Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Tite

CBF diz que Maracanã não tem condições para seleção, mas permite final
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria e a comissão técnica da CBF avaliaram que o Maracanã não tinha condições técnicas para receber a seleção nas eliminatórias, alegando problemas estruturais no estádio. Mas a arena foi aprovada pela mesma confederação para realização da final da Copa do Brasil e para jogos do Brasileiro.

Durante entrevista coletiva, o técnico Tite chegou a apontar problemas de manutenção no estádio como justificativa. Disse ter visto uma caixa de som solta. “Quem faz a manutenção disso?” Em seguida, afirmou: “Se dá um problema, é de quem a responsabilidade? Tem que ter um mínimo de segurança.”

Só que a própria CBF autorizou a realização do jogos do Flamengo contra Cruzeiro e Botafogo, na final e semifinal da Copa do Brasileiro. Ambas as partidas tiveram públicos em torno de 60 mil pessoas. E não é possível realizar jogos dessa competição sem aval da confederação.

Após a entrevista, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, disse que o estádio não está bem para partida. “Foi feita uma avaliação pelo nosso departamento técnico. Ele avaliou que não está bem para ter jogo lá”, disse.

Questionado por que a CBF permitiu jogos na Copa do Brasil, Del Nero foi evasivo: “Vamos jogar lá”.

A concessionária Maracanã rebateu alguns pontos levantados pela CBF em nota que diz que o estádio, sim, em condições para receber jogos:

“A Concessionária Maracanã esclarece que neste ano já foram realizados 27 jogos de futebol no estádio, alguns deles com os maiores públicos do país, o que comprova o perfeito funcionamento de suas instalações. Também é importante registrar que vistoria promovida pela CBF atribuiu recentemente nota 4,75 ao gramado do Maracanã, numa escala em que o máximo é 5, atestando seus altos padrões para a realização de qualquer competição.

Em complemento, a Concessionária Maracanã lembra também que há um ano comunicou oficialmente sua decisão de que houvesse encerramento do contrato de concessão, pois o mesmo se tornou inviável economicamente após ter sido descaracterizado por iniciativas do Governo do Estado. Na ocasião, ainda em 2016, o Governo manifestou publicamente que iria promover uma nova licitação, o que não foi realizado até agora. Em novembro passado, conforme previsão contratual, foi iniciado um processo de arbitragem, conduzido pela FGV, em decorrência de não haver um acordo entre as partes.”


Com Tite, Globo aumenta audiência em 4 milhões/jogo e seleção se valoriza
Comentários Comente

rodrigomattos

Desde que o técnico Tite assumiu a seleção, a Globo teve um incremento de audiência de 4 milhões de pessoas por jogo do Brasil em média. É o que mostram dados da própria emissora em seu plano de patrocínio para a Copa-2018. Isso aumenta o valor potencial que a CBF pode obter com sua concorrência pelos direitos de suas partidas.

O plano de patrocínios da Globo para a Copa tem seis cotas para empresas no valor de R$ 180 milhões cada e tem previsão de ser fechado até outubro. O pacote não inclui os amistosos da seleção em 2018 que podem entrar ou não, dependendo do resultado da concorrência.

Mas a boa fase mostra a importância do time brasileiro para a emissora. “A audiência média das últimas 7 vitórias da seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 foi de 32 milhões de telespectadores, 4 milhões a mais que a média dos 6 jogos iniciais”, diz o documento da Globo.

Ao lado, estão detalhados as audiência de cada partida. Com Tite, o pico foi de 38 pontos na última partida diante do Paraguai, e com Dunga, o índice não passou de 30 pontos. E claramente o aumento foi obtido graças aos resultados já que, no primeiro jogo do novo técnico, foram 29 pontos.

Assim, o time brasileiro com o novo treinador tem uma média de audiência 12% maior do que com Dunga. Há um crescimento de audiência geral do futebol da Globo em 2017, mas em patamares menores do que esse do time nacional.

Fica clara a importância da seleção quando a emissora exalta para os anunciantes a boa fase. Em um trecho, a Globo afirma que  “a lembrança da derrota já ficou pra trás”. E exalta a medalha de ouro olímpico e a “sucessão inédita de vitórias”. Segundo a emissora, isso fez o brasileiro voltar a “festejar, se engajar e se emocionar com a seleção brasileira”.

A Globo reconhece que a importância dos jogos da seleção vai além de preencher mais uma grade do futebol. Por isso, trata como prioritária a aquisição do pacote de 37 jogos oferecidos pela CBF. A entidade anunciará o modelo de licitação na sexta-feira.

No seu documento, a emissora diz que os jogos amistosos de 2018 farão parte do pacote Copa “caso sejam transmitidos pela Globo”. Em seguida, informa a potenciais anunciantes que eles serão acrescidos às outras 56 transmissões ao vivo.

Internamente, a emissora não vê como imprescindíveis para seu pacote os amistosos do início do ano pelo volume de material. Mas, logo depois do Mundial, os jogos da seleção são vistos como de grande importância para manter o vínculo com o time nacional.

 

 


Big brother de Tite: seleção monitora 50 nomes com ficha completa
Comentários Comente

rodrigomattos

A comissão técnica da seleção montou uma teia extensa de observação dos candidatos a jogar na seleção: são vistos ao vivo, há conversas com técnicos, ficha médica. O grupo de atletas monitorados no momento é em torno de 50 nomes que podem estar na lista para o jogo com o Equador, pelas eliminatórias da Copa-2018.

“Para esse jogo, temos um grupo de 50 jgogadores. É um grupo variável. Pode entrar um ou outro a cada jogo”, contou o técnico da seleção, Tite. “Vemos a parte física, a parte tática como está jogando nos times. Conversamos com os atletas.”

Um exemplo é que, na pré-temporada dos times europeus, o auxiliar Cleber Xavier e preparador físico Fabio Mahseredjian estiveram nos EUA para acompanhar os principais jogadores. Xavier, por exemplo, foi conversar com Guardiola sobre Gabriel Jesus.

O preparador costuma discutir com seus pares sobre a condição física dos atletas. Durante o programa “Noite de Craques”, com Zico, no Esporte Interativo, o técnico Tite revelou que Diego, do Flamengo, ainda não está 100% após se recuperar de contusão no joelho direito. “Está retomando após a lesão”, afirmou o treinador, após ter conversado com a comissão técnica da seleção.

O grupo tem um total de 10 pessoas, complementado por Fernando Lazaro, Tomás Araújo, Maurício Dulac, Taffarel, Silvio, Matheus Bachi e Edu Gaspar. Cada um vai para um lugar para observar de jogos a treinos dos jogadores que interessam, seja no Brasil, seja na Europa.

Outro trunfo é contar com um sistema em que Tite pode requisitar qualquer vídeo dos jogadores em momentos específicos dos jogos. Assim, pode analisar como cada atleta pode executar determinada função. Dentro desse cardápido, é que Tite define seu grupo final para eliminatórias e futuramente para a Copa da Rússia.


CBF muda código de ética e derruba veto a filho de Tite na seleção
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF modificou o texto do seu código de ética para derrubar a proibição à contratação do filho de Tite. O texto inicial do código impedia a contratação de qualquer parente por funcionários ou cartolas de clubes e da confederação. A nova redação exclui o departamento de futebol desse veto.

O texto base do código de ética da confederação foi feito em junho de 2016. Publicado no site da entidade, a redação proibia a contratação de parente até 3o grau por qualquer funcionários da CBF, de federações ou clubes. Afinal, sua abrangência era para todo o sistema de futebol. Assim o texto foi aprovado.

Mas, logo em seguida, o técnico Tite anunciou a formação de sua comissão técnica com o seu filho como auxiliar. Então, o blog de Gabriela Moreira publicou a informação de que havia um veto a ele. A partir daí, a CBF passou a estudar uma forma de modificar o texto.

A versão final foi aprovada nesta quinta-feira pela assembleia geral da CBF, composta pelas federações. E excluiu todo o departamento de futebol da regra, o que passa a valer para a confederação e para os clubes.

“Há uma diferença: os dirigentes estão mantidos isso (veto) até 3o grau. Para o sistema do futebol, comissão técnica, a nossa avaliação é de que não se justifica”, afirmou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Não tem sentido.”

Questionado se a medida tinha sido tomada por conta do filho de Tite, o dirigente afirmou que ele já não deveria ter sido afetado, mas que o texto era duvidoso. Segundo ele, o objetivo da CBF foi adaptar a redação para deixar claro que o veto não se aplicaria a comissões técnicas.

“Quando fomos tratar do filho do Tite, não houve nenhuma dúvida, qualificação indiscutível, inquestionável. Quando foi discutido aquilo, a gente achava que não deveria mudar, mas que deveria ficar bem claro que no sistema futebol isso não deveria ser aplicado”, concluiu Feldman.


Pedido de Tite, jogo com Alemanha muda preparação de seleção para Copa
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

“Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado”, contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

“É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido”, contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.


Demissão expõe racha entre base e seleção profissional na CBF
Comentários Comente

rodrigomattos

A demissão do coordenador da base da seleção Erasmo Damiani expôs um racha que acontece entre o departamento de base e a diretoria da equipe principal, pelo menos desde a Olimpíada Rio-2016 até agora. É o que fica claro pelas declarações de Damiani ao blog. Ele afirmou que não teve as reivindicações atendidas pelo diretor de seleções, Edu Gaspar, e que entende que o dirigente teve influência decisiva em sua saída.

Damiani foi contratado quando Gilmar Rinaldi era o coordenador de seleções da CBF. Foi demitido nesta semana pelo presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, após o fracasso da seleção sub-20 no Sul-Americano: ficou em quinto no hexagonal final e fora do Mundial. Há o risco de demissão do técnico Rogério Micale, campeão olímpico. Edu Gaspar ganhou poder na confederação.

“A justificativa que ele (Del Nero) apresentou foi o resultado que tinha que ter uma mudança. Na verdade, foi subjetivo (o argumento técnico) porque o presidente não tem conhecimento técnico. Alguém passou para ele a justificativa. Até isento o presidente. Não dá para discutir metodologia com ele que não é um técnico”, analisou Damiani.

Questionado se os resultados justificavam a queda, o ex-coordenador discordou. “O time sub-20 foi vice-mundial, ficou em terceiro no Pan com time alternativo e ganhou a Olimpíada. Em quatro campeonatos, foi ao pódio em três. Foi mal agora no Sul-Americano. E têm as outras seleções, sub-17, sub-15”, disse.

Perguntado se Edu Gaspar tinha relação com a sua saída, emendou: “Está muito claro. Não preciso nem falar.” Segundo Damiani, só estavam esperando “o momento propício para fazer a mudança de interesse.”

O UOL revelou que Alessandro, diretor do Corinthians ligado a Gaspar, é candidato ao cargo de Damini, e o treinador do sub-20 do time Osmar Loss ao de Micale.

Segundo o coordenador da base, após a chegada de Tite e Edu Gaspar, a divisão de base perdeu dois observadores. Havia a necessidade de repor e contratar um supervisor para estruturar a base que tinha começado a ser montada anteriormente. Isso foi avisado à diretoria de seleções.

“Tenho que levar a ele (Edu Gaspar) que nunca deu aval para contratar. Explicamos várias vezes o que precisava. Não podemos ficar insistindo com o superior. Falei uma vez, duas vezes, três vezes”, informou.

Sobre a interação da comissão técnica principal com a base, durante a Olimpíada, Damiani minimizou a participação de Tite em ajuda ao treinador Rogério Micale na campanha do título.

“Não teve nenhuma (influência). Tite e o Edu iam almoçar com a gente nos dias dos jogos e depois iam assistir ao jogo do camarote lá de cima. Foram em três treinos, e depois um em Salvador. Não entendo por que fazem essa associação. Se perdessem ia ter essa associação?”, comentou. Ressaltou que pode ter havido comunicações entre Micale e Tite que ele desconhece.

Damiani ainda lembrou que o esquema de Micale com 4-2-4, usado na seleção olímpica, era diferente do tradicional de Tite com 4-2-3-1. De fato, um lançava quatro homens à frente para pressionar o adversário, enquanto o outro faz uma linha de três apoiadores atrás do atacante principal.

A principal reclamação do ex-coordenador da seleção é por ter montado uma estrutura com banco de dados para base, e uma comissão técnica, e o trabalho não ter sido reconhecido. Segundo ele, a divisão de base do Brasil anteriormente não tinha nada.

O blog tentou contato com Edu Gaspar que informou que o assunto estava com a CBF. A assessoria da confederação disse que não iria comentar as declarações de Damiani.


Tite só chamou atletas com chances de ir à Copa e manteve média de idade
Comentários Comente

rodrigomattos

Não é apenas discurso a afirmação de Tite de que todos os jogadores convocados para o amistoso contra a Colômbia têm chance de continuar na seleção se forem bem. A lista foi elaborada depois de uma análise da idade e condição dos atletas para saber se têm condições de ir à Copa-2018. Tanto que a relação tem jogadores com praticamente a mesma média de idade do elenco formado para as eliminatórias, nem muito jovens, nem muito veteranos.

Do grupo atual chamado por Tite, apenas cinco estiveram entre os 24 convocados para os últimos compromissos das eliminatórias, diante de Peru e Argentina. São Weverton, Alex Muralha, Fagner, Rodrigo Caio e Lucas Lima. Havia outros chamados anteriormente pelo treinador como Fábio Santos e Luan.

Esse grupo tem uma média de idade de 26,8 anos, praticamente igual a da principal 26,9 anos. O mais velho é Robinho que tem 32 anos e terá 34 na Copa da Rússia, isto é, será mais novo do que possíveis titulares como Daniel Alves. O mais novo é o lateral-esquerdo Jorge que tem 20 anos, mais velho do que o já titular Gabriel Jesus.

“Cada jogador foi convocado com uma intenção. Fábio Santos, por exemplo, tinha sido convocado para um jogo pontual (contra a Argentina). Mas, se analisarmos, ele pode chegar a uma Copa (Rússia), duas teria que ver. O Jorge, por exemplo, tem outra intenção já que é novo e vai se desenvolver”, contou o coordenador de seleções, Edu Gaspar. Ele ressaltou que todos têm chance de seguir no grupo.

Com isso, o elenco do amistoso está longe de ser um apanhado de jovens como já ocorreu no passado, ou um grupo sem chances de continuar no time. É óbvio, no entanto, que a maioria não conseguirá uma vaga visto que Tite tem uma base vitoriosa montada.

Em relação às ausências notadas, a comissão técnica da seleção sabia que seria percebido que Moisés não fora chamado. Até porque ele foi eleito o craque do Brasileiro em 2016. Ele não está em plenas condições físicas em sua volta das férias no Palmeiras, embora a comissão não explique exatamente qual o motivo para ficar fora.

“Analisamos todas as informações que os clubes nos mandaram e a partir daí tomamos uma decisão. Não houve nenhuma indicação do clube de que não deveríamos chamar algum atleta”, contou Edu Gaspar.


Com ingresso inflado, CBF fatura quase o dobro com Tite do que com Dunga
Comentários Comente

rodrigomattos

A chegada de Tite ao comando da seleção brasileira não foi boa apenas em campo para a CBF: teve efeito positivo para os cofres da entidade. A entidade teve um incremento de 92% no seu ganho com bilheteria nos jogos com o atual treinador nas eliminatórias em relação às partidas da era Dunga.

Isso ocorreu porque, nos confrontos com Tite, a CBF aumentou consideravelmente o valor dos ingressos. Os bilhetes para assistir à seleção tiveram uma inflação de 107%. Como a média de público caiu pouco, os ganhos de bilheteria explodiram para confederação.

Obviamente, isso só foi possível graças à boa fase da seleção. Com seis vitórias em seis jogos sob o comando de Tite, o time nacional voltou a despertar a atenção da torcida. O nome do treinador tem sido gritado nos jogos.

Nas três primeiras partidas da seleção com Dunga (Fortaleza, Salvador e Recife), a CBF faturou R$ 11,9 milhões com um ingresso médio de R$ 91,63. A média de público foi de 43,2 mil pessoas.

Nas três partidas seguintes do Brasil em casa, já com Tite no comando (Manaus, Natal e Belo Horizonte), a CBF ganhou R$ 22,9 milhões apesar da média de público mais baixa. Com o novo técnico, o ingresso médio cobrado pela confederação foi de R$ 190,45. Foi mais alto em todos os jogos, mas atingiu o ápice no Brasil e Argentina com R$ 238 de média.

Com esses valores inflados, sobraram ingressos em Manaus, em Natal e em Belo Horizonte. A média de público ficou em 40.034, abaixo portanto da época de Dunga. Mas isso não teve importância para a CBF que ganhou R$ 11 milhões a mais com o novo treinador em relação ao anterior no mesmo número de jogos. O blog tentou ouvir a confederação que não respondeu sobre o assunto.


Tite não fez sacrifícios em convocações para poupar clubes brasileiros
Comentários Comente

rodrigomattos

Em suas coletivas, o técnico da seleção, Tite, tem dito que é preciso ter bom senso na convocação de atletas para evitar prejuízos a times no Brasileiro. Mas até agora a seleção não fez nenhum sacrifício para ajudar os clubes. Isso porque não houve situação em que o treinador queria determinado atleta e abriu mão para poupar o campeonato, segundo apurou o blog.

Desde que assumiu a seleção, Tite fez três listas de convocação. Nessas, só na primeira chamou dois jogadores de um mesmo time nacional: o Santos, Lucas Lima e então Gabriel. Depois, incluiu no máximo um de cada equipe do Brasil. Ele afirmou que, entre dois jogadores parecidos, ficaria com o que não prejudicasse um clube brasileiro.

Só que não houve nenhuma situação em que Tite ficou em dúvida entre dois jogadores e abriu mão de um deles para evitar prejuízo à equipe. Simplesmente, convocou um atleta por time porque era o grupo que queria. E, dentro da comissão técnica da seleção, não há uma regra que impeça a convocação de dois de um time do Brasil. Se houver necessidade, vai acontecer.

Apesar da fase final do Brasileiro, o treinador incluiu seis jogadores de times nacionais na sua lista, sendo dois dos clubes que disputam o título: Gabriel Jesus e Alex Muralha, de Palmeiras e Flamengo, respectivamente.

As participações dos atletas em jogos no dia 16 de novembro podem ser complicadas visto que a partida contra o Peru é no dia anterior – o Palmeiras joga dia 17. A comissão técnica da CBF descartou a possiblidade de usá-los só contra a Argentina e liberá-los antes do segundo confronto. A alegação é de que a seleção não pode ser prejudicada, isto é, não foi feito nenhum sacrifício.

A concessão que a CBF deve fazer é liberar o goleiro Weverton, que é reserva, para participar do jogo de segunda-feira entre América-MG e Atlético-PR. Assim, ele atrasaria sua apresentação ao time brasileiro. Essa é a promessa da confederação: ajudar na logística para devolver ou pegar atletas.

Os clubes são prejudicados porque a CBF faz um calendário que para só parcialmente para as eliminatórias. Há jogos do Brasileiro no dia seguinte aos das eliminatórias da Copa. A confederação promete resolver isso para o próximo ano, mas o calendário definitivo não foi anunciado.


Após sucesso inicial, Tite troca um quarto da seleção por ‘justiça’
Comentários Comente

rodrigomattos

Após duas boas atuações nas eliminatórias, o técnico Tite trocou um quarto do elenco da seleção em sua segunda convocação. A explicação do treinador é de que há necessidade de ser justo com a fase dos jogadores até que se tenha uma base de fato para o time. O treinador admite que é um desafio montar o grupo final.

Na nova lista, Tite chamou como novidades Alex Muralha, Thiago Silva, Fernandinho, Oscar, Douglas Costa e Firmino. Deixou de lado atletas como Marcelo Grohe, Geromel, Rafael Carioca, Taison e Gabriel Barbosa. Desta vez, foram 24 atletas contra 23 da primeira lista.

O treinador contou que fez justiça a fase dos jogadores em seus times. Talvez uma exceção seja Thiago que só ficou de fora da primeira vez porque estava contundido.

“Não é porque ganhou dois jogos que está tudo bem, tudo certo”, analisou. “Agora é muito momento do atleta. Lá na frente, tenha condição de ter o grupo. Sem pensar que está tudo errado, e sem pensar que está tudo certo.”

Um exemplo foi o goleiro goleiro rubro-negro Muralha cuja convocação está relacionada, além da regularidade, a ótima defesa em chute de Jesus no clássico diante do Palmeiras.

“É desafiador (montar o grupo). Vamos buscando todas as informações para ser o mais justo. (…) Vou errar e não vou errar de forma premeditada. Concorrência legal. Os atletas que saíram vão continuar a ser acompanhados”, avaliou Tite.