Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : CBF

Processos apontam desvio de R$ 208 milhões de patrocínio da Nike à CBF
Comentários Comente

rodrigomattos

Nova revelação na Justiça da Espanha de que Sandro Rosell recebeu comissão pelo acordo da Nike com a CBF aumenta a quantidade de desvios do dinheiro da parceria. Somada essa denúncia a feita na Justiça dos EUA, um total de US$ 56 milhões (R$ 208 milhões) foram pagos em comissões sem registro na confederação referentes aos contratos com a multinacional.

A parceria entre CBF e Nike foi acertada em Nova York, em 1996. Pela CBF, negociava o ex-presidente Ricardo Teixeira sem a presença de outros dirigentes da entidade. Ao lado do seu então parceiro José Hawilla, executivo da Traffic morto recentemente, que intermediava negócios da federação nacional.

Foi acertado um contrato de US$ 160 milhões por dez anos. Em depoimento à Justiça dos EUA, Hawilla contou que a Traffic receberia US$ 40 milhões de comissões. Mais tarde, a parceria entre CBF e Traffic foi desfeita, o que reduziu o valor final.

À Justiça norte-americana, Hawilla mostrou documentos que indicavam que recebeu US$ 30 milhões da Nike pelo acordo em um banco na Suíça. Desse total, afirmou ter pago metade para Ricardo Teixeira: US$ 15 milhões. Era a primeira mordida no contrato da parceria.

Questionado, o advogado de Teixeira, Michel Asseff Filho, disse que não são verdadeiras as acusações de Hawilla, reafirmando que seu cliente se diz inocente de todas as acusações nos EUA. “Vamos fazer uma declaração dele com sua defesa, que será traduzida no consulado norte-americano, e enviada à Justiça dos EUA”, concluiu. A Justiça dos EUA só costuma aceitar defesa de acusados que se apresentem no país.

Com Hawilla fora, Teixeira se tornou muito próximo de Sandro Rosell que no final da década de 90 e início dos anos 2000 era o presidente da Nike para Espanha e depois para o Brasil.

Em 2006, concluiu-se o primeiro contrato entre CBF e Nike. Houve uma renovação feita sem concorrência, em que não foi ouvida nenhuma outra empresa fornecedora de material esportivo. O novo valor foi para US$ 12 milhões porque houve um desconto referentes a amistosos da seleção que antes estavam incluídos no pacote, e, a partir de então, não estariam mais.

Nesta terça-feira, o jornal espanhol “El Confidencial” revelou que há um novo processo na Justiça Espanhola para apurar uma comissão ilegal recebida por Rosell de US$ 26 milhões pelo contrato entre CBF/Nike. O acordo que lhe permitiu receber pagamentos da Nike ocorreu de 2008 a 2011. Ou seja, é referente ao segundo contrato da empresa com a CBF.

A Justiça Espanhola apura se Rosell deu US$ 5 milhões desse total para o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Assef Filho afirmou que houve um pagamento neste montante do espanhol para o dirigente brasileiro em 2012 referente a um empréstimo. “O empréstimo foi dado por Teixeira a Sandro em 2009. Foi pago em janeiro de 2012, anos depois do contrato”, explicou, negando qualquer relação dessas transações com a parceria da Nike.

Há outras movimentações financeiras entre Rosell e Teixeira, inclusive com depósitos em favor da filha do dirigente brasileiro, como mostrou o blog do Juca Kfouri, em 2012.

Do contrato da Nike, após 22 anos de parceria, as duas investigações espanhola e norte-americana apontam que foram pagos US$ 56 milhões em comissões nunca conhecidas de outros membros da CBF, com acusações de que Ricardo Teixeira se beneficiou. Assef Filho, advogado do dirigente, afirmou desconhecer os pagamentos de comissões.

Nem a CBF, nem a Nike comentam o caso. Apesar dos processos em curso e das acusações, a confederação brasileira nunca se apresentou como vítima de nenhum dos esquemas investigados na Espanha ou nos EUA, nem apurou condições dos acordos com a multinacional. Assim, não tem como pedir ressarcimento por valores que deixaram de entrar em seus cofres como fazem a Fifa e Conmebol. No caso espanhol, a entidade chegou a mandar uma carta que favorecia a defesa de Teixeira.

 

 

Tags : CBF Nike


CBF avisa clubes que poderão perder ponto mais rápido por calote
Comentários Comente

rodrigomattos

Após uma determinação da Fifa, a CBF informou os clubes brasileiros que estarão sujeitos a perda de ponto imediata em campeonatos por calotes em transferências internacionais de jogadores ou por pagamento de salários que envolvam estrangeiros. Essa nova regra faz parte de medidas da federação internacional para tornar mais efetivas as punições a times que não paguem seus débitos. Pela decisão da federação, assim que um tribunal da Fifa estabelecer a punição, a CBF já tem que aplica-la se não houver o pagamento. Isso vale para casos em andamento.

O sistema da Fifa para obrigar clubes a pagarem débitos com outras agremiações é considerado falho pela maioria dos advogados já que os processos se estendem por anos sem punição. Isso levou a Fifa a mudar seu regulamento de transferências, criando regras que permitam ao Comitê de Status de Jogador estabelecer punições logo na primeira instância.

Em maio de 2018, a Fifa ampliou a extensão dessa resolução para todos os tipos de débito, e incluiu entre as possíveis penas imediatas a perda de pontos ou rebaixamento, como mostrou o blog do Marcel Rizzo. Isso foi feito por meio de uma mudança no seu regulamento disciplinar que estabeleceu que já seria válido para todos os casos, e não só para aqueles a partir de 1º de junho.

Pelos termos da circular, qualquer clube ou pessoa que falhar em pagar um débito como ordenado por órgão da Fifa estará sujeito a punição imediata a ser determinada pelo comitê da Fifa. Entre as penas citadas, no caso da falta de pagamento no prazo, “pontos serão deduzidos ou um rebaixamento para uma divisão mais baixa. Um veto a transferências também pode ser anunciado”. Isso acontecerá independentemente de pedido do clube que entrou com um processo, e a federação nacional será obrigada a implementar.

A perda de pontos seria aplicada na competição em curso, ou na seguinte se aquela tiver acabado. Não foi especificado se é o campeonato nacional. Outra questão é que o clube será automaticamente bloqueado do sistema de transferências internacionais (TMS) na próxima janela de transferências caso não quite os valores em aberto.

Pelo formato atual, clubes até poderiam perder pontos, mas apenas no final de um processo bem mais longo. Depois de o Comitê da Fifa ou CAS estabelecerem possível punição, o caso ia para a federação nacional e depois voltava para a Fifa. Só aí o Comitê Disciplinar decidia novamente se punia, de novo, ou não o time.

A CBF recebeu a circular da Fifa. Há duas semanas, a entidade enviou uma circular a todos os clubes brasileiros, explicando o novo procedimento. No documento, a confederação diz que, seguindo os novos procedimentos, vai aplicar as perdas de pontos ou rebaixamento se houver determinação da federação internacional.

Assim, a decisão sobre punição esportiva a times brasileiros sai da CBF e passa ao tribunal da Fifa pelo menos em relação a transações internacionais. Até porque a confederação está ameaçada de sanção pela federação internacional se não cumprir a medida.

A medida foi bem recebida por advogados. Isso porque todos lembram de seguidos casos de clubes que protelam o pagamento enquanto o processo enrola-se nos trâmites da Fifa. Há casos que já duram mais de dois anos sem nenhuma punição para a agremiação devedora como foi o calote do do Al Nassr no Flamengo na compra do atacante Hernane.

 


Na Copa, CBF é a federação que mais desfalca times no ‘período Fifa’
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF ameaça desfalcar clubes na próxima rodada do Brasileiro porque os jogadores incluídos na lista de 35 da seleção podem não jogar. Essa confusão ocorrida por erro da confederação chama a atenção para um dado: a seleção é a que mais desfalca times em sua liga nacionais entre todas as 32 da Copa. Isso porque o calendário brasileiro espremeu uma série de jogos do campeonato às vésperas da competição.

Pela norma da Fifa, todos os 35 jogadores convocados pelas seleções entram em período de descanso de 21 a 27 de maio. A partir daí, ficam impedidos de atuar em campeonatos de clubes pelos menos até serem excluídos da lista final. As exceções são a Libertadores e a Liga dos Campeões, para os quais a Conmebol e a Uefa pediram exceções à regra e a Fifa concedeu.

A CBF perdeu o prazo para pedir exceção para o Brasileiro e agora tenta uma medida desesperada com a Fifa para liberar os jogadores. Se a resposta for negativa, terá de retirar jogadores que nem estão com Tite da rodada. Se a reposta for positiva, terá deixado de qualquer maneira jogadores brasileiros e estrangeiros que estão na lista de 23 de fora das rodadas do Brasileiro, exemplos dos corintianos Fagner e Cássio, do gremista Geromel, do rubro-negro Cuellar e do palmeirense Borja, entre outros.

E não são poucas. Serão seis jogos pelo Nacional desde que começou o período de descanso dos jogadores para a Copa. Para efeito de comparação, apenas cinco outros países têm partidas de sua liga depois do dia 20, Suécia, Peru, Islândia, Uruguai e Nigéria, em levantamento feito pelo blog. Todos os outros já terminaram seus campeonatos, talvez, um jogo de Copa ou mata-mata de rebaixamento ainda foi disputado posteriormente.

Desses seis países, incluindo o Brasil, Suécia, Islândia e Nigéria vão terminar seus campeonatos em maio. O Uruguai vai estender a sua liga até o dia 6 de junho, e o Peru vai mais longe: 10 de junho. O Brasil é o único país participante da Copa que terá seu campeonato nacional com jogos até a véspera da abertura, 13 de junho. Ou seja, só no país ocorrerão seis jogos da liga nacionais, mais Copa do Brasil, no período de descanso.

Para completar esse quadro, a CBF sabia desde o dia da convocação feita por Tite, em 14 de maio, que a Conmebol tinha pedido uma exceção à Fifa para que pudessem disputar a Libertadores. Ou seja, a entidade já sabia da necessidade de pedir à federação nacional para que os jogadores atuassem. No entanto, só avisou na quarta-feira para o Palmeiras que Dudu não poderia jogar pela Copa do Brasil, e só agora tenta com a Fifa a liberação deles.

 

 


CBF monitora greve e vê rodada do Brasileiro mantida até agora
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF monitora a situação da greve dos caminhoneiros junto à companhia aérea Gol para saber se haverá impacto para a rodada do Brasileiro do final de semana. A princípio, com as informações até o final da tarde de quinta-feira, a entidade informa que os jogos estão mantidos.

A greve de caminhoneiros levou a problemas de abastecimento de combustível para aviões em aeroportos. Brasília e Congonhas estavam entre os possíveis afetados pela falta de combustível. Há uma tentativa do governo federal de negociar para acabar com a greve.

A confederação decidiu acompanhar com a Gol, que é sua patrocinadora e faz o transporte dos times no campeonato, como está o movimento em relação aos aeroportos. Haverá uma avaliação nova a cada período para saber se o quadro mudou.

A sétima rodada do Brasileirão tem todos os seus jogos acontecendo no fim de semana. Apenas um será entre times da mesma cidade: no domingo (27), o Paraná recebe o Atlético-PR em partida agendada para as 11h (de Brasília).

Existem clubes com grande deslocamento previsto para a rodada: o Grêmio vai a Fortaleza para visitar o Ceará, e o Sport viaja até São Paulo para enfrentar o Palmeiras.

A CBF vai ler ainda nesta quinta-feira um relatório elaborado pela Gol para avaliar as condições de realização da rodada. As Série B, C e D do Campeonato Brasileiro vivem o mesmo dilema.

Veja a rodada deste fim de semana do Brasileirão:

26/5, às 16h: Fluminense x Chapecoense
26/5, às 19h: Palmeiras x Sport
26/5, às 21h: Atlético-MG x Flamengo
27/5, às 11h: Paraná x Atlético-PR
27/5, às 16h: Bahia x Vasco
27/5, às 16h: Botafogo x Vitória
27/5, às 16h: Santos x Cruzeiro
27/5, às 16h: Internacional x Corinthians
27/5, às 19h: América-MG x São Paulo
27/5, às 19h: Ceará x Grêmio

Leia mais


Na Rússia, CBF perde um terço dos patrocinadores em relação à Copa-2014
Comentários Comente

rodrigomattos

A CBF chegará à Copa da Rússia-2018 com cinco patrocinadores a menos para a seleção do que na Copa-2014, uma redução em torno de um terço de parceiros. Durante esse período, a entidade enfrentou uma série de escândalos com um ex-presidente preso e o outro banido do futebol. Há impacto financeiro embora não esteja claro o tamanho por conta do câmbio.

A confederação não conseguiu fechar sua última cota de patrocínio relacionada ao setor automotivo, como revelou a coluna “De primeira”.  Com isso, a entidade terá nove parceiros no Mundial da Rússia, quatro principais e cinco da segunda categoria.

Na Copa-2014, foram 14 parceiros, cinco principais e outros nove de segunda categoria. Ressalte-se que aquele Mundial foi no Brasil o que aumentava atratividade. Mas, mesmo na Copa-2010, a CBF tinha 10 patrocinadores quando chegou a competição.

Após o Mundial do Brasil, em 2015, o então vice-presidente e ex-presidente José Maria Marin foi preso na Suíça acusado de ter recebido propina por contratos da CBF e da Conmebol. Seu sucesso Marco Polo Del Nero também foi acusado e acabou banido do futebol pela Fifa agora em 2018. A entidade pouco fez para limpar sua imagem: o futuro presidente da confederação Rogério Caboclo foi eleito por influência de Del Nero e o elogiou ao vencer.

Houve uma debandada de patrocinadores como Proctor & Gamble, Sadia, Chevrolet, Unimed. Algumas das empresas alegaram que houve impacto dos caros de corrupção. Houve também dificuldades financeiras com queda econômica do Brasil.

Os patrocínios constituem a principal fonte de renda da CBF, representando percentual em torno de 70% do total ganho pela entidade. E há queda de receita com marketing pode ser vista no balanço apesar do impacto do câmbio impedir saber o exato valor.

Em 2017, a CBF arrecadou R$ 353 milhões com patrocínios. O valor de 2014 reajustado pela inflação foi de R$ 452 milhões (o valor original é de R$ 353 milhões). Ou seja, teoricamente, a entidade ganhou R$ 100 milhões a menos em valores corrigidos.

Mas há variações por câmbio porque os contratos são dolarizados. No balanço de 2017, a CBF informou que  redução pela cotação baixa das moedas estrangeiras. Quando o sobe o dólar, sobe a receita. Tanto que, em 2016, a confederação ficou com R$ 410 milhões em patrocínios, valor ainda assim inferior ao de 2014 corrigido pela inflação.

 


Clubes negociam placas e direitos no exterior do Brasileiro por R$ 137 mi
Comentários Comente

rodrigomattos

Com Pedro Ivo Almeida

Os clubes aceitaram a proposta de um grupo de investidores pelos direitos de placas no país e internacionais do Brasileiro por R$ 137 milhões por ano. Houve uma concorrência conduzida pela CBF e esta foi a maior oferta avaliada pelos times e pela entidade, faltando acertar detalhes contratuais. Flamengo e Corinthians estão fora do acordo das placas. Tudo terá divisão igualitária dos recursos.

A notícia foi veiculada primeiro pela “Veja” e confirmada pelo UOL. Houve uma concorrência que reuniu várias agências. Pela avaliação, foi vencedora a proposta do grupo de investidores coordenado pelo banco de investimentos Riza Capital. Entre os investidores, estão Patricia Coelho, Cesar Rocha (ex-presidente do STJD) e Alexandre Grendene. Sua proposta foi de R$ 550 milhões por quatro anos de contrato, o que dá R$ 137,5 milhões por temporada.

O pacote envolve todos os direitos do Brasileiro no exterior e as placas de 18 times no território nacional. Só ficaram de fora das negociações de placas o Flamengo e o Corinthians, que, no entanto, estão incluídos no acordo internacional. Os dois clubes negociarão em separado as placas de seus jogos em casa.

“O mais importante é que, além de ser a melhor proposta, a empresa está disposta a atuar junto com os clubes na promoção do futebol brasileiro no exterior com a venda dos direitos. Os clubes querem participar”, afirmou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antonio Lage, um dos que participou da comissão de clubes que negociou o contrato.

“Não vai haver reversão porque essa foi a melhor proposta. Só falta acertar detalhes”, explicou Lage. Outros clubes confirmaram o acordo, ainda sem assinatura de contrato. Houve outras propostas de empresas como a IMG que participaram da concorrência.

O dinheiro será dividido igualmente entre todos os 20 clubes da Série A. Isso significa que cada um ficará com um valor pouco menor do que R$ 7 milhões por ano. Historicamente, os clubes arrecadam pouco com direitos internacionais do Brasileiro.

As placas, no entanto, são um ativo valioso que antes era comercializado pela Globo que o adquiria em contratos separados dos clubes. Para o ano de 2019, a emissora abriu mão de atuar neste mercado


CBF pede a Corinthians e Grêmio liberação de atletas antes da Libertadores
Comentários Comente

rodrigomattos

Com Pedro Ivo Almeida

A comissão técnica da seleção vai conversar com Corinthians e Grêmio para tentar liberar Cássio e Geromel antes dos jogos finais dos clubes na primeira fase da Libertadores. Mas a própria CBF reconhece que os dois times têm a prerrogativa de segurar os jogadores, de acordo com as regras da Conmebol.

Pelas regras da Fifa, o período entre 20 e 27 de maio deveria ser para o descanso de atletas. Na Europa, teoricamente, os atletas convocados não podem mais jogar a não ser a final da Liga dos Campeões. Só que, na América do Sul, pode haver jogos neste período.

A apresentação da seleção está marcada para segunda-feira. Então, Cássio e Geromel chegariam três ou quatro dias atrasados. Isso porque o Grêmio joga no dia 23 de maio, contra o Defensor, e o Corinthians, no dia 24 de maio, diante do Milionários.

“A Conmebol mandou uma carta para nós dizendo que os clubes têm essa prerrogativa de ficar com os atletas neste período”, contou o coordenador técnico da seleção, Edu Gaspar. “Na quarta-feira e na quinta, eles poderiam jogar pelo clube, mas vamos conversar com o clube. Seria responsabilidade dos clubes segurar os atletas quando já estariam convocados. Vamos explicar isso.”

A palavra final, no entanto, será dos próprios clubes que poderão negar a convocação antecipada. No início da semana, estão previstos exames e testes físicos, considerados essenciais pela comissão técnica. Contundido, Fagner irá se apresentar no prazo.


Diretoria da CBF exclui opositor da FPF da cúpula da Conmebol
Comentários Comente

rodrigomattos

A cúpula da CBF destituiu o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, do seu cargo na cúpula da Conmebol, substituindo o pelo Coronel Nunes. A decisão foi oficializada em reunião nesta quinta-feira no Paraguai. Bastos tinha tentado ser candidato de oposição contra o futuro presidente da confederação, Rogério Caboclo, o que causou contrariedade na cúpula da entidade nacional.

O presidente da FPF assumira o cargo porque o então presidente da CBF Marco Polo Del Nero não podia viajar para o exterior, com medo de ser preso por conta de acusações de corrupção nos EUA. Foi indicado pela própria confederação e atuava como um intermediário entre os pedidos de clubes brasileiros e a Conmebol.

Mas houve um racha durante a eleição da confederação que deixou Bastos em campo oposto da atual diretoria: Caboclo acabou eleito, e o presidente da FPF nem se candidatou. Além disso, Del Nero foi banido definitivamente do mundo do futebol em decisão do Comitê de Ética da Fifa. Com isso, a CBF decidiu por retirar Bastos do Conselho da Conmebol, substituindo o pelo atual presidente da confederação, o Coronel Nunes. O outro membro brasileiro é Fernando Sarney, que integra tambémo Conselho da Fifa.

Durante a reunião, Bastos se despediu do cargo e fez um discurso amistoso para Caboclo. Afirmou que ele era um sopro de modernidade para a gestão da CBF. Nesta sexta-feira, haverá um Congresso extraordinário de eleição da Conmebol em que o presidente Alejandro Dominguez será reeleito para o cargo já que é candidato único.


STF destrava inquérito sobre Del Nero que vai para PF do Rio
Comentários Comente

rodrigomattos

Ao mesmo tempo em que é banido do futebol, o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero vê destravar o inquérito que corre contra ele com investigações relacionadas a casos da CPI do Futebol. O Supremo Tribunal Federal desmembrou o procedimento e mandou a parte do ex-cartola e de Ricardo Teixeira para a Polícia Federal do Rio de Janeiro. O tribunal superior ficou com a parte relacionada a políticos.

O inquérito teve como origem a CPI do Futebol e investiga crimes contra o sistema financeiro, eleitorais, lavagem de dinheiro e estelionato. O grupo de suspeitos inclui Del Nero, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Kléber Leite, e deputados como Marcus Vicente.

Pela presença do parlamentar, o inquérito foi para o STF e ficou lá por oito meses. No dia 26 de abril, o ministro Celso de Mello decidiu pelo desmembramento do inquérito, mandando a parte de Del Nero para o Rio de Janeiro.

Um relatório paralelo da CPI descreve suspeita de Del Nero relacionadas ao caso Fifa (recepção de propinas no exterior), à operações financeiras com associados e à doação eleitoral de caixa 2.

“Na parte criminal, já devassaram a vida dele no Brasil do ponto de vista fiscal. Procuraram conta no exterior, não acharam. No Brasil, ninguém escapa da Receita e ninguém achou nada dele”, contou o advogado de Del Nero, José Roberto Batochio. “Mandaram esse inquérito para o Rio. São os mesmos assuntos de um anterior.”

Segundo ele, já é o segundo inquérito sofrido por Del Nero pelo mesmo motivo: o caso Fifa. O primeiro foi instaurado a pedido da Procuradoria Geral da República, em 2015, após a prisão de José Maria Marin.

“O primeiro começou em Brasília. Chegaram a conclusão que não tinha nada que pudesse fazer barulho. Mandaram para o Rio e a Polícia Federal. Cheguei a levá-lo para depor lá. Quebraram sigilo e nada. Mandaram para São Paulo que é seu domicílio e o Ministério Público teve a hombridade de arquivar”, contou Batochio, que classificou o relatório paralelo de Romário de “fake”. O blog não encontrou nenhum inquérito em São Paulo.

Em seguida, Batochio fez uma defesa de Del Nero inclusive em relação à acusação que sofre na Justiça dos EUA. “Não encontraram nenhum dinheiro que rastreasse e fosse parar no Marco Polo”, disse o advogado sobre as acusações de que ele levou propina por contratos da Conmebol da CBF.

Nos EUA, o Departamento de Justiça fez acusação formal contra Del Nero por lavagem de dinheiro, mas, como ele nunca saiu do país, não responde ao processo. Na sexta-feira, a Fifa o afastou definitivamente de todas as atividades do futebol com base nessas acusações. Del Nero vai recorrer.

 


Aposta na CBF é que banimento acabará aos poucos com poder de Del Nero
Comentários Comente

rodrigomattos

Mesmo afastado provisoriamente do futebol pela Fifa, Marco Polo Del Nero articulou e garantiu a eleição de seu pupilo Rogério Caboclo para presidência da CBF. Anunciado nesta sexta-feira, o banimento definitivo do cartola pela federação internacional, no entanto, deve acabar aos poucos com a influência do dirigente sobre o futebol brasileiro. Será como uma morte lenta. Essa é a aposta entre dirigentes da confederação.

Del Nero estava afastado provisoriamente desde dezembro pelo Comitê de Ética da Fifa após acusações contra ele aparecerem na Justiça dos EUA. Delatores o apontaram como receptor de propinas por contratos da Copa América, da Copa do Brasil e da Libertadores. Ele nega.

Só que, neste meio tempo, o dirigente continuou conversando com presidentes de federações e dirigentes da CBF, garantindo que seria absolvido. Tanto que ele ligou para diversos dos cartolas para garantir apoio a Caboclo.

Com o banimento da Fifa, Del Nero perde qualquer possibilidade de ter a caneta de volta às mãos. Seus advogados reconhecem que dificilmente ele será vitorioso em recursos dentro da Fifa e o julgamento no CAS pode demorar anos. Assim, a possibilidade de ameaça futura em uma eventual volta se esvai e fica mais fácil ignora-lo, na visão de cartolas da confederação.

A análise é que internamente, em um primeiro momento, o diretor executivo e futuro presidente Rogério Caboclo continuará a escutar as opiniões de Del Nero para tomar decisões. Mas, com o passar do tempo, a aposta entre dirigentes é que seja fatal sua perda de influência. Afinal, não haverá motivo para ser fiel eternamente a um dirigente banido. Algo similar ocorreu com Ricardo Teixeira que continuou com influência no início, e depois perdeu espaço.

Dirigentes da CBF entendem que, apesar de dura, a Fifa pelo menos deu tempo para Del Nero preparar sua saída ao prolongar o tempo do processo até a punição definitiva. Com 135 dias de afastamento provisório, ele teve tempo de articular a eleição de um sucessor.

Sob o ponto de vista da Justiça, a punição de Del Nero não tem impacto imediato. Ele continua como indiciado na Justiça dos EUA, mas até agora as investigações no Brasil não saíram da fase de inquérito. Um deles foi arquivado pelo Ministério Público Federal de São Paulo, segundo seu advogado José Roberto Batochio.

Por meio de nota, os advogados de Del Nero na esfera esportiva afirmaram que recebiam a decisão com indignação. “Importante ressaltar que a investigação conduzida pelo Comitê não foi capaz de produzir qualquer prova referente ao suposto envolvimento em esquemas de corrupção”, afirmou a Bichara e Motta Advogados por meio de nota.