras como os elencos e times mais capazes de brigar pelo título. Passadas quatro rodadas, os favoritos não conseguiram engrenar no campeonato, seja em resultados, seja no futebol apresentado. Por que isso acontece?

Primeiro, é importante que se diga que há boas chances de os três times se recuperarem e passarem ao alto da tabela no transcorrer do Brasileiro. O campeonato só terá um cenário mais claro a partir da 10a rodada, e só na virada do turno costuma se definir quem disputará o título. Mas desempenho ruim no início impactará suas campanhas.

Feitas as contas, os três times somaram 13 pontos juntos, com uma performance de 36% dos pontos possíveis. Houve dois confrontos entre eles, isto é, seria impossível terem os 36 pontos máximos. De qualquer maneira, é um desempenho decepcionante.

Tanto que o Flamengo é 11o colocado, o Palmeiras, 12o e o Atlético-MG, 17o. Juntos, têm duas vitórias apenas. E o confronto entre o time alviverde e o alvinegro mineiro, neste domingo, mostrou como essas posições refletem o pobre futebol jogado pelas equipes no momento.

Foi um jogo fraco em que o Galo priorizou a defesa à espera de um contra-ataque, e em que o Palmeiras mostrou falta de alternativas para achar espaços contra um adversário fechado. Vamos tentar entender ponto a ponto o motivo da má fase (até agora) dos três favoritos:

Atlético-MG

Não falta talento à linha de frente do Atlético-MG. Só que Roger ainda não encontrou uma forma de juntar todos eles e se manter com um time compacto e confiável. Até brilhou em alguns jogos da Libertadores, mas não no Brasileiro onde não jogou nenhuma partida inteira bem.

Um dos problemas é o fato de a equipe estar muito espaçada quando ataca. Cazares, Otero, Robinho e Fred, quando jogam os quatro juntos, têm dificuldade para se aproximar e recebem bolas às vezes isolados já que o meio-campo está muito recuado. Esse problema é minimizado com Elias em campo, que conecta os setores.

Defensivamente, o time melhorou nos jogos fora (sofreu apenas um gol diante de Fla e Palmeiras) com um volante a mais ao lado de Rafael Carioca. Mas, quando tem que sair como diante do Fluminense em casa, não tem um sistema eficiente para conter os contra-ataques.

Flamengo

O time carioca não tem exibido o futebol consistente que o caracterizou na maior parte do primeiro semestre. Uma das explicações são desfalques importantes como Diego e Everton, entre outros, que agora voltaram ao time. E a queda na Libertadores afetou a confiança do time que passou a errar muito fundamento, principalmente passe. Embora tenha dominado boa parte de seus jogos, o rubro-negro não exibiu um futebol que intimide o rival.

Além da queda na Libertadores e dos desfalques,  o Flamengo tem um dilema em seu jogo. Em 2016 e parte de 2017, exibiu seus melhores momentos com dois ponteiros abertos que voltavam. Só que não tem jogadores no elenco que estejam funcionando nestas funções com Berrío (contundido) e sem eficiência, e Gabriel sem ser incisivo.

Para isso, há duas soluções que se vislumbram no clássico diante do Botafogo. Um é o garoto Vinicius Jr que tem entrado bem e ensaia queimar etapas em sua adaptação. Outra é -com a possibilidade de ter Diego, Conca e talvez Everton Ribeiro – o técnico Zé Ricardo fazer a transição para um jogo mais centrado nos meias, e menos na velocidade.

A defesa também tem falhado excessivamente, Vaz foi barrado e Rever tem cometido mais erros do que de hábito. Muralha melhorou nos últimos jogos, mas ainda está longe de exibir a segurança do ano passado.

Palmeiras

Campeão em 2016, o Palmeiras ainda não sabe a fórmula para repetir o feito. Desde a volta de Cuca o time vem procurando uma nova identidade que pode ter elementos do ano passado, mas terá de buscar novidade. Como bem lembrou o treinador, o time perdeu Moisés (este ainda pode voltar), Gabriel Jesus e Vitor Hugo, sendo os dois primeiros bem difíceis de substituir.

Diante do Atlético-MG, o time alviverde apostou em três atacantes rápidos, Roger Guedes, Keno e Willian, em formato já testado por Eduardo Baptista. Faltava profundidade ao time, o que não se resolveu com a entrada de Borja que continua mal.

Além disso, falta jogo de meio de campo ao Palmeiras, com Guerra armando o time só em velocidade, com um Tchê Tchê apagado. Quando o time precisa rodar a bola para achar espaço, não tem um jogador que coordene essa movimentação.

Aposta-se portanto sempre na jogada veloz pela ponta ou nas bolas paradas, e isso torna o time mais previsível para um adversário fechado. A defesa passa por instabilidade com Edu Dracena em má fase, e até Prass em momento hesitante (quase entregou um gol ao Galo desperdiçado por Rafael Moura).


Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela
Comentários Comente

rodrigomattos

O início do Brasileiro tem um início sem influência da tabela de mando de campos e com a posições na frente bem mais embolada do que nos anos recentes. Nessas três primeiras rodadas, o fator casa teve peso relativo já que boa parte dos times com mais pontos atuaram fora. E há oito times com mais de seis pontos, número acima do normal no campeonato.

Primeiro, é preciso ressaltar que a posição na terceira rodada em geral tem pouco significado para o resultado final do campeonato. Há times campeões que até figuravam nas quatro primeiras colocações neste estágio, mas em geral só se estabilizavam na disputa mais à frente no campeonato.

Para complicar qualquer análise, há oito times com mais de seis pontos ao final da terceira rodada, um cenário só visto em 2011. A Chapecoense ainda pode se somar ao grupo em jogo contra o Avaí, nesta segunda-feira. Em geral, esse número é bem menor prevalecendo empates que deixam equipes emboladas no meio, e não na frente.

Teoricamente, isso poderia levar a conclusão de que a tabela da CBF com dois jogos seguidos em casa para um time ajudou os times a somar mais pontos. Mas as duas equipes que estão na ponta, Corinthians e Cruzeiro, jogaram duas vezes fora. O mesmo ocorreu com Grêmio e Coritiba que têm seis pontos e vêm na sequência da classificação.

Entre os oito que somaram pelo menos seis pontos, São Paulo, Vasco e Botafogo atuaram duas vezes em casa. São cinco times, portanto, que atuaram mais fora.

O início dos favoritos ao Brasileiro é ruim, o que torna o cenário mais nebuloso. O Flamengo até somou cinco pontos em três jogos, sendo dois deles fora. Mas o Atlético-MG tem apenas dois pontos após jogar duas vezes no Independência, e o Palmeiras perdeu as duas como visitante.

O bloco de times que tem capacidade técnica de enfrenta-los – Fluminense, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro e o São Paulo – mostra estar próximo no futebol que é capaz de desenvolver. Difícil portanto tirar conclusões sobre esse início do Nacional. Como nos outros anos, um quadro mais claro só será conhecido quando houve um quarto do campeonato disputado. Ainda assim, bem sujeito a reviravoltas.