Blog do Rodrigo Mattos

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Conmebol quer mudar cara da Libertadores na tela, e afetará TVs brasileiras
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A Conmebol planeja mudar a forma como são filmadas e transmitidas a Libertadores, a Copa América-2019 e outras competições, adotando modelo similar ao da Liga dos Campeões e da Copa do Mundo. Isso faz parte do processo de concorrência pelos direitos desses campeonatos iniciado no final de junho. As emissoras brasileiras serão afetadas porque terão menos poder sobre as imagens.

A Confederação Sul-Americana de Futebol iniciou nesta segunda-feira a licitação para a contratação de uma agência para cuidar de seus direitos comerciais e televisivos. Essa agência organizará a concorrência de televisões pela Libertadores a partir de 2019 e para a edição brasileira da Copa América.

Uma reunião do Conselho da Conmebol determinou que a agência vai tratar de diversos pontos: avaliar fórmulas das competições, estratégia de empacotamento audiovisual e de patrocínio, comercialização de direitos e assessorar a produção audiovisual das competições. A cúpula da confederação continua a ter a palavra final sobre quem fica com os contratos.

A intenção da Conmebol é a de produzir sua própria filmagem dos jogos da Libertadores, da Copa América e da Sul-Americana, segundo apurou o blog. Ainda não há data para isso ocorrer porque a confederação terá de entender qual o tamanho da estrutura a ser montada. Justamente por isso terá uma consultoria.

Mas, quando isso se tornar realidade, a produtora da Conmebol será a única a poder gerar imagens das competições. Em seguida, repassará um feed para as emissoras detentoras de direitos como são os casos atualmente da Fox Sports e da Globo. Hoje, são as redes que fazem sua própria filmagem.

Esse é o modelo adotado na Liga dos Campeões e na Copa do Mundo. Então, a UEFA e a Fifa podem determinar gráficos e a inserção de nomes de patrocinadores em placares, entre outros pontos. Por isso, a agência também será responsável pelo “empacotamento” audiovisual e patrocínio. Controlar a imagem significa dominar o que vai entrar na tela e dar um padrão às competições.

Isso não ocorre no Brasil nem na Libertadores, nem no Brasileiro. A Globo tem, por contrato, o domínio sobre as imagens do Nacional, assim como a Fox da Libertadores. Com o modelo da Fifa e da UEFA, há chance de aumentar as receitas das competições sul-americanas. A Globo, por exemplo, não poderia mais esconder nomes de parceiros dos campeonatos.

A Conmebol tem prometido que, com o crescimento das receitas, vai incrementar os ganhos dos clubes na Libertadores. Atualmente, as cotas recebidas pelos times atingem um máximo de US$ 8 milhões para o campeão, sendo que a competição gera um total de US$ 122 milhões.

A licitação para agência da Conmebol está aberta e vai durar um mês, prazo permitido para consultas. A confederação sul-americana ainda não tem uma data definida para a concorrência de tvs para a Libertadores. Mas a promessa é de que todo o processo seja público. Quem define o vencedor será a cúpula da confederação sul-americana.

 


Até herdeiro da Globo se reuniu com Del Nero para melhorar relação com CBF
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Durante a disputa por contrato da seleção, a Globo apelou até a Roberto Marinho Neto, novo chefe do departamento de esporte, para melhorar a relação com a CBF. O herdeiro da família Marinho esteve na sede da entidade para um almoço com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Na ocasião, a confederação já tinha se decidido por transmitir o jogo com outros parceiros.

A visita de Marinho Neto à sede da entidade ocorreu há cerca de um mês. Ele foi acompanhado de todos os diretores da Globo Esporte e foi recebido pela cúpula da CBF. A ida de executivos da Globo à confederação é comum, mas o chefe não costuma participar diretamente da negociação de contratos.

A ida do principal executivo da emissora no esporte teve como objetivo aparar arestas surgidas durante a negociação fracassada dos amistosos da seleção com a Argentina e com a Austrália. Ali, as duas partes saíram contrariadas com o resultado, entendendo não terem obtido as condições desejadas na negociação. Lembre-se: a CBF pedia o mesmo valor que a Globo pagava no ano passado, e a emissora queria dar menos.

Depois disso, o ex-executivo da Globo Marcelo Campos Pinto, que ocupava justamente cargo similar a Marinho Neto, passou a atuar na confederação. Ele ajudou na comercialização dos amistosos e também tem projetos para que uma produtora faça a transmissão da Copa América-2019, além de estar interessado em itens do Brasileiro como a venda dos direitos internacionais. Isso contrariou mais a Globo.

Apesar do desentendimento, a seleção continua a ser um produto prioritário para a emissora carioca. Por isso, além de aparar arestas, Marinho foi apresentar à CBF a nova estrutura de esportes da Globo que agora é separada do jornalismo. O almoço foi seguido por uma vista ao museu da CBF.

Para a Copa de 2018, a confederação prepara uma concorrência para os amistosos da seleção. Um candidato a tocar o projeto é Patrick Murphy, que foi executivo da Uefa para negociar direitos da Liga dos Campeões durante mais de 10 anos. Ele já comercializa alguns direitos da Copa Sul-Americana e está interessado no mercado brasileiro. A Globo considera o pacote de jogos da seleção de 2018 a 2022 uma prioridade para sua grade.


Domínio da Globo no futebol está ameaçado além de jogos da seleção
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A falta de contrato entre a Globo e a CBF para amistosos da seleção de 2017 não é a única ameaça ao poderio da emissora no futebol. Há iniciativas entre clubes e dentro da CBF que podem levar a ocupação de outras áreas em que atualmente atua a emissora carioca. Isso envolve direitos da Copa América e do Brasileiro.

Como mostrou o jornal “Folha de S.Paulo”, a confederação e a Globo não se acertaram no valor para compra de dois amistosos da seleção de junho, assim como ocorreu em janeiro com o jogo diante da Chapecoense. Assim, a CBF vai comercializar as partidas no Facebook e na TV Brasil. A emissora global mantém bom diálogo na confederação e investirá forte para recuperar esses direitos em 2018.

Um grupo com participação de ex-executivos da Globo, Marcelo Campos Pinto e João Pedro Paes Leme, tem atuado na comercialização do negócio em ajuda da CBF, como revelou Juca Kfouri. Eles montaram uma empresa após saírem da emissora, no caso de Campo Pinto após o escândalo do “Fifa Gate” estourar nos EUA ele não teve o contrato renovado.

Mas não se limitam a isso. A empresa tem um projeto de viabilizar a produção própria de imagens para a Copa América-2019. Seria um modelo similar ao da Fifa com a HBS, que produz todas as transmissões e apenas repassa para as televisões que compram os direitos. Atualmente, a Globo costuma ter suas próprias câmeras em competições nacionais e, às vezes, atua na captação em campeonatos internacionais sediados no país.

Na segunda-feira passada, Campos Pinto participou de apresentação de ideias sobre internacionalização do Brasileiro aos clubes da Série A. O blog apurou que ele tem conversado com os dirigentes de times sobre comercializações de direitos do campeonato. Também esteve presente um executivo de agência da Conmebol que atuou em comercialização de direitos da Uefa.

A princípio, o foco é em direitos que não estão sob o poder da Globo e Esporte Interativo. A partir de 2019, os direitos internacionais e as placas do Brasileiro estarão fora do acordo com as emissoras. Qualquer agência que queira atuar nesta área teria de convencer os clubes a se unir na negociação.

Além disso, há clubes que não fecharam com a Globo para a TV Aberta. Essa é outra possível área de atuação. A emissora e o Esporte Interativo garantiram os direitos do Brasileiro de 2019 até 2024.

Campos Pinto tem relacionamento próximo com o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, assim como com alguns clubes com quem negociou durante anos. Em abril, Teixeira já tinha sido cicerone do milionário indiano Lalit Modi, que tem interesse nos direitos internacionais do Brasileiro, como mostrou a “Folha de S.Paulo”. O milionário esteve na CBF e foi recebido pelo presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

A saída de Campos Pinto da Globo não foi tão amigável quanto divulgado pelos dois lados. Ao blog do Perrone, o ex-executivo da emissora negou estar atuando em qualquer operação de venda de direitos. Este blog tentou falar com ele durante a terça-feira (30), sem sucesso.

Do lado da Globo, há um respeito ao direito do ex-funcionário de atuar no mercado como já ocorreu com antecessores. Mas, ao mesmo tempo, a empresa está cautelosa em relação aos direitos de televisão que são estratégicos para ela, como os jogos da seleção a partir de 2018 e nacos do Brasileiro.

A emissora sempre atuou sozinha no mercado, agindo inclusive como agente revendedora dos direitos nos casos da placa. Primeiro, houve a entrada do Esporte Interativo quebrando seu monopólio no Brasileiro. Depois, clubes paranaenses, Atlético-PR e Coritiba, recusaram oferta global e usaram outras plataformas para transmitir jogos. E, agora, uma agência começa a se interessar por pedaços do mercado.


Saia justa: Eurico reclama com herdeiro da Globo e recebe resposta
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Em encontro recente da Globo com dirigentes de clubes, houve uma saia justa entre o presidente do Vasco, Eurico Miranda, e o herdeiro da família dona da Globo, Roberto Marinho Neto, que é o principal executivo da área de esportes da emissora. O dirigente vascaíno interpelou o executivo sobre o tratamento dado ao Estadual do Rio, e recebeu uma resposta dura.

A Globo decidiu promover uma reunião institucional com os dirigentes de 21 clubes que assinaram o novo contrato do Brasileiro para a partir de 2019. A ideia era apresentar formalmente a nova divisão de cotas de tv, mais igualitária para a TV Aberta e a TV Fechada. Agora, serão 40% igualmente, 30% por posição, e 30% por audiência.

No evento, Roberto Marinho Neto dava uma palestra sobre as estratégias da emissora quando foi interrompido por Eurico Miranda. O presidente do Vasco reclamou de críticas feitas em canais da emissora a campeonatos comprados pela própria Globo. Sua referência era especificamente ao tratamento dado ao Estadual do Rio. Em sua intervenção, o vascaíno disse que toda hora que liga os canais ouve comentários negativos.

Em sua resposta, Roberto Marinho Neto primeiro perguntou a Eurico se ele estava sugerindo que se censurasse os jornalistas da Globo. Depois, o executivo afirmou que não haveria censura porque a origem da empresa é em um jornal, e que não abriria mão dos princípios jornalísticos da emissora. Marinho Neto ainda argumentou que a Globo valoriza, sim, os campeonatos que compra e transmite.

De novo com a palava, Eurico disse que, sob o ponto de vista do Vasco, a emissora continuava pagando as cotas então o clube não era prejudicado por denegrirem o campeonato. Ao blog, o dirigente contou ainda que o executivo da Globo perguntou o que ele faria caso um jogador criticasse o clube. “Se o jogador do Vasco faz isso, vai embora na hora”, retrucou Eurico.

O executivo da Globo ratificou então o que dissera anteriormente. A cena foi vista como constrangedora por dirigentes presentes, mas o embate não teve tom agressivo.

Roberto Marinho Neto foi alçado ao comando da área de esportes da Globo em outubro do ano passado. Na ocasião, uma reformulação estabeleceu que os departamentos de compra de direitos de competições esportivas e o jornalismo esportivo ficariam sob o mesmo guarda-chuvas. Assim, o conteúdo de esporte deixou de fazer parte do setor de jornalismo em geral da empresa.

Eurico tem um histórico de embates com a Globo. Em janeiro de 2001, colocou o símbolo do SBT na camisa do Vasco na final do Campeonato Brasileiro do ano anterior. Era uma retaliação a programas jornalísticos que revelavam irregularidades na gestão do dirigente no Vasco – várias dessas denúncias foram incluídas na CPI do Futebol, no Senado.

O blog ouviu Eurico Miranda que confirmou o episódio e deu algumas explicações sobre sua posição. “Só queria que me explicassem por que eu entendo pouco de marketing. Queria saber como se compra um produto e vão vender ele esculhambando. Me explicaram e está tudo certo”, afirmou o dirigente vascaíno. E acrescentou com ironia: “Queria entender essa técnica de marketing nova de vender o produto dizendo que é uma merda.”

O blog observou ao dirigente vascaíno que havia uma diferença entre o departamento de marketing e de jornalismo em uma empresa de comunicação. Eurico disse que não questionava a liberdade de imprensa, e que respeitava o direito de crítica.

“Você, por exemplo, não pode criticar a instituição Vasco que não entra no clube. Eu represento a instituição Vasco”, disse ele. O blog perguntou então se não tinha direito de critica-lo. “Você pode me criticar quanto quiser porque estou nisso há muito tempo e dou pouca importância. Só não pode me chamar de homossexual, ladrão ou corno. Porque aí vai ter problemas.”

Por fim, Eurico observou que entende que os resultados ruins de público do Estadual no final de semana (semifinais da Taça Rio) foram por conta da forma como foi conduzida a promoção dos jogos.

 


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Globo tenta comprar amistosos da seleção, e CBF estuda fazer concorrência
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Com a boa fase da seleção de Tite, a CBF estuda a melhor forma de negociar os direitos de amistosos da seleção que estão em aberto ainda neste semestre. Já houve conversas com a Globo. Mas a intenção da entidade, no momento, é preparar uma concorrência entre as televisões.

Esse contrato vai determinar, por exemplo, quem vai transmitir o amistoso entre Brasil e Alemanha, em março de 2018, primeiro encontro dos times após o 7 a 1. O próximo jogo é em junho contra a Austrália. Após o final das eliminatórias, será a TV que comprar os amistosos que terá as imagens do time de Tite até a Copa.

Até o ano de 2016 a Globo tinha os direitos dos amistosos da seleção. Já houve conversas com interesse da emissora em novo acordo já que o produto é visto como extremamente valorizado.

Ao ser consultada, a CBF indicou a emissora que deveria fazer uma concorrência para o assunto. Não estabeleceu exatamente qual o modelo. Questionado pelo blog na semana passada, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, admitiu que está em estudo se haveria concorrência, sem definição ainda.

“Isso é uma outra coisa que estamos começando a discutir (concorrências de TVs)”, contou o dirigente. “Já houve uma experiência Brasil e Colômbia que abrimos o sinal. E foi uma experiência fantástica em termos de visibilidade internacional. Foi positiva”.

A “Folha de S. Paulo” tinha revelado que havia a possibilidade de a entidade até fatiar os direitos de televisão em TV aberta, fechada e internet. Esse modelo não agrada a Globo que gosta de comprar todos os direitos.

CBF e a emissora não chegaram a um acordo sobre o amistoso entre Brasil x Colômbia, em janeiro, o que levou a confederação a abrir o sinal do jogo. A Globo continuou em negociações constantes com a entidade depois disso já que o time de Tite tem despertado ainda mais interesse por contas das vitórias seguidas.


Clubes da Turner e Globo terão regras diferentes para usar jogo na internet
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A partir de 2019, os clubes que assinaram com o Esporte Interativo terão direito ao replay de seus jogos no Brasileiro para uso na internet e outras plataformas. Já aqueles que fecharam com a Globo cederam seus direitos online, e terão de negociar parcerias para utilizar o conteúdo.

A discussão ocorre porque a mídia online se mostra como próxima fronteira para exploração de receitas pelos times. Atlético-PR e Coritiba obtiveram audiência de 3,2 milhões no primeiro clássico transmitido exclusivamente na internet, e mostram o potencial das plataformas digitais.

Os dois times parananeses, o Santos, Bahia e Palmeiras são alguns dos 15 clubes que assinaram com o Esporte Interativo para o Brasileiro de 2019 a 2024 na TV Fechada. Pelo contrato, a Turner cederá imagens dos seus jogos para esses times com delay após a exibição ao vivo.

Isso significa que terão os direitos sobre o jogo depois de um tempo de seu encerramento. Poderão exibir o replay na íntegra em seus canais, ou até revender para outras televisões de fora e do Brasil para obter receita. Canais privados de clubes poderão ter esses jogos disponíveis para sócios-torcedores assistirem quando quiserem. Isso vale a partir do Brasileiro de 2019 para os jogos entre os times da Turner.

No caso da Globo, o blog apurou que foram mantidos os termos dos contratos anteriores, isto é, os clubes cedem os direitos de internet que são exclusivamente da emissora. Isso porque, na visão da Globo, os direitos de internet afetariam os de televisão, seja em pay-per-view ou em TV Aberta.

Mas a emissora carioca acena com parcerias com os clubes para potencializar os ganhos com esse material. A visão da Globo é de que os clubes poderiam ter plataformas para exibição de material, inclusive replays, e entrevistas pré e pós-jogos. Mas, para isso, teria de haver um acordo comercial para ganho dos dois lados, isto é, se buscar novos negócios em parceria.

No exterior, boa parte dos clubes já têm os direitos sobre seus jogos com delay depois da exibição ao vivo. É comum redes de televisão brasileira, por exemplo, comprarem dos próprios times os direitos para retransmissão. É uma nova receita. Além disso, fortalece o próprio canal da equipe, dando valor ao sócio-torcedor ou assinante da tv da equipe.


Como Atlético-PR e Coritiba podem ganhar dinheiro com jogo na internet
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A transmissão do clássico entre Atlético-PR e Coritiba na internet atingiu uma audiência de 3,2 milhões e demonstrou potencial de arrecadação para os clubes. A questão é: como os times podem ganhar dinheiro explorando diretamente seus direitos online? Ainda não há uma resposta para isso, mas diversos caminhos possíveis. Os dois times deram um passo ao recusar oferta da Globo pelo Paranaense e assumirem sua transmissão.

Entre as opções, estão criar canais pagos dos times para os torcedores, explorar a possibilidade de patrocínios, realizar acordos com o Facebook e com o YouTube. São ideias que levam em conta modelos do exterior.

“Foi uma primeira experiência para ter um sentimento do mercado. Muito prematuro (para dizer como ganhar dinheiro). Contratamos empresas especializadas em internet para fazer essa avaliação”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

O dirigente atleticano disse que esperava uma audiência ainda maior, e que gostaria de ter comparado com o jogo do domingo na televisão aberta do Campeonato Paranaense. Já o presidente do Coritiba, Rogério Barcelar, se mostrou surpreso positivamente com a audiência alcançada pela transmissão online. Ele enxerga possibilidade de remuneração dos clubes.

“Fizemos essa primeira para torcida. Não podíamos deixar a torcida sem. Não pensamos em ganhar nada desta vez”, contou Barcelar. “Mas poderíamos ganhar com um canal com senha para o sórcio-torcedor”, disse, ao dar um exemplo.

Para esta partida, foram feitas parcerias para não ter custos com a produção da transmissão. Uma das parceiras foi a Copel, além de outras empresas que foram apoiadoras. A intenção é repetir a transmissão se os clubes chegarem a uma final do Paranaense.

Analisando o mercado de fora, a NBA tem um canal de streaming para cobrança no mundo, o Campeonato Mexicano será transmitido pelo Facebook. Tanto o YouTube quanto o Facebook costumam se definir apenas como plataformas, e não geradores de conteúdo. Mas é possível montar canais neles.

O uso de canais específicos nestas plataformas pelos clubes pode gerar um contato direto com o torcedor, aumentando a possibilidade de interação e de comercialização de produtos. O consultor Pedro Daniel, da BDO, especialista em gestão esportiva, vê possibilidades de os clubes terem ganhos maiores do que com cotas de televisão com a exploração da internet no futuro.

“Acho que pode ser maior do que cotas. A abrangência é muito maior. Podem fazer produções independentes e parcerias”, explicou Pedro Daniel. “O clube está falando diretamente com torcedor, e não se limita apenas ao tempo da televisão. Pode passar as entrevistas coletivas, e tudo que interessar ao clube.”

 


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.


Após confusão, Coritiba prevê transmissão online de final ou venda do jogo
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Após a confusão que resultou no cancelamento do Atletiba, a diretoria do Coritiba informou que há a intenção de transmitir online uma possível final do Estadual entre os times. Outra possibilidade seria a venda para outra emissora que não a Globo. Mas o blog apurou que uma cláusula de preferência pode complicar essa revenda.

O imbróglio teve como origem o fato de Atlético-PR e Coritiba não terem aceito a proposta da Globo para contrato do Estadual. A emissora fechou com os outros dez times e a federação paranaense. Os dois grandes do Paraná tentaram transmitir o jogo online, e a federação impediu com uma alegação de que havia pessoas não credenciadas no campo.

“Vamos repetir como respeito ao torcedor (transmissão na final). Maior patrimônio é a torcida. E essa torcida temos que tratar com carinho”, afirmou o presidente do Coritiba, Rogério Barcelar, que não descartou acordo com outra emissora. “Podemos fazer o acordo. Não tem problema nenhum”

Mas o blog apurou que uma cláusula de preferência no contrato do Estadual de 2016 é um complicador para a venda pontual do jogo. Isso porque, se qualquer emissora fizer uma proposta pelo Atletiba, os clubes teriam de apresentar a Globo que tem direito de cobrir. Assim, possíveis concorrentes ficam intimidadas.

Diretores da Globo, no entanto, falaram com Barcelar e informaram não ter relação com a atitude da federação. E acrescentaram que não viam motivo para impedir a transmissão online.

“Estive conversando com o diretor da emissora que tinha contrato e ele me disse que seria um absurdo que podemos contratar qualquer emissora. Fomos procurados por outras duas emissora, mas resolvemos fazer pela internet por youtube”, completou Barcelar.

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, também tinha informado que negociara com a Record e com o Esporte Interativo antes do Estadual. O acerto da Globo com outros dez times e a cláusula de preferência foram complicadores para um acerto.

A tendência é portanto de uma nova transmissão online em clássico e em uma possível final do Estadual. Com isso, Barcelar quer testar se a federação paranaense vai oferecer resistência. “Vamos ver se era esse o problema”, disse sobre a falta de credenciamento de repórteres.