Blog do Rodrigo Mattos

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CBF muda código de ética e derruba veto a filho de Tite na seleção
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A CBF modificou o texto do seu código de ética para derrubar a proibição à contratação do filho de Tite. O texto inicial do código impedia a contratação de qualquer parente por funcionários ou cartolas de clubes e da confederação. A nova redação exclui o departamento de futebol desse veto.

O texto base do código de ética da confederação foi feito em junho de 2016. Publicado no site da entidade, a redação proibia a contratação de parente até 3o grau por qualquer funcionários da CBF, de federações ou clubes. Afinal, sua abrangência era para todo o sistema de futebol. Assim o texto foi aprovado.

Mas, logo em seguida, o técnico Tite anunciou a formação de sua comissão técnica com o seu filho como auxiliar. Então, o blog de Gabriela Moreira publicou a informação de que havia um veto a ele. A partir daí, a CBF passou a estudar uma forma de modificar o texto.

A versão final foi aprovada nesta quinta-feira pela assembleia geral da CBF, composta pelas federações. E excluiu todo o departamento de futebol da regra, o que passa a valer para a confederação e para os clubes.

“Há uma diferença: os dirigentes estão mantidos isso (veto) até 3o grau. Para o sistema do futebol, comissão técnica, a nossa avaliação é de que não se justifica”, afirmou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Não tem sentido.”

Questionado se a medida tinha sido tomada por conta do filho de Tite, o dirigente afirmou que ele já não deveria ter sido afetado, mas que o texto era duvidoso. Segundo ele, o objetivo da CBF foi adaptar a redação para deixar claro que o veto não se aplicaria a comissões técnicas.

“Quando fomos tratar do filho do Tite, não houve nenhuma dúvida, qualificação indiscutível, inquestionável. Quando foi discutido aquilo, a gente achava que não deveria mudar, mas que deveria ficar bem claro que no sistema futebol isso não deveria ser aplicado”, concluiu Feldman.


Vinicius Jr estreará no profissional mais novo do que Neymar? Fla avalia
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Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano sub-17, o atacante Vinicius Junior voltará ao Flamengo ainda sem data certa para subir ao profissional. O departamento de futebol do clube vai avaliar a situação do jogador com cautela, sem querer apressar sua ascensão. O jogador, por exemplo, nem atingiu a idade de Neymar em sua estreia no Santos.

A diretoria do Flamengo tem evitado comentar especulações sobre o novo jogador, tanto em relação a assédio de clubes de fora quanto de seu início profissional. Até porque há a lembrança dentro do clube de como jogadores são exaltados por torcedores nas categorias de base e isso afeta seu rendimento futuro.

Assim, Vinicius Jr e Lincoln continuarão a fazer parte do projeto “Pratas do Ninho” enquanto se preparam para ter uma chance no profissional no futuro. Não estão inscritos no Estadual, e não entrarão nesta fase inicial da Libertadores. O Brasileiro, durante o ano, é que seria uma oportunidade para subirem. Por contrato, o destaque do Sul-Americano fica no Flamengo até 2019, quando terá 19 anos.

Em comparação, Vinicius Jr vai fazer 17 anos em julho, e Neymar estreou no Santos quanto tinha 17 anos e um mês em 2009. O craque do Barcelona rapidamente virou destaque santista e se tornou a revelação do Paulista. Seu brilho mais intenso, no entanto, chegou na temporada seguinte com títulos do Paulista e da Copa do Brasil.

Ex-coordenador da base da seleção, Erasmo Damiani, que trabalhou dois anos com Vinicius Jr. na CBF, disse que cada jogador tem seu momento certo para subir. É preciso analisar o físico e a cabeça, e colocá-lo de forma cadenciada. Mas ressalta que há os que queimam etapas com sucesso.

“Os gestores do Flamengo são ótimos. Com a vivência que têm com ele, poderão decidir o momento. Ele pode voltar do Sul-Americano com uma vontade muito grande de sobressair e surpreender. O Gabriel Jesus, por exemplo, a gente sabia que tinha potencial, mas quem achou que ele chegaria tão rápido a titular da seleção? O futebol às vezes é prematuro”, analisou Damiani, que vê grande potencial e boa cabeça do jogador. “O que ele não pode é ser salvação. Tem que ser como o Neymar (o processo de subida).”

Na seleção, Vinicius Jr teve sua carreira também construídas aos poucos, tendo iniciado pelo time sub-15. Boa parte daquele equipe subiu com ele para o sub-17, tornando-se um elenco que jogou junto durante dois anos até o título do Sul-Americano. Além de Vinicius Jr, o Flamengo recebeu de volta Lincoln, que acabou com cinco gols no torneio, e o lateral Wesley e o zagueiro Patrick. Os dois primeiros são presença praticamente certa no Mundial sub-17 na Índia, em outubro.


Pedido de Tite, jogo com Alemanha muda preparação de seleção para Copa
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Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

“Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado”, contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

“É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido”, contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.


Com ingresso inflado, CBF fatura quase o dobro com Tite do que com Dunga
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A chegada de Tite ao comando da seleção brasileira não foi boa apenas em campo para a CBF: teve efeito positivo para os cofres da entidade. A entidade teve um incremento de 92% no seu ganho com bilheteria nos jogos com o atual treinador nas eliminatórias em relação às partidas da era Dunga.

Isso ocorreu porque, nos confrontos com Tite, a CBF aumentou consideravelmente o valor dos ingressos. Os bilhetes para assistir à seleção tiveram uma inflação de 107%. Como a média de público caiu pouco, os ganhos de bilheteria explodiram para confederação.

Obviamente, isso só foi possível graças à boa fase da seleção. Com seis vitórias em seis jogos sob o comando de Tite, o time nacional voltou a despertar a atenção da torcida. O nome do treinador tem sido gritado nos jogos.

Nas três primeiras partidas da seleção com Dunga (Fortaleza, Salvador e Recife), a CBF faturou R$ 11,9 milhões com um ingresso médio de R$ 91,63. A média de público foi de 43,2 mil pessoas.

Nas três partidas seguintes do Brasil em casa, já com Tite no comando (Manaus, Natal e Belo Horizonte), a CBF ganhou R$ 22,9 milhões apesar da média de público mais baixa. Com o novo técnico, o ingresso médio cobrado pela confederação foi de R$ 190,45. Foi mais alto em todos os jogos, mas atingiu o ápice no Brasil e Argentina com R$ 238 de média.

Com esses valores inflados, sobraram ingressos em Manaus, em Natal e em Belo Horizonte. A média de público ficou em 40.034, abaixo portanto da época de Dunga. Mas isso não teve importância para a CBF que ganhou R$ 11 milhões a mais com o novo treinador em relação ao anterior no mesmo número de jogos. O blog tentou ouvir a confederação que não respondeu sobre o assunto.


Tite não fez sacrifícios em convocações para poupar clubes brasileiros
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Em suas coletivas, o técnico da seleção, Tite, tem dito que é preciso ter bom senso na convocação de atletas para evitar prejuízos a times no Brasileiro. Mas até agora a seleção não fez nenhum sacrifício para ajudar os clubes. Isso porque não houve situação em que o treinador queria determinado atleta e abriu mão para poupar o campeonato, segundo apurou o blog.

Desde que assumiu a seleção, Tite fez três listas de convocação. Nessas, só na primeira chamou dois jogadores de um mesmo time nacional: o Santos, Lucas Lima e então Gabriel. Depois, incluiu no máximo um de cada equipe do Brasil. Ele afirmou que, entre dois jogadores parecidos, ficaria com o que não prejudicasse um clube brasileiro.

Só que não houve nenhuma situação em que Tite ficou em dúvida entre dois jogadores e abriu mão de um deles para evitar prejuízo à equipe. Simplesmente, convocou um atleta por time porque era o grupo que queria. E, dentro da comissão técnica da seleção, não há uma regra que impeça a convocação de dois de um time do Brasil. Se houver necessidade, vai acontecer.

Apesar da fase final do Brasileiro, o treinador incluiu seis jogadores de times nacionais na sua lista, sendo dois dos clubes que disputam o título: Gabriel Jesus e Alex Muralha, de Palmeiras e Flamengo, respectivamente.

As participações dos atletas em jogos no dia 16 de novembro podem ser complicadas visto que a partida contra o Peru é no dia anterior – o Palmeiras joga dia 17. A comissão técnica da CBF descartou a possiblidade de usá-los só contra a Argentina e liberá-los antes do segundo confronto. A alegação é de que a seleção não pode ser prejudicada, isto é, não foi feito nenhum sacrifício.

A concessão que a CBF deve fazer é liberar o goleiro Weverton, que é reserva, para participar do jogo de segunda-feira entre América-MG e Atlético-PR. Assim, ele atrasaria sua apresentação ao time brasileiro. Essa é a promessa da confederação: ajudar na logística para devolver ou pegar atletas.

Os clubes são prejudicados porque a CBF faz um calendário que para só parcialmente para as eliminatórias. Há jogos do Brasileiro no dia seguinte aos das eliminatórias da Copa. A confederação promete resolver isso para o próximo ano, mas o calendário definitivo não foi anunciado.


Após sucesso inicial, Tite troca um quarto da seleção por ‘justiça’
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Após duas boas atuações nas eliminatórias, o técnico Tite trocou um quarto do elenco da seleção em sua segunda convocação. A explicação do treinador é de que há necessidade de ser justo com a fase dos jogadores até que se tenha uma base de fato para o time. O treinador admite que é um desafio montar o grupo final.

Na nova lista, Tite chamou como novidades Alex Muralha, Thiago Silva, Fernandinho, Oscar, Douglas Costa e Firmino. Deixou de lado atletas como Marcelo Grohe, Geromel, Rafael Carioca, Taison e Gabriel Barbosa. Desta vez, foram 24 atletas contra 23 da primeira lista.

O treinador contou que fez justiça a fase dos jogadores em seus times. Talvez uma exceção seja Thiago que só ficou de fora da primeira vez porque estava contundido.

“Não é porque ganhou dois jogos que está tudo bem, tudo certo”, analisou. “Agora é muito momento do atleta. Lá na frente, tenha condição de ter o grupo. Sem pensar que está tudo errado, e sem pensar que está tudo certo.”

Um exemplo foi o goleiro goleiro rubro-negro Muralha cuja convocação está relacionada, além da regularidade, a ótima defesa em chute de Jesus no clássico diante do Palmeiras.

“É desafiador (montar o grupo). Vamos buscando todas as informações para ser o mais justo. (…) Vou errar e não vou errar de forma premeditada. Concorrência legal. Os atletas que saíram vão continuar a ser acompanhados”, avaliou Tite.


Após vencer queda-de-braço, CBF ganhará ao menos R$ 6 mi em jogo em Manaus
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Com Pedro Ivo Almeida

Depois de negociações para aumentar seu lucro, a CBF levará pelo menos R$ 6 milhões no jogo da seleção brasileira diante da Colômbia, pelas eliminatórias. Conseguiu isso graças a conversas para reduzir o aluguel pago na Arena Amazônia e para manter os preços exorbitantes de ingressos após pressão do Ministério Público.

Foram colocados à venda 42 mil ingressos. Até a noite de segunda-feira já tinham sido comprados 34 mil – a entidade tinha negociado três mil a mais, mas foram devolvidos por falta de pagamento. A expectativa da CBF era de que se esgotassem as entradas até a hora da partida.

Com isso, a estimativa da confederação é de uma receita entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões. Esse número pode ser maior já que a secretaria de Esporte do Amazonas estima levar R$ 600 mil pelo aluguel, que é de 7% da receita.

Esse aluguel, por sinal, foi reduzido para a seleção por meio de decreto. Para clubes, o percentual cobrado é de 10%. “Na verdade, no jogo da seleção, a operação é bem maior do que nos dos clubes. E, como o ingresso médio é mais caro, isso vai gerar uma boa renda”, justificou o secretário de esporte do Estado do Amazonas, Fabrício Lima.

A CBF colocou como valor mínimo de ingresso R$ 210,00, considerado o preço cheio. O mais caro chega a R$ 400,00. Isso levou o Ministério Público a questionar esses montantes, bem superiores aos cobrados em outras praças. Mas a diretoria da confederação fez jogo duro, ameaçou tirar a partida da Amazônia e só aceitou uma redução de 5% no valor.

“As pessoas precisam entender que temos uns 20 mil lugares a menos que estádios como Brasília e Castelão. Pessoal tem um custo alto, precisa recuperar nos ingressos que têm. São poucos”, afirmou o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Dissica Valério Thomas, que reivindica um percentual entre 2,5% e 5% da renda do jogo para o futebol local.

Para se ter ideia, o recorde de renda da CBF é um amistoso da seleção no Morumbi, em 2014, com R$ 8,6 milhões. Só que, então, eram 62 mil pessoas no estádio.

O dinheiro do aluguel servirá para pagar um mês de manutenção da Arena Amazônia, que gira em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil. Há uma tentativa do Estado de operar o estádio no azul em 2016. Isso porque até 2015 a arena sempre deu prejuízo no saldo no final do ano.

“Nossa meta é essa. Estou há cinco meses e já trouxemos alguns jogos de cariocas (Flamengo x Vasco e Flamengo x Fluminense). Trabalhamos para mostrar que é possível”, contou Fabrício Lima, que disse que se fechar no zero a zero será um gol de placa. “Sempre disseram que a Arena Amazônia era uma obra que não tinha que ser feita. Mas queremos viabilizar ela, seja para ceder por licitação ou continuar a administrar.”

Para isso, além de jogos, Fabrício tenta realizar uma agenda de eventos: quer convencer noivas a casar no estádio e realizou alguns eventos corporativos. Outro sonho é levar shows internacionais já que, dois anos após a Copa, não foi realizado nenhum por lá até agora.

O estádio está em bom estado, com vestiários e instalações bem cuidadas, ao contrário de outras arenas do Mundial. Por isso, agradou a seleção. diretoria da CBF sempre disse que levaria a seleção para ajudar as sedes da Copa e evitar elefantes brancos. Mas a entidade deixa claro com suas atitudes que não vai abrir mão de lucros altos para isso.


E Tite descobre que a geração não era tão ruim assim
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No auge da crise do futebol brasileiro, com a seleção sob o comando de Dunga, uma das máximas repetidas era que o Brasil tinha que aceitar que vivia uma geração ruim, uma entressafra. O próprio Dunga nunca aceitou essa tese. Pois Tite, em sua estreia, encontra em um garoto de 19 anos um centroavante capaz de criar três gols em jogo de eliminatória fora de casa, diante do Equador.

Não há como dizer que a seleção tem um timaço, e jogadores para todas as posições. Mas está claro que jogava abaixo de suas capacidades com Dunga.

Ressalte-se que Tite teve pouco tempo para treinar. O que fez foi de uma certa forma o óbvio: escalou Neymar aberto na esquerda (às vezes caia para o meio), Willian na direita, e o artilheiro do Brasileiro, Gabriel Jesus, no meio.

No meio, teve o controle de Casemiro, um dos melhores volantes do mundo, e Renato Augusto em ascensão. Sua aposta, Paulinho, ainda se mostrou lento e abaixo dos demais. Mas acertou nas outras posições, Marquinhos na zaga, Marcelo na lateral, e por aí vai.

O time demorou a engrenar com um primeiro tempo lento na saída de bola em que se deixou pressionar pelo Equador em jogadas laterais. Nada que amedrontasse. Jogo fraco, monótono.

A volta foi bem diferente. O Brasil se soltou nos espaços à frente da zaga equatoriana, com triangulações, jogadas de lado, chutes de longe. Dominava completamente o rival. Era a seleção.

Já podia ter saído o gol quando Gabriel Jesus superou Mina, sofreu um pênalti e deu para Neymar a chance de abrir o placar. E aí o palmeirense iniciou seu recital. Fez um gol de meia-letra após bom cruzamento de Marcelo, e completou um placar com um pintura colocada após nova jogada pela esquerda.

Não, os problemas brasileiros não estão todos resolvidos e Tite é um gênio. Na verdade, o que fez nesta quinta-feira foi um esboço do time que pretende neste 4-3-3 tão adotado no mundo todo. O que contou mais foi a escalação dos jogadores certos, nos lugares certos, ressalvada uma ou outra exceção (certos nomes da sua convocação ainda precisam convencer da sua utilidade).

Assim, mostrou que jogadores para construir um time o Brasil tem. Só em relação aos meias que estamos abaixo das grandes seleções do mundo – não há como comparar os nossos com Kroos, Iniesta, entre outros. Enfim, foi um belo início.


CBF estuda mudar seu código de ética para excluir veto a filho de Tite
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A CBF estuda mudar o texto final de seu código de ética por conta de um conflito em relação à contratação do filho de Tite, Matheus Bachi, para a comissão técnica da seleção. Isso porque o documento, aprovado por grupo de reformas da entidade, veta que funcionários contratem parentes, o que se estende para o departamento de futebol. Estas regras ainda serão validadas em breve pela confederação.

Foi o blog de Gabriela Moreira, na Espn, que publicou que a proposta do código vetava que funcionários da entidade contratassem parentes. Fontes que tiveram acesso ao texto final confirmaram que essa proibição foi mantida no documento aprovado na semana passada.

A questão é que desde a noite de terça-feira surgiu na CBF a preocupação de o texto atingir o filho de Tite. O novo treinador da seleção sequer sabia desta regra, segundo apurou o blog. A intenção dos redatores do documento não era tratar de comissões técnicas, mas evitar que diretores da confederação e de clubes pudessem contratar parentes.

Sim, a abrangência do código de ética é para todas as federações e times de futebol do Brasil. Ou seja, todos os técnicos que têm filhos ou parentes em suas comissões técnicas teriam de demiti-los. É o caso do treinador Cuca com seu irmão Cuquinha, do filho de Dorival Jr, Lucas Silvestre, entre outros.

Por isso, dirigentes de clubes já requisitaram que seja feita uma emenda ao texto com ressalva do mecanismo em relação às comissões técnicas. Pela nova ideia, continuaria a haver veto para a contratação de parentes de diretores da CBF e de times, mas não no caso dos departamentos de futebol.

Ainda é possível mudar o texto porque ele não foi aprovado pela Assembléia Geral Administrativa, composta por federações estaduais. Portanto, não é válido. É possível que o grupo de reforma volte a se reunir para reformar o código de ética, ou que a própria assembleia tome uma decisão sobre o assunto. Mas, hoje, a tendência é de o documento ser alterado.

Questionados sobre o assunto, assessores da CBF e de Tite não se pronunciaram.

PS O código de ética da confederação já causou polêmica ao ser anunciado porque não seu comitê não vai poder investigar as acusações propina contra o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. A alegação é de que a norma não vale para casos anteriores.


Veja por que cartolas da CBF pedem a Del Nero a demissão de Dunga
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Após a derrota para o Peru, e a eliminação da Copa América, o técnico da seleção, Dunga, passou a ter seu cargo seriamente ameaçado. Há uma pressão interna significativa de dirigentes de federações estaduais aliados do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para derruba-lo.

Ao mesmo tempo, o número de defensores de Dunga na confederação reduziu-se drasticamente. Sobrou o coordenador Gilmar Rinaldi e um outro diretor da entidade que entende que o trabalho dele é bem-feito.

Durante a segunda-feira, o blog ouviu os principais argumentos de quem pede a cabeça do treinador, assim como as alegações de quem ainda o defende. Aí vão nas listas abaixo:

Por que demitir Dunga

– Aliviar a pressão sobre diretoria da CBF: Dirigentes avaliam que até eles e Del Nero têm sido afetados pela enxurrada de críticas direcionadas a Dunga. Se ele cair, no mínimo, haverá uma redução dessa pressão ao atender um anseio popular e da maior parte da mídia.

– Dois anos de trabalho perdido: A avaliação dos cartolas é de que, após dois anos, Dunga não conseguiu evoluir na construção de um time. Um dos dirigentes defende que deveria ser feito um trabalho de remontagem do futebol brasileiro logo após a Copa-2014. Caso ele seja mantido, corre-se o risco de jogar mais tempo fora, dizem os aliados de Del Nero.

– Ameaça real de ficar fora da Copa: Um dos maiores temores dos cartolas é ver a seleção fora da Copa do Mundo. Entendem que, se isso ocorresse, todos do futebol seriam apontados como culpados. Atualmente, o time é sexto nas eliminatórias e não se classificaria.

– Fracasso do modelo de gestão: Há críticas ao sistema de parceria entre Gilmar Rinaldi e Dunga escolhido pela CBF. Uma das opiniões é de que o modelo anterior com diretor de futebol era mais eficiente porque não havia tanta cumplicidade com o técnico, e portanto ele poderia ser avaliado de forma independente.

Por que não demitir Dunga

– Renovação do time: O técnico da seleção finalmente deixou de lado o time que sofreu a goleada do 7 a 1 e renovou o time na convocação para a Copa América. Na avaliação de um cartola, isso significa que essa foi a primeira competição com o novo elenco, então, não dá cobrar resultados agora. E o entendimento dele é que o time mostrou evolução no toque de bola nos primeiros tempos diante de Equador e Peru.

– Erro de arbitragem e crescimento dos rivais: Na defesa de Dunga, um argumento é de que foi um erro de arbitragem no jogo contra o Peru que eliminou a equipe da Copa América. Outra alegação é de que o time do Peru se mostrou mais forte do que o esperado, e portanto o grupo não era fraco já que o Equador faz boa campanha nas eliminatórias.

– Olimpíada em cima e falta de opções: Até cartolas que defendem a saída de Dunga lembram que há pouquíssimo tempo para um novo treinador preparar o time olímpico. Esses mesmos dirigentes concordam que só há uma opção viável no Brasil como substituto do treinador: Tite. Assim, se ele não aceitar, teria de se pensar em alternativas de menos prestígio ou estrangeiros.