Blog do Rodrigo Mattos

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Por que o Grêmio esqueceu a briga e negocia Arthur para o Barça
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Em dezembro de 2017, dirigentes do Grêmio declaravam que o volante Arthur não sairia para o Barcelona a não ser que fosse paga a multa integral de seu contrato, no total de € 50 milhões. Estavam indignados com uma foto sua com a camisa do clube espanhol. Um mês e meio depois, o clube deixou praticamente acertada a negociação do jogador com o time catalão.

Há vários fatores que levaram a essa mudança de postura. Aumento de valores, condições contratuais favoráveis e necessidade de o clube ter caixa para reduzir sua dívida com a maior transferência em sua história. “Negócio é negócio. Não ia adiantar a gente ficar emburrado se as condições eram melhores. A gente mostrou indignação na época pelo que aconteceu”, explica o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr.

Para fechar o negócio, falta apenas acertar detalhes sobre prazo de pagamento e os bônus a que o Grêmio terá direito depois que Arthur se transferir. Veja o que mudou de 2017 para 2018.

Valor subiu

O Barcelona tinha uma ideia inicial de pagar um valor em torno de € 20 milhões por Arthur. O Grêmio não divulga o montante atual, mas esse supera € 30 milhões e pode chegar a € 40 milhões. O valor básico já está acertado, faltando apenas um acordo sobre os bônus que pode aumentar a negociação.

A foto de Arthur com a camisa barcelonista influenciou nesse crescimento, já que o time espanhol percebeu que teria de se esforçar para superar uma rusga. Houve ainda um pedido de desculpas ao Grêmio.

Permanência durante 2018

O Grêmio conseguiu que Arthur fique no clube até janeiro de 2019, garantindo mais uma temporada com o o seu volante. Essa concessão do Barcelona aumentou a boa vontade dos cartolas gremistas, pois outros interessados europeus não acenavam com essa possibilidade.

Vontade do jogador

Desde o início, Arthur se voltou para o Barcelona, tendo dado prioridade à negociação com o clube. Tanto que seus salários já estavam acertados com o time espanhol antes da negociação com o Grêmio. Ele e seus representantes conversavam com dirigentes barcelonistas desde o meio do ano passado. Com isso, o time espanhol ficou à frente da concorrência de outros grandes europeus.

Redução do custo da dívida do Grêmio

Arthur se tornará a maior negociação do Grêmio, superando Pedro Rocha que se transferiu no ano passado. O valor será usado primordialmente para reduzir encargos financeiros do clube gremista. Assim, o clube terá uma facilidade na gestão de seu dinheiro, liberando mais dinheiro para investir no futebol.

Desde o início da sua gestão, Romildo Bolzan Jr tem dado bastante atenção a transformar a gestão do Grêmio para garantir a manutenção do clube de forma saudável no futuro. Haverá, sim, uma parte do dinheiro de Arthur que será destinado a contratações. Mas será minoritária dentro do total.


Neymar tentará penhorar receitas do Barça na Justiça por bônus
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O atacante Neymar preferiu ação na Justiça comum da Espanha para cobrar valores contratuais do Barcelona por entender que é mais fácil bloquear rendas do clube do que na Fifa. A federação internacional encerrou a ação do jogador justamente porque não pode haver cobrança em dois âmbitos. Agora, o jogador pretende entrar com pedidos para reter receitas do time espanhol.

Após a rescisão do contrato entre as partes, e a transferência para o PSG, Barcelona e Neymar recorreram à Justiça e à Fifa com cobranças contra o outro lado. A discussão girava principalmente em torno de um bônus por renovação a que o jogador teria direito. O clube espanhol avalia que, como ele saiu, não tem porque receber, e ele quer ganhar os valores.

No total, a discussão envolve € 43 milhões em cobranças por parte de Neymar. Inicialmente, ele levou essa demanda à Fifa no ano passado. Como noticiou o UOL Esporte, no final de janeiro, ele entrou com um processo na Justiça Espanhola.

Foi a partir daí que a Fifa decidiu encerrar o processo já que seriam duas cobranças. Os advogados de Neymar sabiam disso. Mas a intenção deles é pedir a penhora de rendas do Barcelona na Justiça da Espanha.

O entendimento do estafe do jogador é de que o time espanhol tem muita liquidez em suas rendas, que têm múltiplas fontes como contratos de TV, patrocínio, etc. Assim, poderiam obter uma retenção de uma parte das receitas para que fosse feito o pagamento do bônus. O Barcelona tinha pago a primeira parcela, mas não a segunda, a qual os advogados acrescentaram a cobrança de juros e multa.

Ao mesmo tempo, o time espanhol cobra a devolução do dinheiro já recebido por Neymar por entender que ele descumpriu os termos do seu bônus ao deixar o clube. Afinal, a premiação era para renovação do acordo e ele saiu em seguida.


Vasco inicia processo por percentual de Coutinho e receberá em até um mês
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A diretoria do Vasco já deu início aos procedimentos para obter o percentual da venda de Philippe Coutinho do Liverpool para o Barcelona. O valor ficará entre R$ 12,4 milhões e R$ 15 milhões, dependendo do cálculo. Pelo menos uma parte do montante deve ser recebida em até 30 dias.

Pela legislação da Fifa, o clube formador do jogador tem direito a um percentual de até 5% da venda do jogador. No caso de Philippe Coutinho, o valor da transferência foi de 160 milhões de euros (R$ 620 milhões), sendo uma parte paga à vista e outra parceladamente.

O Vasco já contratou um escritório de advocacia para trabalhar na requisição do percentual de Coutinho. A expectativa é de que o Barcelona não apresente nenhuma resistência para o pagamento, sendo necessário, portanto, levantar os trâmites legais.

Por isso, foi pedido o passaporte do jogador na CBF que registra quanto tempo o atleta ficou atrelado ao clube de São Januário dos 12 aos 18 anos.  Coutinho ficou no Vasco até os 18 anos. Assim, a diretoria vascaína acredita que o percentual fique entre 2% e 2,5% do total.

Pela legislação, o Barcelona que paga a transferência tem que separar esse percentual e repassar ao Vasco até 30 dias após a inscrição de Coutinho, que deve ocorrer nos próximos dias. Desta forma, a expectativa seria receber em torno de três quartos do total devido, entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões. O restante viria nas datas dos outros pagamentos.


Após rusga, Barça entende ser viável negociar preço de Arthur com Grêmio
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Com Jeremias Wernek

A relação entre Barcelona e Grêmio azedou pela foto do jogador com a camisa do time espanhol, mas isso não inviabiliza uma negociação entre as partes na visão barcelonista. O time catalão entende que há campo para conversar sobre prazos e preço, e há o interesse mútuo do jogador no clube. Resta convencer o Grêmio a sentar a mesa após a irritação inicial.

O Barcelona tem interesse em Arthur há alguns meses. É um volante que tem o estilo que se encaixa no time, desenvolvendo o jogo de passes para o ataque. Poderia atuar ali na faixa em que estão Paulinho ou Rakitic.

Na versão barcelonista, o encontro com Arthur foi avisado pelo empresário do jogador Jorge Machado à direção gremista. Dirigentes do time gaúcho, no entanto, ficaram irritados e ameaçaram até ir à Fifa para denunciar por assédio. Só que, no entendimento do Barcelona, essa é uma barreira que pode ser superada até pelo interesse do jogador no clube.

A princípio, o clube catalão não quer Arthur imediatamente, iniciando uma negociação para levá-lo no meio do próximo ano. Essa intenção se intensificou no contato com o jogador já que houve boa impressão na conversa entre as partes. Isso casaria com a vontade do Grêmio que era só liberá-lo no meio de 2018.

Antes da foto, o Grêmio pensava em pedir um valor em torno de € 30 milhões por Arthur. Esse preço é visto como muito alto pelo Barcelona. A avaliação inicial era de que o jogador deve valer em torno de € 20 milhões em um mercado inflacionado. Mas há a consciência de que o Grêmio vai pedir mais.

O que se descarta é o pagamento da multa de € 50 milhões, um valor muito superior ao que tem sido pago por volantes no Brasil. É um montante visto como inviável. Se o Grêmio bater o pé neste valor, como disse seu vice de futebol, isso pode deixar contrariado o atleta.

Outros times sondaram Arthur como Inter de Milão, Juventus e Atlético-Madrid. Mas nenhum foi tão incisivo quanto o Barcelona que já manteve contatos próximos para estabelecer uma relação, e criou simpatia no jogador. O clube catalão sabe que podem surgir outros interessados, mas se vê na frente na corrida.


Por que o Leicester arrecadou mais do que o Real Madrid na Champions
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A UEFA divulgou nesta sexta-feira a distribuição de dinheiro dos prêmios da última edição da Liga dos Campeões, 2016/2017. Há uma surpresa no número: o Leicester City ganhou mais dinheiro do que o campeão Real Madrid. Isso se explica pelos critérios de mercado adotados pela entidade – a vice-campeã Juventus foi a que mais arrecadou.

A Liga dos Campeões tem a maior premiação em competições de clubes no mundo: foram € 1,384 milhões dados aos times. Houve ainda € 11 milhões adicionais para times na Supercopa e para associação de clubes.

E como são divididas as cotas entre os clubes participantes? São 60% destinados a cotas fixas e por desempenho (número de vitórias, avanços de fase, título, etc). Neste quesito, obviamente, o Real Madrid ganhou mais do que os outros times, com € 54,9 milhões, incluindo o prêmio pela taça.

Mas outros 40% são distribuídos por conta do market pool (pesquisa de mercado). Trata-se do valor econômico que cada país tem dentro da Liga dos Campeões, isto é, quanto de dinheiro leva para a competição. Isso se dá “de acordo com o valor de mercado proporcional de televisão de cada país dividido entre os clubes participantes”, explica documento da UEFA. Foram € 580 milhões divididos dessa forma.

Neste caso, o mercado inglês é mais rico e o que proporciona maiores receitas para a UEFA. Então, o bolo é maior para dividir entre os times ingleses neste item, no caso, em torno de € 140 milhões. E como este montante é dividido?

Metade do bolo é dado de acordo com a posição no campeonato local no ano anterior: o Leicester foi o campeão inglês da temporada de 2015/2016. E a outra metade é dividida de acordo com o maior número de jogos do time na Liga dos Campeões. De novo, o o Leicester foi o inglês que mais avançou na última Champions. Assim, somou € 49,073 milhões de dinheiro do mercado.

Ao final, com as duas somas, o Leicester ganhou em torno de € 600 mil a mais do que o Real Madrid na Liga dos Campeões.

A Juventus foi o time que mais arrecadou porque levou € 110,4 milhões, já que sua participação de mercado foi ainda maior do que o time inglês. Isso se explica porque o bolo italiano, embora menor do que o inglês, teve de ser dividido por menos clubes já que apenas Napoli e Roma também estavam na Liga dos Campeões.

Veja abaixo o quadro dos times que mais ganharam dinheiro na última Liga dos Campeões:

1 – Juventus – € 110,4 milhões

2- Leicester City – € 81,7 milhões

3- Real Madrid – € 81,051 milhões

4- Napoli – € 66 milhões

5- Mônaco – € 64,7 milhões

6- Arsenal – € 64,6 milhões

7- Atlético de Madrid – € 60,6 milhões

8- Barcelona – € 59,8 milhões

9-PSG – € 55,3 milhões

10- Bayern de Munique – € 54,8 milhões


Preso, ex-cartola do Barça tem contrato de R$ 80 mi com empresa da Copa
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O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell (Crédito: Manu Fernandez/AP)

Preso na Espanha acusado de corrupção, o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell mantém contrato com uma empresa que faz parte da organização da Copa-2022. É o que mostram documentos da Justiça espanhola. Rosell é o cartola que contratou Neymar para o clube espanhol e que tem relação estreita com o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira.

Rosell foi preso em maio na Espanha acusado de desviar dinheiro de jogos da seleção brasileira em parceria com Teixeira. Há uma ordem de prisão internacional contra o dirigente brasileiro, em processo que já chegou ao Brasil.

Neste período, o cartola do Barcelona tem entrado com diversos recursos para tentar ser solto. Houve novo pedido feito por ele rejeitado no final de julho pela corte espanhola. No recurso, os advogados de Rosell alegaram que ele só mantinha negócios na Espanha.

Mas uma investigação espanhola posterior mostrou que ele é diretor de uma empresa chamada “One of Ours Limited”, em Hong Kong. Essa empresa foi criada em oito de janeiro de 2017, e oito dias depois firmou um contrato milionário com a Aspire Foudation Zone, empresa do Qatar. E o que é essa fundação do país da Copa?

A Aspire Zone Foudation é a entidade do Qatar com participação fundamental no Comitê de Candidatura do Qatar-2022 e que atua agora na organização da Copa. Foi investigada pela Fifa por supostos favorecimentos com projetos em países de membros da cúpula da federação internacional com o objetivo de obter votos para a escolha do Mundial-2022. Isso é apontado no relatório de Michael Garcia, contratado pela Fifa para apurar irregularidades nas escolhas das sedes de 2018 e 2022. O documento foi inconclusivo sobre provas.

Rosell já fora contratado da Aspire em 2009 e 2010, assim como tinha relação com o Comitê do Qatar. Por isso, sua amizade e negócios com Teixeira foram investigados por Garcia em seu relatório. Foram apontadas suspeitas no documento sem concluir que votos foram comprados.

Pois bem, os documentos da Justiça espanhola mostram que a empresa de Rosell (One of Ours Limited) assinou um contrato de cinco anos com a Aspire Zone Foudation. Por cada ano, ele receberá € 3,5 milhões (R$ 13,4 milhões), sendo a duração de 2017 a 2022. Ou seja, por seis anos, o contrato lhe renderá R$ 80 milhões até justamente o ano do Mundial. O dinheiro é para administrar o projeto Aspire, o que gerou polêmica na escolha da sede da Copa.

Trecho de decisão da Justiça espanhola relata como Rosell (codinome Feliciano) assinou acordo com empresa da Copa por meio de empresa em Hong Kong

Essa foi uma das justificativas da juíza Carmem Lamela para negar a liberdade a Rosell em 28 de julho. E mostra que o cartola ainda tem influência na organização da Copa do Qatar-2022, embora apareça como investigado pelo comitê de ética da Fifa e preso na Espanha.

A Apire Zone Foudantion é uma parceria do Comitê Organizador da Copa-2022. Foi ela a responsável por terminar a construção do estádio Khalifa International, em maio de 2017, uma das sedes do Mundial. E participa da viabilização de outra arena, além de gramas.

Questionado pelo blog, o Comitê do Qatar não quis fazer comentário sobre Rosell, alegando que ele não tem contrato com a organização. Enviou a seguinte nota:

“O Comitê Organizador pode comentar apenas sobre assuntos relacionados com nossas relações contratuais, e o senhor Rosell não é um contratado da nossa organização. Aspire Zone Foudation é uma das nossas parceiras no Qatar, e completou a construção do Khalifa International Stadium em maio de 2017, enquanto nós ainda estamos trabalhando com eles no Al Bayt Stadium e no projeto no Turf Nursery Project. Nossas preparações para a organização da primeira Copa do Mundo no Oriente Médio estão avançando pelo Qatar.”

Não foi possível encontrar representantes da Aspire Zone Foudation. Em suas petições na Justiça espanhola, os advogados de Rosell alegam que ele é inocente das acusações porque não há crime nas comissões que recebeu pelo contrato de venda de jogos da seleção brasileira. Argumentam que a própria CBF alegou não ter tido prejuízos com o negócio, já que enviou uma carta para a Espanha neste sentido.


Acionado na Espanha, Neymar processa Barça na Fifa por bônus
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Com Bruno Thadeu

Os advogados do jogador Neymar já entraram com processo contra o Barcelona na Fifa para receber o pagamento de bônus pela assinatura de sua renovação, assinada antes do jogador se transferir para o PSG (Paris Saint-Germain). O valor é de 26 milhões de euros (R$ 93 milhões). A ação na federação internacional já tinha ocorrido antes de o clube espanhol anunciar que acionou o seu ex-jogador em tribunal do trabalho por danos morais.

A saída de Neymar do Barcelona ocorreu de forma conflituosa. O PSG pagou a multa em negociação que não tinha concordância do clube espanhol. Por isso, o blog apurou que o Barça não pagou nada do bônus de 26 milhões de euros da renovação do contrato feita no ano passado, alegando que ele não ficou mais de um ano.

Oficialmente, a assessoria de Neymar não confirma que há um processo na Fifa, apenas informou que foi “iniciado procedimento formal de cobrança”. O blog apurou que o processo na federação internacional já se iniciou.

Anteriormente, o stafe de Neymar já tinha sinalizado com um processo como informou o blog do Perrone. Mas, depois, desistiu por uma solução negociada. Mas a relação com o Barcelona se acirrou novamente e o jogador foi para a Fifa.

O processo do Barcelona na corte trabalhista da Espanha é relacionado ao bônus e cobra outros 8,5 milhões de euros em prejuízos.

Abaixo a nota da N & N, empresa do pai de Neymar que administra sua carreira:

“Cumpre-nos informar que o atleta Neymar Júnior e seus advogados já estão cientes do comunicado divulgado hoje – 22/08 – pelo F.C. Barcelona, acerca da ação promovida perante a Justiça Social de Barcelona.

Vale ressaltar que tal notícia foi recebida com surpresa, vez que o Atleta cumpriu integralmente o contrato então vigente, com o depósito integral dos valores livremente pactuados com o F.C. Barcelona visando sua liberação.

Não obstante, quando da regular citação e após a análise integral da demanda promovida pelo Clube, a defesa formal do Atleta será oportunamente apresentada. 

Já com relação aos bônus devidos pela assinatura do contrato de 2016, contratualmente ajustados e declaradamente não pagos pelo F.C. Barcelona, cumpre ainda informar que o Atleta já iniciou o procedimento formal de cobrança perante o foro competente.”


Transferência de Neymar supera total de vendas de times brasileiros em 2017
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Maior transferência da história do futebol, a negociação de Neymar para o Paris Saint-Germain representa 7% de todo o dinheiro investido em contratações internacionais em 2017. Em comparação com o mercado brasileiro, a operação supera todas as vendas de jogadores do Brasil nesta temporada juntas. E por larga margem.

Nesta semana, a CBF divulgou o total de vendas de jogadores de clubes brasileiros para o exterior até 31 de julho. A renda total foi de R$ 612 milhões. O valor pago pelo PSG ao Barcelona foi de € 222 milhões (R$ 823 milhões). E não é que o Brasil seja um mercado insignificante: foi o terceiro que mais vendeu jogadores em quantidade.

Considerado o mundo inteiro, um relatório da Fifa sobre o seu sistema de transferência apontou que foi negociado um total de US$ 3,755 bilhões (R$ 11,7 bilhões) em jogadores até 31 de julho de 2017. Para chegar a esse número, foram necessárias 10.514 contratações com pagamento de multa pelo mundo.

A discrepância da transação do atacante da seleção também se observa em comparação com mercado francês, país do Paris Saint-Germain. Todos os clubes da Ligue 1 gastaram em contratações no mês de julho, principal período da janela de transferências, US$ 180 milhões (R$ 563 milhões), menos do que o valor usado com Neymar.

Sua negociação vai inclusive mudar o ranking de países que mais compram e vendem jogadores. Na lista dos que mais adquirem atletas, a França vai saltar para a segunda posição, ultrapassando Alemanha e Itália, atrás apenas dos ingleses. Na relação dos que mais negociam, a Espanha já era a líder e agora terá larga distância para o segundo colocado, Portugal.

De uma certa forma, uma negociação como a de Neymar sai do padrão habitual, mas tem relação com a inflação crescente do mercado. Houve um crescimento do investimento em torno de 20% em 2017 em relação ao ano anterior.

 


Após pedido de Neymar, Santos entende que receberá do PSG sem disputa
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Após pedido de Neymar, a diretoria do Santos entende que receberá o percentual da multa da transferência do Paris Saint-Germain sem precisar entrar em uma disputa na Fifa. O clube paulista já tinha notificado o time francês sobre seu direito como time formador, mas o clube europeu não reteve o percentual devido pelo mecanismo de solidariedade. Agora, o clube francês discute o assunto.

A operação foi feita por advogados com a tese de que não seria devida percentual de até 5% ao Santos porque houve pagamento da multa rescisória, não acordo de venda. Tanto que a multa de € 222 milhões foi paga integralmente ao Barcelona em cheque na sede do clube.

Mas, em reunião, Neymar pediu ao PSG que fosse pago o percentual ao Santos. Além disso, advogados indicam que era grande a chance de o Santos ganhar na Fifa o direito à parte da multa.

“Não é um problema. Essa questão é incontroversa. Eles têm um prazo para pagar. Nós notificamos o PSG na terça ou quarta”, afirmou o presidente santista, Modesto Roma Jr, que espera receber uma resposta nos próximos dias.

Questionado se o PSG teria de usar um dinheiro extra à transação, o dirigente do clube paulista afirmou que isso é uma questão do clube. “Não tem urgência.”

O sistema da Fifa que vai calcular quanto o Santos tem direito de acordo com o período em que ficou atrelado ao clube. A previsão é de que algo próximo de 4%, o que daria R$ 33 milhões.

Depois do pedido de Neymar, o PSG ainda não tem uma decisão sobre o pagamento ao Santos e como isso ocorreria, se seria um valor extra. Afinal, todo o dinheiro já está com o clube espanhol.


PSG não reteve percentual do Santos ao pagar multa de Neymar ao Barça
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O Paris Saint-Germain não reteve o percentual do Santos como clube formador ao pagar a multa rescisória de 222 milhões de euros para o Barcelona. Pela norma da Fifa, o clube francês que deveria segurar até 5% para garantir o direito ao mecanismo de solidariedade.

Agora, há duas opções. A primeira é o clube parisiense pagar um valor extra para o Santos já que o agente de Neymar, Wagner Ribeiro, afirmou que o jogador pediu que seja dado o percentual ao seu time de origem. Ou restará ao Santos ir à federação internacional contra o PSG para exigir o pagamento de sua parte.

O blog tinha antecipado que a operação seria feita sem considerar o percentual do Santos. A tese dos advogados do PSG e do jogador é de que pagamento de multa sem acordo de venda não implica em dar parte ao time que formou o atleta.

E foi colocada em prática na quinta-feira. Os advogados de Neymar levaram um cheque de 222 milhões euros integrais para o Barcelona após a La Liga se recusar a receber o dinheiro. O clube espanhol não tem nenhuma obrigação de repassar o dinheiro ao Santos.

Pelos cálculos santistas, o time paulista teria direito a 4% da operação como formador, o que significaria um valor próximo de 9 milhões de euros (R$ 33,4 milhões). Se houver demanda do Santos na Fifa, o time francês pode incluir o Barcelona na ação para cobrar o dinheiro.

Advogados ouvidos pelo blog contaram que, em certos acordos, os clubes já estabelecem em contrato quem deveria pagar o direito de formador. Mas, como a transferência ocorreu de forma litigiosa, não há nenhum acerto entre os dois times.

Barcelona recebe pagamento da multa e anuncia rescisão com Neymar