Blog do Rodrigo Mattos

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Árbitro de vídeo gera saia justa entre CBF e Globo
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Com Pedro Ivo de Almeida

A implantação do árbitro de vídeo causa uma saia justa entre a CBF e a Globo por conta do uso das imagens da emissora para tomar decisões sobre os erros. A confederação tenta acelerar o processo, enquanto a emissora quer garantir que sua participação não vai interferir no sistema esportivo.

As discussões entre as partes ocorrem enquanto a CBF tentar contratar uma empresa para ter todos os monitores para árbitros, e montar um sistema até o final de semana. E isso tem de casar com o sistema da Globo de transmissões que é usado no Brasileiro. É provável que não se conclua até o final da semana.

Uma primeira questão é que a emissora tem mais câmeras em alguns jogos do que em outros pela própria lógica de transmissão. Assim, haveria mais câmeras em um jogo de domingo à tarde transmitido para toda a rede em TV aberta do quem em outro do pay-per-view de times de menor expressão. Isso poderia causar desequilíbrio.

Diante dessa situação, a comissão de arbitragem da CBF vai utilizar um número de câmeras padrão disponíveis em todos os jogos. Mas aí terá de ver como não usar as outras extras de jogos grandes.

“Existe um mínimo de câmeras, algo como sete. Mas ainda estamos conversando. Se precisarmos colocar mais câmeras para viabilizar, vamos conversar. Tudo será ajustado aos poucos. Em um jogo com 20 câmeras, ok”, afirmou o presidente da comissão de arbitragem da CBF, coronel Marcos Marinho.

A confederação queria que a Globo emprestasse os operadores de replay com know-how para serem usados nas cabines de árbitros de vídeo. Só que a emissora não gostou da ideia. Entende que não tem que colocar seus funcionários para atuar na parte esportiva, da arbitragem.

Há um temor da Globo de ela seja vista como interferindo na arbitragem. Por isso, a intenção é ajudar, sim, a CBF, mas apenas fornecendo as imagens solicitadas. Não haverá participação no sistema de monitoramento do árbitro.

E aí surge uma terceira questão: as câmeras da Globo são posicionadas para melhor transmissão ao telespectador, e não para atender critérios técnicos de arbitragem. Ou seja, não haverá como garantir que haverá uma câmera para pegar um impedimento na linha da defesa.

Todos esses itens emperram as discussões entre as partes e tornam o cenário complicado para utilizar árbitro de vídeo já na próxima rodada do Brasileiro. A ordem do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, era acelerar o processo, mas ele mesmo que protelou a ideia em pelo menos um ano por economia.


Globo se aproxima do PSG por presença de Neymar
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Executivos da Globo iniciaram uma aproximação com a diretoria do Paris Saint-Germain por conta do interesse em Neymar. A emissora tem os direitos do Campeonato Francês que passou a exibir com frequência após a chegada do jogador ao time parisiense. E há interesse em renovar ao mesmo tempo em que se aumenta os laços com o clube.

No início da semana, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelafi, afirmou ao “Daily Telegraph” que tinha falado com o dono da Globo sobre a audiência da apresentação de Neymar. O número de 85 milhões brasileiros assistindo ao evento, citado pelo executivo, soa exagerado e não pôde ser confirmado pelo blog.

De qualquer maneira, executivos da Globo viajaram a Paris para assistir a partidas e há conversas com a diretoria do PSG. A emissora poderia se beneficiar das imagens de Neymar e o clube da penetração no mercado brasileiro.

Não foi possível confirmar com o PSG as intenções de uma relação. Mas o clube já tem presença no Brasil com escolinhas de futebol no Rio de Janeiro e em São Paulo, por meio de franquias. O próprio Al-Khelafi citou o interesse brasileiro ao falar sobre o potencial de aumento de receitas do clube, necessário para o PSG se enquadrar nas regras de Fair Play Financeiro da UEFA.

O contrato da Globo pelo Francês vai até o meio de 2018, isto é, dura esta temporada. A negociação é com a Ligue 1, e não com o PSG. Provavelmente, haverá uma concorrência que deve ocorrer neste final do ano: há uma expectativa de que seja lançado após outubro. Outras emissoras de TV Fechada entendem que o campeonato se valorizou bastante com a presença de Neymar.

Ficou claro a atratividade quando a Globo exibiu imagens do jogo em flashes até em TV Aberta para mostrar Neymar ao público brasileiro. O resultado foi considerado satisfatório. Isso pode se repetir neste domingo em que o PSG atua contra o Lyon justamente no horário da rodada do Brasileiro.

 

 


Saiba como a Globo deve faturar R$ 3 bilhões no ano da Copa da Rússia
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A Globo deve faturar R$ 3 bilhões com patrocinadores de futebol para o ano da Copa-2018. Esses dados constam dos pacotes publicitários da empresa para TV aberta e fechada, sendo que a maior parte já tem acordos fechados. E isso não inclui todos os ganhos da empresa. A receita da emissora será levemente superior a do Mundial-2014 quando o evento foi no Brasil.

No final de agosto, o apresentador do Jornal Nacional William Bonner anunciou que a emissora fechara seus pacotes de futebol para 2018 que incluem as partidas da temporada regular, excluída a Copa. Cada cota foi vendida por R$ 230 milhões para seis empresas. No total, o valor é de R$ 1,380 bilhão.

Houve uma leve redução em relação à cota do ano passado por conta do Mundial e pela queda no número de partidas oferecidas na temporada. Foram 85 datas de jogos de futebol no pacote quando normalmente eram entre 90 e 95. Isso se explica pela Copa do Mundo e porque não estão incluídos os amistosos da seleção. Mas, ainda assim, são oferecidas 1.974 inserções publicitárias.

Outro pacote já negociado é o da SporTV para a Copa-2018. Foram oferecidas seis cotas de R$ 108,7 milhões nas propriedades publicitárias que começaram a ser exploradas em março de 2017. Foram vendidas para cinco empresas, somando R$ 543 milhões. A oferta é de 205 jogos entre Copa das Confederações, Copa sub-20, Copa do Mundo, eliminatórias, amistosos, entre outros.

Por fim, há o pacote da Copa do Mundo da Globo. Cada uma das seis cotas é de R$ 180 milhões, valor igual ao cobrado para o Mundial-2014. Esse preço é válido até outubro de 2017 com prioridade para as empresas que já são parceiras da emissora para o restante do futebol. A perspectiva de faturamento total, portanto, é de R$ 1.080 bilhão.

Para convencer os anunciantes, a Globo lembra que teve em torno de 80% da audiência na última Copa. E atingiu 164 milhões de pessoas. Somado a isso, a empresa viu um aumento na audiência da seleção desde a chegada do técnico Tite quando o time começou a vencer nas eliminatórias.

No total, o valor a ser arrecadado com patrocinadores pela Globo é de R$ 3,003 bilhões. Na Copa-2014, a emissora faturou com as mesmas propriedades R$ 2,853 bilhões. De novo, isso não inclui todos os ganhos da emissora com o futebol, pois há o valor recebido pelo SporTV de operadoras (percentual do montante pago pelo assinante), pay,per,view e ainda revenda de anúncios para empresas afiliadas, entre outros benefícios.

Ressalte-se que, em compensação, a Globo tem que gastar valores milionários e até bilionários com a compra de direitos de televisão. Só o Brasileiro custará R$ 1,1 bilhão à emissora em compras de direitos. Na temporada 2015, foi R$ 1,3 bilhão gasto em todos os direitos dos campeonatos nacionais, e nem era ano de Mundial. Para a Copa, a Globo tem de pagar um valor mantido em segredo para a Fifa.

Há ainda custos de produção para realizar as transmissões e para operar o sistema de pay-per-view, embora esses gastos sejam bem inferiores aos pagos pelos direitos.

Está claro que o ano de Mundial é vantajoso para a emissora já que o faturamento de R$ 3 bilhões é igual à receita integral do futebol da emissora em um ano, puxada pelo Nacional.

Dentro da Globo, a avaliação é de que a Copa da Rússia será um evento tão benéfico quanto a do Brasil. Não houve, no entanto, crescimento do valor total no ritmo da inflação. Isso é atribuído dentro da emissora mais à crise econômica do país do que ao fato de a Copa ser em outro país.

De fato, no mercado de TV Fechado, por exemplo, tem ocorrido uma redução do número de assinantes. Atualmente, estão em 18,6 milhões, quantidade inferior ao pico de 20 milhões. Mas, na TV Aberta, a Globo tem obtido aumento de audiência no futebol nos últimos anos, o que potencializa o valor econômico de seus pacotes.


Jogos da seleção devem mudar cara na TV com maior controle da CBF
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A cara dos jogos da seleção brasileira deve mudar a partir do final com a conclusão do processo de concorrência de direitos de televisão iniciado pela CBF. Isso porque o novo contrato dará à confederação um maior controle sobre as filmagens e imagens das partidas no Brasil, aproximando-se do modelo da Copa e da UEFA.

O executivo da Synergy, Patrick Murphy, contratado para realizar a concorrência, explicou que as condições propostas às emissoras implicam em maior controle da CBF sobre as imagens no Brasil. NO exterior, haverá empresas contratadas no exterior para realizar a produção dos jogos.

Primeiro, devemos diferenciar entre os jogos que ocorram no Brasil e fora do Brasil. Fora, haverá host broadcast do mercado que ocorre. Dentro do Brasil, é abslutamente importante que a CBF tenha controle sobre como esses jogos são produzidos, tendo atitude mais proativa no controle dessa produção. Sim, haverá mais controle do que antes”, afirmou Murphy.

Atualmente, a Globo, que detinha os direitos sobre a seleção, realiza a produção de imagens dos jogos sem participação efetiva da confederação. Isso dá a emissora autonomia para ângulos que podem favorecer patrocinadores, ou do tratamento da imagem para dar a cara do seu pacote futebol.

Murphy não deixou claro o quanto de controle a CBF exercerá sobre as imagens, se efetivamente atuará na produção dos jogos. Mas, com maior controle, a confederação poderá por exemplo favorecer ângulos e tratamentos que privilegiem seus parceiros e seus interesses, como fazem Fifa e UEFA.

 

 


Favorita, Globo terá concorrência da Turner por jogos da seleção
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A concorrência da CBF para os direitos de televisão da seleção brasileira tem a Globo como favorita, mas o Esporte Interativo já decidiu que fará uma proposta na disputa. É esse o cenário após a confederação anunciar a fórmula da disputa, nesta sexta-feira à tarde. São 37 jogos do time nacional em um pacote que valerá no mínimo R$ 465 milhões.

O modelo anunciado pela CBF e pela Synergy, empresa contratada pela entidade, foi de incluir em pacote todos os direitos de TV Aberta, TV Fechada e pay-per-view juntos. Isso dá força à Globo que detém todas essas mídias. Mas optou-se por essa fórmula justamente porque houve sinalização, em consultas, de que a Turner entraria forte na concorrência.

Internamente, diretores da confederação queriam fatiar os direitos para incentivar a concorrência na TV Fechada. Até porque há a consciência de que a Globo é favorita pelo maior poder financeiro. Mas Patrick Murphy, da Synergy, argumentou que separar TVs Aberta e Fechada desvaloriza ambas pela perda de exclusividade.

Com isso, foi montado um modelo com abertura para possibilidade de consórcio entre TVs o que fortalece a formação de outros grupos concorrentes à Globo. E o Esporte Interativo já se prepara para montar um modelo de negócios em conjunto com outra TV Aberta.

A principal possibilidade é a Turner fazer proposta sozinha e depois sublicenciar para outra rede que poderia pagar uma fatia do total. Outra alternativa é fechar já uma parceria com uma emissora aberta e fazer uma proposta conjunta. De qualquer maneira, é certo que haverá proposta concorrente. Tudo será entregue até o meio de setembro.

Já a Globo estuda o modelo implantado pela CBF antes de estabelecer uma estratégia. Uma parceira da emissora em direitos tem sido a Fox Sports com quem divide Libertadores, Copa do Brasil e Copa do Mundo. Mas a emissora global considera a seleção estratégica e portanto entende como uma concorrência que tem de ser vencida.

Ao explicar o pacote único, Patrick Murphy, executivo da Synergy, disse que isso foi para valorizar mais o produto já que TV Aberta e Fechada são concorrentes, segundo ele. “Podem haver bids conjuntos. A Fox pode fazer junto com a Record e com digital”, exemplificou.

Uma questão é a divisão da mídia digital que está incluído no pacote de TV Aberta e Fechada, mas também está em um segundo pacote sozinha. Ou seja, uma empresa poderá pagar US$ 500 mil por jogo para ter direitos digitais não exclusivos. Se a Globo quiser tudo como antes, terá de pagar US$ 4 milhões por jogo no mínimo, o dobro do que pagava no contrato anterior.

 


Com Tite, Globo aumenta audiência em 4 milhões/jogo e seleção se valoriza
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Desde que o técnico Tite assumiu a seleção, a Globo teve um incremento de audiência de 4 milhões de pessoas por jogo do Brasil em média. É o que mostram dados da própria emissora em seu plano de patrocínio para a Copa-2018. Isso aumenta o valor potencial que a CBF pode obter com sua concorrência pelos direitos de suas partidas.

O plano de patrocínios da Globo para a Copa tem seis cotas para empresas no valor de R$ 180 milhões cada e tem previsão de ser fechado até outubro. O pacote não inclui os amistosos da seleção em 2018 que podem entrar ou não, dependendo do resultado da concorrência.

Mas a boa fase mostra a importância do time brasileiro para a emissora. “A audiência média das últimas 7 vitórias da seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 foi de 32 milhões de telespectadores, 4 milhões a mais que a média dos 6 jogos iniciais”, diz o documento da Globo.

Ao lado, estão detalhados as audiência de cada partida. Com Tite, o pico foi de 38 pontos na última partida diante do Paraguai, e com Dunga, o índice não passou de 30 pontos. E claramente o aumento foi obtido graças aos resultados já que, no primeiro jogo do novo técnico, foram 29 pontos.

Assim, o time brasileiro com o novo treinador tem uma média de audiência 12% maior do que com Dunga. Há um crescimento de audiência geral do futebol da Globo em 2017, mas em patamares menores do que esse do time nacional.

Fica clara a importância da seleção quando a emissora exalta para os anunciantes a boa fase. Em um trecho, a Globo afirma que  “a lembrança da derrota já ficou pra trás”. E exalta a medalha de ouro olímpico e a “sucessão inédita de vitórias”. Segundo a emissora, isso fez o brasileiro voltar a “festejar, se engajar e se emocionar com a seleção brasileira”.

A Globo reconhece que a importância dos jogos da seleção vai além de preencher mais uma grade do futebol. Por isso, trata como prioritária a aquisição do pacote de 37 jogos oferecidos pela CBF. A entidade anunciará o modelo de licitação na sexta-feira.

No seu documento, a emissora diz que os jogos amistosos de 2018 farão parte do pacote Copa “caso sejam transmitidos pela Globo”. Em seguida, informa a potenciais anunciantes que eles serão acrescidos às outras 56 transmissões ao vivo.

Internamente, a emissora não vê como imprescindíveis para seu pacote os amistosos do início do ano pelo volume de material. Mas, logo depois do Mundial, os jogos da seleção são vistos como de grande importância para manter o vínculo com o time nacional.

 

 


Globo mostra preocupação por clubes largarem Brasileiro de lado
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Além da CBF, a Globo está preocupada com o abandono do Brasileiro por alguns clubes como Grêmio que optaram por priorizar Copa do Brasil e Libertadores. A emissora já levou a discussão à CBF e atribui a questão ao calendário. O temor é de que a longo prazo isso desvalorize a competição.

A própria confederação está incomodada com a situação como revelou blog do Marcel Rizzoe pensa em medidas a serem tomadas. A questão é que o principal ponto a ser mexido é o calendário em que a CBF manifesta pouca disposição de atuar por questões políticas.

Até agora, a utilização de reservas por times de frente como Grêmio, Palmeiras e Botafogo não teve impacto perceptível nos índices de audiência do Nacional. A disparada do Corinthians também não causou problemas na atratividade. O técnico gremista Renato Gaúcho chegou a escalar times completamente reservas em quatro jogos.

A preocupação da Globo é que a longo prazo o novo calendário com Libertadores e Copa do Brasil o ano inteiro deixe o Brasileiro em segundo plano para alguns clubes. Assim, a principal competição do país e maior produto da emissora poderiam perder em interesse no futuro.

O Brasileiro é o campeonato que gera o maior volume de recursos para o futebol nacional, com um contrato de TV que vai chegar a R$ 1,1 bilhão por ano a partir de 2019. Na visão da Globo, não faz sentido um clube desistir desta competição do ponto de vista financeiro. Até porque há premiações que vão até R$ 18 milhões para o campeão.

A emissora levou a discussão à CBF para ser analisada sob o ponto de vista do calendário de 2018. O documento está à espera de definições da Conmebol para ter formato final, e deve sair em setembro. Não há participação direta da Globo na elaboração do documento, mas a empresa é ouvida como parte do sistema.

Uma das questões é que o Brasileiro fica espremido em um período do ano curto por conta dos Estaduais. Assim, há menor espaço para os times pouparem jogadores com partidas em curto tempo, na sequência da Copa do Brasil e da Libertadores. Um maior espaçamento do Nacional do ano, com mais jogos aos finais de semana e durante tempo maior, aliviaria o problema.

A questão é que a CBF precisaria realocar os Estaduais e não deixá-los concentrados no início do ano. Isso gera resistências das federações estaduais, cujos clubes menores querem pagar por times por curtos períodos. As federações também não querem reduções de datas de suas competições.

Esse é o primeiro ano do novo calendário com Libertadores e Copa do Brasil no ano inteiro. Então, há uma avaliação de clubes, CBF e Globo de que há um período de adaptação. Além disso, há o caso excepcional de o Corinthians ter disparado. Ainda assim, há um temor de que o Brasileiro perca interesse no futuro.


Conmebol estuda fatiar direitos de TV da Libertadores no Brasil
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A Conmebol está próxima de iniciar o processo de licitação dos direitos de TV da Libertadores para 2019 com o anúncio da agência responsável. E a confederação sul-americana está aberta a qualquer modelo de negociação desde que aumente o valor do contrato. Não descarta a possibilidade de fatiar os direitos no Brasil, entre TV Aberta, fechada e internet.

Atualmente, a Fox detém todos os direitos da Libertadores para todas as propriedades e países, em contrato renovado até 2018. A emissora que renegocia, por exemplo, os direitos para a Globo na TV Aberta.

Agora, a ordem da Conmebol para a agência a ser escolhida será encontrar a fórmula que possibilite maior ganho financeiro com a venda dos direitos da competição sul-americana. A empresa vai buscar informações no mercado, estabelecer um formato e levar para a aprovação do Conselho da entidade. Nesta sexta, a confederação anunciou que 10 agências estão habilitadas. Ou seja, nas próximas semanas será anunciada a vencedora.

Uma das primeiras decisões será estabelecer os pacotes de direitos por regiões ou países. Isso já estava definido previamente com o fim da negociação de todas as propriedades para uma empresa. Assim, poderá haver uma concorrência para o México, outra para o Brasil, uma terceira para um conjunto de países e por aí vai. O mercado que determinará.

E, dentro dos países, a Conmebol pode ainda fazer concorrências por direitos fatiados quando houver um país de forte valor econômico. É o caso do Brasil que representa em torno de um terço do mercado da confederação sul-americana. O México é outro mercado forte se os seus times voltarem à Libertadores.

Não há prazo para concluir o processo de licitação. Mas há a consciência na Conmebol de que tem de se buscar o momento certo para aumentar os valores. Há um temor de que as negociações dos direitos da Liga dos Campeões e até o Francês no Brasil possam concorrer com o torneio. Ou seja, se a Libertadores vier depois deles, as televisões brasileiras já terão gastado dinheiro com os outros torneios, podendo fazer ofertas menores.

O Campeonato Francês é um novo elemento já que tornou-se uma vitrine após a contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain. Os direitos pertencem à Globo, Sportv e Espn, mas só duram mais um ano. Portanto, devem ser vendidos agora. Também será no segundo semestre a negociação da Liga dos Campeões. A previsão é que ocorram após a Libertadores.

Essa posição da confederação sul-americana faz sentido. Emissoras brasileiras preparam seus orçamentos para saber em que competições irão investir já que não sobra dinheiro para todos os projetos.

Um decisão já tomada é que não haverá mais contratos longos como os feitos na gestão de Nicolás Leoz, Eugenio Figueredo e Juan Angel Napout. A ideia é que os contratos sejam limitados aos mandatos dos presidentes. Essa regra só será flexibilizada agora porque o mandato de Alejandro Dominguez se encerra em 2019 e não faria sentido fazer um contrato curto. Portanto, o novo acordo da Libertadores deve ser até 2022, invadindo o próximo mandato.


Globo se empolga com estreia e traça estratégia para exibir Neymar no PSG
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A Globo avalia como positiva a exibição de flashes da estreia de Neymar pelo Paris Saint-Germain durante a rodada do Brasileiro. Satisfeita, a emissora já estuda a estratégia para maximizar a presença do jogador em sua tela e aproxima-lo do torcedor. Para isso, não estão descartadas novas aparições na TV aberta.

Todos os direitos do Campeonato Francês no país percentam ao Grupo Globo pelo menos por mais uma temporada. A emissora, portanto, ganhou uma espécie de presente com a transferência de Neymar do Barcelona para o PSG.

Logo na estreia, diante do Guingamp, a emissora não transmitiu o jogo ao vivo, mas passou diversos flashes durante a rodada do Brasileiro, tanto no Vasco x Palmeiras quanto no Atlético-MG x Flamengo. Houve críticas de torcedores.

Mas a emissora avaliou a experiência. O entendimento da Globo é de que foi uma oportunidade de mostrar o melhor do que ocorria nos jogos nos dois países. Assim, na avaliação da empresa, há dinamismo na transmissão.

Há a possibilidade de jogos de Neymar no Francês serem exibidos em TV aberta integralmente, desde que não sejam coincidentes com os do Brasileiro. Como regra, todas as partidas do astro brasileiro vão passar no Sportv. Há estudos para que sejam utilizadas outras plataformas para aproximar o torcedor do jogador.

Entre as televisões, há uma expectativa de que a Liga Francesa promova a venda da temporada seguinte do campeonato em outubro, na feira Sportel, em Mônaco. Neste evento, a maior parte das televisões brasileiras devem estar presentes e poderá discutir o campeonato. Há uma opinião de executivos de que houve um aumento do valor do campeonato para a futura compra pelo Brasil. A liga espanhola, onde jogava Neymar, já era naturalmente valorizada.


Contrato da Globo para Copa América-2019 sumiu na Conmebol
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O contrato da Copa América-2019 para direitos de TV para o Brasil existe e é assinado com a Globo. Mas até pouco tempo nem a Conmebol tinha o documento que não constava nos seus escritórios. Agora, a entidade pretende ganhar mais com esses direitos, enquanto a emissora brasileira defende que o antigo acordo é válido.

Esse não é o único problema da Conmebol que tem também um contrato em vigor com a Datisa para a Copa América, incluindo outros países. É a mesma empresa que pagava propina para dirigentes da cúpula da entidade como demonstrou a investigação do FBI sobre o “caso Fifa”.

Em reunião nesta semana, no Conselho da entidade, o presidente Alejandro Dominguez se mostrou otimista em desenrolar o nó dos acordos de direitos de televisão. Até porque, sem uma solução para o caso, a Conmebol terá valores reduzidos para a organização da entidade. O objetivo é renegociar os acordos para turbinar rendas. O número de sedes no Brasil dependerá dos valores arrecadados.

E o maior mercado para a Copa América é o Brasil, sede da competição. Mas representantes da Globo mostraram, há cerca de três meses, uma cópia do contrato que têm para os direitos do país. O documento não constava na sede da confederação sul-americana, e dirigentes se mostraram surpresos com sua existência. A emissora brasileira deixou uma cópia do documento no Paraguai.

O acordo é assinado em 2010, nove anos antes da realização da competição, quando nem se sabia onde seria a competição. Foi assinado pelo ex-presidente Nicolas Leóz, que está em prisão domiciliar em Assunção por desviar fundos e levar propinas em contratos. Leóz mantinha um escritório próprio na capital paraguaia, onde ficava boa parte dos documentos da entidade. A auditoria da nova gestão constatou a falta de vários papéis.

O contrato da Globo engloba todos os direitos de televisão para o Brasil. Em nota para o “Lance!”, em maio, a emissora reafirmou seus direitos sobre o torneio e disse que já tinha pago uma parte dos valores. Não houve modificação na posição da emissora que não abre mão de manter em vigor o contrato antigo.